Título: O recluso

Sumário: Bella, uma recém-formada da Universidade de Washington, se vê sozinha e desorientada ao sair da faculdade e perder seu pai. Uma oportunidade surge para trabalhar como governanta na casa de um misterioso homem em Port Angeles.

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Recluso:

Pessoa que espontaneamente se isolou do convívio social.

(Dicionário UOL)

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Capítulo 25

Setembro de 2016

BPOV

"Ohhh", outro gemido me escapa. "Mais rápido, Edward. Por favor", eu choramingo, fazendo-o dar aquele sorriso torto que eu amo.

"Paciência, Bella. As coisas boas vêm para meninas que esperam", ele diz enquanto puxa pra trás e se enfia seu pau novamente em minha boceta. "Não é isso o que dizem?"

"Humm".

Ele me tem presa em seu colchão, com as mãos acima da minha cabeça, amarradas na cabeceira da cama. Ele está ajoelhado entre minhas pernas, fazendo amor comigo lentamente, após me provocar durante boa parte da noite.

As últimas semanas têm sido incríveis.

Após a confusão com Garrett e tudo mais, eu sinto que nossa relação está se fortalecendo. Além de explorar o lado físico ainda mais, eu me sinto conectada a ele como nunca pensei ser possível em uma relação. E ele parece sentir o mesmo...

Eu suspiro, lembrando da maravilhosa noite de ontem, enquanto espero Edward para o jantar. Ele está atrasado. Eu verifico o relógio novamente e começo a ficar preocupada. Ligo para seu celular de novo e vai direto para caixa postal. Meu peito aperta de aflição. Ele sempre liga quando vai se atrasar...

Ele foi para Seattle hoje bem cedinho, para uma reunião com um novo cliente. Na parte da tarde, ele disse que iria participar de um Workshop e chegaria em casa antes das 19 horas. Mas já passam das oito da noite e nada dele. Eu pens em ligar pra Esme e sondar se ele passou por lá, mas não quero alarmá-la.

Decido esperar mais um tempo. Se ele não ligar ou chegar, eu ligo pra ela.

Uns vinte minutos depois, o telefone toca.

Edward.

Eu pego o aparelho e é um número desconhecido.

"Alô?"

"Alô. Srta. Swan?", a voz masculina do outro lado da linha diz.

"Sim, sou eu", eu respondo apreensiva, sem saber o motivo.

"Aqui é Mark Robbes, do Harborview Medical Center. A senhorita é o contato de emergência do Sr. Edward Cullen".

Não! Oh meu Desu, não!

Por favor, ele não pode...Não!

"Srta. Swan?"

"Sim", eu respondo trêmula.

"A senhorita entendeu o que eu disse? O Sr. Cullen esteve em um acidente de carro e foi trazido para cá...". O homem continua falando, explicando o pouco que ele sabe. Eu tento não perder nenhuma informação importante, mas minha mente parece querer congelar.

Ele está vivo.

Ele está em cirurgia.

Havia uma mulher no carro com ele.

Ela está em observação, mas o funcionário não tem mais informações.

Eu pego o endereço do hospital e corro para pegar minha bolsa antes de entrar no carro rumo à Seattle. No caminho eu vou ligar pra Esme e Alice. Eu não sei se elas já sabem.

Oh, meu Deus. Olhe por Edward! Ele tem que viver, por favor!

Minhas mãos estão tremendo e eu mal enxergo por causa das lágrimas que não param de cair. Eu não posso dirigir assim! Penso rapidamente em quem poderia me ajudar e ligo para Hanna. Explico rapidamente a situação e ela vem me buscar imediatamente para me levar à Seattle.

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Eu mexo as mãos em meu colo, inquieta.

"Só mais alguns minutos, Bella", Hanna diz suavemente.

Estamos na entrada da cidade e eu tento me controlar. Consegui parar de chorar alguns momentos atrás. Esme já deve estar lá. Ela ficou de ligar se tivesse alguma novidade sobre o estado de seu filho. Quando liguei mais cedo, ela não estava sabendo de nada e ficou muito nervosa ao telefone. Carlisle assumiu a linha e eu tentei explicar o que sabia. Ele disse que iriam imediatamente para o hospital.

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Enquanto Hanna estaciona, eu desço e corro para a recepção do hospital.

"Edward Masen Cullen. Eu preciso saber onde ele está", eu digo afobada para a moça atrás do balcão.

"Quem?"

"Edward Cullen!", eu grito. "Em qual andar ele está?"

A mulher fecha a cara pra mim, mas eu não me importo. Ela digita alguma coisa no computador.

"A senhorita é da família?"

"O que? Bem, não...eu...Quer dizer, eu..."

"Só podemos dar informações sobre nossos pacientes para familiares. Eu sinto muito. Próximo, por favor".

"Não! Você não está entendendo. Ele é meu namorado. Eles me ligaram desse hospital!", eu grito com ela.

"Acalme-se, por favor. Eu sinto muito, mas é política do hospital", ela fala e me ignora depois.

Droga! Eu preciso saber dele!

Eu pego meu celular e disco pra Esme, mas dá fora de área.

Inferno!

Alguém toca meu braço e eu me viro. Hanna.

"Eles não me falam nada, Hanna", eu digo chorando. "Só a família e Esme não atende".

"Calma, Bella. Nós vamos descobrir o que está acontecendo. E a irmã dele? Você tentou ligar pra ela?"

Eu nego com a cabeça. Isso, Alice! Procuro o contato dela no celular para discar.

"Bella".

Eu levanto o rosto imediatamente.

Carlisle. Graças a Deus!

"Carlisle, por favor!", eu ando na direção dele. "Eles não me deram nenhuma informação. Como ele está?".

Ele segura minhas mãos. "Vamos subir. Ele ainda está em cirurgia. Estamos esperando no terceiro andar".

Eu começo a andar com ele, mas paro ao me lembrar de Hanna. Olho pra trás.

"Vá, Bella".

"Obrigada, Hanna. Eu não sei o que eu faria sem você".

"Não precisa agradecer. Você quer que eu espere?"

"Huh, não precisa. Eu não vou embora".

"Tudo bem. Se precisar, é só me ligar".

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Enquanto subimos até o terceiro piso, Carlisle me atualiza. Parece que uma van invadiu a pista contrária, atingindo o carro de Edward. O lado do motorista foi o mais danificado. Ele está com uma lesão no baço e é por isso que está na sala de cirurgia. Além desse ferimento, ele teve uma fratura no braço e pequenos cortes pelo rosto e abdômen.

"Irina estava com ele, mas teve apenas uma fratura na mão".

"Oh".

Irina é a mulher que estava no carro? O que ela estava fazendo com ele?

Saímos do elevador e Carlisle me leva até uma sala de espera privada. Vejo Esme, Alice , Jasper e a própria Irina sentados. Ao me ver, Esme se levanta e vem me abraçar.

"Esme".

"Oh, Bella, querida".

Seu carinho faz romper a barreira que eu tentei manter, e eu caio no choro de novo, abraçando-a mais.

"Shiii. Está tudo bem", ela acaricia meu cabelo. "Ele vai ficar bem".

Sinto outros braços em torno da minha cintura.

"Ele é forte, Bella", Alice diz. Eu solto Esme e abraço a irmã de Edward. "Papai disse que está tudo sob controle", ela garante. Eu olho pra Carlsile e ele acena em confirmação.

Que assim seja!

Eu não posso viver sem ele!

Esme me leva para sentar ao seu lado e permanece segurando minha mão. Eu olho para Irina e a cumprimento.

"Irina".

Ela apenas acena.

Eu a avalio fisicamente. Ela tem a mão enfaixada e algumas pequenas escoriações pelo rosto, mas parece estar bem. Eu tento decifrar a expressão dela, mas não sei se consigo. Ela parece chateada...ou preocupada. Ninguém falou nada sobre ela estar no carro com Edward. Ela não disse nada, também. Só se eles falaram sobre isso antes...

Eu tenho certeza que há uma boa explicação pra isso...Mas não importa! Isso não importa agora. Eu só quero que a cirurgia seja bem sucedida e Edward fique bom logo! Eu não tenho mais ninguém...sem ele, eu...eu não quero nem imaginar...

Pare, Bella! Ele ficará bem!

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O tempo não passa.

Eu alterno meu olhar entre o relógio e porta da sala, esperando que alguém venha nos dar notícias. Isso parece um pesadelo. Minha vida...nossas vidas estavam em ordem, nós estávamos tão felizes!

E vamos continuar sendo, Bella! Eu digo a mim mesma. Ele vai se recuperar e voltaremos para casa, tudo ficará bem como antes.

Menos de uma hora depois de chegar aqui, um médico vem falar conosco. Finalmente!

"Olá, Carlisle", o médico diz. Ele deve ser amigo do pai de Edward. "Sra. Cullen", ele cumprimenta Esme.

"E então, Luke?", Carlsile questiona.

"Ele está bem. Nós tivemos um pouco de trabalho pra conter a hemorragia, mas conseguimos. Ele está estável e vai ficar bem".

Graças a Deus!

Ele vai ficar bem!

O médico dá outros detalhes, conversando em uma linguagem mais técnica com Carlisle e eu não entendo tudo. Mas o importante é que o médico disse que ele está bem. Ele vai passar essa noite no CTI, sedado, mas amanhã deve ir para o quarto.

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"Jasper e eu vamos pra casa, mãe", Alice diz. "Amanhã cedo eu volto. Qualquer alteração, me avise", ela beija seus pais e me abraça.

"Eu também já vou, tia Esme. Estou com o braço dolorido. Mas eu virei visitar o Edward quando ele estiver recebendo visitas da família", ela diz isso olhando pra mim. Oh, ela quer dizer que não posso ficar aqui?!

Ha! Vai sonhando, mulher estúpida!

"Vá descansar, Irina", Esme e Carlisle a abraçam e ela vai embora junto com Alice.

Logo depois, Esme se vira em minha direção.

"Você deve descansar, também, Bella. Você veio de carro?"

"Huh, não. Eu...eu não estava em condições de dirigir e uma amiga me trouxe. Mas eu vou ficar aqui", eu digo com firmeza. "Eu entendo que você pode querer apenas a família aqui, mas-"

"Ei, querida", Esme toca meu braço. "Eu estou apenas preocupada com você. É claro que você pode ficar aqui o tempo que quiser. Você é a mulher do meu filho. Minha casa está a sua disposição se quiser descasar até amanhã. Aí você pode voltar com Carlisle logo cedo".

"Eu quero ficar, Esme. Eu não posso...ficar longe".

Ela me dá um pequeno sorriso. "Eu entendo. Então, ficaremos nós duas".

Carlisle se despede da esposa e de mim e vai pra casa.

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Mais tarde, eu descubro – o que me enche de alívio e gratidão – que Carlsile usou sua influencia antes de ir embora, para que eu fosse autorizada a ficar como acompanhante de Edward, junto com Esme.

"Sra. Cullen, o quarto para qual seu filho será transferido pela manhã já está disponível para a senhora", uma enfermeira comunica.

Eu passo boa parte da madrugada conversando com Esme, já que nenhuma de nós consegue dormir. Eu também mando uma mensagem pra Hanna, dando notícias e pedindo que ela avise no colégio que eu não vou trabalhar amanhã. Quando amanhecer eu ligarei para a diretora e explicarei o que aconteceu, mas de qualquer jeito ela pode avisar lá.

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É apenas um pouco antes do almoço que Edward é transferido para o quarto. Ele ainda está dormindo. Um médico veio falar conosco há pouco e disse que os sinais de Edward estão muito bem, tudo corre conforme esperado e que ele pode acordar a qualquer momento.

Quando Edward chega ao quarto, eu me contenho para não voar pra cima dele. Eu deixo Esme se aproximar primeiro e aproveito para olhá-lo. Ele está coberto com um lençol do hospital, mas eu posso ver seu braço esquerdo imobilizado e seu rosto está coberto de hematomas. Vários cortes, alguns pequenos e outros um pouco maiores.

Um soluço me escapa, chamando a atenção de Esme, que se vira e me chama para perto deles.

Eu vou até a outra lateral da cama e toco levemente o braço direito de Edward. Eu quero tocá-lo em todos os lugares...o seu rosto... ver o quanto ele está machucado, mas tenho medo de causar mais dor.

"Ele vai ficar bem", Esme diz, também com os olhos cheios d'água.

"Vai sim", eu afirmo.

Carlsile e Alice já estiveram aqui e eu tive a chance de agradecer pela atitude dele.

"Não há necessidade de agradecer, Isabella. Eu sei que Edward ficará feliz ao acordar e ver seu rosto aqui", ele diz.

Este é um dos hospitais em que Carlisle trabalha, então ele tem passado o dia se revezando entre atender aos seus pacientes e vir aqui para olhar seu filho.

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Eu saí do lado de Edward apenas para lanchar, no início da tarde, por insistência de Esme. Acabo de volta vez dela se alimentar.

Me sento na cadeira ao lado da cama e pego a mão dele, acariciando e beijando seus dedos o tempo todo. Eu converso com ele, falo sobre as muitas coisas que quero fazer quando ele se recuperar. Peço para que ele acorde logo, digo que estou com saudades de ver seus olhos, ouvir sua voz.

Em meio ao meu falatório eu sinto a mão dele apertar a minha. Levanto o rosto e olho pra ele, apenas para encontrar duas esferas verdes me fitando. Então, um sorriso lindo se forma lentamente em seu rosto.

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-R-R-R-R-

Oi.

Como prometido, aí está o capítulo.

Obrigada a todos pela leitura e pelos comentários :)

Devo postar de novo na sexta-feira ou sábado, pois a semana promete ser corrida.

Comentários são muito bem-vindos ;)

Abraços e ótima semana pra todo mundo!

T. Darcy

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oi: De coração, a intenção não era essa. Era simplesmente mostrar o choque da Bella ao perceber que não conhecia de fato o namorado (alguém que ela pensava conhecer) e a decepção com a traição, independente da orientação sexual. Bjos.

Clarissa: Que bom que gostou :) Eu, particularmente, adoro EPOV! Obrigada por ler e comentar! bjo

Mila: São dois danadinhos aqueles, né rsrsrsrs Fico feliz que vc gostou! Bjos e obrigada!

A: Obrigada por ler e comentar :) Bjos.