Um silêncio pesado reinava entre o grupo. Todos tinham muitas perguntas, mas nenhum tempo para fazê-las. Aquele lugar, aquele castelo, lhes parecia uma ameaça maior a cada portão que passavam. A cada obstáculo que venciam, tinham a sensação de estarem caminhando para a morte. E isso era quase certo.
Pararam diante o quinto portão, esperando que este abrisse. O ar estava pesado, com cheiro de sangue. Kurama fitava a porta, pensativo, refletindo sobre qual seria o próximo desafio. Kuwabara e Yusuke mantinham sua atenção em Hiei, se perguntando como ele havia vencido as areias do deserto.
-Eu me lembrei dela...-Hiei falou de repente, ainda voltado para o portão.
-Quê?- Yusuke murmurou.
-Quem? - Kuwabara completou.
-Eu estava definhando naquela prisão...Naquele inferno...-Corrigiu-se –Quando simplesmente me lembrei da Tsuki... Não sei como, mas... Acho que graças a isso consegui vencer.
Os queixos de Kuwabara e Yusuke foram ao chão. Kurama riu.
-A sua vontade de salvá-la foi maior que seu medo.- O ruivo disse
-...Acho que sim.-O youkai concordou.
-PERAÍ, PERAÍ, PERAÍ!-Kuwabara se colocou na frente de Hiei.- Cê ta admitindo que gosta da Tsuki?!
-Hunf. Achei que isso era óbvio.
Kuwabara continuou de boca aberta. Hiei deu um riso de lado.
-Está ouvindo, Eriol?-Falou em voz alta, cerrando os punhos e olhando para o teto.- Não vou deixar nenhum idiota como você tocar nela! – E esticou o braço, lançando suas chamas negras no pequeno olho alado que os observava.
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Eriol franziu o cenho. Como aquele idiota ousou destruir seu "olho"?
Levantou-se, pensativo. Aparentemente, ao admitir o que sentia, o pequeno Hiei havia ficado mais forte. Isso não era bom. Parou e olhou para o teto, pensativo. Em todos esses anos, não havia duvidado uma única vez de suas estratégias e vitórias. Mas, em compensação, em todos esses anos de luta, suas batalhas haviam sido contra youkais sanguinários, gananciosos e indiferentes a qualquer tipo de vida.
Agora era diferente. Existia a possibilidade de derrota, de morte.
Como havia chegado a tal ponto, não sabia e preferia não saber. Quando jovem sempre se preocupara com o futuro e, mais surpreendentemente, com o futuro dos outros. Quem diria que uma simples mulher, uma simples humana, o faria se corromper por completo?
Sim, ele sabia que era mal. Sabia que era odioso, perverso. Conseguia sentir o cheiro de morte que seu próprio corpo exalava. Ele era sujo. Não possuía mais um coração. Dentro de seu peito, existia apenas um emaranhado de lodo pútrido, que pulsava e se retorcia ao mínimo vestígio de sangue.
Passava dias em meio defuntos, prevendo maneiras diversas de executar aqueles que não lhe eram agradáveis. Lágrimas de dor e agonia lhe pareciam perfume. Gritos de desespero lhe soavam como música.
Como havia se tornando o que um dia, há muito tempo atrás, lhe era a fonte de ódio e repulsa? Não sabia. A partir do momento em que vira a rainha, algo dentro de si acordou. Uma besta sanguinária, que esperava apenas a ocasião certa para sair, lhe dominou por completo.
Dizem que todo ser vivo possuí esta aberração dentro de si. O que de fato é verdade, tudo o que respira e pensa pode ser capaz de matar. Não existe um "bem" verdadeiro. Somos maus. É um instinto presente em nossa natureza sádica.
A diferença está entre ceder aos impulsos ou não. Está em para qual lado você vai tender. Em para qual cão você vai alimentar: o leal sabujo ou o selvagem coiote.
O que é ser bom e o que é ser mal? Tudo depende do ponto de vista. Ideologias nos manipulam, como um ventríloquo a seu boneco.
Caminhou até Tsuki, lhe acariciando os cabelos. Sua doce Tsuki, presa em sua própria mente perturbada... Beijou-lhe o lábio rosado, ela era sua... E não iria perdê-la.
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Shiva sorriu. Tudo havia saído como ele imaginara. Cada peça, cada jogada, havia sido o que ele previra. Heróis eram sempre previsíveis, até demais. Sentou-se em sua cadeira. Todos os seus "parceiros" haviam sido derrotados. Ele seria o próximo, mas com uma diferença: não iria perder.
Diante de si, duas alavancas saíam do chão, como cobras de suas tocas. Um mecanismo prateado era ligado á elas e subia pelas paredes. Sua superfície metálica se entortava em vários pontos, fazendo curvas e desenhos em espiral.
Suas dobras entravam nas paredes, se espalhavam pelo seu interior. Lentes avermelhadas brotavam de vários cantos, refletindo em sua superfície convexa a luminosidade do local.
-Está na hora...- O youkai murmurou.
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O portão se abriu com um estalo. Lupus lançou um olhar suspeito para o próximo salão.
-Shiva...-Falou.
-O cara do jagan?-Yusuke perguntou.
-Precisava falar? -Hiei bufou, sarcástico, olhando para a sala repleta de olhos vermelhos, tanto nas paredes, quando no teto e chão.
Ao fundo, Shiva os observava. Estava sentado em uma cadeira, de pernas cruzadas e coluna ereta. Sorriu ao vê-los.
-Bem-vindos, cavaleiros.-Disse.
Ninguém respondeu nada.
-Sim, sim. Entendo que a pressa lhes domina a alma, atormentada em ansiedade.- Juntou os dedos, pensativo. – Então não fiquemos a embromar o inevitável, concordam?- Levantou-se.-Escolham um líder...
Yusuke e Kuwabara abriram a boca, cada um apontando para si próprio.
-Eu!-Kurama disse, sério.
-Hei!
-Muito bem, um passo a frente!
O ruivo obedeceu.
-Me desculpem.-Murmurou para o grupo.-Mas se as informações que Hiei conseguiu estiveram certas... Acho que sou o melhor adversário para este sujeito.
-Sim, ele é esperto e vocês dois burros, não discutam.-Hiei bufou.
-Ora seu...
-Desculpem a intromissão...-Shiva falou em voz alta.- Mas o tempo passa...
Kurama começou a andar.
-Não, não, jovem Youko...-O youkai loiro exclamou.- Não estais a entender... –Apontou para um dos olhos na parede.-Estes olhos, na verdade, são hologramas de alta-resolução, criados por mim. Cada olho possui uma lente, feita com as areias do deserto... O que, por curiosidade, lhes dá um certo... Realismo maior.
-Entendo, mas aonde que chegar?
Shiva puxou uma das alavancas ao seu lado. Todos os olhos incrustados na sala começaram a brilhar. Suas pupilas emanavam uma luz avermelhada, forte e hipnótica. Esta se estendeu por todos os cantos, como um parasita, tomando conta do aposento. Um barulho de engrenagens ecoava e tudo parecia se mover.
Kurama continuou parado, fitando Lupus, enquanto pedaços das paredes voavam, se retirando de um lugar e se recolocando em outro. Kuwabara, Yusuke e Lupus caíam para todos os lados, em busca de um apoio. Hiei olhava para os dois youkais parados a frente.
A sala então finalmente completou sua transformação. O que antes eram olhos e um enorme vazio, havia sido preenchido por uma espécie de chão quadriculado. Pequenos quadrados pretos e brancos, separados por uma fina linha dourada cada um. Peças enormes de xadrez haviam surgido do nada e repousavam em seus respectivos lugares no enorme tabuleiro.
-Este, cavalheiros, é o meu jogo.-Shiva murmurou, em pé em cima de um cavalo feito de algo que parecia ser mármore. Os outros cinco flutuavam sobre peças diversas. Olharam em volta.
- Damas?-Yusuke comentou.
-Xadrez, seu estúpido!-Kuwabara berrou, cerrando os punhos.
-Que estúpido, o que?!
-Diga as regras.-Kurama interrompeu.
-As mesmas regras do xadrez humano...-Shiva murmurou.-Mas, com a diferença de que cada um de vocês terá que representar alguma das peças presentes.-Sorriu.-O Sr.Youko escolhe.
-Muito bem.-Kurama olhou ao redor.- Kuwabara, você é a torre. Yusuke, o cavalheiro da direita. Lupus, o peão á esquerda, no fundo. Hiei, o rei. E eu serei o bispo.-Olhou para o adversário.
Num piscar de olhos, todos estavam na posição que lhe foi resignada.
-As brancas começam.-Kurama murmurou. O youkai aloirado concordou em silêncio. Ergueu a mão levemente, apontando para um peão.
-Em frente...-A peça obedeceu.
Kurama analisou cada detalhe do quadro a sua frente. Apontou para um peão à direita.
-Casa preta, a sua esquerda.-Murmurou. A peça obedeceu.Assim que repousou no quadrado, este se abriu em dois e o peão caiu, sabe-se lá para onde, em uma queda que pareceu eterna.
-HEI!-Yusuke berrou.-Isso trapaça, mermão!
-Devo acrescentar alguns detalhes...-Shiva murmurou, chamando atenção de todos.- Isto não é somente um tabuleiro...-Retirou o monóculo e começou a limpá-lo na roupa branca que usava.-Mas sim um labirinto, cheio de armadilhas. – Sorriu maldosamente, ao que seus olhos assumiram um brilho insano.- Tomem cuidado onde pisam.
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Kali fechou os olhos, pensativa, mal conseguia conter sua ansiedade. Estava sentada em uma espécie de rocha, cercada por um chão arenoso e vazio. Espadas podiam ser vistas, espalhadas e fincadas no terreno, refletindo sua sombra sobre as paredes e dando a impressão de enormes cruzes negras.
Os cabelos negros e ondulados da youkai eram levados por uma brisa, vinda de uma espécie de janela, circular, no teto. Um céu negro, sem estrelas, podia ser visto através do vidro, dando uma sensação de perda, como se quem estivesse na sala não tivesse nada sobre seus pés, como se flutuasse num enorme nada.
-Eles conseguiram chegar aqui...-Kali comentou em voz alta, retirando uma das espadas do chão e virando-se para Herlik
Helik não respondeu. Não entendia o que ela queria dizer. Aparentemente, lutar contra os inimigos do senhor Eriol era algo que Kali gostava de fazer, a youkai parecia agitada. Olhou para o enorme portão à direita, ainda fechado.
-Sabe há quanto tempo não sinto o cheiro de sangue...?-Ela continuou.- Cem anos... Há cem anos não luto contra alguém. Admito que estou ansiosa.- E, após uma pausa, acrescentou - Isso é ruim, posso cometer algum erro...
Olhou para Herlik.
- Você não se lembra dessa sensação, não é mesmo?
O youkai virou a cabeça.
-Eriol nunca lhe contou seu passado...Eu poderia contá-lo, mas acho que não faria significado para você...
-Meu passado?-Herlik repetiu. Já não se alimentara fazia algum tempo e, por algum motivo, aquelas palavras lhe atraíram. Repetiu-as mecanicamente.
-... Sim, seu passado.-Kali pareceu interessada.
Passado. Essa palavra causava uma espécie de dor no peito de Herlik, ele não a entendia. Não entendia o que era dor, não entendia nada. Nem procurava entender. Processava as coisas, apenas. Sua mente não parecia funcionar. Ele era uma máquina. Mas cada dia que passava sem matar alguém parecia fazer diferença. Parecia acordar algo dentro de si, algo que, por algum motivo, ele parecia não desejar que fosse relembrado.
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Tsuki finalmente parou de chorar. Não tinha mais lágrimas. Respirou fundo. Do que adiantava isso tudo? Levantou-se, fitando o imenso mar a sua frente.
-É essa a minha mente?-Murmurou.
Uma leve maresia soprava, levando pequenos grãos de areia consigo. O sol já sumia no horizonte, pintando o cenário de laranja e transmitindo uma calma fora do comum. Sua pele se arrepiava cada vez que uma onda molhava seus pés.
-... Queria ver ele novamente... -Sua voz fez-se ouvir.
Levou a mão ao peito. Seu coração doía. Doía muito. Fechou os olhos e, como numa espécie de reza silenciosa, se manteve lá, parada. O que poderia fazer? Como poderia sair de lá? Olhou para o céu. Uma imensidão infinita, cheia de mistérios. Estaria lá a resposta?
Onde estava sua mãe? Precisava dela...
Suspirou. Sim, precisava dela, mas ela já não estava lá. Ninguém mais estava lá. Ela estava sozinha. Voltou sua atenção para o mar, juntou fôlego e deu um grito.
Caiu novamente de joelhos, respirando aceleradamente. Suas mãos se fecharam sobre a areia e ela engoliu em seco. Levantou-se decidida.
-É a minha mente... MINHA!-Falou.-Não vou deixar que ninguém me controle!-Olhou ao redor.-Vamos, está esperando o que?! Eu quero sair daqui! Agora!
Tudo pareceu se quebrar, de repente a praia se foi e ela, novamente, estava flutuando no nada, com asas em suas costas.
-Apareça...-Repetiu.
-Não disse para se esconder?-Uma voz rouca murmurou atrás de si. Ela virou-se e viu o anjo negro, coberto de sangue e com o rosto de Hiei.
-Não posso, não sei para onde ir.-Ela respondeu, sem desviar o olhar do - Quem é você?
Ele se aproximou, pegando o queixo da garota.
-Sou um sentimento seu...-Murmurou.
-Sentimento?
-A materialização de um... Todos os seus sentimentos assumem uma forma diante seus olhos, a forma que você mesma os dá...
-Eu mesma os dou...? ... Que sentimento é você?
-Não sabe?-Ele soltou-a.
-...
Um barulho ecoou, vindo de todos os lados.
-Está vindo.-O Anjo falou.
-Quem?
-Quem você chamou.
-...-Tsuki olhou para os lados, um barulho de cascos, pesados e rápidos, vinha de todos os lados, sem uma direção exata.- Por acaso, é quem está fazendo isso comigo?
-Sim e não.
-Como assim?
-Faça as perguntas certas. Resta-lhe pouco tempo. Quando este "ser" chegar, não poderei ficar com você.
-Vai me abandonar?
O Anjo riu e repousou a mão enfaixada na bochecha da garota, aproximando o rosto.
-Nunca.-Murmurou.-Mas não posso ajuda-la nessa luta. Você tem que vencer sozinha.
-Com quem eu vou lutar?
-Contra seu medo.
-Meu medo?
-O ser que a manipula, que está fazendo isso tudo, se alimenta do seu medo.
-Então se, de algum modo, por mais impossível que seja, eu "vencer" o meu medo... Ele vai perder o controle sobre mim e eu vou acordar?
-Basicamente.
-Sem problemas então, né?-Murmurou sarcasticamente.
-Ainda tem humor nessas horas?-O Hiei negro balançou a cabeça.
-O que me resta? –Tsuki olhou para a imensidão negra que lhe cercava. Algo se aproximava, podia sentir.
O ar havia ficado pesado e um estranho som, de cascos talvez, ecoava no nada, como se uma tropa invisível os cercasse.
-Tenho que ir...-O anjo murmurou.
-Espere...-Tsuki o olhou.- Que sentimento é você? Minha mãe representa a esperança, o Kurama a temperança, meu tio o receio e...-Tentava não olhar para os lados.- E provavelmente o Eriol assumiu o medo...
-Tem certeza?- Sorriu.- Tem certeza de que ele é o medo?
-... Quem é você?
O Hiei negro manteve o sorriso sarcástico no rosto. Olhou de lado para a escuridão, suas asas envolveram a garota lentamente quando ele se inclinou e sussurrou em seu ouvido, de maneira quase hipnótica:
-Eu sou...
Tsuki ruborizou.
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Kurama ignorou mais uma vez a dor lacerante em seu braço. Já jogavam havia há quanto tempo? Uma hora, talvez? Olhou para a peça recém destruída ao seu lado e depois para Shiva. Havia conseguido tirar o sorriso superior dos lábios do youkai, mas mesmo assim estavam em desvantagem.
O silêncio reinara já fazia muito tempo, a seriedade do jogo parecia ter adquirido algum valor ao seu oponente. O youkai loiro não fazia mais piadinhas, apenas fitava seu oponente, tentando entrar dentro de sua mente. Kurama, por sua vez, sabia que o Jagan era algo que o deixava em desvantagem, mas tentava bloquear o inimigo com todas as forças. Ambos estavam presos em uma batalha, não só física, mas também visual, desviando somente para olhar as peças ou o tabuleiro.
Yusuke estava ameaçado por um cavalo, Kuwabara estava a salvo, mas sua posição em relação às peças inimigas era constrangedora. Lupus havia sido cercado, parecia nervoso, olhando para as peças com medo, receando que estas lhe atacassem. Hiei se mantivera firme, sem mudar de expressão. E já Kurama não podia se mexer. Havia sacrificado sua segurança tentando aplicar uma estratégia que bolara.
As outras peças no tabuleiro pareciam mais frias e ameaçadoras que nunca. Kurama por fim, tomou uma decisão. Olhou para Hiei, parado há duas casas de distância. Ele era o único que poderia ter alguma chance.
Hiei respondeu ao seu olhar. Kurama indicou a peça a sua frente, um enorme bispo, que empunhava uma espécie de lança, e depois para o rei de mármore. Shiva estava tão preocupado em seguir seus movimentos, tentando, de alguma maneira, descobrir o que pensava, que não notou a mensagem silenciosa que o ruivo passara ao amigo.
Kurama fitou Shiva. O youkai ao seu lado, continuava a olha-lo, pensativo. Por fim, pareceu concordar e voltou sua atenção para frente. O ruivo fechou os olhos e deu um passo a frente. Uma jogada mortal. A enorme peça imediatamente posicionou sua lança, Shiva riu.
-Errou.-Murmurou, fitando Kurama de maneira vitoriosa.
O bispo de mármore atacou o youko, tão rápido quanto um lutador vivo.
-Kurama!-Exclamaram Yusuke e Kuwabara, dando um passo a frente.
-Não se movam.-Hiei murmurou, os dois o olharam, incrédulos.
A lança fincou na cintura de Kurama com tamanha força, que saiu por suas costas, espirrando uma chuva de sangue. O youko soltou uma exclamação de dor.
-Erro fatal!-Shiva falou.
-Para alguém tão esperto como você...-Hiei falou, apontando a espada para o pálido rei desprotegido.- Você se saiu um idiota...-E destruiu a peça com um único golpe.
Shiva arregalou os olhos, percebendo o erro que cometera. Deixara-se levar. Perdera a atenção devida e se preocupara demais com Kurama, ignorando a astúcia dos outros. Mal teve tempo de refletir sobre a partida, quando o chão se abriu sobre seus pés e ele caiu, em uma queda infinita.
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Vcs ñ imaginam a dificuldade que foi esse cap. óo
A luta foi bem sem-graça, tinha imaginado muitas outras coisas q ñ puderam ser colocadas... E o fato deu ñ saber xadrez tb influenciou XD
Mas agora estou de férias e acho que, finalmente, poderei acabar a fic. Isso aí, ACABAR!
Como vcs devem ter imaginado, ela está chegando ao fim n.n
Quem diria, né? Depois de 2 anos...
Muito obrigada a todas as reviews! Amei todas elas!!!!!
Vcs que me incentivam a escrever, sabem?
Obrigada á:
TheBlueMemory
Mari Sushi
Yukari
Karin
Nuriko
Angel of Sanctuary
Keiko Pauli
Mayumi Evans Potter.
Espero que gostem do capítulo!
P.S- Qual sentimento o Hiei representa para Tsuki? Mistériosssssss...
LS
