N.A - Eu sei, desta vez postei muito rápido, mas eu estava tão ansiosa de colocar esse capitulo que não me segurei rsrs. Se eu continuar nesse ritmo posto o próximo na semana que vem. Sem mais delonga, vamos ao capitulo.
Assustada
O grupo se encontravam impotente enquanto viam InuYasha pular sem parar no poço Come Ossos. Ele tentava forçar a sua passagem para o tempo de Kagome de alguma forma, por isso que cavava com vigor e voltava a pular.
Claro que todos entendiam a urgência de InuYasha, todos sentiam isso e queria ir para o futuro, mas nunca puderam antes e naquele momento seria totalmente impossível. Não entenderam no começo o porquê de Naraku ter pegado Shippou até verem o improvável após de terem tentado se livrar da orla de youkais para impedi-lo, quando o hanyou conseguiu passar pelo o poço, eles desapareceram e o grupo só podia ficar na clareira imaginando o pior.
Agora estavam ali parados, olhando para a poeira e a neve que InuYasha jogava para fora do poço, eles só podiam implorar para Kamis que protegessem Kagome e Shippou.
- A mamãe e Shippou estão bem? - perguntou Rin chorosa.
- Claro que estão...
- Não mente para ela, Sango! - gritou InuYasha voltando a superfície. - Kagome está no outro lado sem suas armas e ninguém está lá para defendê-la! Kagome está correndo perigo sozinha no outro lado agora!
Depois do breve discurso ecoada na madrugada, InuYasha voltou para o poço. Estava mais do que determinado a ir para o outro lado. Os amigos queriam recrimina-lo pelas suas atitudes já que os esforços e a raiva desfreada poderiam acabar com ele. Entretanto ficaram calados.
Kikyou aproximou-se e afagou o cabelo de Rin que tentava a todo custo segurar as lágrimas, a miko morta sabia que um ser tão pequeno não deveria passar por tantas coisas como ela tinha passado.
- Você disse que Sesshoumaru-sama foi com Kagome, não é? - perguntou com uma calma para poder passar para ela. Rin assentiu, ao trazer o assunto à tona Kikyou percebeu o brilho de esperança e confiança no olhar da criança. - Então ela está bem. Eu sei disso porque a sinto, nesse exato momento ela estar cansada e com raiva. Muita raiva.
- Ainda não entendo o porquê de InuYasha não conseguir ir ao futuro como antes. - comentou Miroku.
- O poço Come Ossos, está ligado a Joia de Quatro Almas e a joia está ligada a Kagome. Quando o selo foi quebrado os poderes de Kagome influenciaram de vez a magia do poço e quando ela desistiu de tudo, Kagome desejou que InuYasha não fosse atrás dela para obrigá-la a voltar. E é isso que o impede.
- Mas como Sesshoumaru-sama pode?
- No começo pensei que fosse pelo o fato de Kagome ter levado algo dele. Então percebi vi Kagome e Sesshoumaru tinham algo que os uni, algo forte o bastante para que a magia do poço o permiti.
- Isso é bobagem! Eles não têm nada! - gritou InuYasha indignado enquanto cavava. Não conseguia pensar em Sesshoumaru como alguém ideal para Kagome, por achar que ela merece alguém que não fosse arrogante e presunçoso. Em outras palavras, alguém bem mais do que seu meio-irmão orgulhoso, do qual fez como missão de sua vida o inferno vivo para ele, deste que era apenas uma criança, como é que Sesshoumaru seria destinado a ela? Deveria ser impossível, Kagome o ensinou o que era amizade e lhe deu uma família, ela era muito e deveria ter alguém assim. Saiu do poço e encarou Kikyou. - Quer dizer que Naraku tem algo com Kagome também?
- Naraku conseguiu passar porque estar com os fragmentos. Se ele não tivesse, não conseguiri...
De repente Kikyou sentiu o corpo pesar e ficar fraco. Rin foi a primeira a tentar mantê-la em pé, mas foi InuYasha que rapidamente a pegou no colo e a levou para a base de uma árvore. A colocando com cuidado na neve.
- O que aconteceu, Kikyou-sama? - perguntou Rin atrás de InuYasha.
A miko sequer tinha força em pronunciar algo e nem teve a oportunidade de fazer, pois um riso ecoou na pela floresta. Um riso bastante familiar para todos presentes, InuYasha desembainhou Tessaiga e ficou na frente de Kikyou, estava pronto para mandar o primeiro ataque para o hanyou que se encontrava sobre madeira do poço com Kanna ao lado. Iria o destruir, aproveitando que ele estava sem a sua barreira. Mas se deteve ao reparar quem estava dormindo no colo dele.
- O que você fez com ela?!
- Nada demais. Apenas a coloquei para dormir, parecia tão fraca. - os olhos vermelhos de Naraku avaliou cada membro do grupo e parou sobre Kikyou que ficou de pé com dificuldade ainda segurando o tronco da árvore, percebeu o quanto estava fraca e a julgar pela grande quantidade de serpentes aladas que apareceram para dar pelo menos força para ficar acordada, percebeu que o feitiço do bracelete chegava até ela. Se sentia vitorioso ao ver o quanto ainda podia atormentá-los. - Fico feliz em encontrar todos reunidos, assim polpa a viagem. Eu estou pensando em preparar uma comemoração e estão todos convidados para a festa, sei que a minha convidada especial ficará alegre em vê-los. Podem aparecer a qualquer horário que me deixará muito feliz e eu estarei ansioso até que participem. Só não esqueçam de levar o convite ou não entrarão.
No último comentário, ele olhou diretamente para Koraku. Mas sua visão foi impedida pela Sango e Kirara se colocarem na frente do garoto numa tentativa de protegê-lo, ou escondê-lo. Por mais que os quisessem mortos, Naraku não iria estragar a diversão até chegar ao fim.
- Em qual lado estaria, Sango? Mataria seu irmão para ter uma mínima chance de salvar a sua amiga e alfa ou o deixaria vivo o pouco tempo que o resta ao permitir que ela sofra o que planejo.
- Ou eu mato você! - gritou Sango segurando firme o bumerangue.
Nenhum tinha audácia de atacá-lo, não com Kagome sendo usada como refém.
- O tempo corre contra você, é melhor fazer a sua escolha de uma vez. - comentou com a barreira já se levantando sobre ele e Kanna. - Façam uma escolha para a sua líder. Melhor do que ela fez, foi uma tola a dar sua vida para alguém que iria morrer...
Os viu ficarem sem palavras, então escutou um sussurro infantil pronunciando um nome que o fez dar um sorriso perverso só para confirmar o que eles pensavam. Ele levantou voo e foi para Sul aproveitando a rixa entre as terras do Oeste e Sul. Não podia demorar ali, não quando o lorde poderia chegar a qualquer momento, ele com certeza não iria agir como os outros, o atacaria sem pensar duas vezes até tomar o seu prêmio. Viu isso nos olhos dele antes de partir daquele lugar estranho.
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Aquela batalha só foi mais uma confirmação de tantas outras que já sabia. Não conseguia e não podia mudar o curso do passado, então apenas lhe restava esperar, esperar que seu eu mais novo escolhesse as mesmas escolhas que fez para suportar a sua vida até aquele instante.
Tinha se passado séculos e foi tempo suficiente para se adaptar aos novos tempos. Todas suas mudanças se originou na mulher que foi levada. Aprendeu que não era apenas o poder ou riqueza para se tornar alguém excelente e dar algum sentido em a vida, aprendeu que apesar de alguns seres humanos serem destrutivos como a sua espécie, ainda conseguia encontrar seres persistentes e bondosos. Do qual seus objetivos maiores eram mudar as circunstâncias para torná-las seguras e belas para quem realmente lhe importava. Ele fazia isso, fazia para quem foi lhe destinado, antes mesmo dela saber a verdade.
No começo para si, esse conhecimento era desconhecido em partes e negara rigorosamente esse seu objetivo, porque pensou que nunca teria a capacidade de se importar com alguém, a palavra afeto e amor não usava por achar insignificante e absurdo. Percebeu que estava errado a vida toda até vê-la no túmulo de seu pai, o desafiando e recusou admitir qualquer atração ou um ato vindo dela e isso quase custou a vida dela. Sentia envergonha e raiva de suas atitudes passada em relação a Kagome, mesmo que em segredo ela tenha o perdoado. Sabia disso deste que a conheceu realmente, ela não era daqueles que guardava rancor quando o assunto era relacionado a si própria.
A admirava intensamente e o desejo de protegê-la sempre falava mais. Por isso que não interviu quando seu filho se transformou e foi enfrentar Naraku. Todos eles sabiam do que iria acontecer com ela e seu filho estava disposto a mudar o destino, mesmo que houvesse consequência ele iria encarar o desconhecido por ela.
Eles todos iriam.
Percebeu que seu eu mais novo estava começando a entender o que já sabia. Podia dizer isso ao ver seus olhos estreitos começando a tornar vermelho novamente e eram furiosos e arrependidos. Afinal ele próprio se sentia assim, sentia arrependimento por não ter sido mais forte do que a joia, por ter permitido duas vezes que ela fosse levada e por ter falhado com o seu filho de coração que estava morto.
A intromissão que seu filho ocasionou na batalha era para salvar a pequena raposa e talvez assim isso mudaria o futuro de Kagome, mas disso nada modificou como já tinha presenciado quando era mais novo. Só restava colocar a cabeça de Sesshoumaru no lugar para ele segui o seu caminho.
Voltou a sua forma humanoide a tempo de ver Sesshoumaru começar a se transformar.
- Antes de transformar o mundo em destruição, deve trazer o meu filho de volta. - disse com a voz firme e sequer se intimidou quando viu o olhar dele sobre o ombro.
- Você mesmo pode fazer isso. - sua voz saiu animalesca.
- Não possuo Tenseiga. Logo você não possuirá. - respondeu na mesma altura. O viu lhe estudando, principalmente a única katana em sua cintura. - Ela se entregou por ele, sabe tanto quanto eu que ela daria a vida por quem ama e ela me deu o dever de cuidar do seu filho. Traga-o de volta para mim.
Viu Sesshoumaru olhar o filhote estirado no chão e sem vida antes de ver o kitsune ruivo caído que começava a desaparecer. Viu também o kitsune negro ser coberto por chamas azuis e foram diminuindo na medida que se transformar na forma humanoide, ele pouco se importando em esconder as oitos caudas como fazia na frente dos humanos e foi para o lado do kitsune, sabia que Tsuki esperava por alguma movimentação de Sesshoumaru.
Todos estavam totalmente conscientes do acontecia naquele lugar, tinha os choros incessantes dentro da casa, agitação de auras na cidade, um grunhido baixo soou que quase não era possível distinguir de onde vinha, Tsuki tinha se apegado ao filhote deste que começara a treiná-lo e não era apenas ele que tinha se apegado a ponto de considerá-lo como filho.
Viu Sesshoumaru pensar em suas palavras e controlar a sua besta ao se aproximar do filhote enquanto pegava Tenseiga. A katana começou a vibrar, Sesshoumaru viu os mensageiros do submundo acorrentando a alma de Shippou, então fez um corte rápido no meio deles e os mandou de volta para o seu mundo. A magia da espada concertou os ossos quebrados do pescoço de Shippou e em segundos o pequeno puxou o ar com tanta força que começara a tossir.
Shippou sentou tateando o pescoço para ter certeza de que estava vivo e olhou para os lados a procura dela, porque por um instante teve esperança de que tudo havia sido um pesadelo, então a sua mãe estaria bem e ao seu lado. Entretanto, sequer havia algum sinal dela, apenas de estranhos num lugar desconhecido e de Sesshoumaru. Logo seus olhos ficaram marejados e choraria alto se não fosse pela chama que surgiu atrás de si, quando viu que vinha do kitsune abatido, correu para única figura familiar e se escondeu atrás dele.
Todos escutaram os batimentos aparecerem entre as chamas que diminuía de tamanho até mostrar um homem sentado, ele tinha um olhar desanimado enquanto encarava o poço.
- Ela se foi.
- O que importa para ela é que estar bem, filhote. Sabe bem que ela nunca se perdoaria se algo acontecesse com você. - disse Tsuki apontando com o queixo para um Shippou menor e surpreso que os olhavam sorrateiramente. Tsuki ofereceu a mão para ajudá-lo a se levantar. - Não deveríamos ter intrometido, era só para vigiar o hanyou e caso decidisse explorar Tóquio antes de Kagome-sama e Sesshoumaru-sama o enfrentar, nós o impediria.
- Não quis perder ela! Tá legal!
- Controle-se filho. - sua voz saiu firme e de certo modo o trouxe de volta a sensatez, por um momento. - Está falando mais do que deve.
- Eles precisam saber, assim podem impedir que ela...
- Não podemos intervir no tempo.
- Assim ela vai...
- Shippou!
Os dois prenderam a respiração, era raro, muito raro o ver falar alto, pois sempre mantinha uma calma que assustava em diversos momentos, mas aquele lado poderia ser ainda mais assustador. Shippou mais velho soltou um suspiro derrotado, mesmo que não quisesse admitir, o tempo e o destino eram mais poderosos do que todos, até mesmo que seu pai. Souberam disso quando salvaram o pai de Kagome num assalto, mas um mês depois ele foi morto num acidente de carro causado pelo o mesmo assaltante. Então eles não conseguiriam intervir no destino de Kagome e a contra gosto saiu dali para esperar dentro da casa. Quem sabe podia se juntar a eles na lamentação.
Ele olhou de relance para seu eu mais novo que transmitia as mesmas emoções que ele, só que mais assustado e curioso. Sentiu saudades daquele tempo, uma saudade amarga e dolorosa.
- Você deveria ter aproveitado mais o seu tempo ao lado dela antes de...
- Basta filhote. - disse Tsuki colocando a mão sobre o ombro de Shippou mais velho.
Ele assentiu por fim e se afastou junto com Tsuki. Sentindo os olhares deles em suas costas quando entraram na casa de Kagome. Logo ele próprio se juntaria ao filho e conversar com ele, afinal Kagome sempre foi um assunto delicado que poucos sabiam e tinham coragem de mencionar na frente dele, do qual somente falava abertamente com o próprio pai.
Olhou para seu mais novo e o filhote de raposa. Apesar da pouca informação eles já podiam perceber a gravidade da situação de Kagome.
- O que acontecerá com a mamãe? - perguntou Shippou num sussurro olhando para ele.
- Não acontecerá. Está acontecendo.
- Então a mamãe vai...?
- Não. Ele gosta de brincar antes... - havia uma raiva contida na sua voz. Se o poço o permitisse novamente já teria caçado Naraku no exato momento que Kagome começou a viajar no tempo. - Ele irá fazê-la sofrer.
Sesshoumaru rosnou com essa informação, a raiva estava aumentando novamente, só de imaginar nas atrocidades que o hanyou faria com sua miko o fazia querer fazer coisas pior do que Naraku estivesse planejando. Pegou Shippou pela roupa e pulou no poço imediatamente.
Ele viu a luz enfraquecer, ao dar meia volta e seguir Shippou. Então parou quando sentiu algo, as suas lembranças começaram a embasar e um sentimento de arrependimento e perda desapareceu. O ciclo tinha mudado.
- Kagome não estar mais...
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Sesshoumaru saiu do poço e deixou Shippou na borda de madeira, não perdera tempo em começar a caçar o hanyou. Numa avaliação rápida percebeu o cheiro de batalha distante da clareira e os odores que ainda residiam ali. Do grupo, do hanyou e de Kagome.
Farejou o ar da noite e encontrou a direção que eles tomaram. Sul. Antes de partir sentiu duas mãos em seu mokomoko. Por cima do ombro viu Shippou segurando a sua pelugem, sentia as mãos frias e trêmulas, seu corpo inteiro estava assim. O pequeno tinha medo, mas dava para notar que ele tentava ser corajoso. Seu eu mais velho tinha razão, não podia deixar o sacrifício de sua miko ser em vão e esse filhote era importante para ela, como Rin era para ele.
- Vou com você. Quero salvar minha mãe.
- Não. - podia muito bem desvencilhar do pequeno e ir, mas não fez. Pois a preocupação familiar apareceu. - Vai ficar com Rin e irá ajudar Jaken a protegê-la.
- Não! Ela foi capturada por minha causa! - tinha tristeza e amargura no seu olhar, igual ao seu eu mais velho no tempo de Kagome. - Quero ir, quero ajudar trazer a mamãe de volta.
- Não irá. Eu vou salvá-la, vou trazer de volta para vocês.
- Mas...
- Não confia no seu pai?
O viu ficar estático com sua declaração, ele mesmo poderia ficar. Mas a Kagome tinha deixado a vida de Shippou em suas mãos, então tinha o dever de proteger. Cuidaria dele. Aquele sentimento de paternidade em relação a Rin estava ampliando e alcançava o filhote de raposa. Pensou que nunca teria isso e caso tivesse um herdeiro seria por obrigação e para melhorar as circunstâncias de suas terras, mas seria o último caso. Agora tinha duas crianças que já considerava como suas.
Farejou o ar novamente localizando de vez o grupo que foram na mesma direção que Naraku. Pegou Shippou e o colocou sobre o ombro, como lembrava de como ele gostava de ficar ao viajar. Havia ignorado o choque que suas palavras fizeram com o garoto e avançou numa velocidade que nem mesmo os borrões das árvores poderiam ser distinguidos. Em minutos os alcançou.
InuYasha pulava de árvore em árvore com uma Kikyou fraca nas costas e as serpentes aladas sobrevoavam ao redor deles trazendo almas para ela. Sango e Miroku estavam em Kirara acima das árvores os acompanhando, e Rin, Koraku e Jaken estavam sobre Ah-Un logo atrás. InuYasha parou de ir ao sentir a presença de Sesshoumaru se aproximando e por Kikyou pedir.
Assim que InuYasha colocou Kikyou sentada com cuidado na base de uma árvore as serpentes ficaram em volta dela, alimentando suas forças, mas não parecia surtir nenhum efeito. Ele sabia que ela não era a verdadeira Kikyou, mas não conseguia evitar a preocupação sobre o bem-estar dela. Os outros pararam e desceram assim que o lorde apareceu.
Quando eles o viu se manteram em alerta. Sesshoumaru parecia imperturbável com os acontecimentos, mas o seu youki agitado e incontrolado dizia o contrário. Se não fosse por isso, certamente InuYasha iria abordá-lo sobre o sequestro de Kagome e caso fizesse sabia que iria ser morto num piscar de olhos.
- O que... Kagome disse? - perguntou Kikyou cansada.
O lorde apenas olhou para Koraku que ajudava Rin sair de Ah-Un antes dela correr para ele chorando. Kikyou seguiu o olhar e percebeu do que se tratava, proteger Koraku. Entretanto ela sabia que não poderia fazer isso, o que estava acontecendo com Kagome lhe afetava e tinha que ir até ela.
Soltou um suspiro pesado, era para a própria Kagome fazer isso e ela não tinha escolha se não fazer. Para destruir a joia tinha que estar completa.
- Koraku... Aproxime-se.
Viu ele estranhar o chamado, mas foi e ajoelhou-se na sua frente.
- Preciso do fragmento para poder destruir a joia... O único que resta é o que sustenta a sua vida, então...
- Não! Você não vai matar o meu irmão. - disse Sango se aproximando e abraçando Koraku. A exterminadora mal sabia o que pensar para destruir a maldita jóia, estava o tempo todo pensando em como fazer isso sem custar a vida do seu irmão, pois caso fizesse, seria o fim para ela. - Deve existir uma maneira para...
- Estar tudo bem, mana. Eu... Eu estou pronto. - disse decidido ao se afastar de Sango. Deu um sorriso para Miroku quando ele apareceu e a segurou pelo ombro para dar apoio. No começo se incomodava com avanço constante dele sobre a irmã, mas logo percebeu que era só com Sango. No fundo sabia que ele cuidaria dela.
- Kagome planejava dar uma parte de sua alma para lhe manter vivo. - disse Kikyou se ajeitando para sentar melhor apoiando as costas no tronco. - Não sei se consigo fazer o que ela planejava, porque tínhamos que estar juntas. Então... lhe darei uma parte da alma que possuo, não é grande quanto estarmos juntas, mas acho que será o suficiente.
Ignorou a esperança e choque que apareceram nos olhos dele e de sua irmã. Fez um sinal que aproximasse mais e que ficasse de costas para ela. Ela colocou as mãos frias na nuca dele que logo ficaram quentes pelo reiki que emanava, em poucos minutos Koraku ficou inconsciente e Sango com Miroku o segurou para o manter no lugar.
As serpentes aladas começaram a trazer mais almas, não apenas para Kikyou como também para Koraku, isso era o último recurso que Kikyou tinha planejado. Usar as energias delas para sustentar a vida dele, o bastante para não precisar das almas como ela fizera antes. Mesmo inconsciente, Koraku começou a gritar de dor quando o fragmento começou a ser retirado e somente parou quando o pedaço caiu no chão. Mais almas foram para eles, principalmente para o menino até que começou a brilhar.
Kikyou usou o último requisito de forças que possuía quase caindo de lado, se não fosse por InuYasha a pegar imediatamente ela estaria imóvel no chão, entretanto nenhum momento seus olhos semifechados pela exaustão saíram sobre o menino que parava de brilhar, precisava ter certeza que deu certo. Sango o ajeitou em seus braços e olhou atentamente os mínimos movimentos do seu corpo como o subir e descer do peito por causa da respiração. Elas sorriram ao perceber que ele estava vivo.
Kikyou pegou o fragmento o avaliando. Tinha o purificado dentro de Koraku antes de ser extraído. Uma serpente pegou da mão dela e levou para Sesshoumaru que via tudo com um pequeno e quase nada de interesse.
- Sesshoumaru-sama. - sua voz saiu mais baixo do que um sussurro, mas sabia que ele podia lhe escutar. - Dê o fragmento a ela.
Sesshoumaru pegou o fragmento e ao contrário que deveria acontecer, o pedaço ainda continuou puro.
- Kagome está... ficando muito... fraca. Sinto a cada segundo a sua... vida esvair. - ela olhou diretamente para Sesshoumaru, ele percebeu que era o mesmo olhar de Kagome antes de o beijar. - Tenho que... me unir a ela para lhe dar tempo... Siga-me, Sesshoumaru... Assim irá nos encontrar.
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Quando acordou sentiu o seu corpo estar pesado e dolorido, principalmente os pulsos que sustentava o seu peso, nem sentia o chão contra os pés nus. Percebia sua energia e sua vida serem sugadas pelo maldito bracelete que colocara, a cada mísero e agonizante segundo deste que acordara tinha notado que seus poderes apesar de serem grandes, eram limitados e tinha usado eles quando lutara com a serpente de oito cabeças e quando tentara aprender a conjurar o selo na prática, isso só agravou quando ela teve o mínimo de descanso. Odiava usar isso como justificativa por estar fraca e por ter sido negligente com o próprio corpo, para que treinara tanto se uma de sua fraqueza era a sua teimosia sobre sua saúde.
Com os olhos cansados ela tentou distinguir qualquer coisa na escuridão, não precisou pensar muito para saber onde estava e para ser totalmente sincera consigo mesma, ela pouco se importava em ser prisioneira novamente. Porque qualquer dor física que iria pronunciar naquele calabouço antes de ser levada pelo o feitiço que estava no bracelete, não seria nada ao ser comparado ao que sentia quando se recordar de como parou ali. Claro que se lembrava de tudo, de como se entregou facilmente, de como a sua esperança de vê-lo bem foi dispersada num clique.
Queria se entregar de vez a negritude de seu cansaço, só assim, quem sabe, poderia amenizar a perda que sentia. Em todos os sentidos que poderia imaginar, se sentia vazia e quebrada. Se perguntou o porquê ainda a mantinha viva.
Então gritou, ela deu voz a sua dor e suas lágrimas desciam pelo rosto como cascata.
- Não precisa anunciar a todos que acordou, minha querida.
Seus olhos em derrota procuraram pelo o assassino de seu filho. Deveria ter imaginado que ele não perderia nenhum momento de vê-la assim. Viu a sombra de uma porta abrir e entrar uma luz fraca do corredor no calabouço, a sombra dele projetou a sua frente numa tentativa inútil de assustá-la. Achou que ele ficaria decepcionado se soubesse que não surtiu efeito.
- Você o matou. - disse num fio de voz.
- Quem? Ah, o seu filho? Sim, mas com certeza aquela peste deve estar viva, seu namorado não o deixaria morto. Não é?
Naraku deu um sorriso ao ver o brilho inexistente de antes aparecer novamente, não era por ele bonzinho. Apenas queria ter o prazer de destruir as esperanças dela novamente.
Tinha visto uma alma entrar nela antes de acordar, sabia que era a mesma que estava habitando no corpo de barro que era Kikyou. Também estava sentindo a presença do fragmento se aproximando rapidamente.
- Acho que sua amiga fez uma escolha. Pensei que ela amasse o irmão acima de tudo, mas vejo que estou errado.
- Do que está falando?
- O último pedaço da joia estar se aproximando e sua amiga deveria fazer uma escolha. Esconder Koraku, algo que não teria êxito contra mim, ou mata-lo e tirar o fragmento dele para, quem sabe, conseguir a sua liberdade.
- Sango nunca faria isso.
- Acho que você não os conhece tão bem. - comentou se aproximando dela, a sentiu estremecer e tentar se afastar ao tocar no braço nu. Ela percebeu que Naraku a estava avaliando e agradeceu mentalmente por ainda estar de calça moletom e regata, porque não queria os olhos dele sobre a sua pele. - O que ele viu em você? Um ser fraco e insignificante.
- Ciúmes, Naraku? Mas só sou isso por causa do seu presente. Tire o bracelete de mim e vamos ver quem é fraco e insignificante.
- Palavras audaciosas para quem estar à mercê no meu poder.
- Não tenho medo de você. Ao contrário de uma aranha que fez de tudo para me deixar assim. Me diga, como é ser manipulado pela joia?
Ela claramente sabia que estava sendo imprudente em provocá-lo, mas ao saber que o seu filho estaria vivo lhe deu mais força do que podia ter imaginado, esperava que ele e Sesshoumaru estivesse no seu tempo. Os queriam em segurança, pois sabia que não conseguiria suportar se os perdessem. Kagome iria mais desistir.
Então sentiu uma enorme dor no maxilar e cuspiu sangue no chão, depois outra dor veio na boca do estômago que fez o ar sumir de seus pulmões. Se não fossem pelas correntes em seus pulsos, ela certamente teria caído no chão. Levantou a cabeça para olhá-lo e mostrar todo o rancor que sentia por ele. O mínimo de reiki que tinha em si notou a joia quase completa dentro dele, ela brilhava negramente.
- O que você quer de mim? - falou depois de cuspir sangue de novo, só que na roupa dele. - Já tem tudo que quer.
- Pode até ser verdade, minha querida. A joia está quase completa. Seu grupo de amigos e seu amante irão perecer diante de mim e o que eu quero... queria de você era esses lindos olhos azuis, para encontrar os fragmentos, mas não preciso mais e nem mesmo você precisa.
Naraku concentrou miasma na palma mão e o colocou sobre os olhos dela. Kagome gritou de dor e tentou afastar ao balançar o rosto de um lado para o outro. Mas ele apertou ainda mais a palma da mão contra seus olhos aumentando a ardência que corroía seus olhos.
