Capítulo 25 – Agora e para sempre
I've been waitin' for so long
For somethin' to arrive
For love to come along
Now our dreams are comin' true
Through the good times and the bad
Yeah I'll be standin' there by you
And baby, you're all that I want
When you're lyin' here in my arms
I'm findin' it hard to believe
We're in heaven
And love is all that I need
And I found it there in your heart
It isn't too hard to see
We're in heaven, heaven, oooh
(Brian Adams: Heaven – Reckless, 1985)
Era o fim de uma manhã gloriosa de verão nas Montanhas do Norte. Recentemente reformado, o Dojô do estilo Tenshin tinha agora mais um andar, e, na sua lateral um painel estava acabando de ser pintado por Tchai, que usava um macacão jeans e um top cropped, com os cabelos presos por uma bandana colorida. Ao lado dela, Chaos, usando seus poderes telecinéticos, ia recolhendo todos os materiais que ela não estava mais usando para guardar antes que os convidados do casamento chegassem.
O painel retratava uma cena do torneio do poder conforme Tenshin a descrevera para Tchai, que não era pintada de forma realista, mas estilizada, retratando uma luta entre Goku e Jiren. De repente, um pincel pousado no banquinho ao lado de Tchai saiu voando e ela disse:
- Esse não, Chaos! Ainda estou usando.
Chaos riu e devolveu o pincel a ela, dizendo:
- Está muito bonito, Tchai.
Ela deu os últimos retoques e se afastou, vendo a obra pronta, então disse:
- Eu teria terminado mais cedo se o Goten tivesse... AI GOTEN, ASSIM VOCÊ ME ASSUSTA!
Goten tinha acabado de se materializar bem atrás dela, segurando um porta-terno e uma caixa de sapato.
- Posso me arrumar aqui? Minha casa está uma zona, Gohan, Videl, senhor Piccolo e a Panzuca foram para lá porque meu pai disse que ia teletransportar todo mundo para cá.
- Você podia ter chegado mais cedo para me ajudar!
- Ah, Tchatchaquinha, não briga comigo. Eu sabia que você ia dar conta de terminar o painel sozinha.
- Pára de me chamar desse apelido estúpido? – ela se aproximou e deu um selinho nele que disse:
- Vai ser legal quando o Whis e o senhor Bills virem o painel! Aliás, é bom ter bastante comida nesse casamento, seu pai chamou o senhor Bills e ele come mais que eu e meu pai juntos!
- Ah, não se preocupe. Chaos conhece os melhores chefs da região e contratou todos eles. Sabe que eles todos compram os legumes orgânicos da nossa fazenda, né? O senhor Bill não vai ter do que reclamar.
- É BILLS. Não erre o nome dele ou pode ser que ele resolva destruir o planeta. Se bem que quando come bem ele não liga pra mais nada... então, agora que você terminou, pode me dizer onde eu me arrumo?
- No Dojô, lógico. Aí é o lugar dos homens se arrumarem. Eu vou para a minha casa – ela apontou para uma bela casa que dominava a paisagem do alto da colina – tomar um banho relaxante e me arrumar...
- Estou ferrado. Duvido que seu pai permita água quente no Dojô.
- Meu pai é um doce de pessoa, não sei por que você e Trunks tem essa imagem dele.
- Você diz isso porque não foi treinada por ele. Tem água quente lá?
- Claro que sim. Mas de vez em quando a água fica fria de surpresa – disse ela subindo em direção à casa. Goten suspirou resignado e foi andando até o Dojô, onde vários alunos e ex-alunos arrumavam-se para o casamento. De repente, ele percebeu quem faltava e perguntou a Kashiro, um dos alunos mais velhos de Tenshin que disse:
- O mestre saiu para meditar na montanha. Mas já deve estar voltando.
"Caramba" pensou Goten "Nem mesmo no dia do casamento o mestre abandona a meditação. Isso que é disciplina".
O que Goten não sabia, no entanto era que naquele dia, numa situação excepcional, Tenshin não havia ido ali para esvaziar sua mente ou meditar, mas sim para pensar com calma em tudo que havia vivido até ali. Sua mente estava cheia, com lembranças, pensamentos, expectativas e esperanças. Sentado na pedra onde meditara por tantos anos, ele observava a colina onde podia ver o Dojô e a casa recém-construída para eles. Mais adiante, havia o vale e a plantação que agora Chaos podia cuidar sozinho. A pequena casa onde haviam morado não existia mais, ela fora derrubada quando construíram o Dojô.
Havia sido um longo caminho desde que ele era um jovem inquieto e rebelde até ali, e ele gostava mais de quem ele era agora. Por muitos anos, acreditara realmente que poderia viver sem amor, apenas com uma recordação. Construíra muitas coisas fugindo dos seus sentimentos, ignorando o vazio que ela havia deixado; mas agora ele sabia que jamais conseguiria viver sem os amores de sua vida.
Pensou na primeira vez que vira a filha e pensou como gostaria de ter visto cada momento dela, desde que havia nascido, mas em seu coração havia perdoado Lunch assim que soubera de tudo que ela vivera. Os últimos três meses haviam sido intensos: só com a ajuda dos poderes de Chaos a reforma do Dojô e a construção da moderna e bela casa, projetada por arquitetos que Bulma indicara, haviam sido possíveis de ser concluídas a tempo da cerimônia do casamento dos dois, que seria em pouco mais de duas horas. E desde que ela se mudara de vez, um mês antes, ele finalmente pudera identificar como aquelas duas personalidades haviam se fundido na mulher que ele amava tanto.
Tenshin respirou fundo, sorriu e saltou, como fizera tantas vezes daquela mesma montanha. Caiu cerca de cem metros antes de voar até o pátio do Dojô, onde pousou suavemente. Caminhou calmamente até seus aposentos no Dojô para usá-los pela última vez.
- Lunch, você está divina! – Bulma disparou, quando a maquiadora que ela trouxera especialmente da capital deu o último retoque na maquiagem da amiga. Havia sido complicado convencer sua cabeleireira a perder um dia inteiro de trabalho na capital do Leste, mas a generosa gorjeta que Bulma a ofereceu para arrumar, maquiar e pentear a noiva, Tchai e Mai, além dela mesma, havia compensado o transtorno. – agora só falta o vestido.
- Hum... – Lunch levantou-se da cadeira e alongou os braços e o pescoço. Seus cabelos estavam trançados e tinham pequenos enfeites de pedraria verde, como pontos de luz, destacando-se contra os fios negros. A maquiagem realçava o verde dos seus olhos e o contraste entre sua pele e olhos claros e os cabelos intensamente escuros. – preciso de ajuda para entrar no vestido. Nunca vou conseguir fechar aquela coisa sozinha...
- Pra tirar depois tenho certeza que só Tenshin vai dar conta – disse Bulma alegremente, fazendo-a corar. – Não aguento essa sua vergonha, Lunch!
- Dá licença? – Chichi entrou no quarto, ela mesma muito bonita num vestido tipo chinês vermelho com um dragão, que lembrava muito Shenlong, bordado na lateral – Eu vim ajudar a noiva como você pediu, Bulma.
- Quem te maquiou, Chichi? – perguntou Bulma, encantada com a maquiagem em tons quentes que a mulher de Goku usava.
- A Videl! Parece que minha nora leva jeito para a coisa!
Do lado de fora do quarto, Mai e Tchai, em idênticos vestidos de damas num tom de verde água, conversavam:
- A gente já tá pronta há séculos... – disse Mai.
- Por mim a gente usava um tênis, viu? Que sapatinho mais desconfortável esse – disse tchai, ajeitando o scarpin de salto baixo no pé direito.
A porta do quarto se abriu e Lunch saiu, completamente pronta. Tchai sorriu e disse:
- Mãe, meu pai vai enlouquecer quando te vir assim.
Ela sorriu e disse:
- Esse é o objetivo.
Ela se olhou no espelho mais uma vez. Casar-se com Tenshin era uma das coisas que ela jamais planejara, mas tinha que admitir que agora era tudo que mais queria. Sua mente, agora inteira, tinha a recordação de todos os momentos que cada uma das partes dela vivera com aquele homem. Ele se dividira por ela, também, tratando cada uma das suas partes com afetos diferentes. E todos esses afetos agora pertenciam a ela, e apenas a ela. Havia sido dividida, e sabia que a soma de suas partes a fizera maior do que era antes, e ela era inteira dele.
O pátio do Dojô, lotado de cadeiras, havia sido escolhido para a cerimônia, ao cair da tarde. A temperatura estava bem agradável, e a maioria dos convidados já estava em seus lugares. Tenshin, usando uma túnica longa preta sobre uma calça de kung fu igualmente preta, estava ereto no altar. Mestre Kame seria o celebrante e trocara suas habituais camisas floridas por um traje bem parecido com o de Tenshin, mas em um tom de laranja. Ao lado de Tenshin, Chaos flutuava, usando uma túnica azul, muito sério no seu papel de padrinho.
- Olha lá, que beleza – resmungou Vegeta para Goku. – O sujeito faz todos nós usarmos terno e gravata e aparece todo confortável de túnica de kung fu.
- Ah, Vegeta, não reclama. – disse Goku ajeitando a gravata – assim que acabar aqui vai ter tanta comida que eu nem vou lembrar que estou de terno.
- E onde estão as mulheres? A Bulma quando se mete nessas coisas de festa fica parecendo uma louca.
- Eu estou adorando a ideia de assistir um casamento na Terra! – disse Whis, que estava sentado atrás deles, ao lado do Senhor Bills – achei o máximo convidarem a gente, não é?
- Eu quero saber como é esse tal de bolo de casamento – disse Bills – sempre me interesso por coisas que eu nunca comi.
- Mas e a cerimônia? – perguntou Whis, fazendo beicinho.
- Bah, essas bobagens eu deixo para você.
Uma música soou e Mai e Tchai entraram, cada uma de braço dado com Goten e Trunks. Chichi e Bulma vieram pela lateral e postaram-se discretamente ao lado dos maridos. Vegeta e Bulma ficaram discutindo aos sussurros enquanto Goku olhava para Chichi e dava de ombros. Então, a música mudou para uma marcha nupcial e todos olharam para o limiar do Dojô, onde, logo atrás de Pan, Marron e Bra, vestidas de daminhas, surgiu Lunch, no seu inusitado vestido de noiva.
Ela nunca planejara se casar de branco, então, seu vestido era verde, a saia num degradé que ia do verde musgo perto dos pés até um tom bem claro de verde água no corpete tomara-que caia. Pequenos pontos de pedrarias como os que ela tinha no cabelo cintilavam na saia e no corpete. Ela não usava nenhum véu, apenas um buquê de camélias ladeadas por folhas verdes bem escuras, que ela segurava em suas mãos cobertas por luvas igualmente verdes que iam até os cotovelos e andou sozinha até o altar dando a mão direita a Tenshin, que disse em voz baixa:
- Você sempre ficou linda de verde. Combina com seus olhos.
- Eu sei – ela sussurrou – e você fica perfeito vestido de preto.
A cerimônia não foi muito longa, com mestre Kame se limitando a falar sobre o quanto ficava feliz de vê-los juntos finalmente, depois de tantos anos. Depois, o velho mestre fez um breve discurso sobre reencontros e segundas chances. Passou então para os votos, que cada um havia escolhido sem que o outro soubesse:
- Eu prometo jamais tirar meus olhos, – ele sorriu – nenhum dos três, de você. Prometo cuidar de você com carinho, enxugar cada lágrima que você derramar, ouvir cada palavra que você tiver para me dizer... cuidar da nossa filha, fazer valer a pena cada ano que esperamos por esse dia, Lunch. Eu prometo te amar agora e para sempre.
Ela ofegou, emocionada antes de proferir seus votos:
- E eu prometo estar ao teu lado, prometo segurar sua mão nos tempos difíceis e não largá-la por piores que sejam suas lutas. Prometo estar aqui para cuidar de cada uma das suas feridas... e prometo rir seu riso e fazer sua tristeza menos triste, meu amor, Tenshin Han. E como você, prometo te amar agora e para sempre.
E, assim, as mãos juntas, olhos nos olhos, eles juraram seu amor e tornaram-se marido e mulher. Tenshin pôs a aliança nela, e ela nele e, por fim, trocaram um beijo que fez Whis, segurando um lencinho, enxugar o cantos dos olhos e dizer:
- Gente, que emocionante. O amor humano não é uma gracinha?
- Ah, francamente. Só quero saber quando vamos comer o bolo – disse Bills, mal humorado.
Como todas as festas de casamento, havia música, comida, bebidas. Todos os amigos deles ali, num tablado bem largo montado próximo à casa deles, de onde podia se ver o sol se pondo atrás das montanhas que se estendiam infinitamente.
Depois de tentar infinitas vezes chamar Vegeta para dançar, Bulma desistiu e ficou conversando com Chichi, que elogiava Tenshin:
- Que bom que ele trabalha tanto, parece que o Dojô é um sucesso e ele o Chaos ainda administram aquela fazenda de orgânicos. Você podia pegar umas dicas com ele, Goku, pra ver se nossa plantação fica mais produtiva...
- Ah, Chichi, não seja tão duro com o Goku – riu Bulma – pelo jeito o Chaos usa seus poderes de telecinese então o Tenhsin não faz nada. Só dá aula para esses meninos aí, e, pelo que eu sei, mais da metade não paga nada.
- Os ricos pagam muito, ficam loucos para estudar artes marciais com Tenhsin – disse Goku, de boca cheia como sempre – pagam uma fortuna para conseguir uma vaga aqui... com isso ele pode ensinar jovens pobres que precisem muito. Um deles já está inscrito no próximo torneio de artes marciais...
- Kakarotto, está preparado para ouvir mais um sermão sobre a nossa burrice? – interrompeu Vegeta.
Goku olhou para ele com uma expressão intrigada.
- O senhor Bills está vindo direto para cá.
Goku revirou os olhos. Bills e Whis sentaram-se, cada um com um enorme prato do Bufê que tinha iguarias das mais diversas.
- Ah – disse Bills – valeu a pena escutar aquela baboseira sobre amor para comer essas coisas saborosas e exóticas – ele disse, colocando um delicado tempura em forma de flor na boca, saboreando-o – quase me faz esquecer o fiasco daquela aposta que eu não consegui vencer do Champa...
- Mas foi empate! – disse Goku, parando de mastigar – você e o senhor Champa arrumaram perguntas tão difíceis que nenhum de nós e nem nenhum deles conseguiu responder, senhor Bills... e olha que a gente estudou, mas como eu ia saber a raiz quadrada de 2345?
Gohan, que vinha passando ouviu o pai perguntando e, depois de um instante pensando, disse:
- Pai, é 48,43.
- O quê? – perguntou Goku
- A raiz de 2345.
O queixo de Bills caiu. Ele perguntou:
- E você sabe o que é uma Paradisaea apoda? – perguntou o deus, curioso.
- Lógico que sei, eu sou biólogo. É uma das espécies de Ave-do-Paraíso, que é da família das Paradisaeidae. – Gohan sorriu, simpático e Bills explodiu com Whis:
- Por que levamos essas duas antas em vez desse sayajin inteligente? Ele sozinho é mais esperto que todos os sayajins dos universo somados!
- Perdão, senhor Bills – corrigiu Gohan – sou apenas meio-sayajin. Minha mãe, como o senhor sabe, é humana. E ela me incentivou a estudar.
Chichi deu um aceno alegrinho na direção de Bills, que olhou de volta para Gohan.
- E você disse, Chuchu – completou Whis – que só valia chamar sayajins puro-sangue, lembra?
Bills bufou de raiva e dissse:
- Espero que esse tal bolo valha mesmo a pena... por que meu humor hoje já foi arruinado!
Enquanto isso, no andar superior da casa, num amplo ofurô ao ar livre, quatro jovens olhavam o pôr do sol.
- Ainda bem que você falou para a gente trazer roupa de banho, Tchai – disse Mai – aquela festa está terrivelmente chata e só toca música de velho – disse Mai, bebericando um coquetel sem álcool.
- Eu gosto das músicas, principalmente quando toca rock – disse Goten – Mas gosto mais de ficar aqui nesse ofurô com a minha Tchatchaquinha – ele abraçou Tchai, que disse, irritada:
- Quando você vai parar de me chamar desse jeito irritante?
- Quando você parar de se irritar – ele disse, dando um beijo no pescoço dela e aconchegando-a no seu colo.
Trunks puxou Mai para junto dele e perguntou:
- Vocês vão com a gente pras Ilhas do Sul semana que vem? As férias estão só começando...
- Vamos sim – disse Tchai – Mas minha mãe só deixou porque os seus pais vão junto.
- Vai ser excelente – disse Trunks, com alguma ironia, abraçando Mai, que virou de frente para ele – Já pensou, o senhor Vegeta pegando no nosso pé 24 horas por dia porque não pode treinar?
- Mal posso esperar – disse Mai, sarcástica. Trunks sorriu para ela e começou a beijá-la. Tchai e Goten sorriram um para o outro e começaram a fazer o mesmo, até que ouviram uma voz dizer:
- Crianças, nós já vamos...
Goten abriu os olhos, exasperado, e olhou para cima apenas para constatar que Tenshin estava bem próximo a eles com uma expressão séria no rosto. Ele e Tchai sorriram, sem graça, e ele disse:
- Nós já vamos lá despedir de vocês, mestre.
Tenhsin virou as costas para a banheira para que eles não vissem seu riso e seguiu para dentro da casa. Os quatro pegaram seus roupões felpudos e Trunks disse, perto de Goten:
- Que bom que o roupão é largo, né? Ia ser chatão o mestre ver como você estava "feliz" na água com a filha dele...
- Ah, cala a boca – disse Goten, ajeitando o roupão, no entanto, para parecer o mais largo possível.
Como mais um presente, Bulma deu aos noivos duas semanas com tudo incluído no seu navio, o "Princesa Bulma", mas como o litoral ficava bem longe, eles precisavam partir logo para não chegar muito tarde no porto de onde zarpariam para seu cruzeiro de luxo.
O piloto ligou um dos muitos jetcópteros emprestados por Bulma para a festa deles e Tenshin e Lunch, já em roupas normais, subiram a bordo. Lá de dentro, Lunch jogou seu buquê, que foi pego por uma moça da aldeia, sorridente, que então encarou significativamente um aluno do Dojô.
Depois de apertar seu cinto de segurança, Lunch perguntou, vendo o pequeno grupo formado por Trunks, Goten, Tchai e Mai:
- Você foi lá em cima pegá-los no flagra na banheira?
- Fui – ele riu – e suprimi meu ki para que eles só percebessem quando eu já estava bem em cima deles.
Ela sacudiu a cabeça e disse, rindo:
- Só eu sei o tremendo sacana que você pode ser de vez em quando, senhor Han...
- Tem alguma reclamação disso, senhora Han? – ele pôs a mão sobre sua coxa e aproximou o rosto do dela, sentindo que a nave levantava vôo.
- Todas – ela se aproximou mais dele – mas a essa altura não tem mais como devolver a mercadoria... já jurei que vou ficar contigo.
- Verdade – ele disse, bem junto aos lábios dela – agora e para sempre. – completou, beijando-a, dessa vez de forma bem mais entusiamada e despudorada que na cerimônia do casamento.
O jetcóptero sobrevoou as montanhas e sumiu, rumo ao litoral e ao começo da nova vida deles. Agora era para sempre.
Fim.
Notas:
Tchai e Goten desenham – sugestão da amiga rafsgc_
Nunca unca eu ia deixar o Universo 6 ganhar qualquer disputa em fic minha, gente. Champa é mala, Vados é sem alça, Kale é a frasqueira e Caulifla é uma pochete. Aliás, do Universo 6 só se salva o Hit e o Cabba. Por isso o empate, com o Gohan desequilibrando porque craque é craque.
Quem diria que o Tenshin debaixo de toda aquela seriedade faz piadas internas, né? E dá aquela zoada de leve no candidato a genro.
A música estava escolhida para essa fanfic, para esse capítulo específico há muito tempo, porque é uma das minhas favoritas.
Eu estive esperando por tanto tempo
Por alguma coisa que chegasse
Por um amor que viesse junto
Agora nossos sonhos estão se realizando
Através dos bons e dos maus momentos
Eu estarei lá por você
E, meu bem, você é tudo o que eu quero
Quando você está aqui deitada em meus braços
Eu acho isso difícil de acreditar
Estamos no paraíso
E o amor é tudo o que eu preciso
E eu achei isso em seu coração
Não é tão difícil de enxergar
Estamos no paraíso
Então, é assim que acaba essa história. Ela não seria a mesma sem a ajuda da rafsgc_ e da Letícia (que não tem conta no Spirit) e acompanharam a criação dessa história. Obrigada, amigas, mais uma vez.
Quero agradecer também aos amigos todos do Spirit que leram, comentaram, favoritaram a história. Significa muito para mim tê-los como leitores e amigos. Continuem me acompanhando que em breve terei novidades.
Beijinhos e até a próxima.
