Oi meninas, me desculpem a demora, mas estava com visitas em casa.
Não pude nem escrever, nem postar.
Espero que gostem do cap.
E obrigada por todas as Reviews lindas!
Bjs.
"Quando você ama alguém tão profundamente
Elas se tornam parte de sua vida
E é fácil sucumbir a medos opressivos internos
Cegamente eu imaginei
Que poderia te manter dentro de um vidro
Agora eu entendi que para ter você
Eu preciso abrir minhas mãos
E ver você subir
Abra suas asas e prepare-se para voar
Porque você se tornou uma borboleta
Oh, voe livremente rumo ao sol
Se você voltar para mim,
Nós verdadeiramente éramos para ser
Então abra suas asas e voe...
Borboleta
Eu aprendi que a beleza
Tem que florescer na luz.
Cavalos selvagens devem correr livres
Ou seus espíritos morrem.
Você deu-me a coragem
Para ser tudo aquilo que eu sempre quis
E sinceramente eu sinto que o seu coração irá
Conduzí-lo de volta para mim quando você
Estiver pronta para pousar
Abra suas asas e prepare-se para voar
Porque você se tornou uma borboleta
Oh, voe livremente rumo ao sol
Se você voltar para mim,
Nós verdadeiramente éramos para ser
Então abra suas asas e voe
Borboleta
Eu não posso fingir que estas lágrimas
Não estão caindo sem parar
Eu não posso evitar essa dor
Que está me consumindo
Mas eu suportarei e direi adeus
Porque você nunca será minha
Até que você aprenda a voar
Abra suas asas e prepare para voar
Porque você se tornou uma borboleta
Voe livremente para o sol
Se você voltar pra mim
Nós verdadeiramente éramos para ser
Então abra suas asas e voe
Borboleta
Assim tremule pelo céu
Borboleta
Abra suas asas e voe
Borboleta"
Butterfly – Mariah Carey.
O que me fez acordar naquela manhã foi a sensação de dedos pequenos escovando meus cabelos.
Minha garganta emitia uns sons estranhos e involuntários e eu não queria abrir os olhos, porque eu sabia que ela tiraria sua mão dali.
O bebê se mexia embaixo da minha bochecha que ainda estava apoiada a barriga de Bella e aquilo só estava melhorando a sensação que eu estava tendo.
A sensação de estar em casa de novo.
Eu abri meus olhos e a primeira coisa que eu vi foi uma imensidão chocolate.
- Bom dia. – ela sorriu pra mim.
E graças ao bom Deus, continuou o carinho na minha cabeça.
- Bom dia.
- Ainda é cedo, vem deitar aqui. – ela pediu.
Eu queria ir, mas de novo aquele merda de batalha interna me dizia pra não fazer aquilo.
Mas eu também não podia recusar e magoá-la.
Eu me levantei contra os protestos do meu corpo dolorido e percebi que a pele pálida de Bella tinha ficado vermelha onde minha bochecha a pressionava.
- Me desculpe. – pedi apontando a mancha.
- Tudo bem. – ela me passou um travesseiro sorrindo e eu me deitei.
Ela se virou pro meu lado na cama e eu deitei de barriga pra cima fitando o teto.
- Seu pai me disse que estava viajando? – ela perguntou cautelosa.
- Sim, estava. Eu fiz aquela viagem que planejávamos fazer juntos. – falei.
- Na Europa? – perguntou.
- Sim, fiquei quase 4 meses por lá. – respondi.
- Com Jessica? – mordeu os lábios.
- Eu estava na casa dela...
Ela assentiu e desviou os olhos.
Ficamos em um silêncio constrangedor por alguns minutos até sua voz quebrá-lo novamente.
- Eu tenho consulta daqui uma semana.
- Estão sendo de 15 em 15 dias? – a olhei e ela assentiu.
- Se você quiser ir... – ela mordeu o lábio inferior. – Vamos fazer uma ultra. Dá última vez eu vi todos os dedinhos do pé dela. – ela sorriu.
- Isso é bom. – também sorri. – Ela vai ser perfeita.
- Eu espero que ela pareça com você. – ela disse. – Não só fisicamente... eu quero que ela tenha o seu caráter e sua personalidade.
- Eu espero que a personalidade dela seja um pouco mais branda que a minha. – nós rimos. – Eu quero que ela tenho o seu tamanho... que seja pequena e delicada como você. Ah! E seu jeito de menina... foi isso que me chamou atenção em você.
Ela sorriu triste e desviou os olhos de mim.
E lá estava ele de novo...
Silêncio.
Eu estava quase dormindo quando senti sua mão pequena deslizar pelo meu peito e seus dedos se entrelaçarem aos meus que estavam ali.
Eu continuei com os olhos fechados, talvez se eu os abrisse, ela percebesse o que estava fazendo e tiraria sua mão da minha. Eu apenas permiti que ela o fizesse e segurei sua mão, tentando passar a ela a segurança que eu não a deixaria sair da minha vida. Nunca mais.
A palma dela estava sobre meu peito e com certeza ela podia sentir meu coração alucinado assim que sua pele tocou a minha.
Foi assim que eu dormi mais uma vez.
E acordei com batidas na minha porta.
Eu olhei o visor e eram 10:31 da manhã. Devia ser meu pai.
Mas era minha mãe.
- Mãe! – eu esfreguei meus olhos cansados.
Ela me puxou em um abraço e me apertou com seus braços pequenos.
- Oh querido, vai ficar tudo bem. – ela disse.
Eu a abracei também e beijei seus cabelos.
- Papai disse que você só viria daqui a alguns dias. – eu disse.
- Eu vinha, mas ele me ligou ontem e disse como você estava. Eu precisei vir cuidar do meu caçulinha. – ela apertou minha bochecha suavemente.
- Eu não sou o caçula mãe. – revirei meus olhos a dando passagem pra que ela entrasse no quarto.
Ela parou quando viu que Bella dormia em minha cama.
- Vocês...? – ela olhava de mim pra Bella.
- Não. – respondi. – Ela veio conversar ontem e chovia muito, não a deixei ir embora.
- Mas vocês vão...? – ela sussurrou.
- Não sei mãe. – me sentei na beirada da cama.
Meu pai apareceu na porta, que estava aberta e também parou o que ia falar ao ver Bella ali.
- Vamos deixá-la dormir. – minha mãe sussurrou indo pra porta. – Nos falamos depois querido. – ela beijou minha bochecha e meu pai me lançou um sorriso.
Depois que eles saíram e eu fechei a porta, eu fui tomar um banho.
Eu ainda tinha minha rotina no hospital e precisava ver Lauren.
Eu tomei um banho longo e quente, enrolando uma toalha na cintura pra fazer minha barba.
Quando eu estava guardando o aparelho Bella entrou correndo pelo banheiro.
- Oh meu Deus! Eu preciso fazer xixi! Agora Edward! – ela ria, me fazendo rir do seu desespero. Ela sacudia o corpo e suas mãos estavam em baixo da barriga, como se segurasse sua bexiga.
Eu larguei meu barbador em cima da bancada e saí de lá antes que ela me matasse pra usar o banheiro.
Eu aproveitei que ela estava no banheiro e me vesti.
Coloquei um jeans escuro, um sapato preto e uma blusa de mangas compridas e botões.
- Me desculpe, mas o xixi da manhã é sagrado. – ela saía do banheiro. Parecia envergonhada. – Acho que eu nunca vou me acostumar com isso.
- Bella, eu sei bem como isso funciona. – a lembrei.
- Aham... você teve 1kg empurrando e espremendo seus órgãos e te fazendo ir ao banheiro de 10 em 10 minutos. – ela disse divertida pegando suas roupas. – Merda! Minha blusa está molhada.
- Use a calça e a minha blusa. – eu disse. – E tem uma escova de dente nova no banheiro, pode usar se quiser.
- Posso tomar um banho? – ela fez uma careta.
- Não acredito que me pediu isso. – revirei os olhos e ela continuou parada. – Vá! – eu disse rindo e apontando pro banheiro.
Ela pegou a sua calça e entrou no banheiro.
Eu tentei ajeitar meus cabelos – uma coisa que eu sempre fazia em vão – e passei perfume e loção pós-barba.
- Bella? – ela gritou um "oi?" de dentro do banheiro. – Quer tomar café aqui ou lá embaixo?
- Aqui! – ela gritou.
- Vou buscar, ok? – a avisei e sai do quarto.
Eu fui até o restaurante e fui avisado que já estavam todos no hospital.
Eu peguei algumas coisas que eu sabia que Bella gostava e voltei pro quarto.
Quando cheguei lá, ela estava sentada na cama vendo TV.
- Não tinha café? – ela fez uma careta olhando a bandeja.
- Você não devia beber café. – a lembrei.
- Eu sei. – outra careta. – Mas o Dr. Jones liberou que eu bebesse apenas um pouquinho por dia.
Ok, vejo que vou ter problemas com esse médico.
Talvez eu devesse procurá-lo hoje no hospital e ele me desse umas explicações como: dar café a uma gestante, ou deixar que ela trabalhe quando sua gravidez é de risco.
Talvez que me esquecesse da ética também.
- Me lembre de conversar com seu médico. – eu disse bebendo meu suco.
Eu queria café, mas como eu sabia que ela ia querer, eu não podia beber na frente dela.
- Ele é um bom médico Edward. – ela disse.
- Você podia ficar em NY comigo até o bebê nascer Bella. – falei. – Lá tem mais estrutura e Luka poderia cuidar de você.
- Você odeia o Luka, Edward. – ela me lembrou com um tom divertido na voz.
- Odeio mesmo, mas eu admito quando vejo um bom médico. – engoli meu orgulho.
Na verdade eu mesmo queria cuidar dela, mas a merda da ética não deixava.
- Não sei se quero voltar pra NY. – ela disse. Parecia triste. – Tenho muitas lembranças ruins de lá... é melhor eu ficar em Forks.
- Você não gosta de Forks Bella. – a lembrei. Ela já tinha me dito isso inúmeras vezes, mas tinha um carinho enorme pela cidade.
- Eu sei, mas é minha casa agora. – ela assentiu me olhando.
- Mas você tem que admitir que em NY você teria uma assistência melhor. O hospital daqui não tem estrutura pra uma gravidez de risco. – falei. – Nem uma UTI neonatal decente tem.
- Eu sei que lá seria melhor. – ela admitiu.
Eu peguei sua mão, olhando em seus olhos.
- Então, por favor, considere a possibilidade de voltar pra lá, pelo menos até a pequena nascer, por favor. – pedi.
- Vou pensar. – ela sorriu e beslicou um pãozinho.
Nós ficamos em silêncio, mas ele logo foi quebrado quando Bella deu um gemido baixo e levou a mão a barriga.
- Você está bem? – eu me levantei e me agachei na frente dela.
Minhas mãos já estavam na sua barriga.
- Estou. – ela soltou o ar que prendia. – Ela só... se mexeu rápido demais.
Eu acariciei sua barriga e ela sorriu.
- Colabore com a sua mãe meu anjo. – eu sussurrei contra sua pele.
Quando eu olhei pra Bella, ela chorava.
- O que houve? – perguntei preocupado. – Está sentindo dor?
- Deus! Eu daria tudo pra que você me chamasse de novo de "meu anjo". – ela soluçou.
- Bella... – seu nome saiu sussurrado dos meus lábios.
- Está tudo bem Edward. – ela enxugava as lágrimas com pressa. – Me desculpe por isso.
Eu me levantei e estendi minhas mãos a ela.
Ela pegou sem hesitar e deixou que eu a ajudasse a levantá-la.
Minhas mãos ganharam vida própria e tocaram seu rosto, uma de cada lado, fazendo os meus olhos se perderem nos seus.
- Você sempre será o meu anjo Bella. Sempre. – minha voz saiu rouca e embargada.
- Me beije Edward. Eu sei que eu não tenho esse direito, mas me beije.
Eu não pensei antes de fazê-lo. Eu queria aquilo desde que soube que ela estava na cidade.
Deus! Eu queria aquilo a 4 meses!
Seus lábios se repuxaram num sorriso quando se encontraram com os meus.
E eu mesmo me vi sorrindo contra sua pele.
Foi um beijo calmo e tranqüilo.
Eu queria ser gentil com ela e apenas relembrar seu gosto e seu toque macio. Ver se eles ainda faziam jus as minhas lembranças.
Nós gememos juntos quando a língua dela percorreu meus lábios e eu dei passagem a ela pra que entrasse em minha boca. Desejando que eu tivesse mais dela quando nossas línguas se tocaram, causando o familiar choque elétrico.
Uma de suas mãos estava emaranhada em meus cabelos e a outra segurava minha camisa, me prendendo a ela com possessividade e naquele momento minha mente gritou "eu sou seu Bella", desejando que ela ouvisse e entendesse o que aquele beijo significava.
Sim, eu estava me rendendo.
E não estava me sentindo um idiota por amá-la e desejá-la pra sempre em minha vida.
Tudo que me importava era ela.
E se eu a tivesse, o resto poderia ter esquecido.
Nós esquecemos nosso passado uma vez, nós esqueceríamos uma segunda vez.
Cedo demais ela se afastou de mim quando meu celular começou a tocar.
- Você precisa atender. – ela sussurrou com seus lábios ainda nos meus.
- Não, estou bem aqui. – ela sorriu contra os meus lábios e eu voltei a beijá-la.
O telefone voltou a tocar.
Merda!
Podia ser do hospital. Eu precisava atender.
Eu me afastei dela, segurando sua mão na minha e peguei meu celular.
Não, eu não atenderia.
- Não vai atender? – ela perguntou.
- Não. – disse devolvendo o celular a mesa.
- Quem é? – ela quis saber.
Eu a olhei, pensando por um momento se eu dizia ou não a ela que era Jessica.
- Já entendi. – ela puxou sua mão da minha. – Eu vou te deixar sozinho pra atender da próxima vez que tocar.
Ela deu alguns passos em direção a porta, mas eu a impedi segurando seu braço.
- Não é o que você está pensando. – deixei claro.
Merda! Eu devia ter dito logo que era Jessica, mas eu sabia que ela ficaria com ciúmes e agora eu piorei a situação.
- Eu não estou pensando nada Edward. Você não me deve explicação. – ela disse seca.
- Não? – perguntei um pouco irritado. – E o que acabou de acontecer aqui?
Ela abaixou os olhos e ficou em silêncio.
- Quem era? – ela perguntou sem me olhar.
- Era Jessica Bella e eu não a atendi porque preferia ficar com minha boca na sua ao invés de falar com ela. – eu disse.
Ela deu um sorriso tímido e eu a puxei pra mim.
- Eu amo você Bella, quando vai acreditar que eu estou sendo sincero? – perguntei colando minha testa na sua.
- Eu acredito em você Edward... eu só... tenho ciúmes e... acho que... inveja dela. – ela disse sem me olhar. – Ela te teve por tanto tempo, vocês tem uma história juntos e isso me incomoda.
- Anjo... você me deu coisas que ela jamais havia me dado em 2 anos. O que eu sinto por Jessica é carinho... não precisar sentir ciúmes dela. E nós vamos fazer nossa própria história.
- Eu sei. – ela sorriu e fez um carinho no meu rosto.
Eu colei meus lábios nos seus novamente. Dessa vez o beijo foi mais urgente, era regido pelo desejo que sentíamos um pelo outro, mas o celular tocou de novo.
- Ela é insistente. – Bella disse quando eu me deliciava com seu pescoço. Meus sentidos sendo aguçados e assaltados pelo seu cheiro de morango.
O celular tocou. Não uma, mas incontáveis vezes.
- Argh Edward, atende logo. – ela pediu irritada.
Ela estava sentada no meu colo somente de calça e sutiã.
Nos levantamos e eu atendi sem nem me dar o trabalho de olhar o visor.
- Alô? – atendi mal humorado. Quem quer que fosse tinha atrapalhado a amasso que eu estava dando na mulher da minha vida.
- Eu sei que você está feliz e empolgado, mas você é médico Edward não pode se dar ao luxo de não atender o celular. – meu pai me advertiu.
- Pai? Me desculpe, eu... aconteceu alguma coisa? – perguntei sem graça.
- Nada. – ele disse com ironia. – Se você considerar que uma equipe de 8 pessoas espera por você e sua paciente está tendo contrações... nada aconteceu.
- Estarei ai em 5 minutos. – eu desliguei a ligação e peguei minha mochila. – Me desculpe. – pedi a Bella. – Lauren não está bem e eu devia estar no hospital a duas horas atrás.
Ela se levantou e vestiu a minha blusa que ela usava.
- Tudo bem. – entrelaçou nossos dedos. – Acho que vou ter que me acostumar de novo com a rotina do Dr. Cullen. – ela me deu um selinho. - Vamos eu te levo.
Ela me guiou até onde seu carro estava e eu entendi porque ela falava com tanto carinho daquela Chevy. O carro era uma relíquia.
Só precisava ser cuidado, mas ainda sim uma relíquia.
Em 5 minutos chegamos no hospital.
Eu dei um beijo longo e demorado nos lábios de Bella e disse que a amava.
- Hoje vai ter fogueira na reserva. – ela disse quando separamos nossos lábios.
- Fogueira? – perguntei confuso.
- É uma espécie de festa deles. – ela explicou. – Nos sentamos a beira de uma enorme fogueira, comemos besteiras e ouvimos os anciãos contarem histórias antigas das tribos.
- Parece legal. – falei.
- E é. – ela sorriu. – Apesar de eu já saber as histórias de cor. – ela revirou os olhos. - Quer ir?
- Você quer que eu vá?
- Sim. – ela corou e tirou uma mecha de cabelo dos seus olhos. – Eu poderia te apresentar meus amigos.
- Então eu vou com você. – falei sorrindo pra ela.
- Venho te pegar então. – eu a beijei mais uma vez e sai do carro.
Quando entrei no hospital a equipe estava agitada.
- Porque demorou tanto? – Peter me abordou assim que eu entrei.
- Como ela está? – pergutei a ele ignorando sua pergunta.
- Acho que em trabalho de parto. – respondeu.
Nós já andávamos até o quarto de Lauren enquanto eu vestia meu jaleco.
- Não, não pode. Ainda não. – murmurei preocupado.
Quando cheguei ao quarto de Lauren, Mike, meu pai e um homem o qual eu não conhecia estavam lá.
- Desculpe a demora. – disse assim que entrei. – Como se sente Lauren?
- Com dor. – respondeu.
Eu vi que os aparelhos necessários já estavam a monitorando.
- Ela tem contrações de 3 em 3 horas. São leves, mas preocupantes. O colo do útero ainda não dilatou mais creio que isso logo aconteçerá. Administrei Dactil intravenoso e corticóides. – ele pausou. – Brian Jones. – ele me estendeu a mão.
- Então você é o Dr. Jones? – perguntei. O médico de Bella e ainda por cima se metendo nos assuntos da minha paciente.
- Sim e o senhor é o Dr. Cullen? – eu apertei sua mão.
- Isso. – disse simplesmente.
- Isabella me falou sobre você. – ele assentiu. – Sei que não foi adequado tratar sua paciente, mas seu pai me autorizou.
Eu olhei pro meu pai e ele assentiu discretamente.
- Claro que sim. – disse sem humor.
Depois daquilo o clima ficou presado na sala e graças aos medicamentos as contrações de Lauren pararam.
Era choramingou querendo ir pra casa, mas eu expliquei a ela que agora mais do que nunca ela teria que ficar internada.
Ela teria que ficar no soro e usar os medicamentos pra segurar o parto até o dia que a sua cesárea estava marcada.
Eu olhei algumas pacientes a pedido do Dr. Jones – que estava achando que era meu amigo agora ou que fazíamos parte de alguma dupla infalível. – e preenchi o formulário de Lauren com os dados que eu havia colhido hoje.
Lá pelas 6 meu nome foi anunciado no alto falante e eu odiava aquilo com todas as forças.
Eu nunca sabia se era meu pai ou eu e sempre acabava que ia os dois conferir.
Mas quando eu cheguei a recepção, meu pai conversava com Bella encostados no balcão. A equipe e minha mãe também estavam por ali.
- Reunião? – perguntei me aproximando.
Eu dei um beijo suave na testa de Bella depois de acariciar sua barriga.
- Vamos a fogueira! – minha mãe disse animada.
- Todos vão. – Bella disse. – Tio Harry pediu que eu chamasse todos vocês, ele diz que é bom que os visitantes conheçam nossa história. – ela revirou os olhos.
- Vou pegar minhas coisas. – eu lhe dei outro beijo e fui até meu armário.
Tirei o jaleco e o guardei na minha mochila.
Eu fui com Bella na caminhonete e meus pais e a equipe foram na van.
A reserva ficava a meia hora de Forks, mas demoramos um pouco mais pra chegar porque a Chevy de Bella não passava de 50 por hora.
- Não a odeie! – Bella pediu fingido estar indignada quando eu reclamei do carro. – Chevy me acompanha há 4 anos.
- Eu poderia te dar um carro melhor. – eu pousei minha mão em sua coxa e a alisei.
- Eu gosto da minha menina e não preciso de outro carro. – ela fez um bico e me olhou por 3 segundos.
- Você é tão teimosa! Jesus! – eu ri.
- Reze pra que ela não puxe a nossa teimosia. – ela disse. – Você é tão teimoso quanto eu.
- Eu não sou teimoso! – agora eu que fingia indignação.
- É sim! – ela assentiu me provocando.
- Não sou Isabella!
- Está vendo. – ela apontou pra mim. – Você é!
Ela parou o carro próximo a uma praia e a alguns metros de nós estavam algumas pessoas.
Nós fomos de mãos dadas até onde as pessoas estavam em volta de uma grande fogueira.
Meus pais e a equipe estavam lá e Bella foi direto cumprimentar Esme.
Bella me apresentou Harry, Billy o "velho" Quil e seus amigos... Paul, Sam, Emily, Claire, Rachel e Quil.
Ela também me apresentou Leah e eu fingi que ainda não tínhamos nos conhecido no incidente no restaurante.
Sue ficou muito animada com a nossa presença na "festa".
Nós comemos cachorro quente e comemos marshmallows assados na fogueira enquanto Bella estava sentada encaixada entre as minhas pernas.
- Me ajuda a levantar? – ela pediu. Eu me levantei e a puxei pelas mãos. – Preciso ir ao banheiro.
- Aonde é? – perguntei andando ao lado dela.
- Na casa do tio Billy.
Eu a acompanhei até a entrada da casa, minha mão sempre nas suas costas.
- Vou te esperar aqui, ok? – ela me deu um selinho e entrou.
Eu esperava Bella do lado de fora da casa quando ouvi uma voz feminina atrás de mim.
- Você tem noção do que fez a ela? – eu me virei e vi Leah parada, encostada em uma das pilastras finas de madeira na varanda da casa.
- Do que exatamente você está falando? – perguntei com sarcasmo.
Ela riu sem humor soltando o ar dos pulmões e se aproximou de mim.
- Você destruiu a vida dela Edward. Você não faz ideia de como Bella voltou destruída a Forks. – ela disse com raiva. – Você não estava aqui cada vez que ela passou mal por causa do bebê e você nunca entenderá como ela se sentiu em relação a isso.
- Seja mais espcífica Leah, não estou entendendo aonde você quer chegar. – eu realmente não estava entendendo.
- Eu vou ser específica então. – ela se aproximou mais. – Bella não queria e nem podia engravidar e você sabia disso. – ela me jogou as palavras. – Como você fez pra enganá-la sobre isso? Sim, porque ela me contou que o seu grande sonho era ser pai, aí você vai e a engravida sabendo que ela corria risco e por egoísmo você ignorou isso.
Eu ia me defender e dizer a ela que não fizemos de propósito. Bella sempre me dizia que ainda não tinha seu ciclo e por isso eu ficava tranqüilo quando nos descuidávamos.
- Bella e eu... – ela me cortou.
- Ela tem 20 anos Edward! 20 merdas de anos e corre risco de vida por causa do seu egoísmo! Eu não sei se eu já disse, mas eu odeio você! – ela jogou seu veneno em mim. – E só pra você saber, ela não queria esse bebê agora, ela mesmo me disse isso.
Sua última frase me atingiu como uma faca.
Era mentira. Eu tinha que acreditar que era mentira.
Ela riu vitoriosa sabendo que tinha plantado aquela maldita semente em mim e nesse exato minuto Bella saiu da casa.
- Tudo bem? – ela perguntou do topo da pequena escada. – Leah?
Eu fui até ela e a ajudei a descer os degraus.
- Tchau Bells. – Leah se virou e saiu.
- Aconteceu alguma coisa? – Bella me olhou.
Eu desviei meus olhos dos dela e neguei com a cabeça.
Nós voltamos a fogueira e ainda ficamos por lá quase uma hora.
Quando resolvemos ir embora, Bella e minha mãe combinaram de fazer compras pro bebê amanhã em Port Angels, uma cidade vizinha a Forks.
A equipe voltou na van e depois de muita insistência – da parte dela – eu deixei que Bella me levasse ao hotel.
No caminho de meia hora eu pensei nas palavras de Leah e as associei com uma lembrança de Bella dizendo a Luka que queria ter filhos, mas não agora.
Mas Sue tinha me dito, quando conversamos no restaurante, que Bella tinha ficado feliz com o bebê.
Que inferno! Eu odeio ficar frustrado, ainda mais por causa de dúvidas.
Eu também não podia perguntar isso a ela, porque com certeza ela diria que Leah estava mentindo.
Ela já havia mentido pra mim algumas vezes, talvez mais essa não fizesse diferença.
Talvez ela tenha se sentido obrigada a ter o bebê, porque seu organismo não agüentaria mais um aborto.
Eu só reparei que havíamos parado quando Bella me chamou e sua mão pequena tocou meu ombro.
- Edward?
Eu desviei meus olhos da janela e a fitei.
- Quer me dizer o que está acontecendo? – ela mordeu o lábio inferior.
- Nada. – forcei um sorriso e abri a porta.
- Hey! – ela segurou meu braço me impedindo de sair do carro. – Foi Leah?
- Nos vemos amanhã Bella. – eu beijei sua testa e sai.
Quando eu fechei a porta e me debrucei na janela ela falou magoada.
- Pensei que fosse me pedir pra ficar com você essa noite.
Eu passei a mão nos cabelos e respondi.
- Hoje não Bella. – eu soltei minhas mãos do carro. – Amanhã a gente... eu te ligo.
Ela assentiu triste e eu nem fiquei ali pra vê-la ir embora. Logo eu entrei e fui direto tomar um banho quente.
Eu coloquei uma calça de flanela e liguei a TV, mas antes de sentar pra assisti-lá eu acendi um cigarro.
Quando ele acabou eu acendi o segundo na esperança de que ele me acalmasse, mas não adiantou.
Tudo que eu pensava era nas palavras de Leah e no rosto magoado de Bella ao ir embora daqui agora a pouco.
Fui resgatado dos meus pensamentos por batidas na porta.
Eu coloquei o cigarro no cinseiro e fui abrir a porta. Devia ser minha mãe, já que desde que ela chegou não conversamos direito.
Mas era Bella.
- Você pode me contar o que aconteceu? – ela perguntou exasperada.
Eu saí da porta pra que ela passasse.
Ela tirou sua parka e colocou em cima da poltrona.
- Eu sei que algo que Leah te disse causou isso Edward. – ela apontou.
- Esquece isso Bella. – eu passei a palma da mão pelo rosto. – Está com fome?
- Eu estou bem. – ela estava bem irritada. – Vou ficar melhor se você me contar o que houve. Eu fui em casa e Leah não quis me contar... só disse que te disse umas verdades.
- Verdades... – murmurei sentando na cama.
- Estou vendo que eu fiz uma grande merda vindo aqui. – ela pegou seu casaco e eu segurei o seu braço.
- Eu posso ficar com ela depois que ela nascer, você não precisa se prender a isso. – eu não sei o que me levou a dizer aquilo.
Eu sei que eu devia ter conversado com ela e acreditado no que quer que ela me dissesse, mas minha razão me fazia acreditar em Leah.
- O que você está falando? O que isso quer dizer? – ela balançou a cabeça enquanto fechava o cenho.
- A neném. Eu posso ficar com ela se você não a quiser. – minha voz saiu como um sussurrou.
- Você acha...? Que merda...? – ela respirou fundo. – Foi Leah que te disse isso? – eu apenas assenti. – E você acreditou...
- O que você queria Bella? – eu a olhei pela primeira vez. – Eu me lembro de você ter dito inúmeras vezes que não queria filhos agora.
- E não queria, mas eu sonhava em ser mãe e isso independe de época e idade Edward. – ela parecia mais calma. – A única coisa que disse a Leah foi que deveríamos ter nos protegido porque eu não podia engravidar agora, mas aconteceu... ela está aqui... – ela pousou a mão na barriga. – E eu não amo nada nesse mundo mais do que ela.
Eu fiquei em silêncio.
O que eu poderia dizer? Eu estava muito, muito errado.
- Eu não entendo como você acreditou nisso. – ela vestiu o casaco. – Depois você me julga por ter mentido pra você.
- Bella? – ela ia em direção a porta.
- Você nem ao menos me perguntou! – ela gritou. – Você podia ter me questionado, me sacudido, me xingado... mas você preferiu me acusar Edward.
Quando ela alcançou a porta eu me levantei e a segurei pelo braço.
Ela se voltou pra mim e me olhou. Seus olhos chocolates brilhavam pela umidade neles.
- Me perdoe, por favor. – eu pedi com sinceridade.
- Quando vamos parar com isso Edward? – ela sussurrou. – Quando vamos confiar e acreditar no outro sem dúvidas ou questionamentos?
- Podemos começar agora. – eu sorri e colei minha testa na sua. – Fique, por favor.
Ela suspirou.
- Me dê um bom motivo pra ficar Edward. – ela olhou em meus olhos.
Eu diminuí a distancia, minúscula, entre nossos corpos e segurei seu rosto entre minhas mãos.
- Eu te amo anjo. Isso basta? – ela sorriu e me encarou.
- Por agora sim. – ela disse. – Mas ainda vamos conversar sobre isso...
Eu encostei meus lábios nos seus e logo suas mãos estavam infiltradas nos meus cabelos, me puxando mais pra ela e colando nossos lábios.
- Eu também te amo. – ela sussurrou entre o beijo.
Logo depois sua língua invadiu minha boca. Quente e ágil, do jeito que ela sabia como eu gostava.
Sua língua explorava meus lábios, minha língua e o interior da minha boca e a minha fazia o mesmo com ela.
Eu desci minhas mãos pelos seus braços e abri o fecho da parka. Enfiei minhas mãos por dentro do casaco, pelos seus ombros e o fiz deslizar até cair no chão.
Eu deixei seus lábios pra beijar seu pescoço. Ela cheirava a morangos e algo que era só dela.
- Eu te quero anjo... – sussurrei contra sua pele.
Ela apertou mais os dedos no meu cabelo e inclinou a cabeça, me dando um acesso melhor a pele deliciosa do seu pescoço.
Eu massageei seus seios por cima da sua blusa de frio e em dois segundos ela já havia a tirado.
Eu brinquei com o tecido do sutiã, puxando o elástico com os dentes e o soltando, arracando gemidos e gritos baixos da sua garganta.
Ela gemeu alto quando eu mordi seu mamilo por cima do tecido fino e sussurrou.
- Tira, por favor... tira. – ela ofegou.
Eu fiz o que ela pediu. Eu sempre faria o que ela me pedisse.
Eu tirei seu sutiã branco de algodão com bolinhas azuis e não pude evitar de sorrir ao perceber que era um sutiã próprio pra gestantes.
Seus seios estavam bem maiores e eu iria aproveitá-los ao máximo antes que uma certa baixinha os roubassem de mim por um longo tempo.
Eu tomei meu tempo me deliciando com sua pele sensível e seus mamilos rosados e endurecidos de desejo. Eu juntava seus seios um ao outro e corria minha língua pelo seu topo, às vezes sugava sua pele e mordiscava em seguida ou prendia seus mamilos entre os dentes e os puxava suavemente.
- Edward... eu vou ter um orgasmo se continuar fazendo isso. – sua respiração apressada me dizia que ela não estava brincando quando disse aquilo.
E tudo que eu mais queria era que ela explodisse com um simples toque meu.
Eu sabia o que os hormônios estavam fazendo com ela e eu sabia que podia dá-la um orgasmo apenas se eu continuasse a provar sua pele.
Eu subi meus lábios, através de beijos, até o seu ouvido e sussurrei.
- Goza anjo...
Ela arfou quando minha boca voltou aos seus seios e minha mão esquerda apertava seu quadril por cima da calça preta de tecido que ela usava.
Eu tirei minha mão dali e a infiltrei dentro da sua calça por trás, meus dedos apertando a pele do seu bumbum perfeito e brincando com a parte de trás da sua calcinha.
Ela ficou mais ofegante. Sua respiração quente sendo jogada em forte lufadas de ar próximo ao meu ouvido e eu estava vendo a hora da minha própria calça explodir, mesmo sem eu estar usando roupa intima.
O aperto de seus dedos ficou quase insuportável em meus cabelos e eu tirei minha mão direita, que massageava seus seios e prendi uma de suas mãos acima de sua cabeça.
Ela impulsionou o colo pra cima me dando ainda mais acesso aos seus seios fartos e eu fiz o que ela desejava.
- Oh meu Deus Edward! Me toque por favor... eu estou quase lá... – ela gemia e ofegava ao mesmo tempo.
A mão que apertava seu bumbum foi pra parte da frente de sua calça e eu a coloquei dentro da sua calcinha...
E putaquepariu ela estava encharcada.
- Porra Bella. – eu a olhei.
Nossos olhos ardiam por conta do desejo e eu precisava beijá-la.
Enquanto meus dedos a estimulavam e nossos lábios se devoravam, ela enfiou a mão dentro da calça e segurou meu membro.
Sua pequena mão, a que estava solta do meu aperto, envolveu a base do meu membro e ela começou a deslizá-la ali rudemente e depois de alguns segundos eu percebi que se ela continuasse fazendo aquilo, ela não gozaria sozinha encostada naquela porta.
Eu soltei seus lábios e joguei a minha cabeça pra trás grunhindo como um animal com o prazer que sua mão quente e pequena me proporcionava.
Mas ela parou...
- Oh Deus! Por que... – minha voz morreu.
Ela mordeu os lábios e tirou sua mão da minha calça.
- Bella... – gemi frustrado.
- Ainda não Edward. – ela falou meio embolado, meus dedos ainda trabalhavam nela. – Eu ainda quero você ai... – ela abaixou os olhos e apontou pra minha mão dentro da sua calça com a cabeça.
Eu também tirei minha mão da sua calça e antes que ela reclamasse a puxei até a cama.
Ela se deitou de costas pro colchão e se ergueu pra me ajudar a tirar aquela maldita calça preta que parecia estar grudada ao seu corpo.
Sua calcinha branca de bollinhas azuis tomou o mesmo destino da sua calça no chão do quarto.
Eu devorei seus lábios com os meus e desci os beijos, os distribuindo por sua pele, beijando suas sardas como eu gostava de fazer... até chegar onde eu queria.
Onde ela queria...
Ela agarrou meus cabelos entre os dedos de uma mão e pediu...
- Por favor... – seu quadril foi erguido e ela corou quando eu a olhei.
- Aqui? – pressionei seu ponto sensível.
- Não Edward, por favor, não me torture. – ela engasgou. – Deus! Tem noção de como eu estou? Grávida e há 4 meses sem sexo... me torture amanhã, daqui a duas horas... agora... só faça. – ela ergueu seu quadril de novo.
Eu deitei de bruços na cama, encaixado entre suas pernas abertas e dobradas.
Ela estava tão vulnerável, tão exposta, tão linda...
Eu corri minha língua por ali, espalmada, absorvendo toda sua excitação pra mim e sendo presenteado pelo seu quadril sendo movimentado suavemente contra minha boca.
Ela sabia que isso me enlouquecia. Ela ditava o ritmo e o lugar onde queria que minha língua fosse e aqui só excitava ainda mais.
Ela não demorou muito dessa vez e logo seu corpo tinha espasmos violentos de prazer enquanto seu orgasmo a arrebatava.
- Jesus! – ela segurou os cabelos e fechou os olhos. – Acho que tinha me esquecido de como isso era...
Eu beijei e acariciei sua barriga que estava um pouco endurecida por conta do orgasmo – orgasmos estimulam algumas contrações. – e cheguei aos seus lábios após beijar seus seios, colo, pescoço e uma pequena mordida no lóbulo da orelha.
- Você está bem? – perguntei olhando nos seus olhos e fazendo um carinho no seu rosto.
- Estou. – ela sorriu. Aquele sorriso que chegava aos olhos. – Mas minha barriga está um pouco dura.
- Isso é normal. – a beijei suavemente. – O orgamos estimula a liberação de ocitocina que é o hormônio responsável pela contração uterina. Já vai passar... – eu fiquei acariciando sua barriga por alguns segundos até perceber que voltava ao normal.
- Passou. – ela sorriu largamente.
- Sim, passou. – a beijei novamente.
- Então... podemos continuar? – mordeu seus lábios.
- Sim, minha pequena insaciável. – ela gargalhou e me ajudou a tirar minha calça. – Me avise se eu te machucar anjo ou se sentir alguma coisa.
- Anda Edward! – pediu impaciente. – Você fala demais.
Eu me posicionei entre suas pernas e sentei em meus tornozelos. Puxei seu quadril pra que se encaixasse em cima do meu e suas pernas ficaram por cima das minhas dobradas. Coloquei um travesseiro embaixo da suas costas pra que ela ficasse confortável e finalmente a invadi.
Ela cravou suas unhas no meu antebraço e meus dedos apertaram ainda mais a pele do seu quadril.
Ela estava ainda mais quente e se apertava cada vez mais em volta de mim, me puxando mais pra dentro dela, me fazer chegar a beira do precipício.
Ela arqueou as costas enquanto eu mantinha um ritmo contínuo e irritantemente lento dentro dela. Seus olhos foram espremidos e seus lábios torturados por seus dentes.
- Fraquinho... – ela cantarolou com aquele sorriso devasso nos lábios.
- Anjo... – a repreendi, mas aumentei o ritmo.
Eu estava quase gozando e precisava que ela viesse junto comigo. Eu posicionei meu polegar em seu ponto mais sensível e comecei a fazer pequenos círculos ali, a estimulando e ouvindo seus gemidos e gritos agora abafados por um travesseiro que ela colocou no rosto.
Eu tirei o travesseiro e o joguei longe.
- Eu quero ver você gozar. – eu disse a ela intensificando o ritmo e fazendo nossos corpos chegarem ao máximo de prazer juntos.
Ela estava corada, de olhos fechados e o rosto levemente brilhante por conta do suor.
- Você está bem? – eu pousei minhas mãos na sua barriga.
O bebê estava agitado, mas não estava tão dura quanto no seu primeiro orgasmo.
- É normal? – ela perguntou se referindo ao bebê.
- É sim meu anjo, seu corpo libera vários hormônios, seus batimentos aceleram, logo ela se agita... seu sangue é o que a alimenta.
- Eu amo que você seja médico. – ela riu.
Eu a beijei e deitei ao seu lado, nos cobrindo com uma colcha.
- Quando orgamos uma grávida pode ter? – ela me encarou com aquele sorriso nos lábios. Aquele que já me dizia o que ela queria.
- Não existe uma regra pra isso. – eu ri.
- Isso é bom. – ela se levantou e sentou em meu quadril.
Depois que eu me recuperei dei mais dois orgamos a ela. Seu corpo estava sensível e qualquer toque a deixava acesa.
Logo depois ela dormiu, exausta, do meu lado.
O dia tinha sido difícil e eu também logo a acompanhei.
Mas eu dormi com um pensamento...
Eu precisava colocar os anéis no seu devido lugar.
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