OHAI, estou aqui. Mais um capitulinho para vocês se divertirem um pouco. Muitas emoções por vir em QI.
Show me the loooove
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Edward percebeu o olhar distante da morena assim que acordou e notou que ela estava deitada de costas para ele no monte de feno em que costumavam dormir todas as noites. Desde a noite anterior ela estava com o pensamento distante e mentindo que estava tudo bem, mas o colombiano conseguia ler a linguagem corporal dela e saber exatamente quando Bella estava incomodada com algo.
- Pode desembuchar. – ele disse colando-se às costas da morena e envolvendo sua cintura. – Eu sei que tem alguma coisa te deixando assim.
- É bobagem, coisa minha. – Bella murmurou soltando um longo suspiro.
- Eu tenho dois defeitos: sou muito curioso e gosto de escutar bobagem. O que você disser irá me satisfazer.
A morena riu com a brincadeira que Edward fez e agradeceu por ainda estar com ele, pois o colombiano conseguiu relaxá-la no meio de toda essa confusão e preencher sua mente com aquela sensação gostosa que ela ainda não conseguia distinguir ao certo o que era. Mas o que a estava incomodando naqueles dias era uma coisa tão particular que algumas pessoas iriam considerar realmente uma bobagem. Ela queria saber o que o homem que tanto a ajudava em todos os sentidos iria achar.
- É que na semana passada foi o meu aniversário. – ela explicou após girar o corpo para encará-lo. – E pela primeira vez eu não tive uma festa, eu não passei a data com meus amigos e as pessoas que eu gosto. Eu meio que senti falta disso...
- Porra, por que você não me disse? – Edward retrucou irritado, mas por ter sido culpado pela tristeza dela de alguma forma.
- Não é a coisa mais humilde do mundo você dizer às pessoas que é seu aniversário. Soa um pouco carente de atenção demais.
- Se eu soubesse que era seu aniversário teria feito algo em relação a isso. Pedido para Hermita te fazer um bolo, sei lá...
- Já passou, sério. – Bella disse sorrindo discretamente e pousando uma mão no rosto do moreno. – Eu sou meio dramática em relação a isso.
- Mas é sério, se eu soubesse...
- É por isso que eu não queria falar sobre o assunto. Não queria que você ou qualquer outra pessoa ficasse se sentindo culpado.
- Mas...
- Mas nada. – ela o cortou rapidamente. – Meu aniversário já passou, eu já completei 22 anos e a vida continua. Você tem que trabalhar daqui a pouco e eu preciso servir o café da manhã.
- Se você insiste...
- Assunto encerrado.
Bella sentou sobre o feno coberto por um cobertor velho e prendeu o cabelo selvagem em um nó tentando deixar de lado a tristeza sobre seu aniversário passado em branco, mas ela sabia que Edward não iria deixar isso de lado como ela desejou. Ele era teimoso e as coisas tinham que ser como ele queria sempre ou então uma guerra estava armada, mas com o tempo e a convivência a morena aprendeu a driblar essas birras e amenizar o estresse entre eles que sempre ficava quando os dois entravam em curto. Naquela manhã ela pensou que conseguiu novamente essa proeza e depositou um beijo cândido nos lábios ressecados do frio de Edward quando o deixou no celeiro.
Só que Edward não iria esquecer esse assunto, principalmente porque viu a tristeza nos olhos cor de chocolate que tanto desejava engolir com os seus em minutos intermináveis que se encaravam. Poucas vezes a viu daquele jeito e cada vez que o olhar se repetia ele sabia que era sua culpa, que tinhas nas mãos a chance de reverta a situação e não fez nada. Martelou em sua mente algo que pudesse animar a morena e viver seu vigésimo segundo aniversário da maneira certa, encontrando no primeiro telefonema do dia a provável solução do problema.
- Bom dia, hermano. – escutou a voz doce e calma da irmã do outro lado da linha.
- Bom dia, mãe do ano. A que devo a honra dessa ligação antes das 9h?
- Um convite, na verdade. Lembra quando você prometeu que faria qualquer coisa por sua irmãzinha grávida?
- Lembro e já estou me arrependendo desde já.
- Pois hoje eu irei cobrar essa promessa com um almoço e a tarde inteira comprando os móveis do bebê.
- Esse não é o tipo de programa que você faz com sua melhor amiga e não com seu irmão mais velho que não entende nada de berço e coisas de bebê?
- Seria, mas Alice estará muito ocupada hoje e não poderá me ajudar logo eu pensei em você que é meu irmão mais velho favorito.
- Não deixe o Jasper escutar isso.
- Não vou deixar. E ele é meu irmão mais-velho-do-meio favorito.
- Entendi. Onde você quer almoçar?
- Estou com desejo de carne. Que tal aquela churrascaria argentina perto do Plaza Shopping? Almoçamos lá e depois vamos às compras.
- Às 13h está bom?
- Excelente. E obrigada por ser um irmão tão perfeito apesar dos inúmeros defeitos.
- Eu faço o meu melhor.
No momento que aceitou o convite para passar a tarde na companhia da irmã, Edward não percebeu, mas aquela foi a oportunidade perfeita para remediar a situação com Bella. Só precisaria escutar uns três conselhos de Rosalie e montar seu próprio plano e seria um belo plano para comemorar corretamente mais um ano de vida daquela mulher.
E às 13h Edward chegou à churrascaria que tinha combinado de encontrar a irmã e sentou-se à mesa para dois enquanto a esperava. Rose apareceu quase meia hora depois e ele não pôde deixar de sorrir ao vê-la corada, o cabelo caramelo caídos até os ombros e a barriga discreta de cincos meses moldada no vestido solto que ela usava. Os dois se abraçaram por alguns minutos tamanha era a saudade que sentiam um do outro após esses meses separados e ele puxou a cadeira para que ela sentasse como um bom cavalheiro faria.
- Desculpa o atraso. Minha última aula terminou atrasada hoje.
- Tudo bem. – Edward garantiu com um gesto de mão. – Geralmente eu sou o atrasado então você me deu uma vantagem.
- Eu estava com tanta saudade, hermano. – Rose balbuciou de modo carinhoso. – Você anda ocupado demais para sua irmã.
- É o trabalho e todos os problemas que ele me trás. Não sei como o padre agüenta essa pressão toda. – ele confessou.
- Mas você sabe que poderia viver de outra forma.
- Não vamos entrar nesse assunto, por favor. Você sabe que eu gosto da adrenalina do trabalho, do que eu faço e de tudo que isso me trás.
- Tudo bem, não vou insistir no assunto.
- Podemos fazer nossos pedidos?
- Sim, por favor. Estamos famintos.
- Duas picanhas no alho, uma ao ponto e uma mal-passada, quase o boi vivo, entendeu? – Edward pediu ao garçom e o homem assentiu. – Gracias.
Rose tomou um gole da água com gás que pediu e observou Edward tomar um gole da coca-cola antes de tocar no assunto que mais gostava atualmente.
- Então, você e Bella... Como estão?
- Você adora isso, não é? – Edward retrucou rindo.
- Eu tenho que aproveitar enquanto você está com alguém para ter esse tipo de assunto. E eu já disse; gosto dela, acho que vocês dois têm futuro.
- Nós não... Esquece. É impossível te dizer que nós não temos nada demais porque você virá com um monólogo sobre como nós dois combinamos e somos perfeitos um para o outro.
- Mas vocês são.
- Mas a questão não é essa.
- Então o que vocês andam fazendo? Transando loucamente por aí, só isso? – Rose perguntou revirando os olhos.
- Também. – o moreno riu baixo e mexeu no gelo dentro do copo. – Foi aniversário dela semana passada.
- E o que vocês fizeram? – ela perguntou com entusiasmo.
- Nada porque até hoje de manhã eu não fazia idéia que era o aniversário dela e isso a incomodou, deu para notar.
- Claro que passar o aniversário dela em um lugar estranho e que a maioria quer te ferrar não seria o ideal. Bella é mulher e por mais que negue gosta de um pouco de atenção nessa data.
- Eu queria saber o que fazer para animá-la um pouco. Ela parecia realmente chateada.
- Você sabe o que fazer.
- Se eu soubesse não estaria ter perguntando. – Edward retrucou desesperado, mas Rose ignorou seu jeito grosseiro.
- Comemore o aniversário com ela. Leve-a para jantar ou para dançar em alguma boate da cidade, sei lá. Faça algo para que ela sinta que alguém aqui na Colômbia se importa com ela.
- Será que ela gostaria?
- Edward! Que mulher não gostaria de sair para jantar com o namorado? Ainda mais quando ele planejou isso tudo para ela?
- Nós não somos namorados, Rose.
- Então a leve para o motel mais chique da cidade e a coma de todas as formas possíveis, você que sabe.
- Quando você quer consegue ser muito parecida com a madre, sabia? Esse seria o conselho que ela me daria. "Leve essa vagabunda para um motel e mostre o que só um Cullen de verdade saber fazer, hijo."
- Madre é ridícula. – Rose resmungou ultrajada.
- Mas eu já sei o que posso fazer e seguindo seu conselho e o provável conselho que ela me daria.
- O que você tem em mente, Edward Cullen?
- Você verá, Rosalie Cullen Bardem. E não se preocupe, sua ajuda será se suma importância.
Eles terminaram o almoço sem tocar no assunto sobre o que Edward faria para compensar o aniversário e conversaram sobre a gravidez e os planos para mudarem para Portugal quando o bebê nascesse. Edward estava feliz pela decisão da irmã em criar o filho longe da loucura que era viver na Colômbia quando toda sua família estava envolvida com tráfico e pensava que talvez fizesse o mesmo caso tivesse um filho um dia, mas a idéia de ser pai e ter uma família era absurda demais que ele nem pensava nisso com seriedade. Se contentava em ser um futuro tio que adoraria cada segundo ao lado daquela criança.
Somente Rose tinha o poder de levar Edward para um shopping e fazê-lo entrar em cada loja de móveis e roupas para bebê para olhar cada peça e não reclamar. O moreno não conseguia fazer cara feia, resmungar algo ou até mesmo atender as ligações do trabalho durante todo o tempo que passaram juntos, pois o jeito que os olhos de Rose brilhavam a cada novo macacãozinho que a vendedora mostrava o fazia feliz também e ansioso para esse moleque nascer logo. Até mesmo escolheu o tema do quarto do bebê quando a irmã pediu sua opinião – muito importante como ela frisou – e sentiu-se animado ao saber que ganharia um sobrinho em alguns meses.
- Emmett ficou louco quando nós soubemos o sexo. – ela contou quando deixaram mais uma loja e com mais sacolas.
- Eu imagino. Um moleque para seguir os passos dele, isso deve ser demais.
- E você não quer um moleque para seguir seus passos também? – ela arriscou perguntar, o olhando pelo canto de olho.
- Acho que não seria boa idéia alguém seguir meus passos. – ele retrucou brincando.
- Não estou dizendo nesse sentido, idiota. E talvez a mãe dessa criança o ensine coisas boas para balancear as besteiras que você certamente irá ensinar.
- Tá certo...
- E por falar nisso... O que você irá fazer para comemorar o aniversário de Bella?
- Muito engraçadinha essa comparação. Mas você não irá saber de todo o plano, apenas da parte que você ajuda.
- E qual seria?
- Comprando algo para ela usar hoje à noite. Vestido, sapato, essas coisas de mulher, sabe?
- Você irá levá-la para jantar? Em qual restaurante? – Rose perguntou animada com a idéia.
- Apenas ache algo que combine com ela enquanto eu faço umas ligações. – Edward respondeu entregando um dos seus cartões de crédito para a irmã.
- Depois não reclame se eu comprar algo que você não goste.
- Eu vou adorar tudo o que você comprar, hermana.
Rose já tinha algo em mente apesar dos poucos detalhes sobre o que eles iriam fazer à noite e estava animada para ajudar o irmão e a americana naquele pequeno momento de paz para o casal. Deveria ser infernal viver aquele relacionamento escondido naquela fazenda e não poder ficar com o outro na hora que desejava, mas naquela noite – e com sua ajuda – eles poderiam viver como um homem e uma mulher que gostava da companhia do outro e curtiriam cada segundo em paz.
Após as ligações importantes que precisava fazer para toda a noite ser perfeita como estava planejando Edward foi até a varanda do shopping para fumar e esperar Rose comprar tudo que Bella precisaria. Sentou no banco vazio que dava para a rua e tirou o maço de Marlboro do bolso traseiro da calça jeans, acendendo um cigarro para tragar profundamente e saciar o desejo por nicotina que o atormentava o dia interior já que não fumava na presença da irmã. Não havia quase ninguém na varanda, apenas um casal sentado na mesa perto dele e que atraiu sua atenção. A mulher de pele morena e cabelos escuros acariciava o rosto barbudo do homem e sorria enquanto ele lhe contava algo, soltando uma risada alta em certo momento e levando a mão para tapar a boca com vergonha. O homem lhe disse algo, talvez para acalmá-la após o constrangimento, e ela se inclinou para beijar seus lábios, suas bochechas, a ponta de seu nariz e seu olho esquerdo. O último beijo foi sem dúvida o que ele mais gostou, pois esboçou um sorriso largo de satisfação e puxou o rosto da mulher para toma-lhe a boca com mais vontade que antes.
Casais viviam demonstrando amor e tesão em público e Edward não costumava parar o que fazia para analisá-lo, mas com os últimos fatos de sua vida ele passou a prestar a atenção nesses gestos naturais entre duas pessoas apaixonadas e sentir algo próximo a inveja por não poder fazer aquilo também. Demonstrava como gostava da morena e do que eles tinham todas as noites quando estavam sozinhos no celeiro, mas algumas vezes durante o dia-dia ele sentia vontade de encontrá-la onde quer que estivesse só para abraçá-la, sorver de seus lábios e dizer que a queria muito. Outras palavras poderiam dizer o que ele sentia de verdade, mas o medo das conseqüências delas o travava no momento em que elas estavam prontas para deixar sua garganta. Três simples palavras que seriam capazes de destruí-lo caso a recíproca não fosse verdade ou ainda não existisse como era seu maior medo. No momento o moreno contentava-se em apenas sentir as três palavras e esperar o momento exato que elas fossem requisitadas.
Uma mão tocou seu ombro e ele olhou assustado, mas era Rosalie cheia de sacolas e com um sorriso travesso nos lábios. Edward jogou a bituca no cinzeiro ao seu lado e levantou para ver o estrago que sua irmã tinha feito, mas isso não o deixou irritado, pois sabia que cada peso colombiano investido naquela noite.
- Comprou tudo ou ainda faltou alguma loja do shopping para você visitar? – ele perguntou ao pegar metade das sacolas.
- Aposto que você irá ficar muito feliz com as compras que eu fiz para Bella. Lembre-se de me agradecer depois.
- Tenho até medo do que você escolheu. Não é nada muito vulgar, não é? Eu conheço o temperamento de Bella...
- E você é ciumento com sua mulher, não negue. Relaxe, eu só escolhi um vestido que irá valorizar o corpo maravilhoso que ela tem e proporcionar um ar angelical.
- Angelical? – Edward retrucou sem acreditar. – Isso é sério?
- Espere e veja se eu não fiz a escolha perfeita.
- O pior é que eu confio em você.
- Então cale a boca e vamos. Preciso ir pra casa preparar o jantar de Emmett.
- Aquele canalha te faz cozinhar nesse estado?
- Eu não estou doente, Edward! E eu adoro cozinhar para o meu marido. Espero que um dia você tenha isso também.
- Tá, tanto faz. Eu também preciso voltar para casa.
- Sei...
Ele não conseguia se irritar com as brincadeiras da irmã e a abraço levemente pelo pescoço para depositar um beijo no topo de sua cabeça. Os dois discutiram sobre prováveis nomes de bebê para o novo Cullen que iria nascer em breve e voltaram sem pressa para o estacionamento do shopping onde Rose seguiu para seu carro com suas sacolas cheias de roupas de bebês e Edward jogou as sacolas de lojas femininas no banco de trás de seu Volvo. Alguns quilômetros o separavam de casa e da reação da morena que ele tanto esperava ver.
Já era quase final da tarde quando ele estacionou na garagem e verificou se não havia ninguém por perto para poder tirar as sacolas e levar para o celeiro dos encontros. Deixou as sacolas arrumadas no chão logo na entrada e foi até a cozinha para ver se Bella estava por lá. E ela estava, cortando algumas batatas para o jantar e sozinha para sua sorte.
- Oi. – ele murmurou em seu ouvido a assustando.
- Merda, Edward! – Bella retrucou largando a batata na pia e virando-se para ele. – Já te disse para não me assustar dessa forma.
- Mas te ver tremer de susto é muito divertido.
- O que você quer, além de me irritar?
- Te chamar rapidinho para ver uma coisa no celeiro. – ele respondeu indicando a porta com a cabeça e Bella levantou a sobrancelha desconfiada. – É rápido, eu juro.
- O que você está aprontando, Edward?
- Pode vir comigo e ver com seus próprios olhos?
- Rápido, não é? – ela se certificou deixando a faca junto com as batatas e enxugando a mão.
Em menos de dois minutos eles estavam em frente ao celeiro e Edward abriu a porta para que ela entrasse primeiro e desse de cara com as quatro sacolas de tamanhos variados esperando para sua dona abri-las e descobrir cada pecinha escolhida a dedo especialmente para ela. Bella não acreditou no que viu e achou que fosse alguma piada, mas Edward estava bastante sério com os braços cruzados e parado ao seu lado.
- Explique, por favor. – ela pediu.
- Eu pedi a Rose para me ajudar a escolher uma parte de seu presente de aniversário.
- Presente? O que é isso, Edward? – Bella perguntou apontando para as sacolas.
- Nós vamos comemorar seu aniversário da maneira correta e hoje à noite. Eu fiz reserva em um restaurante às 20h então às 19h eu passo no seu quarto para a gente ir, está bom?
- Espera um minuto. – ela pediu o interrompendo. – Como assim? Nós não podemos simplesmente sair para jantar.
- Por quê? Nós somos maiores de idade e eu não vou precisar pedir permissão ao seu pai para te levar para sair.
- Eu não estou falando disso.
- Eu não iria fazer algo que fosse te arriscar. Não haverá problema algum e você tem o direito de comemorar seu aniversário mesmo atrasado. Às 19h?
- Às 19h. – Bella concordou suspirando e se rendendo ao que ele quis.
- Se divirta um pouco descobrindo o que Rose escolheu para você. – Edward disse segurando-a pelo queixo e depositando um beijo rápido. – Preciso resolver algumas coisas para o trabalho, mas às 19h estarei te esperando.
- Ok.
Edward ainda observou discretamente Bella se abaixar em frente às sacolas e abrir a primeira para tirar seu conteúdo, mas saiu antes que visse alguma coisa do visual angelical que Rose disse que tinha escolhido. Faria surpresa até a hora que fossem sair para a cidade e iniciassem a comemoração do aniversário da morena. Só a ansiedade para o grand finale da noite era que o deixava mais nervoso do que o esperado, mas nada que cigarros não resolvessem. Para sorte dos dois a casa estava vazia no começo da noite já que Carlisle estava trabalhando, Esme tinha saído com uma amiga e Alice e Jasper tinha saído para o aniversário de um casal amigo. Edward não teve muito trabalho para resolver, foi um dia estranhamente calmo na plantação, e pode assistir um pouco de televisão antes de gastar apenas vinte minutos para se arrumar. Guardou a carteira no bolso traseiro da calça jeans, prendeu o relógio no pulso direito e desceu as escadas sem pressa, até porque sabia que ainda iria esperar um pouco até Bella estar completamente arrumada.
Apenas Hermita estava na cozinha quando ele entrou no aposento para beber um copo d'água e os dois se cumprimentaram com cordialidade e principalmente respeito já que de alguma forma eles se ajudavam.
- Bella já está pronta? – Edward perguntou com um pouco de ansiedade na voz.
- Ela tinha saído do banho quando eu vim arrumar a cozinha, não faz nem meia hora.
- Não quero chegar atrasado ao restaurante e perder nossa reserva. Foi bem difícil convencer o cara que esse era um caso muito especial.
- Se o señor quiser, eu vou chamá-la.
- Não precisa apressá-la. É normal mulher demorar, não é?
- O señor que alguma coisa? Posso preparar um café ou chá.
- Não, está tudo bem. Vou esperar mais um pouco.
Porém, Edward não conseguiu ficar mais que dez minutos esperando Bella terminar de se arrumar e foi esperá-la na porta de seu carro. Queria ver como ela ficaria produzida para sair – muito mais bonita do que já era – e o que Rose tinha aprontado para a morena, mas suas expectativas foram superadas quando avistou Bella saindo do quarto pronta para o jantar.
Rose não estava brincando quando definiu o visual de Bella como angelical. O vestido rendado de tom claro combinava com o tom de pele da americana e encaixava perfeitamente em suas curvas generosas de modo simples e delicado. Bella tinha prendido metade do cabelo para trás e deixado algumas ondas mais definidas caindo sobre seu ombro e segurava a bolsa do mesmo tom da sapatilha que usava quando desceu os dois degraus e parou em frente a ele.
- Demorei muito? – perguntou colocando a bolsa de corrente dourada atravessada em seu corpo e as pulseiras coloridas sacolejando em seu braço esquerdo.
Edward não conseguiu raciocinar direito e respondeu logo em seguida, ainda estava extasiado com a beleza da morena multiplicada por 100 agora que ela estava arrumada como uma mulher de verdade. Suas bochechas coradas pela provável maquiagem que Rose incluiu na compra a deixava com um ar mais saudável e dava facilmente para esquecer tudo que ela passou naquele país desde que chegara ali. Bella era como qualquer mulher de 22 anos indo jantar com um homem. Seu homem.
- Alô Edward? – ela brincou acenando em sua frente e finalmente ele piscou. – Vamos?
- Sim, vamos. Desculpe.
- Você anda se drogando de novo? – Bella perguntou no tom jocoso de sempre e Edward apenas riu baixo.
- Acho que acabo de experimentar uma droga nova.
- Esses seus experimentos...
Mas Bella não percebeu o que Edward quis dizer com aquilo e nem ele conseguia entender por que estava se sentindo estranho daquela forma. Ultimamente a morena estava causando mais que tesão em seu corpo e ele tinha consciência disso, mas vê-la arrumada, perfumada, produzida para ele daquele jeito o deixou com a sensação de orgulho e satisfação latejando no peito durante todo o caminho que fizeram até o restaurante. Aproveitava um sinal fechado ou trânsito lento para encarar a bela mulher sentada ao seu lado e gratificá-la com um sorriso verdadeiro demonstrando como estava feliz em tê-la naquele momento. Bella retribuía com um sorriso na mesma intensidade e voltava a se acomodar no banco de couro confortável.
Edward escolheu um restaurante que servia pratos de todos os países da América do Sul, pois queria que Bella experimentasse alguns sabores que talvez nos Estados Unidos ela não tivesse a chance de conhecer e porque alguns pratos eram, digamos, afrodisíacos. Não fez a escolha com segundas intenções, mas queria ver como a morena se comportaria com muita pimenta e condimentos em seu organismo. Se aquela mulher já era quente ao natural, imaginem com alguma ajuda da gastronomia. O garçom levou os dois até a varanda do restaurante e entregou o cardápio elegantes para os dois, trazendo em seguida a garrafa de vinho chileno que Edward pediu quando fez a reserva da mesa. Bella olhou desconfiada enquanto o garçom servia seu vinho na taça de boca larga e Edward apenas riu baixo de sua expressão.
- Um brinde? – ele sugeriu quando o garçom se afastou.
- A que? – Bella retrucou segurando a taça junto com ele.
- Ao seu aniversário, a mais um ano em sua vida e a tudo mais que você quiser brindar.
- A hoje então. Um brinde a essa noite, pode ser?
- Você que manda hoje. – Edward assentiu e brindou de leve na taça da morena.
- Bom saber... – ela brincou o olhando por cima da borda da taça cobrindo discretamente metade de seu rosto enquanto ela a aproximava para sorver do destilado de uvas com características marcantes.
- Já sabe o que você quer comer? Como eu já disse, você manda hoje a noite.
- O que você sugere?
- Você gosta de sushi? – Edward perguntou analisando o cardápio. – Pois nós podemos dividir um ceviche, o daqui consegue ser melhor do que o feito no Peru.
- Nunca nem ouvi falar disso aí. É peixe cru?
- Na verdade ele é marinado no limão então ele não é 100% cru. Tem pimenta como um dos temperos, você pode gostar por ser picante.
- Se isso for ruim você já sabe qual será o castigo, não é?
- Graças à dios eu confio no chef daqui. – o moreno retrucou a fazendo rir e tomar mais um gole do vinho.
Os dois dividiram o ceviche de salmão e Bella grunhia de prazer a cada garfada que dava, tomando um gole do vinho logo em seguida para aliviar o ardor da pimenta e o gosto forte do limão. Foram duas horas jantando e conversando bastante calmas, Edward fumando apenas um cigarro após a comida e Bella comentando com carinho sobre sua horta, os dois deixando na fazenda a muitos quilômetros de distância qualquer problema que pudesse atrapalhar aquela noite. Ali eles eram Bella e Edward, dois amantes, companheiros e jovens vivendo uma história louca. Dois jovens que comeram pimentas cobertas com chocolate na sobremesa e terminaram a garrafa de vinho antes de deixar o restaurante juntos, assim como chegaram.
- Minhas bochechas estão queimando. – Bella comentou com as mãos sobre o rosto e rindo. – Toda vez que eu bebo vinho fico me sentindo quente demais.
- Isso é possível? – Edward retrucou fingindo surpresa.
- O quê?
- Você ser mais quente do que é.
- Idiota. – a morena estapeou de leve o braço do colombiano colocando o câmbio no modo "drive". – Eu adorei a noite, sabia?
- Eu sei, mas ela ainda não terminou.
- O que você ainda vai aprontar?
- O que nós vamos aprontar, você quer dizer. – ele a corrigiu brincando e aproveitou o sinal fechado para fitar a morena. – Uma suíte em um dos melhores hotéis da cidade.
- Sério? – Bella retrucou sem acreditar e o queixo levemente caído.
- Seríssimo. O que me diz de aprontar por lá?
- Você é louco, sabia? – ela comentou mordendo o lábio inferior e tentando reprimir o sorriso largo que queria se espalhar por sua face corada.
- Às vezes e quando necessário.
Bella ainda não acreditava fielmente no fato de que eles iriam para um dos hotéis mais caros da cidade, mas definitivamente mudou de idéia quando Edward estacionou em frente ao prédio de vinte andares super elegante e um manobrista os abordou.
- Gracias. – Bella murmurou quando homem abriu sua porta e Edward a esperava ao lado do carro.
- Eu te disse que era sério. – ele brincou quando Bella arrumou a bolsa e o vestido.
- Mas não imaginei que fosse esse nível de seriedade.
- Não me subestime, chica.
- Depois de hoje eu não irei mais.
Para surpresa da morena, Edward segurou sua mão, entrelaçou seus dedos calejados nos dedos dela e os dois adentraram o hall elegante do lugar, seguindo para o balcão onde uma recepcionista já os esperava.
- Boa noite, señor Cullen.
- Boa noite. Minha reserva foi feita?
- Sim, señor. Quarto 1405. – ela respondeu entregando o cartão para ele. – Boa estadia.
- Obrigada.
O moreno continuou segurando a mão da americana enquanto subiam de elevador os 14 andares e Bella sentia conforto na pele áspera contra a sua, no calor que ela emanava e na segurança que ela passava. Eles trocaram alguns olhares travessos, mas não disseram nada até entrarem na suíte e finalmente estarem às sós. O quarto estava com a luz baixa, apenas os abajures elegantes ao lado da grande cama ligados, e a varanda aberta deixava um frescor entrar no ambiente. Edward pegou a bolsa de Bella e deixou sobre a poltrona junto com sua carteira e a chave do quarto, segurando novamente a mão macia da americana e a conduzindo para adentrar mais o quarto.
- Eu estou desconfiada. – Bella comentou com um leve tom de brincadeira. – Por que eu acho que vou pagar muito caro por isso tudo depois?
- Pagar você irá, mas creio que será tão prazeroso quanto para mim. – Edward retrucou a olhando por cima do ombro.
- Interessante... – ela riu e brincou com os dedos contra os dedos do moreno e ficou parada quando ele a soltou.
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Para Tu Amor - Juanes
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Havia uma mesa de centro com rosas em um jarro, um balde de gelo com espumante e taças de champanhe também no gelo. Edward tirou a garrafa molhada e enxugou com um pano antes de estourar a rolha e deixar um pouco da espuma cair no tapete. Bella riu da cara de menino aprontando que ele fez e se aproximou, recebendo a taça cheia que ele a ofereceu e o esperou segurar a outra.
- Minha vez de fazer o brinde. – Edward disse deixando a garrafa dentro do balde. – Já brindamos ao seu aniversário, a mais um ano de vida que você tem, mas vamos brindar a você. Porque depois de tudo o que você passou, que nós passamos, eu fico feliz de te dar essa noite de descanso e normalidade.
- Quanto tempo você ensaiou isso tudo? – a morena questionou rindo.
- Tempo pra caralho. – ele respondeu rindo.
- Mas valeu à pena. – Bella disse e brindou na taça do colombiano. – Porque eu adorei cada palavra que você disse.
Cada um tomou apenas um gole da bebida que causava cócegas na língua e Edward tirou a taça da mão de Bella para deixar as duas sobre a mesa junto com a garrafa. Ainda estava sentindo a língua formigar quando seus lábios encontraram os de Bella e as línguas dividiram aquela sensação gostosa em um beijo calmo, as mãos do moreno segurando o rosto delicado da americana e a trazendo para colar seus corpos. Bella posou uma mão contra o abdômen malhado dele e seus dedos sentiram os botões da camisa, iniciando na separação de cada um de sua respectiva casa enquanto sentia cada vez mais a língua e os lábios de Edward necessitados dos seus. Ela conseguiu abrir todos os botões com rapidez e desabotoou a calça jeans, mas parou quando ele segurou seu rosto e respirou fundo com os lábios afastado dos seus.
- Hoje você não faz nada hoje. – ele disse levando uma mão para soltar o cabelo de Bella. – E trate de me obedecer.
- Ok, señor. – ela assentiu mordendo o lábio inferior e o puxando levemente para incitá-lo. – Faça o que quiser comigo.
Primeiro Edward beijou novamente de modo delicado seus lábios e segurou seu rosto para então descer os lábios pelo pescoço perfumado da morena, escutando rapidamente o arfar de sua respiração com as mordidas leves e os beijos molhados que ele dava por toda sua extensão. Após subir e descer por aquela pele ele girou o corpo de Bella para ficar atrás dela e afastou o cabelo de suas costas para ver o laço que prendia o vestido por trás, o desfazendo e descendo as alças pelos ombros morenos e frios de Bella. O vestido desceu facilmente pelas curvas da americana e ela o chutou para o lado ao mesmo tempo em que tirava as sapatilhas, mas Edward estava muito mais interessado na pequena peça de renda clara que envolvia o quartil bem moldado dela e revirou os olhos discretamente de prazer com a visão traseira que tinha.
- Obrigada, Rose. – ele murmurou olhando para o teto.
- Disse algo? – Bella perguntou o olhando por cima do ombro nu.
- Nada de importante. – Edward respondeu voltando a ficar de frente para ela e a puxou pela cintura com as mãos grandes cobrindo suas curvas. – Tem coisas mais importantes para eu dizer hoje.
- Quais? Me diga uma agora, por exemplo.
- Eu não te disse, mas você estava muito bonita quando nós deixamos a fazenda.
- E agora eu não estou?
- Não. Você está muito mais linda assim, seminua, completamente minha.
- Tu ja sabes, Eduador. – Bella murmurou ficando na ponta dos pés e laçando o pescoço do moreno. – Yo soy tua chica.
- Mia chica, solamente mia. – Edward sussurrou em seu ouvido e o abocanhando antes de carregá-la entrelaçada em sua cintura.
Eles aproveitaram cada segundo de preliminar que tiveram naquela noite e se pudessem iriam esticar por mais algumas horas o tempo que gastaram tocando o corpo um do outro, depositando beijos em lugares estratégicos, gemendo em resposta com uma carícia intencional e bem executada. Bella sentiu o edredom confortável da cama quando Edward a deitou ali e tirou a camisa aberta, arrancou os sapatos e deitou sobre seu corpo apenas de cueca. Ele puxou sua coxa esquerda para encaixar seu quadril entre suas pernas e sentir seu sexo molhado contra sua ereção inicial e buscou os lábios quentes e levemente picantes por alguns minutos sem fazer nada além de beijá-la, de sentir sua língua, de morder sua carne labial sem força e de sentir o sabor único que ela tinha, mas que em nada se comparava com o outro sabor da morena que ele tanto apreciava.
Sua mão direita desceu a curvatura da cintura até as costas e dois dedos adentraram o fio-dental rendado que ela usava, descendo um pouco por entre suas nádegas macias e voltando para apertar a carne de sua cintura. Bella arqueou a cabeça no travesseiro macio quando os lábios ásperos passearam por seu colo, por entre seus seios sem dar a intenção que fosse ocupar seus mamilos por alguns segundos como costumavam fazer, descerem em ziguezague por sua barriga subindo e descendo com a respiração desordenada que seus pulmões executavam. Edward levantou os olhos para ela e verificou que tudo estava ocorrendo como queria, voltando a pousar os lábios na pele morena e trincando os dentes na borda da calcinha para descê-la com auxílio das mãos e jogá-la no chão do quarto. Depositou beijos na parte interna das coxas da americana enquanto as afastava na distância perfeita e respirou lentamente de boca aberta contra seu sexo pulsando e clamando para que ele sorvesse de sua pele sensível, mas antes de qualquer movimento ele precisava perdi algo.
- Eu quero que você me diga o que eu devo fazer com você agora.
- Agora? – Bella retrucou com a voz urgente e Edward deslizou a língua por toda a extensão de seu sexo. – God!
- Agora. - ele respondeu afastando os lábios dela e a escutando arfar mais alto. – Então...
- Eu quero sua língua em mim de novo.
Ele obedeceu com a língua passando com mais vontade por sua abertura e o toque morrendo na altura do clitóris. Bella estremeceu com aquilo e sua mão direita foi automaticamente para o cabelo bagunçado do moreno.
- Continue... – ele pediu roçando a barba um pouco crescida em sua área mais sensível do corpo.
- Outra vez, por favor. – a morena pediu remexendo o quadril em busca daquela boca prazerosa. – Com mais vontade.
Novamente ele a obedeceu e abocanhou seu sexo com a vontade que ela queria, praticamente o engolindo e brincando com a língua e os lábios ao mesmo tempo. O aperto da mão de Bella em seus fios se tornou mais violento e ela não conseguia mais controlar seu quadril, mexendo no mesmo ritmo que ele provava de cada centímetro de seu sexo. Ela pediu que ele não parasse e Edward não parou, continuou, aumento o ritmo, desacelerou para ela não ceder tão rapidamente e brincou com um pouco com seu interior nos estímulos finais. Não demorou muito para que as coxas de Bella se fechassem ao redor se sua cabeça e ela quase gritasse enquanto agarrava o edredom e seu cabelo. Suas pernas relaxaram logo em seguida e ele aproveitou o estupor de Bella para deitar ao seu lado na cama e puxar o corpo para colar ao seu.
- Você é como uma pequena folha de coca. – Edward sussurrou descendo os dedos pela coluna arrepiada de Bella e vendo suas bochechas mais rosadas que nunca. – De toque macio, sabor indescritível e o efeito é o melhor do mundo.
- Nunca me disseram nada sexy como isso. – Bella comentou abrindo os olhos e soltando uma risada frouxa.
- Nunca te experimentaram tão bem dessa forma.
- Experimente-me de novo. – ela pediu descendo a mão até sua cueca e a puxando para baixo para agarrar seu membro rígido para fora. – E de novo. E de novo.
- Com todo o prazer do mundo, mia chica.
Edward girou o corpo colocando Bella por baixo e com uma mão empurrou a cueca para a metade de suas coxas enquanto a outra segurava sua rigidez e a encaixava onde pertencia perfeitamente. O interior ainda estimulado e contraído da morena só o deixou mais louco por aquela mulher, não conseguindo pensar em mais nada enquanto sua boca tomava-lhe os lábios com ferocidade seus corpos se comunicavam por movimentos. Ele queria gritar qualquer coisa conforme seu prazer também se aproximava, mas não sabia o que dizer e como dizer o que estava sentindo. Seu peito se contraía quando ele a sentia mais e mais incitada por seus toques e seus gemidos e sua garganta seca começou a externar as frases que passavam por sua mente.
- Bella, eu... – ele gemeu na primeira tentativa. – Eu...
- Sim... – Bella assentiu rapidamente e apertou a mão ao redor de seu braço contraído.
- Eu... Eu te...
Mas antes que ele conseguisse formar toda a frase as palavras forma substituídas por um gemido animal e Edward desabou sobre Bella sem forças, dando as últimas estocadas preguiçosa no sexo encharcado da morena e a escutando gemer da mesma forma logo em seguida. Ele escondeu o rosto entre os seios fartos da morena e respirou aquele perfume que sua pele tinha após o sexo, sentindo seu gosto salgado do suor e uma mão acariciando seu cabelo, sua nuca e as laterais de seu pescoço.
- I really need you tonight, forever is gonna start tonight... – ele escutou a voz da morena cantarolar bem baixo a música dos anos 80 e levantou o rosto com uma expressão de desconfiança.
- Total Eclipse of a Heart? Sério? – perguntou se apoiando nos cotovelos e Bella soltou uma gargalhada.
- That's nothing I can do, is total eclipse of a heart. – ela continuou e jogou a cabeça para trás em outra gargalhada.
- Você é estranha. – Edward comentou deitando no espaço vazio ao seu lado e sentindo Bella deitar sobre seu peito suado em seguida.
- Eu estou feliz e a culpa é sua.
- Ninguém canta músicas estranhas após o sexo.
- Eu sou especial, esqueceu? – ela brincou mordendo seu peito de leve.
- Eu sei... – ele murmurou a abraçando com força e respirando fundo.
Eles adormeceram nos braços um do outro e no meio da madrugada Edward despertou para cobrir Bella com o edredom e abraçá-la por trás para continuar dormindo. No dia seguinte tomaram café da manhã no quarto e fizeram amor no chuveiro. Sim, amor, mas nenhum dos dois quis admitir que a forma que eles se tocavam e sussurravam coisas no ouvido do outro debaixo do jato quente de água era mais sentimental do que carnal. Colocaram a culpa no sono que ainda sentiam e aproveitaram como podiam os últimos minutos dentro do quarto, o lugar que ninguém poderia perturbar nenhum dos dois com os problemas de suas vidas. No caminho de volta para a fazenda Bella viajou o tempo inteiro com a mão sobre a coxa esquerda de Edward e cantarolou baixo mais um pouco da música que estava em sua cabeça desde a noite anterior, um olhar perdido na estrada e respirando longamente em alguns momentos. Ninguém viu quando Edward estacionou na garagem e se despediu de Bella com um beijo que ele não desejou que acabasse, garantindo que estaria no celeiro na hora de sempre e observando-a correr para se trancar em seu quarto antes que alguém aparecesse.
No momento que a morena bateu a porta, um grito de ódio explodiu no peito de uma mulher que assistiu toda aquela cena de camarote, esmagando o maço de cigarros na mão e entrando em seu quarto. Ela agora tinha certeza que precisava agir de verdade para por um fim naquela palhaçada que não a agradava em nada.
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