Depois de tanto tempo longe:

- Alguns personagens não me pertencem, são da TIA MEYER ;**

- Nome entre parênteses, POV do personagem.

- O enredo é total criação minha, colaborem com reviews

Vamos a nossa leitura coletivaa? ;**

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Capítulo XXV (Edward)

- Edward, eu estou com... – as bochechas dela brilhavam, levemente rosadas. Apertei minha mão na dela.

- Você já os conhece. – falei calmamente.

Estávamos parados no primeiro batendo que dava para a varanda. Daqui de fora, eu ouvia com perfeição os gritos de Emmett, os resmungos de Rosalie, os pulinhos de Alice, as palavras carinhosas de Esme. E me perguntava se ela poderia escutar também.

Era tão importante para mim que minha família conhecesse ela. Que todos pudessem ver o quanto ela era encantadora, delicada... Que todos soubessem quem me causava tantos sentimentos confusos, felizes, saudades... Enfim, quem fazia meu mundo girar.

- Vou está aqui com você, Bella. – falei virando para encará-la, ela estava com as sobrancelhas franzidas de preocupação – Vou ficar segurando sua mão o tempo inteiro, está bem?

Ela balançou a cabeça positivamente e eu sorri. O que pareceu acalma-la um pouco, pois ela soltou um suspiro longo e retribuiu ao meu sorriso.

Quando voltei meu rosto em direção à porta da frente, Esme estava parada com sorriso enorme no rosto. Bella apertou minha mão e eu acariciei a palma da mão dela com meu polegar.

- Oh, meu querido, - Esme deu um passo na direção de Bella – ela é linda.

Bella sorriu envergonhada e quando Esme estendeu os braços, Bella recuou um passo.

- Esme, só tem um probleminha.

Esme parou no meio do caminho e com os braços ainda estendidos me olhou.

- O que aconteceu?

- Você não pode tocá-la. – falei olhando-a com pesar.

Eu sabia o quanto Esme gostava de abraçar. Mas, infelizmente, nesse caso não tinha outra opção.

- Bella! – ouvi o grito da baixinha vindo atrás de Esme – Estão vendo? Ganhei! – ela se virou e gritou para Emmett e Jasper que vinham logo atrás dela.

- Ganhou o quê? – perguntei entediando.

- Os meninos aqui disseram que você não traria sua preciosidade pra cá hoje. – ela bateu as palmas das mãos sorrindo – Mas eu te conheço, Edward.

- Não é que o bobão não estava doido. – Emmett falou cruzando os braços na frente do corpo – Bella, você existe mesmo. – ele completou com os olhos arregalados.

- Você está duvidando esse tempo todo? – Jasper perguntou exageradamente de boca aberta.

- Claro que não. – Emm respondeu inclinando a cabeça para frente de maneira infantil. – É só que, ela é bonita. E está com o bobão do Edward. Não consigo associar bem.

Bella soltou uma pequena risada.

- Ora, vamos entrar. – Esme olhava pra meu anjo com um brilho nos olhos e um sorriso nos lábios – Venha, Bella.

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(Bella)

Quanto adentrei a casa de Edward todas as sensações da primeira vez que estive lá voltaram instantaneamente. Todos os sentimentos de se estar sozinha em um lugar desconhecido, a procura de algo distante, queimavam bem lá no fundo, senti-me sufocada. Era estranho saber que todos podiam me ver, eu normalmente andava pela casa, seguindo o Edward, mas sabia que ninguém me veria. Senti algo diferente no meu estômago, quase como borboletas, quando me lembrei de tudo que passei com o Edward ali, de como pouco a pouco ele ia dominando meus pensamentos e sentidos, de como eu sentia falta de poder olhá-lo em cada momento do seu dia.

Ele puxou minha mão de leve e quando eu me voltei para olhá-lo ele tinha o sorriso torto nos lábios. E lá estava a explicação para tudo, por eu amá-lo tanto, por eu me arriscar tanto, por eu confiar tanto, por eu querê-lo tanto.

Era incrível ver como todos eram tão belos, elegantes e cheios de vida [apesar de teoricamente não terem vida]. Quer saber, vampiros não são assustadores, não esses. Pelo contrário, há algo neles que cativa, que puxa, que prende e te deixa fascinada.

E durante a tarde que passei na casa de Edward era exatamente o que eu pensava. O quanto eu havia tido sorte por cai logo ali, na frente do Edward, por ele poder me tocar, por ele ser tudo que é. E apesar de toda minha vergonha, todo meu nervosismo, Edward não soltou minha mão nenhuma vez, Alice não me deixou de me fazer perguntas nenhuma vez, Emmett não me deixou parar de rir nenhuma vez, Esme não deixou de me lançar seus adoráveis sorrisos nenhuma vez, Jasper não deixou de me analisar nenhum vez... E, infelizmente, Rosalie não falou comigo nenhuma vez.

Quando, pela janela da sala, eu vi o sol morrer no horizonte e uma nova noite nascer, era como está em casa novamente.

Edward se inclinou e falou no meu ouvido, seus lábios roçando a pele da região, seu hálito me fazia cocegas.

- Que ficar um tempo comigo? – sua voz era como veludo na minha pele – Acho que minha querida família esta te sufocando demais.

Ele sorriu. Segurei de cada lado do rosto de Edward e o imitei em seus gestos, falando próximo ao ouvido dele.

- Não precisa perguntar se quero passar um tempo a sós com você, Eddie. – suspirei – Vou porque amo você, e sua família não me sufoca nem um pouco.

Ele paralisou por um tempo, levou a mão até minha cintura e depois a retirou de lá. Parecia está reprimindo algo.

- Hey, parece que os dois pombinhos não conseguem se descolar. – ouvi Emmett gritar do outro lado da sala – Estamos incomodando o namoro de vocês, Eddie bobão?

- Shiiii... – Esme tapou a boca do grandão – Está incomodando sim... É tão lindo vê os dois juntos.

- Você é como um brinquedo brilhante no jardim de infância, minha Bela. – ele beijou a região atrás da minha orelha e uma corrente elétrica passou por todo o meu corpo, puxando na direção dele – Mas você é só minha. – ele sorriu – Meu brinquedo brilhante.

A mão de Edward deslizou até a minha e quanto eu vi ele está me levantando e me levando para algum lugar.

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(Edward)

Todas as células do meu corpo vibraram quando a ouvi dizer que me amava. Era tão inseguro da minha parte, tão possessivo, tão paranoico, mas foi em quem ela me transformou. Em um ser dependente do calor dela pra viver.

Beijá-la tão intensamente na frente da minha família não iria ser nada educado, e quando ela encostou seus lábios no meu ouvido eu pensei em todas as maneiras possíveis e imagináveis de sair daquela sala, sair da presença de tantos vampiros curiosos, e ficar sozinho com ela. Por mais que a vozinha insistente na minha cabeça gritasse que o certo seria fugir de um momento a sós com meu brinquedo brilhante, eu não conseguia. Já me vangloriei muito do meu autocontrole, mas agora eu já não sei se quero tê-lo comigo.

- Seu quarto? – ela perguntou irônica quando cheguei à frente da porta.

- O quê? – perguntei perdido em meus pensamentos, a verdade era que não estava prestando atenção onde a estava levando.

- Seu quarto, Edward... – ela repetiu calmamente – Era para cá que queria me trazer? – uma sobrancelha no seu rosto delicado se arqueava vagarosamente.

- Tem algum problema? – perguntei alheio, abrindo a porta do quarto.

- Nenhum. – ela respondeu cínica.

A vi entrar e seguir na direção da parede que era preenchida, quase totalmente, por vidro. A visão do sol se perdendo por entre as árvores de longos troncos era relaxante. Os finos raiz do sol, morrendo no horizonte, lançavam nos olhos avelã de Bella um tom verde caramelo que fazia meu corpo arrepiar.

A blusa azul de alça que usava com uma calça muito justa, dava uma visão perfeita do seu corpo. Aliás, eu não precisava pensar muito. E eu me perguntei se era pecado pensar em um anjo nesses termos. Seria mais um para completar minha lista. Sorri. A culpa não era mim.

- Edward, não acha lindo? – ela perguntou ainda olhando pela janela.

- Acho. – respondi sem tirar os olhos de seu perfil.

- Não está olhando. – ela falou um pouco irritada me encarando – Não está olhando o pôr-do-sol.

- Estou olhando o que eu disse que era lindo. – falei com um sorriso e ela corou violentamente.

- Edwa... – fitei seus lábios pronunciarem meu nome, mas quando percebi já os sentia contra os meus. Se momento junto com os meus. Dando espaço para que a eu pudesse explorar cada canto da boca dela com a minha língua.

O corpo de Bella se aninhou perfeitamente ao meu, e minhas mãos já passeavam livres por toda a lateral de seu corpo. Ora arrancando suspiros do fundo de sua garganta, ora fazendo-a me chamar pelo nome. O que era mil vezes excitante, ouvi meu nome em seus lábios tão bem feitos.

O cheiro doce e refrescante dela inebriava meus sentidos e quando eu percebi, já a estava puxando para o sofá de couro que se encontrava no lado esquerdo do quarto. Ela sentou no meu colo com uma perna de cada lado, nossos beijos nunca paravam, só aumentavam de intensidade. E eu me vi beijando-a como se minha vida dependesse disso. Bella subiu sua mão, arranhando-me com suas unhar, do meu pescoço até minha nuca. Um rosnado abafado brotou na minha garganta e ela soltou um sorrisinho.

- Bella... – sussurrei quando ela desceu seus lábios para meu pescoço, as mãos acariciando meus cabelos – Está indo longe demais.

Ela pareceu ignorar o meu comentário e continuou a depositar beijo molhados que me botavam para fora de mim. Um calor crescente se instalou em minhas pernas e Bella percebendo, sentou-se completamente sobre mim. Trazendo sua pelve para mais perto da minha.

DE. ENLOUQUECER.

Quem aguentaria? Eu me perguntei, tentando me safar um pouco da culpa. Quem resistiria?

Você. Uma vozinha no fundo da minha cabeça gritou desesperada. Você resistira.

Não, eu não conseguiria. Argumente, tremendo por dentro com todas as sensações que a simples presença do corpo de Bella provoca no meu.

- Bella... Por favor... – supliquei.

É claro que eu queria. Que eu faria. Mas a culpa me tomaria por completo.

Eu podia ver suas asas, azuis e transparentes, rodeá-la por completo. Como eu iria em frente? O que aconteceria com ela caso eu sucumbisse a vontade?

Eu não sabia o que havia ocorrido a mãe dela e Charlie era apenas um humano. Eu era mais. Eu poderia sentenciá-la e eu nunca me perdoaria.

Poder vê-la, poder tocá-la, poder sentir o cheiro dela e os beijos para mim já era suficiente. E eu tenho certeza que Charlie pensa com eu, que se pudesse voltaria no tempo para poder manter, mesmo que platonicamente, o romance que nutria pela mãe do meu anjo.

- Bella... – gemi quando ela mordeu o lóbulo da minha orelha – Precisamos conversar.

Apelei para o lado funcional do meu cérebro. Preciso falar do pai dela, de Charlie, e achar uma maneira de unir os dois.

Segurei forte nos quadris dela e Bella me olhou intensamente. Os olhos tão castanhos, os lábios tão vermelhos, as bochechas tão coradas. Porque fazer isso comigo? Estava me enlouquecendo.

Fechei meus olhos apertados.

- Bella, eu quero que você... – falei baixinho, ainda com os olhos fechados, mas fui interrompido pelos lábios dela nos meus.

Ela me beijou rapidamente, depois saindo de cima de mim, falou:

- Agora, você pode continuar o que estava dizendo. – o tom de voz dela era frio e teimoso, e no fundo dos seus olhos avelã eu vi que ela ainda não havia desistido.

Mas eu também não, só precisava resolver algumas coisinhas antes. Não significava que nunca iria chegar o momento. Sorri.

- Vem cá. – chamei-a de mansinho, apontando para o meu colo.

- Não. – ela cruzou os braços na frente do corpo.

- Por favor? – inclinei minha cabeça para o lado com um sorriso torto nos lábios.

- Você não quer. – ela falou decidida, virando se de costas para mim.

Sorri, minha Bella é muito manhosa. Levantei-me do sofá, e chagando até ela, abracei-a pelas costas. Os cabelos em uma cor de chocolate vivo acariciavam meu rosto, e ironicamente cheiravam a morango.

- O que queria dizer? – ela falou inclinando sua cabeça, dando-me uma visão privilegiada do seu pescoço.

Ela sabia o quanto era perigoso fazer isso para mim? Para um vampiro?

- Er... – a veia que pulsava insistentemente na lateral do pescoço perfeito dela me tirou um pouco os pensamentos, pigarreei – Quero que você conheça um amigo meu. – falei um pouco aéreo.

- Tem fascinação por me apresentar as pessoas? – ela perguntou.

Desci minha língua até o pescoço dela e comecei com movimentos circulares. Eu simplesmente não consegui me segurar, era minha natureza.

Ela paralisou... Logo depois um tremor subiu pelo corpo do meu anjo, fazendo-me sorrir.

- Você. Deveria... Er, deveria parar também, sabia? – ela falou com dificuldade.

- Não posso. – falei virando a de frente para mim e beijando-a na bochecha.

- Assim, como eu também não posso. – ela tentou imitar meu tom de voz o que me fez cair na risada. – A quem você quer me apresentar?

- Sim, - parei de sorrir e impostei uma voz mais séria a conversa – um amigo meu que acho que ficaria muito feliz em conhecê-la.

Bela mordeu o lábio inferior, parecia nervosa. O que pensava? Será que cogitava a possibilidade de ser o pai?

- Quem é? – ela perguntou baixinho.

- Charlie. – respondi no mesmo tom – Conhece?

- Não... – ela franziu a sobrancelha, como se sentisse algo estranho – Mas sinto como se devesse.

Sorri e me inclinei para beijá-la na testa.

- Sim, você deve. – passei meus braços ao redor da cintura dela, trazendo-a mais para perto – E vai conhecer.

Ali, com ela em meus braços, tão frágil, encontrei-me rezando para que tudo desse certo. Reza de vampiro dá certo?

Eu pedia por tudo que sim. Que sim.

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Sentiram minha faltaaaa? Kkkk... Brincaderinha \o/

Então, alguém quer dá um palpite, ideia, chute, sei lá o que, do que vai acontecer no próximo capítulo?

Agradecendo aos reviews do capítulo passado: Priscila Cullen, MonumentalDreams, Agome chan e Klapaucius.

Klapaucius: Ain, fiquei tão feliz com seu review... Verdade? Verdade mesmo? Hehehe... Well, sweet, não se preocupe, nunca desistirei da fic, eu sei como é ruim ler algo e o autor deixar de postar. Pode acreditar, vivo passando por isso. Mas essa fic vai até o fim (Y) Bjus, fofa, até o próximo ;**

Bom, é só isso por hoje, não vou demorar tanto para postar o próximo capítulo, alias, dependendo do número de reviews, é claro... Virei uma autora malvada agora HUAHUAHUAHUA

:DDD