Então, Jake está de volta e teve seu belo aniversário. Agora vamos vê-lo se readaptado a sua vida antiga, fazendo sua primeira visita aos Cullens e teremos uns belos momentos Jake e Nessie, o casamento de Sam e Emily e atéuma conversa seria com Leah.
Obrigada pelos coments a Charlotte Schmit, Larissa de Flaviani e Bia Duares. Valeu meninas!
LEIAM, COMENTEM E RECOMENDEM!
25 Nada como um pouco de rotina para evitar que você se mate
Estava cansado, terrivelmente cansado. Sentia-me como se tivesse mil anos. Não tinha animo pra nada. Mas qualquer tarefa que me era oferecida eu estava topando. Fazia qualquer coisa pra manter minha cabeça e meu corpo em movimento. Só não podia parar de me mover. Ficar parado era baixar guarda e deixar que minha indesejada nova amiga "dor do cacete" pusesse as manguinhas de fofa.
Bella fizera como prometera me dera o final de semana com Nessie. E eu aproveitei cada segundo dele. Precisava absorver o máximo de sua presença para poder aguentar firme quando ela partisse. Nada mais que uma forte recarga pra poder lidar com os dias sem luz. Nós caçamos, vimos filmes, ela brincou com Claire e corremos por aí. Mas infelizmente existe segunda feira, então eles tiveram de partir.
Porem antes eu tinha de resolver a questão de um pequeno presente de grego.
_ Aqui. Disse estregando às chaves do escalade a Edward.
_ Sabe que é falta de educação rejeitar presentes não? Retrucou ele em tom repreensivo.
_ Humph! Olha, você me conhece. Bella me conhece, não sei como podem ter pensado que eu teria outra reação quanto a esse elefante branco.
_ Você não tem que criar tanto drama por causa do carro. Só achamos que... que podia ser...
_ O que? Algum tipo de consolo pelo que passei? Ou algum tipo de recompensa por estar sendo bonzinho? Me polpe! Respondi sem saco nenhum pra ouvir suas desculpas.
_ Não lobo, só pensamos que podíamos presentear um amigo especial com algo que ele realmente quisesse. Mas acho que esse orgulho estupido é algo que você ainda não superou. Se justificou com a voz acida.
Revirei os olhos cansado. Por melhor que fossem as intenções deles sinceramente eu abria mão de todo esse exagero.
_ O que você vai fazer agora Jacob? Quando formos embora. Perguntou como quem não quer nada.
_ Preocupado que eu faça alguma besteira?
_ Não, não só curioso...
_ Não há porque se preocupar vampiro... Vou tomar jeito. Já conversei com o Billy sobre voltar pra escola, eu já perdi alguns meses, mas posso recuperar o tempo perdido. Não é como se eu tivesse muito com o que me ocupar. E tenho algumas ideias que pretendo por em pratica também._ disse dando de ombros.
_ Fico feliz que esteja percebendo os benefícios de...
_ Benefícios?_ interrompi-o ultrajado_ Vamos parar por aqui sanguessuga, antes que eu te transforme em caquinhos. Disse irritado.
Ele levantou as mãos em sinal de paz.
_ Okay, não irei falar mais disso, a vida é sua e você é quem melhor deve saber rege-la. E quanto ao carro, vamos fazer o seguinte. _ sugeriu_Vou leva-lo comigo, mas ele estará a sua disposição, assim quando for visitar Nessie em Eugene terá um meio de transporte próprio.
Uma vez que não o convenceria a devolver o veiculo a concessionaria e como não estava mesmo afim de continuar com aquele bate papo assenti.
Despedir-me de Nessie novamente não foi menos doloroso do que da última vez, e duvidava de que algum dia melhorasse. No entanto, já estava me acostumado a conviver com a dor, o que me impediu de ter outro acesso.
Como eu havia dito ao sanguessuga retornei ao colégio. Os outros rapazes já haviam retornado no semestre passado, quando eu devia tê-lo feito também. Todos ficaram muito felizes pela minha decisão. Eu pessoalmente estava mesmo satisfeito que tivesse 7 horas do meu dia ocupando minha cabeça com outra coisa que não fosse Nessie. Mas nunca fui um assíduo fã de escola. Ela nunca teve muita importância, contudo eu sempre fui bom aluno.
E a escola não mudara nada desde que eu a deixara. Ainda era o mesmo velho prédio de tijolos desbotado com os mesmos velhos rostos. Sem nenhuma novidade interessante ou empolgante. Mas era engraçado ver como os outros alunos mais novos e até os do nosso ano nos encaravam. Era uma mistura de medo, respeito, encanto e até inveja. Ah se eles soubessem...
Para passar o tempo depois da escola comecei a pegar trabalhos de mecânico. Não era nada profissional ou serio era só algo que eu adorava fazer e que me ocupava. Começou quando o carro do senhor Brown, meu professor de matemática, escangalhou e eu me ofereci para concertar. É claro que ele não levou muita fé, e provavelmente deve ter achado que ia era zoar com ele, mas no final era algo bem simples, só um problema com a ignição. Só que ele ficou tão maravilhado com o quão rápido resolvi o problema que inclusive quis pagar pelo serviço o qual eu me recusei. Em retribuição ele fez propaganda de mim não só pra toda a reserva como também pra toda Forks. Logo tinha gente vindo a mim e perguntando pelo meu "excelente" trabalho.
Aquilo foi sem dúvida uma mão na roda. Não apenas porque eu já não aguentava limpar minha garagem ao ponto de poder comer em seu chão, mas ainda fazia algo que adorava e pra melhorar ainda tirava um troco bom. É claro que eu também cobrava um preço bem camarada, o que somado ao trabalho bom e rápido era garantia de sucesso.
Também passei a fazer hora extra nas rondas. Era mais fácil dormir quando estava completamente exausto ao ponto de capotar e me afogar em minha própria baba. Mas as melhores horas do meu dia eram entre as 19:00 e 22:00, quando eu ia pro meu novo Dell e falava com Nessie via Skype. Tentávamos-nos sempre resumir os acontecimentos do dia, mas nunca era tempo suficiente para tudo que queríamos contar. Ela adorou a noticia sobre eu estar concertando carros e disse que queria me ver fazendo isso um dia, e ficou super empolgada quando falei da escola. Uma de suas maiores frustrações era não poder frequentar uma tão cedo. Eu não podia descordar mais. Tudo que eu queria era que a minha acabace logo.
Merda o imprinting era sem duvida o sentimento mais puro e lindo, com certeza o mais próximo de celestial que pudesse existir. Mas era uma verdadeira maldição quando não se podia ter seu objeto de imprinting por perto.
Mas pensar nisso não era uma opção. Tinha de me prender a minha rotina para não enlouquecer.
Com minhas novas atividades consegui ocupar praticamente cada segundo do meu tempo e assim como prometera logo que consegui organizar as coisas fiz uma visita rápida aos Cullens. Só mesmo o final de semana pra matar as saudades.
A nova casa deles era em estilo neoclássico com grandes colunas romanas, branca com janelas azuis e uma magnifica porta vermelho sangue. Quando me deparei com a gigantesca construção que ficava ao final de uma estrada secundária não pavimentada em uma entrada meio oculta perto da rodovia pensei que estivesse no lugar errado. Ou até mesmo na época errada. Aquele lugar era o típico cenário da onde não estranharia ver Scarlet O'Hara sair correndo com seu vestido esvoaçante. Muito exagero na minha opinião, mas provavelmente era um daqueles tesouros arquitetônicos que Esme havia restaurado. Era realmente muito bom que eles se mantivessem isolados das outras pessoas da cidade. Seria praticamente impossível ignorar uma construção como aquela.
Desci do rabbit e encontrei Carlisle na porta esperando por mim.
_ Seja bem vindo Jacob. Disse gentil me oferecendo a mão.
_ Brigado doutor, é bom vê-lo também. Respondi-lhe retribuindo o gesto.
Esme foi a próxima a vir até mim me recebendo com um abraço maternal.
_ É bom vê-lo finalmente querido. Disse com a voz amável.
_ Antes tarde do que nunca. Falei com humor.
_ Devia ter avisado que viria._ disse Alice irritada surgindo de uma porta lateral._ Assim poderia ter arrumado o quarto de hospedes melhor.
_ Alice uma cama e um travesseiro é tudo do que preciso. Argumentei.
_ Hump! Lobos... Foi só o que disse antes de sair batendo o pé pro segundo andar.
_ Eh aí cachorrão! _Chamou Emmett me dando um forte tapa nas costas._ Finalmente alguém vai tirar a bebê chorona da Nessie daquele estupido estúdio de balé.
_ Não é estupido! Gritou uma vozinha de passarinho vindo do andar superior.
Então como um jato apareceu Nessie com os cabelos molhado e só um par das sapatilhas rosas que devia estar usando.
_ E você disse que achava fofo. Completou apontando o pequeno dedo para o tio.
_Era fofo até se tornar uma obsessão e nós não a vermos mais. Aquilo não era mais uma brincadeira, apenas uma contestação dos fatos.
Nessie fulminou o tio e pra acabar com a cena me fiz presente.
_ Ei Nessie vai ficar aí brincando com o Emmett de quem pisca primeiro ou vai me dar um oi?
Ela se virou pra mim e então percebendo que tinha me ignorado completamente corou um pouco, então sorriu e pulou em meus braços.
_ Você disse que viria logo! Acusou.
_ Vim o mais rápido que pude pequena, mas estive ocupado.
_ Sei. Disse enrugando o rosto.
_ É serio! Mas estive um pouco atolado, sabe que não sou a pessoa mais organizada do mundo e tenho feito muitas coisas. Não haja como se não soubesse eu te conto tudo. Defendi-me.
_ Ah eu não vou ficar aqui ouvindo vocês lavarem a roupa suja. Disse Emmett saindo da sala. Nem ao menos vi quando Carlisle e Esmes se foram, provavelmente para nos deixarem mais a vontade. Eles sempre eram gentis.
_ Onde estão seus pais? Perguntei quando não pude perceber os cheiros de Edward e Bella.
_ Saíram pra caçar a dois dias_ salientou a palavra com uma careta de nojo.
_ Ah! Claro, claro...
Não precisava dizer mais nada. Pra bom entendedor meia palavra basta.
_ Mas a senhorita podia me dizer por que esta com esse cabelo todo molhado e onde esta seu outro sapato?
Ela corou novamente e espremeu um pouco do cabelo.
_ Eu estava tomando banho e aí ouvi que você tinha chegado e... Bem, tive que me apressar. Disse timidamente balançando o pé descalço.
_ E correu tanto que esqueceu um dos sapatos. Não foi uma pergunta.
Ela deu de ombros.
_ Certo. Então que tal secarmos esse cabelo todo?
Ela abriu um sorriso esplendoroso e pulou para o chão.
_ Antes você tem que conhecer a casa. Disse enquanto me puxava.
Ela me mostrou a ampla e clara cozinha de mármore branco que era de dar inveja a Marta Stewart (famosa cozinheira americana). Uma sala de jantar com a mesa de mogno nunca usada e que poderia abrigar toda a nação do Red Sox ( time de beisebol). A sala de tv hitech com Dvd's para levar a falência toda a rede Blockbuster, e com Nintendos e tv a cabo. A biblioteca com mais títulos do que eu seria capaz de supor.
Nessie estava tão empolgada não conseguia parar de correr ao meu redor, devo dizer que gostei de vê-la tão feliz com tão pouco. Se imaginasse que sua alegria seria tanta teria vindo antes.
Depois ela me mostrou seu pequeno estúdio de balé, que não tinha nada de pequeno. Ocupava metade do sótão e era coberto por uma parede de espelhos e outra de janelas. As paredes eram pintadas de branco e na que tinha janelas tinha uma grande balaustrada horizontal aonde ela disse que usava para se aquecer. Eu não conseguia ver pra que tudo aquilo quando ela só tinha cinco anos, mas Bella havia dito que foi feito para mantê-la distraída quando eu me fui. Com isso não tinha o que argumentar.
Então me mostrou seu quarto. Ele era azul claro e branco, com uma cama de dossel grande demais para qualquer um. As prateleiras eram cheias de livros e filmes e não de bichos de pelúcia e brinquedos. Não. Destes, ela tinha muito poucos, e não por que seus pais não lhe dessem, mas porque não ligava muito para eles. Sobre a escrivaninha um Macbook branco, canetas e lápis coloridos e papel de desenho.
_ É muito bonito. Disse.
Ela sorriu satisfeita.
_ Mas está faltando alguma coisa não?
Ela ficou confusa e começou a passear pelo quarto arrumando as coisas novamente. Sem dúvida um sinal de nervosismo, ou do surgimento de um TOC( transtorno obsessivo compulsivo).
_ Um segundo. Pedi.
Então corri até o carro pegando minha mochila. Quando voltei pro quarto ela estava sentada na cama com as pernas penduradas. O outro pé da sapatilha posta e uma toalha atrás das costas.
_ Trouxe uma coisa pra você.
Abri a mochila e enquanto pegava o presente ela se aproximou parecendo ansiosa.
_ Não precisava me trazer nada. _ disse parecendo embaraçada_ Eu não comprei nada pra você.
_ E nem precisaria, ver você é meu presente.
Quando tirei o pequeno lobo de pelúcia de dentro da bolsa deus olhos pareciam que iam saltar para fora. O brinquedo tinha a mesma cor que a minha quando me transformava.
_ Ohhh! Ele é lindo! Um Little Jay! _Gritou ao toma-lo de mim e abraça-lo apertado._ Tem até o mesmo cheiro. Disse aninhando-o nos braços.
_ Isso porque o danadinho se embrenhou no meio das minhas roupas. _ falei me sentando a seu lado._ Little Jay? Perguntei.
_ Ele é igual a você e é pequeno então... Deu de ombros.
_ Certo, certo mocinha, mas temos de secar esse cabelo antes que você pegue uma gripe.
A coloquei na minha frente e comecei a passar os dedos e a toalha entre os fios sedosos.
_ Como se eu pudesse ficar doente. Bufou ela.
_ Só porque nunca ficou não quer dizer que não possa. Respondi.
Ela ficou brincando com o lobo de pelúcia enquanto secava seu cabelo, o que não demorou muito devido ao calor de minhas mãos. Conversamos sobre as últimas coisas que fizemos e o que pretendíamos fazer. Sobre meus planos de um dia quem sabe ampliar a oficina, ou pelo menos oficializa-la. Os dela de começar a estudar ciências, mas que infelizmente estavam suspensos por tempo indeterminado, pois Edward e Carlisle não achavam certo ela se aprofundar muito em alguns ramos da biologia.
Falamos e fizemos planos até Esme nos chamar para jantar, mas tarde vimos filmes com Emmett. Uma maratona de Senhor dos Anéis. Dormi várias vezes durante os filmes. Nada contra filmes de fantasia com hobbits com heróis, mas aturar 9 horas de filmes depois de um dia de aula e 6 horas de viagem de carro não me permitiam levantar as pálpebras depois de Gandalf enfrentar o Balrog.
Lembro-me vagamente de Alice cutucar meu braço e me guiar até um quarto de hospedes do qual só me recordo de que tinha uma cama macia.
Os dois outros dias foram tirados para uma rápida caçada, só mesmo para eu conhecer o perímetro. Jogos de xadrez, War e batalha naval, mais filmes e uma ida ao mercado com Bella e Nessie ao mercado com o objetivo de eu estrear meu escalade. Durante esta ultima reparei Bella encarar um parquinho que havia do outro lado da rua com o olhar perdido e triste. Pensei que provavelmente ela se sentisse mal por Nessie não poder estar com outras crianças, mas achei melhor não perguntar até porque Nessie estava no carro.
Foi um ótimo final de semana e pela primeira vez experimentei a sensação de deixa-la ao invés de ser deixado.
Foi ainda pior. Ver seus olhinhos pidões através do vidro da janela da frente quase me fez voltar. Mas eu resisti e não olhei novamente para trás. Ou então fraquejaria.
Eu tentei manter o ritmo de visita-la todos os finais de semana, mas infelizmente isso não foi possível. O ritmo de escola-trabalho-rondas não permitia que eu conseguisse me deslocar até Eugene toda semana. Mas pelo menos um final de semana por mês eu ia. E tinha minha pequena porção de paz.
Os dias correram, a neve derreteu, as flores desabrocharam e enfim chegou a primavera anunciando a união perpetua do primeiro casal imprinting da nossa geração. O casamento de Sam e Emily estava marcado para dia 26 de maio durante um belo e raro dia de sol em Forks.
A pequena Igreja estava decorada com flores do campo e fitas verdes. Foi uma cerimonia bem simples e rápida, apenas o mesmo "você aceita esta mulher na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza até que morte os separe" e bla, bla, bla, bla, bla. Leah foi a dama de honra como Emily lhe pedira e não esboçara nenhuma reação de desagrado. Bom, pelo menos não falou nenhuma besteira. Apenas manteve uma cara de paisagem durante toda a cerimonia. Não parecia nem prestar muita atenção nas palavras do pastor. Mas acho que assim era melhor do que a outra opção, que era o escândalo. Claire levou as alianças, o que foi engraçado porque ao invés de andar até o altar quando devia ela simplesmente saiu correndo para o colo do Quil.
Os Cullens foram convidados, mas devido ao sol não puderam participar da cerimonia religiosa, contudo Bella prometeu a Emily que estariam na festa. Antes de partir pra nova cerimonia passei em casa pra pegar minha manta cerimonial. Ela era em tons de vermelho e marrom e tinha o desenho de pequenos lobos, o sol e a lua e tinha sido feita por minha mãe enquanto estava gravida de mim. Rachel e Rebeca também tinham os seus.
Ao anoitecer antes da festa os votos seriam reafirmados dentro das tradições Quileutes. Diante da grande fogueira eles fariam a promessa Quileute de amor eterno.
_ Jake! Gritou Nessie quando chegou acompanhada doa pais e dos avós Carlisle e Esme.
Apesar de todos os Cullens terem sido convidados, os outros devem ter achado melhor não abusar da hospitalidade.
_ Oi minha linda. Disse ao pega-la no colo e a abraçar.
_ Estou tão ansiosa é o primeiro casamento que vou ver. Disse ela animada.
_ E vai começar com o pé direito porque as cerimonias de casamento Quileute são muito bonitas.
_ Por que esta usando isso? Perguntou ela passando as mãozinhas por meu manto.
_ Faz parte da cerimonia todos os Quileutes tem de usar um.
_ Por que?
_ É como uma roupa de gala pra nós, como o terno em um casamento normal. Respondi-lhe.
_ Ãaaaahhhh.
_ Oi Jake. Disse Bella.
Acenei para ela e os outros que me saudaram.
O velho Quil se aproximou da grande fogueira e atirou sobre ela ervas especiais que foram recebidas pelo fogo com uma grande explosão.
Nessie deu um pequeno pulo de susto e eu afaguei seu braço para acalma-la. A parte da fogueira era uma das mais legais. As chamas alcançaram uma coloração vermelho vivo e delas desprendia se um cheiro almiscaro e uma fumaça igualmente vermelha.
_ A cor vermelha do fogo representa o amor deles que reuniu a todos nós. Disse a Nessie e seus pequenos olhos se abriram mais.
_ Irmãos e irmãs hoje é um dia de felicidade e festa para todos nós. _ disse o velho Quil_ Hoje nossos irmãos Samuel e Emily se unirão no laço mais sagrado que há. O matrimonio. Hoje eles deixam de ser duas almas solitárias para se tornarem apenas uma. _ele fez um sinal e Sam tirou do bolso um novo bracelete semelhante ao que dera a Renesmee em seu primeiro Natal, mas dessa vez este seria permanente. Ele não era mais um anel de noivado, mas uma aliança. Um sinal perpetuo do amor entre eles.
_ É igual a minha. Disse Nessie baixinho.
_ É só parecida. Corrigi.
_ Eu Samuel Uley prometo a você Emily Young ser para sempre seu, em sinal do meu amor eterno. Para que todos saibam que é minha tal qual sou seu._ disse Sam ao colocar o bracelete em Emily.
Ela sorriu nervosamente então pegou o manto que ela mesma havia tecido.
_ Pra que o cobertor? Nessie perguntou.
_ Eu Emily Young prometo se sua para sempre, para que a família que começamos agora esteja sempre protegida. _ disse ela beijando o tecido e então passando-o pelas costas de Sam.
_ Cada um deve dar algo que fez ao outro. Ele deve dar um símbolo da promessa de amor que os une e os faz uma família, ela dá a manta que abrigará a eles e a toda sua descendência.
Ela ficou séria depois disso. Observando atentamente.
Passei minha vista pelo casal que estava diante da fogueira e de todos a sua volta. Uma aura de amor rodeava a todos sendo impossível são se sentir imensamente feliz. Ou talvez fosse apenas as ervas da fogueira.
Enquanto observava a felicidade ao meu redor me chamou atenção um rosto que não estava feliz.
Leah.
Ela parecia triste e resignada. Agora estava feito, não tinha mais volta. Sam e Emily estavam casados. Foi impossível não reconhecer naqueles olhos chorosos a dor da qual também fui vitima a mais ou menos dois anos atrás. Quando Bella se casou com Edward.
O velho Quil esticou suas mãos para o alto e então aos pousou sobre os ombros dos recém casados.
_ Que os espíritos abençoem esta união e que estes jovens corações sejam abençoados. Disse ele por fim e então atirou outra vasilha de ervas na fogueira que a fez explodir novamente. Mas desta vez fez com que as chamas brilhassem em todas as cores do arco-íris. As chamas altas refletiram no céu nos brindando com uma aurora boreal própria e criando uma aura mágica por todo o lugar.
Sam e Emily se beijaram enquanto foram ovacionados por uivos de felicitações de todos.
_ Então o que achou? Quis saber.
_ Bonito. Disse, mas parecia estranhamente seria.
_ O que houve?
_ Bela cerimonia. Comentou Carlisle impedindo que ela me respondesse. Ele e os outros Cullens se juntando a nós.
_ Emocionante. Acrescentou Esme.
_ Choraria se pudesse. Disse Bella nos fazendo rir.
A festa transcorreu animada. Carlisle e Esme ficaram conversando com meu pai, Sue e Charlie, Bella e Edward dançando em algum lugar e eu e Nessie ficamos com Quil, Claire, Seth e Embry perto da fogueira.
_ Vai me dizer agora o que tá te chateando? Perguntei lhe.
Ele se remexeu inquieta no tronco, mas não respondeu.
_ Ah qual é Nessie? Assim vou achar que você não gostou. Insisti.
_ Foi lindo... sua voz parecia emocionada quando falou então uma grossa lágrima correu por sua bochecha rosada pelo calor do fogo.
_ Oh, Nessie não precisa disso. Disse a pondo sobre o joelho e a abraçando._ Você devia estar feliz e não triste.
_ Não estou triste. Defendeu-se ela.
_ Então?
_ Eu...eu achei lindo Jake. E queria que meu casamento fosse assim um dia. A última parte foi dita em um tom um pouco mais alto que fez Quil e Seth engasgarem com suas bebidas e Embry cair na gargalhada.
Senti-me corar e um arrepio na espinha quando ela disse isso. Deus que resposta eu daria pra isso? Sim? Não? Se seu pais não me matar antes quem sabe?
Por que ela sempre tinha que me por nessas saias justas?
_ Bom, não acho que isso seja motivo pra chorar pequena. Até porque esse é seu primeiro casamento. Quando você ver um que tenha sido feito por sua tia Alice com certeza vai mudar de opinião.
Ela deu uma pequena fungada e me lançou um sorriso forçado, então enterrou o rosto em meu ombro. Fim da discussão.
Quando já era de madrugada os Cullens se despediram e entreguei uma Renesmee mais uma vez desmaiada a Bella.
_ Renesmee esta cheirando estranho. Disse Bella.
_ É a fogueira. Deixará esse cheiro no ar até que uma corrente forte passe e carregue pra longe. Disse.
_ Pelo menos não é cheiro de cachorro. Brincou Edward.
Revirei os olhos e me despedi deles.
Ajudei aos outros a arrumarem a bagunça que não era pouca. Quando estava amanhecendo e já tínhamos acabado resolvi correr um pouco. Passei rapidamente em casa pra trocar minhas roupas por um short velho. Amarrei-o em meu tornozelo e me transformei.
Antes que pudesse respirar fundo minha cabeça foi alvejada por imagens de Sam. Cheguei a cambalear devida a quantidade de informação.
Jacob? Perguntou a voz de Leah em minha cabeça.
Porra que me matar cacete? Gritei ainda sem folego. Acho que vou vomitar depois do que vi.
Que merda esta fazendo transformado? Perguntou ela histérica.
O que acha? Ronda! Respondi irritado por ter tido que ver a intimidade de Leah e Sam.
Bom eu já estou fazendo isso então volte a forma humana! Gritou ela.
Primeiro, você não manda em mim ok? Até onde eu me lembro eu sou o alfa. Portanto me transformo quando bem quero. Segundo, caralho preciso lavar meu cérebro com água sanitária pra tirar toda essa bosta da minha memoria. Retruquei.
Ela ficou calada, mas podia sentir seu desconforto pelo que eu havia presenciado. Então me lembrei de seu olhar de dor durante a cerimonia.
Olha Leah desculpa eu sei que não deve tá sendo fácil...
Corta essa Jacob não preciso da merda da sua piedade! Rosnou ela.
Mas que porra garota só tó tentando ser solidário!
Dispenso!
Foda se quer saber vou dormir é melhor do que assistir a novela que tem na sua cabeça! Disse tentando me acalmar pra voltar a forma humana.
Espera Jacob! Pediu ela.
O que?
Queria te perguntar uma coisa.
Fiz sinal para que continuasse.
Você ainda vai para o outro lado? Havia apreensão quando me perguntou.
Eu também não podia não senti-la depois da última vez que tivemos uma conversa sobre isso.
Por quer saber hein Leah? Mas eu já sabia a resposta.
Por que você acha? Disse como se não fosse mais obvio.
Não vou te ensinar a viajar Leah é perigoso. Lembrei-lhe.
Estou disposta a sofrer os riscos. Disse nervosa.
Pois eu não! Você não sabe o que tem lá, não faz ideia do tipo de ilusões que aquele lugar pode pregar. Leah, você poderia enlouquecer naquele lugar. Acredite sei do que estou falando. Não posso permitir que vá e se perca pra sempre. Como espera que pudesse encarar Sue depois disso? Ou Seth? Como acha que me sentiria ao saber que fui responsável pela sua morte? Pela morte de uma irmã? Não, não isso está completamente fora de cogitação. Fui firme, Leah nunca foi a rainha da razão e estava terrivelmente instável. Seria suicídio tentar leva-la até agora em seu estado atual, ou até mesmo em qualquer um.
Eu não fazia ideia de onde Leah estava, mas ela parecia ligeiramente desorientada.
Jacob por favor... Implorou. Por favor, prometo que serei cuidadosa. Farei exatamente o que me mandar sem me opor. Se mandar parar paro, se achar que devemos voltar darei meia volta e nem discutirei. Mas por favor, me dê uma chance...
Merda! Será que ela não entendia o significado de "você poderia enlouquecer naquele lugar"? Não, claro que não era da Leah que estávamos falando e ela encontraria um jeito de me convencer a faze-lo.
Não, não vou fazer isso.
Jacob, me escuta se fizer isso por mim... Nunca mais te peço nada.
Tentador... Muito tentador, mas não obrigado. Disse me preparando pra voltar a forma humana.
Jacob!
Aghrrrr! O que?
Uma forte onda de dor me atingiu me tirando o ar. Leah estava se lembrando da noite em que Harry morreu. Ela estava discutindo com Sue por causa de suas súbitas mudanças de humor e Harry tentou intervir para acalmar os ânimos.
_ Só estamos preocupados com você filha, essa pessoa briguenta e raivosa não é a nossa Leelee. Disse Harry tentando toca-la. Mas isso só piorou as coisas.
_ Cala boca vocês não sabem de nada! Ninguém sabe! _Gritou ela histérica como a boa e velha Leah.
Ela então começou a tremer furiosamente até que explodiu destruindo dentro da pequena sala de estar dos Clearwater. Seus pais não foram atingidos, mas o pobre sofá acabou destruído.
Leah estava confusa e perdida. Os tremores haviam passado, mas a raiva ainda era presente. E ela estava de quatro, mas alta e tinha... PATAS? Ela olhou apavorada para seus pais em busca de socorro. Mas tudo que conseguiu foi ver o olhar de horror em Harry antes dele cair no chão. Sue se lançou a ele tentando traze-lo de volta, mas já era tarde de mais. Harry havia sofrido um enfarte fulminante.
Em meio aos pedidos de socorre de Sue e aos rosnados e latidos de Leah Seth veio ver o que estava acontecendo e deu de cara com a cena. O pobre menino começou a tremer até não passar mais do que um borrão e então explodiu também. Assim que se transformou Leah pode ouvi-lo em sua cabeça. Ambos estavam confusos e com medo. Não faziam ideia do que acabara de acontecer com eles... No que se tornaram... E ainda o Harry...
Outras imagens tomaram minha mente.
Foi pouco depois do enterro de Harry. Ela estava transformada, assim como a maioria de nós. Sam estava passando informações a ela e Seth até que Emily apareceu em sua frente. Ela pode ver através dos olhos dele todo o amor e paixão que sentia pela prima dela. Aquilo foi como uma punhalada no coração para ela. Como se as coisas já não estivessem ruins o bastante ainda tinha que ver isso, sentir isso...
Novas imagens.
Estávamos transformados, ela via nossas mentes, como a ignorávamos e evitávamos. O olhar de pena de todos e de culpa de Sam e Emily. Toda a dor, a solidão e a RAIVA. Inundavam o corpo e a alma de Leah.
Ela estava a deriva.
Eu conhecia a sensação.
Então eu vi o alivio e a gratidão quando enfim se livrou da mente de Sam. Quando entrou pra minha alcateia. Como finalmente ela podia ter sua mente só pra si novamente. Era só isso que ela queria... ALIVIO E PERDÃO...
Por favor...
Ah eu vou me arrepender amargamente por isso...
Tudo bem Leah, vamos tentar. Disse resignado.
