Capítulo 26 – Confissões por acaso.
Já era a quinta vez que Lily acordava aquela noite. Na verdade, ela mal tinha dormido, tinha, mais precisamente, cochilado algumas vezes. Era seis horas da manhã quando abrira os olhos pela quinta vez, e o dia ainda não havia clareado plenamente.
Enquanto pensava no frio do primeiro dia de janeiro, Lily estava deitada de olhos bem abertos no escuro. De repente se lembrou da noite anterior. Não. Ela não tinha sonhado. Ou melhor, não foi um pesadelo. Lily se levantou na cama em um salto, sem se importar em arrumar as cobertas e com o conforto que estava deixando de lado.
Sem pensar, a ruiva saiu de seu quarto, deixando Anita e Lorens dormindo profundamente para trás.
Abriu a porta do quarto onde os garotos dormiam. Constatou que os roncos vinham da cama de Sirius, e que Remus também dormia profundamente. Olhou para a cama de James, que se resumia em um amontoado de cobertores. Andou decidida até aquela cama, pensando em como era a pior maneira de acordar o garoto, tropeçou em um monte de sapatos, e finalmente chegou até a cama dele.
Alguns fracos raios de sol já penetravam pela janela, iluminando sutilmente o quarto.
James estava dormindo. Seus cabelos estavam mais bagunçados ainda, mas estava, definitivamente, bonito... Lily sacudiu a cabeça e mais uma vez não acreditou no que tinha feito na noite anterior. Tinha ido completamente contra seus princípios, estava sentindo-se totalmente confusa.
Sacudiu James violentamente, socou seu braço, mas ele demorou para manifestar qualquer reação.
- Potter! – Lily sussurou impaciente no ouvido dele.
Ele abriu os olhos sonolentamente.
- Lily...? – Ele balbuciou, abrindo um sorriso.
- Levante-se! – Mandou Lily, ainda sussurrando.
- Ah, não... – Ele murmurou, enquanto se sentava em sua cama, e Lily pôde ver que ele estava sem camisa. - Mal passou a noite e você já está me procurando de novo? Não sabia que você tinha gostado tanto assim...
Por conta da frase e da falta de roupa de James, Lily ficou muito vermelha, mas com a fraca iluminação, ele não percebeu.
- A gente precisa conversar! – Disse Lily, ainda falando bem baixo para não acordar os outros. – Vamos descer!
James estava sem óculos, mas olhava Lily admirado. Aquela irritação da ruiva era o que mais o atraia.
- Tenho uma idéia melhor. – Falou James, bem-humorado. Agilmente, ele pegou Lily pela mão e a puxou para sua cama. Ela tentou se soltar, mas a força de James era incomparável. Ele a colocou, ainda com uma pequena dificuldade já que Lily não parava de se debater, sentada ao seu lado e passou a coberta sobre ela. Depois, sorriu. – Vamos conversar aqui.
- Nunca! – Exclamou Lily, esquecendo-se de falar baixo, mas nem Sirius, nem Remus se mexeram. Ela começou a afastar as cobertas, mas não conseguiu sair. Impressionada com a agilidade de James, acrescentou: – Como você conseguiu...?
- Tenho prática, Lily. – Falou ele, maroto.
Lily o fulminou com o olhar.
- Você... você é... – Mas ela não continuou. Com um movimento brusco, ela tentou empurrá-lo para sair da cama.
James segurou Lily, ainda sorrindo, deixando-a mais nervosa. Depois, ela olhou para ele e reparou novamente que ele estava sem camisa, e agradeceu aos céus o fato dele estar coberto pelo edredom da cintura para baixo.
- Potter, você... não me diga que você está nu! – Gaguejou Lily, assumindo uma expressão horrorizada, se afastando dele o máximo que pôde.
James começou a rir, ainda segurando os pulsos de Lily para que ela não saísse da cama.
- Você não se lembra que lá no hotel de Oxford eu te falei que costumo dormir de cueca? – Ele disse, com um brilho cínico nos olhos.
- Seu idiota, me respeite! Vamos descer e conversar! – Falou Lily, sentindo uma raiva queimar dentro do peito. Ou era outra coisa?
- Não é a primeira vez que a gente fica na mesma cama, Lily.
Lily revirou os olhos, buscando paciência.
- Se você não me soltar, eu vou gritar! E o Remus virá me salvar.
James não conseguia parar de achar graça, portanto riu de novo.
- Acho que o Remus nem se lembraria de você, Lily. Você foi embora cedo, mas a gente bebeu champanhe demais.
A ruiva olhou severamente para James. Ele riu e a soltou lentamente. Lily saiu da cama o mais rápido que pôde e esperou James sair também.
Ele saiu da cama. Lily tinha se esquecido que ele estava apenas de cuecas, portanto somente quando o viu de samba canção, automaticamente virou o rosto, vermelha.
- Potter, vista-se!
- Hum... não.
- Está abaixo de zero lá fora, Potter, você não sente frio? – Falou ela, ainda sem olhar pra ele. – Vou te esperar lá embaixo.
Ainda ouvindo a risada divertida de James, Lily fechou a porta e desceu as escadas.
Ele apareceu na sala cinco minutos depois, usando apenas calças. Lily não parava de se perguntar por que raios morava numa República mista, e por que raios o garoto fazia tanta questão de ficar se exibindo.
Ele se sentou ao lado dela no sofá, olhando-a curiosamente.
- Então, Lily, por que você me acordou a essa hora? – Ele perguntou, cheio de seu senso de humor. – Mal começamos alguma coisa e você já quer discutir a relação?
Lily sentiu as bochechas quererem explodir de tão quentes que estavam. Ignorando este fato, a ruiva se levantou e ficou de frente para James, olhando-o seriamente.
- Não, Potter. Eu não vou discutir relação nenhuma com você, porque nós nunca vamos ter nenhum tipo de relação, você entendeu?
James ficou sério pela primeira vez.
- Ah, então é por isso que você já está me chamando de Potter de novo?
- Sim. – Respondeu Lily.
- Eu acho isso muito idiota.
- Que pena. – Falou Lily, irônica. – Pode não significar nada demais pra você, mas pra mim é um lembrete de que você não merece minha consideração.
James franziu o cenho, achando que tinha ouvido errado. Desejando que tivesse ouvido errado. Não estava entendendo o motivo que a garota tinha para estar falando esse tipo de coisa, afinal, o beijo na virada do ano fora algo recíproco. Ele, James, não tinha forçado nada.
- Por que eu não mereço sua consideração? – Perguntou James, olhando-a fixamente.
- Porque não. Você nunca me respeita, nunca me leva a sério, está sempre rindo do que eu falo e me trata como se eu tivesse algum tipo de problema mental. Desde o primeiro dia que você veio morar aqui, você sempre fez isso.
James, apesar de tudo, abriu um sorriso. Se levantou e parou apenas alguns centímetros de Lily, que permaneceu na mesma posição.
- Olha, Lily, eu não sou um cara romântico. Se você está esperando que eu me ajoelhe e te peça desculpas, infelizmente não é isso que você vai ter. Mas você nunca vai poder afirmar que eu não te respeito.
– Você não tinha o direito de ter me beijado!
- Então você não tinha o direito de me beijar também.
- Eu? Você que veio pra cima de mim, eu mal tive tempo de sair! – Afirmou Lily, autoritária.
- Lily, por que você sempre tem que procurar um problema onde não tem problema? – Perguntou James, e por alguns segundos lembrou-se de Remus e finalmente entendeu o que ele quis dizer.
- Você que pensa que não tem problema. – Disse ela.
Olhando nos olhos de Lily, James percebeu que deveria ter alguma coisa que ele não sabia, e que Lily não havia contado.
- Qual é o seu problema? – Perguntou James, colocando a mão no ombro de Lily.
- Não te interessa. – Respondeu Lily, rispidamente.
- É o francês. Acertei?
Lily baixou o olhar. Sabia que James não iria aceitar ficar sem resposta, e, pensando que assim o faria desistir, resolveu dizer o que pesava incessantemente em sua consciência, mesmo que não estivesse muito a vontade de contar esse tipo de coisa a ele.
- Eu não dei minha resposta a ele. Eu disse que iria pensar. Você não tinha o direito de ter feito isso...
- Por que não? Você pretende ficar com ele?
- Não.
- Mas... vocês estão juntos? – Perguntou James, temendo a resposta.
- Não. Mas também não avisei a ele que estamos separados.
- Então você não tem do que reclamar. – Concluiu James, odiando mais do que nunca a existência do francês.
- Mas foi errado. Eu não estou me sentindo bem, e tenho certeza que mesmo uma pessoa como você, Potter, não gostaria de estar no lugar dele.
James revirou os olhos, pensando em responder que não gostaria de estar no lugar dele, mas que ele havia merecido por ser tão... francês. Mas preferiu ficar calado.
- E eu devo respeitar o Louis, porque ele me respeita muito e sempre respeitou.
- Está querendo dizer que eu não te respeito? – Perguntou James, acidamente.
- E se eu estiver?
James detestava admitir, mas Lily estava acabando com sua paciência.
- Eu te respeito sim, Lily. Não sei se você se lembra, mas eu e você passamos um final de semana no mesmo quarto de hotel e, se eu fosse um maníaco, você poderia ter sofrido um trauma pra sua vida toda, ou se eu simplesmente não tivesse respeito por você, poderia ter tentado te agarrar com mais freqüência do que eu tentei...
- Ótimo, você já admitiu que você tentou me agarrar. E não fez mais do que sua obrigação não persistindo, além disso, você não seria louco de...
- Não me interrompa, Lily. – Cortou James. E Lily parou de falar na mesma hora. – Outra coisa. Na noite que aquele velho tentou te comprar, ainda em Oxford, eu fiquei horas conversando com você. Você acabou dormindo, mas eu não.
- O quê? Você não dormiu...?
- Não dormi nem um minuto, Lily. Fiquei olhando pra você, e não consegui dormir. E se eu não te respeitasse, poderia ter abusado de você enquanto você dormia, não poderia?
Lily olhava fixamente nos olhos dele.
- Poderia, mas... na verdade, não poderia! – Começou ela, mas não sabia exatamente o que dizer. – Bem, Potter...
- Tem outra coisa. – Cortou James de novo. – O dia que você resolveu encher a cara com as suas amigas. Acho que você se lembra que você desceu e me encontrou aqui, neste mesmo sofá. – E James apontou o sofá que estava atrás dele. – Naquela noite, Lily, eu poderia ter te beijado, sim, e não venha me dizer que não poderia, porque você estava...
Linda? Bêbada? James não sabia exatamente o que dizer.
- ... estava diferente do que você normalmente é.
Lily estava suavemente vermelha depois de ouvir tantas coisas que não tinha conhecimento.
- É claro que estava, Potter, eu estava alcoolizada! – Falou ela, sarcástica.
- É, foi isso que eu quis dizer. – Concordou James na mesma hora. – Mas eu tinha uma grande vantagem sobre você, mas não a usei. E ainda por cima, você nem se lembraria, assim como você mal se lembra, mas você se sentou do meu lado, me abraçou e...
- Não fique se gabando por isso. – Acrescentou Lily, corando ainda mais.
- Não estou me gabando, só quero que você veja como eu te respeito e...
- Calma! – Pediu Lily, procurando as melhores palavras para explicar. – Eu não estou me referindo a esse tipo de respeito, porque esse tipo de respeito é uma obrigação da sua parte. Estou me referindo a um respeito mais moral, e esse você não tem por mim e por quase ninguém.
James estava ficando impaciente. Depois de dizer tudo aquilo, ela ainda tinha mais argumentos? Ele não estava gostando nem um pouco de ter que ouvir esses tipos de insinuações, afinal, o que é que isso tinha a ver com Lily e ele? E por que a ruiva não admitia que queria ficar com ele e pronto, sem mais discussões?
- Sabe qual é o problema, Lily? Só você acha isso. Você não consegue levar metade das coisas que eu te digo na brincadeira, e depois fica com esse papo de respeito.
- Você sabe que eu detesto essas piadinhas que você faz!
- Por isso eu sempre faço! – James voltou a sorrir.
Lily o olhou severamente, vendo que James acabou de fazer com ela o que ela tinha acabado de dizer que detestava que ele fizesse.
- Não vou perder mais meu tempo com você! – Falou Lily, totalmente impaciente.
- Isso, vai descontar sua raiva na sua fixação por limpeza. – Falou James, zombeteiro.
Lily ficou boquiaberta.
- Você é ridículo.
Depois de dizer isso num tom de voz frio, virou-se e saiu da sala, subindo as escadas rapidamente. James achou ótimo que ela tivesse ido, porque aquela discussão já estava tirando-o do sério. Por um momento, James acreditou que tudo que ele tinha contado para Lily faria alguma diferença, mas esqueceu-se que se tratava da problemática número um e acabou mais irritado do que poderia ter ficado se tivesse permanecido calado.
Depois daquela discussão, Lily e James não se falaram pelo resto das férias. Obviamente, todos reparam nisso, e relutantemente, Lily confessou para as amigas sobre o beijo e sobre a discussão. Lorens não perdeu a oportunidade de ficar caçoando de Lily, enquanto Anita tentou incessantemente dar uma de mãe conselheira e tentava fazer a ruiva ver o lado bom das coisas. Alice ficou em cima do muro, mas era a que mais tinha paciência para ouvir Lily falando mal de James e de agüentar suas crises de neurose.
Já pelo lado de James, Sirius fez ele repetir a história três vezes para finalmente acreditar que o amigo tinha beijado Lily. Remus ouviu tudo em silêncio e depois apenas disse a James para não fazer nenhuma besteira. Obviamente, James não lhe deu atenção.
E o fim das férias não foi muito diferente disso. Nos dois últimos dias, Lily passou a tarde revisando a matéria e ninguém ousou atrapalhá-la com medo das respostas que poderiam receber.
Como Alice não ia esplendidamente bem nas matérias de Direito, aceitou estudar alguns minutos com Lily. Depois de ver que a ruiva estava jorrando mal-humor, resolveu voltar para sua República para ligar para o namorado.
Abriu a porta e se deparou com uma cena que há muito não presenciava. Uma reunião feminina, de Sarah e suas amigas. Bellatriz não estava ali, pois ela nunca julgava importante essas reuniões.
Todas as cabeças presentes na sala se viraram para Alice. Ela acenou simpaticamente e jogou suas coisas em uma cadeira. Percebeu que todo mundo estava em silêncio, e soube que era por conta de sua presença. Resolveu ir para a cozinha procurar o que comer.
- Pronto, pode voltar a falar, Violet! – Pediu Sarah.
Alice pensou se as garotas não imaginavam que ela poderia estar ouvindo.
- Então, eu fiquei sabendo que a Elisabeth Weiss agora está tendo um caso de férias com o Amus Diggory!
- Nossa, essa Elisabeth só pega os mais gostosos. – Comentou uma garota que Alice não reconheceu pela voz.
- Vamos tentar fazê-la andar com a gente para ela nos contar os detalhes. – Falou Sarah.
Enquanto ouvia essas coisas, Alice estava comendo uma maçã. Revirava os olhos a cada comentário que escutava vindo da sala.
- Sarah, quando a sua prima chegou, eu gelei, pensei que fosse a McKinnon! – Disse Violet. – Será que ela vai demorar?
- Ela está pra chegar, hoje é o último dia de férias! – Tranqüilizou-a Sarah. – Ela ligou hoje cedo pra avisar que estava vindo.
Agora Alice começou a se interessar.
- E o que ela falou? – Perguntou uma garota de voz aguda.
- Depois que eu atendi o telefone, ela disse exatamente isso: "Oi, aqui é a Marlene. Estou voltando hoje pra República." E desligou. – Contou Sarah, como se estivesse revelando um segredo muito importante.
- Meu Deus! – Exclamou uma garota exaltada. – Ela ainda deve estar morrendo de ódio de todos!
Alice parou de comer e começou a pensar momentaneamente. Será que Marlene estaria mais calma? Será que ela voltaria e não tocaria no assunto? Ou a amiga não a teria perdoado ainda?
Seus pensamentos foram cortados pelo barulho da porta abrindo. Automaticamente Alice correu até a porta da cozinha para ver quem era, ainda segurando sua maçã. Esperava, assim como o grupo das garotas da sala, que fosse Marlene, mas era Helena.
- Oi... – Ela murmurou, cabisbaixa.
Todas as garotas de lá reviraram os olhos e torceram os narizes. Uma garota loira, que Alice sabia ser Julie Flannery, perguntou:
- Onde você estava, Sullivan? No cemitério?
Elas soltaram risadinhas. Helena estava com os cabelos mais vermelhos do que nunca, Alice supôs que ela tinha ido tingir a raiz, ou qualquer coisa.
- Estava... na igreja. – Helena respondeu.
Mais risadas. Helena revirou os olhos e subiu as escadas.
- Eu pensei que fosse a McKinnon! – Exclamou Violet, decepcionada.
- Sarah, que garota mais... mais... deprimente. – Comentou uma garota de pele morena.
- E agora que ela não pára de falar sobre Deus? Esses dias ela me convidou para rezar com ela. – Contou Sarah.
Alice já estava de volta para a cozinha, procurando outra coisa para comer. Mas a conversa na sala não parava. Alice perguntou-se como aquelas garotas conseguiam pensar somente naquelas coisas, e como só conseguiam falar sobre quem-ficou-com-quem e quem-se-separou-de-quem.
A morena só parou para prestar atenção quando ouviu o nome de Lily na conversa.
- Eu sei que ela é da minha sala, mas... – Cochichava Violet. – Não entendo como o James corre tanto atrás dela! Ela não tem nada de mais!
- Violet, você realmente acha que não rola nada entre eles? Afinal, eles moram juntos! – Disse Julie. – Homem e mulher morando juntos sempre acaba em sexo.
- Eu também acho que ele deve ter motivo pra correr atrás dela. Não sei se eles chegam a se agarrar, mas ela deve ficar provocando ele. – Disse uma garota que Alice não reconheceu pela voz. – Entre quatro paredes, não duvido nada.
Alice revirou os olhos, mas continuou ouvindo.
- O que você acha, Sarah? – Perguntou alguém. – Você é vizinha, íntima do James e... conhece a Evans desde o colegial!
Sarah riu, e Alice já imaginou que a prima estava se sentindo muito importante com o título "íntima de James".
- Sabem o que eu realmente acho? – Começou Sarah. – Que não rola nada. Podem apostar que eu estou certa.
- Como você tem tanta certeza? – Perguntou Violet, eufórica. – O James te contou?
- Não, ele não me conta sobre a vida amorosa dele, acreditem. Até hoje eu não sei o que realmente aconteceu entre ele e você, Anne, por exemplo.
- Ai, Sarah! – Falou a garota da voz aguda, que Alice imaginou ser Anne. – Nada que você e ele não tenham feito!
- Enfim, como eu estava falando. – Voltou Sarah a falar, pomposamente. – Do jeito que a Evans é lerda, podem apostar que ela deve evitar totalmente qualquer contato com o James.
Pôde-se ouvir um coro de "Ohhh" coletivos. Alice abriu um meio sorriso, pensando que a prima não era tão burra assim.
- Então por que ele corre tanto atrás dela? – Perguntou Julie.
- Bom, essa é uma boa pergunta. – Disse Sarah. – Mas eu conheço a Evans desde o colegial, e ela nunca foi diferente do que é hoje. Tenho certeza que ela ainda é virgem, deve ser por isso.
Alice se engastou. A sala ficou em silêncio até Violet explodir em risadas.
- Sarah, não seja tola! A Evans namorou o francês bonitão ano passado, você realmente...
- Não rolava nada entre eles, querida Violet. – Afirmou Sarah, com firmeza na voz. – Tenho certeza disso.
- Quem te contou? A própria Lily que não foi! – Falou Violet, inconformada. – Ai, Sarah, como você sabe dessas coisas e eu não?
Sarah começou a rir e Alice estreitou seus ouvidos para ouvir a resposta da prima.
Mas Sarah não chegou a responder. A porta da República se abriu e Marlene entrou por ela, arrastando sua mala de rodinhas. Alice saiu da cozinha e parou para observar a morena.
Marlene antes tinha os cabelos castanhos-escuros ondulados. Agora seus cabelos eram absolutamente pretos e lisos. Essa foi a maior mudança que Alice observou. Marlene não olhou para ela, nem para o enorme grupo de garotas espremidas nos sofás.
- Boa tarde. – Ela disse sem emoção alguma. Lançou um rápido olhar a Alice e depois, subiu as escadas carregando a pesada mala.
As amigas de Sarah se entreolharam ansiosas, murmurando alguns comentários umas as outras. Alice não estava mais tentando ouvir, hesitou momentaneamente e depois subiu atrás de Marlene.
Alice entrou em seu quarto e encontrou Marlene olhando pela janela, que estava com o peitoril cheio de neve. Helena estava em sua cama, observando Marlene de olhos arregalados. Marlene percebeu a presença da amiga que acabara de chegar, mas não disse nada. A vista daquela janela dava para a rua, mas dava para ver perfeitamente a República de Sirius Black.
- Oi, Marlene. – Cumprimentou Alice.
Marlene não se mexeu. Continuou fitando a janela.
- Eu sei que você deve estar chateada comigo, mas acho que você deve estar mais calma agora, não é? Como foi sua viagem?
Marlene virou-se para Alice, mas não a olhou, se dirigiu até a porta do banheiro e antes de fechá-la atrás de si, disse:
- Pensei muito durante a minha viagem.
E fechou a porta. Alice se jogou em sua cama, pensativa. Sinceramente, não sabia o que poderia fazer para Marlene falar com ela, e resolveu que não ficaria insistindo muito para não irritá-la e não se irritar.
- Vamos dar um tempo a Marlene. – Falou Helena.
- É, você tem razão. – Concordou Alice.
O primeiro dia na Universidade de Hogwarts depois das férias foi bem agitado. Os professores tiveram que chamar a atenção dos alunos diversas vezes, porque eles pareciam mais interessados em conversar sobre as férias do que nas matérias.
Até Lily não agüentou e ficou conversando com Alice. Alice contou detalhadamente como foi o comportamento de Marlene na noite passada e como fora estranho tê-la no quarto novamente.
Mas o que fez Lily se surpreender mais foi quando Alice lhe contou sobre a conversa de Sarah com as amigas. Os olhos de Lily foram ficando cada vez mais arregalados, até o ponto que ela sentiu que eles poderiam saltar e sair rolando.
- Mas, Alice...
- É, Lily. E que tal você piscar agora? Faz minutos que você não pisca!
Lily piscou os olhos várias vezes seguidas.
- Alice, mas será que o Potter pensa do jeito que a Sarah falou? - Perguntou Lily, dando uma espiada para o professor que estava de costas. - Será que ele só quer tirar uma comigo só porque eu...
- Tudo o que eu sei é que nenhum homem corre tanto atrás de uma mulher se ela for fácil. - Alice murmurou.
Ela olhou para o seu lado e viu Violet olhando curiosamente para as duas conversando, provavelmente querendo saber do que se tratava para fazer Lily não prestar atenção na aula.
- Mas... mas, Alice... será que ele só quer mesmo... - Lily não conseguia nem imaginar uma possibilidade daquela.
- Sei lá, Lily! Mas achei que você se preocuparia mais em saber como a Sarah sabe detalhes do seu namoro com o Louis.
Lily, que já estava arregalando os olhos novamente, sussurrou para a amiga:
- Alice! Nem me fale do Louis, hoje eu tenho que falar com ele!
- E nada de fugir como da outra vez. – Disse Alice, séria.
- Pode deixar, Alice.
- Lily, pisque esses olhos, pelo amor de Deus!
Nesse momento, Violet estava se esticando ao máximo para ouvir a conversa, que até Pamela, que se sentava atrás dela, perguntou:
- O que você tem, Violet? Está se sentindo mal?
- Silêncio aí no fundo! – Gritou o professor.
E assim, Alice se segurou para não rir de Violet desconcertada e de Lily, que estava se sentindo a pior pessoa do mundo por ter levado uma bronca.
James, Sirius e Remus estavam conversando no jardim do campus coberto de neve. Muitos outros estudantes passavam por ali, conversando, se cumprimentando.
- O Liverpool perdeu feio ontem. – Falava James. – Também, com aquela defesa horrível...
- Quero ver o jogo do Chelsea contra o Manchester. Esse jogo eu não perco por nada! – Disse Sirius.
- Mas o Arsenal tem grandes chances de ganhar a copa, não apostem tudo só no Chelsea e no Manchester. – Falou Remus.
Sirius ia abrir a boca para falar, mas não conseguiu. Marlene passou naquele exato momento por eles, seus cabelos pretos e lisos esvoaçando.
- Aquela é a Marlene? – Perguntou Sirius.
- É. – Disse James.
- Será que ela viu a gente? – Sirius perguntou.
- Viu. – Respondeu Remus. – Quando ela estava vindo pra cá, eu vi que ela olhou.
- Você a viu vindo pra cá e não me disse nada, Remus? – Perguntou Sirius.
- Não deu tempo!
De longe, James observou um monte de gente apontando para Marlene. Viu um grupo de garotas rir escandalosamente dela, e obviamente, Marlene notou, mas não parou de andar e continuou com a expressão impassível.
Sirius não falava nada sobre o assunto Marlene, mas quando viu as garotas rindo dela, sentiu um horrível sentimento de culpa, que nunca havia sentindo antes. Os três desviaram os olhos automaticamente da morena.
Instantes depois, James avistou uma coisa realmente curiosa aos seus sentidos.
- Aquela ali é a Lily com o francês? – Perguntou James.
Remus seguiu o olhar do amigo.
- É.
- Mas o que é que ela está fazendo com ele? Ela me disse que não iria...
- Eles só estão conversando, James. – Falou Remus, com tédio na voz.
James continuou olhando. Lily, vestindo roupas de frio e com os cabelos longos e soltos falando com Louis, que estava de braços cruzados, com os cabelos loiros jogados para trás. Pelo rosto de Louis, ele não parecia estar gostando muito. E isso fez James sorrir.
- O francês está levando um fora. – James sorriu maldosamente. - Ah, lembrei que tenho que avisar o francês sobre o treino de amanhã.
- Treino de amanhã? – Perguntou Sirius. – Não estava sabendo de treino nenhum!
- Eu acabei de decidir que vai ter um treino amanhã. – Falou James, maroto. – E não me custa nada avisar o francês.
- James, não vai atrapalhar a conversa dos dois... – Preveniu Remus, sensato.
- Remus, não falta nem duas semanas para começarem os jogos, temos que treinar!
Remus revirou os olhos e Sirius riu.
- Vai logo, James, antes que o francês beije a Lily. – Disse Sirius.
- Ele não vai beijar ela. – Disse James olhando os dois conversarem. – Ah, mas não vai mesmo.
Remus pronunciou qualquer coisa, mas James já estava andando em direção ao casal.
Lily ainda estava falando quando James chegou. Ela se calou na mesma hora e o olhou torto.
- O que você quer, Potter? – Era a primeira vez em dias que ela lhe dirigia a palavra.
- Com você, nada. Vim falar com o francês. – E James fitou Louis.
- Meu nome é Louis. – Ele disse, calmamente. Mas estava claro que estava detestando a presença de James.
James passou a mão pelos cabelos antes de falar, o que fez Lily passar a mirá-lo com ar de mal-humor e Louis de indiferença.
- Ok, Renoir. – Começou James. – Amanhã vai ter treino. Você não pode faltar, se não a gente vai chamar outra pessoa pra ser zagueiro.
- Eu estarei lá. – Falou ele, sério.
- Ótimo.
Lily e Louis continuaram fitando-o em silêncio.
- Só isso? – Louis perguntou.
- Bem... é. – James sorriu.
- Então você pode sair, Potter. – Falou Lily.
- Eu já estava indo. Tchau, Lily, tchau, francês.
James se virou e saiu, levemente irritado por não ter conseguido chamar tanta atenção e não ter feito diferença alguma para a conversa de Lily e Louis.
- Então você deu um fora no Louis? – Perguntou Anita, tolamente pela segunda vez.
- Sim, Anita!
- É porque a Lily pretende ficar com o James. – Disse Lorens, sorridente.
- Claro que não, Lorens! – Exclamou Lily.
- Lily, você é uma anta! O James está sempre te dando bola, não sei porque você não tenta, já que deu o primeiro passo. – Disse Lorens.
- Não sei não, Lorens. – Começou Anita. – O James é que nem o Sirius, então... isso significa que não é confiável.
- A Anita tem razão. – Apoiou Lily, alegre por ter alguém ao seu lado.
Lorens deu de ombros e olhou o Salão Principal. Muitos alunos passavam por ali, saindo das suas aulas, indo para o refeitório. Viu Christopher com seus amigos, todos carregando instrumentos musicais e lembrou-se da conversa que tiveram. De repente teve uma idéia.
- Meninas, vocês sabem que eu ainda estou louca pra saber se o Christopher está pondo em prática o que ele disse, não sabem? – Ela perguntou, sem tirar os olhos de Christopher.
- Eu acho que você deve deixar isso de lado, Lorens. – Disse Anita.
- Mas eu preciso saber. – E Lorens viu Sophie, a tecladista da banda de Christopher. – A Sophie deve saber, e por mais que ela seja mais amiga dele do que minha, ela é mulher e vai deixar escapar alguma coisa.
- Lorens, você está pensando em perguntar pra ela se o Christopher pegou todas as groupies? – Perguntou Anita. – Ela não vai responder! Principalmente se nem ele te contou, muito menos ela vai te contar!
Lorens revirou os olhos.
- Vou perguntar como quem não quer nada, entendeu? Vocês têm que vir comigo e me ajudar a puxar assunto, mas sejam naturais.
- A Lorens pensa que nós também somos atrizes. – Disse Lily a Anita.
Mas a morena já puxou as amigas pelos braços e "acidentalmente" passou bem perto de Sophie, que sorriu simpaticamente ao vê-la. Lorens acenou para a garota se aproximar e assim foi.
- Oi! – Sophie cumprimentou.
Com uma cotovelada nas costelas recebida de Lorens, Lily perguntou a primeira coisa que surgiu na cabeça:
- E aí, Sophie... tocando muito?
Lorens detestou a pergunta, mas disfarçou com um aceno com a cabeça.
- Bastante! – Sophie respondeu. – Hoje peguei algumas partituras e umas composições do Richard pra tirar.
- Que tipo de músicas? Heavy Metal? – Perguntou Anita, que detestava este tipo de música.
Sophie riu.
- Metal é mais coisa do Christopher, o Richard é mais aberto do que ele. Pelo que ele me disse, é Jazz.
Depois de mais uma cotovelada dolorida, Lily sorriu falsamente e disse:
- Então... como foi a turnê, terminou tudo certo?
- Sim, tudo certo e um bom cachê. – Disse Sophie.- As férias de vocês também terminaram certo?
- Sim! Mesmo com esse frio. – Respondeu Anita.
Lorens resolveu direcionar a conversa para onde lhe era mais interessante.
- E aquelas groupies? Encheram muito o saco do Richard?
Sophie revirou os olhos e fez uma careta.
- Meu Deus, nem me lembre daquelas oferecidas! Elas ficam tentando subir no palco pra agarrarem os músicos em pleno show! Odeio quando uma consegue subir e corre abraçar bem o Richard! E o pior é que eu não dá para sair do teclado e bater na groupie quando isso acontece, infelizmente.
Anita e Lily riam, enquanto isso Lorens procurava as melhores palavras para descobrir o que queria.
- Mas no camarim é a maior festa, né? – Lorens perguntou, pois assim era com os atores, deveria ser o mesmo com os musicistas.
- Ah, é. – Sophie concordou. – Alguma groupies até participam, mas é claro que nenhuma se aproxima do Richard.
- Os caras da banda devem fazer a festa rodeados das fãs, não é? – Perguntou Anita.
- Com certeza. O vocalista é o pior, principalmente quando ele bebe. – Contou ela. – Eu sou a única mulher da banda, e a única que põe um pouco de juízo na cabeça dos garotos.
- E o Chris? – Perguntou Lorens, naturalmente.
- O Chris já foi muito pior, principalmente no primeiro ano. Ele usava um monte de drogas, ainda bem que ele não faz mais isso.
Disso Lorens já sabia. O que ela não sabia, Sophie não falava. Será que ela sabia que Lorens não estava sabendo?
- Ainda bem mesmo. – Concordou Lorens, sorrindo. – E pelo que ele me conta, as groupies estão sempre oferecendo drogas pra ele. – Ela acrescentou, e isso era verdade, com a intenção de mostrar a Sophie que Christopher falava das malditas groupies.
- Elas devem ficar oferecendo outra coisa também. – Disse Lily, que finalmente acreditou estar falando alguma coisa de útil.
Sophie riu e Lorens olhou esperançosa para ela, esperando a resposta que tanto queria. Mas a garota não parava de rir.
- Mas elas oferecem? – Perguntou Anita, arqueando as sobrancelhas.
- Claro, não só pra ele, mas pra todos. São umas vadias.
- E eles aceitam? – Perguntou Anita.
- O Richard não! – Ela continuou a rir. – E nem eu, porque tem umas que jogam pros dois lados, se é que me entendem...
- Ah, Sophie, pode falar! Fiquei curiosa! – Anita estava tentando dar uma de Violet.
Sophie olhou Lorens pelo canto do olho, mas continuou rindo, provavelmente pensando em uma boa coisa para responder.
- Sophie, você sabe o que eu e o Chris combinamos, não tem problema você falar. – Disse Lorens, dando a entender que já estava sabendo de alguma coisa. – Ele tem liberdade pra fazer o que quiser.
- Eu sei, Lorens! – Falou Sophie, sorrindo. – Enfim, o baterista nunca recusa nada, Anita. O baixista é outro, mas ele não é tão cogitado assim, vocês entendem o que eu quero dizer? – Mais risadas. – O Richard e eu nunca ficamos muito nessas festinhas de camarim, e o Christopher também aproveita bem quando está acordado.
- Sério? O Christopher também? – Anita perguntou curiosamente.
Mais um vez, Sophie olhou para Lorens. Anita apressou-se em acrescentar:
- A Lorens não me conta nada, Sophie. Só porque eu não contei sobre um caso meu, ela fica fazendo segredo. – Mentiu Anita, fingindo estar ofendida.
Lorens achou a atuação de Anita bem convincente. Olhou para Sophie e afirmou com a cabeça.
- Se a Sophie te contar os detalhes, então você me conta os seus depois. – Disse Lorens para fortificar a invenção.
Anita cruzou os braços e Lorens deu mais uma cotovelada em Lily, que estava parada morbidamente. A ruiva apressou-se em concordar com a cabeça.
- Nada mais justo, Anita. – Disse Lily.
- Ok. Pode falar, Sophie. – Anita olhou para Sophie que olhava as três amigas curiosamente.
- Bom, o Christopher é bonito, nada mais normal do que ter um monte de mulher atrás dele. – Disse Sophie.
- Por exemplo, nessa turnê ele não deixou de aproveitar, não é? – Perguntou Anita.
- Bem, ele ficou com algumas, mas não igual antigamente ou igual o vocalista. – Sophie falou. – Não é, Lorens?
- É! – Concordou Lorens. – A gente combinou que não teria problema.
Alguém gritou o nome de Sophie e a garota olhou. Era o namorado, Richard. Ela acenou simpaticamente e se voltou para as garotas.
- O Richard está me chamando, depois a gente conversa! Ah, Lorens, se o Christopher não tiver te falado de todas as groupies, então finja que eu não te contei nada! – Sophie piscou com um olho só. – Tchau, meninas!
Esperaram até Sophie se afastar consideravelmente para voltarem a conversar.
- Pronto, Lorens. – Falou Lily. – Descobriu o que queria e ouviu o que não queria.
- Pois é. – Concordou Lorens, pensativa. – Obrigada por sua péssima atuação. E obrigada Anita, você até se saiu bem.
Anita riu.
- Se eu fosse você, Lorens, eu iria fazer a mesma coisa que o Christopher fez. Afinal, vocês combinaram que não teria problema. – Falou Anita. – E faça com que ele fique sabendo.
- Estou pensando seriamente a respeito. – Falou Lorens, divertida.
Minutos depois, David, o mais novo amigo de Anita, apareceu e a convidou para almoçar. A loira aceitou, mas sempre dizia as amigas que David era um amigo, nada mais.
Lily parou de prestar atenção nas coisas quando se lembrou que dia era. Seu aniversário estava se aproximando e resolveu não pensar nisso, sabendo que estava cada vez mais perto da casa dos vinte anos¹.
CONTINUA!
Nota ¹: Quem leu o sétimo livro do Harry Potter viu que a Lily faz aniversário dia 30 de janeiro. Isso não é invenção minha!
Eu resolvi postar antes de ir viajar! Desculpem a demora, mas trabalhar fazendo hora extra quase me matou.
Pessoal, agradeço a vocês de todo o meu ser, vocês que sempre acompanharam a fic, que deixaram reviews, que leram... muito obrigada! Desejo a todos um ótimo 2008!
Perfil do Capítulo 26.
Nome: Amus Diggory.
Idade: 22 anos.
Cor dos olhos e cabelos: olhos avelã e cabelos castanhos, ondulados.
Altura: 1,85 cm.
Nasceu em: Londres - UK.
Por que mora em República: Porque era uma maneira de começar a ter uma vida independente de seus pais.
Curso - ano: Astronomia – 4º ano.
Trabalha como: estagiário em astronomia.
O que mais gosta de fazer: Observar os astros com telescópios e sair com amigos (ou dar festas em sua República.)
O que menos gosta de fazer: De ficar sem fazer nada, sentado no sofá.
Tipo de música que gosta: Rock antigo.
Comida favorita: churrasco.
Antes de Hogwarts já conhecia alguém: Sim, quando entrou na Universidade, alguns de seus amigos também entraram, mas nenhum em especial.
Obrigada a todos, e as reviews serão respondidas ainda HOJE no e-mail de vocês! (:
ATENÇÃO!
Eu tive uma idéia enquanto estava entediada no trabalho, um dia desses. Começou agora a seção "Pergunte à Autora", onde vocês poderão me fazer qualquer pergunta (quantas vocês quiserem) sobre os personagens, ou sobre a Universidade de Hogwarts, como por exemplo: detalhes que eu nunca mencionei, ou sobre o passado deles. Podem perguntar qualquer coisa, por review ou e-mail. Eu responderei e colocarei no final de todos os capítulos as respostas!
Só não vale me perguntar sobre o futuro da fic, viu pessoal? Isso com o tempo vocês vão descobrir! Hahahaha.
Tchauzinho!
