N/a: oi queridos e queridas!
demorei horrores pra atualizar né, eu sei!
mas ai está uma nova parte enoooorrrmmmeee!
E digo, bem safadinha, e eu culpo às partes picantes e safadinhas
aos livros da serie 'Anita Blake' que eu ando lendo e que eu SUPER recomendo!
A propósito, gente, eu comecei a trabalhar, e é por isso que eu tenho demorado tanto pra atualizar os capitulos, mas eu juro que assim que eu puder eu vou continuar escrevendo!
Por favor, me mandem reviews se gostarem ou não e com suas opiniões, assim como eu agradeço pelas reviews que recebi! To tentando fazer os capitulos melhores possiveis, por isso eu conto com as opiniões de vocês!
daqui a pouco, ou em breve eu att meu picasa também!
bjussss
VIC!
PARTE 3 (VIII)
SETE PECADOS, SETE VIRTUDES
Capitulo 24 – Luxúria
Napa Valley, manhã seguinte.
WoodyPOV.
- E quais são os nomes delas, meus queridos? Estamos batizando estas meninas, eu me nego a chamar minhas netinhas de bebê um e bebê dois...- disse minha mãe com um sorriso no rosto, acarinhando minhas meninas que dormiam ainda esta manhã no bercinho. Eu e Abe ainda estávamos de pijamas, mas Alice já estava acesa e excitada nos escolhendo as roupas que usaremos durante o batizado e minha mãe estava de roupão, já maquiada e penteada.- Tenho uma entrevista coletiva daqui a pouco, a pergunta crucial é como se chamam estas fofuxas... Então?- e nos olhou com seus olhos verdes ansiosos e delineados com uma impecável maquiagem. Eu sorri, sorri porque estava feliz como quando fiquei quando Abigail ficou grávida, feliz como quando todas as minhas filhas nasceram, feliz. Feliz porque sabia que minha mãe sempre soube o nome que minhas filhas teriam, mas que ela deixou para que Abe anunciasse os nomes que havíamos escolhido.
- Esta aqui é Julie.- disse Abe tentando ajeitar o cabelinho loirinho de uma de nossas filhinhas dorminhocas.- E esta é Mabelle.- disse acarinhando o rostinho de nossa outra filha, depois suspirou e quando voltou a olhar para cima tinha os olhos cheios d'água.- Eu não queria ter ofendido aos elfos Helena, eu juro, não fiz por mal, eu estava tentando afastar aquela menina, estava sim, porque eu achei que ela poderia fazer mais mal a elas do que o sangue da minha família já tinha feito... eu não sabia que aquela menina estava curando minhas meninas...- disse entre lágrimas e minha mãe a abraçou apertado e deixou que ela chorasse tudo o que quisesse.
- Abigail, não há nada de errado com teu sangue, meu bem. Deus não erra nunca, tenha certeza... e como eu posso achar que há algo de errado com você quando você faz meu lobinho tão feliz e me deu três netas lindas e adoráveis?- perguntou e Abe olhou pra ela.- Eu amo você querida.
- Eu também te amo, Hell. Você é a melhor sogra de todas.- disse ela e minha mãe riu.
- Não vamos exagerar querida, deixemos as bajulações pra quando eu for tua rainha, certo?- disse ela secando as lagrimas do rosto de Abe.
- Ainda estou autorizado a transformá-la, mesmo que Julie e Mabelle estejam bem?- perguntei.
- Claro que está, filho! Pra falar a verdade, você Abigail, já deveria ser uma loba há anos...- disse minha mãe olhando para nós dois.
- Confesso que eu tinha medo...- resmungou Abe olhando para o chão timidamente e eu a envolvi em meus braços.
- E agora não tem mais?- perguntou minha mãe.
- Não tenho. Eu amo minhas filhas, amo Woody, você e Byrdie, meus cunhados, sobrinhos, toda esta grande família... se eu não tivesse tanto medo, Mabelle e Julie jamais teriam tido este problema que tiveram...- disse Abe contra o meu peito e eu a apertei em meus braços para dar-lhe segurança, enquanto minha mãe sorriu docemente pra ela e lhe alisou os cabelos revoltos.
- Não pense mais neste episódio como um problema querida, pense que isso foi uma oportunidade... promete?- perguntou minha mãe.- Prometem-me ambos?- e silenciosamente acenamos que sim.- E sorriam, hoje é um dia feliz, muito feliz!
- Feliz, feliz, feliz!- disse tia Alice dando o ar de sua graça, saindo do closet do nosso quarto e largando nossos trajes sobre a cama ainda desfeita.- Separei os trajes meus queridos, agora eu vou para o quarto de Seth e Clau e você Hell, vai para o seu...- apontou para a minha mãe e imediatamente a guiando para fora junto com ela.
- Pro meu quarto? Você está me dizendo que eu não vou falar com a minha filha mais velha, é isso?- disse minha mãe franzindo as suas delineadas sobrancelhas para a minha pequena tia.
- Você certamente aproveitará mais teu tempo indo pro teu quarto, caçulinha, confie em mim...- disse ela enigmática e minha mãe franziu ainda mais suas sobrancelhas.- Não olhe na minha cabeça, espertinha, já me basta Edward!- então ela deu um de seus pequenos sorrisos e piscou para mim e Abe.- Tchau queridos, até mais tarde nas entrevistas...
- Tchau, queridos..- disse minha mãe para nós enquanto era arrastada para fora de nosso quarto pela pequena vampira que fechou a porta ao sair.
- Vai logo pro teu quarto Hell!- ouvimos tia Allie ralhar com ela e em seguida um suspiro bem alto da minha mãe para em seguida ouvirmos os passos das duas se dividirem pelo corredor.
- Quando eu ficar mais velha eu quero ter a metade da bondade e da paciência da tua mãe...- disse Abe ainda abraçada a mim e eu beijei o topo de sua cabeça e depois eu ri.- Falei algo divertido?
- Mais ou menos. Meu pai diz que minha mãe paga todos os pecados dela com os nossos mimados parentes vampiros, diz que eles são o karma dela...- falei.
- E você acredita nisso?- Abe perguntou.
- Claro que não, você conhece o meu pai o suficiente pra saber o quão ele é dramático e tão mimado pela minha mãe como seus outros maridos e eu e meus irmãos... ele só fala isso pra irritar tio Emm e o tio Ed, me rende boas risadas...- falei divertidamente e Abe ficou como hipnotizada olhando pra mim.- O que foi?
- Gosto de te ver sorrindo, você é tão lindo sorrindo, sabia?
- Você também é linda sorrindo.- falei.
- Me perdoe, William, eu não...- ia dizendo, mas eu a interrompi com um beijo suave e apaixonado.
- Eu amo você Abe, amo nossas filhas e amo o fato de que elas são nossas. Não diga mais , que sente muito, que a culpa é sua, ou peça pelo meu perdão, passou, já foi, vamos apenas tratar de criar nossas três filhas e sermos felizes, e claro, agradecer e muito àquela pequena elfa e até mesmo ao pai irritado dela...- falei.
- Isso é verdade.- disse ela com um pequeno sorriso.- Amo você Woody.
- E eu te amo mais.- e nos beijamos de novo.
...
EmmPOV.
Sabe quando você está sempre do lado daquela pessoa especial e nunca parece ter a chance de dizer a ela o quanto você à ama?
Bem vindo ao meu mundo.
Helena é minha tanto quanto é de Bernard, Zackery, Edward e até mesmo daquele elfo nervosinho que aparece de quando em quando, mas não só isso, ela é mãe de meus filhos, avó de meus netos e a fonte de vida para o meu pequeno Raphael, mesmo que ele seja meu e de Rosie. Será que é demais dizer que eu devo tanto a ela e nem sei por onde começar a pagar esta minha divida de amor e gratidão? Obvio que não é novidade nenhuma, mas eu realmente não sei como pagar, me expressar, o raio que o parta. Faz dias que meu mais novo filho nasceu e eu e ela mal trocamos palavras sobre isso e como o nascimento dele afetará a nossa vida juntos, a minha vida com Rosalie, minha relação com meus outros filhos, netos, irmãos, família... todo mundo... parece que nunca há tempo suficiente ou oportunidade.
Ela me deixou ter meu tempo, me acostumar com esta nova pessoinha na minha vida, o filho que eu e Rosie tanto quisemos e sonhamos, mas que até o surgimento de Hell em nossas vidas nunca tivemos a oportunidade de ter.
Raphael é um lindo menino. Dos três bebês, ele, Adele e Cole, meu filho é o maior, o mais gordinho, com grandes olhos cor de caramelo em nuances verdes e seu cabelo é em um dourado escuro, quase castanho. É lindo, lindo mesmo.
Rosalie passa horas cuidando dele e exige a minha presença sempre, desde a hora em que ele acorda até a hora que ele vai dormir, no resto do tempo ela fica com Alice e Esme fazendo planos para estas abençoadas crianças que Helena nos deu. Em conjunto,nós os Cullen e dentro da medida do possível, discretamente, estamos nos organizando para homenageá-la de alguma maneira, demonstrar e dizer a ela o quanto a amamos e quanto estamos felizes pela benção que ela nos deu. Mas eu, enquanto Ed, Northman, Zack e ontem à noite Bernard, tiveram seus momentos íntimos com ela, eu , até agora a vi, a toquei poucas vezes e ainda não a amei, não tive tempo, mas muita vontade. Podem ter certeza disso.
- Alice está me dizendo que se você quiser confessar todo o seu amor à nossa Helena, esta é a hora, ela não tem que realmente conversar com Claudia e Seth no momento. Disse que ela nos viu olhando-a agora a pouco e que sentiu a duvida de ambos em se aproximar...- disse-me Edward depois de me cutucar.- Disse-me também que pode mandar ela para seu quarto se você realmente você quiser ir encontrá-la, você quer?
- As entrevistas começarão em pouco mais de uma hora, aposto que Hell tem coisas com que se preocupar no momento que em nada tem a ver comigo. – falei receoso.
- Quando ela olhou pela janela ela não estava olhando pra mim.- disse Edward.
- Ela estava olhando pra mim?- perguntei.
- Pra cotovia no parapeito da janela ou para mim é que não era. Ela te ama ogro, eu sinceramente não entendo porque, mas ela te ama.- disse Bernard que também estava junto conosco, de óculos de sol e de quando em quando esfregando suas têmporas, obviamente ressacado. Então em seus lábios surgiu um de seus sorrisos safados.- Caras, to quebrado.- disse enquanto se espreguiçava.
- Claro, bebeu todas ontem à noite!- falei.
- Aham,ta, eu to falando de Hell ter me esfolado todinho, colocar uma cueca e vestir uma roupa social não foi dos atos mais agradáveis que eu fiz em tempos. E dor de cabeça eu estou porque ela não me deixou dormir...- revelou Byrdie.- É impressão minha ou ela anda bem safadinha nestes últimos dias?- e Ed deu-nos um de seus enigmáticos sorrisos e ambos olharam pra Zack que estava circulando por perto e neste exato momento ele escolheu para ajeitar suas 'partes' e fazer uma cara de desconforto.
- Sim, acho que ela anda bem safadinha...- disse Ed.
- Quanto a isso eu não tenho nada a declarar...- resmunguei.
- Pois então não seja besta, vá e siga o conselho de Allie.- disse Byrdie.- Ela me disse que sente tua falta. Acredite, se ela me disse algo assim enquanto ela estava comigo, é porque ela realmente sente.
- Então porque ela não fala direito comigo?- perguntei.
- Isso é uma via de mão dupla cara, porque você ainda não foi atrás dela? Não adianta nada gostar de alguém e sentir falta dela quando ela está longe se você parece não ter bolas o suficiente para impor-se...- disse Zack se aproximando com certa cara de assado, e não foi do sol. Logo atrás dele veio Bradley carregando um saco de paletó sobre os ombros.- Se Alice está dizendo que você pode ir, você vai, eu iria se ela estivesse querendo a mim.
- Falando de Helena?- perguntou Bradley pegando a nossa conversa.- Ela está reluzindo não está? É impressão minha? Nunca entendi porque ela parece carregar luz dentro dela...- disse olhando para onde estávamos olhando, as janelas de sua suíte.- Ela sabe que estamos aqui falando dela e olhando pro quarto dela, não sabe? Nunca gostei muito disso, ela me assusta às vezes.
- Ela assusta a todos, camarada.- disse Byrdie pra ele.- E sim, ela hoje parece um lindo vaga-lume, ela brilha quando está feliz e brilhará mais ainda quando este grande bundão for atrás dela. Os problemas familiares parecem ter acabado, meu filho e nora estão incrivelmente felizes, minhas netinhas estão curadas, eu tive uma maravilhosa noite com minha lobinha...
- Você é sempre muito bocó depois de uma noite com tua 'lobinha', é tanto açúcar que eu acho que é possível me causar cáries...- disse Bradley.
- Dor de barriga..- disse Zack.
- Diabetes..- disse Ed.
- Vontade de te cobrir de porradas.- falei.
- Então eu vou te salvar, Bernard, vem comigo, precisamos bater um papo.- disse Brad.- E você, grandão, se entendi bem, está sendo um cagão, vá atrás de Helena!
- Cara, até você!- exclamei e ele sorriu dando de ombros.
- Pra que servem os amigos?- disse Brad.
Demorou mais alguns minutos, mas eu fui. Atravessei os jardins, entrei na casa, subi as escadas, bati à porta de seu quarto e entrei depois que ela me autorizou, fechando a porta atrás de mim.
Ela estava de roupão aberto, vestindo uma rendada lingerie azul marinho e um enorme sapato de plataforma que de longe berrava 'Alice', assim como os bobs em seu cabelo curto, maquiada e encostada à janela de sua suíte. E com um medalhão de seus lobos pendendo de seus dedos, então ela olhou para mim com um sorriso nos lábios. Minha linda Helena.
- Por que demorou tanto? Sou tão assustadora assim?- perguntou depositando uma de suas mãos em suas cadeiras, mas não saindo de onde estava, mexia naquele brasão que estava brilhando em seus dedos.
- Você sabia que eu estava vindo...- falei e ela deu de ombros, nunca ninguém consegue esconder nada dela.
- Supus, depois que Alice me disse, melhor, praticamente me obrigou a voltar pro meu quarto e vocês todos, tirando Northman, reuniram-se sob a minha janela e estavam falando de mim, da minha safadeza na cama e de vossos assados... Sabe, vocês não são discretos.- suspirou e eu se pudesse, teria ficado completamente corado.
- Porque este medalhão na tua mão está brilhando?- descaradamente eu troquei de assunto e ela me deu um sorriso doce.
- É o colar de contenção de Noel, o meu novo lobo e ele brilha porque eu coloquei um 'extra' nele...
- Extra?
- Sabe, se Elisa não tivesse sido assassinada naquele mercado ela ainda teria pegado o namorado e a melhor amiga juntos e em menos de um ano depois ela iria fazer um intercambio na Espanha, na universidade de Zaragoza e ela conheceria Noel, eles se apaixonariam e viveriam felizes para sempre... Não está no destino dela voltar à vida e não está no destino dele deixar de gostar dela, mas no momento eles não podem se tocar, se amar como foram destinados a fazer... Este medalhão brilha porque eu estou pondo nele um pouco de poder. Vou permitir que Noel e Elisa se toquem, se sintam, se amem...- contou com um olhar esperançoso e depositando o medalhão sobre o móvel atrás dela.
- É com atitudes simples e delicadas como esta que eu me convenço de que você é um anjo de verdade.- falei.- Eu te amo.- falei e ela sorriu com os olhos cheios de lágrimas ainda não derramadas.
- Se você me ama como diz, vem até mim, fica comigo.- disse ela pra mim de braços abertos.
...
HellPOV.
E Emmett veio até mim com a força e rapidez de um trem desgovernado, me prensando entre o móvel atrás de mim e ele. Prendeu-me em seus braços forte e me beijou com tal ânsia que certamente minha perfeita maquiagem foi para o beleléu. E eu não me importei nem um pouco com isso.
Eu me entreguei à saudade que eu sentia do peso e da força de seus braços, do toque de seus lábios e da força de nossa paixão. Eu amo Emmett, eu amo meu ursão.
- Que saudades, quantas saudades de você, meu amor...- disse ele ainda prensando seu corpo contra o meu e prendendo meu rosto em suas mãos, beijando meus lábios rápida e ansiosamente.- Eu te amo, te amo tanto, você não tem idéia, não tem idéia lobinha!- e me beijou mais inúmeras vezes, agarrando meu rosto tão apertado que eu comecei a temer que ficasse cheia de marcas roxas nas minhas bochechas, mas eu não me importei.
- Faz amor comigo Emm, me fode, me come, me morde. Eu quero você aqui e agora.- falei ofegante de desejo e olhando em seus olhos. E ele sorriu mostrando-me as presas, largou o meu rosto e começou a beijar o resto do meu corpo.
O toque dos dedos e do corpo de Emmett sentiam-se como toques de gelo em meu corpo quente e excitado me deixando arrepiada e praticamente implorando pelo próximo toque de sua pele suave. Ele começou por tirar meu robe que caiu no chão com um movimento suave. Suas grandes mãos envolveram meus ombros e o apertaram enquanto seus gulosos olhos olhavam intercaladamente em meus olhos, minha boca, meu pescoço e meus seios ainda volumosos pela lactação.
- São estes seios que alimentam meu filho...- e num rápido movimento meus seios estavam livres das rendas azuis do meu sutiã.- Em todos estes anos de vida eu jamais vi seios tão lindos!- disse e seu hálito fresco batia diretamente em meus mamilos deixando-os tesos e arrepiados. Suas mãos apertavam minha pele volumosa e brincavam com aqueles pequenos botões cor de rosa, tirando gemidos prazerosos de minha garganta.- Gostaria de provar e saber o gosto daquilo que alimenta meu bebê...
- Fique à vontade, eles são mais teus que de Raphael...- mal acabei de falar e ele caiu de boca no meu seio esquerdo enquanto apertou o direito com delicado vigor.- Oh, com certeza muito mais teu do que de Raphael, gulosinho...- ele deu belas sugadas e o ouvi engolir o liquido que saiu deles pelo menos umas quatro vezes, antes que ele revezasse para o seio direito me levando a loucura.
- Deliciosa, você, toda você.- sussurrou contra a minha pele e eu ri extasiada como uma bobona.
- Faço o possível...
- Yammy!- exclamou e caiu de boca no meu seio. Depois de algumas chupadas vigorosas ele abandonou meu seio com grandes marcas de chupões, em ambos, e começou a lamber meu corpo por onde o leite que saiu dos meus seios escorreu, arrancando da minha boca ainda mais suspiros, até que se ajoelhou na minha frente esfregando seu rosto na minha virilha e cheirando-me como se entre minhas pernas existisse o mais saboroso buquê.- Eu quero... quero tanto, posso tirar?- perguntou soprando sobre o delicado tecido das minhas calcinhas.- Posso?- gemi em consentimento e em menos de um segundo minha calcinha foi rasgada e senti seu hálito gelado diretamente sobre a sensível pele que havia sob ela.- Você cheira a pecado, a luxuria e está tão molhada, dá vontade de lamber, de morder, de comer...
- Então faz...- o autorizei num sussurro e ele caiu de boca em mim me levando à loucura.
Pouquíssimos instantes se passaram antes que eu sentisse as presas de Emm cravarem na pele sensível daquele lugar tão intimo que ele estava degustando com tanta ênfase. Senti aquele formigamento fabuloso de seu veneno espalhando-se pela minha carne, assim como sua língua degustando a mim e ao meu sangue tão ferozmente que me fez tremer da cabeça aos pés fazendo-me gritar e cravar minhas mãos em qualquer coisa sólida que eu poderia pegar.
Eu não tenho a mínima noção do que acontece comigo quando eu estou no caminho de atingir um glorioso orgasmo porque eu simplesmente me entrego ao prazer, mas os meninos dizem que eu perco as estribeiras e fico falando coisas em russo que não tem nada a ver. Hoje de manhã mesmo Byrdie riu horrores da minha cara dizendo que eu tinha contado até 500 em russo, no dia anterior foi Zack que disse que eu tinha nominado todas as receitas que eu conhecia, Edward as doenças, e assim por diante, whatever, eu só quero gozar o momento, to pouco me lixando pro que sai ou deixa de sair da minha boca!
Eu vi Emm levantar o rosto das minhas partes baixas com o rosto completamente lambuzado numa mistura de saliva, gozo e sangue, lambendo os beiços agora completamente rubros com o olhar satisfeito de macho que ele tem toda a vez que me faz alcançar às alturas. Eu particularmente adoro este olhar no rosto dele. Emm sorriu convencido e soltou aquela gargalhada masculina e extasiada que só um homem pode dar. Desviei meu olhar de sua deliciosa boca e mesmo com o corpo ainda tremendo de êxtase eu resolvi que era hora de eu retribuir o favor.
Puxei ele pra mim pelo cós da calça, mas ele resistiu, desviei minhas atenções para seus olhos e pude claramente ver que seus olhos tinham uma grande borda violeta além do comum dourado.
- Sentindo-se mais forte, ursão?- perguntei me aproximando dele e ele só acenou que sim.- Então chega mais vai, você merece uma recompensa...- e acariciei-o vigorosamente por sobre e dentro de suas calças enquanto eu o beijava e sentia meu próprio gosto em sua boca.
- Adoraria mesmo, mas não, não agora pelo menos..- disse ele de olhos fechados e de voz ofegante, mas mesmo assim ele impediu que eu abrisse suas calças e se afastou uns dois passos de mim.- Você tem um dia atribulado hoje, lobinha...
Fiquei chocada, ele estava realmente me dispensando?
Emm deve ter visto o choque no meu rosto porque ele deu mais um de seus risos másculos e ficou me encarando.
- Sério? Sério que depois de eu ter gozado deste jeito você não vai querer que eu retribua e além disso não quer me foder, é isso?- perguntei e mais uma vez ele riu.
- Por enquanto, sim, vou te deixar só no gostinho...- disse ele com um sorriso lateral.- Deixemos o restante pra mais tarde, se você for boazinha sobra até um replay pra você do que eu acabei de fazer...
- Emmett!
- Calma, lobinha...
- Você realmente tem certeza de que quer fazer isso comigo, me deixar aqui, louca do jeito que eu estou? Certeza, mesmo?- falei manhando e ronronante, ele geralmente não resiste, mas hoje ele fez e deu mais um passo longe de mim, mesmo tendo respirado profundamente antes.
- Mesmo, eu vou.
- Pois saiba que quando eu te pegar, eu vou acabar com você.
- Estou sinceramente contando com isso.- disse ele com outro sorriso torto e me jogando um beijinho.- Te amo lobinha.- então ele deu meia volta e saiu passando as mãos em seu rosto e em seguida lambendo suas mãos.
Então em berrei logo depois que a porta do meu quarto estava novamente fechada. Berrei porque eu estava cheia de amor pra dar e berrei especialmente porque no momento eu estava sexualmente frustrada, okay, em parte, porque tudo mais, e em parte inclusive eu, dizia exatamente o contrário.
...
EricPOV.
Acordei com um grito raivoso, fiquei assustado, para logo depois me dar conta da enorme ressaca da qual eu estava sofrendo da festa nas caves ontem à noite. Procurei pelo copo de água que eu havia posto sobre o criado mudo ao lado da minha cama ontem só para perceber que eu não estava no meu quarto. Onde eu estava? Eu tava pelado? Ouviu um suspiro atrás de mim e um espreguiçar nos lençóis, me virei assustado para dar de cara com Nanda, ufa!
- Dia..- disse ela enquanto ainda se espreguiçava. Sorri pra ela, mas a primeira palavra que saiu da minha boca foi:
- Água.
- Ali, no frigobar embaixo da TV...- corri para o frigobar, nem me importei que estava nu.- Joga uma pra mim também por favor...- disse ela sentando-se na cama e ajeitando os lençóis sobre seus fartos seios. Joguei uma garrafinha pra ela, peguei uma pra mim, abri e embiquei querendo reidratar desesperadamente enquanto a olhava movendo-se vagarosamente e me encarando no processo. Admito que gostei de ser admirado, mesmo com tanta dor de cabeça.- Tem pepto bismol no armário do banheiro também, sempre ajuda...- eu estava pensando sobre isso quando ela cheirou o ar duas vezes e falou de novo depois de uma leve revirada de olhos.- Pode entrar Rob!
- Rob? Eu não ouvi ninguém bat...- ia dizer que não havia ouvido batida nenhuma na porta quando a cabeça loira de Robert aparece no vão da porta recém aberta. Merda, eu e a minha mania de esquecer que me relaciono com sobrenaturais.
- Ah, hey Bro!- disse ele em seu forte sotaque inglês acenando pra mim que neste momento estava me tapando com a garrafa e minha mão vazia, mas ele não se fez de rogado e entrou no quarto sem expressar qualquer constrangimento, ainda que tenha fechado a porta atrás dele.- Mana, preciso falar contigo, é sério!- então ele sentou na beira da cama de frente pra Nanda e me ignorando.
- Acho que vou ao banheiro atrás daquele pepto...- dei uma desculpa pra sair dali e procurar ao menos a minha cueca.
- Não Bro! Fica aqui, preciso da tua opinião também, só fica ai e me escuta também!- disse Rob. Quando o conheci achei que ele fosse sério demais, muito inglês, quase robótico, mas ele não é assim, Robert é um dos caras mais malucos e engraçados que eu conheci na vida. Eu gosto dele, mas eu estava pelado e desconfortável.
- Robert, eu to pelado...- falei e ele deu de ombros.
- To nem ai, já todos os meus irmãos pelados.- disse ele.
- Rob, eu gosto de você, mas eu não sou...
- Quê, vai dizer que não é meu irmão só porque não nasceu da nossa mãe? Claudia e Kira também não nasceram dela, você acha que somos menos irmãos por isso, ou é porque ta comendo a minha irmã?- disse ele com a cara mais deslavada do mundo e Nanda resmungou quando eu fiquei quieto.
- Obrigada pela parte que me toca, irmão, agora corte o papo família e diga de uma vez o que você quer, aposto que não demora muito tia Alice ta aqui cheia de energia pra escolher minhas roupas para as entrevistas desta manhã...- disse ela.
- Eu, é que...- disse ele um pouco enrolado.
- Anda logo Robert!- disse ela sem paciência.
- Quero pedir a mão de Lisa em casamento, eu quero me casar com Isabel, mana... o que vocês acham?- perguntou ele ansioso. Ficamos calados.
- Se é assim que você quer, e sendo você tão teimoso quanto qualquer um de nós e tendencioso às grandes dramaturgias, acho que você vai precisar disso.- disse Peter depois de entrar no quarto de Fernanda sem bater e estendendo uma caixinha de jóia para Robert que abriu e ficou admirado com o que viu lá dentro, assim como Nanda, mas eu não vi nada, só fiquei desejando um buraco pra me esconder.- Hey, Eric, bom dia! Nanda...
- Oi..- balbuciei morrendo de vergonha e ele tampouco se importou com a minha nudez.
- Pete, eu conheço este anel, é uma jóia Koleston e tirando o biso Indra, só nossa mãe tem acesso às jóias Koleston, como você conseguiu isso?- perguntou Rob passando a caixinha para Nanda que admirava a tal jóia que devia ser cara e cheia de pedras preciosas bem talhadas, porque os raios de sol que nela batiam refletiam no rosto dela em várias cores. Peter sorriu.- Então?
- Quem você acha que me deu o tal anel?- disse Peter balançando-se enquanto ria.- Eu tive uma parte desta conversa como uma visão há uns dias, falei com nossa mãe, ela foi ao cofre, escolheu a jóia e disse que era pra eu entrar nesse momento e da-la pra você pra que você presenteasse Isabel com ele quando fizesse seu pedido de casamento durante a festa desta noite.
- E porque ela mesma não está aqui?- perguntei.
- Sei lá! As percepções de futuro de nossa mãe são melhores que as minhas... talvez ela só quisesse que você morresse de vergonha por estar ai pelado! Que todos nós reforçássemos nossos laços fraternais!- disse Peter ainda rindo, agora da minha cara. – Sabe, você como um bruxo deveria ser hábil em 'puxar' uma de tuas roupas pra perto de você...
- Ele não pode, ainda não fez o teste de porte de varinha, a varinha dele está bloqueada como a de Kath.- disse agora William encostado no batente da porta. Ótimo, mais um pra rir da minha cara enquanto eu estou aqui como vim ao mundo praticamente me prensando contra o frigobar querendo que ele me absorvesse.- Bom dia a todos, irmãos!
- Bom dia!- disseram os outros três.
- Ah, Woody, e as meninas? Já disseste o nome delas pra nossa mãe? Pode finalmente me dizer agora como eu devo chamar minhas sobrinhas?- perguntou Nanda.
- Elas se chamam Julie e Mabelle!- disse Claudia aparecendo logo atrás de William à porta trazendo nas mãos Kira e Marie, uma de cada lado.- Só ainda não sei qual é uma e qual é a outra! Gente, ouvi dizer que tenho um irmãozinho querendo se casar e que o anel brilha horrores! Trouxe as duas pequenas! Ih, tem um pelado!- disse rindo, mas mesmo assim cobriu os olhinhos das duas pequenas que riam mesmo envergonhadas.- Será que algum de vocês pode alcançar uma cueca ou um roupão para o pobre menino? Vocês são tão constrangedores às vezes...- disse ela balançando a cabeça desaprovando.
- Não seja por isso, irmã mais velha!- disse Woody chutando minha cueca pra mim que estava perto da porta, mas ainda longe de mim, me abaixei pra pega-la e pude ouvir risinhos vindos de Marie.- Qual é a graça Mimi, você não deveria estar vendo o que está acontecendo aqui...- disse ele se aproximando da irmã e desarrumando os seus cabelos ruivos e ela riu mais.
- Eu vi a bunda dele, mano! Eric tem a bunda branca!- disse Marie bem alto e gargalhadas ecoaram pelo quarto.
- Bom, Nanda não parece se importar muito com isso...- disse Woody ainda enquanto todos riam e eu me vestia, quando eu me senti menos inseguro e mais apresentável percebi que William havia feito a volta entre Marie e Claudia e agora estava ajoelhado em frente à pequena Kira e a olhava com admiração.- Hey, pequena...- disse para a pequena menina loirinha que apenas se apertou um pouco ao corpo de Claudia e piscou seus grandes olhos azuis pra ele.- Desculpe, eu sei que você não entende o que eu digo...
- Ela entende mano, mas ta com medo de você.- disse Marie.- Tio Northman disse que está ensinando a nossa língua pra ela, se você falar devagar ela entende.
Consegui encontrar minha camiseta e a vesti ainda olhando para William que ainda estava ajoelhado em frente à pequena garotinha loira que estava agarrada às pernas de Claudia, e não só eu, todos estavam em expectativa para o que ia acontecer. Northman, a outra elfa e a criança não participaram da festa nas caves ontem, Hell só apareceu um tempo depois e obviamente ela tinha ido falar com ela, estava emocionada e um pouco nervosa com o que aconteceu ontem à noite, mas pareceu esquecer de tudo nos braços de Bernard.
Ambos, Helena e Bernard deveriam ter sido meus pais há muitos anos atrás e eu acredito nisso, eu amo aquela mulher como se eu realmente tivesse saído dela, quanto a Bernard e ao meu próprio pai eu ainda os estou conhecendo, mesmo assim eu nutro carinho e admiração até certo ponto, porque eu não vim ao mundo pra admirar marmanjos.
Eu gosto do Rob, ele é divertido e me ajuda a treinar na bruxaria, ao menos enquanto eu estava lá em Hogwarts. Nanda é a minha namorada, sem mais declarações, Peter adora tirar sarro dos outros, e eu sou a sua mais nova vitima, Marie é minha pequena irmãzinha, não tenho dúvida, Claudia é sempre educada e prestativa, Kira parece frágil e tímida, mas William é forte, quando eu olho pra ele eu penso em fortaleza, em segurança e ali estava ele receoso em tocar naquela menininha.
Eu vi ele levantar a mão ao rostinho da criança pelo menos duas vezes e duas vezes eu a vi recuar o rostinho. Seus olhos estavam lagrimejando e ele se mordia freneticamente, vi suas mãos tremerem um pouco, mas ele continuava ali, a menina também, se olhavam mas não diziam nada, ninguém ali dizia nada, nem eu, parado ali de cuecas e camiseta. Até que Peter se aproximou dele e se inclinou, apertando com uma de suas mãos o ombro dele.
- Apenas diga, irmão. Se Mimi diz a verdade, fale pausadamente que Kira irá entender, se ambos não entenderem nada, nossa princesinha traduz, não traduz, mana?- perguntou Peter e Nanda acenou que sim e chamou-me de volta pra cama, fui, e William lá quieto e emocionado ainda olhando pra pequena garotinha.- Mimi, vem com o mano, já que Clau foi sorteada pra ficar de pé enquanto estes dois ai se entendem!- disse ele estendendo os pequenos braços para a ruivinha que nem precisou de muito para saltar nos braços dele.- Você está gorduchinha Marie! Qualquer dia eu não consigo mais te carregar!
- To não! To não mano!- disse a baixinha rindo.
- Nanda, eu não sei se eu vou falar devagar ou não o que eu tenho que dizer para Kira, você pode traduzir pra mim?- perguntou William olhando por sobre seu ombro para Nanda que agora vestia de novo sua blusa, mas ainda estava tapada com os lençóis da cintura pra baixo e ela acenou que sim se concentrando e William virou-se de novo para a pequena Kira e começou a falar.- Obrigado! Menina, você não tem idéia de quanto eu agradeço pelo que você fez por mim, pelas minhas filhinhas, por Abigail e por Nina. A partir deste momento você pode contar comigo como teu protetor, como teu amigo, como teu irmão e eu vou dar minha vida por você se necessário for, você entende isso? Entende, Kira?- perguntou, mas ficou esperando para que Nanda traduzia tudo o que ele dissera para a língua dos elfos.
Então a menininha ficou vermelha de vergonha, mas afastou-se das pernas de Clau e estendeu uma de suas mãozinhas para o rosto de William dizendo coisas que eu não entendi nada, acho que ninguém entendeu a não ser a própria Fernanda que sorriu e esfregou fora de seu rosto uma gorda lágrima e todos olhamos para ela esperando pela tradução do que a pequena menina tinha dito.
- Ela disse que nasceu para amar você, William, disse que nasceu para amar a todos nós e nos fazer feliz para que pudéssemos fazer feliz há muitas outras pessoas, que é esta a missão dela, unir, amar, curar...- disse Nanda.
- E agora?- perguntei.
