A/N: não, ainda não é o casamento! Mas não me matem, por favor! hehehe Eu prometo que é o ultimo capitulo antes do casamento... eu só quero ter certeza que fique perfeito, do jeito que eu imaginei. Acho que vocês vão gostar! :D Então sejam pacientes... E espero que gostem desse capitulo. Ficou bem legal! Não esqueçam das reviews! beijoo (:
In one of those nights
Era mais uma daquelas noites. Ela revirava-se na cama, mas nunca achava a posição certa. Mais parecia que a cama não queria que ela dormisse. Os lençóis grudavam na pele. A colchão ora era duro demais, ora mole demais. Sua mente também não ajudava. Viajava nas possibilidades; imaginava o que poderia ter sido; se perguntava sobre aqueles que não estavam ali. O teto parecia esmagá-La. As paredes pareciam estar se movendo. O constante pingar da torneira da cozinha; a respiração ruidosa no outro quarto; o galho batendo de leve em sua janela... Tudo ia leva-La à loucura. Quando não agüentou mais levantou-se. Caminhou a passos rápidos e silenciosos até a sala da pequena casa. Notou um travesseiro no sofá. Lençóis espelhados pelo chão. E uma calça de pijama jogada em cima da mesinha do centro. A porta da sala estava aberta.
- Problemas com o colchão?
Juliet perguntou quando viu James sentado, em apenas sua samba-canção azul, na varanda da casa, bebendo cerveja é claro. Ele olhava para frente, para algum lugar indefinido. Mas não parecia estar realmente olhando. Parecia perdido dentro de sua própria cabeça. Estava muito bonitinho. Ele se sobressaltou um pouco com a pergunta dela. Mas olhou-a sorrindo.
- Não, o colchão estava ótimo. Mas Jin... Ronca demais. E Miles está falando de novo.
Ela sentou-se ao seu lado. Uma abençoada brisa gelada bateu diretamente contra ela. Ela fechou os olhos e passou as mãos pelos braços, agradecendo por aquilo.
- E você?
Ela o olhou. Ele parecia tão cansado e muita mais velho do que ela jamais o vira. Ela pode ver uma ruga de preocupação formando-se no meio de sua testa. Qualquer que fosse a razão da insônia dele, era muita mais do que os barulhos noturnos de seus companheiros de quarto. Ela resolveu que se ele quisesse falar sobre isso, ele poderia falar. Mas ela não iria forçar nada. então suspirou e olhou para as outras casas da Dharma adormecidas.
- Colchão... - ela deu de ombros, quando ele riu. - E esse maldito calor. - ela afastou os cabelos da nuca.
- É eu sei. Não importa quanto tempo passe eu nunca vou me acostumar. Isso aqui parece o inferno, pelo amor de Deus!
Ela riu. Ele ficava encantador quando xingava.
- Como você sabe disso? Você já esteve lá embaixo para saber?
Ele assentiu, rindo. Sentado ali, ao lado dela no meio da noite, ele sentiu que poderia fazer isso pelo resto da vida. Ela era divertida, sabia acompanhar suas tiradas sarcásticas. Isso quando ela não dava uma de espertinha, como agora. E é claro, ela era bonita. Muito bonita, para falar a verdade.
- Touché, Blondie.
Ela deu aquela risada única (e estranha, mas encantadora) dela. É, com certeza, poderia fazer isso ( o que quer que isso fosse) pelo resto da vida.
- Então, por isso eu vou deixar você ficar com a minha última cerveja, Jules.
- E isso é uma honra?
Ela disse pegando a cerveja com o logo da Dharma na mão. Ela não gostava de cerveja. Muito menos da Dharma. E James sabia disso. Mas mesmo assim ela abriu a latinha e tomou um longo gole. Estava bem gelada e deixou um gosto amargo na sua boca. Ela gostou da sensação; talvez fosse o calor, talvez a insônia...
- Ok, você tem que parar de tirar comigo. É tarde, eu estou muito cansado e um pouco bêbado para pensar em tiradas sarcásticas boas o suficiente...
Ela assentiu, sorrindo para ele. E então ela chegou mais perto dele e apoiou a cabeça no seu braço. Primeiro ele se surpreendeu. Depois acostumou-se e sentiu-se bem com aquilo. Era um sensação boa; significava que ela confiava nele o bastante para ficar assim perto dele. Ele sorriu, sem querer. Eles nada mais falaram; até mesmo o silencio, a falta de palavras ou ações era confortável entre eles. Aos poucos ele sentiu a respiração dela ficar mais pesada. Olhou para baixo e viu que ela dormia. E sorria de leve. E segurava-se ao seu braço.
Ele levantou-se lentamente, segurando-a em seus braços. Ela parecia um anjo, quando dormia. Ele sabia o que se escondia por debaixo dessa aparência angelical. E ele gostava mais dessa mulher do que do anjo. A mulher era real, era verdadeira; ele podia tocar, podia rir, podia ler, podia dividir uma cerveja com ela. O anjo era irreal, não existia, era intocável.
Ele a pôs na cama, levemente. Ela virou -se de lado e continuou a dormir. Ele ficou ali olhando-a por alguns minutos. Ela parecia tão confortável ali; mas sozinha, pequena naquela cama enorme. E ela era silenciosa quando dormia. Ele sentou na beira da cama e deitou-se ao lado dela, com cuidado. Ela não se mexeu. Ele fez-se confortável também na cama. Não sabia o que tinha de errado com o colchão dela, que a fez perder o sono. Era um ótimo colchão... Aquilo não era certo; ali era a cama dela! Ele não deveria estar ali... Mas ele estava bem ali, ele sentia confortável ali, ao lado dela. Ele iria embora pela manha. Sim. Ela não precisava saber disso. E fechou os olhos, respirou fundo. E então sentiu um peso, alguma coisa deitar-se sobre seu peito. Sorriu, mas não abriu os olhos. Não precisava ver para saber o que era o tal peso. E dormiu. Muito mais seguro, confortável e melhor do que em muito tempo.
E não foi embora pela manhã.
