Oficialmente o maior capítulo de todos até agora, então aguardem por fortes emoções!

Prometo uma chuva de sensações gostosas, mas também peguem seus lencinhos e que comecem os jogos!

Este é o penúltimo capítulo de #TBA, uma história pela qual tenho orgulho de dizer que é minha em todas as letras.

Boa leitura, meus amores! Não deixem de ler as notinhas no final!

Obs: o capítulo não foi betado, então desconsiderem erros de digitação. Escrevo muito rápido, às vezes deixo passar algo. Bjinhos.


Capítulo 23


POV EDWARD

Uma semana inteira sem interrupção do trabalho, completamente dedicada a minha doce e delicada Bella. Minha esposa.

Ainda me sentia diferente ao pronunciar a palavra, transbordando um sentimento de pertencimento nunca experimentado por mim antes. Eu tinha tudo que nunca pedi, mas que sempre precisei. A minha própria família.

- Papa, té tólo – Sophie murmurou toda manhosa em meus pés, chegamos há poucas horas em casa da nossa breve lua de mel de apenas dois dias. Mal sabia Bella das surpresas que a aguardavam...

- Não faça essa carinha desolada que a sua mãe faz quando quer algo, minha filha – Eu comentei rindo, antes de pegá-la em meus braços e beijar suas bochechas gordinhas – Amor do papai.

- Ah, não! Também quero o colo do papai! – Bella entrou como um furacão no nosso quarto, deixando Sophie eufórica. Ela tinha sentido nossa falta.

Minha mulher tinha o rosto lívido, o sorriso encantador e vestia um lindo vestido branco, solto em suas curvas sensuais. Eu só conseguia notar sua aliança grossa e dourada na mão esquerda, o símbolo do nosso compromisso.

Bella pulou em nós dois, fazendo Sophie gargalhar docemente e me arrancando um sorriso no rosto.

- Papa Fie, Mama! – Sophie protestou levantando seu dedinho gordo, eu caí em gargalhadas.

- O papai é só da Sophie? – Perguntei para a minha garotinha esperta, ela me fitou com seus grandes olhos verdes.

- Não divide nem um pouquinho com a mamãezinha, neném? – Bella fez um bico adorável, cruzando os braços embaixo dos seios volumosos.

Então a Sophie nos surpreendeu, como sempre vinha fazendo desde que entrou em nossas vidas, e pôs uma das mãozinhas no rosto da mãe e a outra no meu. Ela usou de toda sua força para nos juntar até que estivéssemos olho e no olho, e Bella sorriu torto pra mim. Eu beijei levemente seus lábios com gosto de cereja, respirando fundo quando nos separamos.

- Acho que ela quis dizer que divide, baby – Respondi para Bella, que imediatamente pegou a Sophie do meu colo e começou uma guerrinha de beijinhos nela.

Observei o sol se preparando para esconder-se no horizonte e a sépia iluminou minhas duas mulheres favoritas na terra. Seria sempre assim? Irresistível?

Então resolvi que estava na hora de preparar a minha Bella para sua primeira surpresa.

- Amor – Sussurrei beijando seu ombro nu, senti seu arrepio imediato e sorri com o que causava em seu corpo. Esperava causar isso para sempre.

- Oi – Ela sorriu enquanto abraçava a Sophie, olhando pra mim em seus olhos chocolate expressivos até demais.

- Vamos a um lugar comigo? – Perguntei desenhando com o dedo indicador em sua coxa exposta pelo vestido bagunçado. Ela tocou minha mão esquerda, seu dedo delicado passeando pelo contorno da minha aliança.

- Eu vou a qualquer lugar com você, Edward – Sussurrou.

Senti meu coração inundar de amor.

- Podemos levar a Sophie conosco, estou com saudade da nossa bebê traquina – Murmurei deslizando a mão pelas perninhas gordas da minha criança, tão calma nos braços da mãe.

Bella apenas assentiu e eu levantei da nossa cama, a puxando contra mim e nos levando para o andar de baixo. Seus pais já tinham ido embora, Carmen estava de folga essa semana inteira e estávamos só eu, ela e a Sophie. Nosso tesouro.

Bella me acompanhou calada o tempo inteiro, aposto que mil pensamentos rondavam sua cabeça quando ela colocou a Sophie na cadeirinha e entrou, sentando no banco do passageiro ao meu lado.

Dei partida, mas não me demorei a dar voltas de carro e Bella vincou a testa quando percebeu que não saí do nosso condomínio tranquilo e arborizado de casas. Pelo contrário, parei em uma mais distante e estacionei no caminho de pedras.

Tirei as minhas duas mulheres do carro, carregando Sophie em meu colo que começou a falar sua língua própria com a boneca em suas mãos. Bella me fitou com curiosidade, seus olhos brilhavam.

Ofereci minha mão e nós entramos no espaço da casa, de mãos dadas.

Não era uma casa qualquer, era uma linda e enorme casa para morar uma família feliz... E maior.

Havia uma cerca branca rodeando o espaço verde da casa e um balanço instalado na árvore, além de um projeto não terminado de uma piscina. Assim que abri a enorme porta de entrada, senti Bella arfar ao meu lado com a visão aconchegante do ambiente interno. O chão de madeira, os móveis antigos e bonitos, mas também muitos espaços vazios para novos moradores e novas histórias.

Senti que a minha mulher estava calada demais, então resolvi olhar para o seu rosto e encontrei seus olhos cheios de lágrimas. Meu coração apertou com a visão.

- Baby, você não gostou? – Perguntei preocupado, minha mão voando até o seu rosto e acarinhando sua face – Não há nada certo, estou apenas trazendo você para conhecer e se você...

- Shiii... – Bella colocou seu dedo indicador sob meus lábios, calando-me – Não estou chorando por qualquer outro motivo que não seja felicidade, Edward. Nunca imaginei que você poderia pensar em algo assim, eu...

- Ah, minha Bella – Beijei as lágrimas que saltaram dos seus olhos, Sophie foi para o seu colo e deitou quietinha em seu ombro. Ela queria confortar a mamãe, a minha doce Sophie – Eu penso em um lar para a nossa família há muito tempo, até porque aquela casa está ficando pequena para nós. Penso que receberemos mais os seus pais, a minha mãe, nossos amigos e eu também quero um lugar maior para os nossos filhos crescerem...

- É tão linda, baby – Bella sussurrou dando passos para frente, tocando alguns móveis da sala e observando a lareira – O lar de uma família feliz.

Beijei delicamente sua testa, guiando-a para os outros cômodos do andar de baixo. A cozinha ampla, os fundos com bastante espaço para as crianças brincarem, dois quartos de hóspedes com suíte e um que ficaria oficialmente para Carmen. Um escritório com sala de jogos, para quando ela estivesse com vontade de me enxotar em alguma de nossas brigas bobas ou até mesmo para quando Jasper viesse.

No andar de cima, quatro quartos e boas risadas de Bella depois...

- Você não está pensando em ter um time de futebol, não é Edward? – Ela riu deixando a Sophie no chão, que correu até um dos quartos.

- Não, baby – Sussurrei enlaçando-a com meus braços, por trás, e beijando seu pescoço cheiroso – Podem ser quartos de hóspede, ou escritórios... Mas nós sempre podemos praticar para fazer um time de futebol todos os dias, hm?

- Hmmmmm – Bella gemeu baixinho, deitando a cabeça em meu peito e respirando fundo ao fechar os lindos olhos – Não sei o que dizer, baby, é tão perfeita...

- Não diga nada – Sussurrei em seu ouvido, beijando levemente o lóbulo de sua orelha – Chamarei uma decoradora e você escolherá como montaremos tudo, quero que se sinta feliz em nossa casa, quero que ela seja um ambiente harmônico para a nossa família.

- Você também vai opinar, amor – Bella virou-se de frente para mim, sentimos a presença de Sophie e logo depois olhamos para a nossa garotinha sentada no chão de madeira escura, mordendo sua boneca de pano. Eu e Bella sorrimos, para depois nos olharmos.

Sua mão esquerda veio até o meu rosto, seus dedos fazendo círculos carinhosos na área da minha barba crescente. Ela me admirava com um lindo sorriso tímido nos lábios, minha linda Bella.

- Obrigada – Ela sussurrou vindo em minha direção e eu apertei sua cintura no momento em que senti seus lábios macios nos meus, seu beijo doce e ritmado. Segurei sua mão livre, entrelaçando nossos dedos enquanto nossas línguas se encontravam e se amaciavam no silêncio tranquilo daquele momento.

- Não agradeça – Murmurei ao soltar meus lábios dos seus e respirar, Bella riu sem fôlego – Ainda tenho outra surpresa, baby.

Seus olhos arregalaram e eu sorri, dando-lhe um selinho.

- Papa – Sophie balbuciou puxando o jeans escuro da minha calça, chamando nossa atenção.

- Vocês esqueceram de mim, papai e mamãe – Bella murmurou em uma voz infantil, fazendo biquinho e se abaixando para pegar a Sophie nos braços, que riu – Tá fazendo essa casa enorme, filhota? É sua a nova casa!

Sophie me entregou sua bonequinha de pano babada e eu peguei, então ela bateu palminhas com as mãos pequeninas. Fiquei olhando feito um idiota.

- Olhe como o seu pai é um bobão, Sophie – Bella provocou, piscando pra mim – Ele faz tudo por nós duas, não é mesmo? Coitadinho do papai quando você arranjar um namoradinho, filha.

- Isabella – Repreendi trincando os dentes, Bella gargalhou e revirou os olhos.

- Outra coisa, baby – Ela disse, dessa vez falando sério e olhando profundamente em meus olhos – Eu quero ajudar a pagar a casa.

- Como? – Algo ficou nublado dentro de mim – É um presente de casamento, Bella.

- É a nossa casa, Edward – Ela fez objeção, vincando a testa – E eu irei contribuir sim.

- De jeito nenhum no mundo, Isabella Cullen – Eu disse completamente convicto – Não se preocupe com dinheiro, eu tenho o suficiente.

- Não se trata de ter ou não dinheiro, Cullen – Ela usou meu apelido de quando ainda éramos dois jovens inimigos, foi um pouco chocante comparar com a nossa situação atual tendo em vista que ela passou do status de mulher que eu odeio para mulher da minha vida – Se trata de sermos um casal e dividirmos as coisas, inclusive a nossa casa. Eu quero ser parte integrante e atuante disso, não quero ser a esposa troféu. Nunca quis.

- Meu amor... – Segurei seu queixo, levantando seu rosto para mim – Você nunca vai ser um objeto de exibição, mesmo que eu queira mostrar para o mundo que você, Isabella Swan Cullen, é a minha mulher. Eu só queria lhe dar um presente, mas pensando bem é um presente para nós dois... Nós três. Se você insiste, pode pagar pela decoração. A casa já está quitada.

- Você nunca cansa de ser tão mandão? – Ela sorriu torto, eu beijei seus lábios com fervor e Sophie veio com seus dedinhos mágicos – Hmmm, tudo bem. Eu pago pela decoração completa e nem tente subornar a decoradora, ok Sr. Cullen?

- Sim, senhora – Respondi brincalhão – Agora vamos voltar? Tenho algo para te dar.

- Mais surpresa, Edward? – Bella sorriu – Quer me matar do coração?

Apenas sorri torto e peguei em sua mão, levando-as escada abaixo. Tranquei a casa e guardei as chaves, fazendo nota mental de ligar para o proprietário e avisar sobre a visita.

Assim que eu, Bella e Sophie chegamos em casa, fizemos o jantar da gordinha e nos alimentamos também. Eu ajudei Bella com a louça, apesar dela reclamar dizendo que faria tudo sozinha. Mulher teimosa.

Sentamos na sala de televisão e colocamos um filme infantil para a Sophie, que adormeceu pouco tempo depois no colo de Bella e eu a peguei, levando-a para seu bercinho no andar de cima.

Aproveitei para passar no meu quarto e pegar o que eu precisava.

Quando desci, Bella já tinha desligado a tv e estava apenas de calcinha no nosso sofá. Meus olhos arregalaram e então olhei para suas roupas jogadas no chão, depois para o seu sorriso faceiro e os seus olhos luxuriosos que me diziam muito sem verbalizar nada.

- Baby – Gemi ficando duro ao observar seus seios redondos e expostos, suas pernas abertas e seu corpo completamente entregue. Deixei os papéis em cima da poltrona, esquecidos, e meu coração pulou furioso no peito com a visão da minha mulher quase nua no meu sofá.

Casamento e seus benefícios.

- Você vai ficar aí parado, amor? – Bella murmurou com a voz completamente rouca, observei que suas mãos passeavam por seu ventre liso e subiam em direção aos seios rosados.

Mesmo depois de dois dias só fazendo amor com Bella o tempo inteiro, parecia a primeira vez. Essa mulher é a minha perdição.

- Há quanto tempo você está assim? – Perguntei em uma voz seca e afetada, indo em direção as cortinas e fechando-as – Não se preocupou com os vizinhos? E se vissem a minha mulher do jeito que só eu posso ver?

Acho que Bella não tinha pensado nisso, pois ela ficou completamente vermelha e linda com as minhas perguntas.

- Não pensei nisso – Sussurrou – E eles poderiam até ver, mas nunca estar aqui. Vem aqui, baby, me toca.

Eu andei até Bella que apertava um de seus seios e gemia baixinho, me fazendo ficar mais duro ainda. Puta merda. Retirei a camisa durante o percurso e parei de joelhos em sua frente, tocando seu ventre liso e quente.

- Tome mais cuidado da próxima vez – Respondi, descendo meus lábios para a pele leitosa dali e espalhando beijos em trilhas, suas mãos seguraram os fios do meu cabelo com força – Ninguém pode vê-la assim, Bella. Você é minha. Só eu posso.

- Mnnnn – Ela gemeu baixinho, trazendo meus lábios até seus lindos seios e eu suguei um, depois o outro e senti o gosto salgado do leite neles – Só sua, baby.

Não resisti e beijei seus lábios rosados, tomando tudo que ela tinha para me dar. Bella arqueou o corpo para cima, suas unhas arranhando minhas costas nuas. Gemi em sua boca, ela sorriu. Sem separar nossos lábios, Bella se sentou no sofá e pôs os pés no chão, abrindo e separando as duas pernas para que eu ficasse de joelho entre elas e nossas intimidades se tocassem mesmo que separadas pelos tecidos.

Sentir o roçar dos seios da minha mulher em meu peito era fantástico, uma sensação incrível que ampliava apreensão dos meus sentidos, os deixando em alerta. Desci as mãos pela coluna de Bella, parando em seu bumbum e apertando sua carne. Nos beijávamos ferozmente, parecíamos dois adolescentes privados de sexo por anos. Tão delicioso.

Assim que nossas bocas se separaram pude ver o sorriso leve da minha Bella, e sua mão esquerda foi até a minha calça do pijama para tocar meu membro duro. Eu arfei e ela mordeu meu lábio inferior, provocando entre risinhos.

- Eu te deixo assim? – Ela perguntou quando me olhou nos olhos, eu segurei sua mão com a minha e a guiei para dentro da minha calça de pijama. Bella sorriu torto e sensual quando sentiu minha dureza na mão delicada.

- Eu fico assim só de pensar em você, Sra. Cullen – Murmurei mordendo seu queixo, descendo beijos por seu pescoço e Bella gemeu alto, levando as duas mãos para tirar a minha calça.

Assim que eu estava despido, sentei no sofá e puxei habilidosamente a minha linda mulher para montar em mim. Ela ficava ainda mais linda com os cabelos bagunçados e a pele rosada, o arfar excitado, a boca molhada...

Bella me segurou com as duas mãos, investindo do jeito que eu gosto de ser tocado. Ela sabe exatamente a pressão exata que deve aplicar e seus gemidinhos, seus seios rosados balançando e seus olhos nos meus quase me fazem gozar todas as vezes. Preciso de toda concentração do mundo para não fazê-lo.

- Não, baby... Quero dentro de você – Sussurrei para que ela parasse as investidas, pois sua visão sexy estava me inundando por completo – Fica de pé, deixa eu tirar essa calcinha bonita.

Coloquei Bella de pé em minha frente, segurando de ambos os lados finos da calcinha preta e deslizando por suas lindas pernas, exibindo sua intimidade completamente úmida e rosada, pronta para mim. Pressionei um dedo em seu pontinho sensível, fazendo-a gemer inconsciente. Sorri, para depois trazê-la de volta ao meu colo.

Agora ambos sem barreiras de tecidos nos impedindo.

Bella colocou as duas mãos apoiadas no encosto do sofá, eu beijei seus lindos seios e ela fez seus sons incoerente assim que nossas intimidades se tocaram. Provoquei sua entrada, segurando seu bumbum firmemente e só ouvi seus resmungos pedindo para que eu parasse com a tortura.

Ambos arquemos quando entrei em seu aperto molhado e quente, Bella gemeu mordendo meu ombro com força e depois deu um beijinho no lugar. Ela rebolou sensualmente, fazendo-me entrar e sair com agilidade, e nós dois nos perdemos nas sensações indescritíveis.

Nossos olhares ficaram conectados por um bom tempo, até que nossas bocas se chocaram e só sentimos o prazer imenso daquele ato. Abracei a cintura de Bella com força, trazendo-a pra mim e ajudando-a da maneira que eu podia. Trocávamos beijos, olhares e palavras profundas, carregadas de significados.

Foi quando tudo explodiu dentro de mim e eu senti Bella me apertando, gritando e abafando a voz em meu pescoço, nós dois alcançando junto o ápice. Ela jogou o corpo cansado sobre mim quando parou, eu beijei sua testa carinhosamente e fiquei, durante muitos minutos, fazendo círculos calmos em suas costas macias.

- Mnnn, acho que estou com fome de novo – Bella comentou, rindo em meu pescoço.

- Já, baby? – Perguntei com os olhos arregalados, eu demoraria de me recuperar depois dessa rodada. Bella gargalhou com minha expressão.

- Quis dizer fome de comida, meu amor – Ela sussurrou em uma voz angelical, eu a beijei nos lábios com ternura.

- Eu amo você, Isabella Cullen – Murmurei respirando fundo, Bella segurou meu rosto com as duas mãos e eu vi o brilho intenso em seus olhos.

- Adoro as suas declarações de amor pós-coito – Ela sussurrou sorrindo torto, eu também sorri com ela – Eu que amo você, Edward Cullen. Meu lindo controlador.

Lembrei então dos papéis esquecidos na poltrona.

- Baby, pegue aquilo que deixei na poltrona? – Beijei suas bochechas, Bella apenas se levantou devagar e ambos gememos com a separação de nossos corpos.

Bella caminhou completamente nua, e fodidamente linda, até a poltrona, pegando os papéis e olhando curiosa.

- O que é isso? – Ela perguntou me fitando.

- Leia – Sussurrei calmamente.

Então Bella leu e seus olhos ficaram do tamanho de duas bolas de gude, um sorriso tomou seus lábios na mesma hora.

- Três passagens para a Europa? – Sussurrou incrédula, me fitando em seguida.

- Para mim, você e Sophie – Eu disse, Bella veio correndo até mim e pulou em meu colo, beijando-me com vontade – Se soubesse que a sua reação seria essa, teria comprado há mais tempo – Brinquei quando nossos lábios se separaram.

Pude ver lágrimas saltando dos olhos de Bella.

- Edward, eu amo você por esse presente... – Ela sussurrou e me deu um selinho – Mas eu amo mais ainda por não ter excluído o nosso pimpolhinho dessa viagem romântica. Mostra o quanto você é um pai e um homem maravilhoso, mostra que eu fiz a escolha certa e que, certas vezes, eu nem te mereço.

- Não diga isso, meu amor – Respirei fundo, chocado com suas palavras bonitas – Eu é que não mereço uma mulher tão linda, generosa, inteligente, charmosa, humilde, humana e tão, tão sexy. Você é tudo para mim, Bella. E eu nunca iria deixar a nossa filha fora desse momento em família, porque ela foi quem deu origem a nossa família e eu amo tanto aquele serzinho... Eu daria a minha vida pela Sophie.

- Será que eu sou autorizada a me apaixonar pelo meu próprio marido? – Bella brincou, beijando-me nos lábios.

- É sim – Eu respondi em meio aos seus beijos, apertando seu bumbum delicioso e logo as passagens foram esquecidas, o tempo, o mundo, tudo...

Só restava Edward e Bella.

~.~

POV BELLA

O telefone do meu ramal tocou, atendi assim que tirei os olhos da fotografia de Sophie comendo uma banana sozinha, a proteção de tela do meu computador. Linda.

- Sim? – Respondi ao apertar o botão.

- Dra, o Sr. Jasper ligou dizendo que era urgente – Disse a minha secretária.

- Pode passar a ligação – Respondi tamborilando os dedos na mesa branca, logo depois ouvi a voz de Jasper.

- Bells! – Havia um certo desespero misturado com felicidade em sua voz – O Joseph acabou de nascer!

Meu coração ficou do tamanho do meu corpo inteiro.

- Oh meu Deus! Como? Quando...? Alice não me disse nada... – Eu tentava formar uma frase coerente.

- Ela começou a sentir dores essa madrugada, então fomos direto para o hospital... Ela não quis incomodar você, sabendo que acabou de voltar do recesso de lua de mel – Jasper tentou se explicar no lugar da esposa, eu revirei os olhos com a atitude boba de Alice.

- Isso não é motivo de incômodo, por favor! – Reclamei ajeitando meus papéis e programando as próximas consultas para amanhã – Estarei aí em alguns minutos, só vou passar para pegar a Sophie. Já avisou para Edward?

- Edward disse que está passando aí para buscar você, Bells – Ele respondeu todo feliz – Venham ver o meu lindo menino.

- Parabéns, Jazz! Você é papai agora! – Respondi derretida com seu tom de voz bajulador – E Alice que me aguarde!

- Não brigue com ela, Bells... Ali está tão sensível, ela não parece a mesma mulher com quem casei. Toda super-protetora e bajuladora com o bebê, você precisa presenciar essa cena – Ele parecia completamente encantado, ainda mais apaixonado pela mulher.

- Ok, ela escapou dessa por sua causa – Brinquei – Estou indo, Jazz. Levarei a minha gordinha para conhecer o seu priminho Joseph que ela tanto fala.

- Traga a Sophie sim – Jasper sussurrou – Ele é a coisa mais linda desse mundo.

Eu sorri e nós trocamos algumas palavras antes de desligar.

Tirei meu jaleco, pendurando-o na poltrona e coloquei a bolsa no ombro, pronta para ir. Passei pela recepção e disse a Gina para cancelar meus compromissos, ela fez com um grande sorriso no rosto pois teria o resto do dia de folga.

Logo depois, toda a recepção se calou e todos os olhos femininos vidraram na porta de entrada. Eu sabia quem tinha acabado de chegar.

Vestida em uma calça branca de alfaiataria, uma blusa de cetim com gola alta, cabelos presos no topo da cabeça com a ajuda de um palito, além de um Christian Louboutin preto e muito alto nos pés, caminhei vagarosamente até o meu lindo marido, cuja aliança reluzia em sua mão esquerda e aquilo me causou pequenos espasmos internos.

Todas ali sabiam que ele tinha dona, todas ali saberiam que era eu.

- Baby – Ele murmurou com um sorriso de tirar o fôlego, maravilhoso em um de seus ternos pretos – Vim buscar você.

- Oi – Sussurrei de volta, sorrindo e ele se aproximou me inebriando com sua fragrância masculina, beijando meus lábios levemente – Jasper me avisou.

- Você está linda, baby – Ele murmurou beijando uma de minhas bochechas, pegando minha bolsa pesada e segurando minha mão esquerda.

Acho que ouvi alguns suspiros na sala da recepção.

- Obrigada, meu amor – Eu disse sorridente, depois dei um aceno de despedida para Gina que tinha sua caneta sendo torturada pelos dentes – O Joseph nasceu, estou louca para pegar aquela coisinha miúda nos braços.

- Tomara que tenha puxado a mãe – Edward disse quando nós entramos no estacionamento, eu ri baixinho.

- E você não está mais autorizado a paralisar a minha recepção, Sr. Cullen – Murmurei olhando em seus olhos, vi um sorriso torto se formando em seus lábios. Convencido.

- Só vim aqui buscar a minha esposa, não posso? – Ele arqueou as sobrancelhas, não pude deixar de beijá-lo com gosto.

- Mnnn, pode – Murmurei assim que parei de beijar sua boca gostosa, segurei-o pela gravata preta – Apenas mostre a quem você pertence.

Edward levantou sua mão esquerda e me mostrou a aliança dourada e grossa em seu dedo anelar, ele tinha um lindo sorriso pregado no rosto liso.

- Acho que ela fala por mim – Ele murmurou e empurrou meu corpo até encostar na porta do seu carro, imprensando-me – Minha Sra. Possessiva.

- Vamos entrar logo nesse carro antes que você tire a minha roupa em público – Eu brinquei dando risadinhas, ele me beijou uma última vez e me levou para abrir a porta do passageiro e esperar que eu entrasse.

Logo depois Edward estava ao meu lado, no banco do motorista, dando partida no carro.

- O que vamos fazer com o meu carro? – Perguntei quando pegamos a avenida, Edward pôs a mão em minha perna e fez desenhos com os dedos.

- Eu trago você amanhã – Sussurrou em um tom de voz baixo, tranquilo.

- Posso me acostumar com tudo isso – Murmurei colocando minha mão por cima da sua.

Ele me olhou quando paramos no sinal e eu sabia que estava pensando sobre sua ausência durante os meses que se seguiriam. Edward tinha reuniões marcadas nos mais diversos lugares do mundo, e isso significava que eu e Sophie ficaríamos sem o nosso homem em casa.

Eu sabia que ele queria muito poder estar conosco em todos os momentos, mas não era algo que ele controlava... Era sua profissão, e eu me casei sabendo de toda essa carga que vinha junto com o meu Edward. Estava satisfeita de presarmos pela qualidade, não pela quantidade. Eu também não era uma mulher sem tarefas.

Edward dirigiu até nosso condomínio e nós passamos pela obra da nossa futura casa, funcionando à todo vapor. Tudo estava tomando forma aos poucos, transformando-se com a nossa cor e a nossa cara. Nosso lar.

Assim que paramos na garagem da nossa atual casa, Carmen já estava com uma Sophie impaciente em seu colo. Ela pediu o chão assim que viu o carro do papai.

- Oi, minha princesa! – Edward abaixou o vidro e Carmen a trouxe para nós, ele encheu a bonequinha de beijos.

- Papa! – Ela gritava de felicidade, uma felicidade palpável.

- Coloquei tudo que ela precisa na sacolinha – Carmen murmurou sorridente, beijando a cabeça de fios ralos da Sophie.

- Obrigada, Carmen – Sussurrei, e assim que ouviu minha voz a garotinha ficou eufórica.

- Mama! Mama! – Ela abria e fechava as mãos pequeninas – Qué!

- Vovó Carmen vai colocar a Sophie na cadeirinha, vamos ver o Joseph meu amor! – Entoei para o meu tesourinho, que sorriu mostrando seus dentinhos minúsculos.

Ela entrou pela janela mesmo, passando pros braços de Edward que me entregou a pequenina ansiosa para me tocar. Sophie abraçou meu pescoço com tanta força que eu quase perdi o ar de brincadeirinha, fazendo-a sorrir. A minha joia rara.

- Ouviu a mamãe, princesa? – Edward murmurou passando as mãos nas costas pequenas de Sophie, ela estava linda em um vestido azul claro rodadinho – Senta na sua cadeirinha que nós vamos ver o seu priminho! Tia Alice teve bebê!

Sophie deixou que Carmen a colocasse na cadeirinha, prendendo o sinto de segurança. Ela ficou batendo as perninhas, eu coloquei uma música legal para nós ouvirmos durante o percurso. Carmen acenou quando saímos.

Assim que chegamos ao hospital, conversei com a Sophie para que ela se comportasse e falasse baixinho, rezando para que ela compreendesse meus comandos. Edward reforçou, depois beijou a testinha da filha e nós seguramos suas mãozinhas, entrando na área da maternidade.

Sophie ficou encantada com todos os bebês, ela apontava e perguntava se podia pegar. É claro que nós levamos nossa pimentinha imediatamente para o apartamento que Alice estava, tapeando-a com histórias desconexas.

Assim que Edward abriu a porta branca, vimos a baixinha recostada na cama dando de mamar a uma bolotinha pequena em seus braços. Sophie ficou parada feito estátua, apreciando a vista.

- Olá, meus amores – Alice sussurrou bem baixinho, um sorriso lindo brotando em seus lábios quando ela olhou de Joseph para nós três – Vocês vieram...

- Edward! – Jasper saiu do banheiro enxugando as mãos, Edward lhe deu um abraço forte e disse algo que não pude ouvir.

- Ei, princesa Sophie – Alice murmurou chamando a Sophie ainda encantada – Venha aqui pertinho da titia, venha ver o Joseph.

- Ele não é lindo? – Jasper perguntou quando nos aproximamos, Edward entrelaçou os dedos nos meus e eu recostei a cabeça em seu peito admirando o rostinho perfeito do bebê nos braços de Alice, ela parecia inchada.

- Esse é o seu priminho, Sosso – Alice respondeu mexendo na boquinha de Joseph que largou o seio e abriu os olhos, lindos olhos azuis. Sua cabecinha era completamente careca, o bebê mais fofo que eu já vi.

Sophie olhou para mim e para o pai, os olhos enormes de curiosidade e eu sabia que ela estava doidinha para tocar no bebê e estava pedindo permissão.

- Ali – Eu murmurei risonha, senti Edward rir baixinho em meu cabelo – A Sophie quer pegar no Joseph, pode?

- Claro que sim – Alice respondeu – Jazz, coloca ela sentadinha aqui do nosso lado?

Então Jasper pegou a Sophie no colo, colocando a minha baixinha tímida e esperta ao ladinho da tia que pegou sua mãozinha pequena e levou até a cabecinha careca de Joseph.

Sophie sorriu tão linda quando sentiu a textura macia da pele do bebê que me deu vontade de tirar uma foto.

- Dá um beijinho nele, bem devagarzinho porque ele ainda é todo molinho tá bom titia? – Alice levou Joseph até Sophie, que o beijou com uma delicadeza profunda.

- Acho que ela ficou encantada – Sussurrei, Edward tossiu.

- Nada de muita intimidade, ein Sophie? – Ele proferiu todo sério, eu não consegui conter o riso. Muito menos Jasper.

- Edward, por favor... – Jasper deu um tapinha em Edward que balançou a cabeça em negação.

- Homens – Revirei os olhos e Alice fez o mesmo – Agora deixa eu pegar esse trocinho?

- Tome – Alice sussurrou me entregando o corpinho mole. Passei álcool gel rapidamente nas mãos, em um dispositivo pregado na parede ali perto, e segurei o pacotinho azul. Ele fungou imediatamente os meus seios e eu sorri, Edward também.

- Acho que ele está sentindo o cheiro do leite da Sophie – Murmurei rindo, Alice fazia carinho nos cabelinhos ralos da minha bebê grandinha.

Edward se sentou no sofá-cama que havia ali, me chamando com olhar para que eu sentasse junto com ele. Enfiei-me entre suas pernas e seus braços também apoiaram o corpinho delicado de Joseph, que nos olhava com certa curiosidade. Edward acariciou a barriguinha do bebê, coberta por um macaquinho verde e ele fez uma caretinha engraçada.

- Acho que está na hora de vocês providenciarem um – Alice deu pitaco, sorrindo – A Sophie já está crescendo e ficando independente. Vocês ficam tão lindos com um bebezinho assim tão miudinho no colo.

Fiquei vermelha, Edward beijou meu ombro e respirou fundo, ainda acariciando o corpinho do pequeno Joseph.

Na mesma hora ouvi o resmungo de Sophie, então olhei para o seu rostinho insatisfeito com a cena que via. Ela estava ficando vermelha, e eu sabia que não demoraria a chorar. Ah meu Deus. Minha Sophie estava com ciúmes.

- Mama – Ela murmurou desolada – Papa – Então eu ouvi sua voz quebrando e Alice tentou acalmá-la com seus braços.

- Não precisa ficar com ciúme, gatinha – Edward murmurou perdido com a atitude de Sophie – O papai e a mamãe são da Sophie, aqui é o seu primo Joseph, lembra?

- E Alice quer que tenhamos um bebê agora, com a Sophie dependente desse jeito... – Eu disse, revirando os olhos.

- Ela aprende a dividir, Bella – Alice respondeu observando que Sophie se acalmou depois do comando do pai – Já não divide você com o Edward? Sentir ciúme do irmãozinho é normal...

- Deixa ela crescer mais um pouco – Respondi querendo evitar a conversa.

- É, deixa ela ficar maiorzinha... – Edward murmurou olhando para Joseph, tranquilo de olhos fechadinhos – Aí nós pensamos em outro bebê.

Alice e Jasper encerraram a conversa, e nós ficamos apenas curtindo o cheirinho de bebê recém-nascido e as histórias de pré-parto. Coitado do Jazz, foi xingado até que Alice fosse medicada e parasse de sentir as dores.

Nisso a minha amiga não tinha mudado nadinha.

~.~

POV BELLA

Paris, agosto

Era verão na Europa, todas as pessoas sentavam em toalhas de piquenique nos jardins e aproveitavam os fracos raios de sol. Sophie corria atrás das bolhas de sabão que Edward assoprava, eu tinha os olhos fixos no meu livro da temporada. Um romance água com açúcar para passar o tempo em momentos tranquilos como esse, em que eu esquecia da vida corrida de Seattle e aproveitava a minha linda família.

Edward estava ainda mais lindo e charmoso com um cachecol enrolado no pescoço e o cabelo bem arrumado, livre da bagunça de sempre. Minha Sophie estava crescida, não havia mais o desequilíbrio em seus passos e cada dia mais suas palavrinhas vinham tornando-se frases.

Nossa casa em Seattle estava em processo de mudança, quase tudo estava pronto inclusive a nossa piscina com deque madeirado. Cheirava e soava lar.

Já tínhamos passeado por quase toda a Europa, eu conheci a universidade em que o adolescente Edward havia estudado e todos os lugares que ele costumava frequentar.

Levamos Sophie na EuroDisney, ela ficou completamente encantada com as princesas de verdade e chorou por dois dias depois que fomos embora. É claro que partiu o coração do seu papai bobão, que comprou todas as fantasias de princesas da Disney e que a Sophie não tirava nem para dormir.

Ela era a Cinderela hoje.

- Espero que esse mocinho não roube você de mim, Linda – Edward sussurrou em meu ouvido, atrás de mim, referindo-se ao personagem do livro. Revirei os olhos do seu ciúme bobo.

- Vá assoprar bolinhas de sabão para a princesa Cinderela, súdito – Murmurei em tom ligeiramente sério, ele ficou calado mas eu pude ouvir seu riso baixo.

Durante nossos poucos meses de casados, a intimidade aumentou consideravelmente. Principalmente quando Edward precisava fazer suas viagens de negócios e ficava uma semana inteira fora de casa, nós tínhamos que recorrer ao sexo pelo telefone que na primeira vez foi bastante constrangedor para mim. No entanto, Edward lembrou que era meu marido e que nós não estávamos fazendo nada de errado, então eu consegui relaxar e foi uma das experiências mais deliciosas que tivemos.

Nessa viagem, também fizemos algumas loucuras como sexo na piscina do hotel o que nos rendeu grandes gargalhadas depois. E foi quando Edward jogou a gigante bomba em meu colo: ele tinha comprado um hospital para mim, há muito tempo. Foi então que discutimos, pois eu nunca aceitaria uma loucura daquelas e muito menos o fato dele ter escondido por tanto tempo. Quando ele iria me dizer? Quando estivesse funcionando?

E o clima de romance da nossa viagem foi por água abaixo.

Edward tentou argumentar dizendo que queria realizar o meu maior sonho e que era apenas a obra de um homem apaixonado por sua mulher, mas eu nunca saberia administrar um hospital e o que diriam a respeito da minha carreira? Eu seria apenas a esposa do empresário que ganhou um hospital de presente, e todo meu esforço pessoal, todos os meus anos de estudo, toda a minha carreira profissional jogada no lixo por uma manchete que me ridicularizaria.

Todas os pensamentos ruins invadiram minha mente e eu sequer agradeci, sequer pensei nas intenções dele. Olhando para o Edward em minha frente, esse Edward fazendo bolinhas de sabão para sua filha de quase dois aninhos, esse Edward que quer realizar todos os meus sonhos, esse Edward que fica desnorteado quando passa alguns dias sem mim... Olhando para ele, eu via suas melhores intenções.

Meu homem só queria me fazer feliz e eu liguei para o que os outros iriam pensar de mim, eu só coloquei os contras na balança e deixei os prós completamente de lado.

- Papa, Fifie qué maizi bolinha! – Sophie resmungou quando Edward parou de assoprar, ela tinha uma expressão muito engraçada no rostinho.

- Só mais um pouco, ok? – Edward disse, rindo – Daqui a pouco voltamos para o hotel, a senhorita precisa de um banho. Sua porquinha.

Sophie balançou a cabecinha várias vezes, mexendo as duas chiquinhas tortas que fiz essa manhã. Deixei o livro de lado, arrumando as coisas dentro de uma sacola e retirando o pano que cobria a grama verdinha onde eu estava sentada.

Acho que todo esse meu humor louco era por conta da retirada dos anticoncepcionais, com a minha decisão repentina de ficar grávida. Nada me impedia. Eu tinha uma marido que queria desesperadamente isso, um trabalho flexível, uma casa grande, uma criança crescendo... Só que estava ocorrendo um problema. Eu não conseguia.

O excesso de hormônios durante tantos anos tinha atrofiado a minha produção de óvulos e agora que eu queria produzi-los, não conseguia. Isso já tinha feito com que eu chorasse escondido no banheiro, temendo que Edward visse, pois sabia – através da minha experiência na área da ginecologia – que casos como esses poderiam ser temporários, mas também vitalícios. E o medo que nunca senti antes, passei a sentir agora.

Somando isso a bomba de Edward, acho que explodi.

- Vamos, baby? – Sua voz me tirou dos pensamentos escuros, seu sorriso torto me deixando calma.

- Sim – Assenti, levantando com sua ajuda e seguramos na mãozinha de Sophie. Caminhamos tranquilos até o hotel bem próximo dali, minha cabeça focada em dispersar os pensamentos anteriores.

Assim que subimos no elevador e entramos em nosso quarto, Edward foi dar um banho na Sophie enquanto eu preparava uma comidinha para ela na cozinha do hotel. Quando subi com tudo pronto, ela estava sentadinha vestida em seu pijama das princesas e assistindo a um desenho colorido em francês. Ri da sua concentração.

Ouvi o som da água caindo e imaginei que Edward estava no banho, segurei todas as minhas forças para não ir até lá e entrar no box junto com ele, contar tudo que eu precisava e tirar esse peso gigante das minhas costas.

- Vamos comer tudinho, meu amor? – Sussurrei para a minha pequenina que abriu a boquinha, recebendo de bom grado a sopa que eu fiz pra ela.

Depois de um tempo, Edward saiu apenas com uma toalha enrolada na cintura e várias gotinhas escorrendo por seu corpo escultural. Ele notou que eu estava o secando, então um sorriso presunçoso foi plantado em seus lábios carnudos.

Voltei a minha atenção para Sophie, terminando de dar o seu jantar. Limpei sua boquinha e a deixei assistindo tv, para depois entrar no banheiro e tomar um banho quentinho.

Debaixo da água quente, lágrimas salpicaram meus olhos quando minhas mãos ensaboaram meu ventre liso. Talvez eu jamais pudesse ter um bebê, um bebê meu e de Edward. Sabia que era injusto pensar assim, afinal eu era abençoada com a Sophie... Mas nunca tirei dos meus planos um filho com o homem que eu amo. Um filho que ele quer tanto, um homem cujo dom de ser pai nasceu junto com seu amor pela Sophie.

Ouvi um barulho dentro do banheiro e o box foi aberto, Edward me olhou com um certo desespero pregado nos olhos e me puxou para si. Sentir o seu corpo me envolvendo e me protegendo me fez soluçar.

- Baby, Bella... Baby... O que está havendo? – Sua voz era desesperada – Minha Bella, não chore, minha vida... Conte para mim qual o motivo e eu farei qualquer coisa! É por causa do hospital? Posso vende-lo, meu amor... Por favor, não chore – Edward beijava meu rosto inteiro, me acolhendo como uma criança perdida.

- Não... – Respondi rouca – Não é isso... – Respirei fundo tomando coragem para dizê-lo – Eu queria pedir desculpas pela minha reação quando você contou sobre o hospital, sei que suas intenções foram as melhores. Não quero que o venda, ele não é meu?

- Claro que é, meu amor. Claro que é – Edward entoou, beijando minha testa – O que está lhe afligindo, Bella? Por que você não me conta? Eu já te vi várias vezes chorando escondido, mas esperei até que você pudesse me dizer o porquê. Por que não compartilha comigo? Talvez diminua a dor...

- Eu... – Solucei, deitando minha cabeça em seu peito e sentindo a água da ducha caindo sobre nós dois. Edward estava de bermuda, que já estava completamente encharcada – Edward, eu venho tentando engravidar há alguns meses depois que nos casamos. Parei de tomar o anticoncepcional, mas fiz alguns exames e descobri que, por eu ter usado por tanto tempo, minha produção de óvulos quase parou. Eu posso não conseguir engravidar... Talvez... Nunca.

Joguei a minha bomba, então observei o rosto de Edward indo de surpresa para tristeza, depois para alívio e logo após um sorriso torto brotou em seus lábios.

- Por que você está sorrindo? – Perguntei chocada.

- Você não percebe, não é? – Ele disse – Eu não vou, jamais, deixar de amar você por não conseguir ter um bebê. E há tantos meios de se ter um filho, meu amor... Existem tantas crianças que precisam de pais...

- Eu queria poder ter um bebê nosso – Murmurei ainda chorosa, Edward beijou minhas lágrimas.

- Nós iremos tentar de todas as maneiras possíveis, minha Bella – Ele foi enfático – Eu contratarei o melhor do mundo para trata-la, se for preciso. Basta você querer. No entanto, acho que ainda é cedo para sentença tão dura. Já ouvi dizer que algumas mulheres precisam de uma pausa de um ano para conseguir engravidar depois desses remédios, então por que não somos pacientes? Temos todo tempo do mundo.

- Você está me saindo um médico e tanto, Sr. Cullen – Murmurei tentando não chorar mais, Edward riu baixinho e beijou meus lábios.

- Não fique guardando esses problemas para você, Bella – Disse, sério – Somos um casal, não somos? Você sequer me disse que estava tentando engravidar.

- Desculpe – Sussurrei realmente arrependida, ele merecia saber.

- Está perdoada, mas só se parar de chorar – Senti seus beijos cálidos – Odeio ver a minha linda mulher chorando. E não pense que iremos desistir, meu amor. Eu vou tentar junto com você trazer essa criança ao mundo, nem que tenhamos que esperar por alguns anos.

- Eu te amo, baby – Sussurrei manhosa – Você sempre me surpreende, meu lindo homem.

- Eu também te amo – Ele disse pegando o sabonete líquido e espalhando por meu corpo – Não se preocupe, vamos dar um irmãozinho a nossa Sophie assim que pudermos.

Ouvir suas palavras me fez ficar muito mais calma, muito mais confiante. Eu percebi que sozinha não era nada, que ele era quem dava sentido a minha vida.

Senti suas mãos deslizando sabão por cada parte do meu corpo, me lavando com carinho. Recebi tantos beijos que perdi a conta, perdi até a noção de tempo e espaço.

Só percebi que tinha terminado porque eu estava sendo enxuta com a toalha felpuda. Edward me pegou nos braços e eu rodeei seu pescoço com meus braços, sentindo seu cheiro de lar. Passamos pela Sophie que já estava desmaiada no sofá-cama, a tv ainda ligada. Ela parecia um anjinho.

Percebi que estava fazendo drama por pouca coisa, eu tinha tudo o que precisava ao alcance das minhas mãos. O que viria de acréscimo, viria sem controle nenhum das minhas mãos ou mãos de estranhos. Seria apenas natural.

Se tivéssemos que ter um novo bebê em casa, nós teríamos. Se não tivéssemos, eu fico completamente feliz com a minha pequena Sophie.

Só o tempo dirá.

~.~


E esse final? Você chorou, gatinha? Não chore! É só um pequeno contratempo das histórias sobre o amor...

Comentem tudinho, ein? Estarei aguardando!

Até o último capítulo! Irei informar o dia de postagem lá no grupo do facebook (Fanfics - Manuela Leal).

Beijinhos para todas vocês! Uma ótima semana à todas!