Mestre dos Ladrões

História U.A. inspirada nos personagens de Saint Seiya.

Disclaimer: Saint Seiya e todos os seus personagens pertencem a Masami Kurumada. Este texto não possui qualquer caráter comercial

Capítulo 26 – Irreal

Minos olhava avaliativamente para o Mestre, sem camisa, com os pulsos amarrados unidos e suspensos acima da cabeça, preso num gancho que pendia do teto. Ele já estava lá há horas, esperando-o chegar... Depois disso, seus braços não o obedeceriam por algum tempo devido à dor muscular. Minos olhou-o novamente. Ele tossia mais do que na noite anterior e parecia respirar com crescente dificuldade. Seus lábios estavam meio arroxeados pelo frio. Sua pele tinha um tom azulado! O olho que acertara na noite anterior estava inchado e arroxeado. Céus! Ele teria de arranjar uma boa desculpa para Hades por ter marcado o rosto do Mestre! Hades proibira-o terminantemente de fazer isso! Mas que fosse! O maldito merecera o soco, depois do que fizera! E, apesar de tudo, os olhos do Mestre brilhavam agressivos e desafiadores. Ele não parecia sentir medo pelo que viria. "Tão arrogante!...", pensou com raiva. Ah, aquilo duraria pouco. Maldito fosse o Mestre! Depois ele acharia um jeito de explicar a Hades! Depois!

E enrolou uma corda fina no pescoço do Mestre e começou a apertá-la devagar, bem devagar. Com prazer ele viu o corpo do outro se arquear enquanto jogava a cabeça para trás. Então, mandou que Sylphid começasse a bater nele. A cada golpe de Sylphid, o Mestre emitia um som estranho, já que com a garganta apertada ele não conseguia gritar. De vez em quando Minos afrouxava a corda para que o Mestre respirasse e respondesse a suas perguntas. Mas ele se negava. Não que esperasse alguma resposta, por óbvio! Não depois de meses! O Mestre não iria dar-lhes nenhuma informação útil! "Então", pensou Minos pela milésima vez, "por que Hades não me deixa matá-lo de uma vez? Por quê?". Maldito fosse ele! Após um tempo que pareceu muito longo, os pulsos do Mestre foram soltos e ele escorregou pesadamente para o chão, lutando desesperadamente por ar. Não conseguia manter-se em pé. E pedia por água, tossindo e tremendo bastante. Minos olhou-o friamente. Pulsos cortados pela corda. Um imenso hematoma no pescoço. Diversos vergões pelas costas. Dores musculares horríveis. Obviamente com muito frio. Desesperado de sede. E, ainda assim, ele não falara nada. Talvez no dia seguinte devesse pendurá-lo pelo pescoço. Ou amarrar seus pulsos com fios de nylon. Ou queimar seu corpo. Ou cortá-lo com uma faca. Bom, ele resolveria depois. Agora tentaria outra estratégia, já que Hades viajara... Uma que abalaria o Mestre, pelo que notara...

Abaixou-se ao lado do Mestre e puxou-o pelos cabelos com brutalidade. Beijou-o com selvageria, mordendo seu pescoço e machucando-o sempre que possível. Com a outra mão apalpava com força o corpo machucado do Mestre. Sua excitação aumentava a cada gemido de dor. O Mestre, é claro, não conseguira se defender no estado em que se encontrava. Ele mal conseguia respirar, afinal. Até tentara se esquivar, mas Minos se segurara para não rir de seus esforços... "Tão fraco!", pensou, feliz. Então, encarou-o e disse:

- E agora, Mestre, nós faremos uma "festinha" com você!

O brilho de medo que passou brevemente pelos olhos do outro foi recompensador. E Minos tivera a certeza quase absoluta que o sentira estremecer de medo. Não de frio! De medo! O Mestre, com certeza, entendera o teor da "festinha". Ele ainda tentara dar uma resposta desafiadora, mas tivera um acesso de tosse. Ah, mas Minos sentira o seu medo. Finalmente achara o ponto fraco do Mestre e sentira seu medo. Sentiu um desejo explosivo pelo Mestre. Dor e medo. Nada o excitava como o medo e a dor. Ele teve que se controlar para não violentar o outro lá mesmo! No chão da sala de interrogatório, com todos olhando! Que diferença faria se ele o tomasse à força lá mesmo? Os homens podiam até se divertir também! Não, não dava! Ele ainda tinha muito que fazer e só mais tarde conseguiria arranjar um tempo para o Mestre... Além de si mesmo, ele recrutaria uns cinco ou seis homens para violentá-lo. Dor e medo! "Sim, isso vai ser bastante agradável...". Foi neste momento que seu celular particular tocou. Ele viu o número e não acreditou na sorte que dera! Aqueles dois ligavam para ele! Afastou-se um pouco, deixando o Mestre jogado no chão e foi falar com eles... Logo, voltou bastante feliz e disse:

- Pena! Hoje não vai dar, Mestre. Mas amanhã nós vamos nos divertir bastante! - e Minos ordenou aos guardas - Podem levá-lo ao quarto!

Sim, ele vira o alívio nos olhos do Mestre. Ah, mas ele não perdia por esperar! Amanhã eles iriam se divertir. Muito! Depois daria um jeito de se explicar com Hades. Então, saiu da sala e olhou para o relógio... Tinha que correr e terminar o trabalho logo, se não quisesse se atrasar! O problema era que aquele acesso de violência acendera dentro de si o seu pior lado. "Pobres daqueles dois! Pobre deles", pensou Minos lascivamente. Eles eram tão lindos!

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Shaka desligou o telefone e disse a Mu na voz mais impessoal que conseguiu:

- Tudo acertado! Ele aceitou na hora. Eu e o Top vamos distraí-lo essa noite para que vocês possam agir.

Mu afastou os olhos da tela do computador, como se tivesse visto alguma coisa enquanto Shaka falava com aquele maldito! Céus! Ele odiara o tom de voz que Shaka usara para falar com Minos... Sedutor! Lascivo! Raios! Ele quase pulara por cima de Shaka e arrancara o celular das mãos dele! Ah, mas não podia demonstrar o seu interesse! Ou o seu ciúme! Mu sabia que não podia impedi-lo de agir. Infelizmente! Afinal, eles precisavam afastar Minos e o maior número de seguranças possível se quisessem resgatar o Mestre naquela noite. O problema era saber que Shaka poderia ficar em perigo. Sério perigo. Aquilo quase o enlouquecia de agonia! E havia também... o ciúme! O que Shaka faria para manter Minos interessado? O quê? Até onde ele chegaria? Não! Ele tinha que parar de se torturar daquele jeito! Era só uma missão! Uma maldita missão! Só isso!

Mu forçou-se a olhá-lo nos olhos e sentiu-se fraquejar. Ele tinha vontade de implorar para que Shaka não fosse. Podia requisitá-lo para ajudá-lo na vã de apoio à noite. Ajudá-lo a confundir sistemas e imagens na casa de Minos. Ah, mas se fizesse isso, Shaka poderia desconfiar de que ele o amava! Podia pensar que ele se importava. Podia até achar que Shaka era mais importante para si do que qualquer pessoa do mundo! Não podia se entregar assim. Assim, disse na voz mais tranqüila que conseguiu:

- Ótimo, Prince! Só não se metam em encrenca, já que nossa prioridade é resgatar o Mestre. Quando ele estiver em segurança no barco, nós enviaremos o sinal e vocês irão para o ponto de encontro imediatamente.

- Entendido, Hacker. Vou combinar tudo com o Top – disse Shaka com algo como tristeza ressoando em sua voz.

Mas tudo o que ele fez foi sair da sala em silêncio. Sim, agora Shaka tinha certeza. Mu não sentia absolutamente nada por si. Agora até mesmo o tratava pelo nick que ele escolhera ao entrar na força-tarefa. E não recomendara nem mesmo que tivesse cuidado. Ou demonstrara qualquer sinal de preocupação. Tudo o que lhe importava era a missão e que nada atrapalhasse o resgate do Mestre. Raios! Além de tudo, Mu julgava-o incapaz para a missão. Mas iria provar que não era. Tudo bem que ele não tinha condições de invadir a casa de Minos e atirar em todos, como Saga, Kamus, Shura e o Maschera. Tudo bem que ele não era tão bom em hackear sistemas como Mu. Mas saberia desviar a atenção de Minos junto com Afrodite. Isso ele iria conseguir, sem dúvida alguma. E Mu teria que reconhecer isso quando tudo isso tivesse terminado.

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Shion era arrastado por dois guardas de volta para seu quarto com os pés e mãos acorrentados. Dessa vez ele não conseguira andar. Aquela... sessão de interrogatório... fora muito pior. Muito pior do que as outras. E a ameaça de Minos... Não, ele não iria pensar naquilo. Nem no que viria no dia seguinte. Sim, sabia que Minos era sádico. O cão raivoso de Hades. Sem a genialidade de Radamanthys ou a força de Aiacos. Só sadismo e crueldade. Pelos deuses! O que mais Minos poderia querer consigo? Ele não tinha informações para dar. Ele se recusara a falar sobre o que sabia. Mantê-lo vivo era uma perda de tempo e um imenso risco.

Chegando ao seu quarto, os guardas o soltaram no chão, como se ele fosse um saco de batatas e se afastaram em direção à porta. Antes que eles saíssem, Shion pediu água com voz fraca. Mas eles riram e fecharam a porta. Tentou levantar-se para ir à cama, mas sentiu tudo girar ao seu redor. Seu corpo inteiro pareceu doer... Não! Desta vez ele nem mesmo conseguiria levantar-se do chão frio para ir até a cama pequena que ficava numa parede. "Quantos dias mais antes de morrer?", pensou. Ah, ele não devia pensar nisso. Devia pensar em Mu, seu irmão... Em Saga e na única noite que tiveram. Em Saga dizendo que o amava... Eram as únicas coisas que o manteriam são naquele momento. Tremeu de frio e tossiu várias vezes. Ah, ele queria tanto um cobertor... água... algo para comer... Em algum momento ele teve quase certeza de que vira o rosto de Hades... ou de Shun... Uma flor... NÃO! Não de novo! Aquilo precisava acabar! Ele tinha que morrer e tinha que ser rápido, antes que sua força de vontade o abandonasse por completo! Logo, caiu num estado de semi-inconsciência.

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Minos observava os dois loiros em sua sala particular, pelas câmaras. Lindos! Continuavam a se esfregar e a se beijar daquele jeito que o... enlouquecia... para dizer o mínimo. Pelos deuses! Aqueles dois seriam seus e logo! Ele, então, chamou Sylphid e disse:

- Syl, está vendo aqueles loiros gostosos?

- Sim – disse Sylphid com um olhar divertido.

- Traga-os para mim agora, como combinamos! O mais rápido possível!

- Certo, chefe – disse Sylphid, sem conter o sorriso.

Enquanto descia, ele pensava em como eles iriam se livrar das autoridades desta vez! Ah, ele reconhecera a expressão de Minos! Quando ele estava assim, era óbvio o que aconteceria com suas vítimas! Na melhor das hipóteses os dois loiros teriam que sair dali direto para um hospital. Minos era assim. O que se podia fazer a respeito? Mas era uma pena, pensou se aproximando dos dois na pista de danças! Aqueles dois eram lindos! Os mais lindos pelos quais ele já vira Minos se interessar! E até mesmo Sylphid, frio como era, sentiu um arrepio de desejo subir por sua espinha ao olhá-los dançar junto! Pena que depois daquela noite eles não seriam mais tão bonitos!

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Com uma mão, Shaka puxou Afrodite pela cintura e beijou-o com lascívia! Com a outra, contornava o corpo dele, de forma sensual. Raios! Ele não sentia nada! E Flor era lindo! Ele o quisera tanto há poucos meses atrás. Mas então veio... Mu. Ele entrara em sua vida e a virara de cabeça para baixo. Claro que o fato de saber que Afrodite era completamente apaixonado pelo Maschera também tinha a ver com isso, pensou subindo possessivamente as duas mãos pelas laterais do corpo do parceiro, de forma sensual. Tinha certeza de que apesar de estarem os dois interpretando um papel, todos os que os vissem os julgariam loucos um pelo outro. Claro que sim! O problema era que Minos estava atrasado e que os dois não sabiam mais o que fazer! Será que Minos dera-lhes o cano? Será que ele não viria? Raios! Se isso acontecesse, Mu teria todos os motivos do mundo para tratá-lo como um incompetente! E o pior... isso poderia prejudicar o resgate do Mestre. Olhou discretamente para o relógio. A operação de resgate começaria em 20 minutos! O que eles deviam fazer? O quê? Foi então que ele sentiu alguém tocá-lo nos ombros. Um homem de cabelo cor de rato, de olhos frios e jeito de segurança. "Minos aparecera!", pensou feliz!

- Boa noite, eu sou Sylphid! O senhor Minos gostaria de convidá-los para sua sala particular – disse o homem num inglês com estranho sotaque.

- Claro! – disse o Top adiantando-se, com um ar pervertido no olhar, ao parar de dançar com Shaka. "Tudo ensaiado, obviamente", pensou Shaka, tentando controlar a ansiedade que ameaçava tomá-lo.

Oito homens de Minos os cercaram, os revistaram e os acompanharam aos fundos da boite, afastando todos aqueles que tentavam se aproximar deles. Shaka sentiu Afrodite apertar sua mão, como que desejando boa sorte... Afinal, eles não podiam se falar. Eles não deviam falar absolutamente nada que não tivesse a ver com o papel que interpretavam. O de dois putinhos safados e interessados em sado-masoquismo. Até a roupa deles reforçava o papel. Roupas coladas em couro preto envelhecido, com acessórios que remetiam grosseiramente àquela prática sexual! Com os longos cabelos soltos pelas costas. Shaka lembrou-se da forma como Mu o olhara quando ele saíra da sede. Com desprezo e algo mais... Mas obviamente não com interesse! Claro que não! Mu o quisera por algum tempo. Bem pouco, na verdade. "E acabou", pensou tentando afastar a tristeza ao pararem em frente a uma porta. Logo aquela missão acabaria e o que quer que tivesse de fazer seria esquecido em breve, pensou sabendo que até aquele momento evitara pensar naquilo. Que teria que ficar com Minos! Finalmente notou que eles estavam em corredor estreito, entre os oito seguranças de Minos e ninguém mais. Então, o tal Sylphid se virou e disse em voz arrastada:

- Só mais uma pequena providência de segurança...

E Shaka viu quatro seguranças avançarem por cima de si. Ele ia começar a reagir, mas obviamente estava em menor número! E não podia demonstrar que não era um putinho sadomazô, afinal! O que estava acontecendo? Raios! Enquanto lutava com dois seguranças, outros dois o alcançaram e torceram seu braço para trás de suas costas. E colocaram um pano em sua boca! Foi tão rápido! Momentaneamente, ele sentiu que as coisas saíam de foco... Ele se debateu e procurou desesperadamente por Flor. Não! Isso não podia acontecer! Shaka forçou-se a se concentrar e lutou contra a tontura. Ele, então, foi empurrado para dentro da outra sala. E soube que Flor estava ao seu lado.

Shaka sentiu um forte cheiro de incenso e sândalo misturar-se ao odor das velas de cera de abelha que davam uma iluminação surreal ao ambiente. Ele estava... um tanto tonto... Uma música estranha, talvez triste, com acordes desesperadamente agoniados... Era uma mistura de antigo e moderno. Tão logo seus olhos acostumaram-se à escuridão, ele o viu... Minos! Com os cabelos lisos e soltos, uma roupa de couro quase tão vulgar quanto a sua e um ar de perversão no rosto. Na parede, atrás dele, uma imensa coleção de chicotes parecia dançar, entrelaçar-se, mover-se, como se fossem cobras se arrastando na parede... Shaka chacoalhou levemente a cabeça, tentando afastar a estranha visão! Ouviu as portas se fecharem. Foi então que sentiu os dedos de Afrodite estremecerem em sua mão, enquanto Minos se aproximava deles, sem desviar o olhar. Céus! No que eles haviam se metido? E a voz de Minos se fez ouvir. O desejo abjeto era notório!

- Qual de vocês eu devo imobilizar primeiro, meus anjos loiros? Tirem a roupa para que eu possa escolher melhor...

Afrodite logo começou a falar, com a voz arrastada! Era óbvio que estava nervoso! E que também estava tonto! O que eles os fizeram cheirar? Não era clorofórmio! Ou éter! O que era aquilo? Shaka sentia-se tonto, mas de uma forma estranha! As coisas, bom, elas pareciam um tanto... vivas! Não, ele não podia culpar Afrodite! Ele também estava nervoso...

- Eu... er... bom... eu pensei que podíamos começar comigo e o Prince... bom, fazendo um show de dança, ou algo assim... e claro, sem seus seguranças na sala... eu sou um pouco inibido e tal...

Minos aproximou-se, sorrindo, e deu uma violenta bofetada em Afrodite, que quase caiu ao chão, desequilibrado. Shaka ia avançar para cima de Minos, mas dois seguranças o alcançaram e torceram seu braço para trás de suas costas. Ele caiu de joelhos ao chão. Tudo rodava! Momentaneamente, sentiu que as coisas saíam de foco... Outras coisas se mexiam... Ele se debateu e procurou desesperadamente por Flor. Não! Isso não podia acontecer! Shaka forçou-se a se concentrar e lutou contra a tontura. Então, ouviu a voz de Minos. Suave, perigosa... Flor estava ajoelhado em frente a Minos, que tinha o rosto dele entre suas mãos! Tudo parecia acontecer em câmara lenta! Por que Flor não saía de perto de Minos?

- Flor, não é? Lindo nome! Quase tão lindo como você!

- Me solta – disse Afrodite, em voz pastosa.

- Ah, Flor... Você me desobedeceu... falou sem permissão... Eu vou ter que te punir pela desobediência... E você... vai ficar calado...– disse Minos agradando o rosto de Afrodite e lambendo-o de uma forma repulsiva.

Minos, então, pegou uma faixa de veludo preto e amordaçou Afrodite, mandando, a seguir, que seus homens o prendessem às correntes. Com horror, Shaka viu-o ser arrastado até um canto da sala. As mãos dele foram rapidamente cruzadas e presas a uma algema de couro e correntes sobre sua cabeça. Depois, outra algema com correntes foi colocada em seus tornozelos, prendendo-o ao chão. Suas roupas foram cortadas! O Top tentou reagir, mas levou três ou quatro socos, até desistir. Shaka chamou-o desesperado, mas ele estava preso por dois capangas. Minos, então, aproximou-se de si e disse:

- E você... Prince... eu acho que você devia ficar de olhos fechados, para estimular os outros sentidos... E eu quero que você sinta, Prince... principalmente... a dor! Mas depois, só depois do Flor! – Shaka estremeceu e chamou por Afrodite, mas obviamente ele não conseguiu responder-lhe.

O que aquele sádico faria com eles? Shaka sentiu sua espinha gelar. Eles foram pegos com tanta facilidade! Foi tão fácil! Eles não desconfiaram de nada e caíram como insetos na teia da aranha! Acharam que se Minos não desconfiasse que eles eram agentes, nada de muito ruim poderia lhes acontecer! Como eles se enganaram! Minos era doente! Deveria estar num manicômio!

- Eu quero que você descanse agora, Prince... Dorme um pouco... – a voz de Minos soava hipnótica... Tudo se mexia... lentamente...

Logo, Shaka foi vendado! Ele sentiu a picado de uma agulha em seu braço. Naquela escuridão, a tontura parecia aumentar! Ele só não caiu porque os homens de Minos o sustentavam! Minos ficou à sua frente e passou as mãos por seu corpo. Shaka sentiu-se capaz de vomitar de nojo. E ele o beijou. Céus! Tudo rodava! E então Minos disse:

- Ah, Prince, fica calminho e espera a tua vez... Logo, logo o Flor desmaia e eu dou mais atenção a você!

Shaka gritou com Minos, mas tudo o que ele ouviu foi sua risada suave. Chamou por Flor, mas ele, obviamente, não lhe respondeu! Foi praticamente arrastado pelos capangas. Mesmo tonto como estava, tentou reagir. Então, foi jogado em algo que parecia ser um sofá... Talvez... Talvez o melhor fosse fingir que desmaiara, pensou por entre as brumas que pareciam envolvê-lo. Shaka concentrava-se desesperadamente para não ser tragado para a escuridão. Precisava dar um jeito de se manter consciente! Precisava salvar Flor! E Shaka escorregou uma de suas mãos casualmente e apertou o botão de pânico, camuflado em seu cinto. Ele se sentia... tonto... e desesperado! Seus sentidos estavam em alerta. A respiração ofegante, o coração em descompasso, batendo forte. Ele ouvia o som de um chicote bater em alguém... Afrodite, sem dúvida... Shaka ouvia o som abafado dos gemidos dele, já que Flor estava amordaçado. E ouvia a odiosa voz de Minos dizendo o que faria com ele depois... Maldito Minos!

Como eles sairiam daquela? Como? A equipe inteira estava na missão de resgate do Mestre... Seus únicos contatos eram Kanon, Milo...E os dois definitivamente não tinham treinamento policial! Era tudo tão irreal!

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Saga abriu a porta e entrou. Então ele mandou um sinal para Mu. Era a hora de trocar a imagem da câmara de segurança, caso contrário eles o veriam. Só quando recebeu o sinal de volta, Saga acendeu a lanterna e iluminou o quarto escuro, frio e sem móveis. Então, ele o viu... bem no meio do quarto. Seu coração acelerou-se. Finalmente, depois de tantos dias, ele o achara. Vivo! O Mestre estava deitado no chão, com os pés e mãos acorrentados, numa posição que indicava que ele tinha permanecido dormindo na mesma posição em que lá caíra. Respirava com dificuldade, tossindo bastante. E tremia. Tão magro! Havia perdido vários quilos, obviamente. E estava com um olho roxo e um imenso hematoma no pescoço... Continuou examinando-o à luz da lanterna, como se temesse chegar perto. Procurou por mais marcas de agressão, hematomas, cortes, queimaduras,... e respirou aliviado. Afinal, o Mestre estava machucado, mas nada que fosse irrecuperável... E Saga subiu a luz da lanterna para a cabeça dele... Ah, os cabelos... foram cortados à altura dos ombros. Como eles ousaram cortá-los? Como?

Mas, finalmente, o Mestre se incomodara com o exame. Apoiou as mãos acorrentadas no chão e suspendeu um pouco o tronco com dificuldade, olhando-o diretamente. Claro que o Mestre não conseguia vê-lo, uma vez que estava contra a luz. A voz soou rouca:

- Você... pode me dar água? Por favor... – pediu o Mestre, humilde.

Não, Saga nunca o ouvira ser humilde. Nunca. E um enorme nó se formou em sua garganta. As palavras sumiram. Saga afastou a luz da lanterna, pegou o cantil que tinha prendido no cinto e ajoelhou-se ao lado do Mestre. Então, passou um braço pelos ombros dele, amparando-o junto a si e, com a outra mão, aproximou o cantil de seus lábios. Céus! Ele estava tão leve! Tão leve! E quente! Ardia em febre, sem dúvida alguma... O Mestre pareceu surpreso. E gemeu baixinho ao ser envolvido por Saga. Ele tentou pegar o cantil das mãos de Saga, mas este não o deixou. Não, fazia questão de ajudá-lo, mimá-lo, compensá-lo por tudo o que ele passara.

E quando o Mestre acabou de beber, Saga puxou-o para mais perto de si e o beijou. Sentiu o corpo do outro se retrair, ouviu-o gemer e notou que tentara afastar o rosto. Ele sentiu o Mestre tentar empurrá-lo com as mãos acorrentadas. Até mesmo o ouviu murmurar algo parecido com um não e falar um nome... Shun?... Shion parecia agitado e em desespero. Não, me deixa... Saga sentiu–se agoniado com aquilo. Precisava acalmá-lo! Ah, mas Saga também precisava senti-lo depois de quase dois meses do mais negro desespero. Ele precisava ter a certeza de que o Mestre não o esquecera e que voltaria a querê-lo. Então, simplesmente abraçou-o mais forte e aprofundou o beijo. Logo, todas as resistências foram vencidas e o Mestre se entregou avidamente ao beijo, sussurrando seu nome. Ah, como sentira a falta dele. Só o Mestre conseguia fazer seu coração disparar daquele jeito. Só o Mestre conseguia fazer com que o mundo se revirasse daquela forma. Só o Mestre fazia com que seu corpo reagisse com aquela intensidade. E Saga sentia o coração dele bater igualmente disparado de encontro ao seu. Sentia a respiração pesada do Mestre cada vez que ele o deixava respirar. Ouvia o Mestre gemer de vez em quando, mas ele não se afastava mais. As mãos do Mestre espalmavam-se em seu peito, sentindo-o, tocando-o. Como Saga vivera sem aquilo por tantos anos? Por que ele só dera valor quando quase o perdera? E, ao pensar nisso, Saga deu-se conta do tempo precioso que eles estavam perdendo. Precisava tirá-lo dali! Saga forçou-se a interromper o beijo. E ouviu-o dizer com dificuldade:

- Eu... me lembro de ter dado... ordens expressas para que... ninguém tentasse me resgatar..., Saga! É... é perigoso... – "a voz dele está tão fraca", pensou, preocupado. E Saga puxou as mãos dele e abriu as correntes com uma chave-mestra.

- Eu sei... mas depois disso você me disse que queria me ver mais uma vez... Nós todos entendemos isso como uma contra-ordem, Mestre... – disse Saga, soltando as correntes dos pés e puxando o Mestre para que este ficasse de pé. Claro que Saga notou o inchaço em seu tornozelo.

- Claro que... não foi! – disse o Mestre, furioso, engasgando e tossindo logo depois de haver falado. A garganta ainda doía pelo estrangulamento. "Como eles se arriscavam assim?", pensouenquanto deixava que Saga colocasse um pesado casaco em si.

- Não adianta reclamar, Mestre. Da próxima vez seja mais claro em suas ordens. E agora, venha comigo, pois nós vamos fugir daqui. Você consegue andar com o tornozelo assim?

- Acho que... não muito bem... – disse o Mestre seguindo-o mancando para fora da cela.

- Maestro, de ser necesário, nosotros podemos cargarlo. Afinal, se não o tirarmos daqui, o Kanon me mata – disse Shura, animado.

- D´accord. O Milo também me ameaçou – concordou Kamus.

- E o Mu está desesperado, Shion – completou Saga, de forma sombria.

Shion olhava fixamente para Shura. VIVO! Ele estava vivo! E falara em Kanon! Kanon devia estar bem! E Milo também! Mas agora não era o momento de pedir esclarecimentos. Eles tinham que fugir. E os quatro puseram-se a caminhar depressa, com o Mestre entre eles.

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Kanon sentiu o pager em seu cinto tremer. Shaka! O que ele deveria fazer? Ligar para Shura? Para Saga? Ir atrás de Shaka? Mas Shura o proibira de sair do cockpit de som mesmo que o sinal de pânico soasse! Shura não o deixara sair naquela noite sem obrigá-lo a prometer aquilo! Tinha a certeza quase absoluta que Kamus fizera o mesmo com Milo! Aliás, até agora não entendera como fora que Milo convencera Kamus a deixá-lo ir a boite naquela noite! Mas lá estava Milo, sentado atrás de si, com cara de poucos amigos! E agora, o botão de pânico soara! Kanon virou-se discretamente para Milo e disse:

- Milo... eles estão em... perigo! O que fazemos?

Os olhos azuis de Milo pareceram se iluminar de um jeito que só podia significar uma coisa... ENCRENCA!! Claro! Ele estava entediado sentado há horas com Kanon, de favor, naquele cockpit apertado! E agora parecia ter a chance de fazer alguma coisa... Como se tivesse pensado muito naquilo, Milo disse:

- Me passa o microfone, Kan! RÁPIDO!

- Não, Mi! Acho melhor ligar para o Hacker... Ele está na liderança da missão!

- Não dá tempo, Kan. Me passa o microfone!

Bom, fosse o que fosse que Milo falara em russo, o pandemônio se instalou na pista de danças! Enquanto isso, Kanon ligou para o Hacker e avisou que precisavam de apoio imediato! A seguir, os dois desceram correndo em direção aos aposentos privados de Minos. Só, então, Kanon perguntou a Milo:

- O que você disse, Mi?

- Que a boite estava pegando fogo, Kan – disse Milo gargalhando enquanto se arrastavam entre a multidão enlouquecida. – O Kamus me ensinou a dizer essa frase em russo!

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Duas ou três vezes o Mestre tropeçara durante a caminhada. O lugar era imenso... E ele estava tão cansado. Ele se sentia tão fraco. Com tanta dor e dificuldade em respirar. Ele tentava não tossir... E aquelas lembranças horríveis... Medo... Hades... Sede... Fome... Frio...E a dor... Hades... Hades iria aparecer... E se Saga soubesse? Não, ele nunca saberia! Céus! Ele estava meio tonto... Devia ser a febre... E sentia tanto frio... Mas Saga o amparara algumas vezes e depois Shura jogara-o nos ombros sem dificuldade alguma. Depois de um tempo, Shura entregou-o a Kamus e, depois, ele foi entregue para Saga. O Mestre quis reclamar por ser carregado como um maldito pacote, mas sabia que o orgulho só os atrapalharia. Afinal, ele não conseguia andar direito. E os quatro chegaram a uma imensa janela aberta. Saga colocou-o no chão, prendeu-se com um gancho ao casaco de Shion e o fez pular pela janela e equilibrar-se no peitoril. Lá fora, um precipício cheio de neve. Estremeceu de frio. Mas Saga passou um braço em torno de sua cintura e lhe pediu para abraçá-lo. Shion gemeu baixinho quando Saga apertou suas costas machucadas, mas fez o que lhe foi ordenado. E logo sentiu o vazio sob seus pés, enquanto eles deslizavam para baixo, em uma tiroleza. Enquanto desciam, Saga mergulhou o rosto em seus cabelos e disse em seu ouvido:

- Eu te amo, Shion. Eu vim aqui para te dizer isso.

Shion sorriu, mas não teve tempo de responder. Logo eles eram puxados pelo Maschera, que o jogou nos ombros com facilidade, carregou-o por um tempo e colocou-o sentado na cabine de algo que parecia com uma lancha de grande velocidade. Um enorme cobertor foi jogado por cima de si. Em menos de dois minutos, Kamus, Shura e Saga juntaram-se a eles. Shion teve certeza de que ouviu uma explosão violenta... Mas a lancha disparou, veloz. Shura falava com alguém pelo comunicador enquanto Kamus tirava seu casado e passava algo por seu corpo... algo como um detector de metais... Eles falaram algo entre si e com a pessoa do comunicador, mas Shion não entendera o que fora, até que sentiu seu braço ser puxado por Kamus. Saga abraçou-o forte e ele sentiu uma faca rasgar sua pele... Doía! Mas se ele tinha algum tipo de localizador em seu corpo, este tinha que ser retirado, por óbvio! Não dava tempo de ter frescuras. Depois disso, alguém lhe mandou tomar umas pílulas, deu-lhe mais água... Passaram outro aparelho por seu corpo... Fizeram-no tirar a camisa... e começaram a fazer curativos... Ah, ele ouviu Saga suspirar quando viu a marca em seu ombro... Shion respirou fundo... Ele não queria ter que falar sobre aquilo! Nunca! Depois eles o fizeram trocar de roupa... Deitar-se... Colocaram algo quente em seus pés... Jogaram mais cobertores... Falavam com ele sem parar. Shion chegara mesmo a achar que ouvira a voz de Mu... seu irmão... Saudades! Tantas saudades dele... Shion olhou ao redor, perdido, procurando por Mu! Mas ele não acompanhava mais o que se passava. Só sabia que estava cansado... com frio... com dor...e tossia sem parar... E que estava feliz como pensara que não voltaria a ser... E Shion dormiu ouvindo a voz de Saga. Se fosse um sonho, ele não queria mais acordar...O resto... o resto ele resolveria depois...

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- Minos! MINOS! – disse Sylphid em voz alta.

Obviamente Minos não o atendeu! Ele estava visivelmente excitado e castigava duramente o pobre loiro que tinha vergões imensos que começavam a sangrar em suas costas. Se não fossem pelas correntes, o loiro não se manteria mais em pé, apesar de ainda estar consciente. Minos o olhava com cobiça, achegando-se a ele de vez em quando, para tocá-lo, beijá-lo e estimulá-lo. Era óbvio que o loiro só não avançava para cima de dele porque estava preso. Caso contrário, seria difícil segurar a fúria com a qual olhava para Minos. Sylphid chamou-o mais uma vez, mas seu chefe ignorou-o novamente. Então Sylphid segurou o chicote e impediu-o de acertar o rapaz. Agora, sim, Minos olhou-o, com ódio:

- Qual o seu problema, Syl? – a voz de Minos soava raivosa.

- A boite está pegando fogo, chefe. Temos que sair agora!

- Não! Só me dá um tempo para possuir o Flor... Ele quer... não quer? - disse Minos passando as mãos pelo loiro, que se encolheu.

- Você vem comigo agora, Minos – disse Sylphid, puxando-o com força.

- E eles? – perguntou Minos olhando para o loiro amarrado e para o outro desmaiado no sofá – Eu nem tive tempo de pegar o Prince... – lamentou-se Minos.

- Depois que você estiver em segurança, eu mando alguém pegá-los para você, chefe. – disse como se os dois fossem brinquedos de uma criança mimada - Vem comigo agora, Minos! – e Sylphid arrastou-o para fora da sala, à força.

Afrodite olhou para a cena em pânico. Céus! Ele e Shaka morreriam queimados! E ele não podia fazer nada, preso e amordaçado daquele jeito. Com espanto, viu Milo e Kanon entrarem na sala. Kanon soltou-o e Milo correu para o lado de Shaka, que se levantou claramente zonzo. Afrodite viu quando eles o drogaram novamente. Mas, aparentemente, Shaka conseguira chamar ajuda, coisa que ele não conseguira... Graças aos deuses! Kanon cobriu-o com o próprio casaco e os quatro saíram, amparando Shaka e a si mesmo. Lá fora, o caos se instalara! Pessoas corriam e gritavam para todos os lados. Milo pegou uma bebida em cima de um balcão e jogou-a no rosto de Shaka, o que, aparentemente, o fez despertar um pouco mais...Afrodite sabia que machucado como estava seria de pouca ou nenhuma ajuda. Já Shaka estava obviamente drogado. A única chance deles era confiar nos amadores! Ele se sentiu estremecer quando saiu para a rua.

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Shaka olhava para tudo, confuso. As cenas se sobrepunham e se intercalavam de uma forma antinatural e desesperadora. Eles saíram daquele pesadelo de alguma forma. E agora, Milo o amparava. Todos gritavam e corriam. Em algum momento, alguém jogou água em seu rosto. Shaka segurou o copo em suas mãos, tentando apegar-se a algo real. Logo eles estavam na rua. Foi aí que apareceram alguns capangas de Minos na frente deles... Sim, Shaka se lembrava deles... Kanon socou o primeiro com extrema rapidez. O outro atirou para cima e Shaka acertou-o no rosto com o copo que tinha nas mãos. Ele mal notou quando o vidro quebrado o cortou. Era tudo tão... irreal... Ele não sentia dor... Mas o desespero pareceu tomar conta da multidão e eles foram arrastados para o outro lado. Shaka tinha certeza que os capangas os seguiriam. Sim, ele notara o desejo abjeto de Minos... Ele não desistiria dos dois tão facilmente...

Shaka se agarrava a Milo como se ele fosse uma tábua de salvação. Sem ele, sabia que seria tragado pela multidão e levado pelos capangas de Minos. Ele ouvia a voz de Kanon, no comunicador, falando com alguém. Mas Afrodite... onde ele estava? Shaka tentava localizá-lo naquele tumulto, mas as imagens se sobrepunham, confusas. Em algum momento, os quatro viraram em uma esquina. Uma van escura parou rapidamente ao lado deles e abriu a porta. Milo empurrou-o para dentro, e Shaka o viu... Mu, seu Mu... e o olhava... preocupado... com amor... Shaka viu quando Sylphid apareceu seguido de alguns homens... Kanon, Milo e Mu, todos estavam ocupados, tentando colocar Afrodite no carro. Ele parecia desmaiado. Shaka sabia o que tinha que fazer... Era irreal, mas, ainda assim, ele sabia o que fazer. Sem pensar, ele puxou o revólver de Mu e atirou na direção dos capangas de Minos. Este olhou-o, surpreso e tomou rapidamente o revólver de suas mãos e atirou enquanto a van se afastava... Logo Mu o abraçava, perguntando se ele estava bem... o que tinha acontecido... se ele estava ferido... Shaka não conseguia responder! Era... tudo... tão... irreal...

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Olá! Eu e a Cristal corremos MUITO com esse capítulo. A Cristal betou em tempo mega-recorde! Só para dar tempo de desejar a todos que acompanham esta fic um Feliz Natal!!!

Agradeço às madrinhas da fic, à minha beta querida e a Ariadna Azul, que corrige meu espanhol lá do Peru! Muito obrigada!

Agradeço também a quem me deixa reviews! Peco desculpas se não respondi a todos desta vez, mas acabei me perdendo demais! Mas aguardem que vou, sim, responder a todos que me deixaram e. mail! Obrigada, Ilia Verseau, Lis Marlin, Leo no Nina, Geminis, Boromira, Frozine, Sirrah, Tsuki Torres, Dionisiah, Keith-chan. Virgo-no-Aries, Lhu-chan, Theka, Lyta Moonshadow, Dark Wolf, J Yami e Grazilele.

Feliz Natal e um 2009 maravilhoso a todos!

Virgo-chan

Dez/08