Capítulo XXV: Os Ciganos
- Você é o líder dos ciganos? – perguntou Sangô.
- sim... - Ele disse.
- nós mal chegamos e já fomos encontrados? – falou Miroku surpreso.
- recebi uma mensagem de Inu Taisho – ele comentou. Olhei-o, ele era um homem já de idade, mas não velho. Tinha a pele morena e o cabelo negro era curto – onde estão suas coisas? –
- na hospedaria... – respondeu Inuyasha.
- vão pegar e os espero aqui! – acenamos afirmativamente.
Voltamos para a cidade.
- caramba, aquele menino deve ser um cigano! – falei.
- o Tarik parece ser muito sábio! – falou Sangô como estivesse pensando.
- sim, parece! – respondeu Inuyasha.
Ao chegarmos à hospedaria a dona fez um show dizendo que nós só queríamos guardar as coisas e não dormir, e que já tinha recusado clientes por causa de nós.
Miroku lhe deu um sorriso. E retirou um punhado de moedas do bolso. Colocou no balcão.
- senhora, desistimos da dormida, mas vamos pagá-la! – ela pareceu satisfeita e Miroku pediu para trazerem nossos cavalos.
Logo estávamos indo na direção do poço.
- podemos ir? – perguntou Tarik. Acenamos afirmativamente.
Ele saiu andando e nós o seguíamos.
Crys, os ciganos nos acharam, quando eu chegar ao lugar onde eles estão lhe mando uma imagem para vocês virem.
Sim, senhora.
Sem gracinhas.
Sim, senhora.
Esquece! Vou ficar conversando com a Ichigo.
Você prefere ficar conversando com essa lesma fantasiada de égua do que comigo?
Sim, senhora!
Pára com isso!
Sabe como eu me sinto agora?
Sim, senhora!
Argh!
Inuyasha colocou seu cavalo ao lado do meu.
- por quê você está fazendo careta? – ele perguntou.
- A Crys que está me enchendo! – respondi com um suspiro.
Inuyasha riu.
- por acaso ela é tão insuportável quanto o Yan? – ele perguntou divertido.
- ah o Yan não é chato comigo... Então não sei dizer, mas a Crys é cheia de trocadilhos... -
Inuyasha sorriu.
- sabe... Já faz um tempo que nós estamos viajando não é? – ele comentou.
- é... – eu sorri – já faz oito meses e meio! –
- e pensar que nos odiávamos há esse tempo atrás! – ele resmungou.
Fiquei calada.
- sabe... Em todo esse tempo que a gente tem viajado juntos, algo mudou dentro de mim... – ele engoliu em seco – eu comecei a... – e eu o interrompi.
- não precisa falar – e sorri para ele – eu já sei! –
Ele arregalou os olhos.
- sabe? – perguntou com um fio de voz.
- sei sim! – sorri mais ainda – também aconteceu comigo! –
- aconteceu? – ele parou o cavalo.
- sim... Nesse meio tempo em que começamos essa jornada eu mudei completamente meu modo de pensar... Eu não sou mais aquela criança de antigamente. E você também mudou! – ele pôs Yoru em movimento.
- ah... É isso... – ele ficou calado – bom, não era isso que eu ia falar... –
Olhei para ele esperando.
- mas o que eu iria falar era besteira! – ele completou sorrindo estranhamente.
- ah! – olhei para frente e vi que Miroku e Sangô nos observavam disfarçadamente.
- tem saudades do futuro? - perguntou Inuyasha.
- só de Rin e de minha família! – respondi sorrindo tristemente – e você? –
- só do meu pai... Nem amigos eu tinha no futuro! – ele respondeu.
- claro que tinha... E aqueles meninos que te veneravam para lá e para cá? – exclamei surpresa.
- era só aparecer outro com mais popularidade e eles me deixariam, sempre soube que eles não eram meus amigos. – ele respondeu – Rin não é aquela menina bonita que estudava o segundo ano? –
- é sim, agora ela está estudando o terceiro! – respondi sorrindo – estou com saudades dela.
- vocês sempre viviam juntas... – ele comentou – posso te fazer uma pergunta? Quando eu estudava, eu poderia jurar que você era fútil, mesquinha... E quando começamos a viajar juntos vi que estava completamente errado. Por quê? –
- eu me fingia de patricinha... – respondi – começaram a desconfiar na escola que eu era maga, ai o único jeito foi eu me encher de futilidades... –
- não entendi! – ele respondeu.
- se eu fosse tentar me esconder, ai sim eles iriam querer descobrir o que eu escondia. Ai eu me mostrei mais ainda, e deu no que deu. –
- então foi uma conseqüência... –
- sim... Ai nós dois começamos a brigar e a turma inteira começou a focar nós dois! – comentei rindo mais ainda.
- aquela época era engraçada – ele riu – sei eu não via muito sentido na minha vida! –
- sei... – olhei para a frente e vi um monte de tendas ao longe. Fomos nos aproximando vagarosamente até entrarmos no território que as barracas ocupavam.
Os ciganos, que vestiam túnicas de diferentes cores e trabalhos, começaram a nos olhar curiosos. Mas poucos segundos depois abriram sorrisos felizes, o que não esperávamos. Como se já soubessem quem éramos. E mesmo que soubessem esperávamos olhares enviesados por sermos diferentes... Mas não. Olhavam-nos acolhedores.
- descansem por hoje! – falou Tarik chamando uma moça muito bonita e de olhos enormes. – já havíamos preparado tudo para a chegada de vocês. Sheraz irá levá-los às tendas. Amanhã conversaremos sobre o iremos fazer! – a morena acenou solícita.
- se o senhor não se opuser gostaríamos de esperar aqui nossos companheiros! – falou Miroku com um sorriso.
- não me oponho! – falou Tarik – quando quiserem chamem Sheraz e ela os levará. – e se foi.
Crys, é para cá que vocês devem vir! E mandei a imagem para ela.
Estamos indo!
Desci de meu cavalo e desamarrei a tira que segurava minha mochila.
Notei que estávamos em meio ao acampamento cigano e eles passavam por nós como se nem nos notassem.
Abrindo a mochila tirei de dentro um saquinho de amendoim que havia me esquecido que havia na mochila e só havia visto na noite anterior.
Coloquei alguns na boca. Não estavam frescos, mas não estavam ruins pelo menos.
- quer Inuyasha? – falei com a boca cheia.
Ele olhou para o saquinho azulado.
- você... Guardou isso ai a mais de oito meses é? – ele disse piscando os olhos.
- havia me esquecido que estava na mochila! – respondi. Sangô olhou para o amendoim.
- isso ainda é comestível? – ela riu.
- acho que sim, não acredito que como elfa eu vá ficar doente por causa de uns amendoins! – ri também.
- me dê então... Se não me matar está bom demais! – Inuyasha pegou os amendoins que eu lhe estendia.
- ah eu quero também! – disse Miroku. Eu lhe entreguei o saquinho e apontei para Sangô. Ele pegou alguns e entregou a ela.
- não está ruim! – ela disse comendo.
- eu não disse! – dei uma piscadela.
- mas imagina os fungos que pode ter dentro desse negócio! – e colocou o amendoim contra o sol olhando-o atentamente.
- não ouse! – falei estreitando os olhos.
- você está parecendo minha avó quando eu digo que vou procurara mofo nos biscoitos dela! – riu Inuyasha.
- você procura mofo nos biscoitos da sua avó? – perguntamos eu e Sangô cuspindo o amendoim de tanto rir.
- ah, desde o dia em que eu comi uma cocada que ela fez e tinha... – eu o interrompi dizendo:
- deixa para lá, Inuyasha! – eu balancei a mão como se não estivesse me importando.
Ao longe vi dois rastros de poeira. E ao céu um ponto branco vindo em nossa direção.
Logo já dava para ver Crystal mas Yan e Giant só se viam os rastros. Quando chegaram vimos muitos olhares curiosos e crianças correndo com a presença de Yan.
- Crys, você veio dar as caras! – ri abraçando ela pelo pescoço.
- ainda estou com raiva de você por ter dito ao Inuyasha que eu estava te enchendo! – ela disse com falsa raiva.
Yan chegou perto de Inuyasha e empurrou ele com o focinho.
- e ai amigo! – falou Inuyasha afundando a mão na abundante juba de Yan.
- quer dizer que eu sou insuportável, é? – Yan mostrou as presas.
- só modo de falar! – Riu Inuyasha – Sheraz! – chamou Inuyasha – poderia nos levar agora? – enquanto eu andava por entre as tendas, sentia algo diferente, como se minha mente estivesse aberta. O que é isso? Estou me sentindo como eu me sentia quando estava conversando com Rin. Em casa. Eu me sinto como... se meus segredos estivessem totalmente expostos para quem quisessem ver.
As mossas tendas eram quatro grandes barracas dispostas umas ao lado das outras, dentro havia tapetes de tonalidades vibrantes e almofadas de cores cintilantes. Crys entrou comigo na que era destinada a mim e olhamos embevecidas. Era lindo.
- maravilhoso! – falou Crys.
- estou me sentindo em um sonho árabe! – falei sentando nas almofadas.
- em um sonho o quê? – Crys perguntou divertida.
- ah, esqueça! Os ciganos de Elpard são diferentes do que eu achava! – falei fechando os olhos.
- e como achávamos que éramos? – riu Sheraz que nos acompanhava – pessoas com blusas bufantes, coisas estranhas na orelha e viajando dentro de carroças fechadas? – olhei estranhamente para ela. Com palavras diferentes ela descrevera exatamente o que se passava em minha mente.
- sim... – respondi cautelosa – como você sabe? –
- eu imaginava! – ela respondeu sorrindo – eu vou acompanhar a Dugdugaruf e o guardião até sua tenda. – e saiu.
- hoje está muito quente! – sorriu Crys deitando também. Fiquei tanto tempo a pensar que acabei por adormecer.
OooOooOooOooOooO
- o treinamento de vocês vai ser simples e ao mesmo tempo difícil – Tarik suspirou – é o único treinamento que podemos dar a vocês... – e abriu a entrada da tenda para que saíssemos.
Nós o acompanhávamos cautelosos.
- vocês terão que viver esses três meses como ciganos... – e ele se virou para nós.
- como ciganos? – Sangô franziu o cenho.
- isso! Terão que se vestir como ciganos, se portar como ciganos. – ele então olhou para o acampamento – eu ensinarei a vocês os maiores segredos ciganos, que nenhum que não faça parte do clã saiba! – ele então chamou a sua filha, Sheraz. – Sheraz irá levar as garotas para fazer suas vestimentas e passará a tarde com elas para lhes ensinar nossos costumes – ele apontou para Inuyasha e para Miroku – vocês venham comigo! –
Eu e Sangô olhamos para Sheraz.
- venham comigo, minha mãe já fez as túnicas para vocês! – ela sorriu ternamente.
Acompanhamo-la pelo o acampamento, até que ela entrou em uma tenda que ficava nos limites do acampamento.
E dentro havia uma senhora com uma túnica alaranjada.
- olá! – ela sorriu.
- mãe, essas são as guardiãs... – falou Sheraz.
- eu imaginava – ela olhou para Sangô e sorriu – espero que seu casamento seja feliz, Sangô! – Sangô arregalou os olhos. As notícias realmente corriam rápidas.
A senhora olhou para nós duas e abriu um baú que ficava no canto da tenda. Tirou então duas belas túnicas. Uma era azul escura com desenhos de flores em um azul claro brilhante, e a outra era rosa claro com um lindo sol bordado na frente.
- tirem os quimonos! – ela falou. Eu e Sangô nos entreolhamos e fizemos o que ela mandava. Até que ficamos de sutiã e calcinha.
- roupas íntimas estranhas de vocês... – comentou Sheraz – mas são muito bonitas! –
Sorrimos para ela.
- vocês têm a cintura muito fina, vou ter que dar alguns pontos nas cinturas do vestido. – falou a mulher vestindo as túnicas em nós. Com um espinho que ela usava como agulha ela deu os pontos com lã nos vestidos. Olhei para Sangô, ela estava linda.
Sorri em admiração. O vestido que ela usava era o rosa e as mangas de sua túnica eram folgadas, e quando ela deu uma volta as mangas pareceram asas.
Ela olhou para mim e comentei:
- o Miroku vai ter um enfarte hoje! – ela sorria.
- falta ainda uma coisa na sua túnica... – falou a senhora se referindo a mim, ela estava pensando e depois fez um gesto de que havia achado o que queria – abriu outro baú e tirou um tecido muito fino, ele tinha a tonalidade branca. Ela colocou em um de meus ombros e passou o tecido por baixo do meu outro braço. Dando um lindo nó na altura da cintura.
- com certeza, vocês ficaram lindas! – falou a senhora sorrindo abobalhada.
- então, venham meninas – falou Sheraz – eu vou lhes mostrar o acampamento.
E nós a seguíamos pos entre as tendas.
Ela suspirou como se estivesse prestes a começar.
Passamos por algumas mulheres que teciam bem a nossa frente.
- como a comida é escassa no deserto, geralmente trocamos os tapetes e tecidos por dinheiro ou comida nas cidades – ela respondeu parando bem na frente das mulheres que trabalhavam habilidosas – no nosso oásis que fica bem a noroeste um grupo de vinte homens cuidam de quinhentas ovelhas. Quando está na hora de cortar o pelos delas nós vamos até lá. É quando os vinte homens são trocados e os que cuidavam das ovelhas voltam para o acampamento! –
- quantas vezes no ano vocês vão tosar as ovelhas? – perguntou Sangô.
- uma vez anualmente é o suficiente – ela respondeu – a desse ano já foi feita há quatro meses.
Ela continuou a andar pelo acampamento.
- nós também ganhamos dinheiro com leitura de mãos e bolas de cristais, geralmente essas são as profissões mais comuns entre os ciganos! – ela respondeu enquanto passávamos por uma mulher que carregava uma bola enrolada em um pano azul.
- é claro, nossa outra fonte de renda também são pequenos furtos, mas meu pai lhes explicará depois como isso funciona – ela sorria – dentro do acampamento, porém, furto é motivo de morte. Por isso podemos deixar nossas tendas a abertas e ficarmos certos que nada será roubado! – ela continuava a andar e nós absorvíamos todos os comentários dela.
- nossas leis são bem simples: prefira sempre a vida de um companheiro do que a sua. Nunca desrespeite nenhum companheiro do clã. Violentar mulheres é motivo de tortura e logo após a morte. Mulheres e homens adúlteros são enterrados vivos no deserto. Uma mulher nunca pode entrar na tenda de um homem sem o consentimento do mesmo. Em festejos, que são muito comuns entre nós, só se pode comer depois da palavra do líder. Nunca se pode passar no meio de duas pessoas que conversam. – e ela foi dizendo um monte de normas a mais que mostrava o quanto aquele povo era moralista, o que era uma ironia.
Quando ela terminou estava na frente das nossas tendas.
- um cigano sempre é responsável por sua tenda! – falou ela – mas os responsáveis de montá-las e desmontá-las são os homens, e as mulheres ficam responsáveis de guardar os pertences e os tapetes. – ela virou-se para nós - por isso a maioria das pessoas vive com a família em uma única tenda! – ela completou olhando para nós.
- então se pode ficar mais de uma pessoa nelas... – comentou Sangô.
- nesse caso... Sangô você se importa de nós duas dividirmos uma única tenda? – ela olhou para mim com um sorriso.
- de modo algum! – ela sorriu.
- se quiserem eu posso pedir para alguns amigos meus virem desmontar a tenda que ficar desocupada! – disse Sheraz.
- nós adoraríamos... – respondi.
Vimos ao longe uma criança brincando uma espécie de gata com a pelugem amarelada e olhos enormes e vermelhos. E a gata tinha dois rabos.
- que animal é aquele? – perguntei.
- é uma gata de rabo duplo, é muito comum aqui no acampamento! – disse Sheraz - acho que vocês já tiveram informações demais por hoje! – ela sorriu – vocês podem passear pelo acampamento se quiserem.
Quando ela se foi me virei para Sangô.
- a cultura desse povo é cheia de nuances, parece ser fascinante! – Sangô olhou para o balançar do tecido que cobria a abertura da tenda.
- realmente... – ela comentou pensativa e depois se virou para mim – vamos achar os garotos! –
E começamos a andar novamente pelo acampamento a procura dos garotos.
Até que os vimos, eles estavam longe e começamos a observar as roupas deles. Miroku usava um blusão com mangas longas e uma calça folgada do mesmo tecido do blusão, os dois tinham a mistura de negro com azul escuro.
Com certeza aquele blusão serviria como vestido para mim ou Sangô.
Inuyasha vestia uma roupa parecida, mas era verde clara e com detalhes também negros.
Aproximamos-nos devagar, enquanto eles observavam alguns homens que desmontavam uma tenda. Com certeza para aprender, já que eles seriam responsáveis por elas. Inuyasha foi o primeiro a sentir nossa aproximação. Com certeza havia sentido nosso cheiro.
Quando ele se virou me olhou de cima abaixo. E depois olhou bem dentro de meus olhos.
Aquele olhar. Ele não tinha o direito de possuir um olhar como aquele. Era como se decifrasse minha alma, como se soubesse todos os meus segredos. Um olhar que dizia me conhecer, que dizia sentir todos os sentimentos que eu sentia. Um olhar que me fazia sentir borboletas na barriga. Capaz de me fazer estremecer e falar bobagens sem sentido.
Mas então ele desviou os olhos, como se aquele momento não tivesse existido. Deixando-me a impressão que fora somente minha imaginação. Que aquilo nunca havia acontecido.
- Sangô, minha vida. Nunca mais vou permitir que tire essa roupa! – Miroku disse pegando a mão de Sangô e fazendo-a rodar.
- tem certeza? Isso atrapalha um bocado de planos que eu tenho! – ela murmurou de forma afetada.
- é claro que eu posso fazer uma exceção de vez em quando, mas só se for para tirar essa roupa e não vestir mais nenhuma! – brincou Miroku olhando para o céu e logo depois para Sangô.
Ela riu e o abraçou pelo pescoço. Os homens que desarmavam a tenda pararam para olhar. E Miroku deu uma olhada para eles e logo eles continuavam com o trabalho.
Olhei para Inuyasha.
- e então Inuyasha, como foi a tarde? – perguntei sorrindo timidamente.
Ele olhou para mim e falou:
- tediosa... – ele respondeu suspirando falsamente.
- tediosa? – juntei as sobrancelhas – Por quê? –
- fala por quê novamente! – ele pediu.
- para quê eu faria isso? – perguntei.
- adoro o bico que você faz quando fala 'por quê'... – olhei para ele com as sobrancelhas erguidas – é o mesmo bico de quando você fala Inuyasha. –
Comecei a rir.
- você realmente não presta! – falei suspirando como se ele fosse um caso sem saída – mas você não respondeu minha pergunta.
- ah, é fácil de responder! – e então se calou. Fiz um gesto de que queria a resposta.
- é que você não estava lá... – ele disse tranquilamente.
Fiz uma expressão de quem não acreditava.
- adoro ficar olhando para você! – ele continuou – principalmente a visão de trás! Uh, é de parar trânsito.
- quem ouve até pensa que é verdade! – comentei levando tudo na brincadeira. – e mesmo assim, duvido que você se interesse pelo meu traseiro! – disse entrando na brincadeira também.
- querida, você pode se surpreender... – ele falou com um torcer de boca – mas eu também gosto do seu gingado, hipnotiza! –
- sabe... Você deveria ser repórter, mente que é uma beleza! – e sai andando em direção que ia para minha tenda.
Enquanto andava eu ouvi a risada dele.
Eu realmente tinha que ter saído de lá naquele momento, se ele continuasse com aquela brincadeira eu poderia acreditar que era verdade. E então eu estaria perdida.
OooOooOooOooOooO
- Nós ciganos, ganhamos muito dinheiro com leitura de mãos e bolas de cristais – começou Tarik – mas há um segredo que ninguém que não é o clã sabe... – ele suspirou e deu um sorriso constrangido – nós não sabemos nem ler mãos nem ver em bolas de cristais... –
- hã? – exclamamos surpresos.
- é... – ele coçou a cabeça – nós sabemos outra coisa... Ler mentes! –
Olhei para ele muito surpresa.
- ler mentes? – falou Sangô sem acreditar.
- é uma forma que aprendemos de usar nossas segundas mentes... – ele respondeu.
- mas o que tem haver? – perguntou Inuyasha.
Tarik se aproximou dele e pegou sua mão.
- você gosta de uma garota... – Inuyasha sorriu zombeteiro – mas você tem certeza que ela não sente nada por você. Você sente insegurança em seu coração. Insegurança por seus sentimentos e também pela guerra que está por vir.
Inuyasha olhou para ele e disse:
- de qualquer forma, essas informações poderiam se encaixar a qualquer um... – ele respondeu.
- até pode ser, mas sei coisa de você que... – e se aproximando do ouvido de Inuyasha ele falou algo que nem mesmo eu pude ouvir. Inuyasha ficou branco e exclamou:
- você me convenceu! –
Tarik sorriu.
- humanos que não nasceram no clã podem aprender a ler mentes também, - disse Tarik – mas, um cigano não é um humano normal. Temos agilidade em demasia e muita flexibilidade. E quando lemos mentes podemos ler a de várias pessoas ao mesmo tempo. Como podemos controlá-las também. São inúmeras as coisas que podemos fazer lendo mentes.
- e como podemos aprender a fazer isso? – perguntou Miroku.
- antes de aprenderem a ler, vocês têm que aprender a proteger a mente de vocês para que ninguém as leia! – respondeu Tarik – nós ciganos protegemos nossas mentes de forma que o invasor não perceba que estamos protegendo-a. Mas se notarmos muito rapidamente, podemos proteger de forma drástica.
- e como vamos notar que estão lendo nossa mente? – perguntei.
- você sente aquela sensação de que sua mente está aberta, que todos sabem seus segredos! – me lembrei de quando havia entrado no acampamento cigano – eu vou entrar na mente de vocês e vocês vão usar os dois modos... – ele suspirou – para que eu não note que vocês estão protegendo a mente de vocês é só manterem uma conversa com a segunda mente. O que o invasor verá será nuances de pensamentos desconexo e ele não conseguirá se concentrar em sua mente. E de forma drástica é só manterem somente um pensamento... Tipo... Pensem em pedra ou tijolo... –
Acenamos afirmativamente e ele começou a nos ensinar.
OooOooOooOooOooO
- Rashid – chamou Tarik. - primeiramente, há outra coisa que difere os ciganos dos humanos normais. Habilidade. Nós somos muito bons em roubos noturnos por quê somos muito ágeis. Como a maioria não sabe que somos assim dizem que são os ninjas. – ele riu e chegou perto de mim. Bateu a mão levemente em meu rosto. – Rashid ensinará a vocês como ser ágeis. –
- agilidade? Vocês são tão ágeis assim? – perguntei. Tarik sorriu e ergueu a mão onde estava meu colar com 1/8 da Shikon no Tama. Coloquei a mão em meu pescoço imediatamente.
- é isso que ele os ensinará... – Rashid pareceu. Ele era moreno e tinha um corpo bem trabalhado. Não era bonito, mas tinha um sorriso encantador. – mas nesse momento eu tenho que ensinar a vocês como entrar na mente de outras pessoas.
Rashid se sentou na areia.
- vocês aprenderam muito rápido como proteger a mente – falou Tarik sério – o que significa que vocês têm mentes fortes. – ele suspirou – mas para entrar na mente de outra pessoa, é preciso que a segunda mente de vocês seja forte. – ele pediu para nos sentarmos. – o segredo é você se concentrar na mente de outra pessoa.
- tão fácil assim? – sorriu Inuyasha.
- sim, o difícil é o que fazer quando se está dentro da mente – ele respondeu – a mente é cheia de armadilhas e nuances. Você tem que saber o que fazer se não a outra pessoa também poderá entrar na sua mente. – ele continuou – quando entramos na mente de alguém, a vemos como um espaço existente. E tudo que aquela pessoa imaginar você também verá. Mas se ela conseguir te aprisionar você estará perdido. Por isso que é mais seguro a sua segunda mente entrar na mente da outra pessoa e lhe dizer o que vê.
- interessante... – falou Miroku.
- agora vocês podem tentar um com os outros. – e fizemos o que ele pediu. Apesar do efeito não ser satisfatório.
OooOooOooOooOooO
- é bem simples – falou Rashid, aquele que nos iria ensinar a ser ágeis – vocês têm que fazer com que a pessoa que vocês estão querendo 'aliviar' não veja o que vocês querem fazer – ele pensou por um instante – o modo mais fácil é um esbarrão clássico.
Sentados na areia olhávamos Rashid ensinar a Sangô como usar o bumerangue. Que era chamado de osso voador.
Ela parecia meio desengonçada e pela arma ser enorme ela tinha dificuldade em usá-la.
- essa arma é usada geralmente por exterminadores de Yokais! – falou Rashid.
Inuyasha fechou a cara.
- nada contra você, claro! – riu Rashid para Inuyasha.
OooOooOooOooOooO
Íamos para um festejo dos ciganos. No meio do acampamento estava disposta uma fogueira enorme e um grande círculo de tapetes a sua volta. Na frente dos tapetes ficavam várias bandejas com iguarias deliciosas. Nas tendas e nos cavalos se viam enfeites de todos os tipos.
A festa era geral. Garotos olhavam entusiasmados os mais ricos do acampamento exibindo seus falcões e mulheres com túnicas multicoloridas andavam para lá e para cá.
Músicos com instrumentos estranhos embalavam o começo da festa e davam adeus ao sol que se enterrava nas areias do deserto.
Tudo parecia mágico. Uma mulher havia ido na tenda minha e de Sangô e insistiu em pintar nossos rosto e que usássemos véus como odaliscas.
Cada vez mais eu me confundia com a cultura dos ciganos.
Tirando algumas coisas bem características os ciganos se pareciam muito com nômades misturado com árabes.
Todos se sentaram nos tapetes. Começamos a observar as mulheres que dançavam em volta da fogueira.
Elas usavam lenços de tecido fino para dançar. E o movimento delas era quase sôfrego.
Quando elas terminaram Tarik se levantou.
- irmãos, - ele começou – estamos juntos mais um ano, espero que no próximo nós também estejamos! Que nosso banquete seja bom. – e depois dessas palavras é que todos que se encontravam na festa começaram a comer.
Em meus pensamentos eu só conseguia pensar em Inuyasha. Eu tenho que lhe contar que o amo.
Mas como? Eu sei que ele não gosta de mim.
Não entendo como pude chegar a amá-lo. Como eu pude me apaixonar por ele? E por que agora? É quase impossível acreditar.
Por que não antes? E por que eu nunca havia notado o quanto ele era bonito, ou inteligente? Coisas que naquele momento eu via com tanta clareza.
E afinal, desde quando ele se tornou meu herói?
Abaixo minha cabeça levemente. Eu me sinto idiota.
Como pude me apaixonar por alguém que não me ama?
Será que devo falar para ele?
Tantas perguntas rondam minha cabeça e me deixam tonta. Não imaginava que amar era tão difícil.
Eu pensava que era algo leve e fácil de ser manejado, e descubro que estava errada é um sentimento conflitante e pesado.
Olho para o ocupante de meus pensamentos.
Ele sorria de forma sensual para uma dançarina.
Uma onda de ciúmes me apossou.
Uma raiva fulminante estava em meu corpo e eu não sabia como controlar.
Desviei o olhar para me impedir de fazer algo. Seria um erro gravíssimo me expor naquele momento.
Tentando de todo o jeito não olhar para ele eu tentei apreciar a festa.
E consegui, por sorte.
Em um dado momento um rapaz veio até mim e me puxou para o meio de onde os homens e mulheres dançavam sensualmente.
- não, não! – falei agitando as mãos – eu não sei dançar desse jeito! –
- vamos, tente! – ele replicou se mexendo. Tentei e falhei, tinha que reconhecer. Depois voltei para meu lugar.
A festa passou rápida e a alegria era contagiante.
Várias pessoas já haviam se retirado quando eu decidi ir para minha tenda.
Sorrindo alegremente eu segui para os confins do acampamento.
Mas algo fez meu sorriso apagar.
Uma das ciganas estava praticamente se esfregando em Inuyasha e ele sorria.
Senti algo estranho dentro de mim. Um sentimento misturado com raiva intensa e uma vontade enorme de fazer algo horrível.
Aquilo era ciúme.
E pior que dentro de mim mesma eu sei que não tenho razão para tê-lo.
Mas... Por que mesmo sabendo disso meu coração está tão apertado?
Por que mesmo ele nunca nem ao menos ter me dado uma chance meus olhos se enchiam de lágrimas?
Inuyasha sentiu meu cheiro e olhou imediatamente para mim.
Olhei para ele e sai correndo com os olhos transbordando de lágrimas.
Eu sabia que não devia me iludir, mas mesmo assim eu o fazia.
Meus pés se movimentavam sem eu nem ao menos ver para onde. Meu peito doía. Meu estômago parecia ter uma pedra.
- Kagome... – ouvi atrás de mim. Era Inuyasha. Por que ele estava me seguindo?
Forcei-me a parar de chorar.
Ele não poderia ver minhas lágrimas. E mesmo sabendo que ele me alcançaria em um piscar de olhos eu continuei correndo.
Senti uma mão em meu braço e eu voltei de encontro ao peito dele.
- Kagome... – ele falou ofegante.
Eu apertei meus braços e empurrei o peito dele.
- me solta Inuyasha! – exclamei fingindo naturalidade.
- aquilo não era o que você acha... – ele replicou.
- não é da minha conta, agora me deixa em paz! – eu tentava de todo modo me separar dele. Droga, como era bom quando ele era humano.
- eu não estava dando em cima daquela garota! – ele falou e olhei nos olhos dele. Ele falava a verdade. Meu coração pareceu pulsar mais vagarosamente e meus pulmões soltaram o ar que eu nem sabia que havia prendido.
- eu já disse que não me importa! – gritei batendo no peito dele.
- dá para você me ouvir?! – ele gritou também.
- Não! – exclamei alto.
Ele apertou os olhos em sinal de desconforto.
- não fala alto! – ele respondeu.
- eu falo do jeito que eu quiser! – gritei.
- dá para calar a boca? – ele apertou meus ombros com raiva.
- Não! – respondi teimosa – eu falo a hora que eu quero, quando quero, e no tom que eu quiser! –
- às vezes eu acho que eu tenho que colocar uma rolha na sua boca! – ele falou ainda gritando.
- tenta! –
Ele puxou meus ombros e me calou. Mas com um beijo.
Se aquilo podia se chamar de beijo. Era mais uma briga de lábios. Uma boca amassada contra a outra.
Eu senti duas presas se encostando na minha boca. Eu havia me esquecido que ele havia se tornado um Yokai cachorro.
Dentro de mim uma raiva me consumia. E para extravasar o único modo que encontrei foi mordendo os lábios dele.
Foi instantâneo, ele me soltou levando as mãos aos lábios.
Eu comecei a me afastar em direção ao deserto iluminado pela lua.
- sua louca... – ele falou em meio a um gemido.
As lágrimas voltaram para meus olhos.
O que eu fiz?
Virei-me para o deserto e comecei a correr. Sem me preocupar com os perigos que ele guardava entre suas dunas.
Eu corri e corri cada vez mais, meus pés começaram a cansar, mas em meio ao meu choro não consegui os fazer pararem.
Quando finalmente parei vi que estava muito longe do acampamento, mas pelo menos eu conseguia ver as luzes das fogueiras.
Coloquei a mão no peito tentando respirar melhor.
Olhei para a lua.
E fechei os olhos.
Por que aquele tipo de coisa vivia acontecendo comigo?
Despenquei no solo árido.
Um arrepio passou pela minha espinha.
Que sensação era aquela. Senti como se eu estivesse sendo observada. Olhei para trás. E vi três sombras. Uma baixa, uma mediana e uma enorme.
- finalmente a encontramos! – olhei para as três sombras. Elas estavam contra a lua e eu não podia ver seus rostos.
- vamos ter que matar você primeiro, então – falou uma voz muito bonita que parecia vir do homem de estatura mediana.
- pegue-a logo, Kuikotsu! – falou o baixo. E o gigante se adiantou para mim. Minha respiração se acelerou. Droga, eu havia deixado minha espada, meu arco e minhas flechas dentro da tenda para ir para o festejo.
Se eu estivesse pelo menos com o arco ele me avisaria se eu estivesse em perigo e daria tempo de eu fugir.
Comecei a correr, com sorte ele não me pegaria. Mas o grande homem adiantou o braço e segurou minha perna me suspendendo.
- me solte, seu idiota! – gritei tateando na roupa procurando um punhal que eu deixava escondido. Quando o alcancei eu passei nos dedos dele fazendo-o me soltar.
Caída no chão ele tentou investir contra mim. Mas uma barofada de ar o suspendeu. Deixei-o cair.
Ele se levantou com se não houvesse acontecido nada.
- isso vai ser divertido, Mukotsu pegue logo essa infeliz! –
- eu não, deixa o Kuikotsu fazer o trabalho! – olhei para aquelas duas figuras irreconhecíveis.
Segurei o punhal firmemente nas mãos. Com bastante ar eu conheci derrubá-lo e com uma velocidade tremenda eu subi em cima do gigante ficando bem perto de sua garganta.
Tentei achar coragem dentro de mim... Tantas vezes eu já havia matado, mesmo me arrependendo depois, por que eu não poderia naquele momento?
Segurando o punhal com as duas mãos eu a plantei na garganta dele. Ele começou a se engasgar tentando respirar. Pulei longe e o vi morrer.
- sua... Sua... Você o matou! – gritou o mais baixo.
Mas onde estava o outro vulto?
No mesmo instante senti três coisas planas se encostarem em minha garganta.
Elas pareciam garras e estavam ligadas por uma luva a mão dele.
- você deu mais trabalho do que eu esperava! – olhei por sobre o ombro e consegui ver seu rosto. Que parecia estar pintado com listas verdes e o cabelo estava arrepiado.
- não a mate agora, eu quero me divertir com meus venenos! –
- ah, Mukotsu, você sabe quanto é raro eu ter a oportunidade de matar uma mulher bonita? – gritou aquele que me segurava pelas costas.
- a faça desmaiar e eu a levo para nosso esconderijo enquanto você cuida do corpo do Kuikotsu – respondeu o outro. Eu não acredito que eles estão discutindo como vão me matar.
Bati nas costelas dele com o cotovelo. Ele começou a tossir, mas as garras não saíram de meu pescoço e sim começaram a me cortar.
- melhor ainda! – ele falou quando se recuperou – nunca é bom pegar uma mulher quando ela é fácil! – e ele tirou umas das luvas.
- o que está fazendo? – gritei. Ele sorriu e lançou a mão em um local no meu pescoço. Imediatamente senti meu corpo inteiro formigar e a visão ficar escura. Não demorou muito e eu já estava inconsciente.
OooOooOooOooOooO
Acordei em um local escuro. Eu já sabia onde estava, dentro de minha própria mente.
Asuka devia ter me desligado do que está acontecendo, isso só pode significar uma coisa. Ou estou sendo torturada ou envenenada.
- Asuka... – chamei com um fio de voz. Em todo canto que eu olhava parecia que havia telões mostrando lembranças. E em uma dela parecia ser a minha tenda. Mas havia duas patas sendo mostradas.
Não era uma lembrança, era o que Crys estava vendo.
- o que você tem, Crys? Por favor, tente falar! – pediu Sangô. E a voz dela ecoou por todos os cantos como por um megafone. Crys... ela também está sofrendo.
Asuka apareceu. Em seu semblante havia preocupação.
- o que está acontecendo? – perguntei.
- está envenenada, mas infelizmente esse é muito mais forte que aquele dos Taoks... – ela respondeu – e já faz muitas horas que você está envenenada. Acredito que você não tenha mais que umas duas horas e eu não tenho forças mais para te manter aqui.
Olhei para ela.
- me mande de volta! – pedi.
- o quê? – perguntou Asuka surpresa.
- me "ligue" de novo! – falei.
- você está maluca? Seu corpo está morrendo! – ela exclamou.
- faça o que eu pedi! – gritei.
- eu não posso deixar – ela exclamou.
- faça o que estou pedindo! – gritei. Ela fechou os olhos e eu vi uma lágrima descendo de seus olhos.
Um pouco depois a imagem começou a ficar difusa e eu senti que estava de volta ao meu corpo.
Asuka estava falando a verdade. Meu corpo estava morrendo. Eu sentia que meus músculos não queriam funcionar mais e meu pensar estava muito lento. Abri os olhos lentamente e vi que estava em uma espécie de tenda. E dentro dela haviam duas estacas a qual eu estava amarrada.
Em um canto estava um homem realmente muito bonito com um corpo que beirava a perfeição. Seus cabelos chegavam ao queixo e estavam disformemente sobre o rosto.
- então você acordou... – aquela voz. Eu já tinha ouvido ela antes – Mukotsu achava que você iria morrer inconsciente, mas vejo que é mais forte do que eu esperava, afinal vocês demorou mais de um dia para o veneno realmente fazer efeito.
- quem é você? – perguntei murmurando, pois não tinha forças para falar.
- meu nome é Suikotsu! – ele respondeu se levantando e eu vi ao lado dele um par de luvas com garras. Ele era aquele homem que me agarrou.
- o que vocês querem comigo? – eu falava por teimosia, mas eu quase já não podia fazê-lo. Meu peito doía e eu sentia um desconforto tremendo ao tentar respirar.
- isso não vem ao caso! – ele disse. Alguém entrou na tenda. Ele era baixo e usava uma roupa branca, seu rosto era estranho e tinha manchas roxas.
- Suikotsu, me ajude com esse falcão idiota! – o homem olhou para mim – veja, Suikotsu, ela é linda mesmo morrendo! – eu fechei os olhos e deixei a cabeça pender.
Eu havia treinado por dez meses para morrer envenenada por pessoas que eu nem sabia o que queriam.
Deixei tanto para trás. Eu nem ao menos vou ver minha família e Rin. Nem Sangô, Miroku ou Crys.
Nem ao menos Inuyasha.
Um soluço baixo saiu de meus lábios.
Inuyasha... Eu perdi todo esse tempo e nunca tive como falar para ele que o amo perdidamente. Que ele foi a melhor coisa que me aconteceu. Que quando ele sorria meu coração se enchia de felicidade.
Eu vou morrer sem nem ao menos ter visto a cara do maldito Naraku.
Ouço uma espécie de piado. Devagar abro os olhos e vejo que no canto do quarto havia um falcão com uma espécie máscara de couro.
- olha aqui, você vai fazer o que eu mando! – disse Mukotsu para o falcão. Tentando colocar uma espécie de mensagem na perna dele. O falcão sentiu e bicou a mão dele. Com raiva Mukotsu meteu a mão no falcão e esse caiu com as garras para cima. Vi que nas pernas dele haviam um monte de pequenos ferimentos.
- Mukotsu, a garota nem morreu ainda e você já quer mandar uma mensagem? – Suikotsu se dirigiu para a entrada da tenda – venha me ajudar a terminar de enterrar o Kuikotsu. –
- o lugar onde você está o enterrando é muito longe! –
- como se a garota fosse para algum lugar! – e saiu com Mukotsu o seguindo.
Eu ouvi os passos se afastando.
- Falcão? Você está bem? – perguntei com voz fraca. O animal se levantou devagar.
- se eu ao menos pudesse ver para onde estou indo! – resmungou ele.
- se eu estivesse solta eu tiraria essa sua máscara! – falei sorrindo tristemente.
Meus olhos estavam pesados.
Minha morte estava mais próxima que eu imaginava.
- consegue me entender? – o falcão exclamou.
- sim... – respondi – tente se aproximar de minha voz para eu tentar tirar sua máscara. – ele foi se aproximando hesitante. Por sorte meus pés estavam soltos e com dificuldade tirei a máscara. Ele me olhou com seus grandes olhos escuros.
- você é uma elfa! – ele exclamou – não. Uma guardiã. Sua aura denuncia! – ele exclamou.
- sim, uma guardiã morta! – respondi – agora vá embora antes que eles voltem! – ele deu uma última olhada em mim e saiu voando. Quando o tecido da entrada balançou eu vi o deserto que se estendia pela frente.
Quanto tempo será que tenho?
Uma hora? Meia?
Minhas veias pareciam ter chumbo quente dentro.
Vários minutos se passaram. Eu estava tentando a todo custo suportar o ardor em meu corpo.
Ouvi passos lá fora. Eles estavam voltando.
Continuei com os olhos fechados. Alguém entrou na tenda.
Ouvi um soluço. Quando abri os olhos vi quem eu menos esperava, Inuyasha parado bem a minha frente.
- Kagome... – ele sussurrou. Eu franzi a testa.
- o que você está fazendo aqui? – perguntei.
- Crystal desmaiou hoje e você estava desaparecida, começamos uma busca. Eu estava por perto quando um falcão me avisou que você estava aqui! Quem foi que fez isso? – ele pousou os dedos nos cortes de meu pescoço.
- Inuyasha, vá embora! – pedi com um nó na garganta. Eu já sabia que iria morrer, mas não poderia suportar que Inuyasha morresse também.
- como? – ele perguntou aturdido.
Meus olhos se encheram de lágrimas.
- vá embora! – minha nuca começou a latejar com a força que estava fazendo para não chorar.
- não! – ele exclamou – eu vim aqui para te salvar... –
Eu não agüentei e comecei a chorar. Não por que iria morrer, eu não tenho medo disso. Mas pelo fato de ele talvez ter o mesmo fim.
- Vá... Embora! – falei em um sussurro – não adianta. Eu vou morrer! Estou com veneno nas veias! Eu não tenho mais que uma hora! – meu choro queria voltar.
- o quê? – os olhos dele pareceram ficar mais brilhantes.
- isso mesmo. Vá embora! – gritei chorando de vez – eu não posso deixar você morrer! – as lágrimas caiam de meu rosto.
Senti que meu corpo parou de arder. Eu estava sentindo frio.
- sua tola! – ele segurou meu rosto e uma lágrima solitária caiu de seu rosto – eu te amo. Eu não posso deixá-la aqui.
Fechei os olhos.
Ele me amava!
E só naquele momento eu fiquei sabendo. Pelo menos eu morreria feliz.
- eu também te amo! – falei num sussurro – e por esse motivo eu não posso arriscar sua vida! Vá embora! – gritei.
- não adianta mais! – falou Suikotsu entrando junto com o companheiro.
Arregalei os olhos.
Não!
A espada que pendia do quadril de Inuyasha pareceu pulsar.
Inuyasha a tirou da bainha e ela se transformou.
- que interessante, esse é meu Mukotsu! – e Inuyasha pegou um punhal dentro da manga e a lançou. Essa se enterrou no peito de Mukotsu. E esse caiu já morto.
- vocês... – Suikotsu exclamou se virando com raiva para Inuyasha. – eu não sou que nem ele. Vai ser difícil me matar.
E Suikotsu e Inuyasha começaram uma briga fervorosa. As investidas da espada eram defendidas pelas "garras" de Suikotsu. Golpes incríveis eram proferidos e essa luta durou vários minutos.
- Kagome, você está bem? – eu já não conseguia mais falar. Inuyasha olhou para mim e foi a hora em que Suikotsu cravou as garras na barriga de Inuyasha, esse arfou e o sangue começou a escorrer pela roupa.
- me disseram que poderíamos fazer o que quiséssemos com vocês! – disse Suikotsu – se não fosse o médico idiota eu já teria me aproveitado bastante da sua namoradinha! –
- Maldito! – gritou Inuyasha e lançou a espada com raiva para o adversário que desviou – que diabos de médico é esse? –
Suikotsu somente sorriu. (n/a: estava pensando, quem sabe o Suikotsu não fazia uma fogueira e convidava o Inuyasha para mostrar a árvore genealógica de sua família?!)
A espada parecia pulsar nas mãos de Inuyasha.
- tessaiga? – Inuyasha murmurou – se você quer.
E Inuyasha colocou a espada sobre a cabeça. E lançou com toda força para Suikotsu.
Dela saíram três listras de fogo amarelado. A tenda foi pros ares e Suikotsu virou pó.
Inuyasha olhou surpreso para a espada. Foi então que se voltou para mim.
- Kagome! – ele me chamou. Com muita força eu consegui olhar para ele. Pelo menos eu tinha a certeza que ele não morreria. Infelizmente meu coração já estava parando de bater. Já não conseguia sentir meus pés e mãos.
- eu... Vou tentar usar aquele feitiço de cura! – ele exclamou.
Procurando forças eu falei bem lentamente e baixo.
- idiota, foi preciso eu e você para fazê-lo, e saímos esgotados. Você vai morrer se tentar! –
- e se eu não tentar você vai morrer! – ele disse colocando as sua mãos espalmadas em minha barriga.
- Kirious Kluiê, naiju Lafun octirius – senti um vigor estranho se apoderar de mim. Meu coração pareceu dar um salto dentro da caixa torácica.
Olhei para Inuyasha. Ele se encostou em mim para não cair.
Mas havia algo errado. Minhas veias continuavam queimando.
- Inuyasha... – murmurei – a única coisa você fez foi retardar a minha morte! – ele levantou os olhos – o veneno continua dentro de mim.
- eu não tenho energia suficiente! – ele sussurrou.
"Kagome, eu vou 'desligar' você!" Asuka replicou.
Não.
"o veneno demora mais se você estiver desacordada"
Não...
"Me Desculpe" e meus olhos se fecharam devido a influência de Asuka.
OooOooOooOooOooO
Abri os olhos e me sentei quase que assustada. Onde eu estou? Eu não sinto mais o veneno em mim. Será que morri?
Olho em volta e vejo que Sangô estava praticamente dormindo na beirada de meu colchonete. E uma cigana estava do outro lado com um pano molhado com água. Crys estava adormecida em um canto.
Eu parecia confusa e a cigana notou.
- guardiã... – falou ela – finalmente acordou. –
- o que aconteceu? – perguntei e vi que estava só de camisola.
- nós conseguimos anular o veneno com uma mistura de rins de porco com tripas de cascavel! – ela sorriu – fizemos você tomar enquanto estava desacordada. A mistura é ótima contra venenos de escorpião! – senti um rebuliço no estômago. Estava agradecida, mas com um nojo daqueles.
Então me lembrei de algo.
- e Inuyasha? – perguntei.
- se eu fosse você agarraria aquele homem e não soltava por nada nesse mundo. Quando ele a encontrou ele trouxe você nos braços até nós. Mas o acampamento estava a quase um dia de viagem desse lugar. – a mulher se levantou – ele também estava com um ferimento muito fundo e também quase sem forças. E pela quantidade areia que você e ele tinham acredito que enfrentaram uma tempestade de areia! – meus olhos estavam arregalados. Eu não acredito. Ele estava com aquele ferimento na barriga, e apesar de um Yokai ter muita força e energia ele estava bastante enfraquecido por causa do feitiço e mesmo assim ele me carregara por um dia?
- onde ele está? – perguntei.
- ele desmaiou assim que chegou aqui e agora está descansando na tenda dele! – ela forçou meus ombros – agora tente descansar para repor suas energias.
Eu coloquei as pernas para fora do colchonete.
- eu tenho que fazer algo antes! – e me levantei. Sangô acordou.
- Kagome aonde você vai? – especulou Sangô – você está só de camisola – nem ouvi as reclamações e sai da tenda. Vi que já era de noite e que quase todos já haviam se recolhido.
Fui para a tenda de Inuyasha e entrei.
Mas só estava Miroku, que conversava algo com Yan e Giant.
- vocês viram o Inuyasha? – perguntei.
- Kagome! – falou Gi se levantando.
- então já acordou! Como está se sentindo? – perguntou Miroku.
- bom! – Yan olhou para mim. Se o laço entre e Inuyasha e Yan era tão forte quanto o meu e Crys era certo que o leão sabia de tudo que havia acontecido. – ele está nos limites do acampamento nesse momento olhando para a lua. –
Sorri para ele.
- obrigada! – e virei as costas.
- Oh, Kagome! Você realmente vai com essa roupa atrás do Inuyasha? Ele vai ter um enfarte! – sorri e sai correndo. Esse Miroku aumenta as coisas. A camisola cobria bastante coisa.
Minha sorte era não ter ninguém pelo acampamento.
Ao longe vi uma sombra. Ele estava em uma parte em que não dava pare ser iluminada pelas fogueiras e sim pela lua. Ele estava sentado no chão.
A lua enorme estava a sua frente. Os cabelos brilhando aos raios dela. Aproximei-me lentamente.
- eu reconheceria seu cheiro a quilômetros de distância! – ele murmurou sem olhar para mim.
Aproximei-me mais e me sentei ao seu lado.
- obrigada! – murmurei.
Ele simplesmente suspirou.
- não precisa! – comentou ele – mas foi só para me agradecer que você veio aqui? – e ele me olhou. Senti a coragem se esvaindo pelos meus dedos.
Eu não posso!
Você tem que dizer para ele! Gritou Crystal.
'Isso mesmo' retrucou Asuka.
Não posso!
Olhei para a lua tentando arranjar coragem.
- Inuyasha... – comecei – aquilo que você me falou é verdade? – perguntei com um fio de voz. E o coração batendo acelerado. Em minha barriga havia um frio incompreensível.
- sobre fazermos uma busca para te achar? – ele falou divertido.
Meu coração quase parou.
Ele estava caçoando de mim. O que significa que era mentira. Apoiei as mãos no chão para me levantar. Mas ele segurou meu braço e me puxou, fazendo-me ficar frente a frente com ele.
Ele me olhou dentro dos olhos.
O momento ficou suspenso. E eu podia ver o brilho dos meus próprios olhos dentro dos dele. A expressão dele era impenetrável. E os segundos passavam.
Aquele momento estava sobre os outros.
Eu não conseguia imaginar o que aconteceria a seguir. Então ele falou:
- eu demorei demais para falar para você... – ele engoliu em seco e eu senti que as mãos dele tremiam – todos esses anos sempre fomos inimigos, eu vivia namorando com uma e outra tentando achar alguém que combinasse comigo. Eu mal via que essa pessoa estava em baixo do meu nariz. Eu lutei para continuar odiando você. Mas eu vivia morrendo de ciúmes. Primeiro com o Zack, e depois aquela vez que o Mailon disse que você era linda... – eu me lembrava do dia, mas Inuyasha estava com uma expressão de descaso como ele poderia estar sentindo ciúmes? – Eu Te Amo! – ele deu ênfase em cada palavra – eu nunca imaginei que iria dizer isso para você, mas essa é a verdade. Quando eu finalmente me toquei, você começou a 'namorar' com meu irmão. E eu não sabia se tinha raiva de você ou dele. Não tinha coragem de falar, e Sesshoumaru estava cheio de gracinhas para cima de mim quanto a você... – ele falava tudo muito rápido.
- você me ama? – perguntei quase chorando – você não está mentindo está? –
- não... – e depois falou mais enfático – Não! Eu te amo. Uma vez eu ouvi dizer que amar é não hesitar em dar a própria vida. E estavam certos. Eu achei que amava tantas vezes, mas era uma mera ilusão do que sinto por você. Eu trocaria minha vida pela sua em qualquer momento! –
Olhei para ele e uma lágrima solitária desceu de meu rosto.
- então somos dois. Por que eu também amo você de forma descontrolada. – olhei para ele tão feliz que nem ao menos conseguia me expressar de forma coerente. Dei um suspiro – e o que vamos fazer quanto a isso? –
Ele sorriu e me disse:
- quer ser minha namorada? – a minha resposta foi simples e clara.
- SIM! –
OooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooOooO
Bom, seguindo ao apelo de muitas pessoas (acho que o principal apelo na verdade era do meu coração) eu apressei os dois e fiz dos pombinhos um casalsinho!!
Auhuahauhauhaum espero que eu não tenha demorado tannnnnnntooo!
Sei que vcs taum para me matar tb por eu quase fazer a k-chan morrer, mas eu estava com isso na cabeça, sabe?? E deu o maior trabalho. Como descrever uma pessoa morrendo?
Mas deixa para lah!
Poxa, quase ia esquecendo!!
Completei 400 reviews!! To quase chorando. Claro que eu nunca conseguiria sem vcs. Aliás, sem vcs eu não conseguiria nem mesmo escrever!!
Uahuahuahuah, e ai? Me ajudam a chegar às 500 reviews??
Respondendo as estimadas reviews:
Ida-chan
Suspeitos demais da conta. Fico me imaginando se eu ouvisse aqueles barulhos no quarto do meu namorado. Sabe... eu acho que entrava já com uma foice na mão gritando "agora você é ex-vivo". Eu e minhas besteiras, é so ignorar viu??
Uahuahuaua, ah vc falou sobre a minha próxima fic a adoração selvagem. Praticamente ela jah estah pronta. Falta somente as duas ultimas paginas, mas eu tenho uma coisa que é a de nunca postar duas fics ao mesmo tempo, se não vc tem que dividir sua atenção e criatividade para dois alvos, e isso complica e geralmente acaba causando fics não-terminadas!
Uauahua, como falei!
Bjs
Nat-chan
Bota devagar nisso, a pessoa tem que colocar uma placa em néon em cima da Kagome dizendo "EU TE AMO". Apesar de que naum precisa mais neah?? Rs rs rs.
E ela tb nem se fala... cof cof.
Bom, naum foi bem uma guerra (se desviando de uma travesseirada perdida), é que. Sabe, não tem aquele ditado que diz que dois bicudos naum se beijam?? Pronto, eu tive que colocar eles numc asituação bemmmmm preocupante para eles falarem. Na hora, o inu, coitado, tava com coragem até mesmo para vender a avó por algumas uvas se fosse preciso. Uauahuhauhaa. Bom, vou para a próxima review! ;D
Lilermen
Segredo, eu também amooooooooo o Kouga, quando ele aparece jah sei que vem diversão pela frente! Uhauhajhahuahua. É acho que eu me atarsei um pouquinho. Mas eu queria ser que nem ela. Poxa, em todo canto que ela chega tem algum cara dando em cima dela. E geralmente eu tenho UMA criatividade para descrever esses caras!
Não mudar meu jeito de escrever?? Realmente fiquei feliz em ouvir isso, mas creio que a cada silaba que escrevo, cada palavra formulada eu mudo um pouco. É. Acho que sirvo nem que seja de mau exemplo. Kkkkkkkkk.
Aline Higurashi
É parece que o Miroku se acertou, se não coitado!
Uahuahuahuah, imagina eles casados e ele dando em cima de uma garota, mow chato, ce não acha naum??
Kkkkkkkkkk, verdade, o Kouga estava bemmm mais interessado. Mas se vc pensar direito, ele era mestre dele, seria chato se ele desse bola, neah??
Ah, sobre a apresentaçaão... vou deixar para o próximo capitulo!
Uahuahua, vai ser mais interessante!
Uahuahahuauaha, eu ateh pensei em acabar rapidamente com a guerra, mas algo me impede, quero fazer algo bem dramático.
Rs rs rs, bjsss
Deadly-Kiss-Girl-120
Caramba, que bom que vc gostou. O Miroku finalmente s eajeitou, acho. kkkkkkkk
acho que a sua pergunta foi respondida nesse capitulo! Rs rs rs!
Bjksssssssssssssss
Ludy-chan
Eu sei como é... nem nas férias. Parece que nas férias é que aparecem mais coisas!
Auhuahuahuahuahua, bom, naum se preocupe com as reviews, mas de vez em quando me deixe sabendo se vc estah gostando ou odiando a fic.
Uahuahuahuahua, segredinho, eu tb AMO o casal Kagome Sesshy, sei lah. Ela parece ser a mulher perfeita para acabar com aquela frieza dele. Apesar de que a Kagome mais parece a Rin crescida ou o a Rin que pareça com a Kagome novinha. Vixi, isso vai endoidar minha cabeça. Melhor deixar para lah num acha naum??
Kkkkkkkkk, bom vou indo.
Kaoro Yumi
Posso ser bem sincera? Bom, pensando que a resposta seja positiva. A primeira parte da sua review me fez rir. Quando vc disse... " se for o Shippo eu entro na teria que ele vá viajar com eles...". eu ri por que na minha acbeça pareceu a imagem de um monte de cientistas rodeando uma mesa discutindo "quem vai ser o companheiro da Sangô". O seu comentário foi inteligente, a minha mente que foi retardada!
Kkkkkkkkkkkk, bom jah falei demais de meus pensamentos idiotas e toscos (precisava completar isso?), vc amah essaw fic de paixão? Caramba vc quer mimar neah??
Rs rs rs, bjkssssssssssssss
Dessinha-almeida
Sim, seu deixei a festa. Sabe, naum sou muito festeira. E o povo tava só falando besteira. Ai corri aqui no meu quarto e postei. Eu tenho que admitir que tb sou egoísta!
Uaahuahua, mas so quando quero!kkk, bjkssssssss
Kagome (sami)
Realmente, graças a Deus que aquele pervertido teve coragem e a pediu em casamento.
Verdade, o inu sempre sobra!!
(to me sentindo culpada aqui)
Mas ele vai ter a recompensa, acho... kkkkkkkkkkkk, sima conversa deles foi muito fofa, e ele lah todo preocupado. Kkkkkkkkk, o naraku... acho que só vai aparecer lah para o ultimo capitulo!!
Jessicalpc
É... foi mais ou menos. Num foi bemmmmmmmmm uma apresnetação cigana mas espero que tenha valido do mesmo jeito (naum é? Naum é?). Sim eu acho ele parecido como o simba! Às vezes eu fico imaginando como minha mente é tosca pq eu penso a Crystal como o pégasus!
Buaaaa! Tapada! Kkkkk, falando nos companheiros, sabe eu tenho uma prima (ela tem um ano e sete meses) que se chama Giane Cristy, (juro para vc naum é mentira, é que a mãe se chama givoneide 'isso lá é nome?' e do pai Cristiano) ai eu vou chamá-la e começo a gritar Giant, Giant! Kkkkkkkk. Bjsss
Polly
Rs rs rs, quase mato de susto quando digo que ia matar a K-chan, eu quase mato vc de susto de novo neah??
É... serah que é a Kirara? ¬¬, às vezes me pergunto por que que eu sou TÃO previsível??
Kkkkkkkkk, o que?? Morar com vc? Lah na mansão elfa?? Tah brincando! Quero sim! Quero sim! Claro!! Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Eba, vai que eu acho um namorado por lah??
Luna
Mais ansiosa pro próximo?? As vezxes me pergunto por que sou taum malvada sabia?? Kkkkkkkkk, eu sempre paro nas melhores partes, é pq tem algo dentro de mim que naum me deixa postar mais sabe??
Kkkk, brinks!
Sim, ele estava preocupado, mas que pessoa apaixonada não estaria?? Kkk, sabe, você me falou assim: Não faça os dois se entenderem soh no ultimo capitulo. Ai me deu a doida e fiz eles se entenderem nesse, afinal. Acho que jah estou nesse chove mais naum molha a muito tempo.
Eu amuh os back, tem algo nas musicas deles, pricipalmente as novas, mas realmente amo mais o creed. Sim eu sei que banda é essa, naum ouço muito mas jah ouvi algumas musicas!!
Posso te fazer uma pergunta?? Vc jah assistiu o filme orgulho e preconceito?? É que estamos falando sobre gostos neah??
Bom,. Sim eu penso nele como o simba. Kkkkkkkk, eu sou mow retardada!
Kkkkkkkkkkkkk, bjss
Agome Chan
Caramba... esse foi o mesmo comentário que a Luna fez... para naum deixar eles se entenderem so no ultimo capitulo!! Bom acho que naum fiz isso!!
Auhauhauha, é que me deu a doida na hora. Sai juntando tudo, a brincadeira dos dois com o comentário da giant ai a perverção do Miroku, a briga e por ai vai neah? Kkkkk, o kissus naum foi nesse cap, mas eu vou fazer bastante nos próximos, e é claro tom,ando cuidado com a diabete deles!
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Bjkss viu??
Aline Higurashi e Kaori-Sann
Oiiiiiiiiiii! Eu vi que vc faz parceria com a Aline... eu converso muito com ela! (eu me pergunto quando vou deixar de ser retardada, mas deixa para lah).
Ah, aquela historia de festa surpresa que naum era mais surpresa? É a verdade! O povo naum sabe esconder nada. Eu saio lah fora ai minha prima sai gritando ENTRAAAAAAAAAAAA! POR QUE VC TAH AQUI FORA! E desde quando eu sou proibida de sair... claro que eu ter visto minha tia carregando um bolo tb ajudou bastante. Rs rs. É...
Naum se preocupa: festa surpresa é sinônimo de "vc so vai ter bolo e refri esse ano". Kkkkkkk.
Beijinho na bochecha da kagome... eu tava sme criatividade... e tb estava em um de meus dias pudicos sabe?
Eu espero realmente naum ter demorado! E naum matei ninguém, pelo menos ateh agora!!
Bjkss
Fkake
Graças a Deus estah de volta ativa!! Ufaa!
Eu tava preocupada como jah te disse, por que vc sumiu, mas naum se precupa. Ah, vixi, é super difícil escrever sempreeeeee em primeira pessoas, as vezes eu esqueço e de repente Bam, tenho que reescrever tudo. Kkkkkkkkkkkkk, vc tb assitiu o corcunda do notre dame?? Kkkkkk, eu nem me lembro como era a musica mas vou tentar rever o filme!? É, imagina que eu tava conversando agora pouco que eu vejo o Yan como o simba??? Kkkkkkkkkkkkkk. Disney vicia! Hhahaha.
Ah, os guardiões naum tem mais 180... agora tem 207. . (caramba eu escrevi tudo isso??).
SIM SIM SIM! Pode me mandar o anime de matança, e me manda um de romance e um de drama... (to parecendo criança em loja de doces)... uahuah é so ignorar. Estou esperando sua carta. E quanto ao cd com as historias?? Que tal brincar de disco voador com ele?? (olha, avisando, to no meus dias toscos hj)
Bom, bjss
p.s.: (como eu tenho coisa para te falar!) ameiiii o crhno, vc estava certa. É muito bom. Beira a perfeição, e ateh o vilão e bonito. Oh colírio, apesar que o Aion é um beijoqueiro de uma figa... rs rs rs. E afinal, o padre/sacerdote/pastor (o povo da tradução naum sabia qual escolhia naum eh??) Remington é um anjo. Logo vi, para ser perfeito daquele jeito, só sendo mesmo um anjo. E na hora que Joshua tava lutando com o Crhno, vc notou a ironia? O demônio lutando pelo bem e o apóstolo de Deus pelo o outro lado. E seu amigo realmente tava certo é meio macabro, e eu adoro essas coisas. Ah e tb amei o Jubei-chan, gostei mais do Crhno mas amei tb... o Shiro é uma onda... não consigo me esquecer dele na segunda temporada dançando e soletrando a palavra I-M-B-E-C-I-L. (OLHANDO PARA CIMA) Meu Deus, eu escrevi tudo isso?? É... acho que jah tah na hora de eu ir.
Aggie18
Oieeeeeeeeeeeeeee! Como ce tah?? (eu tenho que deixar de ser exagerada -.-')
Sim, o inu estava muito na cara que gostava dela neh?? Kkkkkkkkkkk, e o miroku entaum, finalmente criou coragem. Apesar de tudo. Kkkkkk.
Sim, a mansaum chegou um monte gente nova. Kkkk, muita mesmo, e sim eu quero que vc me apresente ao povo lah!
:D, bjkss
Letícia
Sim, eu tava assistindo o Inuyasha e lembrei que havia me esquecido totalmente que o Kouga e ele viviam brigando. Ai remediei o faot neah?? Ah, o beijo na bochecha? Eu tava sem criatividade, e como falei em algum comentário anterior eu estava em um de meus dias celibatários. Ai eu naum fiz uma pega bem feito. Kkk, eu e minha idéias loucas e sem sentidos.
Verdade, se naum ele ia morrer achando que ela gostava do Zack do Sesshoumaru, do Kouga (olhando a ultima frase), caramba, serah que a Kagome arranja um pretendente em cada lugar que para? Rs, espero que o inu de um jeito nisso agora! Auhauhauhauha.
Ah, eu naum disse que alguém ia morrer, so disse que era difícil descrever alguém morrendo, ou seja presente conitnuo, a ação ainda naum terminou, sakas? Bom, deixa eu pular para próxima review!
Up!
Dani-sama
Não... vc naum falou?? Vc adora?? A demora que eu levo para postar?? Caramba e eu achava que postava rápido! Buaaaaaaa, eu so dmeoro uma semana! Buaaaaaaaaa! Kj, brink's. eu tb faço isso nos livros de romance, começa aquele problemão, o coração começa a bater rápido, ai eu penso, eu sei que ela vai terminar com ele, entaum pq eu to assim? Kkkkkk, eu e minha loucuras, pelo menos nessa eu sei que naum estou sozinha! Nesse caso vou botar sempre as poesias no final... rs rs rs, e como vc gostou daquela uma parecida que vai lah para baixo...
;D
Bjkss
Valeria-chan
ah, naum se preocupa, pode ateh ser atrasado mais se for de coração eu nem me importo tah?? Uahuahuahuaha, eu ganhei um Tybalt Capuleto e um padre/sacerdoto/anjo/pastor Remington. Ai, eu esmpresto o Crhno ou o francisco se vc quiser.
Uahuahua, vc naum deve estar entendendo nada. É que uma amiga minha me mandou os animes do Crhno crusade e do romeo x juliet. Uahauhaua,
Eu tenho alguns episódios japonês, verdade, a voz do Sesshy e do Miroku saum bem mais sexys. E eu odeio, eu repito, odeioo a voz da Kagome na versão brasileira, parece uma patricinha misturado com criança mimada! Eca!! Uahauhau, bom vou nessa!!
Bjksss
• É muito quadro para uma parede, é muita tinta pra um só pincel, é pouca água pra muita sede, muita felicidade para uma review •
(entenderam o pedido?? Espero que sim. ;D)
