Capítulo 26- Legolas ponto de vista:
Ana se deitou na relva maravilhada, eu me deitei próximo a ela, peguei uma nipredil colocando atrás de sua orelha.
Ela é a criatura mais bonita que eu já pus os olhos, eu vou lutar por ela, eu prefiro morrer do que alguma coisa de ruim acontecer com esta mulher fantástica, minha vida imortal está em suas mãos.
Eu não me importo em desposá-la, eu sei que quando ela partir para um lugar que eu não posso ir, vou sofrer com a separação que vai durar até o fim dos tempos. Eu não tenho escolha, eu a amo, vou ter que enfrentar as conseqüências.
Sam e Frodo foram subir no talan do Cerin Amroth, nos levantamos e seguimos Haldir, toda a Comitiva estava atrás.
Quando os dois estavam lá em cima com Haldir, puxei a Ana para um canto, um pouco mais afastado dos demais.
"Ana, quero que você saiba que você é muito especial para mim, te amo com toda a vontade do meu ser, não me importo se você é mortal, estou disposto a passar por esse sofrimento só para ter você do meu lado, quero que você seja minha esposa, isso é se você quiser".
"Legolas, eu te amo também, só estava insegura do caminho que esse amor vai nos levar, estava com medo de sofrer e principalmente de fazer você sofrer. Além do mais, gostaria de ser sua esposa".
"Você não vai se arrepender dessa escolha".- Disse passando a ponta de meu dedo na sua boca.
Puxei essa jovem maravilhosa para mais perto, meus lábios foram de encontro aos dela, no inicio o beijo foi doce, depois não pudemos resistir e o nosso beijo logo se tornou quente, apaixonado.
Ela começou a acariciar meus cabelos, enquanto eu fazia carinho na sua costa, depois de beijar sua boca, passei para o pescoço dela, senti-a tremer em meus braços.
"É melhor pararmos por aqui, vamos ficar com os outros".- Disse para ela, dando um beijo leve em sua boca.
Peguei a mão dela, e voltamos para onde os outros estavam, nos sentamos na relva, esperando os dois hobbits voltarem.
Fiquei sentado por um tempo pensando no beijo, a sensação de segurá-la em meus braços, ela parece uma flor, bela, delicada, cheirosa, porém efêmera, por mais que ela viva muito não vai ser o suficiente pra mim, mas eu aceito esse amor de coração aberto. A imortalidade é uma benção, mas ao mesmo tempo é uma maldição.
Nem percebi os hobbits voltarem, estava preocupado com meus pensamentos, só voltei a prestar atenção ao lugar em minha volta quando Aragorn falou com Frodo.
"Aqui está o coração do Reino Élfico na terra e aqui mora meu coração para sempre, a menos que haja luz além das estradas escuras que devemos percorrer você e eu. Venha comigo!" - Aragorn disse segurando a mão do hobbit, então saíram da colina.
Continuamos nosso caminho com o crepúsculo, chegamos a Caras Galadhon algum tempo depois.
"Bem-vindos a Caras Galadhon! Esta é a cidade dos Galadhrim, onde moram o Senhor Celeborn e Galadriel, a Senhora de Lórien. Mas não podemos entrar por aqui, pois os portões não se abrem para o Norte. Devemos dar a volta chegando pelo lado Sul, e o caminho não é curto, pois a cidade é grande".- Haldir nos avisou.
Seguimos por uma estrada pavimentada com pedras brancas, seguindo na direção Oeste. Chegamos a uma ponte branca, quando atravessamos estávamos diante dos grandes portões da cidade que abriam para o Sudeste, ficavam entre as extremidades da muralha, eram altos e resistentes, cheios de lamparinas.
Haldir bateu e falou, os portões se abriram sem ruído, entramos e os portões se fecharam. Seguimos por uma alameda funda entre as extremidades da muralha entrando na Cidade das Árvores.
Seguimos por vários caminhos, subimos muitas escadas até chegarmos às partes altas, adiante de um vasto gramado havia uma fonte tremeluzindo, iluminada por lamparinas prateadas pendurada nos galhos das árvores, caindo sobre um vaso de prata, do qual jorrava água cristalina. No lado Sul do gramado havia a maior de todas as árvores; a copa era lisa e grande reluzindo como seda cinzenta; o tronco se erguia imponente até que os primeiros galhos, bem altos se abriam sob nuvens de folhas sombreadas, ao lado tinha uma grande escada branca, e três elfos estavam sentados na base. Ficaram de pé logo que chegamos.
"Aqui moram Celeborn e Galadriel. É o desejo deles que vocês subam para que possam conversar".- Haldir disse.
Um dos guardas tocou uma nota numa corneta pequena, uma outra respondeu com três toques, vindo lá de cima.
"Vou primeiro. Deixem que Frodo venha em seguida, e com ele Ana e Legolas. Os outros podem nos seguir na ordem em que desejarem. É uma longa subida para os que não estão acostumados com esse tipo de escada, mas podem descansar durante a escalada".- Haldir disse.
Ao subir, passamos por vários flets, alguns de um lado, outros no oposto, e tinha uns colocado na copa da árvore, a escada passava por todos eles. Numa grande altura, havia um enorme talan, parecido com um convés de um navio, sobre ele havia uma casa enorme. Entramos num cômodo de formato oval, no meio crescia o tronco do grande marllon, que afilava em direção à coroa, e ainda formava um pilar bem largo.
Havia luz suave; as paredes eram verdes e prateadas, teto dourado. Havia muitos elfos ali. Em duas cadeiras sob a copa da árvore estavam sentados Celeborn e Galadriel. Levantaram-se para nos cumprimentar, eles estavam com roupas completamente brancas.
Haldir conduziu Frodo à presença deles, o Senhor deu boas-vindas na língua élfica. A senhora Galadriel não falou nada, só estava observando.
"Sente-se agora perto de mim, Frodo do Condado! Quando todos tiverem chegado conversaremos juntos".- Celeborn disse.
"Bem-vinda, Ana, filha de Adriano e Nairana, presente dos valar para a Terra-média, espero que você consiga as respostas que procura".
"Bem-vindo, Aragorn, filho de Arathorn! Somam-se trinta e oito anos do mundo lá fora desde que esteve nesta terra, e esses anos pesam muito para você. Mas o fim está próximo, seja bom seja ruim. Enquanto estiver aqui, coloque de lado o fardo que carrega!"
"Bem-vindo, filho de Thranduil! Muito raramente meus parentes viajam até aqui, vindos do Norte".
"Bem-vindo, Gimli, filho de Glóin! Realmente faz muito tempo que vimos alguém do povo de Durin em Caras Galadhorn. Mas hoje quebramos nossa antiga lei. Que isso possa ser um sinal de que, embora o mundo esteja escuro atualmente, melhores dias estão próximos, e de que a amizade entre nossos povos será renovada".
Gimli fez uma grande referência. Realmente espero que a amizade entre nossos povos seja possível, bom se depender de mim serei amigo do anão.
"Aqui estão nove. Dez deveriam ter partido: assim diziam as mensagens. Mas talvez tenha havido alguma mudança nos planos, sobre a qual não ouvimos. Elrond está distante e a escuridão se adensa entre nós; durante todo este ano as sombras cresceram ainda mais".- Celeborn continuou.
"Não, não houve nenhuma mudança nos planos. Gandalf, o cinzento, partiu com a Comitiva, mas não passou as fronteiras desta terra. Agora, contem-nos onde está, pois eu desejava muito conversar com ele outra vez. Mas não posso vê-lo de longe, a não ser que entre nos limites de Lothlórien: uma grande névoa o envolve, e os caminhos de seus pés e de sua mente estão ocultos para mim."- Galadriel falou pela primeira vez, com sua voz grave.
"Infelizmente! Gandalf, o cinzento, caiu nas sombras. Permaneceu em Moria e não conseguiu escapar".- Aragorn informou.
Todos os elfos da sala choraram de dor e surpresa. Como eu também lamento a queda de meu amigo.
"Essa é uma péssima notícia. A pior que já foi anunciada aqui em longos anos repletos de acontecimentos tristes".- Comentou Celeborn.
Voltou-se para Haldir dizendo:
"Por que nada disso me foi contado antes?" - Perguntou na língua élfica.
"Nós não conversamos com Haldir sobre nossos feitos e propósitos. Primeiro porque estávamos cansados e o perigo estava muito próximo, e depois nós quase esquecemos nossa dor por um tempo, percorrendo felizes os belos caminhos de Lórien".- Falei defendendo o elfo.
"Apesar disso, nosso sofrimento é grande, e nossa perda não pode ser reparada. Gandalf era nosso guia, e nos conduziu através de Moria. Quando nossa fuga parecia impossível, ele nos salvou, e sucumbiu".- Frodo disse.
"Conte-nos agora a história inteira".- Celeborn disse.
A/N- Eru da fanfic: Olá caros leitores, tenho algumas considerações a fazer. Primeiramente mudei a classificação da história, pois eu percebi que o nível vai ficar um pouco mais pesado no quesito violência, já na parte sexual entre Ana e Legolas não vai ficar tão carregado, pelo menos eu pretendo que o momento dos dois seja bem doce.
Outra coisa de fundamental importância é a imortalidade dos elfos. Eles são imortais, não envelhecem depois que eles atingem a maturidade entre 500 e 1000 anos, não adoecem, porém eles podem morrer assassinados, ou por uma grande tristeza. Seu espírito quando sai de seu corpo vai para o Palácio de Mandos, num local reservado aos primogênitos, separados dos sucessores ou homens, seu espírito está preso em Arda, ele não pode ir para o lugar especial que só os homens vão, eles ficam um tempo retido entre os mortos e se eles quiserem eles podem voltar para seus corpos depois de um bom tempo.
O próximo capítulo vai ser pelo ponto de vista da Ana, já estamos chegando no momento em que seu destino será revelado, aguarde e confira.
Até mais.
