Capítulo XXV – Epilogo

Edward sentia-se aliviado e extremamente grato por finalmente tudo ter acabado bem, ou pelo menos melhor do que ele esperava. Após o terrível incidente ocorrido durante a audiência, o bispo Guilhermo precisara de um tempo para compreender totalmente tudo o que estava havendo. Depois de ter interrogado todos os criados que os Volturi levaram para Forks, confirmou que Jane realmente estava grávida. Uma velha curandeira que alegava acompanhar os gêmeos Volturi há alguns anos, confessou que Jane e Alec viviam como marido e mulher, e que aquela não fora a primeira vez em que a jovem Lady abortava um filho gerado daquela relação incestuosa.

Segundo a tal curandeira relatou, Jane engravidara quatro vezes em menos de cinco anos, sendo que duas das gestações terminaram com o nascimento de crianças deformadas e que não sobreviveram se quer dois dias após o parto. Ela acreditava que os abortos e as monstruosidades ocorriam devido a relação incestuosa que ambos os irmãos mantinham, mas Jane insistia dizer que a culpa era de uma maldição rogada por uma bruxa saxã.

De um modo ou de outro, o Bispo Guilhermo acabara absorvendo Edward de todas as suas suspeitas, e resolvera manter seu casamento com Isabella valido, consagrando-o como senhor das terras de Forks e de Masen. Já as terras de Volterra, foram entregues ao próximo herdeiro na linha de sucessão: o velho Marcus Volturi, que não tardara em assumir seu novo posto de Lorde, esquecendo-se completamente de Rose e das Terras de Hale. Havia até boatos de que Marcus já estava de olho em uma nova noiva em potencial.

Em compensação, no dia seguinte a todos os ocorridos, Rosalie fora enviada para o convento, onde passaria os próximos meses refletindo sobre seus atos e Bella prometera visitá-la sempre que possível. Por outro lado, Emmett seguira para a corte, junto ao bispo Guilhermo, para servir como cavaleiro. A despedida de ambos fora bastante dolorosa, mas eles pareceram se contentar com a ideia de que estariam juntos novamente no verão, quando poderiam finalmente tomar posse das terras de Hale e torná-las seu novo lar.

Agora, após dois dias das trágicas mortes dos gêmeos Volturi, Edward podia regressar à Masen, ao lado de sua amada esposa, deixando que Sir Benjamim continuasse servindo como castelão de Forks durante sua ausência.

-Vi que meu primo Jacob Black falava com você antes de partimos. – Disse Bella enquanto se escondia embaixo da capa dele e o abraçava com força. Fazia mais de meio dia que estavam cavalgando rumo a Masen com uma verdadeira comitiva, e ela parecia um tanto cansada.

-Sim, veio me propor uma aliança. – Respondeu enquanto diminuía um pouco o ritmo de seu cavalo e deixava que seus homens passem na frente – Disse que os MacSwan estão quase controlando os clãs vizinhos, o que nos trará paz na fronteira norte.

-Oh, em sério? – Indagou ela com a cabeça apoiada em seu peitoral e os olhos fechados. Parecia sonolenta – Isso é maravilhoso! Agora você não terá que ir tanto até a fronteira norte para lidar com os escoceses... Também não teremos que nos preocupar com os Volturi agora que Lorde Marcus tomou posse de Volterra. Papai sempre disse que ele costumava ser o mais coerente daquela família, mesmo com essa mania de casamento que tem.

-Sim, é o que dizem. Também ouvi que Lady Heidi Volturi se recusou a voltar para as terras de Hale e optou por viver em Volterra ao lado do irmão.

-Lady Heidi sempre fora uma pessoa complicada. – Admitiu Bella recordando-se de sua madrasta – Ela ficará um bom tempo sentida com Rose, mas tenho certeza de que acabará fazendo as pazes com a filha. Sempre foi assim desde que viviam em Forks.

-Entendo... Ainda assim, mandei uma mensagem para ela, exigindo que devolvesse os soldados de Forks que levara quando partira para Volterra. Não podemos ficar desprotegidos novamente, mesmo que já não haja ameaças. Além disso, deixei uma quantia relevante para que novos navios fossem construídos. Quero ter mais força no mar para o caso de uma possível invasão e para comercializar com a corte.

-Falando nisso, Rose me disse que você e Sir Emmett pensam em construir um porto em Hale. É verdade?

-Ainda não passa de planos, mas vamos levar isso mais a sério durante o verão. – Confessou Edward com um leve sorriso. Hale fazia fronteira com Forks ao sul, e seria bom ajudar seu irmão a desenvolver o comercio naquela região – Seu pai deixara uma relevante quantia em moedas de ouro para Rosalie como herança, e pensamos que o melhor seria investir essa pequena fortuna no patrimônio de sua irmã de criação.

-Viu como eu sempre estive certa? Fizermos grandes alianças nesses últimos dias com escoceses, saxões, normandos... Em breve não haverá mais guerras nem derramamento de sangue. Eu disse que você traria a paz para essas terras!

-Não, foi você quem trouxe. Se não tivéssemos nos casado, essas alianças jamais seriam possíveis e eu passaria o resto de minha vida lidando com os highlanders e os Volturi.

-Mas eu não teria feito nada se ainda estivesse presa naquele convento, ou se o Texugo tivesse me entregue a Alec e a Jane. Foi você quem me salvou, e ao fazer isso acabou salvando essas terras. Apenas aceite este fato.

-Parece que tenho uma esposa cabeça dura afinal! – Riu Edward enquanto guiava seu cavalo por uma trilha mais estreita.

Se existia profecia ou não, o fato era que finalmente as terras de Northumberland veriam a paz reinar após séculos de lutas e disputas. Com Emmett governando Hale ao sul, além da amizade que mantinha com os Denali e a nova aliança que fizera com os MacSwan, garantiria que Forks e Masen permanecessem em suas mãos, se tornara assim, o senhor feudal mais forte daquela região. Até mesmo Marcus Volturi acabaria aceitando aquilo uma hora ou outra e se aliando a ele. Edward podia ser um bastardo que conquistara sua riqueza em meio às guerras santas, mas sabia como governar seu feudo. Sim, traria a paz para aquele povo que já estava cansado de viver sobre a sombra de um eminente ataque.

Enquanto pensava sobre isso, notou que Isabella ficou quieta por um momento, e ele se deu ao luxo de sentir o cheiro que emanava de seus cabelos. Aquela pequena mulher que estava em seus braços tinha curado suas feridas, e agora era sua vez de retribuir! Sabia que ela deveria está despedaçada por tudo o que ocorreu, e por isso iria ajudá-la a recolher todos os seus pedaços.

-Que fim Irina levou? – Indagou Isabella de modo repentino, quebrando aquele momento de serenidade que tinham.

-Quer mesmo saber?

-Sim... Não a vi durante o interrogatório que o Bispo fez a todos os criados dos Volturi e me sinto um tanto curiosa.

-Bem, ouvi dizer que alguns marujos viram uma mulher completamente louca entrando em um navio que partiria rumo a Normandia. Diziam que lhe faltavam os dentes da frente e que tinha o nariz quebrado alem de uma mão sem dedos... Creio que só poderia ser Irina.

-Sei que ela nos fez mal, mas... – Bella respirou fundo ao recordar-se do estado em que a saxã se encontrava da última vez em que a vira – Não posso acreditar que Jane teve coragem de fazer aquilo com um ser vivo.

-Foi algo deveras cruel, admito... Mas vamos apenas esquecer, sim? Temos coisas mais alegres para falar, como o destino de sua amiga Angela, por exemplo. Fico feliz que ela não queira voltar para o convento. Só assim você pode ter uma boa dama de companhia.

-Sim. – Concordou Bella com um leve sorriso, ainda mantendo seus olhos fechados e sua cabeça repousada no peitoral dele – Angel não tem boas recordações daquele convento assim como eu, e por isso não pensou duas vezes antes de aceitar minha proposta de vir morar em Masen.

-Foi deveras esperta por fugir do convento no dia do ataque. Pensei que só você conhecesse a tal passagem secreta.

-Eu também achava isso. – Confessou – Mas Angel me contou que havia me visto escapando certa vez e que deduzira que deveria ter uma passagem oculta na capela que fora queimada. Creio que ela deu sorte e a encontrou no momento de desespero. Ela é realmente muito perspicaz além de ser encantadora... Acho que você gostará dela.

-Não mais do que gosto de você.

Bella riu novamente e o abraçou com mais força. Queria que sua vida se resumisse apenas aquilo: ao calor que recebia dos braços de seu marido... Quando estava com ele, esquecia-se de tudo o que passara e de todas as dores que trazia em seu coração. Ela abriu finalmente os olhos para encarar o rosto do homem que tanto amava, mas sentiu-se confusa por um momento, quando não viu nenhum soldado de seu marido por perto. Aquele não era o caminho para Masen!

-Para onde estamos indo? – Indagou olhando ao seu redor e vendo apenas arvores e arbustos.

-Estamos indo ao local onde tudo começou.

Ela não acreditou no que ouvia, mas assim que o cavalo de Edward atravessou o enorme circulo de monólitos, Bella sentiu seu peito sendo preenchido por uma paz descomunal. Desmontou do animal com a ajuda de seu marido, e olhou ao seu redor, sem crer no que estava vendo. Já não sentia mais a presença dos espíritos de seus antepassados pairando por ali. Haviam finalmente encontrado a paz eterna.

-Não acredito que me trouxe até aqui! – Disse rindo enquanto o via amarrando seu corcel em uma árvore. E de repente, se deu conta de que o animal atravessara o circulo de pedras sem nenhuma resistência! Sim, a atmosfera sobrenatural que rondava aquele local havia dado lugar a uma áurea de paz jamais sentida antes.

-Sei que você se sente suja após a morte de Jane. Achei que queria se banhar um pouco.

-Oh, você é inacreditável! – Sem pensar duas vezes, correu até ele e o beijou. Edward sabia exatamente do que ela precisava e aquilo a fez sentir seu peito leve, como se flutuasse.

-Apenas relaxe. Teremos o dia todo.

Sem dizer mais nada, Edward começou a desfazer os inúmeros laços que prendiam a túnica dela e com um rápido movimento a retirou, deixando-a completamente despida sobre seus olhos vorazes. Bella também o ajudou a se despir, e quando finalmente estavam ambos nus, Edward a segurou em seus braços, e a levou até a queda d'água.

Bella deixava-o deslizar seu corpo pelas águas termais, enquanto abria seus braços e fechava os olhos. A sensação era maravilhosa, como se estivesse voando, e permitiu que todos os pensamentos saíssem de sua mente. Não tivera culpa da morte de Jane... E quanto menos pensava naquilo, mais compreendia que não podia mudar o passado. Jane já estava morta muito antes dela ter enfiado aquela espada em suas costas. Sim! Jane estava morta desde o dia em que corrompera sua alma em nome de um amor doentio.

Mas em compensação, o amor que Bella nutria por Edward era algo puro. Era imutável, incalculável, inseparável! Sim, era predestinado.

E enquanto ele fazia seu corpo deslizar nas águas termais, sua mente viajou por anos à frente. Sentiu seu espírito sendo abraçado pelo de suas ancestrais e sendo guiado para o futuro, para o que ainda era desconhecido e estava por vir. Viu sua felicidade ao lado do homem que tanto amava e que por mais que o tempo passasse, nunca deixaram aquele forte laço que os unia se quebrasse. Mesmo com o passar das estações, mesmo com o passar da juventude, permaneciam juntos, até que fim dos tempos chegasse. Viu a si mesma, amamentando uma linda garotinha com enormes olhos violetas, enquanto observava a seu marido ensinando seus dois primogênitos a segurarem espadas de madeira. Viu seus filhos crescerem e a paz prosperando em suas terras por gerações. Viu sua família ao lado da de Rose e se deixou tomar pela leveza daquele sentimento. Sua mente a levava para longe, para cada uma de seus descendentes...

-Posso saber onde minha doce esposa se encontra? – Indagou Edward temendo que ela houvesse caído no sono enquanto ele a fazia flutuar nas termais águas.

-No futuro! – Respondeu Bella com um riso bobo nos lábios enquanto o encarava com aqueles enigmáticos olhos violeta.

-Oh sim? E o que viu por lá?

-Vi que o inverno terminará mais cedo este ano, portanto, acho melhor você se apressar e semear sua semente com bastante avidez, pois quando o outono chegar terei o fruto de nosso amor crescendo em meu ventre, pronto para nascer!

-Semear com avidez é o que eu pretendo fazer, esteja certa disso! – Exclamou com um sorriso predatório enquanto tomava seus lábios e os beijava de maneira sedenta.

-Sabe, o futuro parece bastante convidativo, mas confesso que prefiro viver o presente ao seu lado.

-Concordo plenamente.

Edward a abraçou com força e a fez rodear seu tronco com suas pernas. Desejava conectar seu corpo ao dela e não ter que soltá-la jamais! Sim! Desde a primeira vez em que a vira, foi exatamente isso em que pensara. Talvez a magia realmente existisse afinal... Talvez estivessem predestinados a se encontrarem e passarem o resto de suas vidas unidos por algo tão forte que jamais poderia ser quebrado. Não importava se ele era um bastardo que conquistara sua fortuna em meio à guerra. Ao lado dela eram apenas homem e mulher, e juntos se encaixavam perfeitamente.

-Do que está rindo? – Perguntou Bella ao interromper o beijo apaixonado que davam.

-Acabei de me recordar da primeira vez em que a vi nessa queda d'água, se banhando completamente...

-Completamente nua! – Exclamou enquanto revirava os olhos, fingindo está irritada – Será que essa é a única coisa que você se recorda de nosso primeiro encontro?

-Oh não! Também recordo-me de ter olhado para você e me perguntado se algum dia já havia visto algo tão belo em toda a minha vida.

-Está me fazendo corar... – Admitiu constrangida enquanto o acariciava no rosto e sentia a aspereza da barba que estava por nascer.

-Acho que estou perdidamente apaixonado por você, Lady Isabella Cullen, desde aquele dia. Não foi apenas o meu corpo que você salvara... Foi a minha alma! Não sei que feitiço usou sobre mim, pequena bruxa, mas espero que ele dure por toda a eternidade.

-Oh sim? – Indagou ela sorrido de modo provocante – Então acho melhor me aproveitar um pouco dessa sua disposição, pois como disse, no outono sua semente estará em meu ventre, pronta para nascer, e acho que devemos nos apressarmos para providenciar isto!

-Com muito prazer!

Sem mais delongas, ele tomou seus lábios novamente e a beijo. A paz finalmente chegara para todos e para eles. O amor que tinham um pelo outro era algo sobrenatural! Algo sem equivalência! Algo predestinado.

FIM


É com muito pesar que declaro nossa fanfic por encerrada! Espero que vcs tenham gostado tanto quanto e :D

Gostaria de dedicar essa estória a todos que deixaram reviews: Jana Masen, Black Diamond 22, Nanda, P. Bruce, Priscila, Jana Pepita, Milena, Adriana Paiva, Brennda Silva, JOKB, Nicole 2712, Marjorie, Guest, Natalocas, H, Theslenn Urils, Talilima, Ana, Yoko, Ginny M. Weasley P, Ina Clara, Josiane Cardoso, Joana Patrícia, Josiane, penamagica, Ari Cham, Je, Patylayne e Grazy.

Nada disso teria sentido sem vocês!

Respondendo a perguntas, estou trabalhando em novas fics! Tenho várias ideias na cabeça, mas no momento, estou escrevendo uma que se passa nos dias atuais e que tem por cenário um hospital (aviso logo que não se trata de relação médico-paciente ok?). Não sei se essa será a próxima que postarei, mas é a que está mais adiantada no momento. Creio que levará um tempo para concluí-la... Talvez alguns meses. Mas não se preocupem, nos veremos em breve :D

É isso gente! Espero que vocês continuem me acompanhando e sempre que verem uma nova estória postada com a "bailarina solitária" na capa, vão lá conferir! hahaha

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