Título: Muito Bem Acompanhada AJ
Autora: Hana Lis
Adaptado por: Tati Cullen Hopkins e Nina Rickman
Beta Reader: Cíntia-Cullen
Personagens: Alice/Jasper
Rated: M – Cenas de Sexo (NC)
Advertências: Universo Alternativo (Todos Humanos)
Disclaimer: Jasper, Alice e cia são personagens de Stephenie Meyer. E "Muito Bem Acompanhada" pertence a Universal Pictures. Ou seja:
Não vamos ganhar nenhum dinheiro com isso, essas humildes irmãs autoras de fic só querem reviews!
"REVIEWS, ASSIM COMO JASPER, FAZEM MILAGRES!"
Avisos: Como citado acima, a fanfic Muito Bem Acompanhada AJ é uma adaptação da fic de mesmo nome escrita pela Hana Lis. A adaptação realizada por nós tem a autorização e o conhecimento da autora original, portanto, qualquer cópia – integral ou parcial –, tradução, postagem ou afins sem a nossa autorização será denunciado sem piedade. Agradecemos pela atenção.
Agradecimentos: Às nossas queridas leitoras (e leitores!) e beta que revisaram o Capítulo 25 e nos presentearam com suas reviews: MahRathbone, Lorena, Bia, A. Romanov, Olg'Austen, Bru Moraes, Lolokaish-Loca-Louka, Cíntia-Cullen, Pen. Ink. Passion, Lari SL, Anna R Black e Isabella.
Resumo do Capítulo: Existe alguém muito obcecada por Jasper...
– CAPÍTULO VINTE E SEIS –
OBSESSÃO
Uma longa e interminável espera.
A ida e vinda de Alice em frente ao restaurante causaria enjôo a qualquer um que acompanhasse seus passos, até mesmo a si mesma, se não estivesse tão ansiosa com o que poderia estar acontecendo lá dentro. Há dois dias Jasper havia recebido uma ligação de Laurent lhe informando quando seria o tal teste e esse dia havia chegado. Era tão... estranho, estar justamente em frente à aquele restaurante mais uma vez. Se fosse há alguns anos atrás, poderia ser outro carro o que estava parado ali em frente e também poderia estar vendo de um outro ângulo a traição de James. Fora exatamente ali, há exatos três anos que flagrara James com Victoria.
"É Alice, parece que você gosta mesmo de sofrer, né? Ver a traição do ex de um outro ângulo? Por Deus... Quem pensaria em tal possibilidade?"
Algum... masoquista talvez?
Alice balançou a cabeça para ambos os lados, tentando afastar aquelas infelizes coincidências e lembranças nem um pouco agradáveis, mas ainda achava tudo aquilo uma tremenda coincidência. Justo aquele restaurante? Tudo bem que agora ele levasse o nome da franquia Borg Scott e tivesse uma imensa placa avisando: "Em breve reinauguração!"; mas ainda assim não deixava de ser uma coincidência, sem contar que nem ao menos soubera que o "Le Garden" havia sido fechado.
Talvez não tivesse sido uma boa idéia vir fazer uma surpresa a... Ao seu namorado? Como dissera ao rapaz que aparecera há alguns minutos atrás em frente ao restaurante e lhe perguntara se desejava alguma coisa? Era a primeira vez que o chamara assim: namorado. Um rapaz trajando um uniforme de garçom aparecera à porta do restaurante e lhe perguntara se desejava alguma coisa e a sua resposta foi na verdade uma pergunta:
"Hm, o meu... o meu... O meu namorado veio fazer um teste aqui mais cedo e eu gostaria de saber se ele ainda está por aqui..."
Quando lhe dissera o seu nome, o rapaz havia lhe confirmado que sim, Jasper ainda estava com o chefe fazendo o tal teste. Jasper havia lhe dito que provavelmente sairia de lá às sete horas, mas que poderia demorar um pouco mais, afinal nunca se sabe. Lhe aconselhara a o esperar em casa, mas... Mas não havia aguentado a espera, Alice suspirou. E agora estava ali, sem saber ao certo por quanto tempo ainda o esperaria.
A casa de Bella não ficava muito longe dali, mas... Não, não era uma boa idéia ir até lá. Pela graça de todos os deuses haviam se entendido, ou pelo menos abrandado as suas acaloradas conversas onde a amiga insistia em dizer que havia se precipitado em se jogar de cabeça e de olhos vendados naquela relação com Jasper. Bella lhe dizia que não conheciam Jasper o suficiente e que, a sua história com Emmett ainda não havia acabado, não até que ele estivesse de volta a cidade e que conversassem, portanto, deveria ter mais cautela na forma como se entregava aos "seus arroubos de adolescente". Dizia-lhe que não encontrava outras palavras para definir como estava agindo e quando fazia esses tipos de comentários era como se estivesse conversando com alguma tia chata e centenária de Edward. Será que algumas semanas na Inglaterra, junto daquelas morcegas velhas, haviam derretido e fundido o cérebro de Bella numa espécie de rocha não pensante e antiquada?
Não importava quantas vezes dissesse que amava Jasper e que aquilo era recíproco, a amiga sempre desconversava e achava mil empecilhos para azedar a sua dose extra-forte de doçura. Chegara até mesmo a lhe afirmar, com as bochechas mais vermelhas que dois tomates, que aquilo não era mais que sexo e como havia passado alguns anos sem... bem, que aquilo a estava confundindo.
Enfim, não conseguia entender a amiga, parecia estar tentando de uma forma estranha, muito estranha aliás, apenas lhe proteger, como faz uma mãe diante da possibilidade de sua filha caçula, no auge de sua inocência e também rebeldia, estar se envolvendo com algum marginal ou coisa do tipo.
Havia até mesmo chegado a esbravejar a todo pulmões com amiga, um certo dia, diante de tanta "preocupação":
"Bella, já não tenho mais quinze anos! E também já não sou mais virgem desde os dezesseis pra que você se preocupe de tal forma e tampouco sou sua filha pra me tratar desse jeito!"
No entanto, o "Eu só queria lhe ajudar..." quebrou-lhe as pernas.
Aqueles olhos castanhos a verterem grossas lágrimas fizeram Alice retroceder. Estava gritando com uma mulher grávida? Mas que horror! Bella sempre fora assim, se preocupara e até demais consigo, mas no fundo, ela tinha sim bons motivos para tamanha preocupação. Se metia sempre nas piores encrencas e quem é que a consolava depois? Sim, era ela, Bella, e por isso mesmo, por estar com os ombros calejados de tanto lhe emprestar o tal do "ombro amigo" depois de mais uma decepção amorosa, devia temer que mais uma queda fosse demais para que pudesse se reerguer, mesmo com sua ajuda. O que na verdade, seria mesmo demais, mas quem disse que cairia?
Nesse instante seus pensamentos foram interrompidos por uma voz surpresa e conhecida atrás de si.
– Alice? – Jasper arqueou a sobrancelha num misto de surpresa e felicidade por encontrar a jovem ali. – Você não devia estar...
– Não aguentei te esperar em casa...
Alice virou-se, se deparando com o rapaz em frente ao restaurante, sua expressão parecia estar enlevada como se não conseguisse conter a felicidade que o invadia.
– Passei! Passei no teste! – ele sorriu.
– Ah, mas que ótimo! – Alice sorriu de volta e no instante seguinte os braços do rapaz a envolviam num caloroso abraço e a rodopiavam pelos ares, os dois rodando parados no mesmo lugar. – Eu sabia que você ia passar! – ela completou, afagando-lhe os cabelos loiros.
– Graças a você! – respondeu Jasper depositando a jovem no chão.
– A mim? – Alice indagou confusa.
– Sim, a você – continuou Jasper. – Lembra daquele dia em que eu lhe fiz as tortillas, mas não tínhamos batatas para fazer?
– Huhum... – Alice assentiu. – E fizemos com bacon?
– Isso, eu refiz isso hoje para o Senhor Borg Scott e ele aprovou a idéia, me disse que não há nada mais "espanhol-americanizado"!Eu nem consigo acreditar que algo tão simples o satisfez.
– Mas são as coisas simples que mais nos satisfazem e como você bem sabe, na maioria das vezes o pouco é que se torna o muito – Alice sorriu diante da expressão satisfeita do rapaz.
– Ele me disse que a princípio eu serei ajudante do chefe Alberto, mas que se me destacar e ganhar a confiança dele, daqui a algum tempo poderei até mesmo alcançar o posto dele, já que segundo Laurent, Alberto é peça indispensável da franquia dele na Espanha – o rapaz sorriu divertido. – Alberto por sua vez também não pretende ficar muito tempo aqui nos Estados Unidos, já que toda sua família reside em Madri e que se depender do que ele me viu fazer hoje, ele me colocará para substituí-lo em breve. Provavelmente eu terei que fazer alguns cursos, mas o importante é que isso tudo sem dúvidas é uma porta aberta – completou ele com um ar triunfante.
– Mas que maravilha Jazz! – Alice sorriu igualmente feliz por ele.
– Sabe aquelas leche fritas, que te falei?
– Aquelas o quê? – Alice franziu o cenho.
– Leche fritas, uma sobremesa, mas não importa – continuou Jasper. – Eu fiz algumas leche fritas como sobremesa e tanto Alberto como Laurent também aprovaram. Qualquer dia lhe faço algumas e você vai entender do que eu estou falando. Leche frita é um doce muito apreciado na Espanha.
– Está certo, mas... – Alice ponderou. – O que acha de sairmos pra comemorar? Quem sabe ir até aquele restaurante japonês que te falei?
– Eu acho ótimo! – Jasper sorriu, porém nesse instante seu celular tocou. – Só um minuto, pode ser meu futuro/já/patrão, não é mesmo?
Alice sorriu divertida vendo-o atender o celular, porém viu a expressão do mesmo mudar completamente assim que atendeu. Jasper imediatamente se voltou para trás como se pudesse avistar alguém ali as suas costas, pronto para lhe dar um bote, enquanto em silêncio ouvia a voz que lhe falava do outro lado da linha. Alice por sua vez sentiu aquela mesma sensação estranha diante do que parecia ser a voz de uma mulher, no entanto, nada disse; apenas esperou.
– Está certo – Jasper respondeu por fim desligando o celular e isso foi tudo o que disse desde que o atendera.
– Quem er... – começou Alice, mas Jasper a interpelou.
– Minha Deusa, por favor, poderia ir até o restaurante e me esperar lá? – quando Alice tentou argumentar ele a interpelou mais uma vez. – É minha irmã, parece que ela ligou pra mim e como não estava lá, o Mike me retornou a ligação, porque segundo ele, ela desejava muito falar comigo. Parece que ela me deixou uma mensagem na secretária, então eu vou até lá pra ver o que é e depois vou até o restaurante, tudo bem?
– Tu... Tudo, mas... – Alice começou meio incerta. – Não é melhor eu ir com você e...
– Não, por favor, vá e me espere lá, não deve ser nada sério, sim?
– Está bem, você sabe onde fica, né? – Alice indagou.
– Sim, eu sei sim – respondeu Jasper e parecia estar estranhamente nervoso com aquela demora da jovem em partir. – Nunca comi lá, mas já passei em frente várias vezes – ele completou.
– Te vejo lá então – Alice aproximou-se repousando um beijo suave sobre os lábios do rapaz, antes de se afastar e pegar um táxi no ponto do outro lado da rua.
Jasper suspirou deslizando ambas as mãos sobre os cabelos vendo aos poucos o táxi desaparecer depois de virar a esquina, nesse mesmo instante, vinda das sombras mãos que pareciam garras o puxaram pelo casaco.
– Como... Como pode chamar aquela... aquelazinha de Deusa? EU sou a sua ÚNICA DEUSA, ou será que se esqueceu?
Os olhos azuis da jovem pareciam desejar fulmina-lo por tamanho crime, ofensa. Jasper desvencilhou-se de suas garras afiadas e então a encarou seriamente, talvez como nunca tivesse feito antes.
– Aqui não – ele disse e então a arrastou sem qualquer cortesia, no intuito de saírem para bem longe dali. – Está de carro?
Um sorriso bobo surgiu nos lábios da jovem, como se aquilo se tratasse de uma declaração de amor e uma irresistível promessa de prazer e pecado naquele fim de noite.
– O que você acha? – ela apontou para o carro de luxo parado em frente ao restaurante. Havia comprado aquele novo "mimo" naquela mesma semana, o anterior já a havia enjoado, talvez pela cor já fora de moda.
– Vamos, e pra bem longe daqui – ele completou caminhando até o carro e a mesma o seguiu quase que saltitante.
No instante seguinte o carro sumia pelas ruas escuras sabe-se lá com qual destino.
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Alice sentia sua cabeça dar voltas. O que fora aquilo afinal? Ou estava ficando maluca, ou então, havia sim reconhecido a voz da tal mulher, a mesma quem ligara para Jasper há um certo tempo atrás, pensou ela. Tudo estava indo tão bem, porque aquela bendita dúvida, aquela incerteza tinha que se apoderar do seu coração justo agora?
Com passos leves, a jovem seguiu absorta em seus pensamentos até a entrada do pequeno restaurante japonês. Gostava tanto dali. Só esperava não virar abóbora aquela noite...
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– O que pretende me trazendo aqui? – indagou Jasper apontando para o letreiro colorido da boate assim que o carro estacionou. Haviam passado longos minutos rodando pela cidade até chegarem ali.
– Me divertir, o que mais? – a jovem lhe respondeu num largo sorriso enquanto desatava o cinto de segurança e desligava o carro. – A não ser que... – ela começou com um olhar insinuante e sem pudor algum deslizou uma das mãos sobre a coxa esquerda do rapaz. – Que deseje um lugar mais reservado pra...
– Nada – Jasper respondeu seco retendo o seu toque, quase que com repulsa. – Nada mais que não seja uma conversa, não é isso que você tanto queria? Portanto, esse nem de longe é o melhor lugar – ele completou voltando sua atenção para as luzes na entrada da boate.
– Eu quero você... – ela sussurrou chamando-lhe a atenção e aproximando-se do rapaz no banco ao lado, os seios quase saltando para fora do decote do vestido vermelho.
Mais parecia uma tigresa com seus olhos claros, cintilantes com os de uma fera no cio. Seu corpo sinuoso a ondular em sua direção feito uma serpente.
– Eu quero sentir você... dentro de mim, Jasper...
Ela voltou a sussurrar aproximando-se ainda mais, reclinando-se sobre o rapaz e envolvendo as mãos entre seus cabelos. Seus lábios rosados roçaram os dele, mas isso foi tudo.
– Perdeu seu tempo então – Jasper se desvencilhou mais uma vez da teia que a jovem tecia em volta de si e saiu bruscamente do carro.
– Espera! – ela gritou e desajeitada correu atrás do rapaz deixando o carro aberto. – Eu te amo, droga! Será que é proibido te amar? Te desejar?
A jovem esbravejou gesticulando de forma espalhafatosa sem sequer se importar com o olhar das pessoas que estavam em frente ao recinto, enquanto o rapaz aparentemente procurava por um táxi.
– Será que não entende isso? – ela continuou.
– É você que não entende – Jasper murmurou deslizando uma das mãos demoradamente pelos cabelos. – Isso não é amor...
– É o quê, então? Desejo? Obsessão? Que seja! – ela esbravejou se aproximando do rapaz mais uma vez. – Eu só sei que não suporto mais essa distância, não suporto mais ficar sem sentir suas mãos, seus lábios... seu corpo colado no meu...
Jasper suspirou mais uma vez. Aquilo tudo era uma loucura, uma tremenda loucura. Aquela mulher era louca, ele fora louco para ter se envolvido com ela. E o pior de tudo era que não conseguia parar de pensar em Alice o esperando naquele restaurante japonês.
– OLHE PRA MIM! – ela gritou, cansada de ser ignorada. – Como pode estar aqui comigo e estar com o pensamento naquelazinha, naquela horrorosa? Olhe bem, olhe bem pra mim; estando comigo como pode desejar estar com outra mulher? – a jovem esbravejou indignada.
É claro que era bela. Era linda, e faria o mais lindo dos anjos de Botticelli morrer de inveja, pensou Jasper fitando os enfurecidos olhos azuis da garota. O rosto perfeito, longos cabelos que mais pareciam cortinas de seda, curvas perfeitas embebidas em perfume francês. Não era cego para não enxergar tal coisa, mas convivera tempo suficiente com ela para saber que sua beleza não era o suficiente para fazer com que se apaixonasse por ela. Seu gênio intempestivo e sua obsessão por controlar a vida das pessoas desfazia todo e qualquer encanto que sua beleza podia oferecer aos olhos.
Era apenas uma garotinha mimada presa num corpo de mulher, alguém que não havia aprendido a crescer e tampouco a respeitar os demais. Sempre tivera tudo e se tinha tudo aquilo que queria pouco importava o que os outros estivessem passando, ou se tivesse que passar por cima dos sentimentos de quem quer que fosse para alcançar o que queria. Era sempre: Eu, eu e eu.
– Me responda! – ela vociferou mais uma vez agarrando-se ao casaco do rapaz com força. – Como pode? Como pode desejar estar com ela a estar comigo?Como pode beijá-la e não querer me beijar?
– Por que eu a amo! – ele respondeu com firmeza, afastando as mãos da jovem com brusquidão. – Eu a amo como jamais amei alguém em minha vida, mas não tenho como lhe explicar, você não entende e nem nunca entenderá o que é isso, porque você não é capaz de amar e tampouco de ser amada por alguém! – ele sentenciou.
Uma onda de fúria subiu a cabeça da jovem, seus olhos azuis faiscaram perigosamente num brilho frio como metal e automaticamente sua mão esbofeteou o rapaz.
– Acho que isso encerra a nossa conversa, não? – disse Jasper levando a ponta dos dedos até o lado esquerdo da face onde um fino filete de sangue escorria depois da bofetada da jovem. – E eu lhe peço, por favor, não me procure mais.
Dito isso, caminhou para fora do estacionamento até alcançar a rua. Do outro lado havia uma frota de táxis. Percebendo a intenção do rapaz, a jovem correu até ele, mas na pressa se desequilibrou e caiu na sarjeta rasgando a lateral do fino vestido de seda que usava, esfolando os joelhos brancos como mármore.
– Espera... Por favor, espera! Me perdoa, eu sinto muito, não queria te machucar! Isso não vai se repetir, eu juro...
As pessoas ao redor viam aquilo com expressões estranhas no rosto, quase que indiferentes, a exceção era um homem alto e bem vestido que havia acabado de estacionar com um carro tão ou mais luxuoso que o da mulher ali prostrada. Haviam muitos carros de luxo ali, era um bairro nobre e a boate condizia com ostentação de seus frequentadores, mas sem dúvida alguma o carro da jovem e do homem que ali havia chegado eram os mais caros.
– Aquela ali é a...? – ele indagou apontando para a jovem que chorava prostrada no chão.
– Sim, Senhor Demming – o segurança na porta da boate lhe respondeu.
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Os dedos de Alice tamborilavam sobre a mesa de forma impaciente. Uma hora... uma hora e vinte e três minutos e NADA dele chegar. Está certo que o prédio onde moravam não era exatamente do outro lado da rua, mas também não ficava na Sibéria para que Jasper ainda não tivesse retornado, ela pensou enquanto seus olhos se detinham mais uma vez sobre a luminária colorida no teto. Definitivamente estava difícil demais acreditar naquela história da ligação de sua irmã.
– Cheguei minha Deusa! Desculpe a demora – nesse mesmo instante a voz do rapaz soou atrás de si, enquanto o mesmo repousava um beijo suave em sua bochecha e caminhava até o outro lado da mesa.
– Você trocou de camisa? – os olhos negros da jovem imediatamente notaram a diferença nos trajes do rapaz e não pôde controlar a ânsia em indagar o porquê daquilo. – Por quê?
Jasper pareceu visivelmente incomodado com aquilo e seu sorriso imediatamente morreu.
– A outra estava suja. Sabe como é, estava cozinhando e bem, aproveitei que passei em casa e troquei – ele respondeu.
"Droga! Sinto cheiro de perfume de mulher..." – Alice suspirou levando ambas as mãos ao rosto e o cobrindo.
E o pior é que aquele perfume lhe parecia estranhamente familiar, só não se recordava de onde. A vontade que tinha era de se levantar dali e revistar cada parte do corpo do rapaz em busca de alguma marca de batom ou arranhão.
– Está tudo bem com você? – Jasper se reclinou sobre a mesa e foi então que Alice percebeu o pequeno arranhão no rosto do mesmo.
– O que é isso? O que é isso no seu rosto?
– Não sei – ele começou se afastando e levando a ponta dos dedos até o ferimento. – Devo ter me arranhado na pressa em me trocar.
– E sua irmã? – Alice indagou mecanicamente.
– O quê? – Jasper indagou surpreso, mas logo reconsertou o seu breve esquecimento. – Ela está bem, só estava preocupada comigo já que fazia dias que eu não falava com ela, só isso – ele completou.
Ele esperou que a Alice lhe fizesse mais algumas centenas de perguntas – o que era mais do que óbvio e também justo – ou que então se atirasse sobre si e o obrigasse a dar qualquer resposta mais convincente que aquela, porém o que aconteceu foi exatamente o contrário. Alice suspirou e então se voltou para o rapaz, depois de fitar por longos instantes a madeira escura da mesa.
– Vamos jantar...
AJAJAJAJAJAJ
Notas das Adaptadoras
– TATI –
1. Oi pessoal! O que posso dizer? A revelação sobre a Senhorita Sem Nome está cada vez mais próxima! Embora neste capítulo, haja uma preciosa dica sobre quem ela é! Mais palpites? RSRSRS.
2. Respondendo as reviews sem login do capítulo anterior:
Lorena: Up... o quê?
Bia: A história da Hana é muito maravilhosa! E a história do Emm com a Rose, eles vão ficar juntos sim, e sobre o segredo, acho que eu já contei que envolve Alice... Mas isso só será revelado nos capítulos finais. A Senhorita Sem Nome é uma louca, e tivemos a demonstração disso neste cap; mas, por mais desequilibrada que seja, ela não vai separar o Jasper da Alice (pelo menos, não por muito tempo). RSRSR. Bjus!
Isabella: Oi! Preciso dizer que mais uma vez amei a trilha? All Star é linda! E, como sempre tudo a ver! A Bella continua bancando a mãe da Alice, mas não vai atrapalhar muito, prometo! RSRSR Bjus!
3. E aqui, eu gostaria de pedir aos leitores fantasmas e a todos que colocaram a fic nos alertas e nos favoritos e que ainda não comentaram, por favor comentem! Afinal, as reviews podem sobreviver sem os favoritos e os alertas, mas não o contrário! E, quem tem tempo pra ler e favoritar, ou colocar nos alertas, também tem tempo pra comentar, né?
4. Beijos a todos os que leram, e um super obrigado adiantado a todos os que além de ler vão clicar no balãozinho para comentar! Só que o pessoal que não comenta, bem, esses nós nunca vamos saber o que estão achando da fic, suas sugestões, enfim... É para vocês leitoras e leitores que nós escrevemos (nesse caso, adaptamos), então nós queremos muito saber o que vocês estão achando! Qualquer que seja a opinião de vocês sobre a fic, nós vamos adorar ler!
– NINA –
Só lembrando:
GENTILEZA GERA GENTILEZA
REVIEWS GERAM CAPÍTULO NOVO!
O BALÃOZINHO DO REVIEW THIS CHAPTER É LINDO, NÉ?
ENTÃO CLICA NELE E DIZ PRA GENTE O QUE ACHOU! ;)
III
II
I
