E depois de provavelmente um ano, estamos aqui. O fim está aqui. Não sei se fico orgulhosa ou triste, são tantos sentimentos me rondando! Apenas sinto que minha missão foi cumprida. Muito bem cumprida.

Leiam com o coração.

Sem mais delongas,


Capítulo 24

Dois anos depois

Aquele era um domingo muito bonito, um domingo de outono. As folhas perdiam a cor banhando o gramado com um lindo tom de verde, ventava bastante e os cabelos loirinhos da minha pequena Sophie balançavam com o vento. Ela caminhava de mãos dadas comigo, seus pequenos dedinhos entrelaçados aos meus. Seu corpinho, apesar de crescido, era pequeno para sua idade. Ela é toda pequenina, delicada e o mais importante... Minha filha.

Sua mãozinha esquerda segurava um buquê de tulipas azuis, ela estava sorridente até demais para quem visitava um cemitério. Um lindo cemitério em forma de bosque que soava paz. Vir aqui sempre me deixa um pouco nostálgica, principalmente o meu coração que sempre se aperta com a visão de Sophie colocando as mesmas flores nas sepulturas de Emmett e Rosalie.

Respirei fundo assim que chegamos ao lugar onde os meus melhores amigos descansavam, sepulturas colocadas lado a lado como foi o amor deles. Sempre um junto ao outro, até na hora da morte.

Mais uma vez me emocionei, lágrimas pulando dos meus olhos sem que eu pudesse controlar a sensação de algo preso na garganta. Sophie me olhou com seus olhos verdes e inteligentes, abrindo a boca logo em seguida e me puxando para ajoelhar a sua altura.

- Mamãe, não chola – Ela murmurou passando um dedinho gordo em meu olho, limpando uma lágrima – Puquê você ta cholando?

- Não é nada, meu amorzinho – Sorri beijando suas bochechas e a tranquilizando – A mamãe só está um pouco sensível esses dias. Agora venha, vamos colocar as flores para os seus pais.

Sophie parecia compreender agora, com três anos, que tinha perdido seus pais biológicos e tinha ganhado novos pais, pais do coração. Eu sei que ainda é confuso na sua cabecinha de criança, mas um dia ela entenderá que é muito sortuda por não ter só dois pais como as crianças normais, e sim quatro.

- Essa fô é bonita – Disse ela, tocando nas tulipas que segurava e repousando-as sobre os dois túmulos – Azul. Eu gosta de azul, mamãe.

- Eu gosto – Corrigi sorrindo, era incrível como ela já diferenciava o gênero na sua fala.

Rosalie & Emmett, unidos até depois da vida.

Essa era a frase principal adornada na pedra que os dois compartilhavam, eu sempre parava para lê-la mesmo depois de tanto tempo.

- Amo vocês, mamãe Rosalie e papai Emmett – Sophie sussurrou baixinho de joelhos no gramado – Obligado pela minha mamãe e o meu papai, hoje ele tá tabalhando e disse pla Sophie que vem ver vocês na outla vez.

Mordi meus lábios com o monólogo tão inocente e bonito desenvolvido por Sophie, ela sempre deixava Emm e Rose a par dos acontecimentos recentes. Edward estava há uma semana viajando à trabalho, foi a viagem mais longa que ele já fez e para o lugar mais distante: Rússia. Acho que eu estava tão sensível esses dias por saudades do meu marido, pois sua voz ao telefone nunca supriria a minha necessidade de tê-lo em meus braços, sob meus olhos.

Rodeei Sophie com meus braços, sentindo o cheiro de morango dos seus cabelos e nós levantamos para ir pra casa. Fiquei um pouco tonta, mas imagino que tenha sido por ter levantado de súbito. O nosso cérebro fica um pouco confuso.

Sophie estava linda em um vestidinho branco, de caimento leve e lacinhos azuis seguravam tufos de cabelo loiro para não cair em seus olhinhos.

Minha Sophie já estava frequentando uma escolinha, mas só pela manhã. Não suportaria ficar por período integral distante da minha doce menina que vinha crescendo tão rápido e aprendendo tantas coisas novas todos os dias... Dava-me medo, um medo bobo, aquele medo do tempo trapacear você.

Eu tinha muito mais tempo livre agora, trabalhando como diretora do meu próprio hospital. O Cullen Hospital. Tinha muito orgulho do que construímos em pouco tempo, dos trabalhos voluntários desenvolvidos e, principalmente, da expansão na ala de UTI neonatal. Era incrível fazer milagres da vida acontecerem, ajudar a salvar um bebê que nasceu praticamente morto, ou outro com uma doença muito grave. Amor era a chave do trabalho no Cullen Hospital, amor e dedicação.

Edward estava muito orgulhoso de mim, eu via isso em seus olhos todos os dias. Ele pouco se importou com as críticas ácidas da mídia quando inauguramos o hospital, críticas direcionadas a mim, dizendo que tudo não passava de apenas um capricho da mulherzinha do Cullen. Eu fiz questão de provar o contrário não com palavras, mas com ações. Hoje o meu Hospital é referência em Seattle, principalmente na área obstétrica. Somos o número um em trazer lindos bebês ao mundo, bebês sadios e felizes.

Claro que toda a minha rotina profissional de acompanhar gravidez, de sentir a felicidade em cada mãe, em cada casal... É claro que isso me afetou pessoalmente, principalmente porque eu continuava sem conseguir engravidar. Edward sempre me pegava fazendo testes de gravidez e depois consolava o meu choro, dizendo que continuaríamos tentando. Ele tem sido um homem muito, muito forte e quem tem sido uma fraca sou eu.

Edward se mostrou muito mais do que um cara sem compromissos, mulherengo e charmoso... Ele se tornou um grande pai, um grande marido e o meu melhor amigo. Ele me suportava mais do que qualquer pessoa na terra, ele é tão perfeito que chega a doer. É claro que muitas vezes é um chato, insuportável, mas ainda assim perfeito. Nossa sintonia se mostrava cada dia melhor.

Suspirei ao abrir a porta de casa, Sophie passou na minha frente correndo e gritando por Carmen. Lágrimas idiotas saltaram novamente dos meus olhos, eu funguei e perguntei o que diabos estava acontecendo comigo.

- Querida, você está chorando? O que houve? – Carmen apareceu com Sophie em seu encalço, pedindo para ir ao parque do condomínio.

- Ah, está tudo bem – Dei de ombros limpando meus olhos com as mãos – Acho que juntou tudo. A visita ao cemitério, a falta do Edward... Não vou suportar mais uma semana, Carmen.

- Bella, querida, você está precisando relaxar – Carmen me deu um abraço, notei como ela estava com os cabelos brancos – Por que não chama a Alice para sair, se divertir? Você se afogou em trabalho e na Sophie essa semana, vá se divertir um pouco.

- Não consigo – Murmurei me jogando no sofá da sala, olhando para o piso de madeira escura – Eu só queria dormir e acordar com o meu marido aqui.

- O Sr. Edward ligou mais cedo, eu falei que vocês duas tinham saído. Ele disse que ligaria à noite, pois passará o resto do dia em reuniões uma atrás da outra. – Carmen murmurou em um tom calmo, Sophie me fitou.

- Droga – Bufei – Por que ele ligou para casa? Por que não ligou para o meu celular? Agora só vou poder falar com ele à noite? Espero que as reuniões sejam verdade, porque se não for eu...

- Bella – Carmen riu – Pare de imaginar coisas. O seu marido jamais faria isso, ele só não vira tapete para você pisar porque não pode.

- Hm – Olhei para Sophie que sorria mostrando todos os dentes – O que você está aprontando, mocinha? Eu conheço esse sorriso.

- Nada, mamãe – Ela piscou várias vezes como um anjinho – Posso blincar lá fora com as clianças?

- Pode sim, mas peça para os seus amiguinhos avisarem aos pais que estão aqui – Murmurei me dando por vencida, Sophie e Edward me dobram com apenas um olhar. Trapaceadores.

- Aham – Ela sacudiu a cabecinha toda alegre e já foi correndo para a entrada.

- E o beijo da mamãe? – Pedi, perdida na minha sensibilidade.

Sophie veio correndo e pulou em cima de mim, enchendo meu rosto de beijos e nós duas rimos. É tão fácil fazer uma criança feliz.

- Mamãe – Ela cochichou e me chamou para perto, eu trouxe meu ouvido e sua boquinha sussurrou: - Não fica tiste não, o papai me contou que é apaxônado por você muitão. Assim ó.

Seus bracinhos abriram o máximo e eu fiquei completamente surpresa com a sua declaração.

- Ah, é? – Falei sorrindo, ela assentiu com a cabeça – Eu também sou apaixonada pelo seu papai desse tamanhão aí.

- Assim? – Ela abriu os braços novamente, eu assenti. Sua boca abriu em surpresa e eu sorri – Depois vou contá pla ele.

Enchi seu rostinho cheiroso de beijos e deixei ela ir, batendo em seu bumbum assim que ela saiu. Tão esperta.

Voltei a recostar no sofá e Carmen saiu para tirar um bolo do forno, eu podia ouvir as vozes das crianças brincando na área verde da frente e suspirei tranquila com a normalidade daquilo. Olhei ao redor da sala e parei na estante de livros, correndo os olhos pelos diversos títulos misturados. Livros técnicos sobre medicina em meio a livros de economia, romances dos mais diversos e até mesmo livros infantis. Aquela estante é o retrato da minha pequena família.

Levantei caminhando preguiçosamente até o roll das escadas de madeira, sentindo a familiaridade e aconchego quando subi e entrei no meu quarto. O cheiro de Edward ainda estava ali, o cheiro do seu perfume, do nosso sabonete, as suas coisas espalhadas nas mesinhas que dividimos... Tudo dele estava aqui.

Bati os olhos no calendário com a foto de Sophie que sua escolinha presenteou no dia das mães e ri do seu sorriso feliz, seu rosto pintado com o meu nome. Foi então que meus olhos correram para as datas do mês de setembro e notei que já estávamos no dia 23.

Cálculos mentais aconteceram como um furacão.

E, com o coração aos pulos, notei que eu estava atrasada.

Mantive o meu ciclo completamente normal durante esse ano, mas estava atrasada há três semanas. Como não notei? Deus!

Calma, Bella. É apenas uma hipótese, apenas uma hipótese. Você fez testes e tentativas falhas durante dois anos, não se desespere.

Respirei fundo desejando com todas as minhas forças que o meu palpite estivesse correto, mas ao mesmo tempo entristecida por meu marido estar há milhões de km de distância. Inferno.

Fui até o banheiro do nosso quarto, abrindo todas as gavetas que apareciam em minha frente e procurando pela droga de um teste de gravidez. Não é possível que não tinha restado nenhum, eu fiz tantos há alguns meses...

- Ah, sim! Aí está você – Segurei o bastão rosa, retirando o lacre e sentei mentalizando para fazer xixi naquilo. Percebi que estava tremendo compulsivamente e respirei fundo contando até três para relaxar.

- Isabella Cullen, acalme-se – Falei para mim mesma, estudei recentemente que conseguimos nos tranquilizar com mais facilidade ao dizer em voz alta o que devemos fazer. É um comando extra ao cérebro.

Então, como mágica, fiz xixi na ponta do bastão e depois o coloquei sobre o balcão ao meu lado, olhando o relógio e cronometrando dez minutos.

Aqueles dez minutos podiam mudar a minha vida para sempre.

Ou ser apenas mais um motivo para me fazer chorar.

Não foram bem dez minutos, mas sim horas nas quais fiquei andando como uma barata tonta pelo quarto com medo de olhar o resultado no bastãozinho.

Tive vontade de ligar para o Edward, mas sabia que ele estava ocupado e eu poderia deixa-lo preocupado com mais uma das minhas crises.

Fechei os olhos, agarrei o bastão e caminhei com ele até sentar no chão de madeira do quarto, recostando nos lençóis frios da cama e jogando a cabeça para trás. Pedi mentalmente para que seres divinos agissem, para que Deus tivesse piedade do meu sofrimento e me desse esse presente. Prometi a mim mesma que a partir de hoje eu não iria reclamar mais do trânsito, ou da professora da Sophie, ou das viagens de Edward, ou até mesmo quando ele chega e eu já estou dormindo.

Abri os olhos e encarei a minha realidade posta em um pequeno bastão rosa.

Pensei que meu coração dispararia, mas ele simplesmente parou. Eu fiquei por um minuto inteiro estática, apenas fitando a carinha feliz e amarelinha que aparecia no bastão de teste.

Eu nunca tinha visto essa carinha antes, ela nunca tinha aparecido pra mim.

Deus.

Soltei todo o ar que prendia e fechei os olhos de novo, abrindo em seguida para checar se era tudo de verdade. Foi então que o meu coração começou a bater violentamente e uma sensação incrível percorreu meu corpo.

Minhas mãos soltaram o bastão no chão e foram diretamente para a minha barriga, coberta pelo tecido fino da minha blusinha de botões amarela. Suspendi a blusa e toquei diretamente no meu ventre, onde um milagre parecia estar acontecendo.

Um milagre.

- Eu achei que você nunca viria... – Falei em uma voz baixa, embargada e olhando para o meu ventre plano – Por favor, esteja aí. A mamãe lutou tanto por você.

Emocionei-me com as minhas próprias palavras, louca para fazer um exame de sangue e confirmar o meu milagre. Testes podem não parecer confiáveis, mas têm uma taxa percentual muito alta de acerto. Eu rezava para que o meu teste estivesse correto, e então uma vida já crescia dentro de mim. O meu bebê. O meu bebê com Edward.

Funguei, enxugando minhas lágrimas e de repente muito disposta. Levantei depressa e desci as escadas, pegando as chaves do meu carro e chamando pela minha Sophie que brincava no balanço da frente.

- Meu amor – Abaixei meu corpo e beijei seus cabelos, seu rostinho. Ela riu. – Vamos ao Hospital com a mamãe?

- Tá dodói, mamãezinha? – Ela fez um bico lindo, tocando meu rosto com sua mão gordinha – Sophie cuida da mamãe.

- Não, filha. A mamãe não está dodói, mas precisa fazer um exame de sangue – Sorri e a puxei para o meu colo. Sabia que não podia exagerar nisso se realmente estivesse grávida, essa fase inicial é muito perigosa. No entanto, queria sentir o corpinho da minha pequena encostando no meu.

- Ai mamãe, a fuladinha dói – Ela fez uma caretinha, eu ri.

- É por um bom motivo – Beijei suas bochechas, Gael passou por entre minhas pernas e tomei um susto. Era o nosso vizinho mais sapeca entre as crianças do condomínio – Cuidado, Sr. Gael! Assim você pode se machucar!

É claro que ele nem ligou.

Quando já estava apertando os cintos da Sophie na cadeirinha do carro, ela segurou meu rosto e fez uma pergunta:

- Depois a gente pode ir na casa do Joseph? – Ela murmurou sorridente, mas é claro que não pronunciou Joseph da maneira correta. Minha menininha.

- Claro que sim, amor da mamãe – Recebi um beijo molhado e caminhei sorridente até o meu banco do motorista.

A vida nunca é entediante com Sophie, ela dá cor ao meu mundo. Espero que, com um irmãozinho, ela também visse a cor que traz para as nossas vidas.

Então dirigi confiante até o Cullen Hospital, com apenas um objetivo:

Ficar ainda mais feliz.

Sexta-feira

Não preciso dizer que estava quase sufocando de saudades do meu homem. Hoje já é sexta, por causa de um mal tempo ele só pôde pegar um voo ontem e estará chegando em algumas horas. Graças aos céus.

Edward não sabia o que lhe aguardava, principalmente porque menti perfeitamente bem no telefone durante toda a semana dizendo que eu estava trabalhando. A verdade é que passei todos esses dias de molho em uma cama, querendo desesperadamente voltar à ativa no hospital.

Foi muito, muito difícil esconder por tanto tempo, mas até que eu me saí uma ótima atriz.

- Mamãaaaaaaaaaaaaaaaae! Cheguei! – Sophie gritou do andar de baixo e eu ri, ouvindo seus passinhos rápidos nas escadas. Ela tinha acabado de chegar da escolinha, provavelmente Carmen estava correndo atrás dela nesse momento para não deixa-la cair.

- Não corra nas escadas, filha! – Gritei tentando não rir e me deleitar ao mesmo tempo, Sophie vinha me fazendo muita companhia durante as tardes e noites.

Ela sabia que eu estava de molho, mas não por qual motivo. Então ela chegava da escola e vinha direto para a minha cama, debaixo dos lençóis abraçadinha comigo nós víamos filmes e comíamos besteiras. Eu lhe ensinava o dever de casa e montávamos quebra-cabeças, ou contávamos histórias... Ela não parava um segundo. Só à noite, para dormir. E mesmo assim só dormia depois de falar com o pai, toda dengosa, ao telefone.

- O que a garotinha do papai anda aprontando? – Edward perguntou depois de termos conversado sobre o meu dia, Sophie ficou animada e subiu em meu colo, falando direto no alto falante do celular.

- Blinquei hoje com a mamãe de casinha e também passei maquilagem na minha babie, papai – Ela murmurou com a voz de garotinha do papai.

- Deixou a Barbie bem linda? – Edward abafou o riso, imaginei o tamanho do seu sorriso de pai babão e sorri também – Igual a mamãe?

- Não dá né papai? – Sophie argumentou – Mamãe é mais linda de todas.

Eu e Edward rimos juntos, Sophie ficou confusa.

- Mas não é vedade, papai? – Ela perguntou com um vinco na testa miúda.

- Claro que é – Edward murmurou em sua voz rouca, meu ventre se contorceu – A sua mãe é a mulher mais linda do mundo todo.

A saudade se misturou com a vontade de beijá-lo e chantageá-lo, dizendo que estava me enganando só para tentar me impressionar.

- Igual a Sophie – A minha garotinha apontou para si mesma e eu matei ela de beijinhos, Edward pareceu ter ouvido porque consegui captar seus suspiro.

- Que saudade de vocês – Ele sussurrou com sua voz de garoto perdido, eu queria vê-lo. Por Deus.

- Falta pouco – Murmurei para consolá-lo.

- Sim, baby – Ele disse e eu pensei que, se fosse possível morrer com sintomas de saudade, eu estava definitivamente morta.

- Eu tloxe pla você, mamãe – Sophie veio até o meu lado da cama, estendendo uma flor vermelhinha que parecia uma peônia. Meus olhos encheram de lágrimas com seu gesto carinhoso. Minha Sophie.

- Obrigada, meu tesourinho – Sussurrei pegando a flor e sentindo o cheirinho fresco.

Puxei Sophie para sentar ao meu lado, beijei sua testa e perguntei como foi o seu dia. Ela me contou exatamente todos os detalhes e depois colou em mim, então coloquei seu desenho favorito na tv e nós ficamos ali, juntinhas.

Senti-me abençoada por estar guardando meus dois seres mais preciosos tão pertinho de mim.

No aeroporto, Sophie segurava uma plaquinha escrito: "Papai Edward". Enquanto isso, meu coração dava pulos loucos dentro do peito observando as pessoas saindo da sala de desembarque internacional. Sabia que não podia ficar nervosa, mas era difícil evitar.

Então ele apareceu milagrosa e maravilhosamente em nossa frente, trazendo sua bagagem pesada nas mãos e puxando uma mala de carrinhos. Seus olhos percorreram a procurar, e um sorriso lindo invadiu seu rosto quando nos viu e leu a plaquinha de Sophie.

Meu Edward deixou tudo no chão e correu até nós, ajoelhando para pegar a Sophie no colo e depois me abraçou junto com ela. Acho que eu estava chorando e fungando em sua camisa, porque vi seu olhar preocupado assim que me fitou.

- Baby – Sua voz era rouca, viva e ele estava ali em minha frente. Eu podia senti-lo em meus dedos – Sophie. O papai sentiu tanta saudade das mulheres dele.

- Beijo, papai, beijo! – Sophie agarrou o pescoço do pai e encheu o rosto dele com beijinhos, fazendo caretas quando a barba por fazer irritou sua pele de bebê.

- Amor – Senti sua mão entrelaçando a minha quando o chamei, ele me olhou de maneira tão profunda que tive vontade de contar logo tudo – Ai, como é bom ter você aqui.

Edward aproximou o rosto do meu e sorriu torto antes de me fazer fechar os olhos e sentir o macio dos seus lábios, o seu beijo molhado, o seu gosto perfeito. Gemi baixinho em sua boca, sentindo meus hormônios explodindo. Céus.

- Seu beijo – Ele murmurou e depois voltou aos meus lábios – É sempre... Tão... Gostoso.

Meu baixo ventre se contorceu todo, então eu lembrei que tínhamos uma garotinha observando.

- Ewww – Ela pronunciou futucando meu pescoço e o do pai – Tá fazendo balulo, papai... Mamãe!

Edward riu na minha boca, enviando uma série de arrepios pelo meu corpo e soltando meu lábio com uma mordidinha.

- Também senti saudade das suas interrupções, princesa – Edward murmurou e me passou a Sophie no colo, eu quase ia falar que não podia pegá-la mas lembrei a tempo que ele não sabia de nada ainda. Então peguei a minha pequena, mas ela mesma pediu para descer ao chão e ajudar o pai com as malas.

Meu homem estava completamente tátil, nunca largando meu corpo nem por um segundo. Fomos o caminho todo para casa com sua mão descendo e subindo pela minha coxa, seu toque formigando minha pele por cima do tecido do jeans e imaginei como seria tê-lo me tocando diretamente na pele durante a noite inteira.

Rolei os olhos com o pensamento.

Malditos hormônios.

POV EDWARD

Assim que cheguei notei que Bella realmente estava me escondendo algo, então esperei para que ela contasse até à noite ou eu mesmo perguntaria. Ela achava que sabia esconder, mas eu a conheço como ninguém.

Vê-la ali, parada, à minha espera, com a nossa pequena filha e sua plaquinha... Vê-la tão linda apenas com o cabelo solto e uma roupa simples e ao mesmo tempo tão sexy, vê-la apenas sorrindo como se eu fosse o seu mundo inteiro... Quebrou-me. Acho que nunca mais passaria duas semanas fora de casa.

Isabella tem sido um vício. Uma heroína. Disseram-me que o casamento entra em crise no primeiro ano, mas nós apenas brigávamos como animais e depois acabávamos suados na nossa cama, nos beijando. Disseram-me que no segundo ano começam a esfriar as relações físicas e os diálogos, mas eu só sentia Bella mais próxima a mim a cada dia, em cada toque, em cada olhar e em cada palavra.

Nós tivemos tantos altos e baixos que nos tornaram fortes e agora somos blindados. E, definitivamente, a minha vontade de devorá-la em todas as superfícies planas e em todos os horários do dia não diminuiu nem um pouco.

- Seja bem-vindo, Sr. Edward – Carmen disse assim que entramos em casa, Sophie segurava a minha maleta e sua expressão dizia que aquilo pesava uma tonelada.

- Sem senhor, Carmen. Você nunca muda, ein? – Brinquei afagando seu braço, ela riu de canto com seus óculos redondos.

Observei Bella me fitando atentamente do outro lado da sala, ela tinha um sorriso torto nos lábios e a expressão de quem realmente escondia algo. O que você está aprontando, mulher?

- Irei aprontar a mesa do café, chamo quando estiver posta – Carmen murmurou caminhando até a cozinha, eu assenti agradecendo.

Sophie puxou minha calça jeans e perguntou com os olhinhos piscando se podia brincar lá fora. Eu fiquei muito receoso, porque já era tarde e estava frio. Droga, por que não consigo dizer não a minha própria filha?

- Tudo bem, baby, mas coloque um casaquinho antes de sair e avise a Carmen que está do lado de fora – Ajoelhei ficando do seu tamanho e ela sorriu enormemente.

- Ok, papai – Então beijou meu rosto e sua voz fininha aqueceu meus ouvidos. Adorava tê-la me chamando de papai por todos os cantos.

- E você, senhora... Vai me dizer o que está aprontando... – Aproximei-me de Bella assim que Sophie saiu da sala, minha mulher ficou vermelha com o que disse e logo depois disfarçou.

- Eu? Quem disse que estou aprontando? – Ela começou com seu jogo de perguntas que indicava um refúgio de informações.

- Baby, eu conheço você... – Sussurrei me aproximando mais, sentindo o calor do seu corpo e tirando seu cardigã, deixando-o cair no chão para sentir a pele leitosa dos seus braços.

- Conhece, é? – Ela disse, respirando mais fundo e com os olhos vidrados nos meus. Seus olhos estavam gigantes como os de uma gata faceira.

- Anda, amor, me conta o que você quer me contar – Nossas bocas ficaram tão próximas a ponto de se tocarem, mas eu desci meus lábios para sua mandíbula e toquei sua orelha, ela arfou.

- Vamos lá pra cima – Sussurrou tocando meus braços e apertando meus músculos, senti sua unha me arranhando.

Foi a deixa para que eu agarra-se suas pernas e impulsionasse seu corpo para subir ao meu colo, suas sapatilhas roçando em minhas costas. Sapatilhas? Hm. Bella quase nunca usa sapatilhas...

As informações foram esquecidas quando subi as escadas levando a minha doce mulher comigo, sua boca ocupada em chupar a pele do meu pescoço.

Assim que abri a porta do nosso quarto, senti o cheiro do seu hidratante corporal assim que a depositei no meio da nossa cama e cheirei o seu pescoço. Bella me segurou, ainda arfante, parando-me. Olhei-a nos olhos e senti seu sorriso aumentar.

- Eu tenho que dizer antes de ter minhas forças roubadas – Ela riu, seu riso fazendo seu peito encostar no meu e tive vontade de arrancar nossas roupas de qualquer maneira. Puta merda.

- Quero tanto você, baby – Sussurrei baixinho, ela assentiu compartilhando do meu sofrimento – Diga, meu amor.

- Eu só... – Ela segurou meu queixo, deslizando seu dedo indicador pela minha mandíbula e olhando para o seu movimento – Deixe-me apenas saborear o momento.

Assim que ela se calou, meus lábios tomaram os seus sem aviso prévio e senti seu sorriso torto se formando. Eu estava dizendo, com esse gesto, que não conseguiria esperar, que estive horas em um avião pensando em todas as maneiras de beijar e adorar o corpo da minha Bella.

- Amor, eu... – Sua boca soltou a minha, então seu braço livre – o que não me rodeava – tateou em busca de algo ao seu lado.

Deixei-a livre, tirando meu peso do seu corpo e gemendo quando sua coxa esbarrou em minha ereção presa pelo jeans claro.

- Aqui – Ela sorriu e me mostrou um envelope branco, com o símbolo do Cullen Hospital nele – Abra.

- Baby, se for trabalho... – Comecei a reclamar como um chato e ela pôs seu dedo em minha boca, calando-me.

- Abra, Edward – Seu olhar era sério, mas ao mesmo tempo podia ver o brilho de felicidade neles.

Fiz o que ela pediu, abrindo o envelope e tirando uns papéis cuidadosamente dobrados de lá. Não deixei de notar que o lacre do envelope já estava rompido, o que significava que ela tinha lido antes de mim.

Assim que meus olhos correram pelas palavras, notei que se tratava de um exame... E foi então que li o tipo específico de exame.

Olhei para Bella e ela mordia o lábio inferior, um pouco descabelada por mim e com as bochechas rosadas. Perfeitamente minha e perfeitamente ansiosa.

Ao observar sua reação, meu coração e minha mente não tiveram dúvidas. Meu mundo inteiro virou ao contrário, adrenalina corria vigorosa em minhas veias e nos meus olhos, lágrimas.

Havia um brilhante e vermelho "4 semanas e três dias" estampado no fim da folha.

A folha parecia estar tendo uma convulsão, pois minhas mãos tremiam.

- Você...? Isso é real? – Perguntei incrédulo, a voz grossa por conta das lágrimas.

Bella sentou de frente para mim na cama, suas mãos foram direto para o meu rosto e eu pude ver lágrimas em seus olhos também.

- É real, meu amor – Ela sussurrou, minhas mãos voaram para os botões da sua blusa delicada e os desfiz desajeitadamente – Esperamos tanto por esse bebê, eu achei que ele nunca viria... Mas ele está aqui. Dentro de mim.

Beijei a ponta do seu nariz, descendo até a sua boca sedosa e por seu pescoço, o vale entre seus seios que já estavam diferentes e finalmente cheguei até onde queria.

Meu filho está aqui.

Ainda não parece real.

- Oi, amor do papai – Sussurrei baixinho para o ventre de Bella, vi ele se mover mas era apenas o seu riso contagiante.

- Ainda não contei para a Sophie, ela vai ficar em êxtase – Bella suspirou ao falar, suas mãos fazendo carinho em meu cabelo.

- Está tudo bem com vocês dois, baby? Quando você descobriu? – Perguntei deitando minha cabeça em seu ventre, sentindo os seus batimentos cardíacos.

- Domingo – Sussurrou um pouco receosa – Eu queria que você estivesse aqui...

- Então era isso que a sua mamãe estava escondendo, bebê? – Murmurei para o meu mais novo passatempo, a barriga de Bella.

- Apesar de estar feliz, estou com medo – Ouvi cautela na voz dela, então me virei para fita-la.

- O que houve, Bella?

- É uma gravidez delicada – Sussurrou – Estive de repouso a semana inteira, tenho muitas restrições e muitos remédios para tomar até o terceiro mês. Esse estágio pelo qual estamos passando é crucial para decidir o desenrolar...

- Baby, não fique paranoica – Eu beijei seu ventre novamente e subi, ficando ao mesmo nível que o seu e coloquei seu cabelo atrás da orelha – Eu estou aqui, com você e para você. Não aja como a Dra. Cullen, seja apenas a minha Isabella. A mãe da Sophie e desse bebê.

Bella me beijou profundamente, sua perna envolvendo minha cintura e seus dedos acarinhando a pele das minhas costas por baixo da camisa social.

- Você sempre me deixa calma – Ela disse assim que nos separamos, nossas testas coladas – Eu prometo ser forte e trazer essa criança ao mundo. Esperei muito por ela para desistir agora, é o meu pedacinho de Edward.

- Eu te amo – Falei em tom de promessa, tirando os fios de cabelo dos seus olhos.

- Faça amor comigo – Ela pediu como uma súplica, os olhos enormes e a boca entreaberta. Bella parecia tão delicada agora, carregando meu bebê.

- Linda, o nosso bebê... – Murmurei como uma pergunta, não sabia se era seguro. Bella sorriu docemente.

- O seu bebê está aqui, bem protegido – Ela trouxe minha mão para seu ventre, apertando – Não se preocupe, ele fica feliz se a mamãe estiver feliz. Ele sente o que eu sinto.

- Então vamos fazê-la se sentir muito bem, hm? – Disse, mordiscando sua orelha. Bella sorriu na curva do meu pescoço – Nada de movimentos bruscos, Sra. Cullen. Você é uma preciosidade que precisa de muito carinho e muita calma. Deixe-me adorá-la.

- Se você continuar falando assim eu vou gozar sem que me toque – Ela arfou, o peito subindo e descendo com força. Desfiz seu sutiã de renda e deixei seus lindos seios rosados à mostra, maiores e mais suculentos. Deus.

- Está assim tão sensível, meu amor? – Perguntei olhando em seus olhos, ela ficou quieta e observou atentamente quando desci meus lábios para seus mamilos rosados e os suguei com delicadeza.

- Principalmente aí... – Bella gemeu, quase arrancando os cabelos do meu couro cabeludo.

- Eles estão maiores – Sussurrei ao fita-los – Lindos.

Bella sorriu torto e foi retirando minha camisa, passando por meus braços e logo depois trabalhando seus dedos no cós da minha calça jeans. Ela enfiou a mão e capturou meu membro, apertando com a pressão certa para me fazer revirar os olhos de prazer. Porra.

- Tão duro, Edward – Ela gemeu ao morder meu lábio inferior – E eu nem te toquei direito.

- Você não precisa, baby – Sussurrei desfazendo os botões de sua calça e descendo por seus quadris definidos. Linda.

Assim que estávamos despidos, deitei Bella confortavelmente entre os nossos travesseiros e me arrumei entre suas pernas, perguntando com meus olhos se ela estava se sentindo confortável dessa maneira.

Mal podia esperar para tê-la com uma barriga enorme, nós dois famintos e loucos procurando por uma posição confortável para nos encaixar. Acho que Bella pensou o mesmo, pois um sorriso leve invadiu sua face e ela me puxou para um beijo.

Minhas mãos passeavam por sua cintura, seus seios, seu pescoço, suas bochechas... Até que ela entrelaçou as pernas em minha cintura e nós ficamos tão próximos que chegava a doer de tão gostoso, Bella gemia cada vez que eu provocava seu pontinho de prazer e descia por seus lábios cheios.

Posicionei-me com delicadeza, entrando devagar em seu aperto molhado e quente e infinito. Ela me olhava como se eu fosse o único homem na terra e era assim que eu me sentia. Único.

E agora ela estava com nossa criança no ventre. Um ser humano que nós fizemos, assim, juntos. Fruto do nosso amor.

Beijei-a como se fosse a última mulher no mundo, como se fôssemos os únicos sobreviventes de um holocausto e como se o nosso amor tivesse renascido das cinzas.

Meu tato ficou muito mais aguçado quando fechei os olhos, sentindo seus seios em meu peito, seus lábios nos meus, seus dedos em minhas costas, as pontas dos seus calcanhares em no final da minha coluna e seus fios de cabelo entre nós.

- Senti tanto a sua falta – Ela sussurrou quando minhas investidas foram se tornando mais intensas e estávamos ficando suados – Te amo.

Ah.

Ser amado.

Ser amado por Bella.

Eu não queria mais nada nesse mundo.

Minha mãe enlouqueceu com a ideia de um neto, então ela vivia pendurada em Bella quase que 24 horas por dia. Como a gravidez ainda estava no início, nós tínhamos o máximo de cuidado com ela e a Sra. Esme fez questão de regular os horários dos remédios da minha esposa, assim como tudo que se relacionava a gravidez.

Sophie ainda não tinha notado muito, mas ela sentia falta da presença de sua mãe em todas as horas do dia. Imaginei como seria difícil para a minha princesa quando o bebê chegasse, eu nunca tive irmãos e jamais soube da sensação de dividir atenção. Queria que Sophie tivesse o máximo de mim e o tanto que ela pudesse de Bella, pois ela continuaria sendo a nossa filha e a minha garotinha.

- Imagino que esse sorriso tenha relação com os gritos que Alice deu ao telefone ontem? – Jasper perguntou ao entrar no meu escritório com o seu filho Joseph, dois aninhos agora, em seu colo.

- Hey, garotão! – Chamei a atenção do pequeno loirinho que sorriu ao me notar – Ele cresce tão rápido. E sim, estou feliz porque vou ser pai de novo.

- É tão bonito ouvir o "de novo", Edward – Jasper murmurou colocando Joseph sobre a minha mesa e ele começou a destruir tudo que via pela frente – Mesmo que você não tenha aprendido e absorvido a paternidade da Sophie desde o início, vejo que se tornou um grande homem. E um grande pai para a minha baixinha.

- Eu tento – Disse, batendo nas mãos pequenas de Joseph e então ele riu – Espero que não seja tão enlouquecedor cuidar de um bebê desde que ele nasce.

- Aquelas noites de silêncio com a sua mulher? – Jasper franziu o cenho e sorriu torto – Esqueça-as.

Olhei para Joseph e imaginei o meu filho, mesmo ainda estando um pouco atordoado com essa parte. Caralho, vou ser pai.

- Deve valer a pena – Murmurei sorrindo e Joseph ficou em pé na mesa, fazendo seu pai levantar imediatamente para não deixa-lo cair. Papai Jasper, quem diria.

- Quando a sua esposa te deixa tomando conta do pestinha só porque ela quer fazer compras? – Jasper ponderou e olhou para o próprio filho – Cara, acho que até nesse momento vale a pena. Eles valem muito a pena. Não é, filhão? Quem vai ser o campeão do mundo?

Revirei os olhos e me imaginei naquela maldita cena.

O que me confortou foi que esse tipo de pai eu já sabia ser muito bem com a Sophie.

Um completo idiota apaixonado.

- Sr. Cullen, tem alguém que deseja falar com o senhor – Minha secretária anunciou no ramal, respondi sem tirar os olhos dos papéis que eu assinava.

- Horário marcado? – Quis saber.

- Não, senhor. Ela disse que não precisa de horário marcado. – Assim que a minha secretária terminou de falar, ouvi o ramal mudo e o som da porta se abrindo.

Ao ouvir o arrastar dos saltos, nem precisei pensar em quem seria e um sorriso contido me tomou a face. Controlei-me para segurar, pensando o que diabos ela estaria fazendo aqui.

Então os sons de seus passos foram se aproximando e eu senti que ela estava parada em frente à minha grande mesa, apenas esperando que eu lhe desse atenção.

- É assim que você trata todas as suas visitas, Sr. Cullen? – Sua voz estava rouca, descompassada e sexy. Puta merda. O que essa mulher está aprontando?

Desviei meus olhos para cima, ofegando com a visão que tive dos seus peitos saltando da blusa preta apertada e não deixei de notar sua saia de cor clara que vinha até o meio de suas coxas. E, claro, suas lindas e longas pernas. Espere, eram saltos?

- Eu adoraria saber o que a senhora faz aqui, longe do seu repouso e querendo me matar – Sussurrei parecendo calmo, imaginei que meus olhos estavam escurecidos pelo desejo.

- O que eu faço aqui? Hmmmm – Ela ponderou, mordendo os lábios pintados de vermelho fogo.

Eu quero devorá-la inteira, mas não seria capaz de ir com calma. Não com toda essa provocação no meio da tarde e no meu escritório.

- Tenho um marido muito protetor, entende? – Ela murmurou, caminhando em volta da minha mesa – Ele não me toca do jeito que eu quero porque acha que irei quebrar.

- E como você quer? – Perguntei, levantando e sentindo o aperto profundo em minhas calças. Andei até ela, sentindo seu perfume doce e ao mesmo tempo almíscar. Minha Bella.

- Talvez... – Ela passou os dedos pela minha gravata azul Royal e me puxou com força para seu corpo, apertando-me contra ela - ...Assim.

- Forte? Duro? – Apertei seus seios e ouvi seu gemido de prazer e talvez um pouco de dor. Sabia que estavam doloridos e bastante crescidos, por isso gostava de ser delicado. Mas, se é o que ela deseja, eu posso ser um pouco rude... Eu nunca negaria nada a Bella, muito menos isso.

Sua boca estava entreaberta e seus olhos se fecharam, desci uma das minhas mãos por sua coluna e apertei sua bunda sob o tecido da saia.

- Estou louco para sentir como você está molhada para mim – Segurei seu queixo ao falar – Abra os olhos, quero que olhe para mim o tempo inteiro.

Deixei-a sem mim por dois segundos, o momento que tranquei a minha sala. Minha cabeça dava voltas, exatamente do jeito que eu sei que Bella planejou e então tirei tudo de cima da minha mesa, deixando-a vazia para coloca-la lá.

- Tire os sapatos – Pedi, porque aquilo era mais forte do que eu e mesmo que eu amasse fodê-la com aqueles saltos negros, eu presava pelo bem mais precioso que ela carregava dentro de si. Já seria rude o bastante, precisava ter certeza que meu bebê estaria confortável.

- Você está muito mandão – Ela falou em um bico enquanto tirava os sapatos, meio reclamando meio adorando tudo aquilo. Seus olhos brilhavam em excitação.

- Agora, baby, eu vou foder você em cima da minha mesa e não terei tempo sequer de tirar suas roupas – Disse assim que abaixei a parte de cima da sua blusa, exibindo seus seios grandes suspensos como taças em um lindo sutiã rendado. Passei minha língua por eles fazendo Bella gemer e morder o meu ombro para abafar seu grito – Sensível?

- Muito – Ela arfou e abaixou o sutiã, me entregando-os.

- Olá, meus amores – Sussurrei e suguei um deles, Bella não teve tempo para revirar os olhos. Ela apenas desceu as mãos até meu zíper e me tocou. Pele com pele. Ah.

- Duro – Ela sorriu provocando, e mordeu meu lábio inferior. Suguei seus lábios com os meus e nossas línguas se encontraram em um beijo barulhento.

- De bruços na mesa, linda – Disse quando soltei sua boca, ela respirou fundo antes de sorrir e se virar. Sabia que ela estava adorando tudo aquilo.

Levantei sua saia e apalpei sua bunda macia e branca, deslizando para baixo e afastando sua calcinha encharcada. Deus. Fiquei de joelhos e senti seu cheiro delicioso e inebriante, lambendo sua fenda que pulsava me desejando. Ela gritou e empurrou para trás.

- Ah, sim – Gemeu – Por favor. Por favor.

Sorri e continuei explorando meu canto favorito com a língua, arrancando gemidos e suspiros de Bella que me pedia para entrar de vez nela.

- Agora, Edward – Ela murmurou quase bêbada, eu levantei e me acariciei um pouco antes de provocar sua entrada com minha espessura firme – Puta que pariu, ag...!

Empurrei de vez e interrompi sua fala, adorando a forma como ela estava perdida em mim, em nós.

- Tão apertada – Gemi deslizando meu peito para suas costas e mordicando sua orelha, podia ouvir sua respiração profunda daqui.

Observei como suas mãos agarravam a base da mesa com força, deixando as dobras dos dedos sem cor. Puxei sua cabeça para mim enquanto empurrava com a força necessária, fazendo-a gemer em meus lábios.

- Mais rápido – Ela disse perdida, os olhos focados em mim antes de me beijar com rispidez e eu bati em seu ponto mágico quando senti seus dentes apertando meu lábio e o gosto de sangue brotando dele.

Senti suas paredes me apertarem com mais e mais força a cada segundo e sabia que ela estava chegando. Estimulei-a com palavras sujas em seu ouvido e senti meu próprio orgasmo se construindo.

- Edward – Ela gemeu uma última vez antes de se entregar ao prazer e eu continuei batendo fundo dentro do seu calor. Foi aí que encontrei meu limite e pensei em como nós parecíamos dois loucos em cima dessa mesa.

Assim que descansei e respirei fundo, virei Bella para mim e pude ver seu sorriso preguiçoso e satisfeito. Ela tinha as pernas moles e bambas, então eu a carreguei até o meu sofá de couro e sorri quando ela se deitou sobre mim, respirando e sentindo.

- Desculpe pela intromissão – Ela murmurou baixinho, eu tirei seu cabelo do caminho e olhei para o seu rosto.

- Você sempre pode me usar quando quiser, baby – Sorri e ela sorriu de volta, então beijei delicadamente seus lábios – Está tudo bem? – Perguntei preocupado em ter sido muito rude, tocando ela inteira e checando seu ventre lisinho.

- Estamos bem – Ela suspirou e não tirou o sorriso do rosto – Sei que pensa que irá acontecer algo, mas não vai. Não deixei de me dar umas palmadas quando estiver com vontade.

- Palmadas? Hmm – Eu fiquei totalmente surpreso com seu vocabulário solto e olhei para ela, toda relaxada e desmontada, completamente bem fodida e feliz. Minha mulher. Sou um maldito sortudo de pau duro – Você nem imagina o que quero fazer, linda.

- Faça-me imaginar – Ela tocou meu rosto, desenhando meus traços – Estou com uma vontade louca de ser tomada por você de todas as maneiras. Acho que são os hormônios.

- Farei uma camiseta com "Eu amo hormônios femininos" e usarei como um nerd durante minhas partidas de vídeo game – Sussurrei fazendo-a rir.

- Você sempre me surpreende – Seus lábios voltaram aos meus, mas debochando.

- A Sophie está na escolinha? Como conseguiu fugir da Senhora Esme?

- Tenho meus truques – Bella fez sua cara de desafio, desci minha boca para beijar um de seus seios delicados porque simplesmente não podia negligenciá-los.

Então fui surpreendido com o meu furacão Bella montando em meu colo e com uma expressão de que não me deixaria trabalhar.

Ok. Aceito ser rendido por você, baby.

Três meses depois

- Papai, como foi que meu imão ficou dentlo da baliga da mamãe? – Sophie perguntou com um vinco na testa, tocando a barriga já saliente de Bella. Nós ainda não sabíamos o sexo, estávamos na sala de espera de um consultório obstétrico para tentar descobrir.

Bella me fitou como se esperasse uma resposta para a pergunta de Sophie, minha mulher parecia incrivelmente radiante e ainda mais bonita, se isso fosse possível.

Ela estava com essa barriguinha linda por todos os cantos, e ainda carregava a nossa aliança grossa no dedo anelar... Eu parecia um cachorro marcando território.

- Hmmm, foi o papai que plantou uma sementinha na mamãe – Falei o que achava ser a explicação mais correta.

- Meu imão não é sementinha, papai – Sophie colocou a mão na cintura – É neném.

- Mas ele era bem pequenininho no começo, filha – Bella tentou explicar, abafando o riso e mexendo no cabelinho de Sophie.

Graças a Deus tudo correu bem nesses meses perigosos, apenas um sangramento nos deu um pequeno susto em uma noite e deixou minha Bella apavorada.

- Edward! Edward! – Bella me sacudia, sua voz era de choro. Levantei de súbito e cocei os olhos, fitando-a sentada ao meu lado na cama, desesperada.

- O que foi, amor? – Perguntei em pânico.

- Sangue, Edward – Ela murmurou chorosa, estendendo a mão ensanguentada dos lençóis brancos – Ah, Deus. Não.

- Calma – Sussurrei duvidando das minhas próprias palavras e beijei seus lábios de leve, abraçando-a – Estou aqui.

Peguei Bella no colo, carregando-a até o carro. Ela não parava de chorar, o que me deixava ainda mais aflito.

Dirigi como um foguete até o Cullen Hospital, onde Bella foi imediatamente atendida e medicada. Tudo feito ao meu lado.

- Baby – Murmurei mais tranquilo com o que o médico de plantão disse, era apenas um sangramento ocasional que eles conseguiram conter a tempo graças a minha velocidade em chegar aqui.

- Oi – Bella estava pálida e para baixo.

- Não fique assim – Disse, tocando seu ventre plano.

- Como não? – Ela alterou-se um pouco – Eu quase perdi o nosso bebê.

- Mas não perdeu, não é isso que importa? – Mantive minha voz calma, beijei sua testa e ela se afastou de mim – Bella.

- Sou um desastre – Ela sussurrou.

- Proíbo você de dizer isso, Isabella – Minha voz ficou mais firme – Você é a mulher mais forte que conheço, você está mantendo nosso bebê aí dentro apesar de todos os problemas. Eu amo você, por favor pare de se desqualificar.

Ela ficou calada por um bom tempo, até que começou a soluçar. Pensei que tinha sido rude demais, mas então ela me abraçou e beijou o meu pescoço.

- Desculpe. Desculpe – Repetiu uma série de vezes – Eu te amo, baby. Obrigada por ter vindo tão depressa, obrigada por ser o meu bálsamo quando estou prestes a explodir. Esses hormônios me deixam louca.

- Sempre – Sussurrei e senti seu sorriso, depois o seu beijo. Segurei seu ventre com força e disse para o nosso pequeno milagre: - Aguente firme, bebê. Nós queremos vê-lo daqui a alguns meses.

Então Bella começou a rir e a chorar, e nós nos beijamos por horas. Os hormônios da gravidez e suas loucuras.

- Sr. e Sra. Cullen – Uma senhora com óculos pronunciou da recepção, ela sorria ternamente. Imaginei que essa era a Dra. Margareth, a obstetra que Bella tanto gostava.

- Nós – Eu disse e Sophie levantou os braços para o meu colo, eu a peguei e todos fomos para dentro do consultório.

- Sentem-se, queridos – Disse a Dra, mas indicou a maca que estava coberta de desenhos infantis e uma tela enorme ficava localizada para quem estava ao lado – Olá, Bella, querida. Imagino que esses sejam seu esposo e a sua filhinha, a Sophie.

- Sim – Bella sorriu sem mostrar os dentes, seu sorriso tímido – São meu Edward e minha Sophie.

- Então hoje queremos dar um gênero a esse serzinho, hmm? – Dra. Margareth me olhou e depois olhou a Sophie – Você está feliz em ter um irmão, querida Sophie?

Sophie apenas assentiu, ela não era muito receptiva logo de início. Mas daqui há alguns minutos estará tagarelando com a senhora alegre e gentil diante de nós.

- Como tem passado as semanas, Bella? Muitos enjoos? – Quis saber.

- Os enjoos diminuíram, mas sinto-me muito cansada sem ter feito nada – Disse a minha Bella, já deitada. Eu levantei com Sophie e ficamos ao seu lado.

- Ela reclama de dores musculares, Dra. Margareth – Eu entreguei, sabia que Bella iria disfarçar seus sintomas por já conhecer os efeitos e ser médica, mas queria que Margareth soubesse de todos os detalhes – E acorda a noite várias vezes para comer porcaria também, além de ficar carregando a Sophie para lá e para cá.

Bella deixou os olhos pequenos, me olhando em acusação. Eu quase ri.

- Ok, seu marido acabou de entregá-la, Bella – Dra. Margareth riu – Você sabe muito bem o que irei dizer.

Bella sacudiu a cabeça em afirmação e bufou, levando as mãos à barriga pequena e redonda.

- Trabalho com a ideia de que grávidas podem fazer absolutamente tudo o que querem, mas com alguns limites... E você tem grandes limites aqui, querida. Está no fim do período de risco e já teve sangramento. Pense no seu bebê.

Peguei a mão de Bella enquanto a doutora falava e lhe passei segurança.

- Agora, depois do sermão, vamos ver o que esse bebê nos reserva – Dra. Margareth preparou algum tipo estranho de gel e Bella me olhou como se aquilo fosse algo muito familiar para ela e ao mesmo tempo tão diferente. Acho que a entendia.

- Não vai doê não, mamãe – Sophie murmurou e Bella lhe sorriu o mais lindo sorriso do mundo, beijando a mãozinha minúscula da nossa joia.

- Amo você – Ela sussurrou para Sophie, que beijou sua testa enquanto a médica passava um aparelho na barriga nua de Bella.

Sua barriga que crescia a cada dia e que eu amava beijar.

- Vocês estão ouvindo? – Margareth apertou um botão e ouvimos um som agudo e compassado – É o coração.

Aquele som de repente era o meu som favorito no mundo. Não conseguia acreditar que fiz algo tão incrível, que eu e Bella fizemos isso juntos.

- Acho que estou vendo um... – Margareth parou, concentrada na tela e Bella ficou paralisada por dois segundos. Completamente em choque, olhando com seus sábios olhos – Bella provavelmente já conseguiu distinguir.

Eu não entendia merda nenhuma daquela imagem, mas tentava montar algo humanamente possível e então... Ouvi Bella chorar.

- O que, amor? – Ela olhava para a tela e lágrimas desciam dos seus lindos olhos castanhos, Sophie segurou a mão da mãe com força enquanto eu sussurrava – Bella? Amor?

- Edward... – Minha Bella se virou e me olhou, sua voz era rouca – Ah, Edward. É uma menina.

De repente a enormidade daquilo me atingiu.

Uma menina.

Outra menina.

Minha garotinha.

Beijei os lábios de Bella sussurrando diversas vezes: "Obrigado" e "Eu te amo".

- Baby – Bella colocou a franjinha loira de Sophie para cima e murmurou em um tom maternal – Você vai ter uma amiguinha. Sua irmãzinha. É o maior presente que o papai e a mamãe podem te dar. Uma amiguinha para sempre.

Sophie sorria mostrando seus dentinhos, os olhos brilhando.

Eu era definitivamente o homem entre as mulheres.

Minhas mulheres.

~.~

POV BELLA

- Sua filha – Sussurrei colocando a mão de Edward sobre meu ventre nu e pontinho, onde a minha bebê dormia aquecida. Ele me olhou sob seus cílios grossos e pesados, o cabelo bagunçado e o ar de amor da minha vida.

Estávamos na varanda da nossa casa, com a Sophie brincando no balanço entre as árvores.

- Nossa – Ele disse e correu os dedos pela minha pele esticada, procurando por movimentos que ainda não tinham se revelado.

Minha blusa de tecido fino estava levantada e eu estava apenas debruçada em seu peito, curtindo a sensação de tê-lo em um domingo inteiro. Eu podia ficar como estávamos horas atrás, apenas nus e debaixo dos lençóis, com ele me acordando sem a necessidade de realmente me despertar.

Edward adorava a sensação de me possuir sonolenta, ao ter acordado, sem nem mesmo dizer uma palavra e apenas deslizando para dentro de mim. Hmmm.

Sintomas de gravidez: sexo. Sexo pela manhã, sexo no escritório, sexo no carro, na banheira, no jardim. Sexo o-tempo-todo.

Eu nunca achei o meu Edward tão gostoso e tão, tão sexy.

- Baby – Ele murmurou em meu ouvido, me arrepiando – Precisamos dar um nome a nossa filha.

- Sim – Suspirei com um pouco de culpa, pois eu já tinha pensado nisso – Confesso que pensei em alguns.

- Anna? – Edward sussurrou e eu neguei.

- Annabelle soa um pouco melhor? – Perguntei tocando minha filha, precisando sentir algo e apenas sentindo a mão de Edward na minha – Estou tão indecisa. Quero um nome perfeito, um nome tão lindo quanto eu sei que ela será.

- Então eu daria o nome de Bella à nossa filha – Ele beijou meu lóbulo e eu derreti em seus braços.

- Você está ficando cafona – Resmunguei, ele riu.

- Você adora – Mordicou minha orelha, eu gemi baixinho.

- Também pensei em um nome que combine com o da Sophie – Eu disse, sentindo seus dedos desenhando meu ventre – Eu amo o nome da Sophie.

- Quando eu estudava na França, morava perto de uma casinha típica francesa, com várias crianças e um lindo casal dono delas – Edward murmurou e eu não sabia onde ele queria chegar – Então a mãe deles chamou a garotinha mais nova, e o nome dela era Mia. Eu pensei que Mia era um lindo nome para uma garotinha.

- Mia? – Testei o nome, tentando imaginar a minha bebê com os olhinhos idênticos aos do pai e o cabelo castanho como o meu – Sim. Mia. Eu gosto de como soa.

- Você gosta, papai? – Edward perguntou para a minha barriga, eu ri – Ok, ela gosta. Será Mia.

- Oi, Mia. Esse é o seu pai bobão... – Eu murmurei ouvindo o riso abafado do meu marido – E eu não poderia escolher um melhor pai para você.

Edward apenas me virou, segurou o meu rosto e me beijou profundamente. Hmm. Tão bom.

- Sophie! Sophie! – Nós a chamamos, ela desceu do balanço e veio correndo até nós.

- Oi – Minha linda garota sorriu, toda suada.

- Sua irmã se chamará Mia. Você gosta? – Edward disse.

- Mia? – Ela murmurou franzindo o cenho – Como uma gatinha?

Nós dois explodimos em gargalhadas e Sophie se aproximou sem entender, sentando também no colo de Edward onde eu estava pendurada. Ela se abaixou e cutucou minha barriga, sorrindo para ela e dizendo:

- Oi Mia. Sou eu, sua irmã Sophie.

É óbvio que eu sempre esqueceria de respirar nessas horas.

Aprendi que as melhores coisas que acontecem em nossas vidas se transformam em nosso destino. Então, este era o meu quadro mental:

Sophie... Destino.

Edward... Acaso? Não. O destino que escolhi para ser meu.

Mia... Mais um destino a acrescentar.

Eu tenho a família mais linda desse mundo. O meu mais doce acaso do destino.

FIM


A palavrinha mágica apareceu.

Obrigada pela companhia de todas durante essa jornada, adoro vocês. Mais do que isso, obrigada por confiarem em mim como escritora e chegarem até o fim da leitura viajando no meu universo mental.

Em breve nos veremos de novo com outras histórias, quem sabe?

Beijinho da Manu!

Por favor, comentem!

(Ainda postarei um lindo epílogo de #TBA, mais informações e PicSpoilers no nosso grupo do Facebook)