Após a "tarde mágica", na visão de Chichi, sem esta saber, Kakarotto decidiu que ela devia tomar alguma atitude ou iniciativa, porém...

Enquanto isso, Suno e Kakarotto, escondem um grande segredo de Chichi, que nem desconfia que...

Yo!

Algumas curiosidades sobre os termos da fanfiction, que utilizo em todas as minhas fanfictions de Dragon Ball.

No tocante bebida dos saiya-jins, existem duas. Norokila ( o equivalente a cerveja, para nós) e a Siev (a mais requintada, sendo equivalente a um vinho refinadíssimo ou a champanhe para nós).
O nome Norokila veio de clorofila e a Siev, de seiva.
A Norokila é muito consumida pelos de terceira classe e pela maioria dos de segunda classe.
Já a Siev, era consumida pelos demais da segunda classe, pelos de primeira e elite, já que era uma bebida mais refinada.

Há também o Kaulek, que seria o acompanhante dos saiya-jins de elite, tal como é o Nappa para Vegeta, sendo que também, além de acompanhantes, tal como seriam os mordomos pessoais, também eram considerados instrutores.
Afinal, eram designados desde que os de Elite eram crianças e começavam a vida de lutas e treinos, sendo responsáveis por auxilia-los nos diversos treinos e ensinamentos.
Normalmente, eram os de primeira classe que ocupam tais cargos. No caso da realeza, eram os de Elite. Por isso, que Nappa, apesar de ser da Elite, era e é ainda, Kaulek de Vegeta.
O nome kaulek vem de caule.

Há também o Kaisk. Ele é destinado, por um certo tempo, aos saiya-jins que são enviados quando bebês a um planeta e depois, precisam ser ensinados a viverem dentre os de sua raça. Para isso, o kaisk, fornecia tais orientações e ensinamentos básicos, complementando os ensinamentos das naves, ao menos por um tempo determinado, para depois deixarem o saiya-jin sozinho, após conhecer ao menos o básico.
Caso fosse necessário algum ensinamento a mais, seria ensinado pelos saiya-jins mais velhos.
O termo Kaisk vem de raiz. ^ ^

Afinal, os nomes dos saiya-jins vêm de vegetais.

Por isso, "batizei" as bebidas, assim como designações deles e algumas profissões, com nomes oriundos de componentes das plantas.

Agora, sem mais delongas, boa leitura XDDDDD

Capítulo 26 - Segredo e recordações

Após dois meses, em uma bela manhã, Chichi estava terminando de varrer a casa após Suno retirar o pó e os pelos de Kakarotto dos móveis, principalmente porque ele estava na época de troca dos mesmos e por causa disso, o volume de limpeza aumentava e muito nesse período.

Nisso, enquanto reunia a sujeita com a pazinha, a jovem se lembrava do que acontecera há meses atrás, quando estavam naquele jardim, praticamente privado, pois descobrira que pertencia a Kakarotto e se recordava do momento divertido e depois, do beijo e do que sentiu enquanto estava envolvida nos braços dele, fazendo o seu coração acelerar e ficar intensamente ruborizada.

Nisso, se recorda, que desde aquele dia, os passeios que tinha com ele eram agradáveis e inclusive divertidos, mas, não deram mais do que selinhos e mesmo assim no rosto. Nada íntimo ou próximo do que tiveram naquele dia, como se ele quisesse se conter ou algo assim.

Acreditava que era isso, pois não tentara nada mais íntimo, assim como a mesma não tomara nenhuma atitude ou gesto mais ousado, deixando as coisas como estavam.

Porém, sentia falta e muita dos lábios dele, assim como do calor dos braços fortes e protetores, recordando-se da sensação extasiante de percorrer os músculos definidos com as mãos sentindo as saliências, enquanto que o olhar profundo do saiya-jin e igualmente misterioso, perdurava em suas recordações, assim como sorriso dele que ficara impregnado em sua mente.

Ele continuava próximo dela, porém, de uma maneira, que a distância parecera aumentar, por mais que estivessem próximos um do outro, algo que a incomodava, pois não compreendia o porque e confessava que desejava mais daquele instante, já que por algum motivo, não sentia medo dele e confiava plenamente nele, inclusive se lembrando da noite em que ele passara fome, já que Vegeta tinha chegado sem avisar e para não sobrecarrega-la, aceitou comer menos do que precisava.

Seu coração se aqueceu, ainda mais, ao perceber com o tempo de convivência, algo que não percebera na época, o fato dele ter passado fome por ela, fazendo o seu coração se encher em um misto de gratidão e afeição, do qual sentiu que mudara para algo mais intenso, isso se já não havia alterado e era para o amor.

O amava, ao ponto de começar a sentir ciúmes dele e muito com Suno, pois sabia que se deitavam, regularmente, porém, descobrira há alguns dias atrás, através da mesma, que não se deitavam mais há meses, percebendo que deixaram de ter relações um com o outro, após aquele dia no jardim, oculto, como se fosse um Éden particular em que se beijaram e trocaram leves intimidades no jardim privado deste.

Algo que a fez sentir-se feliz, pois, percebera que ela se incomodava e inclusive, tinha ciúmes, com estes começando mesmo antes daquela tarde "mágica" na visão dela, ao ponto do mundo não existir para eles naquele momento, assim como naquele instante, não eram dono e escrava, e sim, apenas um casal, sendo que tal visão para ela persistira, mesmo nos passeios posteriores a este.

Nisso, frente ao pensamento sobre serem um casal, questiona a si mesmo o que de fato eram, pois, não conseguia encaixa-los em nenhuma definição de relacionamento conhecido pela mesma, ainda mais que era escrava dele e este o seu mestre, sendo, que nem isso, eram.

Nos últimos dias, se recordara do corpo dele nu, quando a trouxe de volta a mansão dele, após ela tentar fugir a meses atrás, sendo que a visão do corpo perfeito e maravilhoso dele ficara marcada a ferro e fogo em sua mente e ultimamente, dera de ter sonhos eróticos, ao ponto de acordar com um incomodo em sua feminilidade e a cama encharcada de suor, não duvidando frente a isso, que algum som tivesse sido proferido de seus lábios, pois, Suno ficava há duas celas da dela.

Mas, a amiga nunca disse nada e a olhava normalmente, com Chichi agradecendo. Pois, ou ela ouvia e fingia não saber de nada, ou, de fato, os lábios dela não pronunciaram nenhum som ou gemido, denunciando sobre o que era o seu sonho, sendo que acreditava mais na primeira hipótese, pois o lençol encontrava-se bem bagunçado, além de encharcado de suor.

Também reparara que seus pesadelos, que eram quase decorrentes, sumiram, gradativamente, conforme convivia com Kakarotto, desde o dia em que saíram para fazer compras e comeram juntos, compartilhando uma mesa, como dois iguais. Desde aquele dia, a intensidade destes diminuiu, tornando algo muito raro de acontecer e inclusive, fazendo semanas que não os tivera uma única vez.

Então, sai de seus pensamentos, quando vira o lixo da pazinha em uma lixeira, enquanto que via a amiga, terminando de passar o pano no chão com o balde ao seu lado.

Chichi seca o suor de sua testa com o braço e observa as horas em um relógio próximo da entrada, percebendo que em breve, Kakarotto chegaria para almoçar, pois, naquela manhã estava lutando contra imperador, já que era parceiro de treino e luta do mesmo.

Por isso, sabia que chegaria cansado, já que lutavam até as forças de ambos caírem, sendo que o mestre dela sempre estava em melhor estado que o príncipe, mas, simulava estar pior para que os demais saiya-jins não percebessem a diferença de poder de ambos.

- Suno-san! - ela chama à amiga que ergue a cabeça, ainda com o rodo em suas mãos - Vou começar a preparar o jantar, pois hoje será o dia em que ele chegará faminto.

- Não esqueça que deve triplicar a comida! – a amiga exclama, enquanto pegava o pano e torcia da mão, após lava-lo.

- Não vou esquecer! E já são dez horas em ponto!

- Já?! - Suno fica preocupada e olha para o espaçoso pátio, como se analisasse, pois não havia terminado - Acho que dá tempo. Kakarotto-sama deve chegar por volta do meio dia. Acredito que terminarei essa área a tempo.

Embora falasse, quase que para si mesmo em um tom preocupado, por não ter certeza se conseguira terminar a tempo para poder preparar o banho do mestre delas, não falava com medo de ser punida por não fazer o trabalho. Kakarotto não se importava com isso, além de que, nunca a punira. Era mais porque pretendia descansar a tarde e preferia "sofrer" de uma só vez com a limpeza e assim, descansar, odiando também o fato de deixar para depois.

- Se você quiser, eu preparo o banho dele hoje. Afinal, está na troca de pelos e isso gerou um trabalho maior para nós! Com certeza, conseguirei adiantar o almoço. Portanto, relaxe.

- Mas, Chichi-san, você fez o tanto de serviço que estou fazendo... Não tem porque sobrecarrega-la. - Suno fala preocupada.

- Não estou sobrecarregada. Consegui terminar a tempo as minhas tarefas da limpeza e agora, farei o almoço. Posso muito bem preparar o banho quando o nosso mestre chegar. Não estou tão cansada. Além disso, sou uma guerreira e, portanto, tenho mais resistência do que um humano comum, como você. Eu consigo aguentar por mais tempo o serviço, adicionando o fato de que, entre varrer e passar pano, passar o esfregão no chão é muito mais cansativo, porque não é só o ato de passar e sim, também há o de lavar e torcer o pano nas mãos. Por isso, deixe comigo a louça também.

- Mas, Chichi-san...! - a jovem tenta argumentar, mas, silencia-se frente a um gesto de mão e um sorriso da outra terráquea.

- Não se preocupe... Como disse, sou mais resistente que você e, além disso, meu controle de ki é melhor do que o seu. Não se preocupe. Quando terminar de passar pano, o almoço estará pronto e após comermos, poderemos cochilar, pois, merecemos um descanso.

- Mas...

- Não se preocupe. - ela fala com um sorriso, enquanto batia as palmas uma na outra e se dirigia a dispensa para pegar o que precisava animada - Agora, irei fazer o almoço!

- Obrigada, Chichi...

Ela agradece com um sorriso e ao ver que essa se afastava, ela curva um joelho no chão e leva uma das mãos ao seu peito, apertando-o, sentindo a dor intensa de antes, retornar, durando alguns bons minutos, até desaparecer, enquanto arfava e ainda tinha o rosto contorcido em dor.

Ela sabia que estava doente e inclusive, o que tinha, pois uma vez Kakarotto a levou ao médico ao perceber que estava doente e sendo que fora diagnosticada após alguns exames, com este usando o dinheiro dele para "agilizar" o diagnóstico, pagando por todos os exames, mesmo os que eram caros.

Porém, não havia tratamento para o que tinha, pois, só acometia os humanos e desde que a Terra foi tomada, não fora feito grandes avanços no campo da medicina humana, pois, normalmente, os chikyuu-jins eram escravos e para os saiya-jins era mais barato comprar outro do que tratar o que tinham.

Os poucos que desenvolviam medicamentos e que eram em sua maioria, humanos, tendo alguns alienígenas, todos escravos, sendo que alguns eram uma continuação de uma pesquisa já existente, aprimorando-as, eram "bancadas" pelo imperador por causa dos seus escravos-cientistas, já que os melhores que ele tinham eram os Briefs e sabia, assim como todos, o quanto os terráqueos eram propensos a doenças.

Mesmo assim, as pesquisas andavam a passos lentos, pois eram muitos poucos cientistas voltados para a medicina, visando o desenvolvimento de medicamentos.

Nenhum deles falara a Chichi, porque Suno assim pedira, pois, a amiga dela nada poderia fazer, além de chorar e se desesperar, sendo que em nada mudaria a sua situação e Kakarotto aceitou a decisão dela, mantendo-se em silêncio, pois vira o quanto isso era importante a mesma.

Então, após duas horas, Suno estava tomando banho no banheiro em sua cela quando Kakarotto chega, cumprimentando audivelmente da entrada com a sua voz revibrando pela mansão, enquanto que estava cansado, mexendo os seus ombros e sentindo o sangue seco grudado em sua pele, para depois depositar o seu scouter em um pequeno armário, subindo em seguida para o seu quarto, quando ouviu a voz de Chichi, o cumprimentando, em seguida.

- Bem vindo, Kakarotto-sama! – a voz da terráquea vinha do quarto dele.

O general exibe uma carranca no rosto, pois não gostava do sufixo "-sama", preferindo que ela falasse o seu nome, normalmente, para depois desfazê-la, ao se lembrar de que ela normalmente fazia isso e que esquecera, enquanto se recordava que havia decidido deixar a cargo dela, para quando esta se sentisse confortável para usar seu nome sem o "-sama" ou sem ser o chamando de mestre.

Ao entrar em seu quarto, Chichi havia acabado de terminar o preparo do banho dele na banheira espaçosa e estava saindo do quarto de banho requintado, quando vê Kakarotto exibindo o sorriso que ela tanto adorava e usando uma voz sexy, que fez um arrepio prazeroso percorrer a sua espinha, assim como se ruborizou quase que imediatamente, sentindo o seu coração bater acelerado no peito.

- Obrigado, Chichi.

- Por nada. Disponha - respondera gaguejando, enquanto lutava para se acalmar.

Nisso, o vê retirando a roupa. Primeiro as botas, depois as munhequeiras e tornozereiras, para em seguida retirar a calça e a cueca, enquanto caminhava para o quarto de banho, fazendo a terráquea ficar hipnotizada, olhando-o ficar nu, gradativamente, sendo um espetáculo intensamente prazeroso, deixando-a sem fala, até que parece despertar do transe, quando ele olha para ela com um sorriso malicioso de lado, perguntando:

- Vê algo que gosta?

- Nada - então, desperta do transe, respondendo com a voz falha e sendo o oposto que pensara, pois o certo seria "tudo", pois era um corpo perfeito em todos os aspectos, fazendo-a sentir um intenso calor.

Então, chamando a si mesmo de pervertida, recriminando-se mentalmente, sacode a cabeça para os lados e saí dali, tropeçando nos seus pés, saindo o mais rápido que conseguia, enquanto estava com o rosto afogueado, recordando dos movimentos dos músculos no corpo perfeito, como se tivesse sido esculpido pelos Deuses.

Desce de dois em dois degraus, para depois ancorar as costas em uma parede, escorregando até o chão com a mão no peito, recordando-se da visão dele completamente nu, lembrando-se do corpo belo e sexy dele, como se tivesse sido esculpido pelo mais habilidoso dos artistas, percebendo que apesar de ter a camada de pelos no corpo, uma parte do ombro, seu peitoral e abdômen, assim como a virilha e o interior das coxas, estavam sem pelos, assim como os glúteos dele, surpreendendo-se, pois imaginara que o pelo cobria todo o seu corpo, sendo que na primeira vez que o viu nu, não pode ver totalmente, pois parte do corpo estivera oculto das sombras.

Então, ao perceber o caminho que tomava a sua mente, se repreende, pois se sentia como uma colegial apaixonada, que havia acabado de ver o seu ídolo como viera ao mundo, completamente desnudo, evidenciando seu corpo, absolutamente, perfeito.

Então, após alguns minutos, consegue se acalmar e se dirige para a cozinha, quando vê Suno surgir das escadas que levava ao porão com a roupa suja e a toalha úmida nos braços, se prontificando a servir o almoço para o mestre delas, enquanto que Chichi poderia tomar um banho para relaxar, sendo que a mesma aceita.

Após todos almoçarem junto com Kakarotto, pois o mesmo pedira para que comessem com ele, pois a mesa era enorme e queria "companhia", elas aceitaram, embora se sentissem um tanto, "deslocadas", sentando em frente a tal mesa refinada junto com o dono delas, demorando e muito para "relaxarem", embora não totalmente.

Então, o saiya-jin se dirige a sala para assistir o noticiário, pois, tinha a tarde livre, decidindo relaxar, pois, desconfiava que Vegeta também estivesse cansado, pois lutaram intensamente, de uma maneira que não lutavam a anos, provocando a destruição do Domo real e quase a morte dos saiya-jins presentes que assistiam a batalha, estarrecidos, tamanho o poder irradiado, sendo que ambos somente usaram a batalha corpo-a-corpo sem ataques de ki para não provocarem destruição já que eram super saiya-jins 4.

Porém, não compreendia o motivo de Vegeta ter lutado desse jeito, pois, normalmente, a luta deles não causava destruição, pois ambos dosavam os seus poderes. Mas, naquela manhã, percebera que ele não dosara em nada, exigindo uma batalha intensa, cujas consequências foram uma grande destruição do local e quase a morte dos saiya-jins que assistiam, embora alguns tivessem ficado bem feridos devido aos escombros.

Nisso, ao olhar Chichi se levantando para ir à cozinha, provavelmente para lavar a louça, ele tem uma ideia e sorri, decidindo que era o momento de dar um pequeno passo para frente, para "medir" o quanto ela se sentia relaxada com ele, antes de darem um passo ainda mais ousado, pois, se dependesse dela, eles não avançariam, sendo que percebeu isso quando deixara por conta dela e a mesma não tomara iniciativa, enquanto julgara que fora cedo demais e que deveria ter esperado mais um pouco.