Chapter 25:
No entanto, em menos de cinco minutos, com a roupa bem posta e o braço esquerdo imobilizado em seu peito, Harry recorria os corredores estreitos e escuros da Mansão, diretamente ao centro desta, aos aposentos do Lord, com medo às represálias, a lhe falhar. Porque, ainda que nunca o havia provado em carne própria, as más línguas diziam que falhar ao Amo implicava um castigo demasiado longo e doloroso. Pálido, Harry alçou a mão, em frente à porta de roble escuro, e golpeio duas vezes, com medo no olhar.
- Entre, Harry. - a voz sibilante do Lord incito-lhe a entrar e mostrar seu rosto.
Engolindo em seco, Harry fez o que lhe pediu e abriu a porta. O quarto, como sempre, estava em penumbras, mal deixando ver o contorno dos objetos. Por inércia e costume, se dirigiu discretamente até adiante da poltrona morado do Amo, e ajoelhou-se lentamente ante ele, em sinal de submissão.
A lareira estava apagada, pelo que Harry não podia sentir um mínimo de calor sequer em seu corpo, que começava a aproveitar. Se sentia nervoso, em uma constante agonia; as pulsações em seu ombro esquerdo não faziam mais que avivar a lembrança da dor que havia sentido quando lhe haviam deslocado a extremidade.
O silêncio tenso curto o ar; o Lord penetrava-lhe com o olhar, diretamente em sua nuca. Harry sentiu a necessidade de revolver-se incomodo em seu lugar, mas se baixo quieto esperando a iminente explosão. Sua respiração fria golpeava lhe o rosto, enquanto as nuvens de vapor de água subiam arremolinadamente para acima.
- Decepcionaste-me, Harry. - começou com voz cortante o Lord. - Muito; pensei que estaria pronto para sair à batalha, mas vejo que me equivoquei. Treinei-te, ensinei-te durante seis meses o que eu sei, tenho compartilhado meu conhecimento contigo, te dei um trato preferente… E assim me agradeces?
Harry sentiu um nodo em a boca do estomago. Não lhe havia tomado bem, nada bem, apesar de que havia feito seus melhores esforços. As vontades de sair correndo daquele quarto, de escapar desse homem, acrescentaram-se. Mas não o fez; devia responsabilizar de suas falhas, e ainda que não quisesse o admitir, o Amo não lhe caia definitivamente mau.
Viu a semelhança entre eles; ambos derrotados por um expelliarmus. Se a situação tivesse sido diferente, haveria sorrido irônico; Sirius lhe havia desarmado dessa forma, e no cemitério, havia sido Harry o que havia lançado o expelliarmus.
O Lord levantou-se de seu grande poltrona, e começou a andar em círculos ao redor seu. Harry começou a sentir-se como um cordeiro que ia diretamente ao matadouro; as palavras do Lord haviam soado cortantes, dolorosamente enfurecidas.
- Meu Senhor, eu… - começou a dizer Harry, tentando remediar seus erros. No entanto, o homem parecia tão enfadado que não lhe deixo continuar sequer.
- Você que, Potter? Black, o derroto-te. Não foi capaz de lhe enfrentar, e te venceu. - lhe recrimino com dureza. - Crucio.
A palavra que Harry esperava e ansiava que não dissesse saiu de seus inexistentes lábios, e cedo sentiu em suas costas o impacto do feitiço, uma fração de segundo antes de que caísse ao chão preso de dor. Suas sensatas vogais tomaram consciência por si sozinhas, e apesar daquele grosso nodo em sua garganta que mal lhe deixava respirar, Harry proferiu um estrangulado grito de dor.
Doía, como se umas manadas de centauros estivessem destroçando por dentro. Pequenas agulhas gravando-se em seu interior, arrancando-lhe a consciência pouco a pouco. Estava débil, e aquele feitiço começava-lhe a nublar a vista, enquanto suas bochechas apoiavam-se no duro solo. Seu corpo estava enrolado, e a dor em seu ombro seguia latente, ainda que ligeiramente amortecido pela poção.
Tão rápido como veio, a dor se foi. A respiração de Harry, irregular e rápida, foi o único som que se escuto no quarto. Pequenos espasmos de dor recorriam seu corpo, fazendo que seus músculos se tensassem e relaxassem a cada poucos segundo. Encolhido no chão, enrolado, esperando outro feitiço, Harry focou sua mirada em um ponto fixo da parede contrária. Sua vista nublada começava a voltar-se nítida outra vez, enquanto sua respiração se normalizava pouco a pouco.
- Se todo saiu bem, Harry, não foi precisamente por sua intervenção. - seguiu falando o homem. Harry escutava atenciosamente sem olhar-lhe sequer. O medo lhe atenazava a garganta, enquanto simplesmente limitava-se a estar esperando seu seguinte movimento. - Em qualquer caso, Harry, já te apresentei ante a Ordem do Fênix, assim que a partir de agora…
Sua voz se diluído no tenso silêncio da sala, e Harry esperou, impaciente. Que ia passar com ele? Não entendia o que estava dizendo, e isso lhe deixava confuso. Que significava todo aquilo que o homem dizia? Esperou pacientemente, sabendo que perguntar nesse momento tão delicado só traria mais problemas. E com isso mais maldições, seguramente.
- Sairá em mais operações. - acabo finalmente Voldemort. Harry se sentiu confuso; por que sair em mais missões, se havia falhado? Não respondeu, internamente feliz. Teria sua revanche, sua vingança. Mas para isso devia se esforçar mais e mais, estudar a Black minuciosamente, sacar seu ponto débil e o explodir. - A partir de agora, fica baixo o comando de Bellatrix. Pode se retirar.
Sua seca despedida tirou a Harry de sua paralisia. A seu pesar, se moveu com lentidão, sentindo pequenos cristais em seus músculos, gravando-se neles como ferrões. Ignorou a dor, e com parcimônia, colocou-se de pé. Com uma rápida reverência, saiu do quarto a velocidade vertiginosa, e espero em o corredor a serenar-se.
Haveria mais missões, mas ação, mas possibilidades de vingar-se, e também mais possibilidades de sair ferido. As três primeiras coisas lhe pareciam uma boa ideia, mas ultima-a… Já se havia deslocado o braço, lhe haviam torturado e havia saído mau parado. Se sentia ansioso, por uma parte a adrenalina que corria por suas veias a cada vez que se enfrentava aos aurores lhe dizia que seguissem adiante, mas voltar a ver no chão, caído ante Black ou ante esse auror Winke, sendo humilhado lhe freavam.
Suspiro silenciosamente, andando dolorido para suas habitações. Todavia tinha que pensar como ajudar a Draco, devia se recuperar rapidamente para seguir treinando com Bellatrix, e também tinha que enfrentar aos comensais. Depois de tudo, com os Slytherin, sempre se tem algo em claro: a derrota equivale à humilhação publica.
