Aclarações:

Itálico– 'esclarecimentos' de Harry. Pensamentos dele. POV's Harry. Ou ênfase em alguma palavra, ou frase.

Negrito – 'esclarecimentos' de Hermione. Pensamentos dela. POV's Hermione.


Disclaimer: Harry Potter não me pertence, blablabla. Tudo é da J. K. Rowling e da Warner, whatever.

Observação: Capítulo NÃO betado. Pode conter atrocidades...


Capítulo 26

É claro, eu não pude beijá-lo pelo tempo que desejava. Como se para me recordar quão imprudente fora, um barulho ensurdecedor me fez saltar para longe de Harry apenas alguns minutos depois.

O barulho que quase nos matou de susto fora "apenas" uma dúzia de pratos e copos se estilhaçando no chão. Derrubados por um elfo doméstico, este que ao momento nos encarava horrorizado. Ao que parece ele aparatara na cozinha aparentemente deserta e nos, bem, encontrou.

-Jantar?

-Hm... okay?

Com essas sábias palavras, lancei um olhar para Hermione, que parecia desta vez tão horrorizada quanto o elfo a nossa frente.

A morena observou o relógio em seu pulso e Harry podia jurar que ela estava verde. Então, ela encontrou os olhos do rapaz, em pânico. – Precisamos sair daqui, antes que todos os outros voltem. Ou pior: a diretora apareça querendo saber por que o jantar está demorando.

Harry sequer pensou, pegando o braço da amiga, ele correu para a saída da cozinha, com cuidado para dar a volta nos vidros no chão.

-x- Miosótis –x-

É claro que o salão principal já estava lotado, foi apenas sorte que nenhum professor tenha nos pego. Sério.

Vamos apenas dizer que estava incrivelmente aliviada por sentar à mesa da grifinória. Mesmo com os olhares morbidamente curiosos que Parvati nos lançou. Ela não conseguia desviar o olhar de nossas mãos – entrelaçadas – enquanto nos aproximávamos. E, obviamente, conseguiu um jeito de se esgueirar pela mesa e estreitar ao meu lado.

-Então...

Em seu favor, posso dizer que Parvati tentou o seu melhor para esconder o tom insinuante. Infelizmente, isto não foi muito efetivo. Ela simplesmente não podia esconder seu sorriso, como se ela tivesse alguma coisa a ver com isto, como se fosse responsável porque nossas mãos estavam entrelaçadas. E lábios inchados, se estamos mesmo entrando no assunto.

-Alô Parvati – Harry murmurou.

O jantar atrasara apenas alguns minutos e ninguém pareceu realmente notar. Principalmente porque nem Harry ou Hermione pareciam miseráveis ou mantendo distância. Era bom saber que a torre da grifinória poderia respirar em paz, sem temer enfrentar os olhares assassinos de Hermione ou o mal-humor infernal e sarcasmo de Harry.

-x- Miosótis –x-

Antes que pudessem desaparecer – ainda que apenas para a real rodada de constrangimento... A diretora os interceptou, levando-os a uma das salas do andar térreo.

Os olhos da senhora deslizavam em cada um de seus alunos como se pudessem retirar qualquer confissão. Mesmo se Harry e Hermione não fossem culpados – o que eles eram – eles admitiriam um crime.

Então Minerva suspirou exasperada.

Era como estar voltar aos seis anos de idade e ter sua mãe lhe fitando desapontada porque você quebrou o vazo de flores preferido dela, mesmo quando você prometera que não iria mexer...

-Fico feliz que tenham se reconciliado, o corpo estudantil agradece – Minerva afirmou erguendo a sobrancelha.

Foi tão ruim assim?

Sim. Definitivamente.

Harry e Hermione se entreolharam em espanto e uma pitada saudável de desespero.

Ah cara. Isso é tão injusto!

Hermione riu, ela conseguia distinguir o tom do rapaz ao seu lado. E era apenas... amuado e tão estranhamente adorável. Minerva ainda a encara e a garota forçou a si mesma a cortar o riso.

-Sinto muito, professora! – exclamou de olhos arregalados, então se voltou a Harry. – O quê?

EU VOU MORRER, HERMIONE. EM NOME DE MERLIM. NÃO ISSO DE NOVO.

A garota segurou a cabeça com ambas as mãos. – Deus, Harry. Não grite.

Oh, me desculpe "senhorita-eu-consigo-agir-normalmente-mesmo-quando-posso-vasculhar- os- pensamentos-íntimos-de-alguém".

Oh poor baby!

Harry lhe lançou um olhar estreitou, então deu um passo na direção da garota. Sua cabeça movendo um pouco para o lado enquanto prestava atenção no rosto da amiga. Mais um passo e a centímetros do rosto dela, os olhos dele acenderam com a descoberta. – Está se divertindo, não é?

Ela virou os olhos. – "Oh Hermione eu vou morrer"? Realmente?

Harry voltou a atenção para a professora Minerva que os fitava como se seus alunos finalmente houvessem perdido o juízo.

Você é uma garota má, srta. Granger.

Oh Deus, isso soou pervertido.

A cabeça de Harry virou tão rápido que ele ouviu seu pescoço estalar, mas não era importante. Fitando uma Hermione incrivelmente vermelha, o moreno sorriu.

Oh, nós temos uma mente suja, não temos?

Cala a boca!

Mas por que Hermione? Se eu estou calado.

O sorriso cruel de Harry surgiu vagarosamente e Hermione espirou, instintivamente dando um passo para trás. Infelizmente, isso atiçou ainda mais a curiosidade de Harry.

Quantos "pensamentos" assim você tem aí?

Hermione fechou os olhos. – Não. Não. – podia ouvir a risada de Harry. - Esqueça.

-O que em nome de Merlin é isto!?

O que, de fato, quebrou a redoma de conversas mentais. Harry e Hermione enfrentaram, ainda mais culpados, a senhora.

-Sinto muito, diretora. É apenas o miosótis. De novo. Nós estávamos...

-...Tendo uma conversa mental completamente perturbadora.

Minerva observou em desconserto o casal de amigos assentir simultaneamente, enquanto explicavam a nova situação. Morgana tenha piedade da minha alma; se dois dos meus melhores alunos são assim tão cegos... O mundo mágico está perdido.

-Precisam se controlar! – a mulher rezingou secamente. – Precisam entender que cada discordância afeta diretamente a interação dos dois. Enquanto não terminarem o pacto, precisavam tomar mais cuidado com as atitudes que tomam. Elas afetam a ambos. Compreendem o que quero dizer?

Hm... briga: ruim. Amizade: bom?

Sério Harry?!

O quê?

-Nós compreendemos – afirmaram em uníssono.

-E pelo amor de Merlin, tentem não assustar mais os primeiranistas.

-Sim senhora!

Eles iam sair em disparado quando a voz de Minerva os fez parar. – A propósito, acho que isto lhes pertence.

Era o livro das tradições.

AH MERDA.

Eu sei, eu sei. Eu deveria saber que não podia ser tão fácil assim. Oh, eu sou um idiota!

Não, é tudo culpa minha. Se eu apenas pudesse manter minhas próprias mãos comigo, isso não teria acontecido.

Eles se entreolharam e Harry sorria de lado, a morena não conseguiu evitar rir do ar insinuante dele.

Pare com isso, Harry.

Você sabe, Mione, é triste pensar que sou apenas um pedaço de carne pra você. Eu quero dizer, eu tenho sentimentos.

Ela o encarou como se fosse matá-lo, como se odiasse "Harry espertinho". Mas seus pensamentos o atingiram com muita força. Deus, eu senti sua falta.

O sorriso de Harry imediatamente perdeu a força, se tornou menor, aguado e sua expressão era consciente. Eu também.

Me desculpe, Harry.

Tudo bem.

Não, não está. Eu tenho agido como uma psicopata e você é realmente a única pessoa que suporta a maior parte das injúrias, quase sem se queixar. Eu... Eu sei que não tenho nenhum direito sobre você. E, sim, parte da minha falta de noção é por conta do miosótis...

A maior parte.

Sim, talvez. Eu realmente não sei. É apenas... Eu, ao momento, me sinto uma bagunça. E tenho agido como uma vadia com você. Tenho consciência que não merece. Eu vou tentar melhorar. Deus, que confusão!

Está tudo bem.

Não seja doce comigo, Harry!

O que quer que eu diga?! Só estou tentando deixar o assunto para trás!

Não me libere tão rapidamente. Não é certo.

Pelo amor de Merlin, Hermione! Não é como se tivesse tentado me assassinar!

Ainda.

Harry riu. Com beijos assassinos? Acho que há mortes piores.

Deus, você é cretino. Mas ela riu também.

-Meus queridos! – o rapaz e a moça quase pularam quando as mãos de Minerva lhes sacudiram levemente. – Por favor, voltem aos seus quartos. E não façam – ela fez um gesto que englobou a ambos de forma geral. – Isso - constrangidos, os morenos assentiram. – Apenas mais uma coisa – o tom suave da senhora arrepiou a nuca dos jovens. - Nada de paradas na cozinha, ou em qualquer outro lugar, em matéria de fato – ela ergueu a sobrancelha.

-Sim, senhora.

Essa foi fácil demais.

-Quanto à perda do livro, conto para que não haja uma segunda vez. Caso o contrário, tomarei as devidas providências.


N/a: Então, eu escrevi isso agora. Me desculpem as bizarrices encontradas, não revisei. Não passei nem o olho uma segunda vez. Desculpem a demora, estou ocupada demais e sem muito tempo para parar e escrever.

Esse mais me parece um capítulo bônus, mas okay...