Kagome-chan acordou naquela manhã com uma missão: descobrir o passado de Kagome. Como o faria? Bem nem mesmo ela saberia dizer, mas começaria a buscar informações que pudessem leva-la até a verdade.
A primeira coisa que decidiu fazer foi ir até o Hospício Municipal onde Kagome trabalhara como voluntária, mas antes de ir até o Hospício passaria antes na casa de um velho amigo da família.
A garota chegou um bonito prédio de classe média no centro da cidade, depois de identificar-se subiu até o 9º andar onde morava esse velho conhecido. Ao abrir a porta, o homem já aparentado ter mais de 60 anos com uma pequena barba branca assustou-se ao ver a jovem parada em sua porta; ajeitando o roupão azul marinho que trajava saudou a jovem.
-Minha jovem Kagome-chan; o que faz aqui...tão cedo?
-Senhor Kushiro preciso de um favor.
Kushiro havia trabalhado durante muitos anos para seu pai, ele era o informante de Inuyasha, sempre que este queria informações sobre investidores ou compradores era Kushiro que lhe fornecia essas informações; mas com a aposentadoria e a morte de Inuyasha, Kushiro saiu da empresa.
-Sei que não trabalha mais na empresa – continuou Kagome-chan – e nem precisa me prestar esse favor se não quiser...
-Kagome-chan como posso negar algum favor a filha de Inuyasha
A garota se sentiu mais confiante para pedir o que queria.
-Gostaria que obter informações sobre a primeira esposa do meu pai, a Kagome.
-Por que quer saber sobre ela?
-Não me interprete mal senhor Kushiro, mas é uma questão pessoal muito importante.
-Nesse caso obterá informações sobre ela em menos tempo do que espera – disse o homem coçando a barba.
-Obrigado.
Kushiro a ajudaria a obter informações que precisava, agora ela iria atrás de mais informações sobre a jovem que casou-se com seu pai.
Ao chegar no Hospício Municipal Kagome-chan foi procurar a velha enfermeira que conheceu Kagome, aquela que havia pensado que Kagome-chan era a filha de Kagome. Começou a conversar com a velha senhora sobre Kagome, e assim ficaram quase toda a manhã. No entanto, Kagome-chan não descobriu muitas informações sobre Kagome, além das informações básicas sobre a bondade da moça, também conseguiu algumas informações importantes como a maneira que Kagome ajudou Mirok e Sango a ficarem juntos e que Kagome era órfã.
Sem mais lugares onde pudesse obter alguma informação sobre Kagome, Kagome-chan resolveu esperar noticias vindas de Kushiro, torcia para que o velho senhor tivesse tido mais sorte do que ela nessa busca.
Três dias depois Kushiro ligou para o celular de Kagome-chan e pediu que esta o encontrasse numa lanchonete no centro da cidade, sem agüentar de curiosidade, a garota saiu do cursinho e foi até o local indicado.
A lanchonete era bem arrumadinha, e no momento estava vazia. Ao adentrar a garota encontra Kushiro sentado numa mesa ao fundo com uma xícara de café a frente, Kagome-chan dirigi-se até ele.
-Boa tarde, senhor Kushiro.
-Boa tarde Kagome-chan. Veio muito rápido.
-Tem noticias sobre o passado da Kagome
-Não acreditará naquilo que vou lhe contar minha jovem, o passado de Kagome envolve o passado de seu avô.
-Do que está falando?
Kagome-chan escutou atentamente todos os detalhes de como Kushiro obtivera a informação e depois sobre o grande segredo que fora guardado por muito tempo. Parecia que estava sonhando, que não podia ser possível tal coisa acontecer, no entanto confiava em Kushiro e suas fontes eram seguras e pareciam ser fidedignas.
-Tem uma mulher que trabalhou no orfanato quando Kagome era adolescente, posso marcar um encontro para vocês.
-Quero sim conversar com essa mulher. Peça a ela para me encontrar... – Kagome-chan pensou cuidadosamente num lugar discreto onde poucas pessoas freqüentassem, e então lembrou-se – peça que me encontre no parque central amanhã, está bem?
- Vou avisa-la, te ligarei para confirmar.
-Agora senhor Kushiro, me desculpe, mas tenho que voltar para o cursinho.
No dia seguinte Kagome-chan foi até o parque, a tal mulher decidiu se encontrar com ela. A garota ainda estava pasma com o que ouvira na tarde do dia anterior, não queria acreditar que isso realmente pudesse ser verdade; parecia te mesmo uma brincadeira. Decidiu não contar nada nem a sua mãe e nem a Mirok e Sango; quis conversar primeiro com essa mulher que trabalhara no orfanato.
Kushiro a advertira que a mulher não sabia sobre esse segredo, e que a única coisa que poderia obter dela eram informações sobre a adolescência de Kagome; mesmo assim Kagome-chan resolveu se encontrar com ela.
Kagome-chan estava parada em frente ao lago no qual outro dia passara horas brincando de atirar pedrinhas, lembrou-se da brincadeira e resolveu recomeça-la apenas para passar o tempo enquanto esperava a tal mulher. A garota pegou uma pequena pedrinha que atravessou quase toda a extensão do lago, mas não conseguira chegar até a outra extremidade; resolveu tentar novamente usando uma pedrinha um pouco menor.
-Ela também gostava muito dessa brincadeira.
Kagome-chan assustou-se e deixou a pedrinha cair na beirada do lago, ao virar viu uma senhora aparentando ter uns 60 anos. Ela tinha os cabelos brancos presos por um coque e usava um vestido comprido verde.
-Me desculpe, mas ... – Kagome-chan não sabia o que dizer
- Queria me ver, não é mesmo menina? – disse a velha abrindo um largo sorriso
-Realmente estava esperando uma pessoa, mas como a senhora sabe que era comigo com quem deveria se encontrar?
A velha senhora a olhou de baixo a cima, fixando o olhar no rosto da jovem.
-Não foi difícil descobrir, não é mesmo? – disse a senhora sorridente
-Ah – respirou aliviada – que pergunta boba a minha.
-Tem os olhos dela.
-O rosto, o cabelo...enfim a aparência toda. Sempre me dizem isso.
-Não é isso que estou falando – continuou a velha senhora – os olhos dela; tem os olhos iguais aos de Kagome.
-Os olhos!? – Kagome-chan não estava entendendo o comentário da velha senhora.
- Sim, os olhos. Pode-se ver a alma das pessoas através dos olhos; e os olhos dela mostravam uma força interior muito grande e uma bondade imensa em seu coração.
-Não acredito que ela era tão forte assim – disse Kagome-chan desanimada ao pensar que Kagome havia se matado.
-Precisava te-la conhecido – a mulher sentou-se num banco próximo ao lado – ela lutou bravamente e de cabeça erguida – fez questão de ressaltar - quando muitas teriam desistido.
-Sabia que ela estava doente?
-Quando ela soube da doença, eu a encontrei aqui tacando pedrinhas no lago. Ela tinha os olhos vermelhos e o rosto úmido; quando ela me contou que tinha uma doença incurável eu não pude acreditar que uma jovem tão maravilhosa quanto ela tinha seu futuro condenado – uma lágrima escorreu dos olhos da velha senhora que tratou de enxuga-la rapidamente – mas ela me disse que lutaria para alcançar a felicidade que a tanto tempo ela sonhava encontrar. Ela me disse que a doença dela era como esse lago, frio e profundo, mas que ela seria como uma pedrinha que consegue passar pelo lago sem afundar e chegaria do outro lado onde encontraria a sua felicidade.
Nem mesmo Kagome-chan conseguiu controlar as lágrimas.
-Mas ela não conseguiu atravessar o lago – disse a garota desanimada
-Não, minha querida – a velha pegou um lenço do bolso e começou a enxugar as lágrimas – ela não só atravessou o lago, como também foi além dele.
-Ela se matou – disse secamente
-A Kagome não permitiria que a doença a vencesse, preferiu ela mesma superar seus próprios limites; ela sempre dizia que não se entregaria sem lutar.
-Como se luta se a pessoa comete suicídio – nada parecia fazer sentido para a garota
-Você conhece pouco da vida, mas quando tiver a minha idade saberá que às vezes é preciso se sacrificar para vencer a guerra. E ela o fez por quem amava.
E naquele momento Kagome-chan compreendeu por fim o porquê da Kagome ter tirado a própria vida, ela lutou sozinha até o fim, não queria terminar a vida derrotada pela doença. E ela lutou e se sacrificou por quem amava, o fez por seu pai; não que não o fizesse de qualquer maneira, mas o mais lindo é que ela teve um motivo maior que a própria luta para continuar a batalhar e alcançar a vitória, esse motivo era o amor.
A velha senhora contou alguns detalhes sobre a adolescência de Kagome no orfanato e de como ela sempre fora uma pessoa especial, capaz de transformar em tudo o que tocava. E mais uma vez Kagome-chan percebeu que a definição de Sango para Kagome era a melhor que alguém poderia dar: um anjo que precisou voltar para o céu.
COMENTÁRIO DA AUTORA
Voltando a questão do passado da Kagome... agora ficou fácil saber qual é a o grande segredo por trás da semelhança entre a Kagome e a Kagome-chan; se ainda não sabem eu prometo já contar no próximo capítulo. Desculpem a demora pela atualização!
RESPOSTA DAS REVIEWS
jennichan – o Houjo não é de todo mal, só que no anime ele ficou muito pacifico e acabou se tornando chato demais
Maiyu .Mad.Hatter. – a Kikyo não gosta do Mirok e da Sango por eles fazerem parte do passado do Inuyasha quando este ainda estava ao lado da Kagome. Kikyo sabe que eles apoiavam o relacionamento do Inuyasha com a Kagome, e por isso nunca gostou da presença deles, apenas os suportava por Inuyasha mas quando este morreu ela se afastou deles definitavamente.
Jeh S2 – fiquei contente em saber que vc passou a minha fic para outras pessoas isso prova o quanto está gostando dela!!! Obrigada pela divulgação.
Taisho Girl s2 – desculpe decepcionar mas Inuyasha só soube da gravidez pelo atestado de óbito, sem contar que o bebê também morreu pela overdose de medicamentos que a Kagome havia tomado... sem bebê de proveta, mas tenho uma explicação óbvia para toda essa história!
Uchiha Danii-chan – na verdade fica mais fácil entender o sentimento da Kikyo em relação ao Mirok e a Sango com a fic complemento dessa história RAZÃO E LIBERDADE (que eu comecei a postar aqui no eu vou explicar o porque ela não gosta deles, é bem simples, a Kikyo não gosta do Mirok e da Sango porque eles apoiavam o relacionamento da Kagome e do Inuyasha; a Kikyo liga o Mirok e a Sango ao passado de Inuyasha ao lado de Kagome, inclusive Inuyasha conheceu o Mirok e a Sango quando vivia ao lado de Kagome!
Lory Higurashi – estou continuando conforme solicitado, que bom que está gostando da história
Manu - Respondendo as perguntas... por que a Kagome e Kagome-chan são tão semelhantes...essa surpresa eu guardei para revelar mais para a frente, vai ser algo difícil de ser imaginado, mas garanto que a explicação é bem lógica! Qto a idade da Rin, ela é mais nova do que o Sesshouamaru, e Kikyo menospreza esse relacionamento, pois acredita que seu cunhado sendo tão centrado nos negócios e tão superior não era seria capaz de ficar ao lado de uma mulher mais nova, menos experiente dos assuntos da vida! Mais uma vez provando o quão fútil e de valores morais superficiais Kikyo era.
OBRIGADO A TODOS OS LEITORES QUE VEM ME ACOMPANHANDO!!!
