Título: Muito Bem Acompanhada

Autoras: Tati Cullen Hopkins e Nina Rickman

Beta Reader: Dany Fabra

Personagens: Severus Snape/Marlene McKinnon

Rated: M – Cenas de Sexo (NC)

Quando: Sétimo Ano – Época dos Marotos.

Disclaimer: Severus Snape, Marlene McKinnon e cia são personagens de JKR. E "Muito Bem Acompanhada" pertence a Universal Pictures. Ou seja:

Não vamos ganhar nenhum dinheiro com isso, essas humildes irmãs autoras de fic só querem reviews!

"REVIEWS, ASSIM COMO SEVERUS, FAZEM MILAGRES!"

Avisos: Como citado acima, os personagens são de JKR e o filme pertence à Universal Pictures. Mas a fanfic Muito Bem Acompanhada, sua temática, seu enredo, e tudo mais que a compreende, é de autoria única e exclusivamente nossa. Lembrando que, se existem algumas passagens aqui que não nos pertencem, essas foram postadas com autorização dos respectivos autores. Portanto, qualquer cópia – integral ou parcial –, adaptação, tradução, postagem ou afins sem a nossa autorização será denunciado sem piedade. Agradecemos pela atenção.

Agradecimentos: Às nossas queridas leitoras (e leitor!) que revisaram o Capítulo 25 e nos presentearam com suas reviews: Coraline D. Snape, Olg'Austen, BCM, Beeh, N. Black – Blackie, Florence D. P. Snape, Ana Paula Prince, Fernando, Lady Aredhel Anarion, Lady McFadden, Snapyl, Emily Farias, KaoriH, lulu bonfim, Bab's90, Leather00Jacket, Lari SL e Gisele Weasley Potter.

Resumo do Capítulo: A certeza do amor sincero e as incertezas de suas consequências.


– CAPÍTULO VINTE E SEIS –

SINCERAMENTE AMOR

Pela manhã, ou depois do que poderia ter sido um espaço de tempo extremamente longo, Severus acariciava o rosto de Marlene. Ele já estava acordado há algum tempo e pensou, de maneira egoísta, que ao menos naquele momento, Merlin deveria gostar um pouco dele, pois realmente não havia presente de aniversário melhor do que aquele: estar ali com ela em seus braços, admirando-a, e ao mesmo tempo tentando afastar de seus pensamentos aquelas idéias que o atormentavam.

Um sentimento pungente o invadiu ao pensar que, há algum tempo atrás, ele mesmo havia determinado que não iria se apaixonar por Marlene em hipótese alguma e que aquele relacionamento de mentira teria um fim. Mas seus ideais falharam; tantas coisas haviam acontecido e seus próprios sentimentos foram se desenvolvendo com tal proporção que agora ele só tinha uma certeza: a de que a amava. Seu amor por Marlene era totalmente diferente do amor pueril e obsessivo que sentira por Lily; era um amor pleno, intenso, arrebatador e inexplicável. Era exatamente assim que ele a amava.

Severus se lembrou de quando quase disse isso ao pai de Marlene. Mas naquele momento, e também agora, ainda não tinha certeza se era digno de amá-la, pois embora ela nunca tivesse lhe dito isso, ele acreditava que ela sentia o mesmo. E era justamente isso que o fazia se sentir pior. Por mais sincero que fosse o amor que sentiam um pelo outro, ainda assim, amor não era a realidade deles. Estava certo de que não suportaria isso, mas juntamente com a certeza de que a amava, ele também tinha a certeza de que um dia ela iria deixá-lo.

Era evidente que Marlene se afastaria dele quando ele se juntasse ao Lorde das Trevas por razões que ela não apoiava, não entendia e não conhecia. E, ao mesmo tempo em que não podia prometer que passaria a vida toda ao lado dela, Severus também não queria que ela o deixasse. Ou mesmo se ela não o deixasse, se eles continuassem juntos? Ela aceitaria que ele fosse um Comensal? Certamente, ela seguiria a mesma carreira dos pais e seria uma Auror...

Até quando esse amor aguentaria? Até onde iria esse amor?

Eram muitas as possibilidades a rodopiar por sua mente, mas ele não quis mais pensar nisso, simplesmente não podia mais pensar nisso, não agora.

Perdido em suas divagações, Severus sentiu Marlene se mexer junto ao seu corpo e percebeu que ela estava despertando, então roçou os lábios nos cabelos dela para tentar disfarçar a repentina angústia que sentira.

– Bom dia... Dormiu bem? – ele perguntou num sussurro.

Quando ouviu a voz dele, rouca e cálida bem próxima de seu ouvido, ela começou a abrir os olhos vagarosamente e ele entrelaçou seus dedos aos dela, acariciando-lhe a palma da mão com o polegar. Mesmo cheia de sono, Marlene sorriu serenamente ao ver os olhos negros dele fitando-a intensamente.

– Dormi pouco... mas maravilhosamente bem – ela respondeu numa voz embargada, exatamente como de alguém que acabara de acordar. E, divertida, ela acrescentou: – Não sei por que, mas eu gosto tanto de dormir assim com você...

– Eu sei... – debochou Severus, dando um beijo no rosto dela. – Há algum tempo eu percebi que você gosta mesmo de dormir abraçada comigo... – afirmou ele.

"Há algum tempo..." – pensou Marlene, confusa. Realmente, estar ali dormindo nos braços dele e a sensação de que aquilo já havia acontecido antes, voltavam a lhe confundir a mente. Decidida, ela resolveu perguntar:

– Isso já aconteceu antes? – indagou ela.

Surpreso com a pergunta, Severus voltou-se a ela incrédulo.

– Se você esqueceu tudo o que aconteceu na sua casa e na minha durante o feriado – assinalou ele –, eu realmente vou pensar que você tem sérios problemas de memória...

– Não! É claro que não esqueci! – Marlene interpôs depressa. – Eu estou falando antes disso... antes do feriado – explicou ela e admitiu: – A verdade, é que foi depois daquela festa que eu comecei a ter aqueles sonhos com você... – e inesperadamente perguntou, precisava saber: – O que realmente aconteceu naquela noite?

A sobrancelha dele se ergueu.

– Além de você ter tentado arrancar as minhas vestes? – debochou ele.

Agora foi a vez de Marlene sobressaltar-se.

– Eu fiz isso? – indagou ela, preocupada.

– Fez mais, na verdade – respondeu ele com uma sinceridade cortante.

– Mas você disse que não tinha acontecido NADA! – ela replicou confusa, e pediu: – Me diz a verdade, por favor!

A expressão atormentada dela quase o assustou.

– Não aconteceu nada. Nada mesmo – Severus voltou a afirmar, para a tranquilidade dela. – Mas foi por pouco.

Ela suspirou frustrada.

– E como é que eu não consigo me lembrar disso? – Marlene perguntou, indignada consigo mesma. Ela não era de esquecer muito o que fazia, mas isso era até justificável depois do porre que havia tomado naquela noite.

– Faça um esforço – ele pediu.

Incitada por Severus a puxar pela sua memória, Marlene então fechou os olhos e começou a se lembrar do que havia acontecido durante aqueles poucos segundos de consciência embaixo daquele chuveiro. E quando finalmente se lembrou do que havia acontecido entre eles e de como havia "apagado", ela voltou-se a Severus novamente.

– Por Merlin...! – ela murmurou, levando a mão à testa, num misto de surpresa e vergonha. – Aquilo... no seu banheiro... – e reunindo coragem, perguntou: – Mas... e depois?

– Só o que eu disse – garantiu ele. – Você adormeceu e enquanto dormia... – ele hesitou quando ela o olhou apreensiva – ... você pediu pra não ficar sozinha. Então eu deitei ao seu lado, te envolvi nos braços e ficamos assim, exatamente como agora.

Ao final da explicação, Marlene sorriu aliviada.

– Então era isso – concluiu ela. – Agora já sei porque eu gosto tanto de dormir assim com você – e o abraçou com mais força. – Se eu pudesse, ficava assim com você o resto da vida...

"O resto da vida..." – pensou Severus, sentindo o coração apertar com as palavras dela.

– Eu também – respondeu ele, e, para afastar novamente aquela idéia que o afligia, indagou: – Mas você não está sentindo falta de nada?

Marlene ergueu o rosto para ele.

– De quê? – ela não entendeu.

– Não quer comida? – Severus a questionou, relanceando para uma farta bandeja de café da manhã posta estrategicamente aos pés da cama.

– Comida de comer, sim, eu aceito! – Marlene debochou num sorriso, então se ergueu, sentando-se na cama e se cobriu com o lençol, prendendo-o entre os cotovelos; finalmente havia se dado conta de que estava faminta, assim como ele também deveria estar.

Severus riu.

– Ora, Marlene, existem coisas mais importantes do que nossos instintos... – ele devolveu o deboche, enquanto também se erguia e sentava-se na cama. – Aqueles bolinhos de amora, por exemplo... – disse ele, apontando para a bandeja. – Me parecem deliciosos...

Severus havia mencionado os bolinhos de amora propositalmente, porque sabia o quanto ela amava aqueles bolinhos. E no mesmo instante, Marlene trouxe a bandeja para o centro da cama, com um movimento de varinha. Eles se serviram rapidamente e, enquanto tomavam o café, ela percebeu que ele a olhava especulativo, num silêncio extremamente confortável. Mas por mais confortável que fosse, Marlene não gostava desses silêncios dele e então resolveu falar:

– Você está muito... quieto. O que foi?ela quis saber.

– Nada – respondeu Severus. – Estava apenas pensando... O presente que você me deu é melhor do que o que eu te dei.

Marlene não entendeu.

Presente? – indagou ela. – De que está falando?

Severus respirou fundo e achou que deveria contar a Marlene que era seu aniversário.

– Como há muito já passou da meia-noite... – disse ele, fazendo uma ligeira pausa – ... então posso dizer que é meu aniversário, oficialmente...

Marlene largou sobre a bandeja a xícara que segurava e voltou-se a ele com uma expressão incrédula e contrariada.

– O QUÊ? E você NÃO me contou? – ela perguntou sem disfarçar a contrariedade.

Ele deu de ombros.

– Ao menos – debochou Severus –, tive certeza de que você não se sentiu compelida a fazer nada por causa disso...

Mas Marlene se irritou ainda mais e deu-lhe um tapa no braço.

– Marlene! – exclamou ele, massageando o braço dolorido.

– Ahhh Severus! – ela grunhiu em resposta. – Sabe do que eu tenho mais raiva? Faz um tempão que eu estou me abrindo, falando um monte de coisas da minha vida e até agora não sei quase nada sobre você! – reclamou ela.

– Isso não é verdade – ele contrapôs.

– É sim! – Marlene insistiu. – Por exemplo: eu nem sei qual é a maior loucura que você já fez!

Severus deu um sorrisinho cínico antes de responder.

– Nada comparado a nadar nu no Lago Negro, se é o que quer saber... – disse ele.

– Eu e a Dorcas... nós só estávamos cansadas! – replicou Marlene.

Cansadas? – indagou ele, sem entender. Cansadas de quê?

Marlene suspirou. Não havia contado a ninguém além de Emmeline sobre o que ela e Dorcas haviam feito naquela noite, mas o amava tanto, e sentia que podia confiar em Severus para poder lhe contar o que acontecera.

– Eu e a minha prima, nós... – começou ela, hesitando: – ... Bem, foi assim: a gente andava muito desconfiada a respeito do que os meninos faziam a noite. Então naquela noite resolvemos sair do castelo em nossas formas animagas...

– Animagos... Qual é o seu? – Severus perguntou curioso.

– Hmm... – Marlene murmurou constrangida. – Ela é estranha... – disse ela, voltando a pegar sua xícara de café.

Ela? – insistiu ele.

– É. Uma puma... – ela respondeu envergonhada.

O mais ágil dentre os felinos... – comentou ele. – Combina com você...

– Eu não acho! – Marlene retrucou impaciente e voltou-se novamente a sua narrativa: – Bem, então, nós estávamos cansadas de correr naquela floresta e quando descobrimos o que estava acontecendo com o Remus, nós decidimos voltar para o castelo... Mas a Dorcas teve uma idéia, e insistiu que antes de voltar, a gente deveria dar um mergulho no Lago Negro e isso é tudo... Foi muito louco...

– Eu não teria essa coragem – Severus admitiu.

– Foi uma loucura mesmo... – ela concluiu num sorriso, mas logo voltou à primeira questão: – Mas enfim, falando sério agora... Qual foi a maior loucura que você já fez?

– Estou olhando pra ela – ele disparou.

Pega de surpresa, Marlene logo desconversou:

– Isso não vale! – ela replicou. – Ainda não é algo que eu possa dizer que eu sei sobre você! Algo assim... que ninguém sabe!

Severus então disse sua resposta sincera e mais elaborada:

– Odeio anchovas, sou alérgico a grifinórios, e sentiria sua falta mesmo sem te conhecer.

Ela emitiu um risinho debochado.

– Falta de um pouco de loucura nessa sua vida tão centrada? – ela perguntou cínica.

– Não. Falta de você – respondeu ele, firme.

Marlene o olhou enternecida e repousou novamente a xícara na bandeja. Olhou diretamente nos olhos dele e disse:

– Promete pra mim que não vamos mais brigar? – ela pediu, quase que numa súplica, e ficou aguardando a resposta dele enquanto mordia mais um bolinho de amora.

Era algo muito difícil de prometer e Severus sabia disso.

– Eu prometo... – começou ele – ... que vou me esforçar para não brigar com você – e quando ela o encarou parecendo indignada, acrescentou: – Porque as suas mudanças de humor são terríveis e...

Subitamente, Severus perdeu a fala e fitou Marlene atentamente. Ele tentou disfarçar um sorrisinho de deboche, e retorceu os lábios, como se estivesse rindo por dentro. Mas não conseguiu disfarçar por muito tempo e logo começou a rir. E Marlene não gostou disso: estavam ali, falando de uma coisa séria e de repente Severus estava... rindo? Onde estava a graça? Ela não viu graça nenhuma e o encarou com raiva.

– E... o quê? – ela perguntou irritada. – Por que você está rindo? Por acaso tem creme de amora no meu rosto?

Exatamente – comunicou ele, com um sorrisinho cínico. – Isso – ele disse e então aproximou mais o rosto do dela e beijou a ponta de seu nariz – estava sujo.

Marlene estreitou os olhos castanhos naquele mesmo tom perigoso que ele já conhecia.

– Se você tivesse me dito, eu mesma limpava – ela retrucou com raiva por saber que Severus estava literalmente rindo da sua cara.

Ele não se importou.

– E perder a oportunidade de beijar esse narizinho lindo? – ele apenas perguntou, meio presunçoso. – Nunca.

Ao ouvir isso, toda a raiva que Marlene sentira se dissipou completamente. Obviamente, Severus não queria brigar e não era exatamente isso que ela mesma tinha pedido momentos atrás? Ela só sacudiu a cabeça por pensar que já estava fazendo tudo errado de novo e então quis se desculpar:

– Ah, Sev...verus! – ela emendou depressa, ao lembrar que ele não gostava de apelidos.

Severus arregalou os olhos; aquele detalhe certamente não ia lhe passar despercebido.

– De que me chamou? – ele perguntou.

– De Severus... – mentiu ela.

Antes – insistiu ele.

Marlene então lhe disse a verdade.

Sev – ela respondeu timidamente. – Mas eu sei que você não gosta de...

Severus levou um dedo aos lábios dela pedindo silêncio.

– Me chame assim de novo – ele pediu inesperadamente, para a surpresa dela.

Sev?ela sorriu aliviada e suspirou fundo antes de dizer em tom sedutor: – Sev! Sev! Sev! Sev! Sev...!

– Se você disser o meu nome assim mais uma vez – advertiu ele –, eu vou gozar...

Ignorando completamente a advertência, pois queria vê-lo se derramar de prazer por causa dela, Marlene então fez exatamente o que ele lhe pedira para não fazer:

– Sev...! – ela sussurrou bem próximo ao seu ouvido, quase encostando os lábios no pescoço dele como se fosse beijá-lo.

Marlene deu um grito de surpresa quando Severus agilmente passou os braços em volta de seu corpo e a empurrou suavemente para o colchão, indo junto por cima dela. Ele arfava, ela sentiu o membro dele rígido entre suas coxas e viu que o rosto dele estava vermelho por causa do prazer que ela havia lhe proporcionado apenas por dizer seu nome. Ela se surpreendeu novamente quando ele segurou o rosto dela com as duas mãos e ficou analisando suas feições com um olhar perdido. Ela então perguntou de repente:

– Quer namorar comigo?

Severus também se surpreendeu ao ouvir aquilo. Ele saiu de cima dela e deitou-se ao seu lado novamente; fixando seu olhar no teto, ele disse:

– E... o que nós estamos fazendo? – perguntou ele, realmente sem entender aquele pedido.

– Não é isso... – Marlene disse, e entrelaçou seu dedos aos dele novamente. – Eu quero saber... assim... se você quer namorar comigo... se você quer mesmo ser o meu namorado...

Ele continuava sem entender.

– Marlene... – ele disse pausadamente, naquele mesmo tom de quem estava explicando o óbvio a uma criança de cinco anos: – Eu já sou seu namorado...

Ela se ergueu um pouco, deitando-se de lado e prosseguiu, levando um dedo aos lábios dele.

– De verdade – assinalou ela, era algo que precisava dizer: – Eu sei que tudo começou errado, mas eu quero muito que dê certo a partir de agora. Eu quero ficar com você sem fingimento, sem mágoa, sem vingança... Só por nós dois. Então... – e tornou a pedir sedutoramente: – Você quer namorar sério comigo, Sev?

– Muito, Lene – respondeu ele, dizendo o nome dela num sorriso e ela sabia que aquilo era um bom sinal.

Severus envolveu uma das mãos em sua nuca, trazendo os lábios de Marlene para os seus num beijo calmo e carinhoso; ele a beijava com calma e serenidade, demonstrando que ele desejava mesmo ter um relacionamento sério com ela. Ela estava adorando a sensação daquele beijo quando, de repente, Severus começou a afastar o rosto do dela; ele se ergueu levantando Marlene junto e sentaram-se na cama outra vez. Ele tocou-lhe a face com ternura, fitando os olhos castanhos com intensidade e suspirou fundo antes de dizer:

– Eu quero muito namorar sério com você – assegurou ele. – Sabe disso, não é?

Marlene fez que sim com a cabeça. Depois daquele beijo, não tinha a menor dúvida disso. Ele então prosseguiu:

– Mas ainda há algo que preciso saber...

A expressão ligeiramente atormentada de Severus a deixou apreensiva.

– Sobre? – Marlene perguntou, e a preocupação que ela tinha na voz era indisfarçável.

– Sobre você ter dito que não fui sincero quando disse pela primeira vez que gostava de você – ele disse, e quis saber: – Por que você pensou isso?

Ela não conseguiu responder a verdade de imediato e improvisou:

– Porque eu sou uma idiota, é isso! – disse ela com certo desespero, como se quisesse encerrar aquele assunto definitivamente.

Mas Severus não aceitou aquilo como resposta.

– Não – ele contrapôs. – Se você achou que não foi sincero, eu quero saber porque e ficou encarando-a, esperando a resposta dela.

Marlene desviou o olhar do dele.

– Isso tem me incomodado muito... – respondeu ela, e na esperança de que Severus não quisesse saber o que era, ela interpôs: Mas é muito idiota, então...

– Então me diz – ele disse, impondo o seu tom.

Marlene suspirou, dando-se por vencida. Ela não queria tocar nesse assunto, visto que as últimas coisas que ela tentou perguntar sobre isso foram exatamente o motivo da última briga, mas precisava responder alguma coisa, sabia que deveria perguntar aquilo que tanto lhe atormentava. Era o seu momento, tinha que dizer isso agora ou então iria morrer na dúvida. E, tendo a oportunidade de fazer isso naquele momento, ela decidiu que não iria dar voltas e mais voltas. Dessa vez, iria dizer o que estava realmente pensando, o que realmente queria e precisava saber. Ela suspirou fundo e o encarou firme nos olhos para poder dizer alto e claro:

– A Lily.

A surpresa passou rapidamente pelo rosto de Severus. Ele esperava qualquer coisa, esperava que Marlene lhe perguntasse com certa indignação sobre os seus planos que envolviam o Lorde das Trevas, mas jamais esperou por isso. Então suspirou fundo e respondeu com tranquilidade:

– Ela foi a primeira amiga que eu tive – disse ele, e Marlene continuava o olhando atentamente. – Consegue entender isso?

Ela mordeu os lábios, parecendo contrariada.

– Bem, você sabe que eu gostei muito de uma pessoa antes da gente ficar junto – ela começou a falar, visivelmente incomodada –, inclusive ele chegou a ser meu namorado e eu entendo que...

Severus percebeu que Marlene não estava entendendo o que ele queria dizer e então a interrompeu:

– Eu não tive nenhum envolvimento com ela – assegurou ele. Não sei o que você supõe que possa ter acontecido, mas não é bem assim. Ela não foi minha namorada, nem algo do tipo.

Marlene virou o rosto, impaciente.

– Mas vontade com certeza não faltou... – ela deixou escapar um sussurro raivoso.

Severus pegou o rosto dela, firme, mas com delicadeza, obrigando-a a voltar-se para si e encará-lo.

– Eu sei o que quer dizer, mas a verdade é que desde que você entrou na minha vida, eu nunca mais pensei nela – ele disse com sinceridade. – E até o sentimento que eu tive por ela, não chega nem perto do que eu sinto por você...

Marlene suspirou.

– Você estava falando sério ontem, não estava? – ela perguntou, inevitavelmente. – Quando disse que gosta de mim...?

Severus quase se irritou com aquela pergunta. O que ainda ia ter que fazer ou dizer para que Marlene acreditasse que seu sentimento por ela era sincero? Dizer que a amava? Não. Isso ele ainda não podia fazer. Talvez ajudasse falar a verdade, a verdade que ele podia contar. E foi o que ele fez.

– É claro que eu gosto, Marlene. Gosto muito. Mais do que isso, eu... – ele disse, e a cada palavra proferida, Marlene sentia o coração bater rápido como há muito não experimentava e o encarou com os olhos cheios de expectativa.

– Eu te... – ele começou a frase ainda encarando-a, mas hesitou ao vê-la tão expectante. No fundo, tinha medo de não corresponder a toda aquela expectativa.

Marlene sentiu o coração batendo acelerado, agora numa frequência alarmante: será que ele ia dizer que a amava? Um sorriso tolo cintilou no rosto dela, então Severus deu um meio sorriso e concluiu com uma certa dificuldade:

– Eu te adoro.

"Adora?" – ela se perguntou e uma pequena decepção cruzou o rosto dela; não era muita, visto que agora ela sabia o que ele sentia por ela, mas o que a entristecia era saber que ele ainda não sentia o mesmo, ou que talvez ele não sentia tanto quanto ela. Sentindo que as lágrimas estavam prestes a escapar de seus olhos outra vez, ela fechou os olhos e afundou o rosto no peito dele novamente.

Severus percebeu que o sorriso luminoso de segundos atrás havia sumido do rosto dela.

– O que há, meu amor? – ele perguntou preocupado, envolvendo-a entre seus braços.

– Nada – ela disfarçou, murmurando amuada e ele a apertou mais no seu abraço. – É, só, que... Eu também te adoro...

– Eu sei – respondeu ele, depositando um beijo terno nos cabelos castanhos.

Severus compreendeu muito bem a frustração carregada por trás daquele "também". Não sabia o que podia ter causado com aquelas palavras, realmente não era o que ele queria ter dito, mas também não tinha certeza se um dia ia poder dizer mais do que isso.

De qualquer forma, ele não suportava a idéia de que aquilo a entristecia e seu único desejo naquele momento foi o de livrá-la daquela tristeza. Com delicadeza, Severus ergueu o rosto dela e então a beijou com vigor. De início ela não compreendeu tanta voracidade, mas sem hesitar, correspondeu o beijo dele com a mesma intensidade que era beijada. As mãos dele começaram a explorar o seu corpo, enquanto as mãos dela apertavam seus ombros e depois puxavam seus cabelos carinhosamente. Logo, as carícias deles tomaram outro rumo e a excitação de se entregar um ao outro os dominou por completo.

Severus voltou a se inclinar sobre ela e gentilmente a deitou na cama. Ao mínimo contato da pele deles, Marlene já sentia aquele desejo imenso de tocá-lo, de senti-lo dentro de si. Ela sentia o membro enrijecido dele pulsando entre suas coxas, e sua própria feminilidade pulsava dentro de si. Um arrepio intenso percorreu seu corpo quando sentiu os lábios dele deslizando mais abaixo de seu rosto; ele contornou-lhe o queixo, descendo com beijos leves e mordidinhas no pescoço, ombros e colo. Com uma das mãos, ele massageava um dos seus seios, enquanto sua boca agia no outro, ora mordendo, sugando, lambendo; um gemido abafado escapou dos lábios dela ao sentir a língua dele circulando o mamilo totalmente rijo e ela continuou gemendo altíssimo de prazer, querendo que ele a possuísse naquele segundo.

Ele continuou a exploração no outro seio enquanto sua mão inquieta se deslocava ao longo do corpo dela, acariciando-lhe a pele nua com toques firmes e suaves; momentos depois, para intensificar as carícias, Severus virou-se com Marlene na cama, fazendo-a ficar por cima. Ela começou a depositar um caminho de beijos pelo corpo dele, sentindo-o arfar. Ela sorriu contra sua pele dele, mordiscando suavemente seu abdômen e um gemido rouco escapou dos lábios dele quando ela começou a descer os lábios, indo de encontro ao seu membro.

Severus sentiu o toque delicado das mãos dela envolvendo seu membro, acariciando-o, mas para a sua frustração, Marlene logo o soltou. Ele quase protestou, mas desistiu quando ela passou a acariciar a parte interna de suas coxas, fazendo-o se contorcer de prazer; com a língua, ela começou a refazer o caminho em direção ao membro dele. Mas antes, ela levantou o rosto e viu que ele já respirava com dificuldade, então sem querer prolongar aquela "tortura", ela tomou o membro rígido novamente com as mãos e o levou até a boca, tocando-o com a língua numa leveza indescritível que o fez arquear as costas e gemer.

Ela abriu os lábios devagar, introduzindo-o pouco a pouco em sua boca, ao mesmo tempo em que o segurava com firmeza pela base, onde suas mãos começaram a executar um suave sobe-e-desce. Logo, os movimentos de sua língua se intensificaram e sua cabeça começou a se mover com vigor. Ele ergueu o corpo e suas mãos juntaram-se atrás da cabeça dela; ele enterrou os dedos entre os fios castanhos e agarrou-se ao pescoço delicado, metendo-se cada vez mais fundo em sua boca, quase até tocar-lhe a garganta.

Os lábios, línguas e mãos de Marlene trabalhavam com ardor redobrado, e a cada toque, os gemidos dele eram mais intensos. Ela seguia repetindo os movimentos e logo pôde sentir o membro dele pulsando com mais intensidade. Severus gemia seu nome, aquilo a deixava cada vez mais excitada e por ser o aniversário dele, Marlene achou que ele merecia algo diferente, como um presente. Então decidiu que iria levar aquele ato à sua conclusão lógica, e, pela primeira vez iria experimentar o gosto daquele que tanto amava.

Ela continuou os movimentos com mais fervor, as sensações dele ficaram cada vez mais intensas, até que, com um grito, ele implorou para que ela o permitisse se afastar:

– Marlene... eu vou...!

Mas ela não lhe atendeu; balançando a cabeça, Marlene recusou-se a soltá-lo e segurou o membro dele com mais firmeza; com um efeito persistente, logo ela sentiu um pouco do líquido quente dele em sua boca, mas mal teve tempo de sequer sentir seu gosto; ao perceber o que tinha acontecido, Severus a puxou imediatamente para cima, utilizando mais força do que pretendia para afastá-la completamente de seu membro e a beijou com voracidade, até assegurar-se de que todos os resquícios tinham desaparecido de sua boca. Depois, ele segurou o rosto dela com as duas mãos e a encarou intensamente.

Não – faça – mais – isso – ele pediu, pausada e tranquilamente.

Marlene nada respondeu, apenas retribuiu o olhar dele, confusa; esperava que Severus fosse gostar disso, mas percebeu que tinha acontecido exatamente o contrário. Mas ao final dessa conclusão, ela nem se surpreendeu, porque era digno dela fazer tudo errado sempre. Então suspirou, um suspiro carregado de frustração.

Severus percebeu de imediato aquela frustração de Marlene. Imaginou que obviamente ela tinha feito aquilo na tentativa de agradá-lo, e não queria que Marlene se sentisse mal pelo que fez, apenas que entendesse que era algo que não precisava ter feito. E ele disse isso a ela:

– Sei o que você queria me provar com isso, mas não precisa – ele assegurou. – Não precisamos chegar a extremos pra provar o que sentimos, meu amor...

Marlene até tentou abrir a boca para responder, mas não conseguiu; estava chocada. Era a segunda vez que Severus a chamava de "meu amor" e ela pensou que talvez pudesse se enganar um pouco e acreditar nisso. O que aquelas palavras realmente significavam para ele? Não importava. Ouvir aquilo, verdade ou não, a fez lembrar de que ela o amava mais do que tudo, e por mais que ele não a amasse ainda, nada mudaria esse sentimento.

Outra vez ela ensaiou abrir a boca e dizer alguma coisa, mas pela segunda vez não conseguiu; dessa vez, simplesmente porque os lábios dele chegaram com firmeza nos dela antes que pudesse dizer qualquer palavra. Eles se beijaram com paixão, ele a deitou gentilmente na cama e logo começou a explorar com a língua cada pedaço do corpo dela que, a cada toque se arrepiava. A boca dele então desceu pelo seu corpo com urgência.

Marlene já imaginava o que viria a acontecer. Severus iria lhe devolver a mesma tortura prazerosa que ela havia lhe causado. Ele beijou suavemente o ventre dela, fazendo-a arquear o quadril com aquele toque; ela relaxou momentaneamente, não esperava que ele fosse tocá-la tão rápido, mas se surpreendeu completamente quando a língua dele a invadiu, fazendo-a ter seguidos espasmos de prazer. Ele lhe circulava o clitóris, depois alternava com beijos, sucções, novamente o circulava, ainda mais a sua excitação.

Ela sentia que seu corpo já não respondia mais aos seus comandos, sua feminilidade se contraía intensamente e não relaxava mais; sua respiração estava aceleradíssima e sua pulsação e batimentos cardíacos estavam descompassados. Notando o desespero dela, Severus voltou para cima, beijando suavemente cada parte de seu corpo que ficava no caminho até sua boca. Ele a beijou calma e profundamente, demonstrando pela primeira vez uma sensação diferente, uma sensação de amor. Inebriada com aquela sensação, Marlene se pôs a explorar a boca dele com mais vontade e ele retribuiu da mesma forma; logo, eram os dedos dele que estavam dentro dela, fazendo-a gritar de prazer.

Quando não aguentou mais prolongar aquelas caricias, Severus retirou os dedos de dentro dela e voltou a deitar-se sobre Marlene. Ela sentiu o corpo dele, a pressão de suas coxas contra sua pele nua e ambos fecharam os olhos; ela sufocou um grito quando o sentiu entrando em sua feminilidade recém-sensibilizada, e seu corpo todo gritava de desejo por mais. A sensação que ele lhe proporcionava estando dentro de si era incompreensível, seus corpos sempre se encaixavam um no outro com exatidão.

Severus era um fogo sombrio, que incendiava todos os seus sentidos; ele a beijava e murmurava palavras incitantes que ela não conseguia entender, mas num tom tão sensual que a deixavam extasiada. Ele começou a se movimentar dentro dela com investidas lentas e intensas, num vai-e-vem extraordinário. Para surpreendê-lo, a cada investida, Marlene forçava os quadris para baixo, de encontro a ele, incitando-o a ir mais fundo, levando-o a loucura pela sua ousadia. Ela estremeceu, sentindo novamente a respiração e os batimentos cardíacos acelerarem; o suor que emanava de seu corpo expressava o mais puro prazer e sem mais resistir, ela atingiu o orgasmo.

Ele mantinha o ritmo gentil e cadenciado, mas logo esse movimento se tornou rápido, quase violento e os beijos, ferventes. Foi então que ela sentiu novamente os seus músculos e os dele se contraindo, as pulsações e os batimentos cardíacos deles estavam frenéticos e no mesmo ritmo; as respirações deles estavam completamente falhas, um arrepio intenso percorreu seus corpos e juntos, eles chegaram ao ápice do prazer.

O delírio da entrega os dominou completamente. Severus deixou-se cair sobre ela, e estando ainda dentro de si, ele lhe repousou um beijo terno nos lábios. Eles se olharam por um longo minuto e pela primeira vez, Marlene pôde ver nos olhos dele que sim, que ele sentia algum amor por ela, mesmo que não tivesse lhe dito isso com palavras.

Marlene sorriu lindamente para ele, depois fechou os olhos e esticou os braços para cima enquanto Severus saía de dentro dela e deitava novamente ao seu lado. Ele a puxou para si num abraço e beijou sua testa com ternura, então afagou-lhe os cabelos com carinho e permaneceram em silêncio até que suas respirações se normalizassem.

Eles não sabiam exatamente que horas eram, mas tinham consciência de que deveriam ter passado a manhã toda naquela cama, e por mais que não quisessem sair dali, precisavam voltar para a "realidade" fora daquela sala. Apressaram-se em terminar de tomar o que restava do café da manhã e em meio a carícias e beijos, eles se vestiram e logo deixaram a Sala Precisa.

Durante o caminho de volta, Severus e Marlene notaram que os corredores estavam quase vazios, e o movimento que ali havia era apenas de alguns poucos alunos que provavelmente voltavam do almoço. Assim, sem pressa, eles logo chegaram a Torre Oeste, parando exatamente à entrada Corvinal.

Marlene logo quebrou o silêncio:

– E então...? Acha que vão perceber por que não fomos à aula? – ela o indagou divertida.

– O que isso importa? – Severus debochou, enlaçando-a novamente pela cintura. – Não tem problema faltar a uma aula, uma vez, de vez em quando...!

Admirada com a resposta dele, ela se atreveu a perguntar:

– Mesmo sendo de Defesa Contra as Artes das Trevas?

– Mesmo – assegurou ele.

Marlene o encarou, confusa. Não acreditava que Severus tinha dito aquilo.

– Que loucura é essa? – ela indagou incrédula.

Severus entendeu aonde Marlene queria chegar.

– Acho que é o efeito MM na minha vida – respondeu ele.

Ela riu.

– Não sei onde você arranjou isso, mas onde é que está? – ela perguntou de repente.

Ele não entendeu.

– Onde está... o quê? – Severus forçou-se a perguntar.

– O M&M's! – Marlene respondeu rindo, e percebendo que ele não tinha entendido, acrescentou: – Aquele chocolate trouxa coloridinho! Você não disse que era o efeito de M&M's na sua vida?

Severus retorceu os lábios segurando um riso. Marlene não entendeu e antes que ela se irritasse, ele disse:

– Não – explicou ele, pausadamente. – Eu estava me referindo ao efeito Marlene McKinnon na minha vida...

Marlene sorriu com a resposta dele, mas ao mesmo tempo se sentiu uma idiota pelo que havia pensado.

– Você tem razão, sabia? – ela disse, amuada. – Eu sou uma absurda mesmo.

– E daí que você é absurda? – Severus indagou e soou até divertido, tanto que ela voltou a sorrir. – É a minha absurda e ninguém tem nada a ver com isso.

– Ah... – ela tentou protestar, mas foi só o que conseguiu dizer.

No instante seguinte, Severus puxou o rosto de Marlene para o seu e a beijou com calma, demoradamente; ele lhe acariciava a nuca e sentiu as mãos pequenas fechando-se em torno do seu pescoço, puxando devagar os fios negros e gemeu entre os lábios dela.

– Lene! – uma voz feminina indócil soou às costas deles; Severus e Marlene interromperam o beijo de imediato e se viraram para ver: eram Emmeline e Benjy.

– É... Faz tempo que vocês estão aí...? – Marlene perguntou sem graça.

– Não, claro que não... Nós acabamos de chegar – Benjy mentiu; sabia que se dissesse o contrário, ou apenas mais uma palavra mal colocada, Emmeline morreria de vergonha. A loira tomou a palavra rapidamente.

– Você vem com a gente, Lene?

Marlene só olhou para Severus, como se pedisse respaldo para o que ia responder e ele assentiu discretamente.

– Claro – ela respondeu à amiga e voltou-se ao namorado novamente: – Até depois – e depositou-lhe um beijo rápido nos lábios para se despedir.

Marlene caminhou lentamente na direção da amiga enquanto Severus ia para o outro corredor. Os três corvinais adentraram a sala comunal e quando ela e Emmeline chegaram ao dormitório, a loira a surpreendeu completamente:

– Eu nem vou te perguntar o que aconteceu! – Emmeline debochou. – Só pela sua cara, eu já sei tudo!

A morena realmente se surpreendeu; esperava uma série de perguntas, mas sua amiga, convenientemente, só lhe dissera isso.

– Obrigada, Emme – Marlene agradeceu e foi direto ao banheiro para tomar um banho.

Emmeline apenas balançou a cabeça, pensando:

"M&M's... Chocolate colorido... Será que isso é bom?" – e riu sozinha ao final da conclusão.

Momentos depois, logo que Marlene saiu do banho, todo o cansaço da noite caiu sobre ela, ela se jogou na cama e a exaustão era tanta que a fez dormir instantaneamente.

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Longe dali, nas Masmorras, mal Severus entrara em seu dormitório, foi surpreendido por Mulciber.

– Onde esteve, que nem foi à aula? – indagou ele, cheio de impaciência.

Avery estava lá também, mas não disse nada. E Severus deu de ombros. Estava feliz demais para se aborrecer com o mau-humor de outrem.

– Isso não é problema seu, é? – foi só o que ele disse, antes de rumar para o banheiro com a finalidade de tomar um banho.

Mulciber nada respondeu. Avery então esperou que Severus tivesse saído completamente do ambiente e se voltou para o amigo:

– Onde acha que ele esteve à noite toda e hoje de manhã?

– Com a filhote, onde mais? – Mulciber bufou irritado. – Ela vai estragar tudo!

– Acha mesmo que ele vai desistir de tudo por causa dela? – Avery indagou. – Por causa de... sexo?

– Eu estou achando que, pra ele, a filhote é bem mais do que isso – respondeu Mulciber, e aquilo era uma afirmação.

– Não...! – Avery exclamou incrédulo.

– Ele faltou uma aula de Defesa Contra as Artes das Trevas, ele não é mais o mesmo... – Mulciber comentou e seus lábios tremiam de raiva. – Tá na cara que ele não está só se divertindo com a filhote, como eu achava...

Avery riu.

– Seria melhor se a McKinnon não existisse, não é mesmo? – ele brincou.

Mas Mulciber nem de longe encarou aquilo como uma brincadeira.

– Com certeza. Mas... – ele deu um sorriso perverso antes de concluir: – E se ela não existisse mais?

SSMMSSMMSSMM


Notas das Autoras

– TATI –

1. Oi pessoal! E então? Gostaram do cap? Bem, esperamos que sim! Eu só posso dizer que foi bem "trabalhoso" e que mais uma vez, esperamos não aparecer cheias de hematomas depois desse cap! RRRSR

2. Respondendo as reviews sem login do capítulo anterior:

BCM: Oi! Ah, eu também adoro o filme e sim, também acho que o Mulciber merece uma morte lenta e dolorosa, principalmente depois desse cap! Bjus!

Snapyl: Oi! Obrigado! Mais um voto a favor de matar o Mulciber? Vamos considerar! Bjus!

3. Sabem aquele aviso sobre a fic ser única e exclusivamente nossa, um pouquinho antes dos agradecimentos no início do cap? Então, por favor, não o ignorem! Lembrando que, se existem algumas passagens aqui que não nos pertencem, essas foram postadas com autorização dos respectivos autores. Então, sobre o aviso, volto a repetir: não o ignorem!

4. E aqui, eu gostaria de pedir aos leitores fantasmas e a todos que colocaram a fic nos alertas e nos favoritos e que ainda não comentaram, por favor comentem! Afinal, as reviews podem sobreviver sem os favoritos e os alertas, mas não o contrário! E, quem tem tempo pra ler e favoritar, ou colocar nos alertas, também tem tempo pra comentar, né?

5. Beijos a todos os que leram, e um super obrigado adiantado a todos os que além de ler vão clicar no balãozinho para comentar! Só que o pessoal que não comenta, bem, esses nós nunca vamos saber o que estão achando da fic, suas sugestões, enfim... É para vocês leitoras e leitores que nós escrevemos, então nós queremos muito saber o que vocês estão achando! Qualquer que seja a opinião de vocês sobre a fic, nós vamos adorar ler!

– NINA –

Eu nem vou falar (vou falar!) que esse cap tb tá MUITO digno de reviews não tá? HAHA

O resto vcs já sabem:

GENTILEZA GERA GENTILEZA

REVIEWS GERAM CAPÍTULO NOVO!

O BALÃOZINHO DO REVIEW THIS CHAPTER É LINDO, NÉ?

ENTÃO CLICA NELE E DIZ PRA GENTE O QUE ACHOU! ;)

III

II

I