Gente, queria uma opinião de vocês:

A fic ainda vai durar mais um pouco, de qualquer maneira, porque tem algumas coisas que, pra mim, são essencias... estão programadas, desde o início.

No entanto, tem algumas coisas que podem ou não ser descritas em pormenores. Vocês gostariam de saber logo qual vai ser o desenrolar e o final da história, ou vocês gostariam de ver mais um pouco da convivência dos dois (fofuras, smut, etc.) e da convivência do casal com os amigos?

Espero manifestações, ok? Bjs!


Era domingo, outra vez, e Kurt já tinha passado mais de uma semana em Nova York, resolvendo tudo que precisava resolver. Tinha até assistido à peça do irmão, no sábado, junto com Blake e Ginni. Rachel não tinha ido com eles, porque os pais haviam pedido a ela que os acompanhasse ao aniversário de um velho amigo de Leroy e, além disso, como no domingo seria a última apresentação, Finn pedira que ela fosse assistir ao espetáculo nesse dia, a fim de acompanhá-lo, depois, a uma festinha de despedida do elenco.

Kurt voltaria para Lima na segunda, de manhã bem cedo, então, para fechar a visita dele à cidade com chave de ouro, Blake e Ginni resolveram fazer um almoço no apartamento delas, e era lá que Rachel e Finn estavam, agora. Era um apartamento simples, bem pequeno, principalmente se comparado à cobertura onde o casal vivia, mas era bem arrumado e aconchegante, como deve ser um verdadeiro lar. Era possível perceber, com facilidade, que se tratava de um lugar ocupado por pessoas que se amavam muito e zelavam uma pela outra.

"Adorei essa foto!" Disse Rachel, olhando uma foto das duas meninas em um porta retrato.

"Essa foto é do dia em que chegamos aqui. A gente saiu pra jantar, caminhou pelo Central Park... que foi onde a gente pediu pra um cara tirar a foto pra gente... depois viemos pra cá e lemos votos, que tínhamos escrito uma pra outra." Disse Blake.

"Um dia a gente vai se casar, eu tenho certeza. Mas, além de sermos novas ainda, não queríamos fazer isso naquele momento... brigadas com os pais da Blake." Ginni acrescentou, trocando um olhar cúmplice com a namorada.

"Eu adoro casamentos!" Se empolgou Kurt. "Vocês precisam me deixar organizar... ou ao menos ajudar... meu único irmão já se casou e eu sequer conhecia a noiva direito pra poder dar meus pitacos."

"Kurt!" Repreendeu Finn.

"Sorry, Rachel, my Darling!" Disse, afetadíssimo. "Mas é verdade, Finny... você casou com tanta pressa que nós achamos que tinha engravidado a Rachel." Todos riram do jeito dele.

"Nosso casamento foi simples, Kurt. A gente preferiu assim. O que a gente queria era ficar junto." Rachel mentiu, sentindo-se culpada pela mentira e triste por ter casado com alguém por quem estava tão apaixonada, agora, mas não ter sequer escrito votos sinceros para ele. Tinha uma pontinha de inveja de Blake e Ginni, nesse ponto, apesar de a vida das garotas não ser nada fácil.

"Mesmo simples, eu queria muito ter ido." Lamentou Blake.

"A propósito, meninas, eu não agradeci o presente lindo que vocês me mandaram. Muito obrigada! Vocês foram tão fofas!" Rachel falou, sinceramente.

"A Blake achou que você não tinha gostado muito, porque nós não vimos o porta retrato na casa de vocês." Comentou Kurt, nada discreto.

"Eu amei! Sua mãe está de parabéns, Ginni. Ele tem um design lindo... diferente, delicado. Vocês não o viram porque ele está no meu quarto, na minha cabeceira... com uma foto muito especial."

Era verdade que, no dia da visita dos dois, o presente sequer tinha sido dado a ela, ainda. No entanto, tudo que ela estava afirmando sobre o objeto e a fotografia vinha diretamente de seu coração. Em razão da menção à foto, ela e Finn trocaram olhares e sorrisos íntimos, que foram percebidos pelos outros três.

Kurt e Blake se entreolharam também, aliviados e felizes. O garoto tinha dividido com a prima sua preocupação em relação à felicidade do irmão. Não somente ele tinha achado estranho Finn se casar de repente, com uma mulher que ele jamais havia nem mesmo mencionado, como, tanto no dia do casamento, quanto no almoço do domingo anterior, eles não pareciam interagir como um casal feliz, apaixonado. Agora, no entanto, eles pareciam tão enamorados que as pessoas presentes tinham vontade de suspirar, ao observá-los.

A conversa continuou, o almoço foi servido, todos comeram bem e elogiaram as habilidades de Ginni na cozinha. As duas meninas eram tão gentis que fizeram questão de ter uma opção vegan para a mais nova integrante do clã.

Depois de se deliciarem com a sobremesa, ainda tiveram muito assunto para colocar em dia. O papo animado só foi interrompido quando Rachel recebeu um telefonema de Santanna e se levantou, afastando-se para atendê-lo.

"Minha hobbit amada, eu preciso que venha até aqui agora mesmo." Santie ordenou, mas não parecia preocupada e, sim, animada.

"Eu não posso, Santie. Eu tô num almoço na casa da prima do Finn." A latina já sabia que eles tinham se entendido. Rachel tinha ligado para a amiga, durante a semana.

"Vem depois... pode trazer o bofe."

"Não vai dar, amiga." Disse, rindo. "Hoje é a última apresentação da peça dele... eu vou lá ver... e depois vai ter uma despedida..." Fez uma pausa, pensativa. "Espera um pouco, Santie." Afastando o aparelho, ela se dirigiu a Finn. "Babe, a festa de hoje é fechada?"

"Não... nós só vamos a um bar."

"Santanna poderia ir?"

"É claro!" Ele sorriu e ela sorriu de volta.

Tudo ficou arranjado para que Santanna e Britanny fossem encontrar Rachel no teatro, assistir à peça com ela e, depois, fossem, junto com Finn e os companheiros de elenco dele, a um bar próximo ao teatro, para o fechamento da temporada. A amiga de infância de Rachel disse que seria também uma comemoração, mas não quis adiantar as novidades, deixando a baixinha curiosa.

Rachel só faltou pular de alegria quando Santie e Britt finalmente lhe contaram que haviam se declarado uma para a outra e, agora, não eram mais companheiras de apartamento e de trabalho, e, sim, namoradas. Inclusive Britt iria aceitar um emprego que lhe haviam oferecido, semanas antes, para que não houve nenhum problema no escritório, cujos sócios elas sabiam ser contra relacionamentos entre funcionários.

Mais tarde, enquanto Finn, Rachel e as duas garotas tomavam mais uma dose de tequila, cada um, Britt, já com certa dificuldade para pronunciar as palavras, anunciava que, para simbolizar a união das duas, ela e Santanna tinham adotado um gato e dado a ele o nome de Lord Tubbington. Foi difícil controlar Rachel, a partir desse momento, porque ela só sabia falar sobre o quanto adorava animaizinhos e repetir, sem parar, que queria ir à casa das meninas, conhecer o bichano.

Após passar pelo estágio de achar graça em Rachel, que misturava o amor pelos gatinhos, cachorrinhos e coelhinhos, que seus pais nunca a deixaram criar, com trechos de músicas infantis sobre animais e observações sobre como Santie estava feliz ao lado de Britt, enquanto se pendurava no pescoço dele, Finn enfrentou a fase em que teve que convencer Rachel a não pedir mais nenhuma bebida.

Depois, veio o momento de, com toda a paciência do mundo, tentar tirá-la do bar e colocá-la no carro, para que fossem para casa. Contudo, ela não queria sair do bar, muito menos pretendia ir para casa, e voltou a tagarelar sobre precisar conhecer Lord Tubbington imediatamente, o que fez Finn, finalmente, perder a paciência e colocá-la nos ombros, aproveitando as vantagens da diferença de tamanho entre os dois.

Rachel esperneou, gritou, socou as costas dele, mas o rapaz a colocou no banco de trás do carro, despediu-se das amigas dela, rapidamente, e informou ao Sr. Zokner que eles podiam seguir na direção de casa. Em questão de minutos, Rachel não somente tinha parado de protestar, como estava dormindo, o que o fez esquecer completamente que ela acabara de tirá-lo do sério, e sorrir feito um menino, contemplando-a.

Finn colocou Rachel na cama, tirou os sapatos dela, cobriu-a com um lençol e beijou seus cabelos. Tomou um bom banho e verificou seus e-mails, antes de dormir, ficando feliz com uma mensagem em especial.

Pouco antes do amanhecer, o rapaz foi acordado de um sonho maravilhoso, mas, para sua admiração e satisfação, a realidade que o aguardava era ainda melhor.

Totalmente coberta pelos lençóis, ajoelhada posição entre as pernas dele, Rachel deslizava uma das mãos, com vigor, ao longo de seu membro, enquanto beijava seu abdômen, bem perto do elástico da cueca boxer, que era a única peça de roupa que ele vestia.

Quase de imediato ele se sentiu duro, latejante, levantando, sem falar nada, o quadril, quando sentiu que ela tentava se livrar da boxer dele, para que ela pudesse, realmente, fazê-lo. Enrijeceu ainda mais quando sentiu a mão dela o apertar, agora em contato direto, pele com pele, subindo e descendo por toda a sua extensão. Sentiu o corpo todo tenso, quando a língua dela e, depois, os lábios substituíram as mãos.

"Meu Deus, Rachel." Finalmente emitiu algum som, ao mesmo tempo em que puxava o lençol, para vê-la. Ela o olhou com uma carinha sapeca e continuou o que vinha fazendo.

Quando ele gozou, intensamente, segurando os cabelos dela e apertando o colchão, com a outra mão, ela sorveu cada gota do prazer dele, sentindo-se excitada apenas por fazê-lo, sem nem mesmo ter sido tocada, ainda. Ele respirava fundo, olhos fechados, um sorriso inevitável nos lábios, enquanto sentia o corpo dela repousar ao lado do seu e, logo que teve forças, encarou os olhos castanhos dela.

"É a minha vez." Disse, rouco.

Ela já estava usando somente uma calcinha rosa, que ele tirou, usando dedos e dentes, e, por ter percebido, ao fazê-lo, que, somente o sexo oral com o qual ela tinha lhe presenteado e a menção ao que ele faria com ela, agora, já a tinham deixado molhada, não perdeu tempo.

Afastou as pernas dela, uma da outra, e beijou de leve seu clitórios, depois deslizou a língua por toda a intimidade dela, introduzindo-a em sua cavidade, no final. Movimentou sua língua um pouco, para dentro e para fora, depois a substituiu por dois dedos, e usou a boca para sugá-la, do jeitinho que ele já sabia que ela adorava.

Ela não demorou muito para atingir o auge do prazer, repetindo o nome dele, várias vezes, mordendo os lábios, apertando o travesseiro, fechando os olhos e jogando a cabeça para trás. Quando ela relaxou, ele deitou a seu lado, fazendo o mesmo, e abraçando-a e cobrindo seus corpos com o lençol, mais uma vez.

Dormiram de novo, colados um no outro. Não importava, nem um pouco, que o dia estivesse amanhecendo.