Capítulo XXVI: Noise Marie
Taciturnidade
Marie não usava os olhos para ver o mundo. A audição aguçadíssima nunca deixara a desejar, era uma maneira mais profunda do mundo que ele conhecia. Mas quem ouve demais costuma guardar as palavras para si, como Noise fazia. Provavelmente era a razão de aproveitar muito bem da companhia de Froi Tiedoll. Até que a inocência atraia os demônios do Conde, ameaçando sua tranqüilidade com Froi.
Ele não escutava apenas demônios. A excitação da batalha era estimulante.
Os sons desconexos que se ligavam perfeitamente, suas linhas tilintando numa melodia fatal para akumas. Era emoção sólida em ondas sonoras. Ele não sorria, a expressão concentrada em qualquer ruído, faminto pelas sensações indescritíveis. Eram os ataques, a voz de uma exorcista em pânico e de repente as comemorações barulhentas.
Era o mundo ensurdecedor ecoando em Noise Marie.
