Yuukiko enfrenta o divórcio e os tumultos deste processo, enquanto se martiriza pelo que fez à Yuki em nome do casamento com Yume...
Tomando coragem, decide encarar Yuki...
Cap. Separação e decepção.
Yuukiko controlava-se ao máximo para não fazer algo irreversivél, lutava contra si mesmo, contra a sua mente que só via sangue à sua frente.
Seu manto de raposa azulado, por ser composto mais de chakra senjutsu do que o do médico, não era visivél por eles, mas, podiam ver um leve contorno, por causa do chakra dele, mas, suas feições ferais, presas pronunciadas e garras avantajadas, já garantiam o absoluto terror.
Vê-la encolhida junto ao amante, o deixava ainda mais irado e conforme se encolhia contra este, mais piorava o ódio e diminuia o já parco auto-controle do jinchuuriki, que sentia sua parte racional ceder cada vez mais, acabando por se esvaecer lentamente e gradativamente.
Desesperado, a adrenalina subindo sua cabeça, o homem atira uma cadeira de ferro contra o médico, que simplesmente brande suas garras, retalhando-o em cinco partes, como se fosse feito de manteiga.
Ele grita de pavor e abraça a mulher, ambos agora paralisados de pavor e encolhidos em um canto, enquanto Yuukiko rosna audivelmente, um rosnado rouco, ensurdercedor, que abalava as paredes, fazendo o casal tampar os ouvidos.
Passado isso, conforme ele começa a avançar, ela desmaia nos braços do amante que começa a chorar, inclusive se mijar de medo, enquanto o via lentamente se dirgir a eles.
Sua quarta cauda que surgira do manto, esbarra no espelho da parede, porém, antes que o objeto caísse no chão, ao mesmo tempo que preparava-se para saltar sobre a traidora e seu amante, já completamente rendido a sua parte irracional, um estranho brilho irrompe-se no ar, na frente dele.
O responsavél por esse brilho, é um objeto suspenso no ar ao mesmo tempo que o tempo parou. A boca do amante se escancarando, porém, sem emitir som, como se o tempo estivesse congelado, assim como o espelho que parara em queda livre só há 10 centímetros do chão.
O brilho ofuscou o médico, detendo-o. Seu fulgor era como o próprio sol e tinha um calor diferente, podia sentir isto. Abrindo levemente a pálpebra, o mínimo, nota que o objeto no centro tinha o formato de uma lágrima cristalina, com um leve contorno azul em volta.
Escuta uma voz doce e meiga, mas, sentindo que era superiora á ele, acabando por ter a sensação de ser indigno de ouvi-la. Era uma sensação estranha, confessava. A voz era desconhecida também, mas transmitia muita sabedoria e poder:
- Pare... por favor.
Os cálidos raios dourados o atingiam e ele fecha os olhos. Imediatamente, sente uma dor terrivél e angustiante preencher seu coração, fazendo lágrimas brotarem de seus olhos, tornando seu atual problema, uma coisa praticamente insignificante, esta era uma das várias sensações que lhe afligiam naquele instante.
Ouve um choro pueril sofrido, carregado de pesar, dor e culpa, tanto, que poderia levar qualquer um a loucura. Não encontrara palavras para descrever tal sensação desoladora.
Agora, na sua mente, ressonava a voz de uma infante, assemelhando-se ao choro de momentos antes, era estranhamente familiar, conhecia de algum lugar. Esta gritava em desespero e dor, transmitindo a angústia que sentia, sendo praticamente impossivél supor, que o coração de uma criança pudesse suportar tantar dor assim:
- Nãooooooooooo!
Em seguida uma voz gélida, cruel, da qual sentia a emanação maligna e sensação de prazer imenso pelo sofrimento da pequena:
- Você é culpada por tudo! Assasina! Por sua culpa, tudo isso aconteceu!
E dessa mesma voz, uma gargalhada maligna ressoava por toda a escuridão, da qual Yuukiko se via envolvido, nem percebendo quando a luz o abandonou.
Olhava em volta, era como estar no nada, uma sensação desoladora e assustadora. Tateava na frente, sem encontrar nada, andava devagar, mas, não havia obstáculos. Naquele instante, perdera a noção de tempo e espaço.
Conforme avançava pela escuridão opressora, via um contorno azul claro de uma criança, pelo visto abraçando suas pernas, chorando desesperada e murmurando, repetidamente: "Por minha culpa... foi tudo minha culpa..."
Quando tenta olhar mais atentamente e discenir que pobre infante era aquela, a escuridão some e ele se vê no quarto.
Olha em volta, o objeto desapareceu e o tempo continuava parado. Notara também que sua transformação cessara, nem percebendo quando fora isso.
Sua mente estava novamente lúcida e estarrecido, vê o tempo voltar a fluir normalmente com o espelho tocando o chão e se espatifando.
Estava tão estarrecido com tudo, do tempo parando no exato momento que o estranho objeto surgiu, este parecendo uma joía, que nem tivera ideia de segurar o espelho para que não se quebrasse.
Junto do barulho do vidro espatifando-se em mil pedacinhos, o grito do amante de sua esposa é escutado e o médico reparou que para aquele homem, o tempo não parou e que provavelmente nem vira o objeto se materializando no ar, como em um "passe de mágica".
Outros pensamentos que considerava agora mais importantes do que a traição dela, povoavam sua mente, questionamentos do que era aquele objeto que assemelhava-se a uma joía, de quem era a voz que solicitou que ele parasse o ataque, o que foram aquelas vozes, o que era aquela criança, por que o tempo parou e tantas outras mais, que surgiam intermitentes.
Tentava se concentrar na sensação que aquela luz do objeto passou ou sensações. Era algo como puro e sagrado, divino por assim dizer, superior, podendo dizer isso, quando o fulgor da joía o envolveu.
Relembrando aquilo, sem compreender porque se amaldiçoava no momento, por não ter se curvado àquele objeto, não conseguia raciocinar o porque daquilo remete-lo a tais sensações.
A única coisa que sabia, é que após vivenciar essa experiência, mesmo fulgazmente, mudou sua concepção, por enquanto, da situação em que se encontrava, traído, como algo quase sem importância, no instante que o tempo parou e a estranha luz o envolveu, um completo contraste de antes, tanto que acabara até se transformando ao ver tal cena, inicialmente.
O homem notou que o marido da sua amante parecia compenetrado em seus próprios pensamentos e decide tentar fugir, nú, segurando debilmente suas roupas nas mãos.
Agora calmo, Yuukiko meramente usa o kekkei genkai de sua família. As correntes o prendem, imobilizando-o, impedindo deste lutar para se libertar e trazendo a sua frente.
Ele olhava apavorado para o médico, com certeza em choque ao ver correntes saindo do corpo do jinchuuriki, que fez uma sequência de selos e fala:
- Oboe no daitaihin no jutsu! ( 覚えの代替品の術 -Técnica da reposição da memória)
Os olhos dele saem de foco e ao retornarem, ele desmaia. Havia apagado a memória dele de ter visto as faces ferais dele e também, caso Yume tenha citado a capacidade dele criar Kage bushins.
Yuukiko o despeja no chão sem quaisquer cuidados, depois, se vira para a esposa e usa a mesma técnica e outra, ao ver que ela ameaçava despertar, utilizada muito em cirúrgias por ele.
Apaguei a memória deles da minha forma feral e dos Kage bushins. Depois, iria ver a melhor amiga dela, assim como o melhor amigo dele, pois sabia quem era. Eis a vantagem de frequentar o círculo de amizades fluentes da cidade, você descobria amigos e inimigos das pessoas muito facilmente.
Dessa vez, não senti remorso nenhum por isso e simplesmente a olhei friamente, um reflexo de meu coração ferido pela traição.
Após eu arrumar o quarto e retirar dali os pedaços da cadeira que rasguei, coloquei os dois na cama e me retirei dali, indo a cidade calmamente, após usar um henge e comprar uma camêra fotográfica.
Retorno a mansão e tiro fotos, sentado em uma árvore, usando dois bushins meus, que utilizavam henge com a aparência dela e dele e se beijavam, depois, encerro o teatro.
Os bushins não curtiram muito essa cena e desfazem em fumaça, após fazerem um sinal pouco amistoso para mim, que me supreendeu levemente e depois senti a sensação de raiva deles.
Atrás da porta, ele nota pelo chakra deles que estavam despertando e chuta a porta, que estava somente encostada pelos trincos, afinal, fora arrebentada antes e o casal vê assustado ele em casa. A câmera havia sido deixada com um Kage bushin.
A mulher fica em choque, puxando o lençol para cobrir seu corpo, enquanto que o homem, um empresário famoso na cidade, tenta fugir nú, pegando suas roupas de qualquer jeito, porém, Uzumaki o impede facilmente, rendendo-o, afinal, ele era um jinchuuriki e não havia como um humano comum ganhar dele.
Em seguida, dá um soco que o nocauteia e sai dali, não sem antes lançar um olhar de desprezo para a esposa.
Após alguns minutos, parece processar a cena e corre desembestada as escadas, alcançando seu marido já no hall, tendo seu corpo envolto no lençol alvo.
Ela grita o nome dele e nota que este estanca o passo, virando somente o rosto para ela, com o olhar agora impassivel, além das feições duras e severas.
Nunca o vira assim e se assustou levemente, mas, engoliu em seco e tomou coragem de falar, pois, seu amante estaria encrencado se fosse divulgado o caso deles.
Sempre contara com esse trunfo, afinal, o médico contou-lhe e lhe mostrou algo que o mesmo tinha medo que descobrissem, portanto, sempre considerou como algo útil, que podia ser usado contra ele, em um momento oportuno á ela:
- Se contar que tenho caso com ele, vou contar a todos que é um jinchuuriki e sobre sua bijuu! Levo os dois junto comigo!
Exclama com um sorriso triunfante no rosto, achando que tinha um trunfo para usar como chantagem, mas, fica confusa ao vê-lo gargalhar gostosamente, não vendo este fazer alguns selos, pois, ainda estava de costas para ela, apenas havendo virado a face para a mesma.
- Até parece! Idiota. - fala cinicamente e ao virar, faz o último selo - Oboe no daitaihin no jutsu! ( 覚えの代替品の術 -Técnica da reposição da memória)
Nisso, os olhos dela ficam fora de foco e ela acaba desmaiando. Na verdade, não precisava fazer isso, a técnica Selamento da memória, cuidaria de tudo, mas, não resistiu, até considerou que fez aquilo apenas para "aliviar" um pouco, os sentimentos que lhe tomaram naquele instante em que ela ousou chantagea-lo.
Porém, sabia que provavelmente, esse divórcio deixaria alguma cicatriz em seu coração, afinal, a amava e fora fiel, ficara triste em saber que não fora correspondido plenamente.
Porém, uma "vozinha" em sua mente dizia,que mesmo casado, sentia sentimentos diferentes por Yuki-chan, que haviam ficado estranhamente mais fortes, após ela ter sido colocada em um sono, via selamento especial e outro ter surgido disso. Também, que muitas vezes questionara a si mesmo, se amava mesmo Yume.
Agora, estava descansado quanto a chantagem e faria mais, afinal, queria acabar com a pompa do empresário. Aquele escândalo faria as ações da empresa dele com certeza despencar e sem contar, que como ele, Yuukiko, fora vitíma, logo, estava seguro de qualquer respingo ruim dessa situação.
Antes de se afastar dali, deixa um clone guardando o quarto onde Yuki estava. Pelo jutsu, ela não conseguiria mostrar ao amante, mas, este podia achar por acidente e era muito precavido para permitir algo assim.
Depois disso, foi até Kiane, a melhor amiga de Yume e modificou a memória dela, usando henge para se infiltrar no quarto e no amigo dele, usando algumas técnicas ninjas, que achou em um pergaminho perdido em meio as de selamento e jutsus do Clã Uzumaki.
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Naquela mesma noite, um jornalista encontrava-se sentado em sua mesa. Havia atrasado-se com uma matéria e por isso, estava fazendo hora extra. O prédio era bem modesto, pertencia um jornal de tiragem pequena, ou seja, sendo meramente local.
De repente, escuta batidas na porta e resmunga, coçando o queixo e bebendo mais um gole da bebida que trouxera em uma garrafinha.
Levanta-se e desce o pequeno lance de escadas, até chegar ao pequeno hall e olhar pelo "olho mágico", para ver quem era.
Viu um garoto de cabelos negros curtos, olhos cor de mel, não tendo mais do que 14 anos, trajando uma regata e bermuda negra, além de um colar de correntes e um boné virado para trás. Ficou um tanto receoso, pois, já havia acontecido inúmeros assaltos por lá.
- Quem é? O que quer? - pergunta asperadamente, não estava com paciência para atender crianças, se fosse somente isso.
- Eu sou Rian... tenho fotos comprometedoras de alguns ricaços...
Fica ligeiramente em dúvida se abria ou não e fala, a voz não tão áspera dessa vez e coberta de incredulidade:
- Mostre-me garoto.
Mascando um chiclete, o garoto pega do bolso algumas fotos e olhando-as, sorri de canto, escolhendo a melhor. Vira ela nos dedos e mostra pelo "olho mágico"
Ri divertido ao ver o olhar estarrecido do homem e em seguida, o entusiasmo, ouvindo um click e a porta sendo destrancada.
Ele praticamente "babava" olhando a foto, seus olhos estando arregalados. Começa a falar, gagejando, de tão contente. Seria um mega-furo de reportagem:
- C-C-C-Co-Co-Co-Como... como... como... c-c-c-con-conseguiu...?
- Não importa, velhote, só quero dinheiro... pode descolar a grana.
Nisso, combinam o valor e em seguida, o homem corre de dois em dois degraus até a sala e começa a procurar dinheiro, juntando tudo o que tinha, até conseguir um maço de notas e descendo, quase caindo, senão se segurasse a tempo no corrimão.
Lá embaixo, estende o dinheiro, enquanto que com a outra, pegava as fotos e as olhava maravilhado, não acreditando no tesouro que tinha em suas mãos.
Quando olha para frente, vê o garoto correndo longe dali, sumindo em meio as sombras das casas.
Bem, não importava para ele como o moleque conseguira. Trabalharia feito um louco para que aquela "bomba" fosse ao público e na primeira página. Seria um escândalo que abalaria e muito, aquela cidade.
Trancando a porta e subindo rapidamente, puxa a cadeira e começa a redigir freneticamente a matéria de capa, para que já pudesse ser publicada no dia seguinte.
"Perdoe-me Yama-san... mas, essa matéria será minha..."
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Longe dali, o menino vira em um beco escuro e desfaz o henge, revelando-se ser Yuukiko.
Caminha normalmente ao sair do beco e começa a distribuir o dinheiro para os pobres e necessitados, no caminho para um hotel cinco estrelas, seu terno apoiado no ombro, amparado pela mão esquerda.
Após uma hora, caminhando de noite, despreocupadamente, chega ao seu destino e entra pelas portas douradas. Era tido como o melhor hotel cinco entrelas daquela região toda. Era o Rei dos Dragões.
Seu hall era lustroso, assim como o castriçal de cristal. Logo no centro do salão, havia diversos quadros, guardas de prontidão em todos os cantos, com faces sérias, podendo ser vistas suas armas na cintura que eram espadas afiadissímas.
Funcionários corriam de um lado para o outro, afoitos. Havia diversos sofás espalhados, estes confortaveís, felpudos, onde pessoas de classes abastadas se sentavam e conversavam, enquanto garçons os serviam de bebidas e alguns petiscos, estes, apoiados em uma das várias mesas ali dispostas, de tampão de vidro e detalhes prateados.
O hotel praticamente ocupava uma quadra inteira, sem contar o estacionamento no subsolo, uma novidade nos últimos anos. Tudo refletia resplendor e beleza.
Se dirige até a recepção e uma atendente simpática sorri, perguntando:
- O que deseja, senhor...
- Uzumaki Yuukiko. Desejo um quarto.
O gerente que estava alí perto o reconhece e de imediato, abre um imenso sorriso e vai recepciona-lo, curvando-se e falando, após mais uma mesura:
- Konbanwa, é um prazer ver o senhor aqui de novo, Uzumaki-sama... o de sempre?
- Sim, se puder, claro.- exibia o melhor sorriso falso que conseguia, pois, seu humor não estava nada bom.
Nisso, o gerente fala qual era o quarto à recepcionista e chama um funcionário, com um gesto de mão. Este se apresenta e é informado do quarto habitual de Yuukiko.
Faz uma mesura ao médico e fala, em um tom de voz humilde:
- Por aqui, por favor.
Nisso, pega a chave no balcão e conduz Yuukiko até um dos quartos mais chiques daquele hotel.
Ele dá uma gojeta ao rapaz, que curvando-se novamente, se retira dali, mas, não sem antes perguntar se desejava algo.
Aquela cena deixou o jinchuuriki sem fome e dispensa o rapaz, que se retira dali.
Cansado, abre o terno e abre a gravata, "caindo" na cama tamanho king, de lençoís de seda, retirando os sapatos. Encontrava-se esgotado tanto fisicamente, quanto mentalmente.
Mas, mesmo após meia hora, sua mente não rendia-se ao cansaço. As recordações daquele noite vinham como uma avalanche implacavél para ele, sua mente perdida nos acontecimentos recentes.
Sabia que seu divórcio e a traição dela, acabariam saindo nas manchetes, porém, queria se vingar mais dela que do amante desta.
Se tivesse sido esperta, teria pedido o divórcio e poderia sair com uma quantia consideravél, aí sim, deitaria com quem quisesse, agora, saíria de mãos abanando, pagando o preço de sua ganância.
Sabia por que ela não havia feito isso, quer dizer, suspeitava.
Ela gostava da vida de luxo que ele acabou proporcionando, pois, em decorrência de sua fama, muitos pacientes pagavam fortunas para que ele tratasse deles, indo de ricos comerciantes até nobres, mesmo, longe dali. Então, ela queria uma vida luxuosa e ao mesmo tempo, um amante. Não sabia se de fato o amava ou não. Bem, aquilo era algo trivial naquele instante.
Por quanto tempo ela o estava traindo? Desconfiava que era desde aquele dia em que se atrasou, falando que deu um problema no trabalho, bem, era uma hipótese consideravél. Se bem, que pensando friamente, não era problema dele também, afinal, tinha provas da traição dela, as fotos originais estavam com ele, que somente entregara cópias e somente pediu o dinheiro, pois, seria estranho não pedir.
Analisando friamente, compreendia o porque da melhora no humor desta, tudo fazia sentido agora.
Parte da raiva que sentia por ela, era por ter tido que lacrar Yuki naquele kekkai, não podendo mais ter a compania da mesma junto dele.
Embora, que se recordava das palavras de Rikudou Sennin daquele dia, que não se podia ter tudo e analisando isso, seria de fato injusto jogar a culpa só na Yume, afinal, ele tinha uma boa parcela nisso, na verdade, projetara isso nela. Mas, mesmo assim, não se arrependia do que fez, ao entregar as fotos comprometedoras ao jornalista.
O objeto estranho salvou-lhe de fazer uma loucura, possivelmente sem volta, tinha quase certeza, que se não tivesse sido detido por aquilo, a essa hora, suas mãos estariam imersas em sangue da esposa dele e do amante desta. Esse pensamento surge em sua mente, após olhar suas mãos, ao ergue-las frente à sua face.
Ao simples pensamento disso, um frio percorreu-lhe a espinha e teve arrepios, estes, interrompendo momentaneamente a tristeza que lhe afligia sem trégua.
Abaixa as mãos e deita de lado, forçando-se a dormir, deixando os questionamentos que ameaçavam surgir daquele objeto de lado, pelo menos, por enquanto, pois, com certeza aquele divórcio seria repleto de dores de cabeça e complicado. Com certeza, precisaria de suas forças ao máximo para encarar o melhor possivél o processo de divórcio, embora as fotos o ajudariam e muito nisso. Mas, mesmo assim, não seria nada fácil.
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Como esperado, de manhã, a manchete do jornal local denunciava o escândalo e no dia seguinte, todos os demais jornais não falavam outra coisa, além da traição de Yume Uzumaki com Yamada Kioko, dono de uma proeminente rede de supermercados, a Mise Kioko.
Com a notícia, o movimento da empresa despencou e após dois dias, ele teve que pedir afastamento e em seguida, a rede foi comprada por uma outra empresa.
Com a confusão, Yamada perdeu muito dinheiro e sua vida decaiu consideravelmente, além de sua esposa se divorciar dele, levando a guarda de seus dois filhos menores de sete anos e também sendo condenado a pagar auxilio para a ex-esposa.
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O divórcio de Yuukiko saiu um tanto turbulento, mas, com a traição de Yume, ela perdera direito a qualquer dinheiro dele e saiu de "mãos abanando" do processo, amaldiçoando seu ex-marido, que não se intimidou com a ameaça velada dela.
Mas, internamente, não lidou muito bem com a situação. Seu coração estava ferido, por isso, pediu afastamento da clínica, o que foi prontamente dado pelo diretor da mesma.
Kion e Hyoko iam visita-lo constantemente e notavam que ele lutava para mostrar um semblante tranquilo, embora estivesse chorando por dentro.
Durante a separação, voltara a beber e muito. Desconfiavam que não era só da separação essa melancolia, pois, parecia que ele se culpava de algo, porém, não se abriu com eles.
Após os jornalistas darem descanso a ele, indo para um outro caso de traição, desta vez, ambos tendo famílias ricas, foi até o ex-quartinho de ferramentas e destrancou a porta.
Fitava Yuki dormindo e sentia vergonha, no sentido do que fez esta passar por uma mulher ordinária. Não compreendia ainda muitos dos sentimentos para com ela, que possuía e que ficaram mais intensos após o lacre da mesma, naquele kekkai.
Decide não esperar mais para liberta-la, teria que arcar com as consequências de seus atos e não fugir deles. Por isso, havia decidido encarar a raposa após todos esses meses, não deixando de odiar a si mesmo, por ter lhe causado tanto mal e sofrimento novamente.
Faz uma sequência de selos e depois, deposita a mão em cima da bolha. Imediatamente, esta se desfaz, as quatro colunas tombavam no chão, desaparecendo gradativamente, enquanto os kanjis se dispersavam no ar, esvaiecendo-se até desaparecerem e o corpo da bijuu pulsa brilhando, algumas vezes, até que o brilho cessa.
A youma ergue o focinho e lentamente abre os orbes, estes cruzando-se com o de Yuukiko. Nesse momento, o azul de choca com o verde e vice versa, após vários meses de separação.
OooOooOooOooOooOooOooOooOooO
A fase Yume terminou XDDDDDDDDDDDDD
Agora, vem a fase "Aceitação", digamos assim XDDDDDD
Muito obrigado aos reviews XDDDDDD
