Ouça meu coração, o aluno virou professor

1 Mês depois.

— Acho que Rose não terá mais problemas, não acha? – Bella perguntou, se deitando na cama, olhando para Edward, deitado ao seu lado.

—Acho que depois da lição que os rapazes deram aquele verme, ele aprendeu a não mexer com nossa a garota. – Sinalizou com um sorriso no rosto.

Bella assentiu, ainda se lembrando de como foi, quando Riley descobriu sobre o padrasto.

Flashback On

— Não acredito que ela nunca me contou nada! – Explodiu.

— Fale baixo. Ela não precisa de escândalos agora, Riley.

— Ela é minha irmã! Eu devia protege-la. Não dou a mínima se ela é a mais velha. Eu tinha o direito de saber. Como minha mãe nunca...

— Ela não sabia. Rose garantiu que ela não sabia. Não acho que ela teria ficado do lado dele, mas ela não sabia. – Emmett explicou. – Me lembro da mãe de vocês. Ela foi uma das poucas pessoas que não me deu as costas naquela cidade podre. – Acrescentou.

Riley pareceu pensar em algo, mas negou com a cabeça logo em seguida. Não podia ser real. Seus pensamentos não podiam ser de verdade. Henry não faria nada contra a mãe deles. Não intencionalmente. Faria?

— No que você está pensando?

— Quando Rosálie estava prestes a completar dezessete anos, minha mãe começou a ficar doente. Me lembro disso, porque foi quando voltei para casa. Deixei o internato onde eu vivia e voltei para casa. Pouco tempo depois, Rose foi embora sem explicações.

— Foi quando tudo aconteceu. – Emmett revelou, fazendo Riley assentir.

— Sim. Eu tinha quinze anos na época. Me lembro que a mamãe estava cada vez pior e com a partida de Rose ela ficou ainda pior. Então ela colocou Henry como nosso tutor. Oficialmente.

— Ainda não entendi onde quer chegar.

— Você se lembra da madeireira? Aquela próxima a reserva? – Perguntou.

— Sim, eu me lembro. Nós íamos até lá quando éramos crianças. O que tem ela?

— Era do meu avô. Ele deixou para nossa mãe. Seria nossa, mas quando ela ficou doente e Henry ficou como nosso responsável, ele a vendeu.

— Como? – Alice questionou.

— Ele era nosso tutor legal e casado com nossa mãe.. Tinha direito de fazer o que bem entendesse, desde que todos pensassem que seria pelo nosso bem.

— O que aconteceu depois?

— Nossa mãe faleceu. Os médicos nunca encontraram a razão. Ela simplesmente morreu. E ninguém fez nada. – Confessou em tom baixo. Pouco tempo depois, pensei que Henry cuidaria de nós. Mas ele me enviou para o internato pelo resto daquele ano. Quando o ano terminou, me informaram que eu não poderia ficar para o próximo ano. A anualidade não havia sido paga. Tentaram entrar em contato com aquele filho da puta, mas...

— Ele havia fugido. – Rose declarou, aparecendo na porta. – Ele fugiu com nosso dinheiro. E nunca mais o vimos. Até ontem. – Sussurrou. – Eu havia arrumado um emprego aqui. Não pagava muito, mas eu morava com o Emmett. Então consegui sustentar Riley de onde ele estava.

— Mas decidimos que o melhor éramos ficar juntos, então eu vim para cá. – Declarou se aproximando da irmã. – Eu não fazia ideia, joaninha. – Acrescentou, usando o apelido da infância.

— Eu acho que no fundo, não queria que você soubesse. Talvez estivesse com medo de que você me visse de maneira diferente. – Sussurrou e ele arregalou os olhos.

— Eu nunca mudaria minha visão sobre você, joaninha. Você é minha irmã mais velha. Aquela que mesmo com seus problemas, me ajudou e cuidou de mim quando a mamãe morreu. Eu amo você, Rose. Nada do que aquele cretino fez a você mudará isso. – Declarou e ela assentiu o abraçando.

Algum tempo se passou até que Rosálie adormeceu.

— Isso não deveria ficar assim. – Riley sussurrou, não querendo acordar a irmã.

— Eu concordo, mas ela pediu para que não...

— Não importa. Aquele cretino não vai sair limpo depois do que fez para minha irmã. – Rugiu e Emmett assentiu sorrindo maldosamente.

— Você tem minha ajuda no que precisar, garoto.

— Eu não sei o que vocês estão planejando, mas estou dentro. – Alice exclamou.

— Você não, baixinha. Mas se Jasper quiser ajudar, será bem vindo.

— Eu ajudo. No que quer que seja o que estão planejando. – Respondeu, fazendo Emmett sorrir maliciosamente.

Fazia duas semanas que eles estavam o seguindo. Henry fazia o mesmo caminho todas as noites. Rondava o prédio onde Rosálie morava, depois ia até um bar da esquina, e voltava para seu hotel fétido. Mas aquela noite seria diferente.

Ele caminhou, claramente embriagado e tonto pelas bebidas, quando sentiu seu corpo perder o equilíbrio, graças a um empurrão.

— Ei, idiota, cuidado! – Gritou, com a voz embargada, tentando se levantar, mas seu corpo foi chutado.

— Então você gosta de uma briga injusta, não é idiota? – Disse o homem com capuz. O beco estava escuro e Henry não reconheceu quem era.

— O que você quer, seu babaca?

— O que eu quero, é arrancar essa merda que você tem entre as pernas. – Emmett rosnou, sentindo seu sangue ferver. – Mas acho que você vai aprender uma lição essa noite.

Henry estremeceu se erguendo, tentando correr para o outro lado, mas sentiu ser corpo ser lançado outra vez, contra o concreto frio.

— Vai há algum lugar, bonequinha? – A voz perguntou, usando o mesmo apelido que ele usava com Rosálie.

— Quem são vocês? O que querem? – Henry perguntou, apavorado e enjoado pela bebida.

— Você vai descobrir.

— Eu não tenho dinheiro. – Respondeu, quando o terceiro homem apareceu pelas suas costas, voltando a joga-lo no chão.

— Pois deveria. Com o dinheiro daquela madeireira, você deveria estar nadando em uma porra de uma piscina de dinheiro, seu cretino! – Riley rosnou, fazendo o ex-padrasto se virar.

— Riley? – Perguntou sem acreditar.

— Em pessoa. E acredite, eu não sou mais aquele garoto estúpido a quem você batia quando a mãe não estava perto. Eu não me importava, porque pensei que fosse apenas comigo. Mas não era, não é? Você mexeu com ela. – Rosnou. - Eu sou muito mais esperto agora e é sua vez de aprender uma lição.

— Olha, garoto...

— Como é que você dizia para nós? Eu faço isso porque me preocupo com você. Eu me preocupomuitocom você!

— É aprender que não se mexe com nossa garota.- Emmett rosnou dando um passo a frente, virando Henry e o deixando de frente para Riley.

Atrás de Riley, surgiu outra sombra. Quase tão grande quanto Emmett.

— Esse é o Tony. Um amigo nosso. Ele é muito bom com alguns serviços. Acho que você vai gostar dele. – Jasper declarou, cruzando o braço, enquanto Tony lançava para Henry, um olhar mortal e malicioso.

— E agora, é hora de aprender sua lição. Eu me preocupo muito com você, Henry. E agora, o aluno virou o mestre. É hora da aula começar, seu babaca estuprador. – Riley grunhiu, fazendo Henry se encolher e gritar.

Flashback Off

—Fico feliz que ele tenha desaparecido.

— Eu ficaria mais feliz se ele estivesse preso.

— Rosálie não quis fazer a denuncia. Ela acha que já faz tempo e a polícia não poderia fazer nada. De qualquer maneira, duvido que ele volte. –Sinalizou rolando para mais perto dela.

— Espero que esteja certo.

— Acredite, eu estou.

— Por que não estou ouvindo sua voz? – Perguntou, brincando com seus cabelos, o fazendo sorrir.

— Desculpe. – Respondeu a beijando. – Sabe que dia é amanhã? – Perguntou e ela o olhou confusa.

— Quinta? – Respondeu ele negou sorrindo.

— Amanhã... Faz um ano que nos conhecemos. – Declarou, brincando com uma mecha do cabelo dela.

— Um ano? Parece que foi ontem.

— Ainda me lembro... No elevador. – Indagou, rolando para cima dela.

— Também me lembro. – Respondeu, levando as mãos até o rosto dele, entrelaçando suas pernas. – Eu amo você. - Respondeu, deixando que ele lesse seus lábios. Tomado de alegria, ele a puxou para seus braços, a beijando

— Edward. – Gemeu de olhos fechados, fazendo Edward sorrir. – Quero tentar um coisa, tudo bem? – Perguntou, deixando que lesse seus lábios.

Sim. – Respondeu, a olhando, quando ela levou uma das mãos dele até sua garganta, ainda sorrindo.

Ela negou com a cabeça, parecendo pensar melhor, enquanto ele a encarava confuso.

Ela o envolveu com as pernas, empurrando seu peito. Ele pensou que ela queria que ele se afastasse, mas Bella os girou na cama, a deixando montada em seu colo. Queria aquilo. Queria mais do que podia descrever.

Edward se manteve deitado, com um sorriso nos lábios, enquanto Bella voltou a pegar a mão dele, levando até seu pescoço, para que continuasse ouvir seus gemidos baixos, assim como em seu sonho. Mas dessa vez, forçou seu corpo contra o dele, arrancando um gemido dele.

— Edward. – Gemeu alto, deixando o som ecoar por sua garganta, fazendo Edward franzir o cenho, atordoado. Não acreditando naquilo.

Bella por outro lado, estava concentrada no monte que se formava sobre suas pernas. Queria tudo com Edward. Ela levou suas mãos até a barra da camisa dele, querendo mais que tudo ver o que ela escondia, enquanto as mãos dele ainda tocavam sua garganta.

— Você... – Ele sussurrou desacreditado.

— Consegue me ouvir? – Ela perguntou e ele engoliu seco, assentindo.

— Co-consigo. – Respondeu, piscando. – Como...?

— Quero você. – Ela declarou o beijando.

Inspira, expira.

Bate, bate, pausa.

Contrair, expandir.

Era a hora de realizar aquele sonho e nada podia a impedir.