Nada me pertence, só peguei emprestado.
N/A: Ultimo capitulo sempre fica a duvida de quem deve ganhar, gostaria de dar pra cada uma de vocês, mas nada mais justo que ele seja de duas pessoas. A review 600 do fanfiction, Jujuh Cullen, e a review 500 do nyah, nat_cullen. Espero que gostem.
Capitulo 25 – Um ex-cafajeste.
A beleza de morar em uma cidade pequena, você sai de casa 20 minutos antes de começar o expediente e ainda chega cedo.
Como tenho tempo passo na lanchonete da Al`s para comprar um café. O café do jornal é horrível, parece ser coado com as meias velhas do senhor Bartolomeu, o porteiro do jornal.
Comprei o café e ainda tenho tempo de sobra para começar a trabalhar.
Viver em Port Angeles era uma coisa que cresce dentro de você e não consegue largar mais, nem em sonho penso voltar para Seattle, aqui é o meu lugar, é onde tenho que ficar. Mesmo que não esteja tudo perfeito, ou como gostaria que estivesse, mas a vida não é perfeita e tudo que tenho que fazer é batalhar e ser feliz no caminho.
- Bom dia, Bartolomeu – O comprimento assim que entro no jornal, e ele, como sempre, esta atrás da sua mesa lendo um jornal que não é o nosso. Não me pergunte por que, mas Bartolomeu nunca le a Gazeta de Port Angeles – O que esta lendo hoje?
- Bom dia – Ele me cumprimenta sem tirar os olhos do jornal – Seattle news.
- Boa escolha – Parei atrás dele e olhei por cima do seu ombro para ver a noticia que lia.
- Tem uma pessoa te esperando – Ele falou tirando o jornal do meu alcance.
- Quem?
- Não conheço – Esse nosso porteiro é basicamente inútil, mas é confiável.
Sigo pelo corredor, o deixando ler seu jornal sozinho e ando ate minha mesa, cumprimentando as pessoas no caminho.
- Bom dia, Dona – A cumprimento e ela abre um super sorriso quando vê que sou eu.
- Bom dia – Respondeu levantando e andando ate mim.
- Tem alguém me esperando – Falei escapando dela, mulherzinha mais insuportável – Amanda, onde esta a pessoa que quer falar comigo?
- Na sala de reuniões – Ela respondeu colocando mais água para fazer o desprezível café.
Andei ate a sala de reuniões, para conversar com essa pessoa, provavelmente alguém que veio saber do cargo que temos em aberto.
Entrei na sala e la estava, alguma coisa que diz que não esta aqui pelo cargo.
- Edward?
- Oi, Bella – Ele responde se virando para me olhar, com um sorriso que só ele sabe como fazer e que costuma tirar toda mulher do serio.
- O que esta fazendo aqui? – Não o vejo desde que sai de Seattle.
- Estou aqui pelo emprego – Respondeu como se fosse obvio, mas não era – A vaga já foi preenchida?
- Não, não foi – Ainda não sei se estou surpresa ou tive um aneurisma. Edward esta na minha frente tentando preencher uma vaga para um jornal em uma cidade pequena, mas com qual propósito?
- Que bom – Ele sorri mais uma vez e se aproxima de mim, depositando um beijo suave no meu rosto – Senti saudades.
Aneurisma, decididamente aneurisma.
- Eu também senti saudades – Sei que ele não queria me ver sair de Seattle, mas se mudar para Port Angeles, só para não ficar longe da melhor amiga, é um pouco demais – Mas o que você esta fazendo aqui?
Ele riu e me abraçou firme, me envolvendo com o seu delicioso perfume.
Demorei tempo demais para aceitar que entre nós dois nunca haveria nada alem de amizade, e que ele me via como via Alice, uma irmã que precisa cuidar e proteger.
- Já te disse, estou aqui pelo emprego – Respondeu me soltando e sentando em uma das cadeiras.
- Não – Me sentei ao lado dele e virei para ficar de frente – O real motivo.
- Como assim real motivo? – Perguntou me olhando nos olhos, desde que acordei depois do acidente e ele fez aquele desastroso e inútil pedido de casamento, passou a falar comigo olhando dentro dos olhos, como quem tenta provar alguma coisa.
- O real motivo para você querer um emprego em Port Angeles – Respondi sustentando o olhar.
- Quer a verdade? – Perguntou se aproximando e segurando minhas mãos. Assenti com a cabeça e ele sorriu mais uma vez – Você.
Essa também era uma coisa que tinha desenvolvido logo após o acidente, uma paixonite inexplicável.
- Você vai se mudar para Port Angeles, por minha causa?
- Nunca existira motivo melhor – Ele ainda sorria como se estivesse me passando a lista de supermercado.
- Edward – Comecei a falar, mas ele me cortou.
- Não me diz que eu não estou realmente apaixonado por você e que tudo isso apareceu por causa do acidente, e que o medo de te perder fez-me acreditar que você é a única mulher pra mim – Ele não desviava o olhar um único momento, estava ate me deixando constrangida – Você não acredita em mim, e não te culpo por isso, afinal não sou a pessoa mais confiável do mundo. Mas eu estou aqui, e se conseguir esse emprego, vou te provar que posso sim ser o homem da sua vida.
- Edward, você não sabe o que esta falando.
- Nunca tive tanta certeza em toda minha vida. E então vamos começar a entrevista?
- Se você tem certeza – Peguei os papeis que ele trouxe e fiquei olhando, tentando decidir se ele estava mesmo apaixonado por mim ou só pensava que estava.
Tudo esta mais que confuso, desde que nós conhecemos Edward e eu não fomos nada alem de amigos, mesmo depois de todas as vezes que praticamente me atirei em cima dele, mas nunca me olhou mais que uma amiga, e ele nunca me passou e impressão ou idéia que seria mais que isso. Sempre acompanhado de alguma mulher fabulosa, logo percebi que entre nos só existiria amizade, já que eu não me enquadro de maneira nenhuma no quadro de mulher fabulosa, alias estou bem longe disso.
Agora ele esta aqui, disposto a mudar toda a sua vida, não que vá perder muita coisa, já que conseguiu deixar tudo de cabeça para baixo. E segundo ele mesmo vai fazer isso por mim.
- Não preciso ler suas matérias, as sei de cor – Afastei os papeis e voltei a olhá-lo.
- Isso quer dizer que tenho o emprego? – Essa pergunta tinha muito mais que um simples emprego envolvido, se eu dissesse que sim significaria também dar a liberdade para que ele alimentasse essa paixonite ou amor que sente por mim, e um não acabaria com qualquer coisa que poderia existir entra nós que eu sempre sonhei e aprendi a aceitar não que aconteceria.
- Você tem certeza que quer fazer isso? – Acho que sou eu quem precisa da certeza.
- Absoluta – Respondeu me olhando ainda mais intensamente – Tudo que preciso é que você me de uma chance de provar.
- E quando a sua convicção que o homem é um ser polígamo?
- Ele só é ate encontrar a única pessoa que interessa e que quer ficar pra sempre – Preciso dizer que ele esta cada vez me convencendo mais?
- E quanto a diversidade?
- Você é todas as mulheres que preciso – Ele se aproximou mais e sorriu tocando meu rosto.
- Você só esta dizendo o que quero ouvir – Tentei manter a voz o mais regular possível, mas a proximidade não ajudou em nada.
- Então acho melhor começar a agir e deixar as palavras de lado – Agora tudo ficou preso na minha garganta, inclusive o ar.
Mas ele se afastou de mim e levantou da cadeira que estava sentado, estendendo a mão para mim. A peguei e também levantei, ficando na frente dele. Ate que pegou uma coisa no bolso, que imediatamente reconheci.
Ficou de joelho e estendeu a caixa com um anel de brilhantes.
- Não fiz isso certo da primeira vez, espero que agora você acredite – Falou olhando os meus olhos e me deixando cada vez mais sem reação – Casa comigo?
Ai estava o pedido que sempre sonhei em ouvir, Edward Masen Cullen pedido para casar comigo e ainda jurando que mudaria e seria o homem da minha vida. Mesmo já tendo me pedido uma vez e recebeu gritos em troca, alguma coisa não o fez desistir.
Talvez seja realmente amor.
- Sim.
N/A: Ola meus amores,
Acabou, é acabou de vez. Agora só teremos o epilogo e um bônus.
Sinceramente acho que muitas de vocês não vão gostar desse final, principalmente porque quebrei a única regra que prometi não quebrar, mas esse pov foi mais que necessário, vocês não acham?
Não sou me despedir, nem agradecer, porque ainda teremos outros encontros aqui. Então no epilogo agradeço todo mundo.
Espero que não as tenha decepcionado muito.
Sempre com muito carinho.
Beijos e ate uma próxima leitura.
