Cap 26 – Matador de dragões (Parte 4)

A neve caia. Um homem caminhava pelo pequeno vilarejo coberto pela neve. O céu estava clareando, mostrando que a manhã estava chegando. O sol lentamente lançava seus raios sobre as pequenas casas.

O homem continuava a caminhar, seu ritmo sempre constante. As ruas estavam desertas. Ele era a única pessoa à vista. O frio não o incomodava, ultimamente nada mais o incomodava.

Ele chegou à casa que procurava. Era uma das poucas no vilarejo que tinha dois andares e se destacava pela beleza simples. Nada disso importava ao homem.

Ele tocou a maçaneta e a girou. A porta abriu silenciosamente, ninguém em um vilarejo tão pequeno teria que se preocupar em trancar a porta ao dormir.

O homem adentrou a casa, olhou ao redor da pequena sala, procurando algum sinal dos habitantes da casa, mas quando não viu nenhum, supôs que estariam dormindo. Andando devagar, o homem se aproximou dos moveis extremamente limpos, assim como tudo na casa. Ele passou a mão pela moldura de um quadro.

Era uma pintura mostrando a família que morava na casa. Havia um homem alto, roupas simples, mas impecáveis, cabelo loiro impecavelmente penteado e um cavanhaque pontudo. A mulher no retrato era lindíssima. Tinha cabelo loiro na altura da cintura, olhos azuis brilhantes e uma pele alva que dava a impressão de uma perfeição imaculável.

A ultima pessoa mostrada no quadro era uma menina, provavelmente nos seus treze ou quatorze anos. Assim como a mãe ela tinha o cabelo loiro e a pele alva, seus olhos azuis olhavam diretamente para o homem e passavam um tipo de astucia e elegância.

O homem reconheceu a mulher como sendo uma veela e a mais nova era, obviamente, a filha do casal. Ele deu um meio sorriso e foi em direção a escada, lembrando a razão de ter ido até a casa.

Ele chegou ao segundo andar e logo notou duas portas, as quais levavam aos quartos. O homem se dirigiu a mais próxima e olhou pela fresta que a porta aberta proporcionava. Era sem dúvidas o quarto da filha do casal. A menina estava deitada em sua cama, dormindo tranquilamente, nem sonhando que havia alguém observando.

O homem admirou a menina por um tempo, mas logo saiu do quarto e se dirigiu para o próximo, no fim do corredor. Essa porta estava fechada, então ele tomou cuidado para ser silencioso. Esse quarto era bem maior que o outro. Havia uma cama de casal, mais próxima a parede, onde o casal dormia.

Ele moveu-se silenciosamente, como uma sombra, e chegou a uma pequena cômoda. O homem notou o que parecia ser uma caixa de jóias e sentiu que o que procurava podia estar dentro. Pela primeira vez desde que chegou ao vilarejo ele sentiu a ansiedade tomar conta, mas não demonstrou.

-Qui etês-vou? (Quem é você?)

O homem rapidamente se virou para a porta e viu a menininha meio veela encarando-o. Ele pôde ouvir o pai acordar bruscamente e a mãe logo em seguida.

-Qui etês-vou? Pourquoi etês vous ici? (Quem é você? Por que está aqui?)

O pai já apontava a varinha para ele, cobrando explicações. A menina havia corrido para o lado da mãe. O homem balançou a cabeça lentamente, um meio sorriso se formando.

-Isso é o que acontece quando eu tento ser discreto. – Disse, sem nenhum arrependimento na voz. – Avada Kedavra.

As palavras foram sussurradas, mas o jato de luz verde voou velozmente em direção ao pai e o atingiu. Ele foi ao chão, os olhos ainda abertos em choque. A menina deu um grito sufocado e a mãe apenas olhou chocada para o corpo do marido.

- Miserable! Tu as tué mon papa! (Desgraçado! Você matou meu papai!)

O homem encarou a menina e ela logo se calou. A sensação de orgulho, invencibilidade encheu a mente dele. Sabia que o pai de família não tinha a menor chance, no momento em que acordou era o momento em que decretou a própria morte.

Ele novamente se voltou para a caixa de jóias e a abriu. Lá estava ela, a razão de ter viajado até a frança. Era um objeto simples, mas que se destacava dentre as outras jóias.

Era uma tiara de prata, simples, sem nenhum outro adendo que não uma única pedra azul no meio da testa. A prata refletia o rosto do homem, mas seus olhos, como sempre é o que chamavam mais atenção.

Eram vermelhos. Vermelho, cor de sangue, cor de rubi, cor que representa a fúria. Um vermelho vivo e que parecia brilhar no escuro da casa.

Um vermelho que por um instante ficou verde esmeralda.

HP6

Ele teve de segurar o grito. Mais um pesadelo.

Harry sentou-se rapidamente da cama. Estava suando muito, uma dor de cabeça já estava aparecendo e seus olhos, cansados, não conseguiam se acostumar com o escuro intenso no dormitório de Griffindor.

O rapaz passou a mão na testa para afastar o suor. Olhou para o teto por um segundo, tentando se acalmar. Os seus companheiros de dormitório pareciam não terem sido incomodados pelo pesadelo, já que Harry conseguiu manter um mínimo de controle e não gritar.

O moreno acalmou-se mais e resolveu que não conseguira voltar a dormir. Pensando pelo lado positivo, se é que havia algum, o pesadelo indicara mais uma das horcruxes do lorde das trevas. Curiosamente a dor de cabeça nada tinha a ver com sua cicatriz, que não aprecia ter sido afetada.

Harry olhou por uma das janelas do dormitório e viu que o sol começava a se mostrar no horizonte. Talvez fossem cinco horas da manhã, então o rapaz foi a sua mala e tirou o uniforme. Talvez uma volta pelos corredores do castelo pudesse ajudar.

Depois de se arrumar e terminar de ajeitar a gravata ele saiu do banheiro e foi em direção a porta.

-Harry, é você?

O moreno se virou e notou que Neville, mais dormindo do que acordado, o encarava, os olhos ainda fechados. Harry não queria acordar os amigos, só se irritariam com esse seu humor.

-Vá dormir Neville. Eu estou bem.

-Você não devia... - Um grande bocejo. – Sair andando por ai.

-Você está sonhando Neville. Diga-me isso quando estiver acordado, ok?

Neville pareceu considerar o que o amigo disse, deu de ombros e deitou sua cabeça no travesseiro. Harry saiu do dormitório e desceu as escadas. Chegando à sala comunal, o moreno olhou por um instante para a escada que levava aos dormitórios femininos. A imagem de Hermione passou por sua cabaça, mas ele decidiu que devia esperar até mais tarde para falar com ela.

Harry passou pelo quadro da mulher gorda e foi descendo as escadas até chegar à porta do salão principal e a principal. Ele saiu pela porta e continuou andando, passando pela ponte e chegando ao terreno aberto. O vento frio da manhã batia no seu rosto, tendo um efeito calmante. Harry passou a mão pelo cabelo, aproveitando a sensação de tranqüilidade.

-Bom dia. Posso saber o que você faz aqui sozinho?

O moreno se virou e viu Bill vindo do mesmo caminho que ele havia passado a algum tempo. O ruivo estava com a típica jaqueta de couro, não aproveitando o firo como Harry.

-Não conseguia mais ficar na cama. Acordei mais cedo, para esticar um pouco as pernas.

-Você não espera que eu acredite nisso, certo? Você só acordava cedo assim quando queria treinar ou quando tinha um pesadelo.

Harry ficou quieto, então Bill continuou.

-Já que você não está treinando eu suponho que tenha sido um pesadelo. – Harry não respondeu. – O que é curioso, já que desde que você ficou bom com Oclumência eles pararam. – Silêncio. – É a sua mão que está doendo?

O moreno olhou para a mão direita, coberta pela luva de couro. Provavelmente a maior besteira que fizera nos últimos meses. Claro, ele ainda tinha que avaliar até onde sua ultima aventura com Draco e Ron havia lhe afetado.

-Quer conversar sobre isso? Nossas aulas podem ter acabado, mas ainda podemos bater um papo.

-Você me ensinava economia. Não me leve a mal, mas nossas conversas não eram muito interessantes.

Bill riu um pouco, mas fora isso ignorou a provocação.

-Ainda sim, hoje você é uma das pessoas mais ricas da Europa e eu consegui ser transferido para cá.

-Eu consegui que você fosse transferido. – Rebateu Harry com um sorriso.

-Que seja. Voltando ao assunto, o que é que está te incomodando.

O moreno suspirou e começou a explicar o pesadelo. Bill ouviu atentamente, mas Harry percebeu que à medida que ele continuava, o ruivo ia ficando ainda mais sério. Quando terminou ele podia literalmente sentir a tensão.

-Falei alguma coisa errada?

Bill despertou de seu devaneio e se virou para o moreno.

-Não, desculpe. É que eu me lembrei de uma coisa que eu ouvi.

-Tem a ver com Fleur?

-Como você sabe?- Bill inquiriu, espantado.

Harry apontou para trás. Fleur estava parada, encarando os dois, tremendo muito. Tentava manter uma postura séria, com as mãos na cintura, mas falhava miseravelmente.

-Meu amor! Você deve estar congelando.

Bill correu até ela e colocou sua jaqueta nos ombros dela, mas a francesa não deixava de encará-los.

-Você foi professor de Harry?

-Bom, sim. Ele me mandou uma carta, implorando para...

-Implorando? – Interrompeu Harry.

-... Eu ensinar um pouco de Economia a ele. Depois, ele acabou me ajudando a ser transferido para cá.

- Eu ainda me arrependo. – Murmurou Harry.

-Também te adoro cara, mas eu já tenho uma noiva. - Retrucou Bill.

Fleur riu das bobagens dos dois. O ruivo agora a abraçava, ajudando a mantê-la aquecida.

-Afinal, o que foi que eu disse que te deixou tão perturbado.

Bill olhou para Harry, lembrando do sonho que o moreno relatara. Ele ouvira outro relato, muito parecido com o de seu amigo. O ruivo olhou para a noiva.

-Fleur, lembra-se da estória que sua avó contou quando soube que Voldemort retornou?

A garota em questão olhou-o confusa por um momento. Harry ficou calado, deixando que a situação desenrolar-se. Fleur pensou por um momento e pela expressão séria em seu rosto ela pareceu lembrar-se do conto de sua avó.

-Oui, me lembro sim.

-Pode contar para Harry? – Pediu Bill.

Tanto Harry quanto Fleur olharam-no curiosos, mas no fim das contas a francesa contou o que ouvira.

Contou que a avó conhecera o marido, e avô de Fleur, em um pequeno vilarejo na frança. Ele era um homem simples, mas muito educado e estudioso, tinha algumas terras onde cultivava alimentos e de lá tirava seu sustento. A avó de Fleur se apaixonara imediatamente e passou a morar no vilarejo.

Lá a mãe de Fleur, Apoline, nascera e fora criada até os treze anos. Até então Harry não entendera, mas foi quando tudo começou a fazer sentido. Uma menina de treze anos que morava em um vilarejo no interior da frança. Uma menina assim apareceu em seu pesadelo.

E foi exatamente como ele previra. A estória que Fleur estava lhe contando era exatamente a que ele presenciara no sonho terrível que tivera mais cedo. O seu olhar esmeralda encontrou o de Bill.

-Fleur. – Começou Harry, assim que a mulher parou de falar. – Eu tenho que falar com sua mãe.

HP6

Charlie caiu de cara no chão.

Yaxley estava segurando Mina pelo pescoço. Tanto a romena quanto o Weasley tinham hematomas espalhados por todo o corpo, alguns arranhões manchavam as roupas com sangue. O comensal estava bem diferente. Ele não tinha nenhum machucado evidente.

Charlie se levantou e correu em direção ao inimigo. Todo o seu corpo doía, mas ele sabia que tinha que ajudar Mina. Yaxley viu o ruivo se aproximando e jogou a mulher contra ele. Charlie viu a namorada sendo jogada contra ele e parou, esperando aparar sua queda, mas o impacto foi tão forte que derrubou os dois. Mina caiu por cima do ruivo, que já estava para perder a consciência.

-Já cansaram? – Provocou Yaxley.

Mina o encarou com ódio, mas os grunhidos de seu namorado deixavam evidente que ele não estava em condições de continuar a luta. Yaxley apontou a varinha para os dois e se preparou para lançar a maldição da morte. Mina, com muito esforço, levantou a própria varinha e atirou um feitiço fraco contra o comensal.

Yaxley desviou do feitiço ridículo e, já muito aborrecido, lançou a maldição. O raio de luz verde voou e Mina fechou os olhos, preparando-separa o fim. Quando o Avada Kedavra ia se aproximando, Charlie virou-se rapidamente e conseguiu rolar com a namorada, desviando do raio.

-Agora chega. Morram com o mínimo de dignidade, não fiquem adiando o inevitável.

O comensal já sem o mínimo de paciência andou até o casal, ainda caído no chão, e levantou Charlie e Mina. Segurava os dois pelo pescoço de cada um, cada mão apertando forte dificultando a respiração.

A única coisa que evitou que eles fossem mortos naquele momento foi um barulho vindo das arvores. Yaxley achou que seus subordinados tivessem capturado o dragão, mas o jato de fogo lançado em sua direção o obrigou a largar os dois.

Charlie caiu dolorosamente, batendo a cabeça no chão e ficando inconsciente. Mina se arrastou até ele, esperando protegê-lo do calor.

Yaxley estava muito ocupado tentando desviar dos ataques do rabo-córneo húngaro lançava rajadas de fogo e usava sua calda afiada para tentar acertar o comensal. A habilidade de Yaxley era a única coisa que evitava que ele fosse partido em dois e depois torrado pelas chamas.

Mina tentava desesperadamente acordar o namorado, mas ele mal dava sinal de vida. Sua respiração era curta e fraca e os hematomas faziam a romena se preocupar imensamente. O ruivo passara a luta, mais preocupado em protegê-la do que derrubar Yaxley e por isso acabara se machucando muito, tomando os feitiços por ela. A moça se arrastou levando o namorado com ela para perto de uma arvore, onde ela acompanhou o combate entre o dragão e o comensal.

Yaxley lançou um feitiço entre os olhos da fera. O dragão cambaleou por um momento, mas logo se recuperou. Foi tempo suficiente para Yaxley transformar o chão em que a criatura pisava em areia movediça. O rabo-córneo percebeu que estava afundando rapidamente e começou a bater as asas gigantescas, tentando voar. Yaxley decidiu matar o animal de uma vez. Um animal como esse jamais poderia ser transportado para o castelo do lorde das trevas.

O dragão não havia desistido e ,quando viu o comensal se aproximar para lançar um feitiço, lançou uma rajada de fogo contra ele. Yaxley levantou um escudo no ultimo momento e conseguiu bloquear o ataque, mas enquanto tentava não ser torrado pelo fogo, o rabo-córneo, já com metade do corpo engolido pela areia, esticou seu longo pescoço e abriu a enorme boca, tentando devorar Yaxley.

O comensal viu as presas gigantescas se aproximando e recuou o mais rápido que pôde, mas foi ai que Mina fez a diferença. Ela viu o trabalho imenso que o inimigo estava tendo com o dragão e lançou um feitiço para paralisar as pernas do comensal. Yaxley tropeçou quando tentou escapar e caiu no chão. O dragão se preparou para engolir o comensal, mas nos últimos centímetros os dentes do rabo-córneo não chegaram ao comensal.

Yaxley suspirou aliviado ao ver que o dragão fora engolido até o pescoço pela areia movediça. O que ele não esperava é que o animal lançaria mais uma rajada de fogo. Yaxley rolou no chão para esquivar, mas seu braço esquerdo fora engolido pelas chamas. O comensal gritou de dor, enquanto o dragão era engolido pela areia.

As chamas devoravam o braço de Yaxley, que lançava feitiço atrás de feitiço para apagá-las. Mina olhava horrorizada que seu inimigo escapara de ser engolido pelo fogo e agora estava apagando as chamas em seu braço.

-Mina. Você... Onde... Está...?

Charlie estava acordando. A morena acariciou o rosto machucado do namorado, tentando acalmá-lo. Ela podia ouvir feitiços sendo lançados a metros de distância. Pela quantidade ela supôs que os comensais estavam lutando contra alguém. Talvez os aurores romenos tivessem chegado ou os tratadores estavam revidando.

-Temos que sair daqui. Charlie, você lembra quão longe estamos do fim da reserva?

A reserva havia sido protegida quando a noticia de que Voldemort retornara chegou à Romênia. Agora não se podia aparatar dentro dela. Mais afastado dos dois, Yaxley conseguira apagar o fogo e agora tentava anestesiar a dor em seu braço, que fora muito queimado, mas ainda estava se movendo.

-Estamos um... Um pouco longe. Mais ao norte devemos encontrar o limite da reserva.

Charlie já estava mais acordado, mas ainda se movia com dificuldade. Mina o ajudava a caminhar e foram em direção de onde acreditavam ser a sua fuga. A morena olhava cautelosa para Yaxley, mas este estava muito distraído para impedir a fuga dos dois.

HP6

Tom Ridlle, mais conhecido como Lorde Voldemort, estava sentado em seus aposentos. O castelo que havia ocupado estivera abandonado por muito tempo. Ao chegar, o Lorde das trevas reformou completamente a imensa construção, deixando-a uma fortaleza quase imbatível.

Voldemort estava sentado em uma cadeira elegante, de couro negro e que ficava em frente a uma lareira. A janela na lateral do quarto deixava que a luz da lua entrasse no aposento escuro, cuja única iluminação era a lareira.

Uma dor de cabeça vinha incomodando o bruxo maligno por algum tempo. Ele chegou a verificar sua mente, usando Oclumência, mas não achara nada de errado. Algumas imagens, antigas lembranças, lhe vieram a cabeça, mas ele as descartou depois de verificar.

Fora uma velha lembrança de uma viagem que fizera a França, quando achou o diadema de Ravenclaw. Ele ficara tão contente que matara apenas o dono da casa que invadira, deixando a mulher e a filha vivas. O diadema agora estava seguramente escondido.

Ao lembrar-se desses acontecimentos, Voldemort logo verificou se Potter não estava fuçando sua cabeça, mas ele não sentia como se suas defesas estivessem sendo testadas. O Lorde das trevas e o "escolhido" possuíam uma ligação mental, por conta da tentativa frustrada do bruxo mais velho de assassinar Harry.

No ano passado, Voldemort abusara dessa ligação para infernizar o rapaz. Ultimamente, porém, a ligação vinha sendo usada contra ele. Harry Potter costumava tentar invadir a mente do lorde das trevas. Jamais conseguia, mas a mera tentativa era suficiente para causar ao Lorde uma dor de cabeça infernal.

Potter havia se tornado uma grande ameaça. Lorde Voldemort sabia que teria que lidar com o rapaz mais cedo ou mais tarde. Nagini se arrastou para perto de seu mestre, que a apanhou do chão e deixou a cobra em seu colo.

-Harrison James Potter. – Murmurou Voldemort.- Eu vou sorrir quando te matar.