MIL FACES
Autora: Mandyvoliveira
Sinopse: Ele era o Mil Faces, o bandido mais temido da atualidade, frio, cruel, sem escrúpulos até conhecer Jensen, um jovem doce e apaixonante, que apesar da pouca idade conheceu o lado negro da vida muito cedo. O amor do início tornou-se possessivo e perigoso. Jensen não tinha mais esperança até conhecer Jared, seu misterioso guarda-costas. Padackles.
Avisos: Essa é uma história sem fins lucrativos. Seus personagens são fictícios não tendo nenhuma real relação com Jensen, Jared, Jeffrey e outros.
Nessa história o Jensen tem 17 anos e o Jared 25. – J2, Slash.
E a campanha continua:
"A cada review que você não deixa, um autor morre!Ajude esta(e) pobre autora (autor) a continuar vivendo e deixe a sua review!Comente nas histórias, isto incentiva os autores a continuarem escrevendo..."
Música do capítulo: Breaking Benjamin - Hopeless
Obs.: As frases em Romeno estão traduzidas logo em seguida entre parênteses
Capítulo 26 - Hopeless
- Me solta, me larga!...Não...
Os sons de seus gritos eram como facas que lhe cortavam a alma. Ouví-lo gritar e lutar por sua liberdade através do aparelho telefônico enquanto ainda estavam a quilômetros de distância só aumentava o seu desespero.
- Jensen! Jen! "tentou em vão sabendo que o celular não estava mais em posse do garoto" - Inferno "esbravejou socando o painel do carro e colocando as mãos na cabeça" - Acelera Misha, acelera...
- Calma Jared, calma, nós estamos a quinze minutos de lá...
- Ele não tem quinze minutos Misha...Eles o pegaram...Eu...Não...A culpa é minha, eu não devia tê-lo deixado lá...
Ao chegar ao local, sem dar atenção aos gritos de Misha, o moreno desceu do carro, ainda em movimento, apressado em direção a entrada.
- Jared, não!
- Jensen!
A casa estava parcialmente destruída. Móveis quebrados e revirados davam-lhe a dimensão do que ocorrera minutos mais cedo. Amaldiçoava-se por tê-lo deixado sozinho, por não ter recebido as mensagens de Misha, por não ter chegado a tempo...
- Jensen "continuou gritando a caminho do andar superior"
O quarto repetia a cena do andar inferior. Tudo estava revirado e quebrado. Na cama, junto ao celular esquecido, um bilhete com seu nome...
Jared, para que você não diga que não fui generoso, seguem últimas palavras do Jensen para você...
Olhando para o celular ainda hesitou, entretanto a ansiedade por notícias de Jensen o cegou e impediu que seus instintos de policial falassem mais alto.
- Cheque-mate
A voz de Morgan o alertara tarde demais para a armadilha que caíra. Ainda tentou correr, mas sabia que ao apertar a tecla para reproduzir a mensagem tinha acionado o dispositivo. A bomba explodiu antes que pudesse alcançar a saída do cômodo. Misha que aproximava-se do quarto fora arremessado longe e não pôde ajudar o amigo.
- Jared! "gritou antes de perder os sentidos"
OoOoO
Um mês depois...
Atordoado, tentava lembrar onde estava. A vista estava nublada. Seus sentidos falhavam miseravelmente, mas aos poucos se deu conta de onde estava. Era um quarto de hospital. O cheiro de éter misturado a não sabia lá o quê o deixava enjoado, mas pior que o cheiro era aquele tubo enfiado goela abaixo que o sufocava.
Viu a enfermeira arregalar os olhos e caminhar em sua direção ao notar que estava acordado. Viu-a chamar por ajuda, mas não conseguia entender o que ela dizia. Na verdade tudo parecia um borrão em sua mente, tentava levantar, mas não tinha forças para tal, tentava falar, mas o máximo que conseguia era engasgar mais ainda.
Vencido pelo cansaço, sentindo as pálpebras pesarem deixou-se cair no mundo dos sonhos novamente, onde apenas um rosto o encarava. Abatido e assustado, Jensen o chamava e por mais que tentasse não conseguia alcançá-lo.
- Jens...
OoOoO
- Roger eu já disse que não posso te dizer nada!
- Ele é meu filho! Eu tenho o direito de saber!
- Você quer mesmo saber? Ele sumiu tá legal! SUMIU... E quer saber do que mais, o departamento está pouco se lixando pro seu filho, pra você, pro Jared ou pra mim, então para de torrar o meu SACO!
A conversa tornara-se uma discussão nos corredores do hospital. Exaltados Misha e Roger discutiam e à medida que avançavam em direção aos apartamentos elevavam ainda mais as vozes.
- Vocês querem parar! "disse Sharon ao avistá-los e perceber que discutiam novamente" – Pelo amor de Deus estamos em um hospital.
- Desculpe! "disse Misha já mais calmo" – Eu não devia ter dito isso.
- Isso não vai ficar assim! Não vai mesmo! Eu gasto o meu último centavo, mas eu trago o meu filho de volta você está me ouvindo!
- Alan... "disse Sam tentando fazê-lo parar"
Mesmo diminuindo o tom de voz o nervosismo era visível naquela sala de espera. Roger caminhava de um lado a outro enquanto resmungava para um Misha cabisbaixo e notadamente abatido. Cansado, o agente sentara em uma das poltronas e com a cabeça entre as mãos ouvia calado o desabafo de um pai desesperado.
- Não Sam, eu não vou parar. Eu não posso parar, por que a polícia que deveria nos ajudar não move uma palha para achar o Jensen e o único naquele departamento que daria a vida para achá-lo está inconsciente numa cama.
- Alan, por favor "disse Sam aproximando-se segurando em sua mão" – Por favor "repetiu encarando-o nos olhos" – Eu concordo com você, mas acalme-se por favor!
- Roger "suspirou Misha voltando a encará-lo" - O Jared é como um irmão pra mim e se ele escolheu o Jensen...Se ele o ama tanto assim...Bom aquele garoto é meu irmãozinho agora e ninguém mexe com a minha família...Eu só quero que você entenda...Eu não posso revelar como andam as investigações, mas eu posso garantir a você que vou até o inferno se for preciso para encontrar o Jensen...
O silêncio tomou conta daquele ambiente por alguns minutos. Cada um, imerso em pensamentos e alheios ao que ocorria ao redor. Foram chamados a realidade pela doutora Anderson que cuidava do caso de Jared.
- Boa tarde senhores!
- Então doutora como o meu filho está? "perguntou Sharon nervosa"
- Como vocês foram informados mais cedo ele saiu do coma essa manhã. No entanto, ele ainda está um pouco confuso... E constantemente chama pelo Jensen...
- Mas ele não corre mais nenhum perigo não é? "perguntou Sam enquanto amparava Sharon"
- Não, não! Agora ele precisa apenas de repouso...
- Obrigada meu Deus "disse Sharon abraçando Samantha" - Eu posso ver o meu filho?
- Claro, ele está dormindo, mas a senhora pode entrar, peço que evitem falar no Jensen ou deixá-lo estressado e entrem de um por um, ok?
- Claro, perfeitamente!
OoOoO
Minha mãe estava sentada na primeira fileira. Era primavera e a paisagem do campo era divina. As cadeiras eram branquinhas e estavam dispostas em dois blocos com um tapete vermelho no centro e flores decorando todo o local. Meus amigos sorriam e estavam tão felizes, inclusive o Chad. Ele estava ao lado da minha mãe e sorria.
Eu estava no altar com Jared ao meu lado. Era o nosso casamento e vestíamos branco. Eu estava tão feliz... De repente o céu tornou-se escuro e as primeiras gotas de chuva começaram a cair. O vendaval começou rapidamente. Os convidados levantaram-se e correram fugindo da chuva. As gotas que caiam eram vermelhas e observei assustado, as gotas mancharem o paletó do Jared.
Vermelho-sangue. Estendi a mão e as gotas me sujaram instantaneamente. A paisagem tornou-se sombria e apavorante. Lavado de sangue, olhei ao redor e todos haviam sumido.
- Jay! Onde você está? "gritei correndo entre a ventania" – Mãe! Chad! JAREDDDDDD!
BUCARESTE – ROMÊNIA...
POV JENSEN
Acordei com o mesmo sonho de dias atrás, estava no meu casamento e tudo era lindo e perfeito quando o dia transformou-se numa chuva de sangue. Assim como no sonho a minha vida transformou-se em um pesadelo. Eu não sabia mais dizer se era dia ou noite ou há quantos dias eu estava naquele calabouço. Passava horas deitado num chão frio e sujo de pedra até alguém trazer um copo d'agua com pedaços de pão para que eu me alimentasse. Essa era a única refeição permitida por dia.
Quando acordei pela primeira vez depois da invasão ao esconderijo estava em um quarto muito bonito. Não fazia ideia de que horas eram ou em que local estava, a única coisa que me interessava era sair daquele lugar o mais rápido possível...
FIM POV
Um mês antes:
Após a corrida alucinada entre os cômodos daquele edifício conseguiu finalmente vislumbrar uma janela.
- Meu Deus, onde estou? "sussurrou o loirinho para si mesmo ao visualizar o jardim imenso a sua frente circundado mais a frente por uma floresta densa" - Que lugar é esse?
Ao ouvir o som de passos vindo em sua direção não pensou duas vezes e pulou a janela. Mesmo caindo de mau jeito conseguiu levantar e correr. Viu quando homens desconhecidos gritavam palavras em outra língua enquanto corriam em seu encalço.
Correr. Sem olhar para trás apenas correu como se sua vida dependesse disso. Ao alcançar a floresta, mesmo ofegante e já tendo despistado os homens que o perseguiam continuou correndo até esbarrar em um caçador.
- Senhor, ajude-me, por favor...
- Calmeze băiat (calma rapaz)
- O quê? "disse o garoto sem entendê-lo" - Eu...Eu... "gaguejava alternando o olhar entre o caminho que havia feito e o caçador" - Eu não te entendo...
- Ame...American? "disse o homem arrastando as palavras"
- Sim...Sim...Ajuda, eu preciso de ajuda...Eu fui sequestrado...
- Calmeze băiat "voltou a dizer segurando os braços do loirinho"
- Eles estão chegando "dizia o garoto desesperado" – Por favor, ajude-me
- Aici (aqui) "gritou o homem ainda segurando o jovem"
- Não! "gritou Jensen" – São eles... Me solta...
- Calmeze băiat
- NÃOOOOOO...
Percebeu tarde demais que o velho era mais um dos funcionários de Morgan. Aquela havia sido sua primeira tentativa de fuga frustrada.
Estava em outro país, tinha certeza, mas não sabia ao certo em qual, não se lembrava de ter estado nesse local em outra ocasião com Jeffrey, mas a julgar pelo castelo onde era mantido acreditava estar no leste europeu.
Após mais duas tentativas de fuga foi acorrentado e jogado no calabouço do castelo a pão e água, esse foi o castigo de Morgan para a sua teimosia e desobediência. No início contava às vezes em que recebia sua refeição diária, até que a sonolência e a mente confusa não o deixaram mais. O frio e a fome foram se tornando suas companhias diárias.
A boca seca e a tontura já não o incomodavam mais. As algemas que laceravam seus pulsos já não o incomodavam mais. Sentia-se fraco e doente, mas não cederia a ele. Cansado de lutar parou de comer o pouco que lhe era oferecido na esperança de que tudo acabasse mais rápido.
- Levanta garoto! "disse um dos capangas de Morgan ao entrar na cela, puxando o loirinho pelo braço" – O patrão quer te ver.
O calabouço ficava na parte mais inferior do castelo. Com as mãos algemadas, vestido em trapos e descalço, Jensen era levado ao andar superior. O castelo de origem medieval ostentava riqueza e luxo, além de móveis caríssimos. A decoração combinava com o estilo clássico da construção imponente.
- Está entregue "disse o segurança ao deixá-lo no quarto do patrão" – Vê se não apronta outra vez "concluiu ao sair deixando-o sozinho"
O cômodo era imponente e luxuoso como o restante do castelo. Belas obras de arte adornavam o ambiente, tornando-o agradável aos olhos.
Tomado pelo cansaço e pela tontura Jensen recostou-se a parede mais próxima e deixou-se escorregar de encontro ao chão. De olhos fechados e ofegante repousava a cabeça na parede oposta quando gargalhadas lhe chamaram a atenção.
- Pot să o fac din nou, dacă vrei (eu posso fazer novamente se você quiser)
- Desigur, o vei face din nou Yuri (é claro que você fará novamente Yuri)
Aos beijos e agarramentos, dois homens nus conversavam enquanto saiam do banheiro. Agarravam-se enquanto caminhavam em direção a cama. Morgan ao notar a presença do loirinho no lado oposto do quarto deu início a beijos mais ardentes enquanto puxava cada vez mais o garoto de encontro ao seu corpo. De olhos abertos encarava-o na intenção de provocá-lo. Entretanto ao notar que Jensen não importava-se com a cena que presenciava parou o que fazia afastando o garoto.
- Rochie! (vista-se)
O garoto estranhou a atitude ríspida do mais velho que parou de repente mandando-o vestir-se. Iria retrucar quando notou que não estavam a sós.
- Oh, Doamne! (oh, deus) "concordou indo em direção ao banheiro deixando-os a sós"
- Bom dia criança "disse Morgan enquanto vestia um roupão" - Vai aceitar a minha proposta hoje?
- Você já sabe a minha resposta "disse o garoto ofegante com os olhos fechados"
- Jensen "suspirou Morgan agachando-se para ficar na altura do mais jovem" - Olhe pra você... Mal consegue ficar de pé, está mais magro do que quando te atropelei há anos atrás... E ainda assim você recusa a alimentação que lhe é servida? Eu tento te poupar, eu juro, mas você não me dá escolha "disse levantando-se e caminhando para a mesa repleta de guloseimas para o café da manhã"
Jensen com a cabeça recostada à parede apenas o olhava sem nada dizer. Voltando com um copo de água na mão, agachando-se novamente, o mais velho ajudou-o a beber.
- Beba!
- N...Não..."disse o loirinho tentando se esquivar do copo"
- Beba! "enfatizou enquanto com a mão esquerda segurava a nuca do mais novo e com a outra entornava o copo" – Criança! Eu sei o que você está tramando, você acha mesmo que vou deixar você morrer de fome?
Jensen tentou recusar, mas sedento, deixando-se sucumbir ao desejo primitivo de um corpo esfomeado e quase engasgou ao tomar vários goles de uma vez. Trêmulo, tentava segurar com as mãos algemadas o copo que Morgan vertia em sua boca, este, apenas sorria enquanto controlava a quantidade de água, para que o mais jovem não engasgasse.
- Isso... Devagar... Beba devagar... Sabe Jenny "disse ao levantar-se e caminhar de volta pra a mesa" - Eu tenho que admitir, você tem fibra e eu gosto disso nas pessoas, a sua determinação, sua força de vontade... "enquanto falava Jeffrey preparava uma taça de suco de laranja" – Essa sua... Como posso dizer "disse voltando a olhar para o jovem já com a taça nas mãos" – Teimosia só deixa as coisas mais excitantes para mim sabia?
Voltando a agachar-se à frente do loirinho o mais velho continuou acariciando sua face com uma mão, enquanto com a outra segurava a taça.
- O que você quer com essa ladainha? "perguntou Jensen ofegante, tentando esquivar-se dos toques do mais velho" – Você é surdo ou o quê? "continuou demonstrando sinais de cansaço e irritação o encarando com os olhos vermelhos" – Porque você não continua o que estava fazendo com esse garoto e me deixa em paz... Eu te odeio, será que você não enxerga isso... Eu tenho nojo de você... NOJO... Compreendeu? Você só vai conseguir alguma coisa comigo se for à força e eu juro que antes disso acontecer eu me mato... EU ME MATO "gritou deixando as lágrimas rolarem"
- Shhhhiiii, não faz assim criança "falou secando as lágrimas do garoto" – Você só está confuso e você não vai morrer, só quando eu quiser "continuou aproximando-se do menor sussurrando em seu ouvido" – Eu sempre venço Jenny, sempre...
- Yuri "chamou já de pé afastando-se do menor"
- Pentru tine (para você) "disse ao entregar-lhe a taça com o suco e depositar um selinho em seus lábios" – Nu va alarmati de fiul meu, el este schizofrenic (não se assuste com o meu filho, ele é esquizofrênico) "falou ao notar o olhar do garoto sobre Jensen" – Așa că ține doar blocat (por isso o mantenho assim preso) "encenou um olhar triste"
- Bietul băiat (pobre garoto)
- Walk bea (ande beba) "continuou, abraçando-o e acariciando-lhe a face" – Ai fost perfectă, eu nu te voi uita (você foi perfeito, nunca vou te esquecer) "disse Morgan afrouxando o abraço e piscando para Jensen...
Jensen, que não entendera uma palavra da cena a sua frente, ao perceber a intenção do mais velho gritou, mas já era tarde demais.
- NÃO BEBA! "gritou o loirinho em direção ao outro garoto"
Sem entender o rapaz terminou a bebida, lançando-lhe um olhar interrogativo. Mal teve tempo de entender o que se passava. Deixando a taça cair de suas mãos se contorceu de dor, sendo amparado por Jeffrey.
- Shiiii, acum va trece...shiiii (já vai passar) "sussurrou Morgan ao pé do ouvido do garoto enquanto o veneno fazia efeito"
Horrorizado, Jensen apenas assistiu o mais velho deixar o corpo do garoto a sua frente escorregar de seus braços e cair no chão, já sem vida.
- Viu o que você me obrigou a fazer? "disse Morgan caminhando em sua direção, agachando-se para encará-lo nos olhos" – Quantos mais você vai matar com a sua teimosia?
- Não... Não foi culpa minha... Não foi... Não foi... "sussurrou o loirinho em aparente estado de choque com os olhos arregalados encarando o corpo a sua frente"
Escolhendo as palavras, Jeffrey continuou com sua tortura psicológica, culpando o loirinho por mais essa morte.
- Ele queria ser médico sabia? Médico. A mais nobre das profissões "percebendo que Jensen não desviava o olhar do corpo, segurou seu queixo o obrigando a olhá-lo nos olhos" – Filho único... tsc...tsc...tsc...Como você pôde Jensen? Matar o pobre rapaz por puro capricho, você não tem coração?
- Não...Não...Eu...Eu...Eu...não matei...não matei ninguém "repetia o loirinho, começando a hiperventilar deixando as lágrimas molharem a sua face"
- Viu como somos iguais? Você prefere que eles morram a me obedecer. Prefere que eles morram a me satisfazer. Somo iguais Jenny, iguais. A diferença é que eu não tenho remorso nenhum em matar para conseguir o que eu quero já você "parou sorrindo antes continuar" – Não posso dizer o mesmo...
- Não... É mentira "soluçou tentado respirar" - É mentira...eu...eu não sou igual a você...não sou...
- É sim "gritou Morgan apertando ainda mais o seu queixo" – É igual a mim sim...
- Não
- Mas se você quiser tudo isso acaba hoje, é só você me dizer sim...
- Não
- Ou então nós podemos continuar o nosso joguinho... Vamos matar quantos jovens forem necessários e de novo e de novo e de novo...
- NÃOOOOOOOOOOOO
- SIMMMMMM, até você me dizer sim...E eu vou ser muito mais cruel Jenny, eu juro...Eles vão gritar te implorando...
- Não, pare p..por favor..."dizia o loirinho já sem fôlego"
- Eles vão gritar Jenny...Eles vão implorar pra morrer...
- Pare...pare...
- DIGA SIMMMMMMMMMMMMMM "gritou o mais velho"
Exausto e já sem condições de raciocinar direito, sucumbindo ao estresse das últimas semanas, Jensen apenas viu o mundo girar, antes de colocar pra fora a água salgada que subiu queimando sua garganta e deixou-se levar para o mundo da inconsciência desmaiando nos braços do mais velho.
OoOoO
- Misha, para de enrolação... Onde está o Jensen?
- Não, nós não...
- Se você não me contar agora, eu darei um jeito e vou descobrir, então para de mentir "disse Jared já dando sinais de falta de ar" - A m...minha m...mãe não ...n...n...não...
- Pelo amor de Deus JT "disse Misha olhando desesperadamente para os monitores que começavam a emitir sons cada vez mais altos" - Se você não se acalmar vão me expulsar daqui e te derrubar com um sossega leão é isso que você quer?
- N...n...não
- Então me obedeça! Se acalme homem...
Temendo pela saúde do filho que não se rendia enquanto não soubesse de todo o ocorrido desde o dia de sua internação Sharon permitira a entrada de Misha, entretanto lhe dera recomendações estritas de não estressá-lo ou deixá-lo nervoso.
- Isso meu amigo...Se acalme..."disse Misha vendo os monitores e sons se acalmarem a medida que Jared se controlava"
Em pé ao lado da cama do moreno bufou dando uma olhada para o rosto pálido de seu amigo, que ofegava tentando se recompor. Voltou a sentar na cadeira ao lado escolhendo as palavras certas para dizer ao seu melhor amigo que não fazia ideia da localização de seu loirinho.
- M...Misha...P...Por favor..."disse Jared voltando a abrir os olhos"
- Jared do que você se lembra afinal?
- Nós fomos atrás dele no esconderijo, mas eu não me lembro de ter chagado lá...
- Bom, nós chegamos Jared, mas você estava desesperado e não observou os sinais. A casa estava revirada e você entrou de qualquer jeito, correu feito um louco. Eu não pude te dar cobertura, quando eu gritei já era tarde demais...
- Eu não estou entendendo...
- O Morgan deixou uma bomba na casa Jared. Ele sabia que você voltaria. Aquele desgraçado ! "disse Misha com ódio na voz, levantando-se, passando a mão na cabeça, enquanto caminhava no quarto sem conseguir encarar o parceiro" - Eu devia ter notado...Eu...Eu...devia ter te amarrado naquele carro...
- Misha "falou Jared sentindo o pesar na voz do amigo" - Não foi culpa sua...
- Foi sim "explodiu Misha voltando a encará-lo" - Eu sou mais velho que você Jared, estou nisso há mais anos que você, eu devia ter te impedido de agir feito um idiota suicida...
- Não Misha...A culpa disso tudo foi minha...
- É verdade a culpa foi sua, eu te avisei, eu te disse mil vezes, não se apaixona por esse loirinho, mas não, você não me escuta, aliás você nunca me ouviu para dizer a verdade, queria dar uma de Jack Bauer, achando que era imortal e aí olha no que deu...
Misha continuou seu discurso caminhando de um lado ao outro do quarto, até notar que Jared o olhava com um olhar assassino, indicando que ele estava falando demais.
- Er...falei demais?
- Acabou?
- Desculpe...Enfim, você sofreu uma pancada muito forte na cabeça, teve alguns cortes, hematomas e costelas quebradas, além de ter um pulmão perfurado, por isso a falta de ar...
- Nossa... Eu não me lembro de nada "disse o moreno levando a mão a cabeça" - Mas, o Jensen? Onde ele está? "perguntou Jared tentando manter a calma"
- Não sabemos
- O que?
- Oh meu Deus, você está surdo! "espantou-se Misha"
- MISHA "gritou Jared fazendo os bip's soarem novamente"
- Desculpe, desculpe... Eu pensei que estivesse surdo homem...
Contando até dez Jared voltou a perguntar:
- Então Misha, você estava me dizendo que não sabe onde o Jensen está?
- Sim. Eles sumiram Jared, eu sinto muito...
- Mas a agência não tem nenhuma pista?
- Nada concreto JT. Há duas semanas algumas agências receberam pistas dizendo que o Morgan estava em Praga, mas foi uma pista falsa.
- O que?
- É Jared, foi um informante...
- Há duas semanas? "disse Jared ao interromper o agente"
- Er... "falou Misha ao perceber que falara demais"
- Como assim há duas semanas?
- Não... quer dizer...não...
- Responde Misha "disse começando a hiperventilar"
- Fica calmo Jared...
- Qua...quanto...tem...tempo eu...
- Respira JT, respira...
- Qua...qua...quanto..."continuou Jared agarrando o amigo pela camisa"
- Fica calmo Jared...Ah, meu Deus, eu e a minha boca "disse olhando para os monitores que a esta altura bipavam enlouquecidos"
- Mis...
- Um mês Jared, você ficou em coma por um mês...
Os enferemeiros rapidamente invadiram o quarto, expulsaram Misha e fizeram os procedimentos necessários para estabilizar o agente novamente. Jared tentou manter a calma, mas a revelação de já ter se passado um mês desde o rapto de Jensen o desestabilizou completamente e a única coisa em sua mente era imaginar o que o seu amor poderia ter sofrido durante sua ausência. Lutando contra o sedativo tentou manter-se consiente, mas sucumbiu ao cansaço, chamando seu amor.
- Jen...sen...
N.A.: Olá pessoal...Sei que demorei e dessa vez foi demais...Tenho muitos motivos, mas não cabe colocá-los aqui. O que importa dizer é que sinto muito, mas foi maior do que eu...
Obrigada a todos que continuam acompanhando, que me cobram e que se emocionam com a fic...Gente vcs são demais...e é por vocês que continuo a escrever, por isso que fico imensamente feliz quando recebo um review...Portanto não se envergonhem e me escrevam contando o que acharam do capítulo, ok?
Masinha, linda, eu disse que ia postar...aí está...Espero que tenha gostado...Bjss linda!
