Gente, eu tô com uma peninha da Amy que vocês não tem noção. Eu também sofro com meus personagens, tá! Na verdade eu é que sou uma pessoa muito temperamental. Chorona... D': um manteiga derretida. :')
Mas talvez eu só esteja assim porque tô super gripada. Até meu pé da laranja, todo pintado de iodo! Nem me perguntem pra que!
E nesse capítulo chega o email de Hamilton *mistério!*
Boa leitura!
Assim que entrou no quarto, Amy fechou a porta. Do lado de dentro, encostou nela e deslizou até chegar no chão. Sentou-se no chão gelado. Enterrou as mãos no rosto enquanto as lágrimas desciam silenciosas por este.
Não chorava de modo escandaloso ou ruidoso, estava calada. As suas lágrimas nunca haviam sido um espetáculo para todos ouvirem. Amy sempre sofria sozinha, sempre guardava os seus sentimentos pra ela. Talvez aquele choro fosse ainda mais triste por isso. As lágrimas iam e viam, contidas e taciturnas.
Ela sabia que chorava sozinha, chorava para ela e por ela. Ninguém nunca compartilhava das suas dores, das suas decepções; não tinha colo ou um ombro amigo. Isso era triste. Triste e frio, muito frio.
Passou algum tempo lá, sentada no chão congelado, remoendo os acontecidos do dia - que não foram poucos. Só depois, bem depois, resolveu levantar. Foi direto para o banheiro. Se olhou no espelho. Ao redor dos seus olhos tudo estava vermelho. Seu rosto estava molhado, lavado pelas lágrimas. Alguns fios estavam grudados em seu rosto pelas lágrimas.
– Está vendo, Ian, como você me deixa? – ela falou com a voz rouca. Virou-se e apoiou seu corpo na bancada da pia. Passou as mãos pelo cabelo, puxando-os para trás em um gesto perturbado. Olhou para baixo enquanto balançava a cabeça negativamente. – Isso não pode continuar assim. Eu não posso continuar assim. – ela refletiu.
Foi tomar um banho. Fazia os movimentos com lentidão como se doesse muito movimentar cada músculo, cada articulação. Ligou a torneira e esperou alguns poucos segundos para esquentá-la. Por algum tempo ficou embaixo da torneira ligada, a água quente escorrendo nas suas costas frias.
Saiu do banheiro em uma nuvem de vapor. O quarto estava gelado em comparação ao banheiro! Seus pés descalços tocaram a superfície de pedra. Brrrrrrr! Como estava frio!
Ela encontrou umas pantufas dentro do grande armário e calçou-as. Colocou seu pijama e desabou na cama. Ela estava cansada. Apagou as luzes.
Como estaria seu irmão? Eles nunca tinham ficado muito tempo um longe do outro.
Amy virou-se para o outro lado, esperando o sono chegar. Pensou em Grace. Não sabia porque a lembrança da avó havia lhe encontrado. Talvez fosse saudades... Talvez fosse solidão... Ela lembrou-se da avó cuidando do jardim. Que esquisito! Grace odiava jardinagem. Será que Amy estava inventando tudo aquilo? Não. Ela se lembrava claramente disso, não podia ser inventado.
Ela virou para o outro lado. Onde estava o sono? Por que demorava tanto a chegar?
Pensou em Hamilton. Como será que ele estava? Será que ele tinha respondido seu e-mail? Amy levantou-se. Já que o sono não chegava, não iria insistir.
Acendeu as luzes. Abriu o notebook, ligando-o. Foi direto para a sua caixa de mensagens. Dessa vez haviam três e-mails. Dois de Hamilton e um de Nellie.
Abriu primeiro o de Nellie. Era curto e grosso.
Onde vocês foram parar? Passei o dia inteiro procurando vocês! Fazem ideia do é isso! Me digam que vou encontrá-los agora! Só espero que estejam bem. - Nellie
Amy sentiu um aperto no peito. Que saudades de Nellie! Como ela estaria? Respondeu de imediato.
Nellie, estamos bem. Estamos na Inglaterra, e fomos raptados pelos Kabra.
A bruxa da Isabel não está. Não se preocupe, eles não vão fazer nada com
a gente. E o Saladin? Como está? Estamos com saudades. - Amy e Dan
Amy não sabia porquê, mas escrevia com confiança. Algo dentro dela lhe dizia que não fariam nada com eles, mesmo os Kabras sendo o que fossem. Não contou para Nellie o resto. Não queria preocupá-la.
Respirou fundo e apertou para ler o primeiro e-mail de Hamilton. Este dizia o seguinte:
Eu não contei para meu pai, Amy, mas contaria se fosse para salvar sua
vida. Não entendo porque você não quer minha ajuda. Você não vê o quanto
é perigoso para você estar aí? Da última vez que você esteve na companhia
de Isabel e do covarde do Ian, eles tentaram te matar e iriam se eu não
tivesse lá. Amy, estou lhe pedindo, não corra este risco, não tente ser a
corajosa porque você não é e nem está em condições de ser. Você não falou
do Ian nem uma vez. Por que, Amy? Eu sei que ele está aí. Ele está mentindo
pra você! Não acredite no que ele diz! Ele só quer ter você sob seu controle.
Aceite minha proposta e deixe eu ir buscá-la, por favor. - Hammer
Amy foi para o segundo.
Esqueça tudo que lhe disse no último e-mail. Se você quiser ajudo vocês,
mas se não quiser não vou insistir. A vida é sua. Você quem sabe. Só não
se esqueça de que se alguma coisa acontecer com você, eu não vou estar
aí para salvá-la, e duvido que o Ian faça o mesmo. Só tenha cuidado,
por favor. Se não quer minha ajuda, tudo bem, mas, por favor, tome cuidado,
é só o que lhe peço. - Hamilton
Mesmo não estando na Antártica, Amy pôde sentir a frieza do segundo e-mail de Hamilton. Ele se quer tinha assinado com seu apelido. A diferença era extrema. No primeiro, ela podia sentir o calor, a força, a vividez. Mas o segundo não passava de uma alma, sem coração nem emoção, que escrevia. Aquele não era o Hamilton caloroso e vigoroso que ela conhecia. Estava gelado. Não podia sentir a alegria que ele tinha em falar com ela. Não havia nada. Era um vácuo de emoções. Vazio e duro.
Ela sentiu uma bola na garganta, que nem subia nem descia, mas continuava a lhe causar um aperto. Seus olhos ardiam, seu rosto estava quente. Sem perceber, seus olhos se encheram de lágrimas. Ela pôde senti-lo indo embora. De repente, ela não tinha mais o amigo, não tinha mais o calor ou a alegria. Era um abismo triste e profundo, muito profundo.
E então ela se sentiu sozinha. Desde que seus pais haviam morrido, ela se sentia sozinha. Mas havia Grace. Só que ela também se fora...
Durante toda a sua vida, Amy se sentiu sozinha e acreditava que era sozinha. Mas agora, ela sentia uma coisa que nunca poderia ser comparada a qualquer sentimento de solidão que ela teve durante toda a sua vida. Parecia que só agora havia dado o estalo, só agora havia caído a ficha.
Ela estava sozinha no mundo. Não haviam pais para lhe amparar, nem avós ou avôs. Seu amigo não era mais seu amigo. Seus primos eram um monte de aproveitadores e Ian não passava de mais um deles. Pessoas surgiam a todo instante querendo lhes matar. Ela só tinha o irmão e este ainda não descobrira aonde eles tinham se metido. Ela não tinha ninguém.
Um frio percorreu seu corpo. Amy não desligou a luz naquela noite. Um medo estava suspenso no ar. Ela apenas se cobriu e deitou-se. Seus dentes estavam cerrados.
Medo! O que vocês acham que vai acontecer, queridos leitores dessa fic melosa?
A resposta minha para isso é: deixem reviews! :O)
O próximo capítulo focará em uma conversa entre duas pessoa que se odeiam, mas é claro que eu não vou dizer quem são! :-X
Esperem animados pelo próximo capítulo!
