Cap. 26
Eros se levantou levando a mão até a boca enojado, nada dissera sobre o que vira nas memórias de Lithos, a encarava com reprovação...
Aioria se perguntava se na mente de Lithos, Eros havia visto a cena grotesca do Kerubin morto no salão principal daquele mesmo Templo, imediatamente Eros voltou o olhar para o Cavaleiro de Leão... o Deus ouvira os pensamentos de Aioria... e abrindo passagem por entre o Dourado e a Amazona passou rápido saindo do aposento para seguir até a cena á qual Aioria se referia... Marin prevendo o desastre o seguiu imediatamente, Aioria antes de ir atraz da Águia preveniu Lithos
-Não saia daqui, poderá ser perigoso, e não quero ter um estorvo para me conter numa luta...- deu as costas para a menina Lithos antes de sair pousou a mão no batente e parou – Que fique claro... eu amava você como se fosse minha irmã, com você tentava ser tudo que sempre admirei em meu irmão, não posso apagar tudo de bom que você me trouxe, mas desprezo o modo doente como você interpretou meu carinho, e seu ridículo complexo com relação á Marin... não há como comparar as duas jamais... por que não se compara pessoas diferentes, mas toda admiração que eu tinha por você se foi, não a quero morta, mas não ouse se aproximar da Casa de Leão... à menos que seja para recolher suas coisas...
Lithos se levantou e pegou a Adaga dourada do chão, aproximou de Aioria com medo de que ele reagisse, mas ele não se moveu, ela o abraçou pelas costas, era como abraçar um bloco de gelo, então depositou na mão direita de Aioria a Adaga...
-Mestre Aioria, tente trazer Eros ao seu estado mais puro á todo custo, a Adaga pode ser útil para enfrentá-lo, Psique fala em minha cabeça que se sentir que vai a luta sair do controle intervirá e eu irei colaborar com ela, quando chegar o momento não hesite...
Aioria saiu apressado, perdera preciosos minutos ali... e não ousava conjecturar o que a menina queria dizer sobre chegar o momento...
Eros esfregava os cabelos com as mãos de forma nervosa, chorava como um menino, quase podia sentir a dor que o meio irmão sentira... o cheiro do vomito invadia suas narinas revirando o estomago e dando-lhe ânsia... Marin não sabia como agir, se deveria tratá-lo como um inimigo, um adversário ou um menino desesperado... A cena a perturbava profundamente mas ela tentava manter a postura, Aioria se postava atraz dela... pronto para uma eventual luta...
-Como podem, reles mortais, terem tamanho desprezo pela vida alheia? Criticam os Deuses pelo pouco valor que eles atribuem as suas vidas mas vocês próprios a destroem como quem rasga uma pintura... e o fazem com prazer, pois posso ver os corações dos Homens e suas guerras cada vez mais bárbaras! – Marin fechou o punho e pôs-se em posição ao notar que as Asas de Eros se agitavam perigosamente, as penas se acinzentavam cada vez mais a tez da pele do Deus á cada segundo se tornava mais pálida e os olhos assumiam uma frieza desumana, a cicatriz no ombro se abria como se tivesse acabado de ser ferida, o Deus levou sua mão direita que agora possuía unhas longas e negras, sujas como a de quem remexeu na lama por muito tempo, até a ferida em carne viva no ombro e de lá fez brilhar um Cosmo de Luz negra saindo o cabo fino do que parecia ser uma espada se formando. Em poucos instantes Antheros estava completamente desperto e armado com um gládio grego de cabo azulado e lâmina fosca e enferrujada, como se a arma tivesse sido abandonada por milênios embaixo do mar. As asas se fecharam em torno do corpo do Deus e abriram-se violentamente lançando uma chuva de penas afiadas como navalhas, pegos quase desprevenidos para um ataque desses o Leão e a Águia reagiram instintivamente, Marin fez chover seus Meteoros em meio aos fachos esparsos de Luz do Lithning Plasma de Aioria, barrando grande parte das penas, mas não conseguindo evitar de ser atingidos por algumas que lhes feriam a pele e machucavam as Armaduras ao passar rasgando o ar num silvo ensurdecedor. O assobio desorientou por instantes ambos que ao darem conta já tinham sobre si Antheros que golpeou com o cabo da espada o rosto de Aioria jogando-o ao chão e fazendo-o largar a Adaga Dourada, Marin tentou investir contra o Deus mas foi arremessada contra a parede pela Asa forte do mesmo. Antheros caminhou até o Cavaleiro caído e o chutou fazendo-o rolar alguns poucos metros, caminhou novamente e deferiu novo chute que Aioria tentou conter com seus braços cruzados enquanto tentava pôr-se em pé, Marin saltou o mais alto que o teto do templo lhe permitiu e desceu num Lampejo da Águia que Antheros repeliu com sua asa arremessando-a ao chão erguendo as duas mãos desceu a espada rumo ao rosto da Amazona que rolou para não ser atingida, a espada enterrou-se no mármore afiada como jamais se imaginaria ao olhar para a mesma. Aioria inchou o peito trazendo para traz o punho que já soltava as faíscas elétricas de seu Cosmo concentrado, vindo em desabalada carreira contra Antheros que firmou as pernas no chão, o Leão investiu com seu máximo num Lithning Bolt, mas Antheros acomodou o punho incandescente do cavaleiro na palma da sua mão. O Deus sentiu a descarga elétrica do raio contido no punho do Cavaleiro lhe passar pelo corpo, mas fechando os dedos em volta do punho cerrado do grego começou a medir forças com ele, esmagando-lhe a mão devagar...
Marin teve de fechar os olhos pois, mesmo protegida pela Mascara, a claridade do golpe de Aioria lhe fez doer a vista... era como se um raio caísse ali... em cima dos dois... assim que a claridade diminuiu a Amazona pode ver que Aioria começava a dobrar os joelhos enquanto Antheros lhe esmagava a mão esquerda, num salto se aproximou de ambos pousando com delicadeza ao lado de Antheros que já erguia a espada para desferir um golpe fatal contra o Leão, e com um chute na parte interna dos joelhos do Deus o fez cair batendo pesadamente os joelhos no chão e afrouxando a mão de Aioria que recobrou-se desferindo um soco contra o peito nu do Deus que ao ver-se atacado tentou atingir Marin com o Gládio sem sucesso por ser atrapalhado pelo golpe que recebeu em cheio no peito... Marin imediatamente se ergueu e fez novamente seus Meteoros choverem sobre o Deus que fechou-se com suas asas negras e fez seu Cosmo denso e frio concentrar-se sobre si. Aioria compreendeu o que viria a se seguir e saltou sobre a Amazona jogando-a ao chão por debaixo de seu corpo segundos antes de Antheros abrir com violência as asas fazendo a revoada de penas silvarem no ar e fincarem sem compaixão alguma na parede do templo que não resistiu e veio abaixo revelando a parte externa do Areópago do Santuário de Ares. Os cabelos de Aioria se agitaram conforme as penas lhe passavam raspando por suas costas e assobiando em seus ouvidos, Marin segurava a respiração e concentrava seu Cosmo no corpo dele numa tentativa de protegê-lo como ele tentava fazer com ela.
A temperatura caia a cada segundo e o ar se tornava rarefeito, Aioria rolou para o lado abrindo caminho para Marin se erguer, ela impulsionou o corpo para traz se ponto em pé com um solavanco, Leão se erguia mais devagar sem tirar os olhos do adversário e da Amazona. Mas num piscar de olhos Antheros já não estava no lugar... o Deus movera-se para traz de Marin atingindo-a com o cabo da espada nas costas, ela deu dois passos para a frente e virou num chute tentando atingi-lo mas quase acertou Aioria que já estava ali pronto para tirar Antheros de perto dela. O Deus se aproveitou da confusão de ambos para com o gládio cortar o ar enviando uma lufada cortante em direção ao casal, Marin na mesma hora empurra Aioria jogando-se para trás em seguida...Antheros fincou a espada no chão e pousou as mãos no cabo dela debruçando-se...
-Prestam mais atenção um no outro do que em mim... é bom não me negligenciarem – Antheros bateu as asas acomodando-as nas costas e cruzando uma perna sobre a outra – Não se iludam tentando proteger um ao outro, nenhum dos dois sobreviverá mesmo...
Shaka observava a mulher adormecida, Jesé aplicou na entrada nasal de Sapho um óleo com cheiro dopante, que a manteria adormecida pelo tempo dele lhe fechar as feridas mais simples até poder removê-la ao Santuário e tratar dela devidamente, uma técnica grega muito usada no mundo antigo. A tenda cheirava a incenso, e Shaka sentado ao lado da maca improvisada tentava ponderar sobre as ultimas horas... era estranho demais tudo aquilo, ponderava sobre o que tinha visto nas memórias de Sapho, ela lhe abrira toda sua vida de forma tão abnegada, ele não conseguia compreender o que nela lhe atraia tanto, quer dizer ela era bonita aos seus olhos, mas beleza jamais foi um parâmetro para ele e também toda a sua história, filha do Rei de Metilene ela crescera com esplendor e luxo, ele crescera na pobreza e retirado na espiritualidade... ela ao crescer procurou toda sabedoria dos homens, aprendeu política, oratória, estratégia, a lógica e as leis dos homens... ele procurou pela sabedoria divina, aprendeu sobre o Universo e sobre a Criação e Evolução, sobre a compaixão e o comedimento, em vez de falar aprendeu a calar-se, e em vez das leis dos homens buscou a lei da Natureza e do Sagrado... ela aprendeu a seduzir e encantar, a agradar os ouvidos e aguçar a mente para o belo, dominou seu corpo de modo a conhecê-lo melhor que qualquer um e não submetê-lo aos caprichos divinos em detrimento dos seus próprios... ele aprendeu a contemplar e meditar, a lapidar o espírito e aguçar a mente para o etéreo, conhecer seu interior e sua alma preparando-a para o eterno pois o corpo era passageiro... Sapho foi exilada por desafiar a autoridade dos Reis, mesmo sendo estes "reis" seu pai e seu irmão, fundou sua escola e lá como mestra buscou ensinar a tantas moças quanto pode sobre tudo o que aprendera, das agruras da política aos prazeres do corpo... Shaka mesmo sendo considerado o "Homem Mais Próximo de Deus" submeteu-se em humildade perante a "Guardiã da Humanidade" e relutava em acolher um aprendiz por não saber-se digno de ser um mestre mesmo ciente de seu vasto conhecimento. Shaka era Etéreo, Sapho era Empírica... Ambos no entanto tinham um aguçado senso de justiça, mas os meios que se valiam para alcançar seus fins abriam uma enorme fenda que os punha em margens opostas...
O que para o Indiano era tão difícil de entender era o encanto que ela exercia sobre ele, num impulso impensado levou sua mão ao rosto da moça tocando a pele com a ponta de seus dedos, a pele era quente e macia, aconchegante ao toque, ele deslizou a ponta dos dedos pelo contorno do rosto de forma delicada, absorvendo a sensação, a tez de pêssego que limpava a mente do Santo de Virgem e o impedia de pensar, levou os dedos ao contorno dos lábios da Lésbia, eram macios como lhe pareciam, e convidativos mesmo que Shaka não soubesse exatamente que convite fizessem... ela parecia tão mais dócil ali adormecida do que em todas as memórias que vira no Cosmo da moça, a viu vestida como homem e armada para lutar comandando um pequeno contingente de gregos armados, e a tinha visto desafiar o congresso dos Aristói, ela era uma mulher num mundo de Homens... o que esperava conseguir? Shaka perdia-se em tentativas frustradas de entender o que tanto o encantava, ao notar o farfalhar dos tecidos da tenda puxou rapidamente a mão que detinha pousada nos lábios da moça e reprovou-se mentalmente por tamanha audácia...
Afrodite olhava intrigado para o companheiro, a surpresa no olhar do Sueco trazia um ar de divertimento... então o Santo de Virgem estava encantado pela moça que ali repousava?
-Perdoe-me Shaka não o quis incomodar... – Afrodite fez menção de sair da tenda mas o indiano fez um gesto indicando que ele poderia se sentar...
Shaka nada disse apenas se levantou e foi até uma mesa também improvisada onde Jesé havia deixado algumas frutas e pães para que comessem caso sentissem fome. Se serviu de um cacho de uvas e pegou outro para o Cavaleiro de Peixes...
-Quem é a moça? – Afrodite quebrou o silencio com legitima curiosidade ao que Shaka deu um longo e cansado suspiro... antes de responder a pergunta...
-Sapho de Metilene... – O Peixe piscou os olhos tentando acreditar nos ouvidos e nas palavras que Shaka dissera tão pausadamente...
-"e banho-me de suor, e tremo toda,e logo fico verde como as ervas, e pouco falta para que eu não morra ou enlouqueça" É esta Sapho à que se refere?
-Sim, a Musa de Lesbos... – Shaka largou-se pesadamente no lugar onde antes se sentava...
-Por Athena! Shaka quer me dizer que esta mulher é a Lésbia em pessoa? – Shaka assentiu com um menear de cabeça ao que Afrodite respondeu com uma sonora gargalhada – Amigo, você está completamente encantado pela Décima Musa! Que coisa mais inesperada! – Afrodite ouviu um bufar cansado vindo do outro Cavaleiro, e conteve seu divertimento, recompôs-se apoiando os cotovelos em seus joelhos e repousando o queixo nas mãos, olhando de modo avaliativo Shaka e Sapho... – Posso dizer-lhe uma coisa Virgem?
-E eu posso impedi-lo de dizer? – Shaka falava contrariado, mas em seu intimo ansiava por ouvir alguma coisa, qualquer coisa que Afrodite pudesse lhe esclarecer...
-Sei que isso deve ser estranho para você amigo, mas, melhor que ninguém, você sabe que, nada ocorre por acaso neste Universo, se por algum motivo essa mulher caiu em sua vida e tanto lhe desconserta, talvez seja hora de rever alguns conceitos... e se deixar levar um pouco pela situação.- Dizendo isso Afrodite se levantou e num chamado silencioso deixou que as escamas douradas de sua Armadura ferida lhe vestisse o corpo, e enquanto ajeitava os longos cabelos para vestir o elmo ouviu a voz baixa e comedida do indiano...
-Compreender todos os segredos no Universo de nada adianta sem compreender o que se passa em seu próprio interior não é? – Afrodite assentiu com a cabeça, já completamente paramentado para uma nova batalha...
-Compreendo o que se passa com você, agora, se me permite devo ir...
-Irei junto... posso trazer Seiya para cá enquanto você dá cobertura para Aioria e Marin, Mascara da Morte seguiu até Athena não é?
-Sim, meu Gio irá se juntar à Cobra e ao Escorpião em breve... – Ambos sentiam as lutas com apreensão, as coisas não iam nada bem...
Em instantes a armadura de Virgem, também avariada tomava seu lugar no corpo de Shaka e ambos os dourados se punham rumo ao templo de onde sentiam a luta de Aioria e Marin...
Os ventos agitavam os cabelos de Vênus espalhando seu perfume no ar, O Cosmo de Athena dava nova força ao Cavaleiro de Escorpião que no indicador de sua mão direita trazia um brilho avermelhado na ponta de seu ferrão venenoso, a Deidade não pode evitar passar os olhos pelo Cavaleiro de Escorpião... Athena tinha ótimos lacaios, e era uma pena que eles fossem tão devotados à ela... dariam ótimos servos pessoais, principalmente para os "assuntos mais delicados"... SE não fossem de Athena, CLARO...sua Sobrinha por sinal estava se tornando deveras irritante, pois começava a ajudar a Amazona e o Cavaleiro a distancia fornecendo seu Cosmo divino... Quando Athena aprenderia que Mortais são apenas Mortais, e que ao longo da eternidade ela veria nascer e morrer tantos deles que não valia a pena se apegar á nenhum? Todo esse carinho e proteção que Palas dedicava aos seus Cavaleiros e Amazonas inevitavelmente à fariam sofrer em um curto espaço de tempo, afinal o que é uma vida mortal para quem tem a Eternidade a sua disposição?
Shina aproveitou para recobrar o controle do próprio corpo enquanto Vênus parecia perdida em pensamentos, a sensação de ter sobre si o Cosmo de Athena era reconfortante, parecia minimizar suas dores e fortalecer seu corpo castigado, em sua mente ouviu uma voz limpa e clara "Seu trovão vai rasgar os céus como nunca antes... por que estou com você nesta luta", era a voz de Athena, não de Saori Kido a jovem menina, mas Athena sua Deusa... claro que era a mesma voz, mas Shina identificava ali algo que antes não estava... que notara apenas em alguns momentos durante outras Guerras Santas... sem perder tempo acatou o conselho que lhe veio á mente e deixou seu Cosmo crescer e queimar, Vênus não lhe deu a devida atenção... não se ignora um cavaleiro ou amazona... não enquanto eles estiverem respirando... Num salto ergueu as garras em posição de bote, a tempestade elétrica não conseguia abafar o estridente grito da Amazona ao subir no ar, nem o trovão que caiu pode suplantar a voz dela enquanto descia rasgando o ar e tudo que surgisse em sua frente com suas Garras de Trovão...
Milo aproveitou o momento em que Vênus virou-se de costas para ele para poder receber o golpe de Shina, em sua mente ouvia a voz de sua Deusa, Athena, lhe dizendo que "Suas agulhas jamais foram tão venenosas quanto agora que meu Cosmo queima com o seu", e preparou seu ferrão...
Vênus fora tirada de seus pensamentos, pela intempestiva amazona, voltou-se para traz e com seu Cosmo potente preparou-se para acolher o golpe, já não tinha em mãos suas pequenas lâminas, mas ergueu do chão as pedras soltas do mármore danificado pela luta e as atirou na direção da Amazona que descia furiosa, sentiu uma agulhada varar sua perna esquerda, vinda de suas costas, mas não se importou, aumentou a pressão do ar e recebeu em cheio as garras cortantes da Cobra, que aterrissou junto com um trovão elétrico que caiu entre as duas abrindo no chão uma enorme fenda assim que pousou Shina sentiu o joelho da deusa encaixando-se em seu estomago e a delicada mão dela se fechando nos cabelos de sua nuca jogando-a para o lado, Milo ainda teve tempo de acertar mais duas agulhadas que a Deidade sequer sentira, irritada a Deusa voltava-se para o Cavaleiro enviando-lhe uma lufada de ar quente e pressurizado que fez os ouvidos de Milo zumbirem enquanto seu corpo se prensava contra uma parede que se desfez com o impacto, antes de seu corpo encontrar o chão Vênus já estava sobre ele e o envolveu nos tecidos que pendiam de sua Armadura Divina e num tranco puxando-o na direção de Shina que vinha rápida investindo contra ela...
Shina não teve como desviar do borrão dourado e azul que veio em sua direção, recebeu o corpo de Milo num impacto bruto que a jogou para traz caindo embaixo dele...por mais que se preocupasse com ele o empurrou para o lado, ambos tontos com o impacto.
Vênus estancou de costas para os dois levando a mão delicada e bem feita até o rosto...
-Malditos capachos de Athena... agora me irritaram bastante! - Vênus voltou-se para Milo e Shina que já se erguiam e se punham em posição, ela ainda tampava o rosto, mas por suas mãos podia-se ver um filete de sangue, foi então que Milo olhou para a mão direita de Shina... coberta de sangue até o nó dos dedos...
Vênus ergueu a cabeça exibindo a horrenda ferida, as marcas de garras que começavam na testa e vinham até o queixo, com um olho completamente arrancado... da órbita agora vazia e arrombada pelas unhas da amazona se via o sangue cair, e as fendas que se abriam no belo rosto outrora perfeito eram um grotesco espetáculo...
