Notas da Historia:

Obs. Os personagens pertencem à tia Steph, mas se fossem meus, há as possibilidades...

Obs. 100% Beward

Obs. Pov. Edward

Obs. Historia para maiores de 18 anos


Capítulo 26

- Amani o que faz aqui? - grunhi ajudando Isabella a se levantar, colocando-a na minha frente para que pudesse esconder a minha excitação.

- Eu... Eu vim lhes dar os parabéns, teria vindo ao casamento, mas não fui convidada.

Grunhindo e já mais refeito, fui até ela.

- Isso porque você não é bem vinda.

- Ibnee, está me renegando por causa dessa indigna?

- Sim, tia! Eu estou a renegando porque você não tem respeito por minha esposa e irmão, e se chamar qualquer um deles de indigno mais uma vez, não vai gostar das conseqüências.

- Edward eu vou subir... - Isabella murmurou me tocando e assenti.

Com certeza, aquela não seria uma conversa que ela quisesse presenciar. Amani só estava na casa há cinco minutos e já tinha ofendido a minha esposa.

- Sim, vá descansar, eu preciso conversar com Amani.

Assim que Isabella correu para longe, grunhi e fui em direção a sala de visitas, precisava de uma bebida forte.

- Que moça mal educada você escolheu para esposa Ibnee, nem me cumprimentou.

Parei abruptamente e a olhei irritado.

- L'na! Você vem a casa dela, ofende-a e ainda espera que ele seja cortês?

- Bem, ela é esposa de um homem importante agora, ela tem que aprender.

- Amani, você nunca foi cortês com o meu irmão, e nem agora com a minha esposa, então não está no direito de julgar ninguém.

- Mas eu nunca fui casada. - resmungou passando por mim e indo para a sala.

Se ela agia assim com todo mundo, não estou surpreso que ainda estivesse solteira.

Segui-a, e fui direto para as bebidas, me servindo de uma dose generosa de conhaque.

Observei Amani se sentar, suspirei me aproximando dela e sentando-me no braço do sofá de frente ao que ela estava.

- É por isso que é tão amargurada? Porque nunca se casou...

- Não sou amargurada. Somente realista.

- Chame como quiser Amani. Mas me diga o porquê de nunca ter se casado?

Ela desviou os olhos dos meus e encarou as suas mãos unidas.

- Por que quer saber isso agora?

- Curiosidade. O avô nunca escolheu ninguém para você?

- Sim, mas somente homens mais velhos e desagradáveis, felizmente o seu pai interveio...

Sorri. Com certeza ele desejava que a sua irmã se cassasse por amor, assim como ele.

- Mas e você nunca gostou de alguém? - ela bufou e me encarou com irritação.

- Por que quer saber dessas coisas agora?

- Tenho uma decisão importante a tomar, mas antes queria ouvir o seu lado.

- Meu lado? O que está acontecendo? - beberiquei o meu conhaque, enquanto esperava que ela se acalmasse.

- Só seja honesta comigo Amani. Eu só quero saber.

- Não há nada a dizer. O único homem que amei não era digno de acordo com o meu pai.

- E o meu pai não fez nada? Não ajudou?

- Por que ele se intrometeria? Ele tinha a sua preciosa inglesa para se preocupar, um filho indigno e mais um a caminho, os meus problemas eram somente meus.

- Mas disse que antes o meu pai interveio...

- Sim, mas isso foi antes dele se casar, pois depois, tudo o que importava para ele era a maldita inglesa. - ela cuspiu com raiva.

Suspirei com pesar e terminei a minha bebida em um gole só.

As coisas faziam mais sentido agora.

Ainda assim, não era motivo para ela nos roubar.

- Eu sinto muito Amani, de verdade. Mas eu tenho que perguntar o homem, o que amou, era Jamer?

Ela ofegou.

- Por... Por que acha que seja ele? - ela evitou os meus olhos e suspirei.

- Só responda Amani.

Ela encarou as próprias mãos e quando me olhou parecia triste e desolada.

- Não, ele morreu...

- Eu sinto muito tia.

- Eu também. Ele era um bom homem, cheio de vida e muito alegre.

- Como ele morreu? - a vi retorcendo as mãos com força.

- Acidente de carro... - franzi as sobrancelhas.

- Quando?

- Quando os seus pais morreram, ele era o motorista.

Com um suspiro, me deixei cair em um assento, olhei-a com novos olhos.

Podia ver a mulher jovem que um dia amou alguém, que foi forçada a deixar o seu amor, que em um único dia perdeu o irmão e o amante.

A jovem que não pode nem chorar e honrar o homem que amava.

- Eu sinto muito Amani.

Ela me deu um sorriso triste.

- Não era para ser...

Assenti, mas ainda estava cauteloso. Será que era por isso que ela roubava de nós?

E onde Jamer se encaixava naquilo tudo?

- Por que veio aqui Amani? - ela sorriu.

- Acho que está na hora de eu voltar para casa. Já entendi que casou com a americana, não vejo mais motivo para que eu fique longe.

- Você não vai voltar! Isabella e Hassan merecem ser felizes em sua própria casa, a sua presença aqui estragaria isso.

- Então eu, a sua única parente de sangue, a sua única família vai ser jogada fora por causa daqueles dois indignos?

- Foi a sua escolha desrespeitar a minha esposa e irmão Amani.

- Eu sou a sua família Edward, eles são nada!

- Eu sou a sua família e ainda assim você escolheu roubar de mim.

- O - o quÊ? - ela gaguejou se levantando, dando alguns passos para trás.

- Como pode fazer isso Amani? Você sabe como as nossas leis são duras, ainda mais para uma mulher.

- Vai me entregar?

- Acha que eu não deveria?

- Sou sua tia...

- Sim e eu sou o seu sobrinho e ainda assim, você roubou de mim. Por quê?

- Eu... Eu...

- Foi por causa dele?

- Jamer?

- Sim, você o ama, não é? Por isso se juntou a ele para nós roubar?

- Eu, nós... Você não entende... - ela murmurou, eu ao contrário, já estava gritando.

- Então me explique! Eu sei que tem me roubado por meses, quem sabe anos... E que você e Jamer são amantes... Agora me diga algo que não sei, por quê?

- Você tem provas? - sussurrou evitando os meus olhos, os dela estavam em toda parte menos em mim.

- Tenho!

- E o que vai fazer?

- Ainda estou decidindo. Hassan vai decidir comigo.

- Vai colocar o meu destino nas mãos do indigno?

- Aposto que desejaria agora, que tivesse sido mais gentil com ele, não é? - murmurei amargamente, ela negou tentando se aproximar de mim.

- Não pode estar falando sério, somos família, fui como uma mãe para você, eu... - me levantei ficando longe dela.

- Chega! Você não foi como uma mãe, você simplesmente foi a minha tia, que me tolerava, me manipulava... Eu deixei por muito tempo que você usufruísse como se dona desta casa. Deixei e tenho vergonha de dizer, você destratar o meu irmão e mesmo que por pouco tempo, até a minha esposa. Estou cansado de sua manipulação Amani.

- Ibnee... - ela começou tentando se aproximar, mas neguei me afastando mais.

- Não sou seu filho. Eu tive uma mãe, ela era maravilhosa e a melhor pessoa que já conheci, muito ao contrário de você.

- Edward...

- Eu não vou ajudá-las Amani, não mais, contudo pelos velhos tempos, eu vou lhe dar uma solução.

- Que seria?

- Você irá partir.

- Já me mandou embora. - murmurou com amargura e neguei.

- Você não entendeu. Irá partir do país.

- Não pode estar falando sério?

- Ah, sim! Eu estou! Você irá embora, América, Inglaterra, qualquer lugar, e não terá a proteção e nem o dinheiro da minha família.

- Mas como vou viver?

- Eu lhe mandarei uma pequena mesada até o dia de sua morte, mas fora isso, eu não quero ter mais nada a ver com você, você morreu para mim Amani.

- Eu não vou! Você não pode me obrigar. Vou ficar exatamente aqui, sou uma Al Rashid, tenho direitos, tenho...

- Acho que você não entendeu Amani, isso que estou lhe oferecendo é um ramo de oliveira, pois eu vou denunciar vocês, e você sabe muito bem que quando as nossas leis te alcançarem, ninguém se importará que você seja uma Al Rashid, você vai ser menos que nada. Você será uma indigna.

Ela ofegou, depois engoliu em seco.

- E quanto a Jamer... Ele é um homem adulto, resolveu trair a minha família porque quis... Então ele será acusado e preso, e se você tentar avisá-lo ou levá-lo com você, trarei os dois de volta e ambos irão ser acusados.

- Seu ramo de oliveira é somente para mim?

- Sim, já que somos família. Como você gosta sempre de lembrar.

- Vai mesmo escolher eles a mim?

- Eu já escolhi Amani, e pelo modo como você tem agido, não foi uma escolha difícil.

Ela assentiu e olhou em volta com os lábios apertados.

- Essa casa é minha, sabia? Ou ela seria, mas quando o seu pai se casou primeiro, o meu pai a deu para a inglesa.

- E o que ele te deu?

- Nada. Sou uma mulher, assim como ela era, ainda assim ela tinha mais direitos, mais liberdades, coisas que nunca tive. Um marido, filhos, uma família. Eu só estava pegando o que era meu por direito.

- Não, Amani! Você estava roubando. Roubando a sua familia, a si própria, e no final, a única prejudicada foi você, pois além de dinheiro você me perdeu, perdeu Hassan, Rosalina, Isabella e o meu filho. - ela suspirou.

- Ela está grávida?

- Sim. O meu primeiro filho virá em breve, e você não estará aqui!

- Eu... Eu sinto muito Edward, se me der uma chance...

- Não! Eu quero que vá embora Amani.

- Mas...

- Vai partir ou vai ficar?

Ela me olhou com pesar e assentiu.

- Partir...

- Muito bem. Irei acertar os detalhes ainda hoje. Você irá amanhã cedo.

Ela abriu e fechou a boca, como se fosse dizer algo, mas ambos sabíamos que nada do que ela me dissesse mudarias as coisas.

As suas ações foram longe demais.

Por fim, ela me deu um sorriso aguado.

- Eu... Adeus Edward.

- Adeus Amani.

Com um suspiro, ela saiu da sala... Deixei-me cair no assento mais próximo, exausto, físico e emocionalmente.

Estava esgotado...

Destruído...

Como ela pode nos trair assim?

Talvez ela odiasse o seu pai, o meu avô, mais do que suspeitávamos.

- Edward? - ergui a cabeça, mirado-a e sorri.

Nem havia percebido que ela tinha entrado na sala.

- Oi Ghazal. - ela tocou o meu rosto acariciando a minha bochecha e fechei os olhos por um minuto.

- Está tudo bem? - quando abri os olhos, a minha linda Ghazal me olhava com tanta preocupação, sorrindo peguei a sua mão e beijei a palma.

- Vai ficar... - sussurrei contra a sua pele macia.

- Eu o ouvi gritar... O que houve?

Suspirando, puxei-a para o meu colo, ela veio de muito bom grado, deitei a cabeça em seu peito e suspirei ao sentir os seus dedos em meu cabelo.

- Ela queria voltar a morar aqui, como se isso fosse possível, enfim, uma coisa levou a outra, e quando vi, estava jogando na cara dela que ela nos roubou.

- Nossa! E agora?

- Bem, eu lhe dei a chance de ir embora, sem o dinheiro é claro, vou lhe dar uma mesada modesta pra ela viver em outro país.

- Deu essa opção pro cara também?

- Claro que não!

- Então, como sabe que ele não vai fugir? Já que agora ela tem ciência que você sabe sobre o roubo.

- Eu... - antes que eu terminasse de falar Isabella saltou do meu colo correndo até o telefone.

- Liga pra alguém ficar de olho neles, um tem que ficar de olho em Amani e outro no cara... Ah, e tem que congelar as contas deles, para não dar tempo de eles tirarem de lá.

- Você esteve escondendo de mim todo esse tempo que trabalha na Polícia?

Ela bufou rolando os olhos.

- Edward você vê isso em programas de CSI!

- No quê?

- AFF! É um programa de TV... Se você quiser cometer um assassinato, dá pra aprender na TV.

- A América é um lugar confuso.

Ela riu e me esticou o telefone, agitando-o na frente da minha cara.

O peguei me levantando e dei um beijo rápido nela.

- Parece que a nossa diversão acabou, não é?

- Se for uma ligação rápida ainda dará tempo...

- Será rápida!

- Ótimo! Eu o esperarei no quarto com a minha icharb...

- E nada mais?

- Se você fizer questão...

- Com certeza eu faço!

Ela riu correndo para cima e suspirei.

Hora de trabalhar.

[•••]

Uma semana depois.

Desliguei o telefone com pesar.

Não era uma notícia feliz.

- Algo errado Khay?

- Jamer morreu.

- Como?

- Se matou.

- Por Allá! O que aconteceu?

- Disseram somente que ele se matou na cela.

- Acha que devemos contar a Amani?

- Não vejo razão. De acordo com os nossos Detetives, ela não tentou entrar em contato com ele em nenhum momento. Ele ficou muito surpreso quando foi preso, ele não tinha idéia alguma...

- Parece que ele foi usado por Amani.

- Acha que eu deveria tê-la mandado para a prisão também?

- Não, você fez bem, apesar de tudo ela é da família.

- Que bom que concorda. Sei que deveríamos ter decidido juntos, mas quando ela veio, e as sandices que ela dizia, me tiraram do sério.

- Já disse para não se preocupar Khay, eu fiquei verdadeiramente feliz por ter tomado a decisão sozinho. Confesso que estava um pouco receoso, pois temia que se fosse muito duro com Amani, me acharia vingativo.

- Não seja bobo, nada do que decidisse me faria pensar assim.

- Isso é bom, mas ainda estou feliz de não ter tido que tomar essa decisão.

- Foi à única coisa que pensei, pois apesar de tudo, ela ajudou a me criar, pode não ter sido como uma mãe, mas eu a amo ainda e espero que essa nova realidade, mais simples a ensine a respeitar mais as pessoas.

- Acha que funcionará?

- Só o tempo dirá irmão, vamos rezar para Allá! Que ele a proteja e a ajude a ser uma pessoa melhor... É somente o que podemos fazer.

Ele assentiu.

Terminamos o nosso trabalho do dia e fomos atrás de nossas esposas. Ainda estávamos fazendo testes para um novo empregado, graças a Jamer, estávamos mais desconfiados e cautelosos.

Mas quem poderia nos culpar?

Todos os candidatos eram rigorosamente pesquisados. Esperava que em breve achássemos um novo contador, pois fazer aquele trabalho sozinho era terrivelmente chato.

Hassan concordava comigo, ele preferia gastar o seu tempo com a sua esposa.

Nunca pensei que veria o meu irmão como um bobo apaixonado, seria ridículo se Rosalina não estivesse na mesma situação. Na verdade, era até bonito.

Ver os dois todo corados e cheios de sorrisos secretos.

Cheguei à sala e Isabella e Esme estavam dando risadinhas, sorri ao me aproximar e sentar ao lado da minha Ghazal.

- Qual é a graça?

- Rosalina e Hassan.

- Onde estão?

- Onde acha? - Esme arregalou os olhos e ri.

- Ele a arrastou para o quarto?

- Na verdade, foi ela.

Ri e enterrei o rosto no pescoço de Isabella.

- E você minha Ghazal, não quer me arrastar para o quarto?

- Edward... - ela guinchou rindo e movi as sobrancelhas para Esme que riu.

- Vocês são tão terríveis quanto os outros dois. - ela brigou, mas sorria.

Sorrindo, deitei a cabeça no pescoço de Isabella e vi que em seu colo havia roupinhas de bebê.

- Onde arrumou isso?

- Rosalina trouxe pra mim de Nova York, não é bonito?

- Sim, é bonito, já estamos escolhendo essas coisas? - ela riu e começou a dobrar a roupinhas.

- Foi um presente, é o primeiro de nosso bebê, mas vamos esperar saber o sexo para escolher as roupas e nomes...

- UH, ele poderia ter o nome de meu pai?

- E qual o nome do seu pai mesmo?

- Mohammed Bin Al Rashid.

- Hmmm, e que tal Mohammed Charlie Bin Al Rashid. - murmurou ainda concentrada nas roupinhas.

- E que tal Charlie Mohammed Bin Al Rashid.

Ela finalmente me olhou com um pequeno sorriso.

- Sério?

- É claro, parece muito mais apropriado. - ela assentiu com um grande sorriso.

- É perfeito! Mas só posso aceitar se for menino, pois se tivermos uma menina será Elizabeth.

Foi a minha vez de sorrir como um pateta.

Se havia alguma dúvida em minha alma de que eu fosse louco por aquela mulher, acabara agora.

Ela era perfeita, para mim e só para mim.


N/A: oláaaaaaaaaaaaaaaaa povo pervoooo!

Ainda sem note!

Desculpa não ter postado semana passada.

Eu fiquei na esperança de que o meu note estaria aqui.

Mas tive um problema com a técnica e agora com a loja

Enfim...

Mais duas semanas sem notebook :'(

Triste aki!

Mas prometo não atrasar mais as postagens, tá?

Vou continuar escrevendo no celular mesmo.

Então espero que o cap. esteja bom

E que ainda amem a fic.

Essa semana sem momentinho árabe.

Porque tô morrida.

Mas amo vcs e comentem muitão!

Fuiiii...

N/B: Também tô com problema com o PC... snif... Paulinha me enviou no sábado, mas só hoje pude betar... Sendo assim... OREMOS!

Bye, bye Armani!

TUCA