Pessoal, me descupem a demora em postar... Mas aí está o cap. Nos vemos novamente lá no final!
Meu amor
A: "Escute... se o garçom é seu fã, poderia nos convidar..." – Ashley brincava após ver como Rachel não parava de dar autógrafos desde que chegou no restaurante.
Sp: "Carinho... não acho que você, precisamente, necessite que alguém pague a conta... eu que não tenho nada posso, mas você?"
A: "Eu o que?... se me convidam aqui, terei mais para gastar em outro lugar..." – sorria.
R: "Tranquila, eu convido vocês." – dizia a morena.
Sp: "Você não convida nada..." – ordenou.
R: "Não tenho problema hein, sempre me pagaram tudo e agora que posso pagar..."
A: "Mas quem pagava era Quinn, não eu!" – exclamou sem pensar.
O silencio inundou a mesa. Rachel abaixava o olhar até seu prato enquanto Spencer dava um pequeno golpe sobre o braço de Ashley. Desde que a morena havia chegado ao restaurante, evitaram tirar algum tema relacionado com Quinn. Eram muito poucas as vezes que Rachel podia estar com suas amigas desde que começou a filmagem e não queria botar tudo a perder, mas como sempre, Ashley não pensava em seus comentários.
R: "Tranquila Spencer." – disse após ver a batida que ela deu na namorada. "não passa nada por falar de Quinn." – fez uma pausa. "de fato, queria perguntar algo sobre ela..."
Spencer e Ashley a olharam esperando aquela pergunta.
R: "Sabem se ultimamente anda com alguém?"
Sp: "Anda com alguém?"
R: "Sim... quero dizer, se vê alguém ou tem amigas novas..."
Sp: "Que eu saiba não..."
A: "Como não?" – olhou para Spencer. "a garota morena... que era sua amiga." – voltava a olhar para Rachel.
Spencer ficou pálida. Não queria acreditar que Ashley estivesse a ponto de soltar que Leisha e Quinn tinham se visto em mais de uma ocasião.
R: "Minha amiga?" – perguntou confusa.
Ashley foi consciente de que estava metendo a colher novamente ao comprovar o gesto sério de sua namorada.
A: "Ah... não, não, perdoe... me confundi de pessoa." – tratou de solucionar o problema que estava a ponto de criar.
R: "Ash, do que fala?" – perguntou ao ver que a garota tratava de dissimular.
Spencer suspirou e decidiu falar.
Sp: "Nada Rachel, há uns dias vimos Quinn falando com sua amiga... Leisha, a garçonete do Planet... nos chamou a atenção porque não sabíamos quem era, mas depois soubemos que era sua amiga e por isso estava cumprimentando ela... não tem importância."
Rachel escutava com atenção as palavras da garota. Aquilo não era algo que desconhecesse, ela mesma tinha sido testemunha do efusivo cumprimento que ambas garotas tiveram no Planet, de fato, lhe chamou a atenção aquele gesto.
Quinn tinha falado apenas duas ou três palavras com Leisha desde que estava com ela e de repente, quando sua relação estava em um 'descanso', ambas garotas pareciam que se conheciam há muito tempo.
Sp: "Por que pergunta isso?" – interrompeu após sentir o silencio da morena.
R: "Não... é uma bobeira, ao vir para cá, eu vi a Quinn sentada em um restaurante da Melrose Avenue e estava com uma garota que não conheço... não sei, tinha curiosidade."
A: "Ela nos disse que tinha combinado com Shane..."
R: "Não... Shane não era e nem estava lá." – permanecia pensativa.
Sp: "Bom... não dê mais volta... será alguma companheira do museu... ou de sala."
R: "Tá..." – deixou cair sem se convencer. O gesto da mão daquela garota acariciando a de Quinn, voltava a aparecer por sua cabeça.
A: "Além do mais... o que importa?" – interrompeu. "vocês já não estão juntas, né?"
Spencer e Rachel olharam surpreendidas para a garota.
A: "O que?... não me olhem assim, é verdade, ontem a noite deixaram bem claro... e a loira passou toda a noite maldizendo em sonhos."
R: "Dormiu com vocês?"
Sp: "Sim... já sabe como fica quando bebe, não íamos deixá-la voltar sozinha, então ficou lá."
A: "Essa manhã tratamos de convencê-la para que viesse, mas nos disse o de Shane..."
R: "Bom... se vê que tem outros planos mais interessantes." – disse indiferente.
Sp: "Rachel... não quero me meter no assunto de vocês, mas... acho que não pode reprovar nada de Quinn."
R: "O que?" – perguntou surpreendida.
Sp: "Bom... ela te esperou, já sabe o mal que passou não só pelo rompimento, mas por todo o tema do nariz e tudo mais..."
R: "Olhe... eu não passei nada bem também tá? Para mim foi mais duro ainda, te recordo que tive que tomar essa decisão sabendo que não podia viver sem ela."
Sp: "Sim... mas logo refez sua vida, é lógico que Quinn se sinta utilizada."
R: "Como?" – recriminou. "Quinn utilizada?"
Ashley se mantinha em silêncio enquanto comia, escutando com atenção aquela pequena batalha que havia começado entre Spencer e Rachel.
Sp: "Vamos Rachel, sei que na semana passada estiveram juntas..."
R: "E?... Não creio que tenha problema com isso, Quinn sabia o que fazia e estava de acordo. Eu não a obriguei a nada."
Sp: "Sim, mas se depois resulta que você desaparece e para terminar tem um meio namorado, é normal que esteja assim."
Ashley olhava surpreendida para sua namorada. Estava inteirando de tudo naquele instante e se mostrava incrédula, igual a Rachel.
R: "O que?... de que namorado fala?" – perguntou confusa.
Sp: "De Leonard, não dissimule Rachel."
R: "Leonard?... ai Deus! Do que diabos fala?... Leonard e eu só somos companheiros, esse rumor quem iniciou foi uma estúpida revista de fofoca."
Sp: "Não é verdade?"
R: "Não... como pode pensar isso de mim?... achei que me conhecia." – recriminou brava.
Sp: "Rachel, eu não acreditava até que essa manhã me confirmou Quinn."
R: "Quinn está louca, tira desculpas de qualquer lugar para ficar bem."
Sp: "Não diga isso, quem confirmou para ela foi sua relações públicas."
R: "Eu sei... e por isso está despedida."
A: "O que?... Despediu a Helen?"
R: "Sim... não me vale como assessora. Ela deu seu concentimento para que publicassem essas imagens quando não eram verdade e não vou aceitar algo assim. Jamais!"
Sp: "Rachel, deveria dizer isso para Quinn, ela está convencida disso por culpa de Helen."
R: "Vamos Spencer, Quinn deveria confiar em mim a essas alturas... não me vale que acredite antes nessa mulher do que em mim mesma."
Sp: "Mas Rachel, ela ligou para avisá-la, estava preocupada por você, pensava que se descobrisse o que a imprensa estava dizendo ia ficar mal e por isso falou com Helen, para que desmentisse... e Helen ao invés de agradecer o detalhe, lhe disse que não podia fazer nada porque cedo ou tarde esse rumor sairia a tona."
Rachel a olhava confusa. Não tinha conhecimento desse detalhe. Ela simplesmente pensava que Quinn havia se deixado levar por aquele estúpido rumor e nada mais. Sabia que a loira tinha avisado daqueles rumores, mas não sabia que era para evitar que ela passasse um mal momento.
A: "Que grande confusão!" – exclamou.
Sp: "Rachel, não seja orgulhosa, há uma semana me disse que estava planejando voltar com ela e sei que se esclarecerem tudo com calma, ela vai querer que volte, parem de conflitos e confusões, conversem de uma vez como duas pessoas adultas."
A: "Além do mais, lembre que a loira é carne fresca e tem muitas garotas interessadas... não demoraria muito em encontrar alguém."
Sp: "Ash!" – recriminou.
A: "É verdade... Rachel sabe que Quinn tem isso... que ninguém sabe o que é, mas que tudo mundo gosta e chama a atenção por onde quer que vá. Acredite, vai demorar pouco para assaltá-la."
R: "Molly?"
A: "Por exemplo."
Sp: "Você também se deu conta?"
R: "Não fez falta, ela me confessou."
Ashley e Spencer olharam incrédulas para Rachel.
R: "Veio até minha casa depois do jantar para me explicar que era verdade que havia beijado Quinn, mas que foi ela quem fez isso e que sentia muito, que estava apaixonada mas não ia se meter entre nós duas, a menos que eu continuasse refazendo minha vida afastada dela."
A: "Nossa, que Molly!" – sorria.
Sp: "De verdade Rachel, fale com Quinn porque vejo que tudo o que acontece com vocês é uma maldita confusão."
Rachel começava a se animar por momentos. Talvez Spencer tinha razão. As coisas que se disseram na noite anterior havia sido muito duras e a morena estava realmente machucada por aquilo, mas pensar que tudo havia sido motivado por uma confusão e que talvez se falar com ela tudo poderia se esclarecer a estava iludindo. Afinal, antes de Quinn romper definitivamente com ela, lhe formulou aquela pergunta de que se queria voltar de uma vez por todas ou não. Isso a deixava ver que a loira queria voltar e lhe dava essa opção.
O almoço com Carmen e Shane terminou prolongando o suficiente para terminar no Planet, tomando algumas cervejas. Era sábado, não tinha nada melhor para fazer do que estar em casa, se lamentando por sua estúpida e desastrosa vida amorosa. A companhia de sua vizinha e a namorada dela lhe fazia bem. Sempre se sentiu a vontade com elas, ainda sendo mais velhas, nunca teve problemas para se adaptar a suas conversas, a sua maneira de viver a vida.
Não somente elas estavam no local, mais tarde foram se unindo a Alice, Tasha e Papi.
Essa última sempre havia provocado curiosidade na loira. A mulher, também de origem latina como Carmen, era alguém muito especial. Mantinha uma estreita relação com Kit, nada de casal, simplesmente era como sua protetora, como uma guarda-costas que cuidava dela a todo momento. Nunca entendeu qual era a razão porque atuava assim com a dona do pub, mas nunca se atreveu a perguntar.
Aquela tarde e após vários copos, a garota havia se aproximado de Quinn. Haviam conversado mais do que em quase dois anos de convivência e a loira agradecia. Tudo era bom, com tal de não pensar em Rachel, a qual começava a sentir falta, conforme as horas passavam. Pensar que tudo havia terminado era muito duro, ainda tratando de dissimular a base de sorrisos e bebidas alcoólicas ao invés de fugir de seus pensamentos a fazia afundar ainda mais em sua dor.
Q: "Por que te chamam de Papi?" – perguntou após uma longa conversa com a garota.
A latina sorria diante a pergunta.
P: "Não gosta?"
Q: "Sim... não... não sei, acho estranho... acho que gosto mais do seu nome real."
P: "Você gosta de Eva?"
Q: "Sim... é sexy..."
P: "Carinho, se aprender a dizer bem Papi, soará mais sexy do que Eva."
Q: "E como se diz?"
P: "Tem que passar por uma prova para aprender a falar perfeitamente."
Q: "Que prova?"
P: "Alice, a loira aqui quer aprender a dizer Papi... pode explicar a ela o que tem que fazer?" – sorria.
Todas começaram a rir, enquanto Quinn permanecia confusa.
Ali: "Não acho que deva aprender a dizer isso Quinn, acredite... é muito jovem ainda."
Q: "O que?... do que vocês riem?"
Sh: "Ei meninas... cuidado com minha pequena que vocês não tem nem ideia do que ela faz..." – sorria. "Alice, Quinn não é tão inocente como parece..."
Ali: "Ah não?"
Sh: "Não... de fato, hoje descobri que ela fez algo que eu jamais havia feito na vida..."
C: "Chega Shane." – recriminou Carmen. Shane estava falando além da conta. Ela, igual a Quinn, havia passado com as bebidas.
Q: "Não me intero de nada... Vai me dizer como se fala Papi?" – voltava a perguntar a garota.
P: "Te direi um pouco mais adiante... quando for consciente do que tem que fazer." – continuava brincando.
L: "Quinn?" – interrompeu Leisha.
A loira se virou rapidamente para a garçonete.
Q: "Olá." – disse com um amplo sorriso.
L: "Olá." – respondeu.
Q: "Como vai?" – se mostrava muito amável.
L: "Bem." – deduziu que ela não se encontrava em plenas faculdades mentais. "escute... queria saber se continua de pé o que combinamos sobre conversas sobre a galeria?"
Q: "Ah... claro... claro..."
L: "Ah, bem... é que como não me avisou e combinamos de que seria na sexta... e já é sábado..."
Q: "Oh... Deus! Sinto muito Le... ontem tive um jantar e me esqueci."
L: "Bom, não se preocupe, só queria saber se continua de pé."
Q: "Claro que sim... o que tem que fazer hoje?"
L: "Hoje?... pois... nada, quando sair daqui vou para casa."
Q: "Faremos hoje?"
O tom de voz que Quinn utilizou não ajudou muito para que Leisha evitasse pensar em outra coisa após ouvir aquela pergunta. Foi tão sensual e sugestiva que poderia ter perfeitamente outro significado.
L: "Está segura?" – perguntou incrédula. "não quero que deixe de estar com suas amigas para isso."
Q: "Ah não, não se preocupe, de todas as formas essas idiotas não param de rir de mim." – disse levantando a voz para que pudessem ouvir.
L: "Nossa..." – sorria. "bom, está bem... o que acha de nos encontrarmos as oito?"
Q: "Por mim perfeito... mas escute, se importa de ir comigo?... ainda não posso pegar a moto e bom, tão pouco sei exatamente aonde mora..."
L: "Claro... não tem problema. Eu termino as sete, ou seja, daqui a um par de horas."
Q: "Perfeito, aproveito então e vou tomar um banho, para trocar de roupa... e te espero lá fora."
L: "Ok... estarei te esperando." – sorria.
Quinn lhe devolveu o sorriso e uma pequena carícia no ombro da garota como forma de cumprimento.
F: "Rachel?" – a voz do garoto soava alto e claro no viva-voz do carro de Rachel.
R: "Olá Finn." – respondeu de bom humor.
F: "Oi." – se surpreendia diante a amável cumprimento. "como você está?"
R: "Bem... me pegou dirigindo, de volta para casa."
F: "Ah... bem então."
R: "E você? Como está?"
F: "Bem, muito bem... contente de falar com você."
R: "Quando você vem, Finn?"
F: "Por isso mesmo que estava te ligando, chego na segunda, mas tenho várias coisas que fazer, então não acho que possa escapar até na quarta ou quinta..."
R: "Ah, pois não se preocupe, buscarei um espaço quando for... Quantos dias vai ficar?"
F: "Até o domingo, tenho que voltar de manhã."
R: "Ok... então não tem problema, teremos ocasião para nos ver e conversar muito."
F: "Me alegro Rachel, de verdade me faz muita ilusão voltar a ver vocês..."
Rachel sorriu mesmo que aquela sentença lhe resultasse um pouco difícil de assimilar. Finn falava no plural, não sabia nada da ruptura e mesmo que sua intenção era de arrumar e dar por terminado o assunto de uma vez por todas com sua garota, não assegurava que fosse sair bem e muito menos que aceitaria sair com o garoto.
A imperiosa necessidade de falar com Quinn foi ocupando um lugar privilegiado em sua agenda. Necessitava esclarecer o tema de uma vez por todas.
R: "Eu também tenho vontade de te ver Finn, me alegra muito de que tenha ligado."
F: "Nossa... vejo que está de muito bom humor." – brincou.
A gargalhada de Rachel soou alta e clara.
R: "Sim... mas temo que vou ter que desligar, tenho que fazer um par de ligações antes de chegar em casa..."
F: "Ok..."
R: "Conversamos na segunda quando você estiver aqui, de acordo?"
F: "Perfeito Rachel... cuide-se!"
R: "Você também Finn... um beijo." – se despediu.
Demorou apenas uns segundos em preparar a ligação para Quinn. Mas não houve resposta. O telefone da loira estava desligado. Tinha que buscar outras alternativas para poder encontrar a garota.
Q: "Bonita casa." – disse caminhando atrás dos passos de Leisha.
L: "Não dissimule Quinn, é um maldito estúdio... são todos iguais."
Q: "Sim, bom... mas tem um ar diferente... deve ser a decoração." – tratou de arrumar outro elogio.
L: "Bom... obrigada de todas as formas, mas não vai me convencer... quem dera um pudesse viver em outro lugar mais amplo."
Q: "Um dia poderá... quando começar a chover papeis para filmes e não souber aonde gastar seu dinheiro, me avise... sou uma expert em gastar."
L: "Ah sim?"
Q: "Claro... te recordo que há umas semanas comprei uma moto de quatro mil e quinhentos que ainda não posso utilizar e que está morrendo de rir em meu jardim."
L: "Bom... a verdade é que a imagem sua sobre a moto merece esses dólares." – sorria.
Q: "Por isso que eu a comprei." – sorria mostrando um pequeno toque de soberba.
L: "Tá, tá... eu sei." – seguiu a garota. "sente-se... vou buscar meu computador e te mostro o que necessito saber... quer algo para beber?"
Q: "Eh... não, não... já bebi muito por hoje." – respondeu se sentando.
L: "Uma taça de vinho?" – insistiu.
Quinn sorriu e não pode recusar o convite. Havia perdido completamente o controle de seus atos.
O telefone da casa de Quinn tão pouco atendia. Rachel não duvidou em se dirigir até a casa da garota. Havia quase 5 horas que viu a loira naquele restaurante, já deveria ter voltado para casa. Quinn não gostava muito de ficar fora de casa.
Após várias batidas na porta, voltava a desistir. O agudo latido do pequeno Nemo era ouvido no interior, mas não havia nem sinal algum de que Quinn estivesse em casa. Sua paciência começava a evaporar. A imagem de Molly apareceu em sua mente e rapidamente decidiu ligar para ela.
Foi absurdo, após vários minutos de conversa, a garota não pode lhe dar nenhuma notícia sobre o paradeiro da loira.
Mas o dia havia lhe preparado outra surpresa. Após abandonar o jardim dianteiro da casa, viu Shane se aproximar pela calçada. Ia acompanhada por uma garota e com vários sintomas de ter bebido muito.
Sh: "Ei... Rachel!" – exclamou a garota.
R: "Shane... está bem?"
Sh: "Sim... claro." – respondeu visivelmente prejudicada.
C: "Não, não está bem... necessita um banho agora." – recriminou a latina que tratava de segurar a sua namorada.
Rachel ficou muda. Aquela garota era a mesma que estava com Quinn no restaurante, a mesma que acariciava sua mão. Poderia reconhecer ela entre um milhão de garotas.
C: "Você é a Rachel?" – perguntou sorridente.
R: "Eh...sim." – balbuciou.
C: "Por fim te conheço... eu sou Carmen." – se apresentou deixando Shane em um canto, que lutava por se manter firme.
R: "Carmen?" – a confusão a inundou. Não compreendia nada, não sabia porque diabo aquela garota e Quinn estavam de mãos agarradas no meio daquele restaurante. Era a namorada de Shane. O que estava pensando?
Sh: "Sim Rachel, é Carmen... minha namorada." – se jogou sobre a garota para beijá-la, mas ela a deteve.
C: "Eh... para Shane... não quero que me beije com esse cheiro de álcool que tem." – lhe recriminou. "encantada em te conhecer." – se virava para Rachel.
R: "Digo o mesmo." – respondeu após cumprimentar a garota.
Sh: "O que faz aqui?"
R: "Vim procurar Quinn." – continuava sem perder a vista de Carmen. "mas não está."
C: "Ah não?" – respondeu contrariada. "nos disse que viria tomar banho."
R: "Esteve com você?" – perguntou curiosa para ver a reação.
C: "Sim... esteve conosco no Planet, mas veio para casa a um par de horas..."
Sh: "Seguramente está com Papi, aprendendo a pronunciar." – disse acompanhado de uma gargalhada.
R: "O que?"
C: "Não lhe faça caso, já vê como está." – tratou de ignorá-la. "Quinn esteve conosco e com outras garotas e bem... estiveram brincando com Papi, mas tudo ficou aí..."
R: "Nossa... parece que o destino não quer que a veja hoje..."
Sh: "Eu vi ela conversando com uma morena." – respondeu.
R: "Não sabe quem era?"
C: "Não, não sabe quem era." – interrompeu evitando que Shane pronunciasse o nome de Leisha.
R: "Bom... continuarei ligando para ela, imagino que em algum momento ligará o telefone."
C: "Ok... espero que tenha sorte, gostei de te conhecer..." – sorria.
R: "Obrigada." – tratou de dissimular um sorriso. "se virem ela, diga que necessito falar com ela, que é muito importante."
C: "Faremos isso."
R: "Shane... será melhor que tome banho. Carmen tem razão, fede a álcool."
A vizinha se limitou a sorrir, enquanto Rachel voltava para o carro.
L: "Não sabe o quanto vou te agradecer por isso." – disse a garota enquanto fechava seu computador. "estava louca com esse maldito trabalho."
Q: "Bom... tranquila, não foi complicado de responder, toas as questões formam parte do meu trabalho diariamente."
Ambas garotas permaneciam sentadas no sofá. Sem querer e com a conversa, quase havia bebido a garrafa de vinho que Leisha havia tirado.
L: "Sinto ter destruído seu sábado."
Q: "Não diga tonterias, foi um prazer... além do mais, já estava cansada de estar na rua... necessitava me sentar tranquila." – sorria.
L: "Bom, meu sofá não é o mais cômodo."
Q: "Mais do que suficiente... veja que inclusive me foi a dor de cabeça."
L: "Sim?... me alegro então."
Q: "Bom... não de todo." – sorria. "mas já quase não dói."
L: "Deixe-me fazer uma coisa." – disse deixando o computador sobre a mesa. "aproxime- se."
Quinn não pode fazer nada. Leisha já havia tomado posso do escasso espaço que as separava.
L: "Feche os olhos."
Q: "O que?" – perguntou confusa.
L: "Feche os olhos, farei com que a dor de cabeça suma..."
Quinn obedeceu e fechou os olhos. A garota se aproximou e colocou ambas mãos na têmpora da loira. Seus dedos se fixaram em um ponto em ambos lados da cabeça de Quinn e começou a massagear com cuidado, realizando pequenos círculos sobre a pele.
Quinn suspirou ao sentir a pressão dos dedos e a agradável sensação que provocava aquela deliciosa massagem. Leisha sorria ao comprovar o estado de relaxamento que a loira encontrou.
L: "Eu faço isso sempre que minha cabeça dói. Me ensinaram nas minhas aulas de teatro... funciona, verdade?"
Q: "Sim..." – sussurrou. "é genial, além do mais o calo de suas mãos é agradável."
Leisha continuava massageando enquanto ia se aproximando cada vez mais da loira. Fazia isso por inércia. O rosto de Quinn permanecia relaxado, impassível, forme e sereno a escassos centímetros do dela.
Quinn sentiu a proximidade da garota e abriu lentamente os olhos. Nunca havia se fixado neles, mas Leisha tinha dois enormes e verdes olhos, que intimidavam. Uns enormes e espessos cílios que lhe davam um ar sedutor, difícil de resistir. A respiração começava a agitar.
Rachel desistiu da sua tentativa. Quinn não dava sinais de vida e começava a estar cansada. Esteve mais de uma hora buscando alternativas para encontrá-la, depois permaneceu uns 30 minutos na porta da casa dela, esperando ver ela aparecer. Nada. Não teve sorte e a garota decidiu voltar para o estúdio.
Foi um dia esgotante e necessitava descansar. Ainda tinha o domingo pela frente e sabia que Quinn, cedo ou tarde, ia aparecer. Podia esperar um dia mais.
Não soube como havia chegado até ali. Era consciente do que estava acontecendo, sabia que tinha que terminar com aquilo, mas seu corpo não reagia. O peso do álcool a mantinha grudada no colchão daquela cama, enquanto Leisha a cobria de beijos. Não queria continuar, mas os movimentos da garota a deixava hipnotizada. Havia desfeito da maioria das roupas que cobria seu corpo, enquanto Leisha já estava nua... se movendo sobre ela com sensuais roces, descobrindo algo novo que só ela sabia.
Quinn se limitava a observá-la, com um olhar que não sabia descrever. Realmente a garota era espetacular e lhe resultava complicado aceitar que aquilo que estava fazendo, não havia feito nunca, que era sua primeira vez com uma garota tal como havia lhe sussurrado minutos antes.
L: "Huumm... fuder... me espere aqui...ok?" – sussurrou abandonando o corpo da loira.
Quinn não sabia o que fazia, de repente Leisha abandonava o quarto sem motivo aparente. Voltou a respirar, como se aquele feitiço tivesse desaparecido quando a garota saiu do quarto envolta no lençol. Quinn reagiu. Aquele quarto desconhecido, aquela estranha cama tiraram ela da hipnose e rapidamente se incorporou. Tinha que sair dali, não queria nem deveria estar ali.
Começou a buscar sua roupa que permanecia jogada no chão, mas o álcool ainda fazia estragos em seu frágil corpo, lhe provocando algum e outro tropeço.
L: "O que faz aqui?" – perguntou completamente fora de lugar. A garota tinha ouvido várias batidas na porta e por isso saiu do quarto. Não esperava encontrar quem encontrou.
R: "Olá Le." – respondeu entrando na sala.
L: "Rachel... agora mesmo não posso te atender... estou ocupada." – tratou de convidá-la para que abandonasse o estúdio.
R: "Le... necessito falar com você... levo todo o dia dando voltas e..." – se deteve. "um momento... o que faz nua?" – perguntou ao ver ela se tampando com o lençol.
L: "Rachel... de verdade, não é o momento... te explico amanhã, ok?"
R: "Está com alguém?" – deduziu olhando para o quarto. De repente escutou vários sons que saiam dele e levou as mãos a boca, tratando de tampar o sorriso que estava se convertendo em uma gargalhada.
L: "Sim Rach... por favor." – abriu a porta. "amanhã conversamos..."
R: "Ok...ok." – se desculpava. "sinto te interromper." – disse enquanto voltava para a porta com um sorriso em seu rosto.
O som da porta do quarto a deteve. Leisha se virou completamente aterrorizada ao sentir como a porta se abria e uma confusa Quinn aparecia atrás dela.
Rachel se virou por inércia e descobriu a loira embaixo do marco da porta.
Não soube o que passou por sua mente. Seus olhos simplesmente se petrificaram ao ver Quinn, que a olhava completamente surpreendida.
L: "Rachel..." – sussurrou. "posso te explicar."
Não houve respostas. A morena continuava imóvel, observando Quinn que copiava com exatidão a sua postura. Nem sequer olhou para Leisha. Avançou até a loira, que continuava imóvel.
Rápido, seco, certeiro. O tapa de Rachel no rosto de Quinn soou em todo o lugar, provocando o balançar e quase perca do equilíbrio da loira.
Não houve palavras, as lágrimas corriam pelo rosto de ambas garotas. Leisha permanecia aterrorizada em um canto da sala enquanto Rachel, na frente de uma doída Quinn, mantinha o pulso com o olhar. Um olhar cheio de ódio, de desilusão, de tristeza, pena... dor. Não havia mais nada no mundo que pudesse lhe doer tanto como estava doendo ver Quinn naquele lugar, na frente dela, com os olhos inundados de lágrimas e um choro mudo que lhe entrecortava a respiração.
Aquele tapa não apenas doeu na loira. Rachel sentia o mesmo ardência em sua própria bochecha, aquele tapa também havia sido em cheio nela.
R: "Sinto muito." – aquelas palavras saíram sem som algum. A voz quebrada se confundia com o choro de Quinn, que não havia afastado sua mão da bochecha em nenhum momento.
Rachel se afastou dela e voltou sobre seus passos até a saída. Não parou nem para olhar para Leisha. Não queria olhar para ela, não podia suportar e sem voltar o olhar para trás, abandonou o estúdio.
Quinn se deixou cair sobre seus joelhos. O choro entrecortava sua respiração e a raiva começava a inundá-la diante o perplexo olhar de Leisha, que não sabia como atuar.
Q: "Meu amor..."
OBS. 1: História original escrita por CARMEN MARTIN na fanfic 2 NUEVOS CAMINOS ( s/7412103/1/2_Nuevos_Caminos)
OBS. 2: Pessoal, espero conseguir postar mais 2 caps até na quarta-feira, pois na quarta viajo par BH e logo em seguida vou para o RJ e só retorno no domingo... então a fic ficará sem atualizar todos esses dias.
OBS. 3: Alguém aí sabe um site, blog, tumblr ou qualquer outra coisa que eu consiga saber tudo da vida de Lea e Di? Tipo entrevistas, fotos para revistas que fizeram, tweets que mandaram e tudo mais? Por favor me informem ok? Obrigada!
