Capítulo 24.

Capítulo 24 — leu Jake.

Leva algum tempo para explicar a situação para Peeta. Como Foxface roubou a comida da pilha de suprimentos antes de eu explodi-la, como ela tentou tirar o bastante para ficar viva, mas não o suficiente para alguém notar, como ela não questionaria a natureza das bagas se nós estivéssemos preparando-nos para comê-las.

"Pergunto-me como ela nos encontrou," diz Peeta. "Minha culpa, eu acho, se eu estava tão barulhento como você diz."

Estávamos tão difíceis de seguir quanto um rebanho de gado, mas tento ser gentil.

— O que não dá muito certo — murmurou Jake.

"E ela é esperta, Peeta. Bem, ela era. Até você superá-la."

"Não de propósito. Não parece justo de forma alguma. Quero dizer, nós estaríamos mortos, também, se ela não tivesse comido as bagas antes." Ele se corrige. "Não, claro, não estaríamos. Você as reconheceria, não?"

— Assim como ela percebeu a situação antes que Foxface fosse coletada — disse Íris.

Assinto. "Nós as chamamos de fechos da noite."

"Até o nome soa mortal," diz.

— Esse é o objetivo — disse Jake.

"Sinto muito, Katniss. Eu realmente pensei que elas pareciam as mesmas que você juntou."

"Não se desculpe. Isso significa que estamos um passo mais perto de casa, certo?" pergunto.

"Vamos acabar com o resto," Peeta diz. Ele recolhe uma folha de plástico azul, cuidadosamente colocando as bagas dentro, e vai jogá-las na floresta.

"Espera!" grito. Encontro a bolsa de couro que pertencia ao garoto de Distrito 1 e encho-a com punhados de bagas do plástico. "Se elas enganaram Foxface, talvez possam enganar Cato também. Se ele estiver nos caçando ou algo assim, podemos agir como se acidentalmente derrubamos a bolsa, e se ele as comer –"

— Não acho que eles terão a mesma sorte duas vezes — disse Íris — E Cato não parece ser do tipo que rouba comida dos outros tributos.

— Mas é uma vantagem que não mostrem no céu como a pessoa morreu.

"Então olá Distrito Doze," Diz Peeta.

"Isso," digo, prendendo a bolsa no meu cinto.

"Ele vai saber onde estamos agora," diz Peeta. "Se ele estava em algum lugar por perto e viu o aerobarco, vai saber que nós a matamos e virá atrás de nós."

— Ou algum animal pode tê-la matado — disse Jake.

Peeta está certo. Essa pode ser a oportunidade que Cato esteve esperando. Mas mesmo se corremos agora, há carne para cozinhar e nosso fogo vai ser outro sinal da nossa localização. "Vamos fazer fogo. Agora." Começo a juntar ramos e galhos.

"Você está pronta para encará-lo?" Peeta pergunta.

"Estou pronta para comer. Melhor cozinhar nossa comida enquanto temos chance. Se ele souber que estamos aqui, ele sabe. Mas ele também sabe que há dois de nós e provavelmente assuma que estamos caçando Foxface.

— Assuma que estiveram caçando-a — corrigiu Íris — Porque ela acabou de morrer.

Isso significa que você se recuperou. E o fogo significa que não estamos nos escondendo, estamos convidando-o. Você se mostraria?" pergunto.

"Talvez não," ele diz.

Peeta é um diabo com o fogo, tentando trazer chama da madeira úmida. Num piscar de olhos, tenho coelhos e esquilos torrando, as raízes, misturadas com folhas, cozinhando na brasa.

— E é por isso que vocês são os garotos em chamas — disse Íris.

— E vem do Distrito 12.

Tomamos turnos de juntar verduras e vigiar por causa de Cato, mas como eu antecipei, ele não aparece.

Quando a comida está pronta, eu guardo a maior parte, deixando para nós a perna do coelho para comermos enquanto caminhamos.

— Quem sabe dá sorte — brincou Jake.

Quero ir mais alto na floresta, subir uma boa árvore, e fazer acampamento para a noite, mas Peeta resiste. "Não posso subir como você, Katniss, especialmente com minha perna, e não acho que poderia dormir a quinze metros do chão."

"Não é seguro ficar em aberto, Peeta," digo.

"Não podemos voltar para a caverna?" ele pergunta. "É perto da água e fácil para se defender."

— A não ser que ele invada, aí eles ficam encurralados — disse Íris.

Suspiro. Várias horas mais de caminhada – ou deveria dizer estrondo – através da floresta para chegar até a área que tivemos de deixar de manhã para caçar. Mas Peeta não pede por muito. Ele seguiu minhas instruções todo dia e tenho certeza de que, se fosse o contrário, ele não me faria passar a noite numa árvore. Percebo que não fui muito boa com Peeta hoje. Implicando com quão barulhento ele era, gritando com ele sobre desaparecer. O romance divertido que sustentamos na caverna desapareceu no aberto, sob o sol quente, com a ameaça de Cato sobre nós.

— É normal ficar estressado com essa situação — retrucou Íris — Nenhum romance fica intacto na arena.

Haymitch deve estar irritado comigo. E quanto à audiência...

Eu me estico e dou a ele um beijo. "Claro. Vamos voltar para a caverna."

Ele parece satisfeito e aliviado. "Bem, essa foi fácil."

— Claro. Não é fácil convencê-la — disse Jake.

Tiro minha flecha do carvalho, com cuidado para não danificar a ponta. Essas flechas são a comida, segurança, e vida por si só agora.

Jogamos um pouco mais de madeira no fogo. Isso deve lançar fumaça por mais algumas horas, embora eu duvide que Cato assuma alguma coisa a esse ponto.

— Ele está em desvantagem. Dois contra um — disse Jake.

— Mas ele tem mais experiência que eles.

— E mamãe tem um arco e flecha que alcança longas distâncias.

Quando chegamos ao riacho, vejo que a água tem diminuído consideravelmente e que se move num ritmo lento, então voltamos para ele. Peeta está feliz pelo favor e, visto que ele é muito mais silencioso na água que na terra, é uma boa idéia.

É uma longa caminhada para a caverna, entretanto, mesmo descendo, mesmo com o coelho dos dando impulso. Ambos estamos exaustos pela marcha de hoje e ainda mal alimentados.

— Demoraram algumas horas para caçar com o barulho que estavam fazendo — disse Íris.

Mantenho meu arco carregado, ambos para Cato e qualquer peixe que possa ver, mas o riacho para estranhamente vazio de criaturas.

— Isso não é bom... — murmurou Jake, preocupado.

Quando alcançamos nosso destino, nossos pés estão pesados e o sol desce no horizonte. Enchemos nossas garrafas de água e subimos a pequena inclinação para nosso esconderijo. Não é muito, mas fora daqui é uma imensidão, e isso é a coisa mais próxima que temos de uma casa. Será mais quente que uma árvore, também, porque provê algum abrigo do vento que começou a vir continuamente do oeste.

— Isso não é bom — repetiu Jake.

— Para, Jake! Você está me deixando nervosa!

Coloco um bom jantar, mas Peeta meio que começa a cochilar. Depois de dias de inércia, a caçada tomou seu pedágio. Mando-o ir para o saco de dormir e guardo o resto da sua comida para quando ele acordar. Ele dorme imediatamente. Puxo o saco de dormir até seu queixo e beijo sua testa, não para a audiência, mas para mim. Porque estou tão grata de ele ainda estar aqui, não morto no rio como eu pensei. Tão grata por não ter de encarar Cato sozinha.

O brutal e sanguinário Cato, que pode quebrar um pescoço com o giro de seu braço, que tem o poder de superar Thresh, que se destacou para mim desde o início.

— Deve tê-lo pegado em guarda baixa — disse Íris, não dando crédito.

— Isso se foi mesmo Cato quem o matou e não outra coisa...

— E Cato tem uma lança, Thresh se vira sem armas. Queria ver Cato matando-o em uma luta corpo a corpo, não teria a menor chance.

Ele provavelmente tem um ódio especial por mim desde quando o superei no treinamento. Um garoto como Peeta iria apenas encolher os ombros por isso. Mas tenho a sensação de que Cato levou a distração. O que não é difícil. Peno na sua ridícula reação ao encontrar os suprimentos explodidos. Os outros estavam irritados, é claro, mas ele estava completamente louco. Pergunto-me agora se Cato não é inteiramente são.

— Não teve uma pessoa que resolveu praticar canibalismo? Os jogos enlouquecem esse tipo de gente louca para vencer — disse Jake.

O céu se ilumina com o selo, e observo Foxface brilhar no céu e então desaparecer do mundo para sempre.

— Se Cato não sabia quem tinha morrido, agora sabe — murmurou Íris.

Ele não disse, mas não acho que Peeta se sentiu bem a matando, mesmo sendo essencial. Não posso fingir que sinto falta dela, mas tenho de admirá-la. Acho que, se eles tivessem nos dado algum tipo de teste, ela teria sido a mais esperta de todos os tributos. Se, de fato, nós tivéssemos colocado uma armadilha para ela, aposto que ela teria percebido e fugido das bagas. Foi a própria ignorância de Peeta que a trouxe para baixo.

— Isso e a sua falta de conhecimento de frutos — disse Jake.

Passou muito tempo tendo certeza de subestimar meus oponentes que esqueci que superestimá-los é tão perigoso quanto.

O que me trás de volta para Cato. Mas enquanto penso que compreendo Foxface, quem ela era e como ela operava, ele é um pouco mais escorregadio. Poderoso, bem treinado, mas espeto? Não sei. Não como ela era. E totalmente sem a falta de controle que Foxface demonstrava. Acredito que Cato pode facilmente perder seu julgamento com o ajuste de temperatura. Não que eu me sinta superior nesse ponto. Penso no momento em que mandei a flecha voando até a maçã na boca do porco quando estava tão irada. Talvez eu entenda Cato melhor do que penso.

— Ninguém tem sangue de barata... — murmurou Íris.

Apesar da fadiga no meu corpo, minha mente está alerta, então deixo Peeta dormir mais que o usual. De fato, um suave dia cinzento começa quando balanço seu ombro. Ele olha, quase em alarme. "Eu dormi a noite toda. Isso não é justo, Katniss, você deveria ter me acordado."

— E como ele poderia ter ajudado? — ironizou Íris.

— Vigiando para que ela dormisse — retrucou Jake.

Eu me estico e entro na bolsa. "Vou dormir agora. Acorde-me se algo interessante acontecer."

Aparentemente nada acontece, porque quando abro meus olhos, a luz grande e brilhante da tarde atravessa as pedras. "Nenhum sinal do nosso amigo?" pergunto.

Peeta balança a cabeça. "Não, ele está mantendo um preocupante perfil baixo."

"Quando tempo você pensa que teremos antes que os Gamemakers nos una?" pergunto.

— Hoje? — sugeriu Íris.

"Bem, Foxface morreu há quase um dia, então já deu tempo para a audiência fazer suas apostas e ficar entediada. Acho que pode acontecer a qualquer momento," diz Peeta.

"Sim, tenho o pressentimento de que hoje é o dia," digo. Sento-me e olho para o terreno pacífico. "Pergunto-me como eles vão fazer."

Peeta permanece em silêncio. "Não há nenhuma boa resposta."

— Isso com certeza. Não será bonito — disse Jake.

"Bem, até eles fazerem, não tem sentido perder tempo caçando hoje. Mas provavelmente iremos comer o que pudermos para o caso de acontecer problemas," digo.

Peeta guarda nossas ferramentas enquanto preparo uma grande refeição. O resto dos coelhos, raízes, verduras, e pedaços com o último pedaço de queijo. A única coisa que deixo de reserva é o esquilo e a maçã.

Quando terminamos, tudo que resta é uma pilha de ossos do coelho. Minhas mãos estão engorduradas, o que faz crescer minha sensação de imundice. Talvez nós não temos banho diariamente em Seam, mas nos mantemos mais limpas do que isso. Exceto pelos meus pés, que andaram no riacho, estou coberta de uma camada de sujeira.

— Os únicos que devem abusar de tomar banho na arena são os Careers — disse Íris — São frescos demais para conseguir ficar nessas condições.

— Só que vai ser só água. Não vai ter sabonete nem nada.

— Tem como fazer sabonete com itens da arena, mas se eles tem esse conhecimento já é outra história.

Deixar a caverna dá uma sensação de finalização. Não acho que haverá outra noite na arena de modo algum. De um modo ou outro, morta ou viva, tenho o pressentimento de que vou escapar hoje. Dou as rochas um tapinha de adeus, e vamos para o rio para nos lavar. Posso sentir minha pele, comichando com a água fria.

— Mais fria do que a água de Seam não deve ser — disse Íris.

Posso fazer meu cabelo e fazer uma trança. Estou me perguntando se devemos ser capaz de dar numa rápida esfregada nas nossas roupas quando chegamos ao riacho. Ou o que costumava ser um riacho. Agora há apenas uma cama de ossos secos. Toco o chão para senti-lo.

"Nem mesmo um pouco úmido. Eles devem ter drenado-o enquanto dormíamos." Digo.

— É agora que começa — murmurou Jake, nervoso.

Um medo de língua rachada, corpo dolorido e mente confusa trazida pela minha desidratação passada desliza na minha consciência. Nossas garrafas e peles estão bem cheias, mas com dois goles e nesse sol quente não vai levar muito tempo para acabá-las.

"A lagoa," diz Peeta. "É para onde querem que nós nos dirijamos."

"Talvez os lagos ainda tenham alguma água," digo esperançosamente.

"Podemos verificar," diz, mas ele está apenas me animando. Estou tentando me animar, porque sei o que encontrarei quando retornarmos para o lago onde molhei minha perna. A boca aberta e empoeirada de um buraco. Mas fazemos a viagem de qualquer jeito, apenas para confirmar o que nós já sabemos.

"Você está certo. Eles estão nos dirigindo para a lagoa," digo. Onde não há cobertura. Onde eles garantirão uma luta sangrenta até a morte, como nada para bloquear sua visão. "Você quer ir direto ou esperar até a água acabar?"

"Vamos agora, enquanto temos comida e estamos descansados. Vamos logo terminar com isso," ele diz.

— É melhor do que ficarem com fome, sede e cansados — concordou Íris.

Assinto. É divertido. Quase sinto como se fosse o primeiro dia dos Games novamente. Que eu estou na mesma posição. Vinte e um tributos estão mortos, mas ainda tenho de matar Cato. E realmente, ele não era aquele a matar? Agora parece que os outros tributos foram apenas pequenos obstáculos, distrações, afastando-nos da real batalha dos Games. Cato e eu.

Mas não, há um garoto esperando ao meu lado. Sinto seus braços ao meu redor.

"Dois contra um. Deve ser moleza," diz.

Jake tinha a sensação de que não seria apenas uma luta corpo a corpo entre três tributos. Seria algo pior...

"Na próxima vez que comermos, será em Capitol," respondo.

"Pode apostar que sim," diz.

Ficamos ali por um momento, presos num abraço, sentindo um ao outro, a luz do sol, o farfalhar das folhas aos nossos pés. Então sem uma palavra, nos separamos e caminhamos para a lagoa.

Não me importo agora que os passos de Peeta façam os roedores correrem, os pássaros voarem. Temos de lutar contra Cato e eu faria isso aqui ou na planície. Mas duvido que eu tenha escolha. Se os Gamemakers nos querem no aberto, então no aberto estaremos.

— Aquela Cornucópia já não tem sangue derramado o suficiente? — murmurou Íris.

Paramos para descansar por uns momentos sob uma árvore onde os profissionais me emboscaram. A casca do ninho de tracker jacker, batida até a polpa pela chuva e secada pelo sol, confirma a localização. Toco-o com a ponta da bota, e ela se dissolve em poeira que é rapidamente carregada pela brisa. Não posso evitar olhar para as árvores onde Rue secretamente estava, esperando para salvar minha vida. Tracker jackers. O corpo inchado de Glimmer. As terríveis alucinações...

— Seria ótimo se tivesse um remédio que causasse amnésia em quem sobreviveu à arena — disse Íris.

— Eles jamais venderiam algo como isso. Querem ver o sofrimento das pessoas que passaram por isso para amedrontar o resto do povo. Para que não os desafiem ou vai ser pior.

"Vamos," digo, esperando escapar da escuridão que rodeia esse lugar. Peeta não discute.

Dado ao nosso início atrasado do dia, quando chegamos à planície já está no início da noite. Não há sinal de Cato. Nenhum sinal de nada, exceto a Corpucópia dourada brilhando nos raios de sol oblíquos. Só para garantir que Cato decidiu empurrar Foxface contra nós, circulamos a Cornucópia para ter certeza de que ela está vazia. Então obedientemente, como se seguindo instruções, andamos até a lagoa e enchemos nossos recipientes de água.

Franzo as sobrancelhas ao sol recuando. "Não queremos brigar com ele depois de escurecer. Há apenas um par de óculos."

Peeta cuidadosamente coloca gotas de iodo na água. "Talvez seja isso que ele esteja esperando. O que você quer fazer? Voltar para a caverna?"

"Isso ou encontrar uma árvore. Mas vamos dar a ele mais meia hora. Então vamos recuar," respondo.

— Duvido que demore meia hora — disse Jake.

— Os gamemakers devem estar tentando levá-lo para lá.

Sentamos perto da lagoa, à vista. Não há como se esconder agora. Nas árvores no limite da planície, posso ver os mockingjays se movimentando. Jogando melodias de volta e adiante entre eles, como brilhantes bolas coloridas. Posso senti-los parar curiosos ao som da minha voz, escutando mais. Repito as notas no silêncio. Primeiro um mockingjay garganteia a canção de volta, e depois outro. Então todo o mundo se torna vivo com o som.

"Bem como seu pai," diz Peeta.

Meus dedos encontram o alfinete na minha camisa. "É a música de Rue," digo. "Acho que eles se lembram."

A música cresce e eu reconheço o esplendor disso. Enquanto as notas se sobrepõem, uma complementando a outra, formando uma harmonia linda e misteriosa. Esse era o som, então, graças a Rue, que mandava os trabalhadores do Distrito 11 para casa cada noite. Alguém vai começá-la na parada, pergunto-me, agora que ela está morta?

— Provavelmente — concordou Íris.

Por um momento, apenas fecho meus olhos e escuto, hipnotizada com a beleza da música.

— Não fecha os olhos — reclamou Jake.

Então algo começa a atrapalhar a canção. Executa cortes irregulares, linhas imperfeitas. Notas dissonantes intercalam com a melodia. As vozes dos mockingjays se elevam num grito de alarme.

— Pelo menos eles avisam — murmurou Íris.

— Mas eles só avisam quando tem algo vindo do Capitol... — murmurou Jake, estranhando.

Estamos de pé, Peeta empunhando sua faca, eu posicionada para atirar, quando Cato aparece pelas árvores e corre até nós. Ele não tem nenhuma lança. De fato, suas mãos estão vazias, embora ele corra direto para nós. Minha primeira flecha atinge seu peito e inexplicavelmente cai de lado.

"Ele tem algum tipo de armadura!" grito para Peeta.

— Pelo visto algumas provisões sobreviveram à explosão — reclamou Íris.

Bem a tempo, também, porque Cato está sobre nós. Eu me abraço, mas ele corre entre nós sem diminuir a velocidade. Posso dizer pela sua respiração ofegante, o suor escorrendo de seu rosto purpúreo, que ele esteve correndo muito por um longo tempo. Não em nossa direção. De algo. Mas o quê?

— Eu sabia — murmurou Jake.

Meus olhos examinam a floresta bem na hora de ver a primeira criatura entrando na planície. Quando estou me virando, vejo outra meia dúzia se reunindo. Então estou tropeçando cegamente atrás de Cato com nenhum pensamento exceto me salvar.

Íris sem nem esperar pega o livro da mãe de Jake para ler o próximo capítulo.

Capítulo 25 — leu, apressada.

Notas finais:

Esse capítulo tá uma merda, eu sei. Mas ele não me inspirou muita criatividade... Bem, hoje dia 20, é o último dia de aula de informática porque a partir de amanhã, eu entro em período de provas, nas quais eu só vou ao colégio fazer a prova e volto para casa. Portanto, acabou a postagem de capítulos. Eu vou tentar digitar os últimos 3 capítulos correndo para finalizar essa temporada a tempo.