Capítulo 25- Ana ponto de vista:
"Exigirei indenizações por cada queda ou dedo esfolado, se vocês não nos conduzirem direito".- Gimli falou.
"Não vai ter nada a exigir. Vou conduzi-los bem, e os caminhos são planos e sem acidentes".- Haldir falou.
"É uma lástima a loucura destes dias! Todos aqui são inimigos do único Inimigo, e mesmo assim devo andar como um cego, enquanto o sol alegra a floresta sob as folhas douradas!" – Legolas disse.
"Pode ser loucura. Mas na verdade o poder do Senhor do Escuro nunca se manifestou tão claramente como na hostilidade que divide todos aqueles que ainda se opõem a ele. Apesar disso, encontramos tão pouca confiança e sinceridade no mundo além de Lothlórien, talvez com a exceção de Valfenda, que não ousamos arriscar a segurança de nossa terra confiando demais nos outros. Vivemos atualmente numa ilha rodeada de perigos, e nossas mãos tocam com mais freqüência os arcos que as harpas".- Haldir disse.
Eu estava de mãos dadas com Legolas, resolvi me desligar um pouco da conversa, fiquei pensando que respostas Galadriel tem sobre minha vinda, meu passado, meu futuro.
Amar o Legolas é uma atitude sábia? Afinal de contas ele é imortal, eu sou uma simples mulher mortal, eu sei que é um caminho que o final pode ser amargo para o lindo elfo.
Fiquei pensando em tantas coisas que nem dei conta do quanto caminhamos naquele dia, só me realizei quando paramos para dormir, a voz do meu príncipe me chamou de volta a realidade.
"Ana, você esteve pensativa o dia inteiro, o que aconteceu?"
"Nada Legolas, é que eu resolvi me entregar as lembranças refletir sobre minha vinda, meu passado, meu futuro".
"Você deixou alguém querido pra trás; quando você veio para cá?" – Legolas perguntou.
"Eu não tenho irmãos, meus pais morreram, as únicas pessoas que deixei foram a minha avó que tem uns 100 anos, uns poucos amigos. Também deixei todos os bens dos meus pais que herdei, mas isso é o de menos, acho que minha avó deve ter resolvido o que fazer".- Respondi.
"Sinto muita falta deles, mas não há nada naquele mundo que me prenda, nem mesmo meu trabalho, porque eu acredito que posso trabalhar aqui também, posso escrever livros sobre os povos da Terra-Média, ensinar qualquer pessoa que queira aprender um pouco sobre História".
"Eu quero ter o que minha mãe teve, um trabalho que goste, o que já tenho, e um amor verdadeiro".
"Você não tinha alguém que a amasse de verdade?" – Legolas perguntou.
"Não, de onde eu vim as relações amorosas andam muito superficiais, todos que estiveram comigo só estavam por causa da minha beleza, da minha inteligência, mas ninguém me amou. Muitas vezes eu pensei que estava com o homem certo, mas depois eu via que não era, eu me decepcionei muito".
"Sinto muito em saber disso".
"Minha mãe sofreu muito antes de encontrar meu pai, ela também tinha uma beleza fora do comum, meu pai viu além da beleza exterior dela, ele foi o único a enxergar a beleza de sua alma".- Comentei.
"Ana, você é a criatura mais bonita que já vi em toda minha longa vida, a pessoa mais incrível, carinhosa, inteligente, companheira. Eu não enxergo só sua aparência, mas sim pelo todo".- Legolas falou beijando minha mão.
Eu não acredito nisso! Nossa estou até corando, e eu não sou tímida, mas esse elfo me faz corar, como uma garotinha na frente do seu primeiro namorado. Ainda bem que estamos vendados!
"Legolas, eu também vejo você da mesma forma. Me perdoa por ter te mandado calar-se, é que eu entendo o que o Gimli estava sentindo".
"Não há nada do que perdoar, você estava certa. Está ficando tarde, temos que dormir, vamos continuar amanhã cedo nosso caminho até Caras Galadhon. Que pena que ainda estamos vendados!" – Legolas disse.
"Eu sei, boa noite Legolas".
"Boa noite Ana".
No dia seguinte continuamos a nossa marcha, até que finalmente o grupo de elfos que vai nos livrar das vendas chegou. Eles conversaram com Haldir, ele nos reportou algumas notícias sobre os orcs salteadores e uma criatura estranha que eu sei quem é, Gollum.
'Além disso, eles me trazem uma mensagem do Senhor e da Senhora dos Galadhrim. Todos podem andar livremente, até mesmo o anão Gimli. Parece que a Senhora sabe quem e o que é cada membro da Comitiva. Talvez novas mensagens tenham chegado de Valfenda".- Haldir disse.
Haldir tirou primeiro as vendas de Gimli.
"Minhas desculpas! Olhe-nos agora com olhos de amigo! Olhe e se alegre, pois é o primeiro anão que pode enxergar as árvores do Naith de Lórien, desde os dias de Durin!" – Continuou.
Quando tiraram a minha venda, fiquei sem fôlego, estávamos num espaço aberto. A esquerda ficava um grande monte, com uma grama bem verde, sobre ele crescia dois círculos de árvores. As de fora tinham troncos brancos como a neve, não tinha folhas, mas eram belas; as de dentro eram pés de mallorn, muito altos, adornados por um dourado claro.
Bem no meio dos galhos de uma árvore alta que estava no centro de todas havia um talan branco. Ao pé da árvore e por toda a colina, o gramado estava cheio de pequenas flores douradas com formato de estrelas (elanor) e outras brancas ou verde bem claro (niphredil). O céu estava azul, perfeito!
"Vejam! Vocês estão em Cerin Amroth. Este é o coração do reino antigo, como era outrora; aqui está a Colina de Amroth, onde em dias mais felizes foi construída sua bela casa. Aqui sempre desabrocham as flores do inverno na relva sempre igual. As elanor amarelas e o pálido nipredil. Aqui vamos nos deter um pouco para entrar na cidade dos Galadhrim ao anoitecer".- Haldir disse.
Eru da fanfic: Agora me intitulo assim, pois nas minhas mãos estão o destino dos meus personagens da fic!
Falando sério agora, estou adiantando o máximo possível até o espelho da Galadriel, porque vou dar uma parada para poder organizar toda a seqüência desse momento decisivo da vida da Ana, tudo está na minha cabeça por muito tempo, só falta organizar isso no papel. Lembrando que essa fic é baseada no Senhor dos Anéis, e um pouco do Silmarillion, obras de J.R.R.Tolkien, com seus personagens e cenários, porém vou acrescentar alguns fatos e personagens a história, além da Ana e de seus pais.
Espero que vocês estejam gostando da história, obrigada pelas revisões.
Até mais.
