Disclaimer um: Os personagens não são meus, mas sim da Jk eu só me divirto com eles.

Disclaimer dois: Esta fic também não é minha é uma tradução da maravilha autora Utena Puchico que gentilmente me cedeu a autorização para traduzi-la. Se alguém quiser ler esta historia no original é só acessar o site Slashheaven onde ela foi postada.

Aviso: Esta é uma historia slash (homem/homem/ homem/elfo), que contém Mpreg, cenas de sexo explicito é também um AU

Esclarecimentos: palavras entre // estão em idioma elfico.

Personagens: Ah gente tem um monte, eu não vou ficar escrevendo todos, o melhor é vocês lerem pra descobrir.

Resumo: Quando Lily Potter convocou a magia de proteção para seu filho, antes de morrer nas mãos de Voldemort, conseguiu não só salva-lo, mas também o enviou para outra dimensão. Esta dimensão não é outra senão a Terra Media, neste lugar dois elfos, os gêmeos Elladan e Elrohir serão os encarregados de converter o chibi Harry em um perfeito elfo humano.

Beta: Gi black que faz um excelente trabalho, como sempre é claro...

Acho que é só por enquanto...O que esperam...? Vão ler...


Capitulo vinte e seis: Magos na Terra Média

Quase derrubou o copo de água que trazia na mão, ao sentir como alguém o abraçava pelas costas. Se tranquilizou ao sentir o familiar calor e aroma que desprenderia o corpo menor.

- Ssshhh… vem. - sussurrou a conhecida voz no seu ouvido.

Boromir franziu a testa ao olhar para Frank, mas deixou que o tomasse pela mão e o arrastasse até um canto oculto da casa onde residia. Tão logo estiveram fora da vista de todos os amigos do menor, Frank se lançou em seu pescoço e foi diretamente a capturar seus lábios. Sim, eles se beijavam, como se não importasse mais nada no mundo além de sentir-se um contra o outro. Esta situação se vinha dando desde a mesma noite da festa de casamento de Sirius e Elrohir. Nessa noite, tomando coragem pelo álcool que tinha bebido (O uísque de fogo era muito bom!) Boromir tinha assaltado o animago, e feito uma confissão algo trôpego, mas que resultou efetiva. Mesmo que, sendo sincero, Frank não a necessitava, porque há muito que se tinha dado conta do interesse do gondoriano pela sua pessoa.

Essa noite, ambos deram rédea solta a suas paixões (que eram muitas) e começaram a formar uma relação, da qual, por enquanto, só os habitantes da casa estavam sabendo. Com seu filho Neville, Frank teria um bate-papo mais adiante, quando a relação tivesse um tom mais formal.

Os homens seguiram beijando e acariciando, até que o ar se fez necessário para ambos. Quando se separaram, Longbottom sorriu amplamente para seu amante e apoiou sua cabeça no peito largo do guerreiro, gostava de sentir a firmeza de seus músculos e as batidas do coração de Boromir, enquanto uma de suas mãos acariciava o cabelo longo que o guerreiro tinha atado em um rabo.

- Você preparou suas coisas? - perguntou Boromir em um sussuro, enquanto acariciava as costas de seu amante.

- Sim… tenho todo arrumado. - suspirou. - Você tem certeza que essa viagem de dimensões não é dolorosa?

Frank colocou cara de preocupação e a Boromir pareceu muita adorável essa expressão no seu rosto.

- Claro… - sorriu. - Não seja tolo, todos te asseguramos que é perfeitamente seguro.

- Eu não sei… vivi rodeado de magia toda minha vida, mas essa forma de viagem me parece muito… estranha.

Boromir riu um pouco e separou ao animago de seu corpo para poder observar seu rosto. Frank tinha uma pequena ruga de preocupação nos seus lábios.

- Quer me dizer que é o que na verdade, está acontecendo? Tenho a sensação que você está pondo desculpas para não ir…

Frank desviou o olhar e suas mãos se fecharam sobre a tela da túnica do homem da outra dimensão. Realmente não temia à viagem, era outra sua aflição.

- Você acha que sua família… me aceitará? - mordeu seu lábio inferior e olhou de soslaio a Boromir.

- Claro que sim! - o abraçou com forças. - Já te falei muitas vezes. Minha família, muito mais minha cunhada, estará encantada ao saber que tanto o Rei Eómer como eu encontramos um companheiro. Você será muito bem recebido em meu lar, só espere e você verá…

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*Valfenda... *

Lord Elrond fixou seu olhar nos magos mais velhos e magos em treinamento que invadiam sua casa. Tal e como tinham planejado o casamento frente aos elfos, de Elrohir e o Senhor Black acontecceria no seu território, para oficializar o enlace entre as duas raças.

Seus sogros, os elfos de Mirkwood e também os homens de Rohan e Gondor tinham chegado para a comemoração que aconteceria no dia seguinte. Seu neto e alguns companheiros de escola tinham vindo graças a uma permissão especial do colégio. O mesmo diretor da instituição educacional, Hogwarts, estava ali e, desde que chegou, se entreteu em uma comprida conversa com Mithandir. Se não soubesse, qualquer que os visse, diria que se conheciam há anos.

- Heh, vô… Por que essa cara?

Elrond franziu a testa e olhou para Ezellahen. Só uns meses nesse mundo tinha feito com que todo seu ensino de boas maneiras desaparecesse?

- Primeiro que tudo, me chame de avô ou Lord Elrond, Ezellahen. Não esqueça o respeito pelos mais velhos. - ralhou. - E, se você deseja saber, me desconcerta ver a quantidade de pessoas desconhecidas em meu reino.

- São todos amigos, avô. - resmungou, ruborizado pela bronca. - Amigos de Sirius e o resto são bons companheiros da escola à qual assisto.

- Me alegra saber que você encontrou amigos entre os que têm tuas habilidades e tua idade, ithen.

- Hantale, avô. É bom poder sociabilizar com garotos da minha idade, a verdade é que com o pouco que via a Eldarion e Elboron enquanto estava aqui, me sentia estranho ao estar entre tantos adultos.

- O rapaz loiro tem algo que ver com Naurëa? Parecem muito unidos…

-Sim, seu nome é Draco Malfoy. Você lembra que ele nos falou de um menino do qual se havia afeiçoado muito?

- Sim, me lembro. - estreitou seus olhos. - Então o loiro mais velho deve ser Lucius, o pai biológico de Calè. Naurëa perdou esse homem então?

- Sim… pensam casar-se e tudo.

- Há amores que nunca se apagam do coração. - disse Lord Elrond. - E o que há entre tu e Eldarion?

Ezellahen se ruborizou fixou seus olhos no seu avô.

- O senhor está sendo muito intrometido, Lord Elrond.

- Ah…? - ergueu uma sobrancelha. - Por que você ficou na defensiva? Te fiz uma pergunta inocente. A fiz porque notei uma mudança na sua relação…

-Hmph. - o rapaz mostrou a língua a seu avô e cruzou de braços. - Bom, se tanto quer saber… bem… - um leve rubor apareceu nas suas bochechas. - Ele me confessou que… que eu sou seu companheiro.

- Entendo… - assentiu. Sua língua picava por fazer-lhe uma piada a seu neto, mas decidiu que Ezellahen não o tomaria muito bem. Sobretudo porque estava nessa idade em que os homens costumavam colocarem-se suscetíveis por tudo. Chamavam isso de adolescência, se não se equivocava. - Eu já esperava por isso. É muito raro ver uma união tão forte como a que os senhores têm desde que se conheceram, por tanto imaginava que poderia ser essa a situação. Mesmo assim continua sendo estranho que ele tenha notado com tanta antecedência.

- Acho que se antecipou, porque se viu ameaçado quando fui daqui para conhecer a James Potter e muito mais quando ingressei a Hogwarts. Sempre foi muito ciumento de mim e a distância só aumento seus ciúmes… - deu de ombros.

- E como você sente a respeito?

- Normal, eu acho. - franziu a testa. - Acho que eu também, no fundo do meu coração, sempre soube que Eldarion seria para mim e que de alguma forma nossos destinos estavam unidos.

*Em outro lugar*

- Por Merlín, Eómer! Se não aparta tuas mãos do meu traseiro… as cortarei!

Franzindo a testa, e por que não, fazendo uma pequena careta, o Rei de Rohan afastou as mãos de seu amante.

- Que passa com você ultimamente? Há uma semana que você está insuportável…

-Não estou insuportável. - resmungou. - O que passa é que você está muito quente. E estamos na casa do sogro de Sirius, por amor ao céu! Aos reis neste mundo não lhes ensinam boas maneiras? – James grunhiu - Dentro de umas horas vai haver um casamento e você está aqui, tratando de colocar tuas mãos em minhas calças. Não vê talvez que estou tentando me arrumar para a cerimônia?

- Não te incomodou antes.

- Mas agora SIM me incomoda, entendeu?! - falou quase gritando. - O que você quer de mim? - murmurou, baixando o olhar até deixá-lo fixo no solo. Em um giro total de humor.

Uma expressão de incredulidade passou pelo rosto do rei.

- J-James…? O que você tem?

- Eu não sei…! - voltou a gritar com raiva - Há um mês que estou quase louco! Não posso reter comida em meu estômago, meus humores mudam de plenamente feliz há completamente devastado em questão de segundos e também não desejo que me toquem e muito menos desejo ter sexo! - tomou várias respirações, antes de exclamar - Moony diz que posso estar grávido…!

Eómer ofegou, arregalando seus olhos.

- Que…?

-E é tudo por tua culpa… Rei Gostosão! - gritou, antes de dar-se meia volta e começar a andar furiosamente pelo quarto.

Só passaram uns segundos até que o Rei pudesse processar toda a informação, um sorriso bobo apareceu no seu rosto e aproximou de seu amante.

- Espera…! - gritou, o pegando por um braço. Uns elfos que estavam ali perto os olharam com curiosidade. - Oh, meu céu…! - tomou o rosto de James entre suas mãos e o beijou. - É por isso que você está tão estranho…? Pode ser possível…?

- Eu não sei…! Há um mês e meio que estamos saindo! Mal nos conhecemos e agora passa isto! Um filho é um presente, e também uma responsabilidade e eu nem sequer sei que é o que realmente você deseja de mim!

- Já te disse! - gritou e abraçou a Potter, vendo que estava à beira de um ataque de nervos. - Minha razão principal para ir a teu Universo era para buscar um esposo que me desse herdeiros.

- Então sou só isso? Alguém que te assegurará um herdeiro ao trono?- perguntou rancoroso, olhando com fúria a Eómer e tentando se soltar do abraço do qual era preso.

- Não! - olhou ao céu, pedindo paciência. - Se tivesse desejado isso, teria me casado com qualquer uma das muitas mulheres que me apresentaram desde que me fiz Rei. Não, o que eu queria era me casar por amor…

-Amor…? - perguntou com incredulidade. - Mas você e eu mal nos conhecemos!

- E eu te amei desde a primeira vez que te vi!

James piscou e olhou com receio para seu namorado.

- Não acredito em amor a primeira vista, o amor se dá com o tempo. - resmungou o cabeça-dura. - E, se verdadeiramente você tivesse enamorado desde que você me viu, não teria saído para se deitar com quem cruzasse seu caminho desde que chegou na Inglaterra. - acrescentou com renovado rancor.

- Sabia que você necessitava tempo para se acostumar comigo e à idéia que alguém te cortejasse, James. Teu coração estava fechado com chave e bem… sou homem… e… tenho necessidades…

-Hmph! Essa desculpa é idiota! Eu também sou homem e não andava por ai trans…

-ÉOMER!

Ambos os homens saltaram e giraram para ver a uma bela loira dobrar pela esquina de um dos corredores onde eles estavam. Tratava-se de Éowyn, quem sorriu de orelha a orelha ao ver ao casal abraçado.

- Oh… irmão. - disse Éowyn aproximando-se para estreitar ao loiro em um abraço de urso. - Então é verdade! - desconcertado, James também se viu envolvido nos braços da loira. - Sou Éowyn! Irmã caçula de Eómer! Me alegra tanto conhecê-lo! Não pude acreditar quando meu filho me contou! Mas aqui estão os dois…! É maravilho, estou tão contente! - seu sorriso praticamente deslumbrava. - Para quando é o casamento?! Já ordenou que se iniciassem os preparativos?! - perguntou olhando para os dois e depois fixando o olhar no seu irmão.

Houve um longo silêncio, até que James conseguiu gaguejar:

-Ca-Casamento?

- Sim… casamento. Por que planejam se casar, verdade? É o correto. - afirmou, ainda havia um sorriso no seu rosto, mas sua voz soava mais a uma ameaça que uma pergunta.

Os dois homens deram um passo instintivo para trás.

- Èowyn! Finalmente te encontrei! - um homem de uns quarenta anos chegou apressadamente onde eles estavam e abraçou a loira. - Rei Eómer. - arqueou.

- Bom te ver, cunhado. Quero apresentar-te a meu namorado, James Potter.

Depois de murmurar algumas saudações, o recém chegado, Faramir, voltou a falar.

- Espero que minha esposa não os tenha desconcertado… seu humor está algo estranho, mas isto é devido a sua gravidez.

- Estranho…? - resmungou, fulminando seu marido com o olhar. - Espero que não tenha significado o que acho que significa Faramir filho de Denethor.

- Claro que não, meu amor. Não é nada do que você pensa. - sorriu, acariciando a sua esposa, antes de beijá-la.

Nesse momento, Eómer lembrou quanto admirava a seu cunhado, porque só ele tinha o poder de aplacar a Éowyn quando estava em um de seus humores negros.

- Você está grávida, irmã? - ela assentiu. - De quanto?

- Farei vinte semanas daqui a pouco.

- Oh… - murmurou, antes que um sorriso se formasse no seu rosto e abraçasse James com força, que ainda estava desconcertado por conhecer à irmã de seu namorado. - Então te felicito, os felicito a ambos e os senhores também devem felicitar-nos… porque também teremos a meu herdeiro daqui a pouco.

James olhou meio zangado a Eómer por dar a notícia sem lhe consultar. Ele não tinha certeza de como a irmã do rei reagiria ao ouvir a nova.

- Isso é maravi…!

-… que? - o frio sibilar de Éowyn parou as felicitações de Faramir. Vendo o olhar da loira, até o senescal deu um passo para trás.

- Hum… irmã… Não era isso o que você desejava? Que eu encontrasse um parceiro e tivesse um filho?

-… sim… mas… COMO VOCÊ ATREVE A CONCEBER UM FILHO ANTES DE CONSEGUIR CASAR PRIMEIRO?!!!

*Perto dali*

- Merlín… - murmurou George Weasley. - Essa era sua mãe…?

- Esse grito, gelou meu sangue. - assinalou Fred assustado.

Elboron sorriu de lado, seus olhos brilharam com certa malícia.

- Yup… acho que mamãe já encontrou a meu querido tio...

Eventualmente, a festa foi tal e como o planejado, todos os elfos e amigos mais próximos a Sirius estiveram ali. O animago foi muito bem recebido e, apesar de que seu sogro ainda estava algo zangado, os avôs de Elrohir lhe deram alguns presentes para dar boas-vindas do novo membro à família. Galadriel pareceu gostar muito dele, ela pareceu ficar encantada com a personalidade do mais velho dos Black, agora que teve mais tempo para conhecê-lo, já que a visita passada foi muito curta.

Por outro lado, não sabendo como, a notícia que James poderia estar grávido se expandiu mais rápido que a areia no deserto. Foi por isso que o auror se viu afligido por todas as felicitações. Lhe estranhou (e alíviou) que seu filho só tenha sorrido e felicitado pela probabilidade de ter outro irmão, já que ele considerava irmãos aos filhos de Elladan e Regulus e aos que seguramente teriam no futuro Elrohir e Sirius.

E, depois de passadas as festividades na Terra Media, os alunos voltaram a Hogwarts, junto com a família Malfoy, Frank e Boromir. O resto ficaria por umas semanas mais. Sirius e Elrohir para sua merecida Lua-de-Mel, James e Eómer para que o primeiro fosse apresentado formalmente ante o povo de Rohan, como o prometido do Rei, mesmo que essa tenha sido uma decisão unilateral de Éowyn, já que o Rei Eómer ainda não tinha feito à proposta. Além disso, Elladan e Regulus resoveram ficar porque já era hora que se ficassem na sua casa, depois de estar tanto tempo fora dela. Depois de tudo, seu lar estava em Valfenda e Ezellahen estaria voltando daqui a pouco, quando começassem suas férias de verão.

**********************************************************************

*Hogwarts*

*Sala Comum da Grifinória... *

- Tsk… agora que seu pai ficou lá, na terra dos elfos, teremos que suportar nosso querido cunhado Snape como professor, até que ele volte. - se queixou Fred Weasley.

- Eu não sei por que tantas queixas, meu padrinho é um excelente professor. Rígido talvez, mas um grande mestre. - Draco replicou.

- Awww… espero que no futuro me defendas com tanta paixão, quando alguém fale mal de mim. - George ronronou.

Draco não fez caso dele, tossiu tentado afastar a incomodidade que lhe provocavam os olhos azuis do ruivo sobre sua pessoa e desviou a vista para outro lado, mas não pôde evitar que um leve rubor aparecesse nas suas bochechas pálidas delatando que não era indiferente as gracinhas do Weasley.

George sorriu ao ver a seu loiro corado. Tinha certeza que em breve conseguiria seu objetivo, o qual era, obviamente, que Draco se rendesse aceitando que gostava dele e que se tornasse seu namorado. Seguramente nesse dia seus pais e o pai de Draco teriam uma parada cardíaca… o ruivo sorriu ante tais pensamentos.

- Eu não sei que tanto se preocupam, se os senhores agora têm seus NOM's e quase não terão aulas com o professor Snape. - acrescentou Hermione.

- Ainda bem… - disseram ambos gêmeos, antes de encolher os ombros e sair da Sala Comum.

- Do que você está rindo? - perguntou Fred a seu irmão quando estiveram em seu quarto.

- Da cara de nossos queridos pais e de Lucius Malfoy, quando saibam do que meu namoro com Draco.

- O seu namoro? Desde quando?

- Ainda dúvidas de teu gêmeo?

Ambos sorriram. Claro, Fred não duvidava de seu irmão e esperaria esse grande dia com ânsias.

Os rapazes na Sala Comum estavam imersos em seus estudos, já que estavam quase no final de seus exames e, com o casamento de Sirius no caminho, tinham tido muito pouco tempo para estudar, para horror de Hermione. Enquanto se concentravam, uma coruja preta, com toques em castanho nas suas plumas, entrou feliz à Sala Comum e se deteve justo no apoio da cadeira de Draco. O loiro a reconheceu como a coruja que seu pai tinha presenteado a Remus, para seu uso pessoal. Certamente, a coruja tinha todo o porte que os animais dos Malfoy devem ter, era uma ave elegante e formosa.

Draco tomou a carta com grande curiosidade de saber por que seu padrasto lhe escrevia no meio da quinta-feira (geralmente se escreviam nos domingos), o loiro abriu o pergaminho e começou a ler com rapidez. O grito entusiástico atraiu a atenção de todos.

- Olhem… - estampou o pergaminho no meio da mesa de estudo. Seu sorriso era de pura satisfação. - Remus encontrou informação de Flamel e me enviou.

A curiosidade era um rasgo característico entre os Gryffindors, por tanto, praticamente, os garotos mergulharam no pergaminho.

*Dias depois... *

- Bom… esse era nosso último exame. - bufou Neville, caindo em uma das tantas poltronas da Sala Comum.

Todos estavam cansados e só queriam dormir ou simplesmente não fazer nada, bem quase todos…

-Sabem o que isto significa…? - murmurou Harry, seus olhos verdes brilhando com malícia.

- Que…? - perguntou a castanha, estreitando seus olhos.

- Que podemos ir ao terceiro andar e comprovar se a Pedra está ali ou não.

- Não podemos fazer isso! - gritou. Ao ver que atraiu atenção dos outros alunos abaixou a voz. - A gente está proibido de ir a esse lugar. E você mesmo disse que você viu um Cerbero ali! Como você pretende poder passar por um cachorro de três cabeças? Você se arriscaria só para poder "comprovar" se a Pedra realmente está ali? Isso sem contar que essa não deve ser a única barreira que te impossibilite chegar até ela. Se a pedra está verdadeiramente ali, deve estar muito bem protegida.

- Bem… - Ezellahen juntou as sobrancelhas, desgostado. Odiava essa atitude de sua amiga. - Resulta que Hagrid ontem deixou escapar, enquanto eu o visitava, uma forma de poder fazer Fofo dormir e… do resto nós daremos um jeito.

- Nós? - perguntou, escandalizada. - A quem você pretende arrastar nesta loucura?

- Hum…

Quase com medo e algo de vergonha, Draco, Ron e Neville levantaram suas mãos, sorrindo nervosos para à castanha.

- Estão todos loucos! Não pensem que vou a ajudá-los nisto, são um monte de irresponsáveis.

- Mas Hermione…

- Não, Ronald!

- Pelo menos promete que não interferirá. - Harry remungou a olhando com aborrecimento. - Faremos isto você querendo ou não, se não está conosco, pelo menos não esteja contra nós. Sabemos que você gosta de seguir as regras… mas, por favor, Hermi… só vamos dar uma olhadinha, ok? - choramingou. - Nada mal vai acontecer…

Ela parecia dividida entre seguir as regras ou ser uma boa amiga. Eventualmente, ao ver a cara de cachorrinhos perdidos de seus amigos, ela suspirou e terminou concordando sem poder evitar que uma sensação estranha a invadisse.

- De acordo… guardarei segredo.

Certamente, ela não sabia que no lugar aonde planejavam ir seus amigos aconteceria a batalha mais importante entre a Luz e a Escuridão.

Continuará...


Nota da tradutora: Mil desculpas pela atraso... como eu disse na outra fic minha, eu esqueci de postar hehehe... Mas aqui está outro capitulo dessa fic maravilhosa. Agradeço muitooooo mesmo pelos reviews.

Besitos e até semana que vem.