Disclaimer: Naruto não me pertence.
O Uchiha
Itachi beijou a testa de cada um dos seus filhos e os entregou para Neji. Hinata já havia se despedido de cada um deles. Kakashi guiou as crianças para dentro da casa em silêncio. Sasuke ajeitou sua katana e beijou os lábios de Karin enquanto acariciava o ventre levemente saliente da ruiva.
Naruto observou-os em silêncio. Ele sabia que em um passado esquecido havia sido ele o homem casado com Hinata e grande parte do que ocorria hoje eram consequências das suas antigas falhas. Kurama havia passado noites e mais noites lhe contando detalhes desse tempo para faze-lo entender o comportamento de Itachi e Sasuke em relação a Hinata. Ele se sentia culpado por todo o sofrimento que causara a, agora, matriarca Uchiha-Hyuuga. Se sentia tão culpado que quando lhe disseram que precisariam de sua ajuda não hesitou em aceitar.
Kakashi, que havia entregue seu título de Kage ao Uzumaki, utilizava seu manto antigo de Hokage, pois trabalharia como substituto enquanto os outros estivessem longe. Neji lideraria o clã e cuidaria das crianças durante os dias de ausência deles.
Akemi caminhou até eles e entregou um ovo de dragão lilás que o Escama Branca havia deixado durante sua visita para um menininho. Com cabelos de um roxo intenso e olhos azuis tão brilhantes e intenso que levavam os olhos de Naruto a um segundo plano, o menino que não aparentava ter mais que dois anos fitou o ovo com interesse e depois dirigiu o seu olhar para a equipe ninja reunida a sua frente. Akemi deu um leve apertão no ombro dele para conforta-lo e lhe sorriu, então virou-se para o grupo e resolveu falar pela primeira vez no dia.
- Este é Souske, meu pequeno otouto. Ele é um curador e possuí apenas 30 anos de idade. Cuidem dele, por favor.
- Com a nossa vida - respondeu Naruto fitando sério a menina-dragão.
- Obrigada.- a ruiva então virou-se para Hinata. - Hinata-sama?
- Hai?
- Antes de sair aquele dia, o Escama Branca deixou um último recado.
- E qual é?
Akemi respirou fundo e a fitou no fundo dos olhos.
- " Diga sim ao Deus da Morte quando a hora chegar."
Hinata suspirou e, com uma última olhada na direção dos filhos, partiu na direção do templo.
A caminhada era um pouco longa e cansativa, pois o local se situava numa área isolada na borda da Vila, onde antes de Konohagakure ser fundada o clã Hyuuga vivia. O grupo andou em um silêncio fúnebre por dentro da densa floresta. Seguiam por um estreito caminho feito de pedrinhas pálidas, esbranquiçadas e desgastadas pelo tempo.
Itachi liderava o grupo ao lado da esposa. Logo atrás dele Naruto seguia com Souske no colo. Sasuke protegia a retaguarda.
Quando o antigo templo Hyuuga entrou no campo de visão deles, Hinata parou. Medo corroía cada fibra dela. Seus olhos claros caíram no marido e Itachi a abraçou fortemente.
E se ela fizesse algo de errado?
E se ela não fosse forte o suficiente para aceitar qualquer que fosse o pedido de Jashin?
E se ela morresse no processo? Como ficariam Itachi, Madara, Obito, Himawari e Hime? Como ficaria o clã?
Hinata não queria deixar sua família. Ela lutou por eles por tanto tempo... Lutou para ficar ao lado de Itachi. Lutou para abandonar seu amor por Naruto. Lutou para por fim a divisão do clã Hyuuga entre souke e bunke. Lutou para manter o clã Uchiha vivo. Lutou pela paz em Konohagakure e no mundo.
Lutou para ter seus filhos com Itachi. O patriarca do clã Uchiha-Hyuuga beijou a testa suada da esposa. Ele podia sentir o medo que ela exalava inconscientemente. Tanto tempo cuidando dela fizera que os sinais de medo na mulher nunca lhe passassem batido. Ele também sentia o mesmo temor, mas não deixava isso transparecer, pois ela precisava dele neste momento. Ela precisava de força e ele daria isso a ela.
Amava a mesna mulher por tantos anos e com tanta intensidade que a simples sugestão de que ela podia morrer retirava seu sono. Ele sabia que se a perdesse passaria muitos anos sem saber exatamente o que fazer. Um mundo sem sua hime perderia todo o seu brilho. Toda sua cor.
Hinata fitou o céu e percebeu que faltava pouco tempo para anoitecer. Ela fitou o marido de forma hesitante. Mordeu o lábio e sentiu sua testa se franzir e os olhos arderem.
- Ita-kun...
- Hn?
- Promete que... Se algo der errado você irá cuidar dos nossos filhos de forma ainda mais dedicada do que cuidou de mim? Que vai ama-los mais do que me ama se por acaso eu não puder voltar?
Itachi sorriu-lhe docemente. Com pesar percebeu que era o seu primeiro sorriso sincero no dia.
- Sim. Se eu te perder ele serão meu maior elo com a mulher na qual dediquei minha vida. Vou ama-los como te amo apesar de toda dor e cuidar deles com o mesmo fervor e persistência que me fizeram cuidar de você. Eu prometo que o farei, minha Hinata-Hime. - Itachi ergueu o rosto dela e a beijou de forma suave, porém firme. Se afastou hesitante e apoiou sua testa contra a dela. - Mas não se preocupe com isso. Tenho certeza de que nada dará errado.
Sasuke sorriu para o casal e com um aperto no coração decidiu quebrar o clima.
- Sinto interromper, mas devemos entrar. O tempo até anoitecer é escasso.
Hinata respirou fundo e espetou os dedos com um senbon que levava consigo. Fez alguns selos na porta de mármore e esperou. Em poucos segundos a entrada estava desobstruída.
Assim que pisou dentro do templo sentiu uma forte tontura. Seu corpo perdeu o equilíbrio e Itachi a segurou antes que caísse no chão. Ela podia sentir as mãos dele segurando-a, mas não conseguiu falar ou reerguer-se. Podia ouvir vozes ao fundo como se houvesse um filtro separando-a dos outros.
Uma das vozes era feminina e entoava uma música estranha com melodia agradável.
Era tão suave.
Tão encantadora.
Hinata pôde ouvir a própria voz unindo-se a outra e cantando mesmo que não conhecesse a letra.
Por um momento lembrou-se das canções que aprendera quando pequena com as mulheres mais velhas do clã. Uma música de sonoridade agradável cantada exclusivamente quando um dos homens mais fortes do clã morriam em uma guerra.
Mas dessa vez a música não era endereçada a um guerreiro e sim a ela.
A ela.
Tentou abrir os olhos com a súbita compreensão. Tentou sacudir-se para fora do seu torpor. Mas não conseguia. Pânico a consumia numa velocidade assustadora. Mas seus esforços foram em vão. Era uma batalha que foi perdida no momento que havia cantado junto outra voz.
" Diga sim ao Deus da Morte".
Então veio o silêncio.
Demorei novamente, mas postei. Espero que gostem.
Luciana Fernandes, que bom que gostou! Foi um dos capítulos mais extensos que já escrevi. Tudo bem não ter nada construtivo pra falar, o ato de mandar review já é uma vitória. E sim a Himawari voltou! Ela é fofo demais pra ser ignorada. Obs: que filho do do Kankuro? Não entendi. O herói, o guardião e etc serão apresentados melhor próximo cap. Ah, sobre Hina e o Naruto, não há Mirai Naruto, então a Mirai Hinata vai continuar se ressentindo enquanto existir. Até próxima. Beijos.
Barbara Gava, eu já te disse pra não morrer ainda. Pelo menos não enquanto eu escrever fanfics. As gêmeas são fofíssimas *-*. E sim, eu pensei nos mínimos detalhes, deu trabalho, mas deu resultado ( Sou foda dingdin dingdin dingdin). Os Escama Branca são socialmente necessários e nesse caso ele só vai ajudá-la. E sai que o Ira-kun é meu! *-* Namorar é milagre no meu caso! Kkkkk Aah faz veterinária! Eu estava me perguntando porque alguém estudaria a reprodução das vaquinhas ( tenho curiosidade em como ocorre porque a vaca é ENORME! ). Obs: to escrevendo ouvindo Ricky Martin ( adióóóoos yo tengo que decir adióóós). Meu professor de música é do Pará. Ta morando em que cidade agora? Obs.2: essa ficta acabando, mas já to trabalhando em outras *-*. Obs.3: não sei quando vou continuar Altos e Baixos, eu tinha 14 anos quando comecei a escrever aquela fanfic e minha mente mudou muito de la pra pra cá. Fico sem saber o que escrever '-'.
