Notas da Autora
Em um planeta, um certo...
Após anos, ocorre o reencontro de...
Capítulo 26 - Reencontro
AGE 749 - Planeta Plant II
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Há centenas de anos luz dali, em um belo planeta, os tsufurujins que conseguiram fugir várias décadas atrás do seu planeta natal condenado, encontrou o seu novo refúgio e de quebra, fizeram aliança com algumas raças pacíficas, que ajudaram eles a se instalarem em um planeta que não tinha nenhuma civilização.
Estavam nesse planeta há quase duas décadas e enquanto o povo vivia pacificamente, as maiores mentes se uniam aos das outras raças para proteção mútua, um tsufurujin andava revoltado por um corredor, rumo a um dos hangares recém-construídos.
Então, uma tsurufujin se aproxima dele, pegando seu braço, sendo que fala exasperada:
- Pare, Riachi.
- Não tente me impedir, imouto! Não suporto o rumo que a minha raça tomou.
- Qual rumo, meu filho?
Nisso, surge um tsuufurjin mais velho que olha seriamente para o seu filho mais velho.
- Esse rumo! Não tente se fazer de desentendido! Era para nós procurarmos alguma forma de nos vingar dos monstros com cauda!
O tsufurujin mais velho suspira e fala:
- Eles foram erradicados por Freeza. Claro, que não todos. Mas, mesmo assim, tiveram o que mereceram, sendo que Freeza também é um monstro, igual aos saiyajins.
- Mas, ainda tem alguns vivos! Eu não suporto isso! Além disso, não duvido que tenha outros no universo!
- Pode até ser que tenha, já que os sobreviventes se espalharam, porém...
- A nossa raça não faz nada para caçar e exterminar esses bastardos! - ele exclama, torcendo os punhos.
- Os saiyajins não são os únicos culpados pelo que aconteceu ao planeta Plant, nossa terra natal.
- Não acredito que vai insistir nesse argumento! - ele exclama, erguendo as mãos para o alto.
- Esse argumento está certo, nii-san. Os nossos conterrâneos têm culpa pelo que aconteceu por não ouvirem o que poucos falavam, para que vissem os saiyajins como uma ameaça, usando mecanismos para contê-los, caso tentassem se voltar contra nós. Nós temos nossa parcela de culpa pelo quase extermínio de nossa raça e pelas inúmeras vidas e planetas perdidos nas mãos daqueles monstros. - ele fala, tristemente - Essa é uma verdade amarga.
- Não falem besteiras! Eles são monstros e devem ser erradicados. Nunca vou esquecer-me do que vi. Nunca! Eles pegavam pessoas e as estraçalhavam, enquanto riam como se fôssemos brinquedos para os seus jogos doentios.
A irmã dele treme levemente com o relato, sendo que era muito pequena na época e por isso, não se lembrava.
Como a viagem era longa, eles programaram um robô para cuidar da nave, enquanto eles ficaram em sono criogênico para aguentar a longa viagem, pois, iriam até o ponto mais extremo do universo ou pelo menos próximo disso, para escaparem de qualquer raça que fosse uma ameaça a eles e somente despertaram ao chegarem em seu destino, com a nave ativando o sistema para despertar.
- Não é besteira, meu filho. É a mais pura verdade. Nós éramos os únicos que podíamos ter evitado o nosso quase extermínio e a destruição de outros planetas e vidas. Todos reconhecem amargamente essa verdade. O que podemos fazer é viver, usando o nosso intelecto junto com as outras raças para melhorar a qualidade de vida, assim como a nossa proteção.
- Eu pretendo usar para outra coisa. Não compartilho dessas besteiras e pensamento filosófico! Eu sou adulto e eu mesmo construí essa nave. Ela é minha e eu vou aonde desejar.
- Se continuar insistindo nisso, será banido do planeta para sempre.
O pai fala seriamente, sendo possível notar seu olhar de dor, pois, por mais doloroso que fosse ele era o Nono tsufurujin e aquele que liderava os outros.
Portanto, precisava pensar na segurança e paz de seu povo. Ter alguém tentando insuflar uma revolta, mesmo sendo um de seus amados filhos, era inconcebível.
- Está falando sério? - ele pergunta, estreitando os olhos, enquanto que a irmã dele olhava tristemente para o seu irmão.
- Sim. Não se esqueça de que eu sou o líder desse povo. Não podemos permitir agitadores. Nós vivemos em paz e tudo o que podemos fazer é criar coisas para ajudar a vida dos seres e não destruir vidas. Eu espero que com o tempo, possamos nos redimir em nome de todos os tsufurujins que não tentaram deter os saiyajins, quando tiveram oportunidade.
- Que seja!
Nisso, ele tira o braço das mãos de sua irmã que segurava o braço dele, com ele se afastando, enquanto a jovem chorava, sendo confortado pelo pai dela que falava, tristemente:
- Eu juro que tentei fazer, ele mudar de ideia...
- Eu também tentei, tou-san.
Nisso, o genitor dela derrama lágrimas de dor e tristeza, enquanto via o seu primogênito se afastar, sabendo que não teve escolha e que precisava pensar no bem do seu povo que deveria viver em paz, ainda mais pelo fato de que eram poucos.
Além disso, com o sistema dos nove, se oito tivessem a mesma opinião sobre algo, o Nono deveria discordar, pois, partiria do princípio de que os outros oito estavam errados. Era um sistema que implementaram, a partir da experiência amarga que o povo dele teve perante os saiyajins.
Afinal, se existisse esse sistema, mesmo que oito deles falassem que os saiyajins não eram uma ameaça, o Nono iria discordar e seria implementado medidas de segurança e provavelmente, nunca teria acontecido o ataque a sua raça ou então, eles poderiam ter uma chance maior de contê-los.
Então, pai e filha observam tristemente a partida da nave dele rumo ao espaço.
"Perdoe-me, minha amada. Eu não pude deter o nosso filho. Perdoe-me, por favor".
Ele pensa consigo mesmo, chorando, abraçado a sua filha.
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AGE 750 - Wakusei Chikyuu (Planeta Terra)
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Um ano depois, no planeta Terra, cinco naves ovais rompem a atmosfera da Terra, sendo que todos os guerreiros haviam sentido o ki dos que estavam nas naves e sentiram que não era um ki agressivo.
Portanto, limitaram-se a esperar eles no ponto de impacto e no grupo estava Kakarotto que olhava atentamente as naves, até que as mesmas pousam em uma clareira na floresta.
As portas abrem e saem pessoas, sendo que eles reconhecem quatro saiyajins e duas jovens com orelhas e cauda.
Eles percebem que um deles era alto e uma cópia de Kakarotto, com exceção de uma cicatriz em forma de "x" na face, sendo que ao lado dele havia uma saiyajin que chorava emocionada ao olhar para Goku, que não compreende tal olhar, embora tenha ficado surpreso pela semelhança entre ele e o homem que o olhava com um sorriso no rosto.
O outro saiyajin ao lado deles de cabelos compridos e espetados, olhava surpreso para Kakarotto e os outros. Outro saiyajin menor, ainda criança, de cabelos curtos espetados, olhava curiosamente para todos. As duas jovens com orelhas e caudas olhavam para Kakarotto, emocionadas.
Os guerreiros do dragão ficam em posição defensiva, embora o ki deles não fosse agressivo, até que Gine fala emocionada:
- Eu me chamo Gine e sou a sua mãe, meu filho. Este é Bardock, o seu pai e esse é o seu irmão, Raditz, sendo que essas duas, Yue-chan e Tsuki-chan são as suas irmãs adotivas. Ele se chama Tarble e se tornou seu irmão, pois, eu e Bardock o adotamos.
Então, Kakarotto força a mente e se recorda na sua mente da foto deles, sendo que chorando, Gine corre até o seu filho e o abraça emocionada:
- Fico feliz em rever você, meu filho!
- Eu me lembro de vocês. - ele corresponde ao abraço.
As kiba-jins correm até Gine e fazem um abraço em grupo, enquanto que Bardock se aproximava e afagava paternalmente a cabeça de seu filho, enquanto que Raditz se aproximava, colocando a mão no ombro de Kakarotto, sorrindo, sendo que o jovem saiyajin consente com a cabeça em resposta, ainda sorrindo.
Após alguns minutos depois, Tarble também abraça Kakarotto.
Os guerreiros do dragão relaxam, sendo que notavam que os saiyajins e as jovens de orelhas e caudas controlavam o ki, os surpreendendo.
Então, todos se apresentam, sendo que Gine e Bardock agradecem a Gohan e a Sakura por cuidarem do filho deles, assim como treiná-lo.
Nesse interim, algo faz Raditz olhar para o lado direito, avistando duas jovens que voavam, se aproximando. Uma era criança e a outra, um pouco menor do que ele, sendo que se sentiu hipnotizado pela jovem de cabelos loiros como o sol.
Inclusive, sentia que uma força invisível o impelia a ficar junto dela, assim como o impedia de desviar o olhar, conforme ela se aproximava, sendo que Tights corava com o olhar de Raditz direcionado para ela, enquanto que adorava o cabelo selvagem dele, que era bem chamativo.
Os pais notam o comportamento do filho e trocam sorrisos cumplices, pois, perceberam que ele tinha a ligação verdadeira com a chikyuujin loira que havia acabado de chegar e que estava corada.
Então, Gohan apresenta os recém-chegados, até que surge uma espécie de buraco negro de onde saí uma nave do império de Freeza, com o mesmo buraco voltando a fechar.
A nave ficou viajando em dobra, sendo que a velocidade dentro do buraco negro os fez voltar no tempo em apenas um minuto. Por isso, eles estavam confusos com os dados que a nave emitia conforme se aproximava do planeta, com eles ficando estarrecidos ao verem que estavam há centenas de anos luz do seu ponto de origem.
Um dos soldados se aproxima do capitão e fala:
- Rastreamos naves do planeta Bejiita no planeta Terra. Pelo visto, sobreviveram ao ataque.
- Bem, enquanto um grupo está cuidando da nave, outro irá invadir a Terra. É um planeta com seres fracos que possuem no máximo dois de poder de luta e pelos nossos scanners, os saiyajins que estão no planeta devem estar um pouco abaixo da Terceira classe. Ou seja, são fracos. Isso senão forem crianças. Iremos mata-los, facilmente. Lembre-se que as nossas ordens é de destruir os saiyajins, caso encontremos algum. - o capitão fala.
Então, eles decidem entrar na atmosfera da Terra, sem saber que os saiyajins controlavam o seu ki e que, por causa disso, constava um poder absurdamente baixo, assim como os outros guerreiros.
Na Terra, o grupo para de conversar e os recém-chegados se juntam aos guerreiros Z, sendo que Gine exclama ao avistar a nave:
- É uma nave do bastardo do Freeza!
- Eles já estão invadindo a Terra? - Gohan pergunta preocupado.
- Se fossem invadir, teria mais naves ou então, mandariam naves circulares em vez de uma nave imensa como ela. Mesmo se for para capturar escravos, normalmente, é mandado um grupo de ataque, primeiro. O padrão está estranho. - Bardock comenta, seriamente.
- A única forma de sabermos é derrotando eles, sem destruir a nave. Seria bom investigarmos a tecnologia deles. - Tights fala, olhando atentamente para a nave.
- Concordo com ela. Vamos derrota-los, sem danificar a nave. - Piccolo fala.
- Não será difícil.
Sakura fala animada para enfrentar oponentes, sendo possível ver a sua cauda abanando animadamente para os lados, de forma quase indecente, sendo o mesmo para Yukiko e para os demais saiyajins.
Piccolo e os demais olham para eles, para depois suspirarem, sendo que Muten fala:
- Acho que pedir para lutar sem danificar a nave no ensejo, é pedir demais para um saiyajin. Ainda mais considerando o talento nato deles para a destruição.
Nisso, todos concordam com a cabeça, para depois flutuarem em direção aos vários soldados de Freeza que saíam da nave, ao mesmo tempo em que todo o mundo reinava o caos e o desespero quando os humanos avistaram a nave imensa rompendo a atmosfera do planeta, pairando encima de uma grande cidade, sendo que alguns jornalistas conseguiram filmar usando o máximo de zoom possível, Sakura, a sua filha, Piccolo e Gohan, assim como os demais guerreiros, com todos se referindo a eles como os guerreiros do dragão, pois, Muten havia falado a impressa e dado o nome do grupo, após todos concordarem com o nome guerreiros do dragão.
Então, frente a aparição deles, muitos pessoas se acalmaram e começaram a orar para que os heróis os salvassem, sendo que simbolizavam a esperança para eles e quanto mais, melhor, sendo que muitos jornalistas almejavam saber o nome dos novos heróis que surgiram para salvar o planeta.
