Aviso: Twilight não me pertence. Esta é mais uma fanfiction com os personagens. A história é completamente minha e então, por favor, não copie.
Autora: Mariana Cardoso.
Betas: Luciana Cavalcanti.
Capítulo 25 - Vitória
As cores azul e vermelho estavam por todo lado. Sorri para os balões flutuando. A casa estava toda decorada e aquecida, graças a Deus. Do lado de fora estava tão frio que era impossível respirar. Dezembro era o mês mais frio do ano e com calafrios, lembrei dos grandes problemas noturnos que passei nesse mesmo tempo ano passado. Mal se comparava a casa quentinha e a cama terrivelmente confortável que tinha agora. Deixei os pensamentos de lado e observei que a casa estava mais cheia do que previmos, mas dessa vez, tinha comida e bebida de sobra. E daqui em diante seria sempre assim. Era oficial. Carlisle era o novo Presidente dos Estados Unidos.
Extra-oficialmente sabíamos disso há semanas, mas, as coisas poderiam mudar e a tensão não nos deixou até que ontem pela manhã foi comunicado, através de toda votação dos delegados, que Carlisle tinha vencido Aro nas eleições sem chance de segundo turno. A felicidade borbulhou e em casa, nós gritamos e pulamos como se fosse Ano Novo. Meu sogro, para todos os efeitos, estava radiante e pulando de felicidade. Esme mal se continha, e agora, ninguém iria segurá-la… A primeira dama do país. Só Deus sabe como ela está se sentindo a Rainha da Inglaterra.
O garçom veio reabastecer meu vinho e aceitei. Estava sentada sozinha por alguns minutos porque meus pés estavam doendo dentro do sapato. Minhas bolhas não permitiam que andasse confortavelmente. Os ensaios, agora bem mais pesados que antes, estavam me castigando fisicamente e por isso estava grata que faltava apenas uma semana para o grande espetáculo. Charlie sorriu na minha direção e devolvi um sorriso sem mostrar os dentes. Estava realmente chateada e ninguém me entendia. Agora que encontrei meu pai sou obrigada a dividir a atenção dele com um namorada muito exigente, por sinal. E com a filha dela. Super.
Ele veio em menção a vitória de Carlisle e estava hospedado na casa dela e não na minha. Honestamente, preferia que ele ficasse em um hotel. Pelo menos Max veio e estava na minha casa, comigo, já que eu sou a irmã dele. Não era preciso lembrar que fiz uma grande birra sobre isso. Estava sendo infantil sim e com muito ciúmes. Não queria ser meia-irmã de Bree, por exemplo, nada contra, mas ainda queria ser a única garotinha do meu pai. Nós estamos juntos agora e por que logo agora tenho que disputar um almoço com ele? Não entendia e não estava inclinada a entender.
Estava aqui a cinco dias. Cinco! E eu só tinha almoçado com ele UMA vez. Para ficar conversando no telefone, que ele ficasse em Londres. Observei que ele vinha na minha direção, mas Elizabeth o puxou para continuar conversando com aquele grupo. Rabugenta, levantei da poltrona e sai da casa, indo diretamente para varanda do segundo andar, onde a casa estava completamente vazia. Peguei a manta e me enrolei completamente, sentando no balanço grande e apoiando meu vinho na mesa ao lado.
Fiquei observando a noite com a neve caindo, os carros cobertos por uma camada branca e as árvores com as folhas congeladas. O natal esse ano seria pesado de frio. Até então tinha combinado de ir até Nova Iorque passar com minha avó e minha tia, mas agora que Elizabeth e Bree iriam estava desconsiderando completamente. Infantilidade da minha parte, porém, me sentia no direito de querer o primeiro natal com eles sozinha e não para Elizabeth reinar como namorada do meu pai. Seria melhor ficar em casa mesmo, com Edward, Esme e Carlisle.
Uma hora mais tarde, estava quase congelando, decidi que poderia comer algo e voltar para festa. Devolvi minha taça na cozinha e belisquei uns salgados antes de voltar para multidão. Estava chato já. Todo mundo ocupado conversando quando meu humor estava baixo, beirando a rabugenta ranzinza. Cansada de ensaiar, dormindo pouco e com tpm minha semana não era das melhores. Minha companhia muito menos.
- Ei, onde você estava? - Edward apareceu na minha frente - Olhei em alguns quartos lá em cima e não te encontrei.
- Na varanda.
- Nesse frio? O que houve?
- Estava cansada de ficar aqui. Estou entediada. - respondi aceitando seu abraço - Quero ir embora, mas sei que vai ficar chato se formos tão cedo.
- Você ainda está chateada com seu pai? - perguntou-me olhando nos meus olhos e assenti - Ele estava te procurando, disse que você parecia triste quando saiu da sala e então fui atrás de você.
- Elizabeth não permite que ele sequer converse comigo. Isso é insuportável. - reclamei com meus olhos enchendo de lágrimas - Droga. Estou cansada demais, meus pés estão doendo muito, o sapato arrasta em cima de todas as bolhas e minha bunda ainda dói do belo tombo que levei. Sem contar a cólica.
- Cristo, você está realmente mal. - murmurou me beijando docemente.
Esme não se importou quando anunciamos que iríamos embora, discretamente, é claro. Ela entendeu que não havia condições de ficar de pé com aqueles sapatos ou calçar qualquer outro. Saímos pelos fundos e não nos despedimos de ninguém para não levantar alarde. Tirei meus sapatos dentro do carro, louca para arrancar a meia calça também. Meus pés latejavam de dor e quase chorei com a sensação de alívio que durou apenas alguns segundos.
- Seus pés estão horríveis. - Edward disse sem jeito quando parou para analisar - Acho que água quente e um pouco de pomada pode aliviar. O que acha?
- Vai arder.
- Precisamos limpar bem, baby. Vai ser melhor depois.
Choramingando, coloquei meus pés na água quente e gemi porque realmente ardeu.
- Bella? Edward? - Max chamou batendo na porta e mandei entrar - Eca, cara, tá feio mesmo. Seus pés são tão feios. O que aconteceu com eles? Por que seus dedos são tortos. Isso é bizarro. - disse analisando meus pés. Revirei os olhos. Max e sua boca.
- Pés de bailarina, já ouviu falar? Como foi o cinema?
- Maneiro. Esses garotos americanos são meio loucos, certo? As garotas são selvagens. Fiquei com uma menina da rua debaixo, ela é maior gata. Tem uns peitos.
A boca dele é um ataque nuclear, pensei.
- E sua namorada, Max? - perguntei rindo.
- Quem? - rebateu com um sorriso maroto.
- Engraçadinho.
Max tinha conhecido alguns jovens do bairro quando foi ao parque andar de skate, logo fez amizades e estava andando pra cima e pra baixo com eles.
- Vou dormir, amanhã vamos andar de skate cedo. - disse me dando um beijo no rosto - Melhoras, me chama se precisar de algo.
- Obrigada. Boa noite.
Cuidadosamente, Edward passou pomada nos pontos doloridos e logo senti um pouco de alívio. Tomei um anti-inflamatório e um remédio para dor de cabeça.
- Obrigada, querido. Você é o melhor. - sorri para seu trabalho cuidadoso e olhei ao redor do nosso quarto - Sua mãe já está tirando a decoração da casa… Ela quer que eu decore do meu jeito, mas não me importo, gosto do jeito que ela é. É grande demais para nós dois.
- Eu sei, baby, mas é uma injustiça deixá-la fechada. Rosalie e Emmett não querem se mudar. E com Alice indo embora para Milão…
- Uhn… Você disse ao seu pai que provavelmente precisará retornar no verão para publicação do seu livro, certo? - perguntei apenas para ter certeza - Será que podemos marcar o casamento para essa data? Não quero esperar o outro verão e quero realmente casar com o sol bem quente.
Edward e eu começamos a imaginar um casamento em Hampton, na casa de Charlie, em frente a praia, com pouquíssimos convidados e muita festa. Seria bem simples, como nós dois basicamente somos, nada de coisas fashion, muitos detalhes ou glamour. Uma cerimônia com um Reverendo - Esme morreria, mas era o que Edward preferia. Quando soubemos que Carlisle tinha vencido as eleições, recebemos os pais dele para um jantar informal em casa e então eles sugeriram que conforme vamos casar, deveríamos assumir a casa para que ela não ficasse fechada durante o período que eles iriam estar fora.
A casa pra mim era grande demais só para nós dois, mas realmente, era uma herança e seria de Edward de todo jeito porque ele era o filho mais velho. Como Esme também herdou a casa por ser filha mais velha. Coisa de família. Nós aceitamos cuidar dela enquanto eles passam os bons quatro anos vivendo na Casa Branca.
Dormi e sonhei com meu vestido de noiva, era lindo e exatamente da maneira que gostaria, só não sabia se ele existia em algum lugar.
- Ei, dorminhoca. Hora de levantar. Seu irmão está sofrendo de fome e não quer te esperar acordar. - Edward sussurrou e eu ri, abrindo os olhos. Estava acordada a séculos, só não queria sair da cama - Como estão seus pés?
- Menos doloridos, mas ainda existe um desconforto. Vamos comer antes que Max surte.
Os dias antecedentes ao grande espetáculo foram cruéis comigo, mas eu estava absurdamente feliz em fazer parte de algo tão grande pela primeira vez. Me sentia realizada e cansada a cada fim de ensaio, mas era simplesmente tudo que um dia imaginei fazer. Não para sempre, mas definitivamente queria aquela experiência.
Quando meu maquiador terminou minha maquiagem, sorri para imagem diante do espelho. Meus cabelos estavam presos no alto com um coque apertado e meus olhos profundamente pintados de dourado com os cílios bem marcados. Vesti minha roupa, pedindo que Alice apertasse bem o corpete e deixei algumas partes por último. Assim que minha cunhada terminou as fotos dos bastidores e saiu, para ocupar seu lugar na platéia, ajudei algumas meninas com suas roupas e maquiagem e vi que Ângela estava completamente sozinha. Minha real vontade era esconder sua roupa, mas tinha amadurecido e crescido, por isso iria deixá-la se ferrar sozinha mesmo.
As cortinas se abriram e eu estava lá, no centro do palco, com aquela multidão lotando o teatro. Dancei com toda a minha alma e paixão. Concentrei minha atenção na minha respiração e nas batidas da música. Confiei cegamente em Mike e em todos os dançarinos que iria contracenar, assim como eles confiaram em mim. Uma hora e meia depois, estávamos todos reunidos, agradecendo, recebendo aplausos de pé e muitas rosas no palco. Os músicos, simples estudantes da Academia de Música e comandados por Edward e Demetri tinham arrasado e não erraram.
Saímos do palco com as cortinas fechadas e corremos para os bastidores apenas para gritar e surtar. Pulamos e gritamos porque nada tinha dado errado. Ninguém caiu, ninguém atrasou o ritmo, ninguém se machucou e todos executaram com perfeição toda coreografia. Estouramos champanhe e brindamos o grande sucesso daquela noite. Por dentro, estava surtando. Tinha realizado um sonho. Minha vontade era de gargalhar e chorar ao mesmo tempo, sair dançando loucamente sozinha e gritar para o mundo inteiro o quanto estava feliz.
Lembrando que minha família estava lá fora, troquei de roupa rapidamente, me lavando parcialmente no banheiro e renovando perfumes, deixei a maquiagem e o cabelo no lugar porque tinha muita coisa para tirar e só um banho seria capaz.
Edward estava de braços abertos, corri e pulei no seu colo, fazendo-o rir.
- Você estava maravilhosa! Perfeita! Linda! - gritou em meio a multidão ruidosa ao nosso redor.
- Foi perfeito, não foi? - sussurrei começando a chorar. - Estou tão feliz que mal posso acreditar que isso realmente aconteceu comigo.
- Vão acontecer coisas maiores e melhores. - sussurrou e me beijou docemente.
- Eu te amo. Agora, meu próximo passo é me tornar a Sra. Cullen.
- Esse sim será o maior espetáculo da sua vida. - brincou e me colocou no chão - Precisamos ir. Fiz uma reserva no Estadio e todos devem estar nos aguardando. Mamãe e Rosalie choraram o tempo todo e seu pai filmou tudo. Alice tirou fotos incríveis.
Chegamos ao restaurante encontrando toda nossa família lá. Esse era o meu favorito e desde que Edward me trouxe aqui meses atrás ficamos completamente apaixonados pela comida. Depois de cumprimentar todos, sentamos em nossos lugares e o garçom trouxe uma entrada que eu adorava. Uma espécie de carne, em forma de patê, com azeitonas e pistache, tudo prensado junto, era macio e saboroso, junto com fava de feijão e pequenas torradas. Em seguida, Edward pediu sopa de abobora com queijo, uma salada verde e finalmente o prato principal que era um bom bife com molho picante e batatas. Ele pediu salmão grelhado com iorgute e aspargos.
A conversa foi adorável, agradável, nenhum terreno perigoso. Aceitei as felicitações e sabia que todos estavam mantendo o clima desde que Elizabeth estava presente e eu não estava caindo nas graças dela como namorada do meu pai. Ela podia ser apenas tia de Edward e estava muito bom. Tanya e Demetri, claro, nunca se importavam com nada estavam fazendo a festa da mesa, o que nos tornou um grande grupo ruidoso na área privada do restaurante.
- Estou tão orgulhoso! Filmei tudo! - Charlie me abraçou apertado - Por que você tem me evitado?
- Você sabe muito bem o porquê. - reclamei e Max soltou uma risadinha do meu lado.
- Bella está morrendo que você tem passado todo tempo com sua namoradinha e nos largou.
- Meus dois filhos estão com ciúmes de mim?
- Pode apostar que sim. - Max respondeu na hora - Não gosto que ela fique te chamando o tempo todo e sequer permite que fale com você.
- Pensei que fosse a única. - reclamei baixinho e ele riu - Olha, como tia do Edward até gostava dela, agora como sua namorada, por favor, não me obrigue a nada. Eu odeio ter que dividir sua atenção e odeio que ela sequer permita que seja dividida. E o pior de tudo é você não fazendo um mínimo esforço. - bati o pé irritada e Max me apoiou.
- Não imaginava que vocês dois estavam se sentindo ameaçados com o meu relacionamento… - Charlie disse coçando a garganta e então abraçou nós dois ao mesmo tempo - Vocês vem sempre em primeiro lugar. Vou conversar com Elizabeth e chegaremos a um acordo com todas essas reclamações e para me redimir, amanhã um dia inteiro com apenas nós três.
- Acho bom. - Max e eu dissemos ao mesmo tempo - E só para constar eu ainda sou sua única filha, entendeu?
- Entendi perfeitamente. - disse beijando minha testa - Minha única filha e muito ciumenta.
Charlie, Max e eu passamos um dia incrível andando de bicicleta no parque, uma loucura, porque estava frio e tinha neve caindo, mas foi divertido demais. Lanchamos chocolate quente e bolo feito por Charlie e a noite saímos para jantar, apenas nós três e ninguém mais. O celular dele não tocou nem por um minuto o que me deixou extremamente grata. Tiramos muitas fotos juntos e aproveitamos cada segundo. Ainda estava indecisa sobre o natal e então quando me preparei para despedir deles no aeroporto no dia seguinte não fiz nenhuma promessa.
- Agradeça a sua mãe por ter deixado você vir ficar comigo uns dias. - disse segurando o rosto de Max - Se comporte e pelo amor de Deus, não conte a ela que te dei camisinhas, não quero que ela pense que estou incentivando você a fazer coisas erradas.
- Sexo é errado?
- Quando não se tem uma namorada fixa, é. Só nunca deixe de usar, ok? Mesmo com a mais confiante de todas.
- Tá certo. Inocente. - disse baixinho e ri. Ele não tinha jeito. - Obrigado, Bella. Me diverti muito aqui.
- Obrigada você, seu bobo. Eu te amo, Max. Se cuida.
Virei para Charlie e Elizabeth soltou a mão dele para me deixar abraçá-lo. Nós nos despedimos e observei com um sorriso bobo os dois, dos três homens da minha vida, caminharem juntos. Eles eram parecidos e andavam igual. Chegava ser engraçado e bonitinho. Depedi-me de Elizabeth rapidamente e corri para casa, louca para encontrar com Edward. Ele tinha saído com Félix e Demetri por um tempo, para beber e aproveitar a noite e quando saí pela manhã bem cedo ele estava dormindo, ou seja, faziam horas que não nos falávamos direito e estava com saudades.
Cheguei em casa ainda encontrando-o dormindo. Eles beberam tanto que retornaram para casa de táxi, porque a pé seria extremamente impossível acertar o caminho de casa. Edward roncava baixinho e eu ri, tirando a minha roupa e correndo para debaixo do edredom para acordá-lo.
- Psiu, dorminhoco. Bom dia. - sussurrei beijando-o repetidas vezes pelo seu rosto e lábios. Edward gemeu baixinho saindo das profundezas do seu sono e abriu os olhos lentamente. A expressão sonolenta dele era tão fofa que podia imaginar nossos filhos acordando do mesmo jeitinho. - Tudo bem?
- Bom dia… - resmungou com um olhar brincalhão e virou para me abraçar, percebendo que estava completamente sem roupa. - Muito bom dia. - sorriu antes de me beijar profundamente - Seu pai já foi?
- Já levei Max ao aeroporto e encontrei com meu pai lá.
- Estamos completamente sozinhos por uns dias? - perguntou com um sorriso maldoso.
- Completamente sozinhos. - concordei.
Uma boa coisa sobre a ereção matinal, era que Edward ficava disposto muito rapidamente. Logo que os beijos começaram a ficar profundos e suas mãos passearam por todo lado, me vi pronta para recebê-lo. Depois de tirar sua roupa de dormir, sem mais precisar colocar camisinha devido ao meu controle de natalidade, gemi de pura felicidade e contentamento ao senti-lo por completo, pele com pele. Debaixo do edredom, engatamos em um ritmo lento e gostoso, perfeito para dar bom dia e sem nenhuma pressa de sair da cama. Nosso compromisso do dia era apenas fazer amor.
