[palavras da autora: Yo Minna! Hoje é 1 de abril, dia da mentira... E eu realmente estou falando a verdade, hoje estou postando mais um cap da fic. Espero que gostem... Não escrevi muito porque minhas provas começam semana que vêem e eu achei melhor escrever ogo o novo cap antes que a idéia fugisse da minha mente com o tanto que tenho que estudar. Bom, espero que gostem desse cap e comentem. Teh+ e sayonara!]

Finalmente estava voltando pra casa, depois de alguns dias de internação, Kagome e o bebê tinham finalmente saído do hospital. Era maravilhoso poder voltar pra casa, e finalmente iria mostrar e estrear o quarto que fizera para seu filho... Pensando bem, talvez ele não o estreasse, pois tinha receio de o deixar sozinho no berço. O medico a alertou de todos os perigos que podem acontecer a um recém nascido, caso durma longe dos pais... E para um bebê yokai, era mais perigoso ainda. Seu bebê ainda era muito pequeno, e exigia cuidados especiais e uma dedicação exclusiva da parte dela, que teria de o amamentar no mínimo até ele completar 1 ano... O que era muito tempo, tendo em vista que yokais eram amamentados no máximo por 4 meses.

Kagome começou a pensar novamente o que o medico lhe disse, sobre a constante metamorfose de seu bebe. Nenhum dos médicos soube explicar ao certo a causa do bebê ficar variando de meio-yokai para yokai completo, mas nunca para o estágio humano. Se eles não tivessem visto a transformação dele, teriam achado que haviam trocado de bebê... Apesar de Kagome não entender como eles poderiam se confundir, talvez fosse seu instinto de mãe, ou porque sabia que ninguém mais no mundo teria olhos tão dourados e idênticos aos Sesshoumaru do que seu filho.

De repente, Kagome escutou um resmungo, o bebê estava ficando incomodado por ficar na cestinha dele e começava a fazer manhã. De imediato, Kagome o tirou dali e o colocou nos braços.

- Calminha meu amor, daqui a pouco vamos chegar. - falou Kagome enquanto alinhava o bebê

- O que foi? - indagou Sesshoumaru sério, sentado na frente dela na limusine

- Ele está ficando inquieto. - comentou ela - Talvez seja fome, enjoado, dor da barriga ou...

- Manha? - indagou Sesshoumaru meio cético - Não acha que está mimando ele demais?

- É um recém nascido, ele precisa de cuidados especiais. - comentou Kagome

- Cuidados sim, mas não que você vire uma canguru com ele pendurado em você o tempo todo. - comentou Sesshoumaru olhando pela janela. Kagome ficou meio que em choque pelo que ele disse, parecia tão insensível, tão frio, tão...

- Sesshoumaru... - chamou ela, com um sorriso de ironia no rosto - Por acaso está com ciúmes dele?

- Eu? Com ciúmes de um bebê? - indagou ele sério - Isso é ridículo. Porque eu teria?

- Porque será, não é? - comentou ela, dando um sorriso malicioso, em quanto embalava seu bebê e cantarolava uma musiquina de ninar

- Só não quero que ele fique muito apegado a você. - comentou Sesshoumaru, depois que percebeu que o bebê adormecera

- Sou a mãe dele, ele pode ser apegado a mim. - respondeu imediatamente Kagome

- Não o mime demais, não quero ter que agüentar mais um "Inuyasha" na família. - respondeu Sesshoumaru - Já basta aquele inútil, não quero dois.

- Não acha que é muito cedo pra pensar nessa possibilidade?

- Se ele tem sangue yokai, e tem tendência a ser yokai completo, ele deve aprender a ser independente desde cedo. - comentou Sesshoumaru

- Foi assim com você? - indagou Kagome, tentando o entender

- Sim. Fui amamentado por 1 mês, depois tive que me tornar independente. - respondeu Sesshoumaru, e ela sentiu muita pena dele. Ficou imaginando Sesshoumaru recém nascido, e sendo ignorado ou "treinado" a ser independente desde cedo. Sentiu arrepio, como alguém poderia criar o filho sem demonstrar seu amor e carinho, ou tentar o proteger... Talvez Sesshoumaru tivesse inveja da infância de Inuyasha, pelo menos na parte que diz amor materno.

- Como era sua mãe? - indagou Kagome preocupada

- Como é minha mãe, ela ainda está viva. - respondeu Sesshoumaru olhando para seu filho. - Ela é muito vaidosa e egoísta. O casamento dela foi um acordo entre duas famílias, e meu pai e ela concordaram que quando ela lhe desse um filho, ela estaria livre pra fazer o que desejasse fazer na vida, e meu pai a sustentaria para sempre.

- Deve ter sido difícil pra ela ter de se separar de você. - comentou Kagome, tentando imaginar como se sentiria se fizessem o mesmo com ela

- Não tente comparar minha mãe a você Kagome, pois a diferença entre vocês é como da água para o vinho. - respondeu ele - Você ama nosso filho, a minha mãe jamais amou outra coisa além de a si mesma. Só ficou comigo por um mês porque meu pai a obrigou, ameaçando não cumprir a sua parte do trato de não me cuidasse no mínimo por 1 mês... Ele achou que 1 mês seria o bastante para ela desistir da idéia daquele trato que fizeram e despertar os instintos maternos. Pura perda de tempo...

- O Inuyasha...

- Bastardo sortudo. - comentou Sesshoumaru, dessa vez olhando pra ela - Ele sempre teve tudo. Quando meu pai se envolveu com a mãe dele, e ela engravidou, tudo aconteceu muito rápido. Meus pais estavam separados, mas não divorciados... tinham um acordo de liberdade pra fazer o que quisessem e com quem quisessem. Meu pai trouxe aquela humana pra casa e dizia que seria minha nova mãe, e ela no começo até tentou me agradar... Mas eu já não dependia deles para nada. Minha mãe continuou ser a esposa dele, e a mãe de Inuyasha era uma espécie de concubina. Uma família maravilhosa, não?

- Quantos anos tinha quando a mãe do... ? - indagou ela, com um nó na garganta

- Tinha idade equivalente a 11 anos humanos. - respondeu Sesshoumaru - Quando Inuyasha nasceu, não houve diferença pra mim... Eu já não fazia parte da rotina ou daquela família. Meus pais e eu só éramos ligados por sangue, jamais por laços emocionais. Mas o bastardo teve um tratamento especial desde que nasceu... Meu pai e aquela mulher dedicavam exclusivamente para ele. E meu pai me colocou num internato, e eu só os via nas férias... E depois me recusei a voltar pra casa, não tinha porque voltar. E essa foi a minha infância...

De repente a conversa morreu, Kagome não sabia ao certo o que falar para sesshoumaru, e nem sabia se tinha coragem para isso... Se tentasse o consolar, ele se irritaria, se falasse que jamais permitiria que isso acontece a seu filho, provavelmente iria o contrariar e... Droga! Como ela gostaria de voltar no tempo e cuidar de Sesshoumaru quando criança. Ele devia se sentir sozinho ou um intruso na própria casa... Seu pai tinha uma vida e outra família pra se preocupar, sua mãe também... E ele, havia sido deixado só. Por instinto Kagome abraçou um pouco mais o filho... Que espécie de pais fariam tamanha crueldade? Yokai ou não, ele não merecia ser tratado daquela maneira!

- Sesshoumaru...

- O que foi? - indagou ele

- Eu jamais vou abandonar meu filho, e também nunca vou lhe deixar sozinho. - respondeu Kagome começando a chorar - Estarei sempre ao lado de vocês, aconteça o que acontecer.

- Não faça promessas que não pode cumprir Kagome. - respondeu ele, olhando para a paisagem

- Eu não estou prometendo, estou jurando. Nossa família permacenerá unida, você, eu, Rin, Shum e até Jaken...- respondeu ela, ainda em prantos. Sesshoumaru se levantou e foi se sentar ao lado dela, e a fez se encostar em si e começou a limpar o rosto dela com em lenço.

- Pare de chorar, eu não falei aquilo pra você ter pena de mim. - respondeu ele, mas sua voz soava compreensiva. - O que eu quero é que não transforme meu filho em um Inuyasha, mas também não desejo que ele tenha uma infância como a minha. Você me entende?

- Sim... E prometo tentar. - respondeu Kagome parando de chorar, e ele a convocou e em pouco tempo ela acabou adormecendo encostada em seu ombro. Sesshoumaru ficou olhando ela quanto o bebê, ambos dormiam confortavelmente. Seu filho tinha sorte de ter uma mãe como Kagome... O que fez ele imaginar se ligaria para sua mãe e contaria a novidade dela ter virado avó. Não, provavelmente ela se enfureceria com essa novidade... Mas ele não ligava pra isso, estava feliz com os resultados de sua vida agora. Ter Kagome em sua vida foi um golpe de sorte, e ele agora tinha certeza que não podia a deixar escapar de sua vida...

-x-

A limusine de Sesshoumaru chegou finalmente em casa, na qual sesshoumaru ajudou Kagome a sair do carro. Rin saiu de casa correndo, com Jaken abrindo as portas para os recém chegados. Todos pareciam animados e felizes, e sesshoumaru subiu os degraus junto com Kagome e Rin, a abraçando pela cintura com medo que ela desequilibrasse. Parecia um retrato de uma típica família feliz e completa... Antes de entrar em casa, sesshoumaru olhou para trás, com desconfiança, fazendo Kagome e Rin entrarem primeiro antes de fechar a porta.

Ele tinha razão por desconfiar, pois realmente havia um ser nas sombras os olhando aquela cena de longe, acompanhados de vários insetos ao seu redor.

- Que cena adorável... Pena que não vai durar por muito tempo. - falou uma das crias de Narak, fugindo repentinamente para o esconderijo de Narak. No entanto ele já estava vendo toda a cena, com a ajuda na yokai Kanã e seu espelho, refletindo o que os insetos venenosos viam.

- Então, a família feliz voltou pra casa. - comentou Nara - Falta muito pouco para eu finalmente me vingar e ter a jóia de 4 almas em minhas mãos.

- O que pretende fazer Narak? - indagou Kagura

- Ainda não é o momento de lhe contar meus planos. - respondeu ele, novamente vendo a cena de Kagome sorrindo com o bebê nos braços, e tocou o reflexo dela no espelho. - Olhe só como ela é adorável, tão pura... Não vejo a hora de ter essa mulher em minhas mãos.

- Porque a quer?

- Porque ela tem a jóia de 4 almas no corpo. - respondeu Narak - Não existe duas mulheres que se pareçam exatamente iguais sem ter laços sangüíneos, e essa mulher e Kykio são idênticas.

- E como sabe que não é Kykio que a tem?

- Porque minha querida Kagura, se ela tivesse, a teria usado para ressuscitar por completo. - respondeu Narak - Além disso, Horigumo não encontrou jóia alguma com Kykio.

- Se ela é inútil porque não a mata?

- Porque isso iria acabar com a brincadeira, além disso tenho outros planos para aquela mulher. - respondeu ele rindo - O que melhor do que matar, Kagura?

- Eu não...

- Torturar, minha querida cabeça-de-vento. - respondeu Narak dando uma risada sinistra - E quem melhor para fazer isso do que a pessoa que mais amamos?

- Tem razão. - comentou Kagura, mas sentiu arrepios. Dessa vez não sentia apenas que o perigo se restringia a apenas os Taisho, quanto a si mesma... Algo lhe dizia para não confiar em Narak.

- Agora me mostre, onde está Inuyasha, Kana. - pediu Sesshoumaru para a yokai que segurava o espelho

- Não sei... - respondeu Kana olhando para o espelho - Eu não acho a presença ele em lugar algum...

- Kagura, o procure. - mandou Narak irritado - Devemos saber cada passo que eles derem para que meu plano saia perfeito. Não tolerarei falias!

- Sim Narak. - respondeu Kagura saindo do quarto

- Kagura... - chamou Narak quando ela saiu do quarto, e ela parou na porta. - Não tolerarei traidores, lembre-se que sua liberdade e coração estão em minhas mãos.

- Sim, Senhor Narak. - respondeu ela irritada. Deslaves tinha certeza, todos estavam em perigo agora.