Enfim, 722 (SETECENTOS E VINTE DOIS) DIAS DEPOIS!
(Contando a data de publicação original [27/12/2013] do Episódio 26 no Nyah! Fanfiction)
Caraca, acho que nunca demorei TANTO para postar um capítulo novo (não contanto a cena deletada do capítulo 21 que já postei no Nyah!).
Mas aí está, a parte 2 do Diário de Ryusei, e a novidade é que era tanta coisa pra colocar ai que tive que que criar mais duas partes, sendo que uma já está sendo revisada e a última já escrevi a introdução.
Pretendo ainda fazer mais alguns capítulos recapitulando a fanfic e explicando o que aconteceu com Devimon, o Mundo das Trevas, etc. Será uma revisão geral, um relatório feito por Gennai, fiquem ligados!
Já tinham se passado alguns dias desde que cheguei no novo mundo, a ficha já tinha caído e eu estava aos poucos tentando aceitar a minha realidade e meu destino.
"De agora em diante somos apenas eu e Psychicmon..." Pensou o pequeno Ryusei.
Parecia ser fácil de mais esquecer que meu melhor amigo e meu pai haviam partido, algo me dizia que talvez era Psychicmon quem estava fazendo isto, mas eu não tinha certeza e pra dizer a verdade nunca me preocupei, já que estava me sentindo aos poucos acostumado com a dor, tão acostumado que era como se eu já não a sentisse mais.
De repente Ryusei ouve algo se aproximando. E ele se levanta para ver o que é. Poucos segundos depois ele vê que do outro lado do lago havia alguém fugindo de um digimon.
"Não pode ser..." Se assustou Ryusei ao ver que se tratava de um ser humano. Mais precisamente, uma garota, fugindo de um digimon.
Psychicmon também percebeu e se levantou.
"Vamos ajudá-la!" Disse Ryusei.
Era um simples Vagiemon
Butter-Fly ~tri. Version~ (TV Size)
Stay shigachi na imeeji darake no tayorinai tsubasa demo
Kitto toberu sa on my love
Gokigen na chou ni natte kirameku kaze ni notte
Ima sugu kimi ni ai ni yukou
Yokei na koto nante wasureta hou ga mashi sa
Kore ijou shareteru jikan wa nai
Nani ga wow wow wow wow wow kono sora ni todoku no darou
Dakedo wow wow wow wow wow ashita no yotei mo wakaranai
Mugendai na yume no ato no nanimo nai yo no naka ja
Sou sa itoshii omoi mo makesou ni naru kedo
Stay shigachi na imeeji darake no tayorinai tsubasa demo
Kitto toberu sa on my Love
Episódio 27 –O Diário de Ryusei (Parte 2)
"Socorro!" Gritou a garota enquanto tropeçava no chão e fechava os olhos.
Psychicmon apareceu dando um soco no rosto de Vagiemon e o jogando longe. Vagiemon rolou um pouco, e depois de recobrar a consciência, se levantou e fugiu.
"Você está bem?" Perguntou Ryusei enquanto estendia sua mão para a menina se levantar.
"Estou..." Disse a menina enquanto passava a mão no próprio rosto meio que tentando recobrar o juízo após o susto. Enquanto era ajudada a se levantava, ela viu pela primeira vez a pessoa que a ajudou.
Ryusei também olhou nos olhos dela e não acreditou no que estava vendo. Era uma menina branca; tinha cabelos longos, lisos e negros que chegavam a refletir a luz. Ela usava óculos e tinha quase a mesma altura que Ryusei, exceto que era um pouco mais baixa. Os dois se olharam por um certo tempo sem dizer nada. O rosto de Ryusei corou um pouco, e a menina sorriu. Apesar de novos, ficou claro que aquilo foi amor a primeira vista.
"Como se chama..?" Perguntou Ryusei.
"Ayu... Ayu Tsukimiya." Respondeu a menina. "E você...?"
"Ryusei... Ryusei Matsuyama." Respondeu Ryusei. "Mas... Como você veio parar aqui?"
Passamos o resto daquele dia conversando, explicando um ao outro nossas vidas e como fomos parar ali, ela me mostrou seu digivice, disse que conseguia voltar ao seu mundo sempre que queria. Ayu me olhava com um rosto triste enquanto eu contava o que acontecera comigo desde então, quando falei sobre o Psychicmon ela fez uma cara triste, depois ouvi a história dela e ela me disse o que acontecera com seu digimon. Um mês antes mais ou menos, ela estava voltando para casa com seu digimon que acabara de conhecer, ela iria mostrar aos pais e pedir para que a deixassem ficar com ele, mas ao chegar perto de um dos portais, foram atacados por um grupo selvagem de digimaus, seu digimon pediu para ela voltar para casa enquanto ele tentava lutar, Ayu voltou para o seu mundo e desde então todos os dias ela vem ao digimundo, na esperança de reencontrar seu digimon. Decidi que iria ajudá-la a encontrar seu digimon, ela me disse que o nome dele era Lopmon, era um digimon pequeno, marrom, com orelhas grandes e três pequenos chifres na testa. Ayu me convidou para ir a casa dela, mas fiquei com medo, não queria voltar ao mundo humano, ela entendeu e não forçou muito para que eu voltasse, então partiu, mas prometendo que voltaria no dia seguinte, onde iríamos recomeçar a procura por seu digimon. De fato ela voltou, e por 15 dias procuramos pelo digimon dela, Psychicmon nos ajudou é claro, perguntamos a digimon mais dóceis se algum deles haviam visto um Lopmon por perto, mas ninguém, absolutamente nenhum digimon havia se quer ouvido falar em um Lopmon, assim como todos ficavam curiosos com Psychicmon, Lopmon também era bastante desconhecido para eles. Ao final do 15º dia, ela estava triste, e já se conformava com o desaparecimento de seu digimon, eu tentei animá-la, dizendo que não desistiria de procurar, então ela me fez uma proposta.
"Vem comigo para o nosso mundo. Vou pedir pra mamãe e o papai cuidarem de você, podemos levar Psychicmon juntos e provar que digimon e o Digimundo existem, e eu posso contar a verdade e dizer que não estou tendo aulas extras. Por favor, deixe-me te ajudar, e assim você pode me ajudar a continuar procurando por Lopmon... Por favor Ryusei... Eu me sinto tão ruim quando volto todo dia sabendo que você está aqui sozinho, sei que você tem Psychicmon, sei que ele é forte, mas sempre fico com medo de perder você como perdi Lopmon.." Os olhos de Ayu brilhavam e Ryusei não teve outra alternativa a não ser aceitar. Seu coração também batia muito forte, ele sentia algo que nunca havia sentido antes. Então eles voltaram através de um portal TV.
Até aquele momento tinha sido o dia mais feliz da minha vida... Assim que chegamos ela tentou procurar os pais dela, mas eles haviam deixado um bilhete, de que tinham saído. Ayu aproveitou o dia para mostrar sua casa, ela morava em Wakkanai, na ilha de Hokkaido, extremo-norte do Japão, uma cidade fria e pacata. Foi nesse dia que ela me deu um caderno de presente, tinha o cheiro dela... Disse que era o diário dela, mas ela nunca teve paciência para escrever, então pediu para que eu ficasse com ele. É neste diário que escrevo toda a história da minha vida. Claro que eu comecei tarde, já estava no Mundo das Trevas quando escrever nele pela primeira vez.
Tudo ia bem, exceto...
TK e Kari olhavam curiosos para o diário. "Então ele escreveu o diário tempo depois."
"E nessa parte ele começa a escrever com mais garranchos." Concluiu Kari.
"É como se ele relutasse para escrever, é como se ele tivesse apagado e escrito várias vezes, sem encontrar a forma certa de se expressar..." Disse TK. "Kari... Acho que algo muito ruim aconteceu com Ryusei, e isso pode ter sido o motivo pelo o qual ele tenha optado ir para o Mundo das Trevas, mas o que pode ser pior do que perder a família e os amigos...?"
Kari olhou triste para TK. "Talvez, perder também o grande amor da sua vida... Uma coisa é alguém que perde um familiar, um amigo ou um grande amor, outra coisa é uma pessoa que perde tudo de uma só vez..."
TK retribuiu o olhar para Kari, suspirou e continuou lendo.
Ayu era uma garota que adorava brincar, ela não gostava de ir a escola e havia mentido pros pais o tempo todo dizendo que ia para a aula e ficava mais tarde devido a aulas de reforço. Como os pais eram muito ocupados não tinham muito tempo para perguntar a ela como ia na escola, a escola tentava entrar em contato com os pais em vão, e ela das vezes que falava com a escola, dizia que estava gripada, e não podia ir. Como a cidade era fria quase todo o ano, o histórico de gripe era até comum, principalmente entre crianças como Ayu, que adoravam brincar na neve durante o período de outono e inverno. Ela queria me levar para uma montanha que havia na cidade, que ela dizia que era o antigo esconderijo antes de conhecer o Digimundo, eu topei mas antes convenci a ela de naquele dia, deixar um recado para os pais, avisando onde estava, eu fiz ela prometer que iria parar de mentir para eles e contar toda a verdade, ela aceitou. Então subimos a montanha, para vermos o por do sol, não sabíamos se veríamos direito pois a previsão era de que o tempo virasse ao final da tarde. Psychicmon disse que procuraria comida, estávamos tão distraídos um com o outro que esquecemos de avisar a ele que não havia necessidade de fazer isso ali, ESSE O MEU MAIOR ERRO NAQUELE DIA.
TK se assustou e Kari concluiu. "Escreveu em katakana..."¹
"É..." Concordou TK e continuou a ler.
Ayu queria me mostrar uma coisa assim que chegamos perto de uma enorme árvore que havia lá e pediu para que eu fechasse os olhos.
"Por que quer que eu feche os olhos? O que você vai fazer?" Perguntou Ryusei.
"É surpresa! Vamos, fecha os olhos e só abre quando eu mandar!" Ordenou Ayu.
"Tudo bem." E Ryusei fechou os olhos e em seguida pôs as mãos no rosto. Passado alguns segundos perguntou. "Posso abrir?"
"Ainda não!" Respondeu Ayu com a voz um pouco longe.
Mais alguns segundos se passaram e ele perguntou de novo. "E agora pode?"
"Não!" Respondeu Ayu com a voz mais longe do que antes. Passaram mais alguns segundos e ela gritou. "Pode abrir!"
Ryusei abriu os olhos e não viu mais Ayu por perto. "Onde você esta?"
"Aqui em cima!" Gritou a menina.
"O que?!" Exclamou Ryusei enquanto olhava pra cima.
Ayu estava sentada e sorrindo em cima de um galho quase no topo da árvore. "É lindo aqui em cima."
"Ficou maluca? Desce já daí, é muito perigoso!" Gritou Ryusei.
Algumas nuvens escuras se aproximavam devagar, era o tempo fechando.
"Esta tudo bem, eu sempre subo aqui, adoro ver a cidade daqui de cima. Por que você não sobe e vem ver também?" Perguntou Ayu.
Ryusei ficou meio com receio. "E-eu não sei... Não gosto muito de altura..."
"Está tudo bem! Vem!" Insistiu a menina.
"Eu não sei subir em árvores!" Explicou o garoto.
"Hum... Ta bom. Eu vou descer então, prometo que te ensino a subir em árvores qualquer dia desses." Disse Ayu sorrindo.
Ryusei ficou preocupado. "Eu não sei se vou conseguir..."
"Está tudo bem, não confia em mim?" Perguntou Ayu.
"É claro que eu confio... Confio mais em você do que em mim mesmo..." Disse Ryusei corando um pouco.
Ayu também corou e disse. "De verdade?"
Ryusei acenou sem graça e gritou. "Eu gosto muito de você!"
Ayu ficou sem graça e ao mesmo tempo sorriu. "Ryusei..."
"Sim?" Disse Ryusei La de baixo.
"Eu também gosto muito de você..." Respondeu Ayu sorrindo e com o rosto vermelho.
E nós ficamos nos entreolhando por algum tempo, Ayu de cima daquela arvore e eu de baixo fiquei um tempo imóvel havia esquecido ela também de descer ficamos um tempo quase dois minutos apenas olhando um para o outro.
"Aqui ele também mudou a maneira de escrever..." Disse Kari. TK concordou e eles continuaram a ler.
"Ah não... O por do sol..." Lamentou Ayu.
As nuvens negras já haviam chegado, junto com elas o vento frio.
"Ayu vamos voltar para casa, vai começar a nevar!" Disse Ryusei.
"Tudo bem..." Disse Ayu sorrindo para ele. "Uh?" Assim que ela terminou o vento começou a soprar.
"Ayu?" Perguntou Ryusei assim que viu Ayu balançar um pouco.
"Ryusei! Ta ventando muito forte! Eu não consigo descer!" Exclamou Ayu.
"Aguenta ai vou chamar Psychicmon! Ele vai te ajudar!" Exclamou Ryusei.
"Ryusei!" Gritou Ayu enquanto tentava se equilibrar sentada e ao mesmo tempo segurava no galho.
"Segure no tronco!" Gritou Ryusei mas Ayu estava muito longe para conseguir chegar até lá.
"Eu não vou conseguir! Ah!" Nisso ela perdeu e equilíbrio e caiu para trás.
Eu a vi cair diante de mim de costas para o chão.
"Ayu!" Gritou Ryusei enquanto ia desesperado até ela. "Ayu, você esta bem Ayu? Por favor, diga que esta bem!"
"Esta tudo bem... Por favor... Chama ajuda... Ta doendo..." Dizia Ayu com uma cara assustada e ao mesmo tempo de dor.
O vento continuava a soprar, as nuvens já tinham tomado o céu.
"Eu vou chamar, vou procurar Psychicmon e ele pode te levar até o hospital. Por favor, aguente firme!" Disse Ryusei aos prantos.
"Não chora... Vai ficar tudo bem..." Disse Ayu. "Eu já não estou mais sentido dor... Isso é estranho não?"
"Vai ver é porque você não teve uma queda muito forte... Vamos, eu acho que posso te levantar e te carregar. Me de seu braço." Disse Ryusei assustado.
"Não consigo..." Disse Ayu sorrindo e ao mesmo tempo lacrimejando. "Eu não consigo me mexer..." Disse ela com uma voz tremula.
"Eu vou chamar ajuda, aguenta firme por favor..." Disse Ryusei desesperado.
Psychicmon apareceu naquele instante longe, ele estava preocupado por causa da virada do tempo.
"Ryusei... Eu não consigo te enxergar direito... Eu... To com medo..." Disse Ayu com a voz tremula.
"Não... Ayu.. Ayu... AYU!" Gritou Ryusei.
Ela fechou os olhos, e começou a nevar. A neve tocava o rosto dela e ela não esboçava reação alguma.
"Não! Não! De novo não! Por quê?! POR QUÊ?!" Gritava Ryusei enquanto chorava e segurava a mão de Ayu.
"Precisamos chamar alguém." Aconselhou Psychicmon.
"NÃO!" Gritou Ryusei olhando pra trás. "Eu vou embora!"
"Embora? Do que esta falando?" Perguntou Psychicmon.
"Vou para o Digimundo!" Gritou Ryusei enquanto correu em direção a casa de Ayu.
"Espera! Ryusei!" Tentou impedir Psychicmon mas não conseguiu.
Eu corri naquele dia mais do que poderia correr na minha vida, no meio do caminho eu esbarrei com um casal, eles perguntavam se eu sabia da filha deles e eu fugi com medo, Psychicmon veio atrás de mim mas pegou outro caminho a fim de não ser visto por eles. Eu cheguei até a casa deles que estava destrancada. Subi até o quarto dela, peguei o caderno e apontei meu digivice para o computador dela, assim que o portal abriu Psychicmon chegou e foi atrás de mim. Ao chegar no outro mundo, a ficha caiu, a culpa era minha, em todos os sentidos. Se eu não tivesse aceitado a voltar, se eu não tivesse deixado Psychicmon sair, se eu não tivesse ficado aquele tempo todo admirando ela, se eu tivesse pedido para ela descer antes, nada disso teria acontecido! Da mesma forma que Osamu não teria sido atropelado se eu não tivesse parado naquele sinal. Da mesma forma que meu pai não teria sido internado se não trabalhasse tanto para cuidar de mim. Da mesma forma que minha mãe não teria morrido se não me tivesse. FOI TUDO CULPA MINHA!
"Ah céus... Pobre Ryusei." Lamentou TK.
"Ele escreveu pouco... Parece que queria apenas registrar a parte ruim." Disse Kari com um semblante triste.
"Percebi também, acho que ele apenas quis se focar nas tragédias para justificar o que vem depois..." Explicou TK apontando para o texto na página seguinte. Tinha um título nele.
Mundo das Trevas
Eu não havia voltado para o Digimundo, pelo menos não era nada parecido com o lugar onde eu costumava ficar. O local era sombrio, sem cores vivas, nublado, eu estava numa floresta, que tinha um rio. Logo quando eu cheguei havia percebido que o portal não estava onde deveria estar, eu simplesmente me vi naquele lugar sem nenhuma TV por perto que pudesse me levar de volta. Não fazia diferença para mim na verdade, eu não queria voltar para o mundo humano mesmo. Passei dois dias ali achando que estava em outra parte do Digimundo, mas não havia ninguém, nenhum digimon, apenas a floresta, o rio que dava numa praia e o mar. Eu fiquei um tempo com Psychicmon, calado, ele tentava falar comigo mas eu não respondia, ele tentava me animar, ia buscar alimentos, brincava comigo, me confortava, mas eu não respondia, apenas ficava lá, sentado, com olhar vazio e sem dizer nada. Apesar disso Psychicmon nunca se irritou comigo, muito menos me abandonou, ele chegou a desistir de me animar, mas ainda continuava a falar comigo e continuávamos a procurar por comida e por respostas até que depois do quinto dia...
Ryusei estava andando com Psychicmon a procura de comida no meio da floresta, então, ambos ouviram um barulho, que parecia ser algo andando perto deles. Eles ficaram em alerta e depois de algum tempo o ser se aproximou.
"O que é isto?" Disse Ryusei pela primeira depois que voltou do mundo humano. De alguma forma, falar de baixo d'água soou tão normal quanto fora dela.
Era um espectro do Mundo das Trevas. Ele olhava com um sorriso perverso para Ryusei, se aproximou e tentou tocar nele mas Psychicmon logo apareceu na frente.
"Se encostar nele eu te destruo." Ameaçou Psychicmon.
"Humm... Um ser das trevas, defendendo um humano?" Disse a criatura.
"O que é você? E onde nós estamos? Como me ousa me chamar de ser das trevas?" Disse Psychicmon com uma cara de poucos amigos.
"Posso sentir o cheiro das trevas emanando do seu corpo, você é um digimon do tipo vírus, nasceu com as trevas em seu coração." Disse a criatura.
"Eu não estou afim de papo, diga logo onde estamos, este não é o Digimundo é?" Perguntou o digimon psíquico.
"Hahahahahaha! Digimundo? Você está em território do nosso deus. Aqui não é o Digimundo!" Disse a criatura.
Aquilo foi estranho, porém eu me sentia indiferente quanto aquilo tudo. O espectro conversou mais um pouco com Psychicmon, que despertou um certo interesse em saber quem era esse deus. O espectro se ofereceu para nos levar ao deus dele. Em pouco tempo nos encontramos com mais um grupo de espectros, aos poucos foi aumentando os murmúrios entre eles. Psychicmon estava tenso, mas eu não estava assustado, algo em meu coração dizia que eu já havia perdido tudo que poderia perder, perder a vida seria o de menos, talvez até seria melhor para mim.
Chegamos até esse deus, foi de certa forma estranho na primeira vez, pois tínhamos que ir pela água, eu achei que fosse me afogar, mas de alguma forma eu conseguia respirar lá dentro, tudo aquilo era estranho pra mim. Quando chegamos ao local, um grande palácio no fundo do mar, com milhares de corais em sua volta, fomos recebidos por um digimon enorme.
Analisador Digimon
Dragomon.
Embora na fase Perfeita é considerado um digimon tão poderoso quanto os da fase Extrema. É considerado também o deus do Mundo das Trevas. Sua origem é desconhecida e sua técnica são seus próprios tentáculos.
"O que trazem até mim?" Perguntou Dragomon aos seus discípulos.
"Meu senhor! Trouxemos novas oferendas!" Disse o espectro que estava na floresta.
"É uma armadilha..." Sussurrou Ryusei com pouca emoção.
"Não acha que vai nos comer, acha?" Perguntou Psychicmon em tom de desafio.
"E se por acaso eu quiser devorá-los, o que pretende fazer para me impedir?" Ameaçou Dragomon.
"Isto!" Exclamou Psychicmon enquanto avançava rapidamente (apesar de estar na água) para atacar Dragomon que era o único digimon com corpo físico no local.
Dragomon mexeu um de seus tentáculos para se defender e Psychicmon desviou dele e tentou acertar Dragomon com um soco mas acabou sendo pego por outro.
"Ahh!" Gritou Psychicmon agora enrolado em um dos tentáculos do digimon gigante.
Dragomon trouxe Psychicmon para perto da boca dele e apertando o digimon disse as seguintes palavras. "Eu gosto da sua iniciativa, apesar de não ter testado seus poderes, vejo que você tem determinação, talvez eu poupe a vida de vocês, isto é, se me forem mesmo úteis!" Disse Dragomon e logo em seguida soltou Psychicmon.
Não tivemos outra escolha, tivemos que ficar e servir a este deus. Não foi muito difícil para Psychicmon convencer Dragomon que lhe poderia ser útil, mas o problema era eu, eu era tão inútil quanto qualquer ser humano, os espectros não gostavam de minha presença lá, alguns menos do que os outros, isso porque lá haviam espectros de digimon que haviam sido derrotados por digiescolhidos. Com o passar do tempo fui descobrir que os digiescolhidos não eram bem vistos, mas Dragomon não ligava para isso, ele era o único que sabia que eu era um digiescolhido, embora isso ficava muito na cara, pois se havia uma criança humana naquele mundo, e acompanhada de um digimon, era óbvio que eu era um, mas eles com o passar do tempo aprenderam a me respeitar. Existia um espectro lá que era mais aplicado que todos, ele era um dos braços direito de Dragomon, nós formamos uma aliança, juntos impedíamos que outros espectros tentassem fugir do Mundo das Trevas, claro que depois que Psychicmon e eu chegamos, tudo ficou mais fácil para ele, já que Psychicmon fazia todo o trabalho de usar seu corpo físico para impedir que os espectros fugissem. Foram quase dois anos trabalhando desse jeito, até que um dia...
"O que é isso?" Perguntou Psychicmon olhando para algo negro que parecia um obelisco.
Ryusei também olhou, e o espectro explicou. "É o que chamam de Torre Negra."
A Torre Negra ficava em cima de uma colina que estava próxima de uma praia, era o lugar onde Kari e TK iriam visitar dentro de alguns dias.
"Essa torre deixam os servos do nosso deus mais forte, muitos deles estão deixando de ouvir as ordens do nosso deus e ouvindo este novo deus." Disse o espectro, que apesar da situação não sentia nada com relação a torre.
"Temos que destruí-la!" Disse Psychicmon.
"Não é possível." Disse prontamente o espectro.
"E por que não?" Perguntou Psychicmon.
"Essa Torre Negra consome o poder das trevas, e aqui esse poder é milhões de vezes mais forte do que a parte mais sombria do Digimundo. A esta altura somente um digimon sagrado seria capaz de destruí-la." Explicou o espectro.
Psychicmon não deu ouvidos ao que o espectro disse e partiu para cima da torre. "Ahhh! Tome isso!" Psychicmon deu um soco bem forte na torre porém ela nem se quer se arranhou. "Não pode ser!" Ele não desistiu e usou uma técnica. "Poder psíquico!" Sua mão irradiou uma aura psíquica e ele se concentrou tentando fazer a torre se destruir mas não conseguiu. Ofegante Psychicmon voltou até o espectro e Ryusei que estavam na praia e lamentou.
"Eu te disse, não pode ser destruída." Disse o espectro.
"O que faremos agora?" Perguntou Psychicmon sério.
"O mestre tem um plano..." Disse o espectro sorrindo maleficamente.
Ryusei e Psychicmon olharam estranho para ele.
"Mas primeiro, precisamos esconder essa torre de modo que não possa ser vista por a olho nu." Completou o Espectro.
I Wish ~tri. Version~ (TV Size)
Hoshi ni negai wo
kaze ni puraido
noseta toki
Kyou ga kesenai, asu ga mieru yo...
Kitto ne...
I wish, doushite koko ni iru no
Oshiete kudasai ima sugu mieru
Koto ga subete ja nai no ne
Samusa ni furueru kara
ude toosu jaketto
Itsu no ma ni ka sukitoote itte
Kibou ni natteku...
Mirai no ame ga
Hoho wo nuraseba
omoidasu
Atsuku nare
ano hi ano toki
Hoshi ni negai wo
kaze ni puraido
noseta toki
Kyou ga kesenai, asu ga mieru yo...
Kitto ne...
¹ O katakana (片仮名, katakana) é um dos silabários empregados na escrita japonesa junto com o hiragana. Se pode empregar katakana para referir-se a qualquer caractere do hiragana. Estes caracteres, ao contrário dos kanji, não têm nenhum valor conceitual, senão unicamente fonético usado para representar onomatopeias, nomes científicos de plantas, animais e minerais, palavras e nomes estrangeiros, além de enfatizar certas expressões em textos. No contexto do episódio, Ryusei escreveu aquela frase toda em katakana como forma de chamar a atenção para a frase, mais ou menos como se faz nas línguas ocidentais quando se grifa, se destaca ou se usa caixa alta.
Galera, me perdoe mesmo por ter "abandonado" a fic sem atualizar por tanto tempo, acho difícil que a galera que lia na época ainda se lembre de algo, acho difícil que ainda queiram ler...
Mas em todo o caso ai está a continuação, e podem ficar tranquilos que já tenho mais um episódio para postar (está em revisão), eu revisitei toda a minha fanfic, revisei, corrigi erros de português, melhorei algumas frases, troquei abertura, encerramento, Brave Heart, hyperlinks fora do ar (para quem lê no Nyah!), ou seja, dei uma geral na fic, tanto no FanFiction .net quanto no Nyah! Fanfiction, ta tudo novinho, fique tranquilo que nada na história foi mudada, o contexto e o enredo são os mesmos, só algumas coisas que mudei ou acrescentei para facilitar o entendimento.
Todas essas mudanças foram devidamente catalogadas nas notas do capítulo nos dois sites que eu postei, junto com a data da revisão para caso eu venha a editar algo no futuro o leitor saiba exatamente o que foi mudado desde que leu pela última vez (geralmente uma insert song ou erro de português)
Quem puder comentar por favor comente, e lembrem-se, qualquer coisa mandem inbox, me cobrem, me xinguem, me procurem no YouTube (RyuuzakiL5), podem comentar em qualquer video meu ou no meu canal, tenho também Facebook, e todas as PM enviadas no FanFiction .net costumam ir pra minha caixa de e-mail também. Favoritem, recomendem,sigam, curtam,compartilhem, deem seu joinha.
Quem sabe eu ainda faço uma continuação (Season 2), to cheio de idéias desde a época que escrevia essa fanfic, fiquei muito animado com Digimon Adventure tri. e deu vontade de dar continuidade, mesmo que seja pra fazer poucos capítulos tipo uns seis ou sei lá, mas pretendo sim criar uma nova saga, isto é quase certeza, a única CERTEZA que tenho é que irei escrever TUDO antes de publicar o primeiro episódio, porque se acontecer de mais uma vez eu ficar com preguiça, ou ficar ocupado, etc, eu não deixo ninguém desapontado com uma história inacabada ou sem explicação como foi o caso dessa primeira saga.
Obrigado por tudo, e até a próxima.
#PrayForDigimonAdventure03BatalhaNoMundoDasTrevas
