Original Title: Eternity (www (ponto)fanfiction(ponto)net/s/5251060/1/Eternity)
By: LisaLovesCurry (www(ponto)fanfiction(ponto)net/u/1936036/LisaLovesCurry)
Disclaimer: Até onde se sabe, Stephenie Meyer é a criadora de "Twilight".
Eternidade
Eternity
1919: Lágrimas
PV de Esme
Já havia amanhecido quando Esme se levantou e saiu pelo corredor para checar o bebê. Ele já estava acordado, arrulhando alegremente enquanto chutava debaixo do cobertor e olhava o teto, e Esme sorriu ao pegá-lo e descer as escadas com ele. Ela o pôs no chão ao lado dela e começou a preparar o café da manhã, e a cada instante ela se virava para ver o bebê mordendo o pé ou se revirar em cima da velha superfície. Esme cantarolava enquanto preparada as coisas. Acendeu o fogão, fritou alguns ovos e aqueceu a água para o café, e estava quase para acabar quando Carlisle desceu as escadas.
Ele estava barbeado e vestido para ir ao hospital, e Esme riu quando ele a abraçou por trás e deu um longo beijo de bom dia.
"Os ovos vão queimar," ela disse, batendo nele numa brincadeira depois de alguns segundos. Carlisle riu e pegou o bebê no colo, que riu e tentou pegar o nariz do pai.
"Você vai ter um irmãozinho em breve," Carlisle disse, balançando o bebê sorridente. "Então seja um bom menino hoje e deixe sua mãe descansar, certo?"
"Vou cochilar à tarde enquanto ele estiver dormindo," Esme prometeu, deslizando os ovos e a torrada que preparou nos pratos enquanto esperava o café terminar. "Sinceramente, eu me sinto ótima. Estou enorme como uma casa, mas não tenho estado cansada."
Carlisle sentou-se com o bebê no colo. Esme adorava vê-lo assim. Os dois Carlisles dela juntos. Sabia que era invejada por todas as mulheres da vizinhança por ter um marido e pai adorável. Esme colocou um prato em frente a Carlisle antes de encher a xícara de café e sentar-se também. Ultimamente isto sempre levava segundos, dado a distensão do estômago dela. Quando ela se sentou, Carlisle apertou a mão dela.
"Chegarei cedo hoje. Você me prometeu que ia deixar eu cozinhar, lembra?"
"Sim, mas você não precisa", Esme insistiu, apesar de ficar maravilhada por ele se oferecer a fazer a comida. Ele a ajudava a limpar a casa e a fazer outras tarefas domésticas há algum tempo, assim como fizera antes de o filho deles nascer, mas ela sempre foi relutante em deixar de lado as rédeas na cozinha. Esme amava cozinhar, e amava ser aquela que fazia a casa deles um lar com boa comida preparada quando ele voltava para casa todas as noites.
Carlisle sorriu. "Você prometeu, e eu tenho em mente que você cumpra nosso acordo." Olhando o bebê, que tentava agarrar a xícara de café, ele disse. "Quer um pouco de café hoje?"
Esme riu, e o pequeno Carl deu um sorriso. Ela e Carlisle davam comida para ele juntos, rindo mais que repreendendo quando os dois se desviavam dos pedaços de ovos ou de torrada que o bebê cuspia. Depois disso, Carlisle foi embora para o trabalho, depois de um longo beijo de despedida.
O dia passou rapidamente. Esme limpou um pouco a casa, e já que era uma manhã bem quente, lavou algumas roupas e as pendurou do lado de fora para secar. Depois de um leve almoço, ela leu para o bebê por alguns minutos: era um livro sobre arte que Carlisle deu a ela, e embora ele não entendesse as palavras, o som da voz dela parecia acalmar o bebê. Não demorou muito e o pequeno Carlisle já estava dormindo.
Esme deixou o quarto silenciosamente e decidiu tirar um cochilo, como prometido. Deitou-se na cama que ela e Carlisle dividiam, mas num impulso, trocou o travesseiro dela pelo dele. Deitada no lado dela da cama, respirou fundo e suspirou quando o cheiro dele invadiu as narinas. Não havia nada, nada comparado ao cheiro dele. Esme sorriu e fechou os olhos.
Depois do que pareceu apenas alguns minutos, Esme acordou – sentiu uma dor súbita e aguda na barriga. Os olhos de Esme se abriram: é o bebê que já está chegando? Pensou. Depois percebeu que o quarto estava escuro. Era o quarto deles, o verdadeiro quarto em que dormia. Charles havia rolado na cama – a dor que sentiu fora causada pelo cotovelo dele atingindo o abdômen dela.
Esme sentou-se silenciosamente e permaneceu imóvel por alguns minutos, nem se atrevendo a respirar com medo de esquecer alguma coisa. Depois de relembrar e gravar na memória cada instante do sonho, ela deitou-se e lutou contra o desejo de gritar de frustração. Sentiu que começava a tremer, uma terrível sensação de perda, de desapontamento tão intensa que passou mal quando a sensação atingiu a garganta, mas não era por isso que estava tremendo. O cheiro dele, percebeu, era mais perfeito que o fraco simulacro à qual a mente dela estava conjurada. O que parecia ser um sonho perfeito momentos atrás não era, de fato, superior à realidade em carne e osso do homem que conheceu há alguns anos.
Por que ela tinha acordado tão cedo? Por que ela não poderia dormir depois que Carlisle voltasse para casa, para ele beijá-la e brincar com o filho deles de novo? Por alguns minutos, somente num sonho, ela poderia amar o homem com quem estava casada. Agora que estava acordada, conseguia sentir os ferimentos que Charles deixou no braço dela quando a marcou naquela noite para ficar satisfeito com o privilégio de ser o marido dela. O jantar... Ela havia deixado o jantar queimar sem querer, e se perguntou como o corte da bochecha ficaria na manhã seguinte. Ela não poderia aproveitar os sonhos na integridade deles, ou não teria permissão de ter aquela pequena consolação da realidade para o pesadelo diário?
Esme sabia por experiência própria ao que tremores como aqueles a levariam. Mexendo-se lentamente para não acordar Charles, Esme tirou o travesseiro debaixo da cabeça e deitou de bruços, com a barriga plana e vazia, e pressionou o rosto no colchão. Cobriu a cabeça com o travesseiro, segurando-o firmemente com as mãos, desesperada para abafar os soluços.
Nota da tradutora: depois de muitos capítulos sem ter os dois como protagonistas, finalmente Carlisle e Esme voltam a dar as caras (mesmo que num sonho). Que triste que foi... snif.
Só pra avisar, vou entrar de férias e a história vai ficar umas semaninhas sem atualização :) Mas não se preocupem que eu volto!
Espero que gostem do capítulo! Obrigada a quem está lendo e comentando!
Analoguec/Shampoo
