O sacrifício de um irmão:
Nada poderia impedir o Grande Eclipse, como dizia Hades, já que isto era a vontade de um Deus. Mas nenhuma destas afirmações é suficiente para fazer um verdadeiro Cavaleiro desistir de lutar pela Terra, e Fênix ergue mais uma vez seu punho contra o Senhor das Trevas. Hesita, é claro, ante a idéia de ferir seu irmão, mas não vê outra saída senão atacar.
Seu golpe mais poderoso destroça as pilastras do palácio, esgarça as cortinas atrás do trono, mas não move um fio do cabelo de Hades, que o ironiza por não ser capaz de lhe fazer um arranhão sequer. Irritada com o rapaz, Pandora avança novamente, querendo matá-lo.
-- Pare, Pandora! – ordena o Deus – Deixe Fênix fazer o que quiser. Ele é o irmão mais velho daquele que escolhi para hospedeiro, e está pronto para morrer desde o princípio. Ele merece morrer pelas minhas mãos.
Ikki tenta uma nova investida, mas o brilho nos olhos do imperador é prelúdio para um poder gigantesco, que lançam o rapaz novamente ao pé da escada. Qualquer um morreria com este ataque, e Hades ordena que seja enterrado adequadamente. Mas Fênix ergue-se novamente.
-- Não acredito que este seja o poder de um Deus... Por acaso está querendo me poupar, Hades?
Mais uma vez ele avança, mais uma vez Hades desfere seu raio, e mais uma vez Fênix se levanta. Para Pandora, ele parecia imortal, mas o Deus dos mortos está disposto a abrir mão de um poder ainda maior, capaz de transforma-lo em pó.
Há algo estranho. O golpe não é desferido, o corpo não se move, não obedece aos seus comandos. Sua mão treme, movendo-se contra a vontade, contorcendo-se em direção ao seu pescoço, até poder prendê-lo. Como se fosse imobilizado por si mesmo, o Deus até então cheio de confiança, seriedade e calma, agora se torna confuso diante da auto-agressão involuntária. Pandora não sabe como reagir, e Ikki finalmente sente o conhecido cosmo de seu irmão.
A alma de Shun aparece claramente diante de seus olhos, por trás do corpo tomado por Hades, com o brilho de costume em seus olhos, cheios de bondade e calor, e a voz que não ouvira até então ecoa em seus ouvidos, deixando-o confuso.
-- Ikki! Agora é sua única chance de matar Hades. Se você atacar, a alma dele não terá um corpo para renascer!
-- Sh... Shun... Você aceitou a alma de Hades, disposto a morrer...
-- O que? – espanta-se Pandora – Está dizendo que seu irmão fez tudo isso de propósito para criar essa oportunidade?! Mesmo sabendo que morreria?!
Assim era a princesa Andrômeda, que se sacrificou para salvar seu reino. E assim era Shun, que da mesma forma lutava com espírito de sacrifício, pronto para morrer pela vida de outros, e isso o fazia feliz. Pandora mantinha a expressão de total incompreensão, fazendo Fênix explodir de vez.
-- Shun não nasceu para ser hospedeiro de Hades, mas para se tornar um Cavaleiro de Atena e salvar a Terra de malucos como vocês!!
-- Ikki! Depressa, você não tem muito tempo. Irmão...
-- Shun...
Ikki cerra os punhos, com o olhar já cheio de dor, ainda que mantivesse a seriedade, seus dentes rangiam. Pandora tenta impedi-lo com seu cetro, mas é atirada longe por uma poderosa energia. O corpo de Fênix é circundado pela "Defesa Circular", as correntes foram evocadas pelo cosmo de Andrômeda, e voltaram de onde foram deixadas pelos mandados de Pandora.
-- Vamos, Ikki... Ninguém mais vai atrapalhar. Acaba logo comigo!
-- Sh... Shun!!
-- Não fique triste, irmão... Eu estou feliz, porque poderei salvar milhões de pessoas. Vamos, Ikki...
O Cavaleiro inflama seu cosmo, envolve-se em fogo puro, mas as lágrimas finalmente descem em seu rosto, depois de tê-las segurado ao último, e sentindo seu coração em pedaços, como uma faca que profundamente lhe cortasse o peito, prepara seu melhor ataque.
-- Muito bem, Shun, meu honrado irmão... Você é um verdadeiro Cavaleiro de Atena! Me perdoe, irmão!
Seu cosmo explode, Pandora se desespera diante de tanto poder desferido contra o corpo paralisado de Shun. As lágrimas de Fênix saltam de seus olhos, evaporando no ar com o calor de sua energia, e seu punho atinge o coração de seu irmão, espalhando seu cosmo por todo o Submundo, um cosmo repleto de tristeza e dor.
Saída da Quinta prisão, Shiryu, Hyoga e eu estacamos no caminho ao sentir os cosmos que fluíam pelo Mundo dos Mortos. Não podíamos acreditar .
-- O que foi isso? – espanta-se Shiryu – É o cosmo de Ikki...
-- E o de Shun desapareceu... Ele... Ikki matou Shun?!
-- Impossível! – exclamo com os olhos já marejados – Só se ficou louco...
Corro o mais rápido que deixam minhas pernas em direção a Giudecca, as lágrimas já escorrem pelas minhas faces, uma aflição e angústia insuportáveis tomam conta de meu coração. Os dois correm atrás de mim.
-- Nala, espere!! – grita Hyoga.
-- Já perdi meu irmão, não vou perder um amigo também! Nenhum deles! Nenhum de vocês!!
-- Hyoga... Não adianta tentar pará-la.
-- Shiryu, você faz idéia de como eu estou?
-- Hyoga...?
-- Como você ia se sentir se tivesse que ver Shunrey no estado que a Nala ta? Estou com medo, Shiryu. Se alguma coisa acontecer com ela...
--
Nala: NÃO!! Shun!! Meu amigo!! Eu naum aguento mais isso!! HADES DESGRAÇADO!! Eu vou detonar c/ esse filho da mãe... Buáááááááá!! T.T
Dohko: ...óò
Hyoga: Nala, num fica assim... óò
Nala (abraça Hyoga): Buáááááá!! Primeiro mestre Camus, depois Milo... Agora Shun... Buááááá.
Shiryu: ... óò
Hyoga (abraça Nala): Vamos acabar logo com isso...
Dohko: Mas o próximo capítulo é só na próxima postagem...
Shiryu: Pelo menos dá tempo de acalmar os animos...
Hyoga: Q seja...
Nala: Shuif... Shuif... T.T
