N/A: Só um comentário básico, eu sou A+ mas amava o sangue do Kakashi sensei nas minhas veias: ele é doador universal venha doar para mim ;) hahaha e ele socando a parede é algo muito sexy.
Um pouco de risada, e um bocado de romantismo.
CAPÍTULO DEDICADO À CAMI CARMONA, QUE FEZ ANOS ONTEM! O/ PARABÉNS MEU AMOOOR! SAUDADE DE TI, DONA MÉDICA!
HOW TO SAVE A LIFE
Capítulo 26 – Sweet Darling
Ao início estava desmaiado, mas depois de alguns minutos despertou. Kakashi continuou com sua expressão emburrada que tinha desde que os enfermeiros lhe agarraram pelos braços, pedindo que parasse de socar as paredes ou acordaria todos os enfermos, além de estar começando a fazer uma grande rachadura na parede.
Sakura lhe havia encarado, assustada e então tinha voltado a chorar, como se entendesse o que havia passado, mas antes que ela abrisse a boca para explicar o que havia passado, ele foi levado para dentro do quarto para começar a transfusão de sangue.
Não estava bravo com ela. Era obvio que a menina estava sob pressão, e que a possibilidade de uma rejeição existia, assim que também era obvio que o Genma se aproveitaria daquilo, ou talvez fosse realmente um desejo de antes-da-morte. Que fosse, continuou encarando as paredes do quarto, sem reações.
- Hm – murmurou o ferido, fazendo Kakashi mexer-se na maca ao lado, sentindo a pressão do sangue saindo no braço direito – Meu rival, salvando minha vida...
A voz saiu murmurada, mas com certo ar de gozação e Kakashi soltou o ar pelo nariz.
- Não sou seu rival. – murmurou entediado, algo de agitação lhe dando raiva, seu orgulho estava um pouco balançado por estar doando seu sangue pra Genma.
- Claro, Kakashi nunca guarda rancores...
- Oh, vejo que escutava o que eu dizia nas missões que compartimos – fez-se o surpreso, rolando o olho aparente.
- Mas Genma guarda rancores – ele disse, então os homens se encararam meio de lado – Estamos quites?
Kakashi fez que sim. Na verdade Genma não tinha culpa de nada, quem tinha culpa era ele por ter roubado duas mulheres na vida daquele homem, não que tivesse feito de propósito...
- Obrigado, Kakashi.
Então Kakashi teve vontade de rir, estavam fazendo as pazes como dois menininhos, o orgulho ferido e os pedidos de desculpa, os agradecimentos e aquele ar incômodo.
- Cuide bem dela – disse o Shiranui – Sakura é uma boa menina – se sentia mais forte agora, parecia que a transfusão faria efeito, ou seria pela medicação, soro ou qualquer outra coisa que lhe tivessem dado.
- Não precisa falar isso, eu já sei.
- Certo.
Então Genma pareceu um pouco agitado, isso chamou a atenção do outro, que o encarou mais uma vez.
- O que? – perguntou um pouco nervoso com aquela agitação.
- Sakura não é uma menina muito romântica, entende? Mas necessita muito carinho – desembuchou, fazendo o outro revirar os olhos mais uma vez.
- Não preciso de conselhos, Genma, eu ainda confio no meu taco...
- Certo... – e agitando-se mais uma vez voltou a falar – Ei, Kakashi, ela gosta de algumas coisas como sorvete de morango e-
- Genma – o mascarado o cortou com um olhar de "por favor, pode se calar?"
- Está bem... – mas não deixava de chacoalhar a ponta dos pés e isso irritava profundamente a Kakashi, sentindo uma raiva crescente daqueles movimentos repetitivos e incômodos na maca ao lado.
- Vamos, diz logo o que quer e me deixe em paz! – pediu, exaltando-se.
- Ok, ahn mesmo que ela não seja romântica ela tem aquele pensamento de que a primeira vez tem que ser especial ou qualquer coisa que as meninas costumam imaginar... Eu realmente não termino de compreende lo, mas-
- O que você disse? – perguntou o grisalho com os olhos um pouco arregalados.
- O que? – Genma se sentiu perdido.
- O que quer dizer com primeira vez? Você diz... Quando for a primeira vez dela comigo, não é?
- Ahn? – o ferido respirou fundo – Estou falando que a Sakura é virgem.
- O QUE? – Kakashi gritou, fazendo com que a enfermeira corresse para ver se estavam bem – Não pode ser! Ela... Não ela não pode ser... Ela é? – ele fez uma cara um pouco assustada um pouco temerosa.
- Sim... – então arregalou os olhos – Não me diga que vocês... Oh não me diga! Assim tão rápido? Seu maldito!
- Não fizemos nada, mas... – ele suspirou massageando as têmporas com o braço livre – Isso não pode estar passando comigo...
- Se quiser eu faço as honras! – disse o ouro rindo e Kakashi se sentiu tentado em arrancar a agulha borboleta ta veia e partir a cara daquele maldito.
Não que aquilo fosse tão inesperado, mas ele não tinha cogitado a idéia dela ser virgem. Ela havia agido tão naturalmente naquela manhã que ele sequer pensou que essa era uma opção. Tampouco podia dizer que lhe desagradava, houve época que essa simples palavra lhe revirava a cabeça e lhe tirava o sono, mas atualmente lhe parecia um pouco assustados, há essa altura do campeonato, afinal ele já era um homem maduro...
Como ia lidar com aquilo? Como era ser cuidadoso? Merda, isso ia lhe incomodar até que aceitasse com calma e tranqüilidade. Mas, parando para pensar, se Genma não tivesse ficado com Sakura esses dois últimos meses, ele nunca diria que ela não era virgem, então talvez fosse isso...
Talvez ele tivesse preferido não pensar nisso porque antes a via como sua aluna e era incômodo, mas deu por feito de que ela e Genma... mas tampouco tinha pensado muito porque não queria ter esse tipo de imagem mental, ou teria quebrado a cara do outro.
Céus, o que faria agora? Nesse momento, Hatake Kakashi se sentiu um menino de 16 anos e não falou mais durante toda a transfusão.
X
Quando ela se deu conta, estava adormecida em um dos bancos do corredor, com um casaco laranja jogado nos ombros, seguramente aquilo era de Naruto. Olhou ao redor vendo o corredor vazio, e apenas Naruto e Hinata num canto, perto do bebedouro.
Não lembrava o momento em que dormira, principalmente sob aquela imensa tensão lhe envolvendo, era impossível ter dormido. Então recordou de um enfermeiro haver-lhe avisado que a transfusão estava dando certo e que em pouco tempo liberaria a Kakashi.
Talvez a tranqüilidade de saber que Genma já não morreria fez com que seus nervos afrouxassem e dormiu pela sensação de calma. Mas não deveria estar calma, havia visto Kakashi socando aquela parede que agora estava às suas costas, viu o ciúmes ardendo nos olhos dele e depois um pouco de culpa e vergonha, enquanto os enfermeiros o arrastavam para o quarto.
Sentiu-se tremer e andou devagarzinho até o casal de amigos na esquina do corredor, fazendo-se perceber no meio do caminho.
- Dormi muito tempo? – perguntou, sem querer demonstrar a preocupação por Kakashi, mas mordia o lábio com tanta força de Hinata sorriu de leve, como se compartissem um segredo.
- Levaram o Kakashi para outro quarto, enquanto você dormia. Parece que lhe deixaram em repouso, porque a doação foi grande – explicou a menina com aquela vozinha tranqüila e infantil, muito tímida.
Sakura fez que sim e voltou para onde estava, encarando a porta onde estava Genma, deveria entrar e vê-lo, mas algo lhe estava dizendo que buscasse por Kakashi. Abriu a porta devagarzinho, e observou o homem adormecido na maca e suspirou um pouco mais tranqüila, ele estaria bem em breve.
Então um enfermeiro saiu de um dos quartos mais a direita.
- E Kakashi? – perguntou se aproximando.
- Está no quarto 412, está sedado com chakra porque estava muito agitado e queria ir embora de qualquer maneira – explicou.
Quando a menina encontrou o quarto, teve cuidado para não fazer barulho ao abrir a porta, doações de sangue costumam deixa o corpo levemente abatido e em estado cansado, precisava repousar bastante.
Entrou devagar e observou que ele estava dormindo. Fazia tempo que não via Kakashi dormindo, lembrava que quando iam a missões ele nunca dormia, por mais que revezassem os turnos para que todos descansassem um pouco. Mas ele nunca estava dormindo, às vezes se deitava junto da fogueira e fechava os olhos, mas qualquer ruído o despertava.
Haviam tentado tirar sua máscara uma noite dessas, mas não conseguiam sequer chegar a três passos dele, pois o estado de alerta de Kakashi era tão potente que não lhe permitia um sono profundo. E agora lá estava ela, nas pontas dos pés, tentando se acercar a ele. Dessa vez foi possível, já que o homem estava sedado.
Então se sentou na poltrona ao lado da maca e o observou. Seu rosto estava coberto pela máscara e ela sentia uma sensação imensa de bem estar ao saber o que havia por debaixo do tecido, era como se soubesse sobre o maior segredo do mundo, ou assim o sentia. Respirou fundo observando os traços rígidos do rosto dele, relembrando as cenas daquela manhã...
Houve um incômodo no fundo de seu peito e corou, olhando as mãos em seguida, quem diria que um dia fosse acontecer isso? Quando ela imaginaria que faria tais coisas com seu sensei? Nem em seus sonhos mais extressantemente pervertidos durante a escrita do livro haviam colocado em sua mente a idéia de Kakashi-sensei com a cabeça entre suas pernas. QUE?
Seu rosto estava tão vermelho e quente que poderia explodir a qualquer momento. Fechou os olhos com força, sem saber se expulsava as imagens ou simplesmente as deixava guardadas, e aquilo a fez respirar um pouco mais rápido, a cabeça baixa e os pensamentos misturando com as sensações que lhe voltavam ao corpo e uma pequena insanidade se instalava no seu baixo ventre.
Céus, havia sido muitas emoções para um único dia.
- Certamente está pensando em algo bastante pervertido – murmurou a voz rouca e abafada pela máscara.
Sakura arregalou os olhos, encarou o homem e tentou respirar fundo, malogrando o ato e olhando o chão de novo, sem conseguir responder.
- Ei...
- Gomene – ela murmurou, referindo-se ao beijo com Genma.
- Sakura – ele chamou de novo, e ela sentiu a mão dele tocar de leve em seu joelho, olhou-o – Você fez bem, se houvesse passado algo a Genma você nunca se perdoaria por ter negado algo tão pequeno num momento de agonia.
Aquelas palavras não podiam estar saindo de sua boca, ele pensou, não podia estar dizendo aquilo! Mas no fundo sabia que sim, que se a situação fosse contraria ele estaria feliz. Estava negando demasiadas coisas, não queria seguir com isso, com essa falsa imitação de um adolescente estúpido, já era grande demais para isso.
Sakura segurava agora sua mão, ainda olhando para baixo, a respiração já normalizada e a face ainda rosada, tinha um ar de "fui descoberta" que lhe dava vontade de rir. Estava com uma menina virgem, e agora que Genma lhe havia comentado o fato, ele se perguntava até que ponto ela havia chegado com o outro homem – sem realmente querer saber.
Sentia uma espécie de desespero raro, queria abraçá-la e beijá-la, e se ela acompanhasse essa vontade, até poderia ir bem além disso em cima daquela maca – o que lhe faria realizar algum dos seus fetiches nascidos de Icha-Icha Paradise – mas só de pensar que ela era virgem, algo estranho lhe subia pelo peito.
Não que não a desejasse, isso seria uma tremenda mentira, e não que não lhe apetecesse fazer amor com aquela menina, era apenas que ele simplesmente não sabia se conseguiria agir como se deve numa primeira vez. E, se pensasse ainda mais, como se agia numa primeira vez? Há quanto tempo não lidava com esse tipo de situação? Por que lhe estava passando justo agora?
Certamente há uns quinze anos atrás ele ficaria bastante honrado e satisfeito de ter uma menina virgem na sua cama, tinha toda aquela estranha sensação de excitação em torná-la mulher, mas agora só lhe parecia mais uma dificuldade.
Não que não pudesse ser carinhoso, mas talvez não conseguisse ser tão delicado quanto deveria – principalmente depois dos meses que estava sem ter esse tipo de atividade... Então fechou os olhos com força respirando fundo e apertando a mão dela, pra depois puxar devagarzinho o braço dela e a olhar com o olho direito.
- Vem aqui – murmurou, a voz ainda rouca do recém-despertar.
Sakura observou o olho aberto dele observando-a seriamente e reclinou o corpo para mais próximo da maca, vendo como ele baixava a máscara rapidinho e a puxava mais uma vez. Seus lábios se tocaram e ela sorriu antes do beijo aprofundar e Kakashi a puxar pela cintura, fazendo-a subir na maca, ao lado dele, ficando deitada frente a frente.
O braço esquerdo dele a trouxe para perto de si, enquanto seus lábios e línguas brincavam um com o outro. Agora o beijo não tinha aquela desesperação louca daquela manhã, havia cumplicidade e um pouco de vergonha, ao mesmo tempo tinha um pouco de ansiedade em conhecer um pouco mais o outro, e foi assim que ela lhe abraçou e escondeu o rosto entre o pescoço dele e o travesseiro.
Ele beijou os cabelos dela, sentindo o tato deles em seus lábios e sorriu, apertando o corpo magro dela contra o seu, reparando como ela era pequena perto de si, tinha vontade de cuidá-la.
- Quando estiver pensando em algo pervertido tente mandar a tensão para os pés, assim ficará menos corada... – murmurou, entre o sério e o risonho.
- Ah... Disso você deve saber muito bem – murmurou, corando de novo.
- Já podem me dar alta? – ele perguntou com uma voz um pouco manhosa que ela não conhecia, como se lhe pedisse 'por favor' usando o que agora poderiam começar a chamar de "relação".
- Sim, mas tem que descansar todo o dia, pra recuperar, pode sentir um pouco de tontura do começo e-
Então os lábios deles se chocaram mais uma vez. Kakashi queria descobrir um pouco mais além de seus sentimentos, por mais que a quisesse cuidar, tinha que haver algo mais, queria fazê-la feliz e queria respeitá-la, e também queria ir mais além das linhas estabelecidas.
- Precisarei de uma enfermeira particular? – ele perguntou rindo e Sakura percebeu que esse homem, o que flertava com certa timidez, era novo para ela, e parecia ser mais dócil e açucarado do que imaginava.
Ela riu, aquilo era diferente do que tinha com Genma, não era tão explicito como com o outro, era algo um pouco velado e um pouco tímido, porque estavam aprendendo a lidar com aquela nova relação, que não era de aluna e professor, nem de amigos...
- Se você quiser... – murmurou timidamente.
Kakashi riu, escondendo o rosto na curva do pescoço dela, dando um beijo simples ali, sentindo o cheiro dela e a textura da pele.
- Então eu quero.
A voz saiu mais séria que antes, e um pouco mais rouca; aquilo a fez estremecer e abraçá-lo um pouco mais. Sakura lhe ajudou a sentar, para que não se mareasse e ele colocou os sapatos, havia subido a máscara pouco antes de decidirem ir. Então bateram na porta e depois de uma leve resposta de Sakura, Tsunade-sama entrou.
- Você queria uma missão, não queria? – disse olhando o homem – Amanhã às cinco da manhã no portão principal, Shikamaru estará esperando, ele já tem as informações. Agora é bom descansar.
X
Sakura lhe fez algo para comer, que certamente não era a melhor comida do mundo, mas tinha um sabor especial por ela tê-la feito, depois lhe encheu de frutas e o acompanhou até o quarto para descansar, ainda eram às sete da tarde, mas o dia parecia ter durado mais de cem horas.
Ele pegou o pijama no armário e entrou no banheiro, sem saber o que fazer exatamente, se se trocasse na frente dela, ela poderia pensar nisso como um convite, mas Kakashi não sabia exatamente o que fazer com ela, ou pelo menos como fazer.
Não sabia se deveria ser romântico e cavalheiro ou podia simplesmente ser atencioso e compreensivo. Céus, a idéia dela ser virgem lhe estava remoendo os miolos, queria morrer, queria conseguir lidar com aquilo, mas não sabia como.
Com seu pijama posto, sem a máscara e os cabelos revoltados como sempre ele voltou ao quarto, reparando que ela havia aberto a cama para ele e baixado a persiana da janela para ficar numa penumbra agradável.
Ele sorriu e andou até ela, segurando-a pela cintura, e então lhe abraçou. Onde estava todo aquele desejo de durante a manhã? Onde estava aquela lascívia e luxúria? Por que não conseguia deixar de vê-la como uma menininha indefesa agora?
Kakashi a puxou para a cama, deitando do lado esquerdo, e a observou, ainda de pé. Ele não pretendia fazer nada, até porque precisava estar descansado para a manhã seguinte. Viu como Sakura parecia incômoda com aquilo, com a proximidade e a possibilidade de estar na cama com ele, e era compreensível, naquele momento ela não sentia aquele turbilhão de desejo, nem ele.
- Sakura – ele murmurou, observando ao seu lado o espaço reservado para ela – Você está fugindo de mim – ele afirmou.
- Não tenho pijama... – murmurou qualquer coisa.
- Estão na primeira gaveta da esquerda, pode pegar qualquer um.
Ela o fez, sumiu atrás da porta do banheiro e saiu de lá alguns minutos depois, a camiseta lhe ficava larga e o shorts também, a ponto dela ter que segurar nas laterais para que não deslizasse. Kakashi riu, observando-a, depois a recebeu na cama, puxando-a para seus braços, distribuindo beijos por seu rosto, fazendo-a rir também.
- Lembro que quando comecei a te conhecer – ele disse, encostado na cabeceira da cama, olhando-a deitada no seu colo, os cabelos rosa contrastando com a roupa de cama clara que ela mesma tinha escolhido – Pensei que seria uma ótima esposa. Você era dedicada para o que queria e se importava com os demais, menos com Naruto.
- Você está dizendo que quando eu tinha doze anos queria se casar comigo? – ela perguntou rindo, sentindo o ambiente mais familiar e agradável, principalmente agora que ele acariciava seus cabelos devagarzinho. Então o homem riu.
- Não eu não pensei isso – disse, franzindo o nariz pra rir de novo. Sakura não podia deixar de reparar em cada nova expressão dele que ia conhecendo, e aos poucos começava se acostumar, mas demorava um pouco, enquanto reparava de novo naqueles traços fortes dele e pensava que tão vez, na sua imaginação, já tivesse idealizado algo assim, ou talvez tivesse se equivocado – Nunca imaginei que um dia estaríamos assim, nessa situação – ele disse rindo de novo, como se fosse algo muito estranho, mas ainda assim agradável.
- Nem eu – ela disse, sentindo o peso dos últimos acontecimentos.
Então se deitaram direito na cama, encarando-se, e Sakura não resistiu a vontade de tocá-lo, passeando os dedos pelo rosto dele, de leve, numa carícia tranqüila e delicada, fazendo-o ficar com sono aos poucos, o cansaço abatendo seu corpo.
- Você acha que algum dia vai se acostumar?
- Com o que? – ela perguntou um pouco avoada.
- Meu rosto... Nossa relação... Essa nova vida...
Então ela sorriu, ele lhe estava perguntando se ela ia se acostumar, isso queria dizer que ela teria tempo para isso, que era algo fixo (por mais que ele estivesse assustado sobre a primeira vez que fizessem amor), aquilo lhe dava uma alegria estranha no peito.
- Acho que poderei vir mais vezes a essa casa, afinal eu a decorei como se fosse minha...
Ele sorriu e segurou a mão dela, levando-a até os lábios e a beijou.
- É bom saber disso.
E com esse murmúrio, o homem adormeceu, enquanto ela ainda dava mil e uma voltas naquele longo, louco e estranho dia. Quem diria àquela menininha de cabelos longos e rosas que corria atrás do menino Uchiha que um dia dormiria no quarto do seu sensei, desejando que isso acontecesse pelo resto da sua vida, uma e outra vez.
X
Na manhã seguinte, quando Sakura levantou, já passava das sete e apenas tinha a lembrança breve dele ter se despedido e lhe dado um beijo. Então fechou os olhos sentindo-se meio boba, meio feliz, como se fosse a menina mais sortuda de todo o mundo, ele estava agindo de uma maneira muito diferente, mas muito agradável, e aquilo a deixava tremendamente feliz.
Desceu as escadas, segurando o shorts do pijama contra o corpo e andou até a cozinha para tomar algo. Kakashi havia feito café, pois estava na cafeteira e estava ainda bem quente, havia umas migalhas na mesa e um bilhete.
"Por sorte, meu sorvete favorito também é de morango.
Há um pote na geladeira, coma a vontade.
Kakashi"
Não havia nenhum "Eu te amo" ou "Cuide-se bem", mas de alguma maneira o fato deles compartirem aquele favoritismo e dele ter comentado sobre isso lhe dava um calor agradável no estômago; ao lado estava uma cópia da chave da casa num chaveiro improvisado: um pedaço de papel envolvendo o anel de onde penduravam as chaves e Sakura sentiu todo o corpo perder as forças quando leu:
"Bem vinda, querida"
E aquele pareceu ser o melhor dia do mundo.
N/A: Me senti no dever de explicar porque a fic vai terminar nessa correria estranha de capítulo atrás de capítulo, enlouquecidos e recheados de loucurinhas... Sábado que vem, dia 31/7 estou indo pra Turquia, pra um congresso de 2 semanas. Como é um congresso sobre problemas sociais, ambientais, étnicos etc, a possibilidade de que eu volte super mexida com os problemas do mundo e não queira escrever fics durante algum tempo é BEM provável (podem até perguntar pra Uzumaki May, sou uma dessas pessoas que se desespera e diz: meldelz o mundo está uma bosta e eu aqui escrevendo fanfic).
Por isso peço a compreensão de todas vocês, minhas queridas leitoras, que já fazem parte do meu dia-a-dia e me motivam a seguir com essa coisinha amada chamada HSL. Juro que o cambio foi para depois não deixá-las na mão, desistindo da fic ou a abandonando durante algum tempo. Assim que, dependendo do estado em que eu volte posso fazer fics soltas dentro do universo de "HSL" (como, por ex, a cena em que a Sakura está bêbada e vai dormir na casa do Genma, eu tenho uma idéia bem engraçada para isso).
Além do mais, mesmo que nem todas gostem de Neji/Hina eu espero que vocês dêem uma possibilidade à minha futura fic deles, nem que seja ler o 1º capítulo, se não gostarem no problems, mas prometo que a idéia é bastante boa, com Tenten e Naruto metidos no meio da trama.
Muito obrigada a todas vocês, por fazerem meus dias terem mais significado, e por me fazerem saber que mesmo que eu ainda seja uma merdinha amadora, consigo divertir seus dias com esse tipo de loucurinha melodramática e as vezes comediante.
Desculpem essa imensa N/A. Comentários? Beijos, Tai.
ps.: desculpa sami eu te amo e nunca desejaria a sua morte! sua duende sao paulina!
