Naomi finalmente chegou em sua casa. Tomou um banho e bebeu apenas um suco de soja, sem comer nada ainda até então – estava inconscientemente ansiosa. Passou todo o resto da noite assistindo TV, vez ou outra ia até a janela. O ar lá fora estava fresco, e poucas nuvens estavam competindo espaço com aquela grande bola cor de opala. Foi vendo que já passava de meia-noite, e nenhum sinal dele por perto. Pode ser que ele teve alguma missão inesperada para cumprir dentro do Ryodan ou até tenha desistido de vê-la. Ou poderia ter acontecido algo sério. Ela sacudiu a cabeça evitando a terceira possibilidade vir em sua mente – não queria que nada de ruim acontecesse com ele. Mas isso era até menos provável, ele era um homem que sabia se cuidar. O sono ia chegando, fazendo com que esta se movesse até a cama e se deitasse. Estava normalmente vestida com um dos seus vestidos pretos, de tecido fino e justo a pele – sem ser insinuante ou revelador, embora ela não conseguisse disfarçar as curvas naturais de seu corpo jovem e saudável. Por um momento, Naomi finalmente caiu no sono, sob a luz pálida da Lua que iluminava bem a cama.
Algo entrava pela janela silenciosamente. A sombra de alguém cortou a luz da Lua que se refletia totalmente na cama, mas nada afetou o sono profundo de Naomi. Hisoka se aproximou mais dela, sentando cuidadosamente na cama. Parece que alguém tinha perdido a paciência de tê-lo esperado a noite toda. Ele a contemplava silenciosamente, observando o rostinho meigo que dormia calmamente. Naomi tinha um sono bem tranquilo, fazendo o ruivo hesitar por um momento de fazer barulho ou tocá-la. Porém, ele não resistiu em tocá-la, simplesmente levou um dedo até a face da adormecida, deslizando a ponta da digital nela, fazendo uma linha reta. Teve cuidado em não tocá-la com a ponta das belas unhas compridas.
- Psiu. – ele fez um ruído bem baixinho, mas só a fez se mover um pouco.
Hisoka continuou a explorar outros cantos daquele rosto, contornando os dedos naqueles lábios levemente carnudos, semelhantes aos das bonecas. Era corado sem ter nenhum tipo de batom. Fazia um bom tempo que uma pessoa não despertava uma atração tão deliciosa assim. Não conseguia separar instintos sexuais da "casta" atração física. Por isso que, para ele, o amor, a paixão e a luxúria sempre eram juntas, como se fossem uma única coisa. Hisoka começou a imitar os movimentos de um batom nos lábios dela com a ponta do seu indicador, fazendo a outra acordar aos poucos. Naomi não se assustou com aqueles despertar nada violento, até imaginava que estava sonhando acordada.
- ...está me maquiando? – perguntou a outra, com a voz fraca típica de quem está acordando.
- Sim... – brincou o outro, forçando levemente o dedo a entrar naquela boca, que aos poucos se abria, parecendo corresponder ao que ele queria.
- ...pensei que não viria... – disse, desviando a boca daquele dedo para falar.
- Não iria faltar com a promessa. Além do mais, fiquei tão curioso em saber o que escrevia aquela carta... – voltou a imitar um batom com o dedo indicador nos lábios da outra.
Ela tinha vontade de se levantar diretamente para seus braços, agarrá-lo em um abraço forte, mas sua discrição era muito forte. Continuou deitada ali, deixando-o brincar de maquiagem com aquele dedo grosso e longo o qual ela sentia vontade de chupar. O toque dele era maravilhoso. Parecia ter a mão bem macia, apesar de pesada.
- Vejo que está bem preguiçosa... – disse o ruivo, puxando-a pelos antebraços, fazendo-a sentar na cama de frente a ele.
O ruivo estava vestido da mesma forma que Naomi o viu no dia anterior. Como ele era grande, principalmente perto dela! Pela primeira vez, ela parou para analisá-lo do mesmo jeito que ele fazia com ela, porém silenciosamente. Os cabelos, de um tom ruivo forte e natural, caíam bem com a tez que parecia uma porcelana, de tão clara que era. Os braços que pareciam gigantes - principalmente em comparação aos dela -, as pernas que pareciam ser grossas por debaixo daquelas calças que eram largas, mas marcavam bem os membros inferiores, o largo tronco, a cintura que parecia mais fina, mas sem afeminar muito aquele corpo. Uma aparência tão agradável e saudável que a fazia mover os olhos de cima para baixo. O outro já tinha percebido isso e não deixou de observar.
- Está gostando do que vê? – Hisoka perguntou, se aproximando intimamente do ouvido dela.
Naomi hesitou um pouquinho, abaixando os olhos. Ele ergueu aquele rosto meio cabisbaixo pelo queixo, fazendo-a olhar bem nos olhos dele. Esquecendo-se da resposta dela, ele pousou os lábios nos dela, fazendo-a definitivamente mergulhar num silêncio excitante, apenas correspondendo ao beijo. A moça não tinha tanto jeito para beijar nos lábios, mas conseguia acompanhar os movimentos dele. Não lembrava se nas duas ocasiões em que ele a possuiu tinha dado um beijo. Então, para ela, aquele era o seu primeiro beijo. Ao lembrar-se da sua primeira vez, ficou mais excitada que nervosa, diferentemente de antes. Lembrou-se da maneira que foi feita mulher por ele, e queria tanto que ele a possuísse dessa forma novamente... mas ele estava ainda tão calmo, parecia acompanhar a "preguiça" dela. Timidamente, ela pôs a mão no peito dele. Seus músculos da mama eram firmes e pareciam duas almofadas. Ele parou de beijar e a olhou maliciosamente.
- ...já despertou a fêmea em você? – sua voz era quase em sussurros.
- ...sou uma mulher igual as outras, por que reagiria diferente a tudo isso? – respondendo no mesmo tom.
Hisoka riu um pouco, admirando aquela fusão de timidez e volúpia. Seria maravilhoso ter tudo aquilo novamente, mesmo não sendo de forma violenta como nas outras vezes. A discrição da outra fazia com que ela respeitasse o espaço dele, não correspondendo aos beijos que ele começou a distribuir pelo seu pescoço fino. Ele foi tateando o corpo dela, levantando o vestido até acima dos seios. Por impulso, ela se joga nos braços dele, abraçando-o, pousando a face que levemente ardia naquele ombro largo.
- Ahhh... que maravilha repetir tudo isso de novo... – dizia o outro entre beijos no pescoço dela. – dessa vez, acho que não terei o trabalho de te machucar tanto.
Naomi ouviu aquilo meio insegura. Mas nem pensava em desistir. Além dela não querer desistir, nem teria como escapasse se sua opinião fosse outra. Estava entregue a mais arriscada de suas sortes, e aos toques daquele homem. Ela deslizou a ponta dos dedos pelo contorno dos músculos daquele braço forte. Eram braços similares aquelas esculturas de deuses gregos. Ele era um deus grego vivo... ela nunca imaginava que encontraria um tipo tão bonito e tão incomum ao mesmo tempo.
Os longos cabelos dela eram entrelaçados nos dedos do ruivo, que enrolava as mechas entre seus dedos, enquanto ele acariciava as costas quase nuas. Depois de um momento de contato simples com o corpo de cada um, Hisoka resolveu tomar a iniciativa e soltou-se do abraço, terminando de tirar totalmente o vestido de sua então amante. Como se aquela fosse a primeira vez, Naomi tampou os seios por instinto. Com um sorriso, ele retirou os braços dela que censuravam aquela imagem dos seios medianos, duros e de mamilos eriçados. Ela agora estava de calcinha.
- Tire a minha blusa.
Ele ordenou suavemente. Ela passou as mãos por baixo da blusa vermelha e começou a levantar, revelando o peitoral forte.
- Suas roupas são um pouco complicadas de tirar... – ela disse, tirando a blusa totalmente com a ajuda do outro.
- Não é, não... – respondeu o outro, levando as mãos dela até a cintura da calça dele.
Ela descia aos poucos aquela calça grande, deixando-o apenas de sapatos, que são removidos por ele próprio. Ele não estava de cueca, fazendo-a enrubescer um pouco e apertar os lábios.
- Não usa roupas de baixo?
- Não gosto.
Após isso, ele avançou nela com as mãos nos seus ombros delicados, empurrando-a contra a cama. Posicionando-se sentado, entre as pernas dela, ele olhou bem em direção ao sexo dela, brincando com a calcinha puxando-a pelos lados.
- Gostou quando eu te fiz mulher? – ele perguntou suavemente, mas não menos malicioso.
Naomi o fitava, admirando todo o físico dele. Ela se lembrou da brutal primeira vez em que ele a tomou pela força. Mas somente seu orgulho negava qualquer tipo de prazer, menos seu corpo. Ela era atraída por ele, e agora se sentia mais. Porém, ainda existia dentro de si um pouquinho de orgulho.
- Inicialmente não. – respondeu tranquilamente. Mas eu já o amava...
- Ah, sim? - Hisoka ficou surpreso com aquela confissão interessante. – Então você já me amava?
- ...sim.
Ele rasgou a calcinha da morena pelos lados, deslizando as unhas propositalmente na pele macia da moça. A língua quente dele começou a percorrer pelo umbigo até o mamilo direito dela, enquanto as digitais do mágico abriam os grandes lábios daquele sexo. Contorcendo-se um pouco, ela jogava a cabeça para trás, entregando-se totalmente. Ela era como uma oferenda a ser sacrificada em um ritual do prazer. Ele era seu viciante algoz. E aqueles dedos que exploravam por dentro da vulva encontraram seu sensível clitóris, o qual ele friccionava as pontas dos dedos.
- Já está quase úmida... – ele falou, aproximando a boca naquele sexo e chupando-o.
Os movimentos naquela cama aumentaram. Naomi se contorcia, gemia, apertava os dentes nos lábios, quase ferindo a carne.
- Controle os gritos... senão vai acordar a velhinha que mora aqui embaixo.
Ela queria saber como ele sabia dessa vizinha, mas não conseguia falar. Estava como se tivesse possuída. Sem deixar de olhar luxuriosamente para aquele corpo que serpenteava na cama, o ruivo passava cuidadosamente a língua por volta dos pequenos e grandes lábios, seguidamente succionando toda aquela área com a boca, facilitando ainda mais a umidade natural dela. Segurando as grades do encosto da cama de feito, Naomi abria ainda mais as pernas, encostando os joelhos no colchão.
Depois de minutos daquela tortura deliciosa, ele quis mudar aquela posição. Puxou-a pelos pulsos, fazendo-a soltar das barras da cabeceira, e pondo-a por cima dele deitado.
- Faça comigo o que eu fiz com você agora...
- Mas... como?
Ele respondeu-a segurando seu membro enorme, indicando que ela viesse sugar aquilo tudo.
- ...mas não vai caber tudo na minha boca... – ela hesitou.
Guiando a cabeça dela até seu membro, ela abriu sua boca instintivamente, englobando aquele pedaço enorme de carne dura.
- Isso é como um picolé, Naomi. Vai chupando pouco a pouco. Só não vai me morder!
Desajeitada, Naomi fez como ele disse. Era um picolé gigante que ela deveria chupar. A boca pequena e apertada, succionando cuidadosamente, fez Hisoka ter a mesma reação dela quando as posições eram antes trocadas. Ele movia um pouco seus quadris para frente, fazendo com que entrasse mais dentro da cavidade oral dela. Quase sem fôlego, ela tentava não parar, até mesmo porque não queria deixar de ouvir os gemidos graves e de tom baixo do seu parceiro. Mas teve um momento em que ela não aguentou, e começou a usar as mãos, imitando os movimentos da boca. Ele gemia mais alto, fazendo a outra repetir o conselho dele.
- Vai acordar a vizinha...
- Hmmm... cale-se.
Naomi sorria maliciosamente, estimulando-o com a língua. Teve a vontade de deslizar a língua como se aquele membro duro e venoso fosse um picolé de frutas. Era aprazível vê-lo daquele jeito, como se estivesse sendo dominado pelas ações dela. Era a primeira vez desde que havia feito sexo que teve uma posição dominadora – mas sabia que quem dava as cartas no jogo era ele. Hisoka não estava aguentando aquela pulsação e puxou-a com certa força, forçando o corpo menor a deitar ao seu lado. Posicionando-se lateralmente da mesma forma que ela, o ruivo afastou as pernas dela e se encaixou entre elas, entrando dentro dela sem nenhuma cerimônia. Dor? Ela não sentiu o que temia antes, e sim uma vontade dele enfiar todo aquele membro com mais força. Ambos moviam os quadris, ela para facilitar ainda mais, ele para terminar aquela agonia prazerosa que sentia em seu pênis. Abraçando o corpo dela, ele a olhava nos olhos cerrados da outra, admirando a total entrega dela.
- ...relutante ou dócil, você é uma fruta deliciosa
O calor vindo daquele hálito perto do seu ouvido a fez arrepiá-la. Acabou beijando-o com intensidade, igualmente feito por ele. Ambos estavam perto de chegar ao orgasmo simultaneamente, entre amassos e arranhões. Os corpos levemente suados deixavam a pele mais macia aos apertos. Tudo em um agradava ao outro: o calor, o toque, o cheiro... os dois ali, naquele momento único, eram um só. Despreocupadamente, o ruivo atingiu seu clímax, aprofundando seu membro totalmente dentro do corpo dela, descarregando totalmente seu gozo. Ele apertava o corpo dela contra o dele com força, mas tudo aquilo só fez a morena também chegar ao ápice do prazer junto dele. Ela não queria mais sair dali, daquele abraço que estava quase a sufocando, dos lábios que estiveram junto aos dele até depois do orgasmo. Ele era... divino. Eles ainda ficaram recuperando o fôlego na mesma posição que estavam: de lado, agarrados um no outro, trocando beijos pequenos. Aquele momento eram um dos que poderiam vivenciar até o dia da separação que ambos sabiam que iria acontecer breve.
