Depois de séculos sumida resolvi aparecer... maaaas, como esse é um projeto velho (ou seja, nada inspirador) e tenho outras coisas mais novas e interessantes na mão, infelizmente tenho dedicado pouca atenção à essa aqui...
Vou recomeçar a posta-la novamente.
Um abraço a quem lê.
E um beijão pro meu irmão Dedé, desencarnado dia 15 de abril. Saudades, mano.
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Harry potter e o Controle da Serpente
-Capítulo vinte e cinco-
Voltas e Reviravoltas
i
Alguns livros caídos no chão e ela, Mione, e Gary, beijando-se ardentemente em pleno corredor... /i
Ficou estático com a cena, mas enfureceu-se ao vê-la empurrar zangada e assustada o rapaz. Ele, não tendo reparado a presença de Harry, agarrou o braço dela, zangado, deixando bem óbvio que beijara Hermione a força. E ia repetir o ato quando ela gritou:
-Harry! Me ajuda!...
Mas Stevenson já tinha caído antes mesmo dela gritar, com a mão no rosto por causa do soco de Harry. Ninguém forçava sua amiga a fazer uma coisa que ela não queria... ia avançar de novo ao mesmo tempo em que o loiro se levantava, mas dois braços apareceram por trás do sonserino, contendo-o: Malfoy segurava o colega.
-O que pensa que ta fazendo Stevenson! – berrou Draco, perecendo furioso também. – o que você acha que fez?! – ele o jogou para o lado, Stevenson caiu. – Quem você pensa que é para agarrar a Granger!
Hermione já tinha se jogado nos braços de Harry, chorando, enquanto esse apenas olhava raivoso a cena. Malfoy encarava furioso Stevenson, que tinha se levantado. Deu dois tapinhas no ombro de Mione, que o olhou e se afastou, e se adiantou se pondo entre os dois sonserinos, que já tinham sacado as varinhas.
-Calma Draco... Você vai se ferrar, e esse verme não vale isso. – passou o olhar para Gary Stevenson, que acabara de lançar uma maldição de corte, mas o feitiço se desmanchou na barreira avermelhada que se formou ao redor do grifinório – E você cai fora daqui!
-Quem você acha que é pra falar comigo assim?! – gritou ele, lançando outra maldição, que também se desfez.
Harry e Draco avançaram juntos, agarrando o sonserino antes que esse lançasse outro feitiço além do que cortou a testa de Malfoy, Harry o segurando com força pela nuca, Malfoy mantendo os braços dolorosamente às costas, arrastaram-no pelo corredor de estantes sem nem ligar para o olhar dos outros alunos e os gritos de Madame Pince, tocaram-no para fora da biblioteca, ele caiu furioso e levemente amedrontado:
-Vocês me pagam, Potter e Malfoy! Vão se ver comigo!
-Eu pago pra ver! – gritou Malfoy, enquanto ele se levantava e saía correndo.
Se entreolharam.
-Por que você, Draco, me ajudou nisso?
-Digamos que eu nunca gostei daquele idiota – Malfoy lançava olhares enfezados para onde o sonserino desaparecera. – e nem mesmo a Granger merece aquilo.
-Sei, será que não é ciúmes? – perguntou divertido, observando bem o sonserino, que olhou-o atônito, voltando a ficar sério:
-Não diga bobagens Potter! Sua infantilidade me surpreende às vezes.
-Certo, certo... eu só queria ver a sua reação... até Draco… - voltou à biblioteca.
-Até Potter. – Malfoy tomou seu caminho também.
Mas Hermione saíra pela outra porta no extremo da biblioteca, passou correndo por Rony e Moana sem responder às perguntas deles, sabia que num momento como esse ela estaria precisando de apoio... até que trombou com Gina ao virar um corredor.
-Harry... o que aconteceu que Mione passou chorando? – perguntou ela enquanto Harry a levantava.
-Sabe aquele sonserino novo, o Stevenson? – ela confirmou – Beijou ela a força, melhor ir falar com ela.
-Ta bom, encontro vocês depois – murmurou ela para as amigas e correndo atrás de Mione.
Voltou a biblioteca, respondendo finalmente às indagações dos dois, Rony quase teve um ataque e foi difícil convencê-lo a não arrebentar a entrada da Sonserina, mas enfim terminaram a redação sobre os manticoras...
A detenção foi extremamente chata, ele e Moana, pilando as sanguessugas africanas, extremamente ardidas e sedentas de sangue, ao final de quatro horas estavam com sete barris cheios de sanguessugas trituradas, tiveram que passar no banheiro para lavar o sangue das mãos feridas, Moana estava especialmente irritada com a situação:
-Na próxima vez vamos namorar no corredor direito do terceiro andar! Quero só ver como vou espalmar a goles amanhã!
-Não reclame, eu também estou com as mãos detonadas! Pega a toalha aqui, para enrolar...
-Ai! Uma me pegou ali, porra!
-Desculpa...
Ela irritada era horrível, ficou bem quieto enquanto voltavam ao salão comunal pelos corredores escuros, agora tinha muita pena de Rony quando esse tinha que suportar Hermione furiosa...
Só ao entrar no salão foi que se lembrou...
-Como você arranjou essa detenção? – perguntou Remo, da lareira.
-Snape... – respondeu, displicente, lembrando-se que fizera a cabeça esperar perto de meia hora...
-Snape pegou os dois no maior amasso! – exclamou Rony, feliz, enquanto Hermione os olhava, sonolenta, com Bichento mais sonolento ainda no colo. Gina conseguira animá-la.
-Cala a boca Rony... e aí, quais as notícias?
-Você quer que eu comece pela ruim, muito ruim, ou pela pior? – Remo estava com uma cara péssima... claro, lua cheia...
-Pela pior... – respondeu, até com medo da bomba que viria...
-Lembra das cinzas roubadas? – aquela pergunta foi o suficiente para Hermione acordar de vez. O ar ficou tenso – Hoje houve mais um duelo com a ordem, eu não cheguei a ver, mas Quim jurou ter visto Sirius... e Tiago... duelando junto com os comensais.
Silêncio...
-Mas os dois estão mortos! – novamente Rony disse o que Harry não conseguira falar.
-Tiago está, mas podem ter usado as cinzas... – Remo encarou Harry, sério – e talvez eles tenham retirado Sirius do véu antes de destruí-lo.
-Mas por que eles iriam querer os dois? – perguntou Hermione, um tom de indignação na voz – Sabemos que eles eram bons duelistas, mas eles iriam fazer isso só pelo valor emocional? – ela lançou um olhar de esguelha a Harry – Quero dizer, tem que ter algo maior por trás da coisa!
-Também nos revoltamos aqui Hermione. – ele os olhou, e pôde ver que o lobisomem também sofria com o acontecimento – E talvez não haja mais nada por trás disso, Voldemort está muito concentrado em liquidar você, Harry.
Deu de ombros:
-Isso já não é novidade, ele me visitou noite passada... ele está muito concentrado em destruir minha mente.
-Por isso o valor emocional, perturbações... Mas ainda não temos certeza que sejam eles, Quim disse não ter certeza do que viu, falou ter visto um vislumbre, pode ter se confundido.
-Que legal, tudo o que precisamos agora é nos iludir. – falou irritado.
Remo o encarou.
"Não deve levar isso tão a sério."
"Como não? É o meu pai e Sirius droga!"
"Enfurecer-se não vai adiantar nada."
"Nos iludirmos também não, se havia a possibilidade de fazer é claro que ele faria! Parece que você não o conhece!"
"Sinto muito..."
-E Sirius? – perguntou, os outros o olharam, surpresos por sua irritação.
-Não estava sendo controlado pela imperius, isso eu lhe garanto. – Remo ainda o encarava, sério.
-Mas também não estava lá por vontade própria.
-Não sabemos muito, só podemos especular...
"Acalme-se, por favor! ..."
Cortou o olhar.
-Estamos tentando descobrir mais – Remo agora parecia zangado, mas não alterara a voz, os outros três olhavam sem entender a cena – manteremos vocês informados, mas também não sabemos muito sobre o caso.
-Certo... – Rony o olhava, tentando somar dois mais dois. – E a notícia muito ruim?
-Voldemort está atrás dos conhecimentos de uma antiga sociedade negra de magia – Remo finalmente voltou a encarar os outros, a expressão suavizando levemente – chamada Darkeiro. Não sabemos muito sobre ela, mas esteve em plena ação lá pela década de quarenta... vocês já ouviram falar em Grindelwald?
Foi aí que entendeu, no bilhete do baú... "tem um espírito agourento, acho que é do Grin... ,há alguns manuscritos roubados sobre sociedades negras"...
-Grindelwald foi o líder da Darkeiro nos anos quarenta. – falou, saindo momentaneamente daquela onda de raiva que a outra notícia lhe trouxera.
Rony e Moana pareceram surpresos (ela nem ouvira falar no tal bruxo), Remo e Mione concordaram com a cabeça.
-Exato. Pelo que sabemos ela existe há uns mil e quatrocentos anos, atuava discretamente, mas começou a chamar atenção na virada do século...
-O que ela fazia Remo? – perguntou Hermione – Quais os fundamentos dela?
-Precisamente ainda não sabemos, mas sabemos que ocorreram alguns casos contra lobisomens e seres meio humanos, bruxos nascidos trouxas e outros e que essa sociedade estava por trás. E claro, procuravam derrotar os bruxos mais fortes que iam contra esse movimento.
-Peraí, mas por que vocês sabem tão pouco sobre essa sociedade? – Moana falou pela primeira vez.
-Porque essa sociedade é super reservada. Apenas os membros dela, hoje bem raros, sabiam onde as sedes ficavam, pelo mundo todo, e depois que Dumbledore derrotou Grindelwald, os membros que restaram reuniram todo o material que tinham sobre a sociedade e o dividiram em mais de dez pedaços, guardando eles pelo mundo todo...
-Credo, isso até parece as histórias de Indiana Jones... – disse Hermione, hesitante. A olharam torto - Esqueçam. Mas por que Voldemort está tão interessado nisso?
-Porque parece que essa sociedade guarda antigos feitiços e rituais negros, e Voldemort está atrás de novas armas que não tenham defesa. Mas é só isso que sabemos... por enquanto.
-Por enquanto? Remo, isso tem alguma coisa haver com aquele baú na casa do Sirius? – Rony somara dois mais dois.
-Tem. O retrato de Fineus Nigellus foi queimado, sabiam que ele estava espionando o escritório de Dumbledore para Voldemort?
Várias exclamações, mas não falou nada. Então se lembrou de outro pedaço do bilhete... "essa porcaria pertenceu ao meu avô"...
-O filho de Fineus fazia parte dessa sociedade, quando ela se desfez, em 1945, ele levou um dos pedaços para o largo, que não era um lugar fácil de encontrar, e escondeu no sótão. Eu me lembro de Sirius ter comentado conosco que uma vez achou um baú lacrado, com um espírito agourento dentro... mas houve uma urgência e ele teve que sair, a ordem estava com problemas, e depois disso ninguém mais foi para o sótão. Mas ele teve a decência de deixar um bilhete no baú avisando do espírito agourento.
-Mas o que tem demais o espírito agourento? – perguntou Rony.
-Grindelwald também foi um legilimente. Na fase de espírito ele poderia facilmente possuir uma pessoa que não tivesse defesas mentais, por isso estava dentro do baú, se alguém o abrisse seria possuído, e assim sendo, impedido de mexer no que tinha dentro dele.
-E Sirius, não foi possuído quando abriu o baú? Afinal, quando isso aconteceu?
-Ainda estávamos na primeira guerra, os Black tinham ligação com magia negra, e naquela época estávamos tentando achar um instrumento roubado, que poderia estar no sótão do largo. Sirius tinha ido procurar, mas deve ter acabado achando o compartimento secreto onde o baú estava.
-E por que ele não foi possuído?
-Isso não sabemos, mas tem alguns mistérios que cercam o sangue Black... – ele franziu a testa – nunca vi ninguém controlar Sirius, nem por imperius, nem pela mente... Dumbledore acha impossível que haja alguma forma de controlar um Black puro, eles têm magia demais no sangue...
-E vocês conseguiram abrir o baú? – perguntou Hermione.
-Conseguimos, e aprisionamos o espírito agourento, mas estamos tentando traduzir os manuscritos, estão numa língua muito antiga, para falar a verdade eu nem sei qual é... sem contar que estavam se desfazendo pelo tempo, temos alguns dos nossos trabalhando somente nisso, e Voldemort já tem dois pedaços... é como um enorme quebra cabeça.
-E agora vocês pretendem sair por aí para arranjar as outras partes? – um brilho aventureiro queimava no fundo dos olhos de Rony.
-Precisamos ter uma idéia de onde se encontram os outros pedaços, estamos investigando, mas assim que pudermos vamos atrás deles, tentar achar antes de Voldemort. Basicamente vamos brincar de caça ao tesouro. E vocês sabem da maior?
Eles o olharam, havia uma animação sarcástica na voz do lobisomem.
-Sirius sabia a língua em que os manuscritos foram escritos. Poderia traduzi-los facilmente.
Rony deu um assobio longo e baixo.
-Como Sirius saberia se a língua já era praticamente abandonada? – perguntou Hermione, impondo seu ceticismo.
Remo teria dado de ombros, se o resto de seu corpo aparecesse.
-Ele foi um inominável de batalha, e de qualquer forma sempre teve um gosto estranho.
-Então foi por isso que pegaram Sirius – falou Rony – ele poderia traduzir os manuscritos para Voldemort!
Hermione se mexeu incomodada, "havia algo mais por trás mesmo...", então ouviram um barulho vindo do dormitório feminino, alguém vinha descendo.
-Hermione? Moana? Vocês estão aí? – reconheceu a voz de Parvati.
As duas foram correndo acalmá-la, antes que visse a cabeça na lareira. Bichento miou, sentiu que Rony o olhava, encarou Remo sacudindo a cabeça.
"Me desculpe... mas é..."
"Eu sei, me sinto igual... mas você tem amigos, não precisa segurar tudo sozinho"
"Eles não vão poder ajudar muito... vão?" o olhou.
"Acho que não..." ele desviou lentamente os olhos para as escadas.
As garotas desciam novamente, parecendo aliviadas, se jogaram no sofá.
-E a última notícia Remo?
Ele suspirou.
-Durante aquele ataque gigantesco, pouco antes do Natal, alguns seguidores de Voldemort conseguiram entrar escondido no Gringotes... roubaram um monte de dinheiro, e documentos variados que haviam em alguns cofres... isso incluía o cofre da herança dos seus pais Harry.
-Então o Harry além de tudo agora está pobre também? – Rony estava perplexo.
-Bem... considerando que ainda tem a herança do Sirius, que ainda é oficialmente dele... roubaram junto com o dinheiro os documentos de tutela...
-Imagino que Voldemort vá querer me adotar agora...
Riram fracamente, o que pareceu diminuir minimamente o clima pesado entre eles.
-Agora vários comensais estão podres de ricos gastando o seu dinheiro por aí... o ministério está fulo, Arthur também, está convencendo o ministro a indenizar os que foram prejudicados...
-Fudge deve estar uma arara – Rony pareceu feliz com a idéia.
-Fudge está saindo do cargo, já declarou que vai renunciar.
Três queixos caídos.
-Precisamos refazer a assinatura do Profeta Diário. – Hermione e Moana acenavam positivamente com a cabeça.
-Quem vai substituí-lo? – agora Rony estava esperançoso.
-Por enquanto só temos indicados... seu pai é um deles... até Julho já teremos um novo ministro. É só isso por enquanto, mandarei um bilhete na próxima vez... boa noite.
-Boa noite. – responderam em coro. A cabeça desapareceu das chamas.
Se entreolharam, era tarde demais para conversas, subiram, cada um para seu dormitório.
Deu um soco na parede, furioso, Neville resmungou dormindo. Por que, por que tinham que mexer com Sirius e seu pai, agora que as feridas já tinham fechado? Por que não deixavam-nos em paz?
Sentiu os olhos de Rony em si, mesmo no escuro, jogou-se frio na cama.
-Harry?
Apenas resmungou, tomou a poção.
-Sinto muito cara.
-Desculpe por agir assim Rony – sua voz saiu agoniada – mas é difícil, por que ele simplesmente não deixou os dois em paz, quietos?
-Eu sei... sei que nunca vou entender o que você deve estar sentindo, mas quero que saiba que pode contar comigo... para qualquer coisa... ta?
Demorou algum tempo para responder.
-Certo... obrigado... não sei do que seria de mim se não tivesse você como amigo... acho que estaria louco...
O silêncio foi a resposta, e um pouco mais leve com o desabafo, conseguiu dormir.
"Estavam os dois no salão comunal, e olhava fixamente a lareira, ela estava escorada no seu ombro, olhando a lareira também. Uma lágrima escorreu dos seus olhos.
-Harry? – ela o olhou, passou a mão no seu rosto – Por que você está chorando?
-Por tudo o que tem acontecido – olhou-a, os olhos úmidos – a profecia, a queimadura... agora eles voltando do outro lado... – passou a mão na cabeça. – Não agüento mais isso, não quero mais isso, estou cansado de sofrer...
Ela o abraçou:
-É difícil, Harry, sei que é, mas você é o único... que tem problemas assim.
Olhou-a, repentinamente os olhos secos.
-Como é?
-Você é o único que tem problemas assim. – ela sacou a varinha e a mirou contra ele – O único que eu conheço cujos pai e padrinho morreram por sua culpa.
-Não é verdade! – levantou-se. – O que você está fazendo?
Subitamente ela mudou, seus cabelos encurtaram e ficaram negros e desparelhados, ficou maior... reconheceu seu próprio pai, onde antes tinha estado sua namorada.
-É verdade sim... morremos por isua/i causa, para proteger você. E agora estamos de volta, para ser a causa da isua/i morte. Vai me ajudar, Almofadinhas?
Virou-se. Ele acabava de sair da lareira, varinha à mão.
-Sirius!
-Claro que vou Pontas. – ele sorriu para o afilhado: - É o seu fim Harry.
-Por que estão fazendo isso?
-Por quê? – Sirius riu – Por que estamos fazendo isso mesmo Pontas?
-Para nos vingarmos claro. Afinal você é a causa de tudo não é? – ele apontou a varinha para sua testa.
-Eu confiava em vocês! Traidores! – berrou.
-Últimas palavras? – seu pai sorriu, apertando a ponta da varinha contra sua testa. – Avada Kedavra!"
Ouviu o grito assustado de Rony.
-Caramba! Eu mal falei o seu nome!
Era de manhã, estava sentado na cama e Neville e Rony o olhavam, Neville estava congelado no ato de botar a camisa.
-Pesadelos idiotas... – levantou-se sacudindo a cabeça, exasperado. Olhou para os dois, estáticos – Que foi? Nunca tiveram um sonho esquisito é?
Rony sacudiu a cabeça com um sorriso, Neville riu e depois o observou:
-O que houve com suas mãos?
Observou-as, estavam cobertas de cascas de feridas, doeram um pouco quando ele flexionou os dedos.
-Foi da detenção, sanguessugas africanas...
Cedo percebeu que seu humor não estava dos melhores, mesmo com a partida de quadribol que haveria, não conseguiu comer muito, e seu ânimo baixou ainda mais ao ver toda a Corvinal olhá-lo com cara de linchamento.
-Se anima Harry, apostamos trinta galeões que você vai derrubar a Chang da vassoura! – disse Dino, que não sabia o real motivo de seu desânimo.
Viu do outro lado Cho acenar cinicamente com a varinha em sua direção.
-Melhor você tomar cuidado, os batedores da Corvinal são muito bons. – Moana sentou do seu lado – Já os nossos...
Olhou. Mauro contava alguma coisa a Bryan que deixou o segundo com o queixo caído.
-Ei Rony, estou pensando em deixar de ser capitão... – cutucou as salsichas com o garfo.
-Você quer largar o time?! – Rony cuspiu o bacon em Gina que nem notou, observando-o de boca aberta assim como o resto da mesa.
-Não! Só estou pensando em deixar de ser capitão! Na mesma, quem está cuidando do time é você. Quer ser capitão ao invés de mim? Aí eu ganho mais tempo...
Boa parte da mesa voltou a comer, observando os dois. Gina ainda não havia notado o bacon babado em sua bochecha.
-Tem certeza?
-Claro, ou daqui a pouco vou ter que andar com um maracujá enfiado na censuradopara sobreviver! Você sabe, não tenho mais tempo nem para respirar...
-Ta bom... vamos falar com a McGonnagall depois. Gina, sua porca, tira essa porcaria da cara! Eca, que nojo!
Diferentemente do primeiro jogo da Grifinória naquele ano, nesse o time de vermelho tinha o apoio de metade da Lufa-Lufa. Várias bandeiras estavam expostas, com caricaturas mal feitas de Harry caindo da vassoura, ou com mensagens do tipo "MORRA POTTER" e "REVOLUÇÃO: POTTER FORA!". A atmosfera chegava a ficar tensa, considerando que o público parecia muito ofensivo.
-O que vocês dois têm? – perguntou aos batedores no vestiário, os dois pareciam deslocados e confusos.
-É que o Bryan recebeu uma notícia da família, só isso... – Mauro o olhou, corado – Meu irmão mais velho engravidou a irmã dele...
-Ah... espero que isso não atrapalhe o desempenho em campo de vocês...
-Cala a boca Harry! – Rony o puxou, rindo – Eu sou o capitão agora!
-Legal! Quero discurso!
Entraram rindo em campo, o time da Corvinal já estava reunido no centro, Cho com uma expressão assassina nos olhos.
-Capitães, apertem-se as mãos!
Harry e Rony se entreolharam.
-Vai. Arranque os dedos dela. – Rony sorriu.
Se adiantou e apertou a mão de Cho. Ela tentou apertar a sua com força, ameaçando, mas ele apenas sorriu tranqüilo.
-Montem suas vassouras! – viu pelo canto do olho Marco sentado num canto do campo, a Nimbus 2000 no colo, entediado.
Madame Pomfrey apitou, levantaram vôo.
"E o jogo começa!" exclamou Marcello DecGrounall alegremente "Corvinal precisa ganhar por cento e trinta pontos a mais se quer uma chance de ir para as finais!"
"E Weasley está com a goles, dribla Lawson, passa para Hawkins, cuidado com o ...! Ela desvia, vai passar para Finin... não, Ríboli intercepta, passa para Boneto, ele acelera, dribla Weasley, arremessa...! PONTO PARA A CORVINAL! FALTA PARA A CORVINAL! ELES BALACEARAM O GOLEIRO!
Se virou em tempo de ver Rony com as mãos na cabeça encurvado sobre a vassoura, parecia ter sido atingido por um balaço na cabeça; Gina tinha se juntado a ele para ver como irmão estava. Madame Hooch se aproximou, irritada, para marcar a falta cometida.
"E Finingan vai cobrar. E o goleiro corvinal defendeu!" Grifinória vaiou, enquanto Corvinal aplaudia alegremente. O jogo prometia ser difícil. "Lawson com a goles, passa para Boneto, ele acelera... foi atingido por um balaço lançado por Bryan Grandon, Hawkins agora... ela mergulha, Ríboli vai interceptar... Não! Hawkins deixa a bola para Weasley, a ruivinha dispara..."
Sentiu o assobio atrás da orelha, se abaixou em tempo de desviar do balaço, o outro veio a sua frente, subiu, os batedores corvinais pareciam querer marcá-lo.
-Pronto para morrer? – foi quando se lembrou, Cho, virou-se, ela estava com uma expressão assassina.
-E quem vai me matar, não você?
Ela sorriu, subiu quando o outro balaço voltou, ela o acompanhou colada à sua traseira. Outra que iria marcá-lo.
"Finingan lança! Ponto da Grifinória! Dez a dez!"
Era extremamente irritante procurar o pomo com uma galinha e duas bolas malucas caçando-o, quando passou por Mauro gritou para ele ir atrás dos balaços, foi quando Cho acelerou empurrando-o, iniciando assim uma louca corrida, tentando um derrubar o outro.
"Hawkins com a bola, passa por Ríbole, dribla Boneto, vai passar para Weasley... Caramba! Um balaço a atingiu e parece que ela está caindo!"
Parou na mesma hora para olhar, como resultado o outro balaço o atingiu nas costas, nem ligou, viu aliviado que Gina e Simas tinham segurado Moa antes que batesse no chão, mas ela parecia ter machucado o braço. Sinalizou para que Rony pedisse tempo.
-E aí? – perguntou quando o time pousou debaixo de vaias.
-Melou – Gina sacudiu a cabeça, apoiando Moa, cujo rosto expressava claramente dor contida – acho que quebrou o braço.
Madame Hooch se aproximou.
-Prontos?
-Vamos ter que substituir – olhou para Rony, que tinha alguns filetes de sangue escorrendo do lado da cabeça – Chame o Marco, não vai ser a mesma coisa sem ela mas precisamos.
A juíza conjurava ataduras no braço de Moana, Marco chegou branco:
-Vou jogar?
-Vai, e tome cuidado – Rony o olhou – esse jogo está muito difícil...
-Não é melhor levá-la para a ala hospitalar? – olhou ansioso para Madame Hooch.
-Sim Potter, ali está vindo a senhorita Granger. Prontos ou não? – ela os olhou aborrecida, Hermione acompanhava Moana que ia com a cabeça abaixada em direção aos vestiários.
-Prontos. – Rony olhou para os batedores – Onde vocês estavam? Se liguem, metade do time já levou bala! Se vocês não jogarem direito vamos ter que arranjar outros batedores!
Madame Hooch subia de novo com a vassoura, eles montaram, Marco até tremia.
-Calma, apenas importe-se com a goles, Simas e Gina vão cuidar de você. – falou baixo para o garoto, Simas e Gina concordaram com a cabeça. Do lado Rony discutia com os batedores.
Hooch apitou.
"Um tempo meio comprido mas não faz mal, Lawson com a goles, e Hawkins precisou ser substituída pelo novato Evans, vamos ver se ele se dá bem, é difícil um aluno do primeiro ano entrar para o time, muita pressão e..."
-DecGrounall! Volte a irradiar o jogo!
"Muito bem, muito bem. Boneto vai arremessar ao gol, Finingan intercepta! Passa para Evans, ele acelera vai passar para Weasley, Ríboli intercepta! Ele avança, Weasley está na cola..."
Cho voltava a perseguí-lo, desviou de um balaço e fingiu olhar para o chão enquanto disparava naquela direção, a corvinal o seguiu, alguns centímetros do chão inclinou a vassoura e subiu, mas infelizmente a corvinal fora mais esperta...
Bum.
Outro balaço nas costas já doloridas, quase engoliu o cabo da vassoura, o que o fez ver que estava com sangue na boca, cuspiu, a platéia exclamou alguma coisa, subiu agora determinado a acabar com o jogo, Corvinal já ia três pontos na frente. Circulou, Cho disparou na sua frente, achando que ela tivesse visto o pomo a acompanhou a uma distância segura, ultrapassá-la seria fácil... mas de relance viu o pomo lá embaixo, seja lá o que a setimanista estivesse fazendo decididamente não estava atrás do pomo, ao escutar um balaço a sua esquerda desceu, mandando tudo às favas, o pomo disparou para as balizas corvinais, estava a uns seis metros dele quando ouviu o berro da namorada de Marcello:
-Formação sete zero para cima de Potter! Eles vão cercá-lo!
Uma chuva de vestes amarelas inundou sua visão, parou de supetão espantado, acabou levando uma bastonada na cabeça não soube dizer de quem, mas a primeira coisa que conseguiu pensar depois de massagear a cabeça e parar de ver estrelas foi que perdera o pomo.
Hooch parecia fora de si, outra falta e Simas cobrou, acertou, quarenta a cinqüenta, o jogo continuou na partida Grifinória/Corvinal mais suja que ele já vira até ali.
Simas também foi atingido por um balaço no estômago, assim como Bryan que parecia estar astralmente fora do campo, saiu disparado pelo campo, deixando Cho para trás, enquanto a cabeça doía lançou um olhar para Marco, que parecia nervoso mas determinado, e foi aí que viu...
O pomo... pairando uns dez metros atrás do novato, lá do outro lado do campo, não se importou e disparou, cruzando aquele inferno de goles, bastões, balaços e jogadores, sentiu que um balaço o raspara no ombro, o pomo disparou, voou atrás dele, subindo.
Foi quando Cho surgiu do nada, cruzou sua frente, deu a volta nela pondo-se a sua frente, se curvou mais sobre a vassoura, deixando a corvinal para trás... o pomo mergulhou, embicou para o chão também... sentiu Cho voltar a seguí-lo de perto e a platéia exclamar alguma coisa... acelerou mais esticando o braço, sentiu a bolinha fria em seus dedos, cancelou o mergulho a dois metros do chão com um sorriso, que foi interrompido ao lembrar que seus batedores eram realmente incompetentes...
Era a segunda vez seguida que pegava o pomo e levava dois balaços de brinde, simplesmente fechou a cara quando levou a terceira pancada nas costas, meio paralisado pela dor, agradeceu a Merlin por ter segurado a vassoura quando sentiu a cabeça rachar... momentos depois da pancada ainda não conseguia ver nada, apenas luzes, ofegou, um zumbido nos ouvidos, voltava lentamente a ouvir a multidão berrando enlouquecida quando um grito lhe veio mais claro:
-Harry se abaixa!
Apenas lembraria mais tarde do flash do feitiço e da pancada, que lhe deixaram inconsciente, caindo da vassoura.
-Que sorte que ele estava perto do chão.
-Sorte mesmo é que ele tenha a cabeça dura...
-Quantos balaços ele levou no total? Quatro?
-Decididamente é o recorde dele.
-E é o recorde de incompetência de vocês dois, pelo amor de Deus, o time levou onze balaços! O que vocês têm na cabeça?
-Decididamente mais bosta do que você Rony – sorriu, abrindo os olhos, vendo as caras desfocadas dos colegas de time e amigos. Algumas risadas por parte deles.
Tentou se sentar.
-PUTA! MINHAS COSTAS!
Caiu de novo na cama com uma careta hilária que fez os solidários amigos quase se borrarem de rir.
-E a Moa? – perguntou, tentando abafar as risadas histéricas de Gina que até chorava.
-Eu? Estou aqui, Pomfrey curou meu braço em um segundo. – ela se curvou sobre a cama.
-Enxota eles... – pediu baixinho.
Eles quase morreram do coração quando ela liberou o monstrengo azul elétrico da bombinha Crianosdro (lançamento dos gêmeos... por ser sócio recebeu as primeiras amostras), o "bichinho" uivava feito um lobo, tinha juba de leão e porte de antílope, saiu perseguindo o time pelos corredores... nem ligou por ouvir McGonnagall berrando do lado de fora, comemorava com ela no seu colo a vitória do jogo...
Depois de Pomfrey quase ter um ataque foi liberado, as costas ainda doíam, iam caminhando tranqüilamente para o Salão Principal almoçar enquanto ela explicava o que acontecera. Quando agarrara o pomo os dois batedores corvinais lançaram os balaços nele, coisa que ele já sabia (a cabeça estava meio sensível...), como resistira Cho pirara de vez e o atacara com um feitiço estuporante, McGonnagall quase tivera um ataque... resumindo: Cho fora expulsa do cargo de capitã e Corvinal perdera cinqüenta pontos, ficando assim em último lugar no campeonato das casas, Grifinória estava em terceiro, colada em Lufa-Lufa, Sonserina estava duzentos pontos na frente...
Tirou aquela tarde fria para curtir seu namoro, os jardins estavam vazios, sentou com ela na beira do lago, que começava a descongelar, sem amassos, apenas curtindo o fato de estar com ela, deixando o cheiro de ervas do seu cabelo embriagá-lo e fazê-lo divagar...
-O Neville não ia passar o natal com a gente lá na... no largo?
-Ia, mas ele só chegaria dois dias depois e bem... depois do ataque a avó dele não deixou – respondeu observando os aquamares exibirem saltos e manobras na água – É que você sabe, depois daquele episódio dos pais dele, ela não quer arriscar mais não é?
-Mas ela não sabe da ordem? Depois do ataque lá ficou muito mais seguro.
-Acho que ela não sabe, e é melhor assim. E além do mais... olha lá! – apontou.
Uma coisinha negra se aproximava rapidamente deles. Atrás Hagrid berrava:
-Selda! Selda! Volta aqui! Selda! – foi quando viu Harry e Moana – Ah, são vocês...
Teve que rir quando a cadelinha duas vezes maior do que da última vez que a viram se jogou em seu peito, babando e latindo, o rabo abanando freneticamente.
-Acho que ela gostou de você Harry! – murmurou Hagrid, enquanto se aproximava. – Ótimo jogo, pena que você não derrubou a Chang.
-Ah, é... – sorriu – Dino deve estar fulo... Caramba Hagrid, ela está enorme! – deu alguns tapinhas na boca da cachorrinha, que tentava mordiscar seus dedos.
-É, e nunca vi bicho mais sapeca! – Hagrid olhava com orgulho o bicho – Já está aprendendo a me seguir quando eu mando... mal educada que só!
-Ela é só um bebê Hagrid – Moana jogou um pedaço de madeira no meio do gramado alto, a cadelinha pulou de cima de Harry e disparou atrás. – Você tem brincado com ela?
-Se tenho! Como se ela não se divertisse atormentando os aquamares e os meus assuntos de aulas! Foi medonho quando ela se invocou com os quimeras...
-A baixinha é invocada é? – jogou novamente o pedaço de madeira que ela acabava de trazer até eles.
-Se eu te disser que ela atacou Dumbledore ontem, vocês acreditam?
-Que? – os dois o olharam.
-Ah! – ele fez um gesto de impaciência com a mão – Rosnou e tentou morder, ela ainda não sabe que não é invencível.
Do outro lado Selda perseguia as corujas.
-Acha que ela vai ser a altura do Canino?
-Se criar juízo, pode ser até melhor – Hagrid sorriu – pelo menos não é covarde. Bom, tenho que ir, juízo vocês dois, ouviram?
Ele chamou a cadela, que irrompeu correndo e pulando do mato. Olhou de esguelha para Harry enquanto ela se aproximava.
-Fiquei sabendo por um certo cabeça de rabanete que vocês estão aproveitando muito as noites...
Ele riu quando Moana corou feito um tomate e Harry sorriu envergonhado, saiu andando pelos terrenos, Selda galopando para acompanhá-lo.
-Esses dois... – riu – Ele não perde o humor...
-Qual a idade dele Harry? – ela escorou a cabeça no seu ombro.
-Sei lá... – pensou um pouco... claro, ele tinha uns treze anos quando a câmara secreta fora aberta, cinqüenta e três anos atrás. Hagrid deveria então ter... – Acho que ele tem uns sessenta e seis por aí... não parece não é?
-Bom, ele é meio gigante não? Os gigantes só são considerados velhos a partir dos cem anos.
-Por falar em gigantes... como será que está o Grope? Ah, claro que você não conhece, o irmão dele, sua desmemoriada!
Ela riu.
-Só porque eu tenho memória curta para esse tipo de coisa não precisa me xingar! E além disso você está proibido de ir na floresta!
-É? E quem vai me segurar? – sorriu.
-Vamos ver... eu? – ela sorriu também.
-Mas que pouca vergonha Potter!
Parou de beijá-la, olhou, sorriu.
-Ciúmes Draco? Afinal, você não estava com a Chang?
-Dispensei ela... – falou ele, vagamente – não é o meu tipo. Bom, a gente se vê... – ele saiu andando, sozinho, pelos gramados.
-Inacreditável... – sacudiu a cabeça.
-O que? – ela o olhou.
-Uma conversa civilizada com Draco Malfoy, sendo ele quem puxou conversa... cara, Deus existe!
-Harry! – ela deu um soquinho em seu peito – Ele é meu amigo! Ele mudou sabe?
-É, eu já reparei... não é mais repugnante... mas, e aí, vamos continuar?
-Você não presta...
Novamente, alarmaram-se ao serem interrompidos pelo grito.
-Isso foi um feitiço? – ela levantou também.
-Foi... vamos.
Correram até o castelo, contornando-o, ouviam mais feitiços e risadas, cada vez mais próximos.
-Mas que droga é essa? – sussurrou Moa, no seu ouvido, quando viram.
Draco estava caído, um corte e dois roxos na cara, ao redor encontravam-se vários sonserinos, entre eles Parkinson, Bullstrode, Stevenson, Crabbe, Goyle e Nott, e para sua surpresa, Cho e dois ou três corvinais. Pareciam ter atacado o sonserino.
-...pensar melhor, Malfoy, mas foi se bandeando pro lado da sangue-ruim! – gritava Pansy, com a varinha na mão.
-Cale a boca Parkinson! – berrou Draco. – Não lhe dou o direito de falar assim! Achou por algum segundo que eu gostei de você? Ou você Chang? Lixo! Vocês são lixo! Dos mais repugnantes!
Uma pá de feitiços voou contra o sonserino, mas todos olharam surpresos quando eles se desfizeram na barreira avermelhada que se projetou ao redor dele.
-Harry, não... cuidado... – sussurrou Moa, com medo.
-Não se meta nisso, Potter mestiço! – gritou Crabbe.
-Parabéns Crabbe, realmente eu não acreditava que você soubesse mais que duas palavras. – falou friamente, a aura se espalhando e botando medo em alguns dos atacantes. Olhou para Pansy e Cho – Realmente lixo... por que não somem daqui antes que eu saia estuporando as duas?
Outra pá de feitiços, três barreiras, protegendo os dois grifinórios e o sonserino, os feitiços ricochetearam, vários caíram.
-Como se atreve Potter! – berrou Emília. – Você vai pagar! Guarde minhas palavras!
-Vou ficar esperando Buldogue velha! – sacou a varinha, avançando alguns passos – Experimente mais uma ameaça!
Aquilo foi suficiente para metade do grupo correr, a outra metade atacou.
-Isso é ridículo! – riu, fazendo os feitiços ricochetearem – Estupefaça!
Atacou de brincadeira, mas foi o suficiente para os restantes correrem. Riu.
-Patético...
Cancelou a áurea, voltando a encarar Draco, que havia se levantado.
-Por que se meteu?
-Acho que você não ficaria quieto se seus amiguinhos estivessem me atacando covardemente não é? – o olhou.
-Eles não são meus amigos, nem nunca foram. – ele o olhou – são, ou melhor, eram, partidários. E de qualquer forma, não pedi a ajuda de vocês, mesmo assim, obrigado.
Ele passou reto por eles, recuperando a pose fria de sempre, e entrou no castelo. Olhou para Moa.
-Não podemos esperar que as coisas mudem da noite para o dia.
Ela o olhou e sorriu, voltaram para o castelo.
