Flor – Aposto que todo mundo pensou que o Ares ia voltar, não é o Ares, é o Saga mesmo.

Calyeh – Por essa nem Seth esperava, morto pela Ishitar, pelo menos ela trouxe os dourados e a Isi de volta. Saguita mal... isso é um problema sério!!

Seth – Já que você me matou me manda pro Brasil.

Krika – Por quê?

Seth – Quero conhecer a Calyeh.

Krika – Hum... ta bom pode ir, você não vai aparecer mais mesmo.

Seth – Arigato, Haru-chan!

Krika – Ué... falando japonês?

Seth – O mundo está globalizado. Calyeh me espera to indoooo!

Tenshi Miro, eu não tenho medo de ameaça! Oi Tenshi! Saguinha guarda um segredo, não só ele o Kanon também. Não é bem um segredo é uma revelação. Por isso dos olhos vermelhos. Aguarde.

Capitulo anterior...

- O que pensa que está fazendo cavaleiro? - indagou Osíris.

- Ficou louco Saga?

- Não vou permitir que façam algo a ela. - disse nervoso.

Por uns instantes notaram os olhos dele ficarem vermelhos.

Capitulo 24: A pior batalha

- Saga... - Atena temeu por aquilo.

- Vejo que tenho um guardião. - Ishitar sorriu cinicamente. - não quer se juntar a mim, Saga de Gêmeos?

Ele a olhou.

- Você é forte e juntos poderíamos dominar. - acariciou o rosto dele de forma sensual. - o que acha?

O geminiano a olhava receoso, mais uma vez seus olhos brilharam em vermelho.

- Você já quis o poder e foi retirado de você esse direito. Ao meu lado poderá subjugar a Terra. Tudo o que sempre sonhou será seu.

- Eu... - Saga sentiu tentado em aceitar, seria perfeito: Ishitar e a Terra.

- O que me diz?

Osíris elevou o cosmo, sabia do poder do geminiano se ele unisse a Ishitar teriam mais problemas.

- Perdoe-me Atena. Invocação dos espíritos!

Assustando a todos Osíris disparou contra Saga e Ishitar. Os dois foram ao chão.

- Osíris?! – exclamou a deusa.

- Akhenaton por que fez isso?

- Se Saga e Ishitar se juntarem...

Saga despertou, não tinha percebido o ataque do deus. Olhando para frente viu Ishitar no chão.

- Ishitar? – foi até ela. – Ishitar.

- Saga...?

Ele a ajudou a levantar, notou um leve corte na testa dela. O suficiente para deixá-lo furioso.

- Percebeu agora? Eles querem derrotar você. Toma-lo o que é de direito.

Ele virou para os outros, os olhos mais vermelhos do que antes.

- Vou derrotá-los. – disse abrindo os braços.

- Saga você ficou doido? – indagou Kanon. – vai atacar a gente?

- Eu... – ficou confuso.

- Ataque de uma vez.

Ele elevou seu cosmo.

- Saga desse jeito não vai ajudar a Ishitar. – insistiu o irmão. – volte a si.

- Não dê ouvidos a ele. Vamos nos unir.

- Não Ishitar. - seus olhos ficaram verdes. - não sou eu que devo unir a você, é você a nós. Não vou deixar que façam nada a você, mas também não vou permitir que machuque mais pessoas.

- Idiota! - gritou. Expandindo seu cosmo o jogou para perto dos outros. - idiota! - o cosmo dela desequilibrou. - idiota... - foi de joelhos ao chão sentindo muita dor. - ai...minha cabeça.

Seu cosmo queimava ao redor, e a cada segundo expandia, dezenas de feixes de luzes espalhavam pelo local.

- Vou matar todos... todos...

Saga amparado por Kanon tentava caminhar.

- Me solta Kanon!

- Não está vendo a energia dela? Pode te matar! Caia na real Saga, aquela não é a sua Ishitar!

- Mas...

- Protejam-se todos! - disse Osíris. - o cosmo dela está desequilibrado pode ser fatal.

- Todos... todos... - repetia a Toth baixinho. - todos... Saga...Saga...

O cosmo dela desapareceu, mas continuou ajoelhada. O geminiano se livrando do irmão deu dois passos a frente.

- Ishitar.

Ela levantou, erguendo a mão tomou o djed. Seu olhar estava mais frio e cruel.

- Ishitar...

A Toth não tirava os olhos dele, deu um passo, outro para depois correr até ele.

---- MENTE DE ISHITAR passagens----- (n/a: faz de conta que enquanto ela corre, está em câmera lenta)

- Droga, meninas vão ajudar a Ank, com certeza Seth esta vindo para cá, vou segura-lo.

- Esta bem Ishitar. - comunicou por cosmo Nefertari.

----------

- Pois por culpa deles, é que Uaset esta assim. Por sua culpa.

Ishitar cerrou os pulsos. Osíris estava pronto para segura-la, mas não foi preciso.

- Não vou discutir com você.

Ishitar saiu.

---------

- Mas Ank... - murmurou Tite e Mú.

Ishitar a olhou.

- Ank vai. Mesmo sem a jóia ela sabe se cuidar.

- Sim. - ela sorriu pela compreensão de Ishitar.

---------

Ishitar o fitou com um sorriso irônico, depois saiu sem dizer nada.

- Ishitar! - gritou o deus.

- Deixe-a, ela está com raiva. - Tari o segurou. - é capaz de botar tudo a abaixo.

-------

- Você... - o rosto transfigurou. - uma sith, raça amaldiçoada!

Ishitar o olhava sem entender.

- Merece a morte! - ele a segurou pelos braçinhos. - vou entregá-la aos guardas.

- Me solta. - ela pegando um pouco de areia jogou nele que a soltou.

- Volte aqui! A sith! Peguem a sith!

-------

- Não vai me mandar para Anúbis? - surpreendeu pelo tom de voz dela.

- Claro que não. - sorriu. Apesar de não demonstrar gostava muito dela, Ank sempre a tratou como igual desde quando era crianças, para ela a cor de seus olhos não significava nada. - mas sabe que...

Ishitar a abraçou.

------

- Ishitar. - ele a segurou.

- Me solta! - o empurrou. - está nessa calma toda porque não é seu planeta! Porque não é você que vai ser acusado por tudo que acontecer! Vai ser eu! A sith odiosa!

Ele não disse nada.

- Está vendo? Seu silencio comprova tudo! Até você me acharia culpada.

- Nunca pensaria isso.

- Saia daqui!

------

- Sempre fui aliada a vocês.

- Suportávamos você, agora que tudo está acabado, podemos matá-la.

Ishitar as olhava perplexa.

------

- Como..?

- Vou me livrar de você.

Akhenaton a segurou pelo pescoço, erguendo-a um pouco.

- A-khena-ton..?

- Minha irmãzinha odiosa, tenho repulsa por você. Se te suportei todos esses anos é porque era necessário. Agora com Seth morto, posso me livrar de você.

- Eu sou sua irmã.

- Uma sith? Irmã do grande Osíris? Você sempre foi um peso para mim e minha irmã é Nefertari, uma Uaset e não uma sith odiosa.

------

- Adeus Ishitar.

Aproximou ainda mais, ela incrédula não se mexeu.

- Saga... - derramou uma lagrima.

Sem hesitar, cravou o punhal no peito dela.

-------

Esses sentimentalismos vão levá-los a ruína." - pensou, sem querer olhou para Saga, ele estava encostado na parede fitando o chão, notou um pequeno corte na mão dele. - por que naquela hora tive medo? - lembrava da cena em que ele quase tinha sido atingido por Akin. - por quê?" - a portadora de Toth tirou do peito a ankh, a olhou e depois caminhou até MM. - Giovanni, não é? - indagou parando na frente dele.

- É. - a olhou intrigado.

- Vá lá dentro e entregue isso para o grão-sacerdote de Ré. Vai ajudar na recuperação dela.

- Por que eu... ? - não entendeu.

- Quer que eu responda? - sorriu.

-------

Ishitar o olhou e ele temeu por sua vida. Ela desviou o olhar e fitou o irmão.

- "Espero que se recupere logo." - pensou, não admitia, mas estava muito preocupada pelo estado do irmão. Ela aproximou um pouco mais, sentiu vontade de acariciar o rosto dele, porem...

- Não toque nele! - gritou o mesmo sacerdote.

Ishitar recolheu a mão assustada, por que não podia tocá-lo? Era evidente que não faria nada contra ele. Nada. Ela deu dois passos para trás, sentiu os olhos encherem de água, mas não demonstraria.

-------

- Mas também... - deu um sorriso. - tinha que se aliar a ele, são iguais. Mentirosos, mesquinhos, cruéis!

A portadora ouvia perplexa, nunca pensou que Saga falaria assim dela.

- Sitis! - ele nem sabia por que falava aquilo, tinha consciência que ela ficaria magoada, mas a raiva era maior. - por que não vai para Menefer? Tenho certeza que serão felizes. O sith e a odiosa sith. Orgulhosa, arrogante!

-------

- "Eu odeio Uaset, odeio Menefer, odeio Seth, odeio meu irmão, odeio todos, principalmente ele. Odeio! - as lagrimas apareceram. - Saga eu te odeio... odeio... eu... Saga... eu não quero ficar sozinha."

-------

Uma criança que teria o sangue dos dois reinos. - disse sem dar ouvido a ela. - uma pessoa que poderia unir de uma vez por todas Uaset e Menefer.

- Tem o poder de destruir Uaset, destruir Menefer, destruir os dois ou uni-los.

--------

O guerreiro abriu lentamente os olhos e a olhou. Ficaram por um tempo assim.

- Você é muito parecida com sua mãe. - disse. - muito... Nunca deixei de amá-la. - derramou uma lagrima - Perdoe-me por tudo que fiz...

Ishitar tentava segurar as lagrimas, mas não agüentou.

--------

- Ishi-tar... pare... vai destruir tudo.

- É isso que eu quero. - sorriu. - vou acabar com tudo. Uaset e Menefer deixaram de existir. - seu cosmo aumentou.

- Não sou a sith odiosa? Nada me importa. Você me odeia Saga de Gêmeos, tanto quanto eu te odeio.

- Se te odiasse não teria ido atrás de você, se me odiasse não teria me defendido do golpe de Akin.

--------

- Não sou ninguém Saga, não tenho nada...sou um demônio...- sorriu. – sabe qual era o meu maior desejo?

- Talvez fosse melhor. Não sou o tipo de pessoa que deve andar por aí. Sou uma ameaça.

---------------------------------------------FIM DA MENTE----------------------------------------

- Morra Saga!

Com os olhos rasos o geminiano os fechou, mas...

O ataque nunca veio. Ele abriu os olhos perplexo com a cena que via: Ishitar cravara o djed em sim mesma.

- Saga... - suas feições ficaram suaves.

- Ishitar... - olhava estático para ela.

A portadora recuou. Soltando um gemido, retirou o djed.

- Jóias... voltem...

O djed emitiu um forte brilho, as jóias desmembraram indo cada uma para a sua portadora.

- As jóias... – murmurou Ank.

- "Está devolvendo?" Ishitar você... – Osíris deu um passo. – "se matou?"

Ishitar liberou mais cosmo, desta vez foi a vez do djed aparecer diante de Osíris. A portadora olhou para o lado, Hatshe jazia no chão.

- "A Hatshe morta pelo poder de um sith, eu, Ishitar, portadora de Toth, através dos poderes de Ré entrego os meus em troca da vida dela." Hatshe... - ela uniu a ankh a balança, esta brilhou em vermelho e depois foi para perto de Hatshe. A portadora deu um suspiro.

- Hatshe. - Miro aproximou. - está respirando.

Ishitar deu um sorriso.

- Saga...- foi tombando.

- Ishitar! – a pegou nos braços deitando-a lentamente. – Ishitar!

- Saga... – abriu os olhos. – me perdoe...

Os olhos foram fechando lentamente.

- Ishitar!

Não houve resposta, a portadora de Toth estava morta.

- Ishitar! - o rosto estava banhado por lagrimas, não acreditava que ela tinha feito aquilo.

Hatshe abria os olhos.

- Hatshe! Graças a Zeus! – Miro a abraçou chorando.

- Mi-ro? Você não estava... eu não estava...

- Está viva.

Nefertite apoiada em Kamus fitava o corpo de Ishitar e Hatshe nos braços de Miro. A portadora de Tefnut abandonando os braços do ariano caminhou ate a Toth e ajoelhou ao lado dela.

- I-shitar? Ishitar acorde.

Silêncio. Nefertite começou a chorar. Hatshe ao lado de Miro tentava entender o que se passava.

- O que aconteceu com ela?

O escorpião abaixou o rosto. Logo as demais portadoras foram aproximando ainda incrédulas. Akhenaton sentiu os olhos marejados, não era possível que ela... a sua irmã...estava...morta.

------------------------------------------FLASHBACK---------------------------------------------------

Duas crianças brincavam na areia, usando água faziam castelinhos.

- Shi! Não pode molhar tanto. - disse o garoto de 5 anos de cabelos anelados e olhos roxos.

- Desculpa Ton. - a menina de três anos cabelos negros e olhos âmbar deixou o balde no chão.

- Tudo bem. - sorriu. - vamos brincar de outra coisa.

- Ton.

- Sim?

- É verdade que você vai ter uma irmã?

- Minha mamãe falou que sim. Vou poder brincar com ela. - sorriu.

- Ah... - a menina sentou na areia.

- Por que Shi?

- Não vai brincar mais comigo, por que não sou sua irmã - seu olhar era triste. - vou ficar sozinha.

- Boba. - ajoelhou na frente dela. - não vai. Você é minha irmã.

- Sério? - sorriu.

- Sim e como irmão mais velho vou sempre te proteger. Vocês duas.

- Que bom. Eu gosto muito de você. - o abraçou.

- Eu também Shi. Vamos ficar sempre juntos.

--------------------------------------FIM DO FLASHBACK-----------------------------------------------

- Ishitar...Ishitar... - Akhenaton derramou duas lagrimas.

Ank olhou para Nefertari.

- Tari, a Ishitar...ela.. vai ficar bem, não vai?

Ela não disse nada. Ajoelhou ao lado de Ank e abraçou. A portadora de Tefnut tentou segurar as lagrimas, mas foi impossível começou a chorar. Tari silenciosamente olhava o corpo da amiga, não queria chorar, pois precisava ser forte pelas outras, contudo...

- Ishitar... - derramou algumas lagrimas.

Saga olhava estático. Isi parou ao lado de Nefertite.

- Sua estúpida! - gritou. - por que teve que fazer isso!

Olharam chocados para ela.

- Idiota... - as lagrimas desciam abundantes. - idiota... - ajoelhou ao lado de Ishitar. - idiota...

Akya segurou. Não gostava de chorar, porem...

- "Ishitar..." - os olhos marejaram.

Na sala o único som que era ouvido era o choro de todos.

- Ishitar...- Ank estava inconformada.

Portão do céu...(obs: normal - fala dos humanos / itálico dos deuses.)

Ishitar abriu os olhos, usava seu tradicional vestido, não havia marcas de ferimentos.

- Esse lugar...

- Está no portão do céu.

- Toth? Estou viva?

- Não. Esse portão também liga o mundo dos vivos ao Amêntis.

- Então...

- Seu sacrifício salvou a todos, mesmo com o sangue sith inflamado recuperou o bom senso.

- Era a única forma de me parar. Se continuasse destruiria a todos.

- Foi corajosa ao tomar essa decisão. Estou orgulhoso.

- Estão todos bem?

- Vivos, mas tristes por te perderem, principalmente o grego.

- Ele vai superar. - disse abaixando o rosto, segurou, mas não conseguiu. Derramou grossas lagrimas.

Toth a olhou penalizado, desde o nascimento dela sabia que carregaria um fardo pesado, pesado demais.

- Desculpe. - disse limpando o rosto. - o que importa é que estão bem.

- Sim.

- Estou pronta para ir.

- Quer vê-los pela ultima vez?

- Quero.

Usando seu cosmo, o deus a levou até ao templo de Seth mais precisamente a sala que houvera a batalha.

Ank nos braços de Mu não parava de chorar, Shura confortava Akya, assim como Miro a Hatshe. Nefertari tentava não chorar, mas acabou se rendendo quando MM a abraçou, Kamus apenas abraçou Tite. Isi afastou-se um pouco. Akhenaton chorava nos braços de Atena. Saga continuava a fita-la imóvel.

- Pode ir até lá. - disse o deus.

Ela deu um passo, Akhenaton levantou o rosto e olhou na direção da porta.

- O que foi? - indagou Atena acompanhando o olhar dele, mas sem entender.

- Ele pode me ver? - indagou Ishitar a Toth.

- É o deus do Amêntis.

- Akhenaton..

Ele caminhava na direção dela, todos acharam estranho o comportamento dele.

- Akhenaton? - Nefertari acompanhou o movimento dele. - o que foi?

- É..

A portadora fez sinal para que ele não falasse da sua presença.

- Vim só vê-los pela ultima vez.

- Por que fez isso?

- Era preciso. Era eu ou mundo.

- Haveria outra forma.

- Não. - sorriu. – se não me eliminasse a essas horas...

Nefertari se soltou de MM, Akhenaton parecia conversar com alguém, alem disso sentiu o cosmo de duas pessoas.

- Akhenaton. - aproximou do irmão.

- Temos que ir Ishitar, Nefertari já percebeu nossa presença.

- Está bem Toth. Posso só fazer algo?

- Pode.

A portadora caminhou em direção a Akhenaton, passou por ele que acompanhou seu movimento. Ishitar ajoelhou a frente de Saga que tinha um olhar perdido. Ela acariciou o rosto dele, o geminiano sentiu a face aquecida, tinha a sensação que alguém o tocara.

- Adeus.

Ishitar aproximou e o beijou. Saga fechou os olhos, deixando cair uma lagrima. Era Ishitar.

Aos poucos foi apagando até desaparecer juntamente com Toth. O geminiano abriu os olhos e novas lagrimas caíram. Imediatamente olhou para Akhenaton.

- Era ela Saga. - disse. - só queria despedir.

- Akhenaton. – Isis o chamou.

- Eu sei, não vou deixar que Seth leve minha irmã. Se ela ainda não foi para a sala de julgamento temos chances.

- Ishitar...?

Olharam para a direção da voz.

- As-mara?

A garota segurava o choro, a passos lentos caminhou até o corpo da portadora, ajoelhando ao seu lado de frente para Saga.

- Saga... - ela o olhou.

O geminiano sentiu um aperto, como contaria a ela que Ishitar não iria mais voltar, se nem ele aceitava isso.

- Asmara a Ishitar...

- Está morta.

Ficaram surpresos pelas palavras dela.

- Vi meus pais morrerem, eu sei o que é morrer.

Saga levantou ajoelhando ao lado dela.

- Ela foi para o Amêntis?

- Foi.

- Ela então vai conhecer meus pais.

- Sim. - Saga a abraçou, Asmara começou a chorar.

- Eu não queria que ela morresse... ela era minha amiga.

Olhavam penalizados para ela. Isis aproximou dos dois.

- Preciso que saiam.

Ele a olhou sem entender.

- Vamos trazer Ishitar de volta. - disse Akhenaton.

Amêntis, cidade dos mortos.

Logo após o encontro com Saga, Ishitar caiu num sono profundo.

Abriu lentamente os olhos, sentia-se zonza e fraca. Estava numa escuridão profunda e não ouvia barulho algum. Tentou mexer os braços e pernas, mas não conseguiu.

- "O que está havendo?" - pensou.

Um homem com vestes egípcias tendo na cabeça um elmo de chacal aproximou dela. Elevou seu cosmo e em seguida o corpo da portadora começou a brilhar. (n/a: eu escrevi corpo, mas na verdade é a alma dela, é porque ficava mais fácil visualizar) A escuridão dava lugar a um brilho intenso, começou a escutar sons e sentia seus braços e pernas mexerem.

- Seja bem vinda ao Amêntis, portadora. - disse-lhe o homem.

Ishitar sentou sobre a bancada onde estava, fitou a janela. Ficou deslumbrada com a construção que jazia a frente dela.

- É o deus Anúbis, não é? – fitou o deus de cabelos anelados e olhos extremamente pretos. Ishitar olhou-o fixamente, parecia hipnotizá-la e tinha a sensação que era tragada para aquela escuridão.

- Sim.

- Onde estou...?

- Toda essa região é o Amêntis. Está na parte reservada a " cerimônia de abertura da boca". Acabei de aplicá-la em você.

- Para onde vou?

- Lá. - apontou para a construção. - cidade dos mortos. Morada dos deuses e onde acontece o julgamento.

- Entendo.

- Ishitar de Toth, a portadora que mandava todos para mim.

- Eram apenas ameaças. - sorriu.

- Todos têm a sua hora de morrer, mas se mandasse alguns para cá não me importaria.

- Isso não será mais possível.

- Sim. Vamos.

Ishitar foi conduzida para a entrada da cidade.

- Daqui em diante segue sozinha. - disse o deus. – nos encontraremos mais tarde.

- Está bem.

Os grandes portões de ouro abriram para ela. O corredor que surgiu era escuro e frio, não tendo alternativa pos se andar. Andou por um tempo que pareceram horas, não queria demonstrar, mas estava com medo.

- "Queria que estivesse aqui comigo." - pensou em Saga.

Não muito longe ela já podia ver uma luz, apertando o passo rumou para lá. A claridade era tanta que teve que tampar os olhos, quando a intensidade da luz diminuiu pode ver onde estava. Uma enorme sala, a sua direita uma fila formada por homens e mulheres de todas as idades. Ao fundo duas portas: uma negra e outra de vidro. Atrás da de vidro podia-se ver um enorme jardim, cheio de arvores, flores, pássaros.

- "Sekhet-hetepet." - pensou.

Sendo conduzida entrou na fila. Viu ao longe o deus Anúbis e mais uma deusa.

- "Maet!"

Templo de Seth

Nefertari ajoelhou ao lado de Ishitar sentando sobre os pés. Akhenaton fez o mesmo.

- O que vai fazer? - MM aproximou.

- Para ir ao Amêntis tenho que ir como Isis. Preciso liberar meu espírito.

- Não é perigoso?

- Desde que não aconteça nada com meu corpo. - sorriu. - sei que estará ao meu lado.

- Akhenaton. - disse Atena. - seu cosmo...

- Não se preocupe. Pronta Tari?

- Sim.

Os dois começaram a elevar seus cosmos. Tomando o djed nas mãos Akhenaton cruzou os braços sobre o peito.

O cabo do báculo de Nefertari sumiu restando apenas o objeto em formato de sol, que ficou sobre ela, transformando-se numa auréola. Fecharam os olhos e as respirações passaram a ficar lentas e menos freqüentes.

- Por que estão assim? - indagou Afrodite a Tite.

- Reparou que todas as estatuas de Isis e Osíris são assim? É a forma como são representados.

Saga os olhava apreensivo.

Portão do céu

- Faz tempo que não venho aqui. - Isis fitava o portão.

- Vamos?

- Sim.

Osíris abriu o portão deparando com as terras de seu domínio: Amêntis. Visto de frente, a direita existia Tepeteh (n/a: é tudo imaginação, alguns lugares existem mesmo na mitologia, mas suas disposições no espaço são inventadas), a esquerda, o templo onde Anúbis. No centro, a cidade dos mortos dividida em duas partes: alta e a baixa. Na alta era a morada dos deuses e na baixa morada dos auxiliares e onde também ocorria o julgamento. Depois da cidade podia-se ver um enorme jardim, chamado por Sekhet-hetepet, ou campos de juncos, o paraíso.

Isis e Osíris ao passarem pelo portão dourado tiveram suas roupas mudadas. O deus assumiu um porte mais sério, suas roupas ficaram mais requintadas. Na cabeça atef, a coroa branca, com o desenho de uma serpente sobre ela. Isis trajava um fino vestido de linho adornado por varias peças em ouro. Usava uma capa alva e na cabeça uma coroa dourada em formato de raios solares.

Rapidamente alcançaram a sala dos julgamentos.

- Ishitar. - disse Isis ao vê-la ao lado de Anúbis.

Foram até ela.

- Osíris?! - exclamaram tanto ela quanto Maet.

- Ishitar. - Isis aproximou. - por que fez aquilo?

- Era a única solução. Se não me parasse a essas horas tudo estaria destruído.

- Vim para levá-la de volta. - disse o deus. - ainda não é para você viver aqui. Já houve o julgamento? - indagou a Anúbis.

- Sim.

- Já? - Isis ficou preocupada, nem mesmo Osíris poderia interceder. - qual foi o veredicto?

- Ishitar cometeu inúmeros crimes, minha senhora. - disse Anúbis. - matou a portadora de Maet e tirou a própria vida.

- Fez atos cruéis, prejudicou e fez sofrer muita gente. - disse Maet. - colocamos seu coração na bandeja.

- E?

- Manteve-se equilibrado. Se por um lado ela errou, redimiu-se na hora que se matou em prol dos outros. - disse Anúbis.

Ishitar ouvia tudo calada.

- Ela vai para os campos?

- Não Osíris.

- Não?!

- Mesmo que a balança tenha se equilibrado, não vou para os campos. Escolhi ir para Ammut, minha existência nos mundos dos vivos ou dos mortos é uma ameaça. Ainda sinto que tenho meu poder. Não quero colocar mais ninguém em perigo. Prefiro ser jogada ao Ammut a fazer mais alguém sofrer.

- Não pode fazer isso! - disse Akhenaton. - não posso permitir que fique aqui. Agora que destruímos Seth, seu lugar é ao meu lado.

- Nosso lado. - completou Isis.

- Sinto muito Ton, mas tomei minha decisão. - a portadora aproximou do deus e o abraçou. - cuide de todos. - aproximou de Isis. - proteja as meninas.

- Está na hora Ishitar. - chamou Anúbis.

- Adeus. - ela se afastou sobre o olhar incrédulo de Akhenaton.

- Osíris. - Isis aproximou. - meu cosmo.

- Volte, eu ficarei aqui.

- Não pode permanecer por muito tempo aqui.

- Vou falar com Ré. Não vou permitir que Seth tire Ishitar de Akhenaton.

Templo de Seth

Estava tudo no profundo silêncio, ninguém tirava os olhos de Nefertari e Akhenaton. Até que a portadora soltou um suspiro.

- Tari. - Mask aproximou.

A portadora olhou para o corpo de Ishitar e começou a chorar.

- O que foi Tari? - indagou Tite. - e o Akhenaton.

- Ele ficou.

- Por quê? O que houve? - perguntou Atena.

- Ishitar.

- O que tem ela? - Saga ficou temeroso.

- Ela foi julgada.

- E?

- A balança equilibrou.

- Graças a Ré. - suspirou aliviada Ank.

- O que isso quer dizer?- Saga estava impaciente.

- Ishitar foi para os campos dos juncos, ou paraíso. - disse Akya.

- Ela não foi para lá. - disse Tari séria.

- Não?

- Ishitar preferiu ir para o Ammut.

- O QUE?! - exclamaram as portadoras.

- Ammut? Mas Tari... - Isi estava perplexa.

- Ela disse que mesmo morta ainda é uma ameaça, que não quer fazer ninguém sofrer, ela... ela.. - Tari começou a chorar.

- O que quer dizer esse Ammut? O que é isso? O que vão fazer com a Ishitar?

- Ammut é como o inferno para vocês. Nós egípcios acreditamos que depois que morremos, viveremos por toda eternidade no paraíso, mas isso depende da conduta da pessoa em vida. Se for uma pessoa boa vai para os campos de juncos se for má vai para o Ammut. Há o Tepeteh onde as almas permanecem ate algum deus ter piedade de você e manda-lo para julgamento, mas no Ammut... não há chances. Sua alma é destruída.

- Destruída..?

- Deixa de existir nos dois mundos. Você vira o nada.

Saga ficou desesperado, aquilo não poderia acontecer a ela.

- Osíris vai salva-la não vai? - derramou algumas lagrimas.

- Não sei se conseguirá.

O geminiano afastou, se Osíris não conseguisse perderia Ishitar para sempre.

- Saga. - Kanon tocou o ombro dele.

- Me deixe. - afastou mais.

- Não podemos fazer nada Nefertari?

- Infelizmente não Mu. Apenas torcer que Osíris consiga.

Asmara que ouvia tudo, não entendia sobre Ammut, mas pelas expressões dos rostos dele entendeu que era algo grave. Saiu de fininho.

- "O que eu faço?" - Saga sentiu alguém segurando sua mão.

- Saga...

- Fale. - abaixou para ficar da altura dela.

- Esse Ammut é mal?

- Sim...

- Entendo... se pudesse trocava de lugar com ela.

- Eu também... - Saga teve um estralo. - Asmara, me escute. - apontou para Ank. - ela é muito amiga da Ishitar fica perto dela, até a Ishitar voltar.

- Tá.

O geminiano levantou.

- Nefertari.

- Sim?

- Me leve ao Amêntis.

- Co-mo?

- Mas Saga... - murmurou Kanon.

- Tem o poder de levar alguém lá não tem?

- Tenho, mas...

- No que está pensando Saga? - indagou Shaka.

- Salvar a Ishitar.

O virginiano o fitou intrigado.

- "Saga... você não está pensando em..."

- Não temos tempo Nefertari. O que tenho que fazer?

- Ir ao Amêntis inclui muitos riscos Saga de Gêmeos. - disse Isis. - por ainda está vivo, pode não suportar e ter sua alma arrancada antes mesmo de chegar ao portão do céu. Se conseguir passar ainda correrá risco até chegar a ela. Pode não mais voltar, para agravar, está ferido.

- Não me importo.

- Gosta tanto dela assim? - indagou intrigada. Apesar de está no corpo de Nefertari, ela, Isis, não conseguia entender bem esses sentimentos humanos.

- Aponto de dá minha vida pela dela.

A principio não entenderam.

- Está bem. Venha.

Saga ajoelhou ao lado de Akhenaton e seguindo as ordens de Isis liberou seu cosmo.

- Saga. - Kanon aproximou, entendera muito bem a intenção dele. - tem certeza? Você...

- Cuide bem da casa de gêmeos e de Atena.

- Mas...

Elevaram seus cosmos. Fecharam os olhos e as respirações passaram a ficar lentas e menos freqüentes.

Ank ficou olhando para o geminiano.

- "Aponto de dá minha vida pela dela." - pensava nas palavras dele. - "Saga... - ficou alarmada. - Saga, você..." Mu.

O ariano nada disse.

Aos poucos as fichas foram caindo.

- Saga...

- Ele...

- "Saga."

- Vamos rezar que tudo termine bem. - disse Akya.

Cidades dos mortos, parte alta morada dos deuses.

Osíris andava apressado, não poderia perder tempo, pois a vida de Ishitar dependia dele. Atravessando um extenso corredor parou diante de uma porta branca.

- Pode entrar. – disse uma voz de dentro da sala.

Osíris entrou. A sala era ricamente decorada, com vários afrescos que retratavam as batalhas dos deuses. Ao fundo, um metro acima do nível do chão, um trono dourado, sobre o trono um disco solar. Sentando nele um homem.

- Ré. – Osíris ajoelhou diante dele.

- Levante-se meu filho.

Ré era um homem de meia idade, os cabelos eram curtos e lisos. Os olhos extremamente roxos, feições finas. Trazia na mão direita a ankh e na esquerda um cetro.

- Já deve saber o motivo de minha presença.

- Ele sabe. – disse um homem de olhos vermelhos que trazia nas mãos um elmo em formato de íbis.

- Toth.

- Sei meu filho. Veio pedir pela sith.

- Sim. Pensei que na hora do julgamento seu representante, - olhou para Toth. – estaria ao lado dela, mas me enganei.

- Toth tinha outros afazeres.

- Mais importantes que salvar a sua portadora?

- Discussões não nos levará a lugar algum Osíris. – disse Toth.

- Tem razão. - virou para Ré. - Pai, é injusto que ela vá para o Ammut.

- Foi escolha dela Osíris. Não devemos interferir.

- Mas depois de tudo que ela fez, merecia viver em paz.

- Ishitar está colhendo o que plantou. Toth a alertou.

- Ela foi influenciada por Seth.

- Não foi. Ela sabia exatamente o que estava fazendo.

- Seth levou-a fazer isso. Ishitar sofreu desde a infância.

- Seth só foi o estopim. Está correto ao dizer que ela sofreu desde a infância. Sei disso, eu acompanhei de perto. Desde o seu nascimento fui contra que ela se tornasse portadora, mas Toth me convenceu. Fiz planos para ela. Como pessoa detentora de tamanho poder estaria apta a se tornar sua guerreira.

- Minha guerreira?

- Hisoka foi um presente de Ré a Seth. Um guerreiro semi deus. – disse Toth.

- Então Ishitar...

- Seria a sua se completasse a missão. Ishitar apesar dos alertas sabia perfeitamente o que estava fazendo inclusive matar de forma desumana a Maet. Sei que o fardo para ela foi pesado demais e que no ultimo momento deu a vida por todos, mas não posso fazer nada. Se ela quis ir para o Ammut não cabe a mim impedir.

Osíris serrou o punho, aquilo era injusto, Ishitar só ia para o Ammut por se achar responsável, mas no fundo não era.

A conversa foi interrompida pela chegada de uma pessoa.

- Hórus?

- Pai? - estranhou. - o que está fazendo aqui? - deu lhe um abraço.

- Vim salvar a Ishitar.

- O que tem a me dizer Hórus. - disse Ré cortando-os.

- Como o senhor me disse. - reverenciou-o. - Seth está lacrado. Usando os encantamentos Ishitar o lacrou em seu corpo mortal.

- Isso quer dizer...

- Ele passará a eternidade em Ta (n/a: Ta significa Egito)

- Compreendo. Dessa forma Seth não poderá mais voltar para cá ou reencarnar.

- Não seria um ponto a favor para ela? - indagou Osíris. - graças a ela Seth não poderá ameaçar mais ninguém.

Toth ouvia tudo calado.

- Meu senhor. - diante deles apareceu Maet e Tefnut, as deusas cumprimentaram os demais. Maet virou-se para Ré. - trago informações de Tepeteh.

- Fale.

- Os antigos guerreiros de Seth mais Hisoka encontram-se nesse local.

- Levados pela ambição de Seth ficarão presos até que eu decida a data do julgamento deles. E o outro assunto?

- Aguarda sua autorização.

Ré referia-se a Ishitar. A mando dele a portadora foi levada até a uma anti-sala. De onde ela estava, podia-se ouvir tudo porem por ordens de Ré, Anúbis havia retirado os sentidos dela, estando em estado suspenso.

Anúbis ao seu lado a observava, sempre tivera curiosidade de conhecer, a portadora que Toth havia escolhido, passando até mesmo por cima das ordens de Ré, e hoje ela estava ao seu lado preparando-se para ser jogada a Ammut.

- "Mesmo morta e sem poder usá-lo, o cosmo dela continua grandioso, tão grande quanto de um deus."

O deus aproximou, Ishitar nem se mexeu, seus olhos estavam amarronzados e a cabeça baixa. Ele tocou o queixo dela, erguendo seu rosto.

- Se Ré me concedesse seria uma honra tê-la como deusa dos mortos.

Na outra sala...Outro deus aparecia diante de Ré.

- Mandou me chamar, meu senhor? - Chu o reverenciou.

- Sim. Quero que seja responsável pelos oitos guerreiros de Seth, mas antes leve a princesa Huni até Akin.

- Huni?! - exclamou Osíris. - ela..

- Me pediu que visse Akin e como ela foi sua mãe nessa vida não recusei.

- Pelo menos uma coisa certa está fazendo. - disse uma mulher entrando.

- Vou ignorar seu comentário Hathor. - respondeu Ré de forma feroz.

- Desculpe papai. - ironizou.

- Senhor e senhorita, por favor. - Toth tomou a frente.

- E você não diga nada, Toth. Colocou a Ishitar nessa situação e não está fazendo nada para tirá-la.

- Vai me acusar também de negligencia?

- Sim.

- Concordo com Hathor. - disse Hórus. - pelo menos do lado dela teria que está.

- Não está agindo como um verdadeiro deus. - disse Tefnut.

- Já fiz muito em alertá-la. - disse Toth.

- O que foi pouco, mas que no final tudo deu certo. - Maet manifestara.

- Chega. Não quero que iniciem uma guerra. - disse Ré. - não quero ouvir mais esse assunto.

A porta branca abriu de maneira violenta. Os deuses olharam para trás para ver quem era o atrevido que entrara daquela forma na sala de Ré. Ficaram surpresos com o que viram.

Apesar dos vários ferimentos, inclusive o da perna, conservava seu porte imponente. A armadura reluzia com a luz que batia sobre ela. Os olhos verdes os fitavam de forma nem superior, nem inferior, mas igual.

- Desculpe invadir sua morada Ré, mas o assunto era urgente. – disse com a voz que lhe é característica. (n/a: e que voz... tanto tupiniquim quanto japonesa)

Hathor o olhou de cima em baixo, se fosse mortal jogaria aos pés dele.

- Apresente-se. – disse o deus ainda surpreso pelo atrevimento, mas o achando-o interessante por tal ato.

- Saga de Gêmeos, cavaleiro de ouro da deusa Atena.

- Então é você que conseguia manter Ishitar em seu estado normal.

Ele não respondeu, detestava quando se referiam a ela como um ser anormal.

- Saga, o que está fazendo aqui? - Osíris não sabia o que pensar.

- Vim fazer um acordo com Ré.

- Acordo? – exclamaram os deuses.

- Que acordo? – indagou o próprio curioso.

- Minha vida pela vida de Ishitar.

- O que? – Toth não acreditou.

Ré não esboçou reação alguma. Percebendo isso Saga ajoelhou, encostando a cabeça no chão.

- Por favor.

- "Saga." – Isis mais atrás o olhava penalizada.

As reações foram as mais adversas, não acreditavam que um mortal estava perante Ré pedindo pela vida da sith. Anúbis no seu refugio o fitava intrigado.

- "Por que está pedindo isso. O que o levaria a tal ato?"

- Sua vida pela dela?

- Sim Ré.

- Levante-se.

Obedecendo Saga levantou.

- Qual o motivo do seu pedido?

- É injustiça depois de tudo que ela passou ficar morta e ainda ser jogada ao Ammut, mesmo que a decisão tenha partido dela.

Na outra sala, Ishitar continuava alheia, porem... ergueu a cabeça.

- Ishitar? - Anúbis a olhou. - está em estado suspenso... não tem os seus sentidos, como... - olhou para Saga. - ele... - voltou para ela. - reagiu porque ouviu a voz dele?

Ré o examinou.

- E por que toma parte? Não é sith, Uaset, nem há mais descendência egípcia em seu sangue, por que toma as dores?

Osíris que ouvia ficou pensativo com os dizeres do pai.

- "Nem a mais descendência egípcia? O que ele quis dizer com isso?"

- Por que... - olhou para a mulher ao lado de Osíris, o símbolo que ela carregava era o sistro que Isitnefert usava, portanto ela deveria ser Hathor. - Hathor quis que Ishitar entrasse em minha vida.

A deusa sorriu com a frase dele.

- É louvável o que quer fazer, mas não é possível. - disse Ré.

- Por que? - Saga não acreditava.

- Sua alma não pertence a esse mundo e sim ao deus Hades. Não tenho o poder de retirar sua vida.

- Então...

- Não a jeito cavaleiro de Atena.

- Deve haver uma! - gritou.

Na outra sala, Anúbis continuava a olhá-la, ficou surpreso com o que viu. A portadora mexeu, aos poucos seus olhos foram ficando amarelos.

- Ela.. está voltando? Está quebrando meu feitiço só porque ouviu a voz dele? Esse cavaleiro...

- Saga... - murmurou. - Saga...

Os olhos voltaram a brilhar em âmbar, a portadora voltou a enxergar e a primeira coisa que viu, foi Saga ao lado de Osíris.

- Saga!

Na sala olharam para onde vinha a voz.

- Ishitar... - o geminiano deu um sorriso.

- Saga!

A portadora veio correndo e dando lhe um abraço.

- Saga.

- Ishitar. - ele a abraçou bem forte.

Hathor os olhando deu um sorriso, havia feito um bom trabalho. Ré, não conseguia entender, ela deveria está sobre a magia de Anúbis, como estava ali. Olhou para o lado, vendo o deus da morte, parado também fitando-os sem entender.

- Por que fez aquilo? - indagou no ouvido dela.

- Era preciso. - respondeu baixinho.

- Pensei que não te veria mais.

- Por que está aqui? Você não.. - o soltou.

- Não Ishitar. - disse Isis. - eu o trouxe aqui. Saga está vivo.

- Então... - ela não entendia.

- Veio trocar a vida dele pela sua. - disse Toth.

Ela o olhou imediatamente.

- Não pode fazer isso.

- É o único jeito.

- Não vou permitir que faça isso. Não tem nada haver com o nosso mundo, não tem porque ficar aqui.

- Tenho sim e nada nem ninguém vai me impedir. - disse a ela.

- Saga de Gêmeos, volte já. - ela levantou a voz.

- Vai me obrigar?

- Vou sim!

- Experimenta! Ainda não esqueci daquela barreira que você fez. Falei que ia ter volta.

- Está me desafiando?

- Estou!

- Seu arrogante!

- Orgulhosa!

Os deuses os olhavam incrédulos, não acreditavam que eles estavam discutindo, perante Ré e o ignorando totalmente, numa situação como aquela. A única que parecia se divertir era Hathor.

- "Fiz um excelente trabalho! Mereço um templo por isso, não existe casal mais fofo que eles! Existe, não posso esquecer da minha portadora - deu um suspiro. - esse mortais gregos... são verdadeiros deuses."

- Vocês dois já chegam! - gritou Ré.

Saga passou a frente de Ishitar.

- Cavaleiro, sua determinação é um exemplo, parece que faria qualquer coisa por ela.

Balançou a cabeça afirmando.

- Há uma alternativa.

- Qual?

- Não posso retirar sua alma, pois ela não pertence ao nosso mundo, nem se um de nós te matar, sua alma não ficará retida aqui, mas...

- Diga.

- Se você retirar sua vida dentro dos nossos domínios, ela passa a ser nossa, portanto poderei aceitar.

- Mas pai... - Isis aproximou. - está dizendo que a única solução é Saga se matar?

- Isso ou nada.

Ishitar o fitou temerosa, não permitira que Saga perdesse sua vida por causa dela.

- Eu...

- Ele não vai fazer isso Ré. - Ishitar passou a frente dele. - Saga não pertence ao nosso mundo, ele vai voltar para o dele.

- Como? A única pessoa capaz de abrir o portão do céu, está morta. Nem ele, nem ninguém vai atravessar.

Ela tinha esquecido disso. Sendo assim, só restava-lhe morar em Uaset.

- Mais um motivo. - disse. - ele viverá em Uaset.

- Como se, não tendo você fosse viver. - murmurou.

Ishitar o olhou, não era justo, mesmo estando morta ainda trazia sofrimentos.

- Saga...eu não quero que... eu não quero que... - começou a chorar.

O geminiano a abraçou.

Para Anúbis agora tudo fazia sentindo. O sentimento que tanto Hathor se vangloriara, era aquilo que Ishitar e o cavaleiro sentiam um pelo outro.

- Aceita Saga?

- Aceito.

O deus elevou um pouco seu cosmo, apareceu na sua mão uma adaga.

Hórus, Chu, Tefnut e Maet ainda não acreditavam que ele faria aquilo.

- Ishitar vai ser devolvida?

- Tem a minha palavra.

- Saga, por favor.

Ele a soltou.

- Cuide da Asmara, ela está te esperando.

- Saga...

Osíris a puxou.

- Akhenaton, não permita isso, por favor. Toth. - olhou para o deus. - Toth.

Ele abaixou o rosto. Ishitar ficou com ódio.

- Tome. - Ré fez que a adaga aparecesse diante de Saga. - essa adaga tem poderes especiais, quando cravar em você, seu corpo, onde ele estiver, será ferido com a mesma intensidade.

Ele a pegou e sorriu.

- "Que ironia... uma adaga dourada... como aquela... Perdoe-me Kanon, perdoe-me Atena."

Ele não quis olhar para a portadora.

- Ré reconsidere, por favor. - pediu.

- A decisão foi dele.

Saga fechou os olhos e num golpe rápido...

- Saga!!!

Mais um capitulo, faltando três para o final. Saga morreu para salvar Ishitar. Não percam as próximas emoções.