O Piano
25. Descanso
Não me lembrava do terror que é ter um monte de patos me perseguindo. Desde criança nunca gostei deles, apesar de serem os parentes mais próximos dos Swans.
No meu sonho eu fugia de patos que corriam atrás de mim. Não sabia o motivo, mas corria assim mesmo, torcendo para não tropeçar ou eles voarem para cima de mim.
Infelizmente nada é perfeito. Senti uma mão humana tocar meu ombro. Olhei para trás e fiquei aterrorizada ao perceber que era, na verdade, um pato com enormes olhos verdes.
Nisso, dei um grito e acordei.
Edward me olhava preocupado e percebi que havia tido um pesadelo.
-Você está bem? – ele perguntou.
Dei um gemido ao sentir dor nas costas e no pescoço. Eu havia adormecido numa posição muito ruim.
-Foi só um pesadelo... – respondi numa voz rouca.
Edward deu um sorriso fraco.
-Aro nos deu a manhã de folga. – ele falou suavemente – Há um quarto de descanso que ele indicou. Ele me deu a chave. Podemos dormir lá.
Dei um sorriso e concordei com a cabeça, erguendo-me do banco. Depois, ele me guiou até um dos corredores que eu ainda não havia visitado.
Paramos em frente a uma porta e ele tirou a chave do bolso da calça social. Abriu a porta, acendeu a luz sem adentrar no quarto ainda, e deu passagem.
Entrei primeiro, notei uma coisa estranha.
-Oh. – Edward e eu murmuramos.
