Vegeta consegue encontrar Kakarotto, que ainda estava lidando com a perda devastadora...

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Após uma hora, Kakarotto ainda estava nervoso, mas, comparado a antes, sentia que já não tinha mais lágrimas, restando da tristeza apenas a dor e a saudade, enquanto era tomado pelas lembranças amáveis de sua mãe, que o amou como se fosse um filho, mesmo sendo da raça desprezível que lhe tirou a liberdade e lhe condenou ao martírio.

Ele estava caído de joelhos, de quatro, enquanto segurava a terra entre suas mãos com raiva, até que se levanta e flutua até uma montanha de pedras próxima dali, sentando no pico desta, enquanto apoiava seus cotovelos no joelho com sua cabeça cabisbaixa, deixando as lembranças de sua mãe ressurgirem, trazendo-lhe conforto, permitindo-se perder nelas.

Ficara tão perdido em recordações, que não sentiu um ki conhecido se aproximando a toda a velocidade.

Vegeta enfim havia conseguido rastreá-lo pelo seu scooter com seu rosto sério e consideravelmente ansioso para ver, se de fato, se tornara o lendário guerreiro, por mais que achasse ser algo impossível por ser apenas uma terceira classe, sentindo também raiva, caso fosse verdade.

Afinal, quem deveria ser o super saiya-jin deveria ser ele, o príncipe dos saiya-jins, acrescentando o fato de que nas batalhas, era superior a Kakarotto, sem saber que este perdia de propósito.

O saiya-jin entristecido ergue a cabeça, se surpreendendo ao ouvir alguém chama-lo com uma voz irada, fazendo-o virar o rosto e ver a última pessoa que não desejava ver naquele instante.

– Terceira classe bastarda! O que faz aqui? Como pôde deixar o seu príncipe sem saber do ocorrido?!

Ainda não estava completamente recuperado e ia responder de qualquer jeito, enquanto sentia sua raiva transbordar, quando lhe veio a mente Lian e os seus amigos.

Eles precisavam dele. Não podia sacrifica-los, apenas porque não conseguia lidar com a morte daquela que era sua amada mãe, pois, se algo acontecesse a Lian, como poderia encarar sua mãe no outro mundo? Dizer que a filha dela fora assassinada porque ele foi um fraco no quesito dos seus sentimentos, não conseguido lidar com a tristeza?

Ao pensar nisso, sabendo que poderia virar um proscrito se assim o príncipe desejasse, mesmo sendo um, pois não possuía o sangue real, além de que era um crime agredir o príncipe herdeiro e primeiro na linha de sucessão do trono, já que o mesmo só podia ser desafiado para questionar sua autoridade quando se tornasse rei.

Além disso, mesmo que tivesse sido declarado irmão, o herdeiro direto era visto como superior e, portanto, os demais irmãos deviam-lhe obediência, assim como seus súditos, sendo que os demais príncipes podiam mandar nos subalternos e estes não podiam mandar nos príncipes, mas, estes eram ordenados pelo irmão mais velho.

Em vista de tudo isso, decide encarar como um teste para o seu autocontrole e capacidade de se conter, uma vez que caso não conseguisse passar, acabaria assinando a sentença de morte de sua irmãzinha e amigos. Para o bem deles, precisa passar, mesmo tendo que encarar o humor assassino do príncipe herdeiro.

Inspirando profundamente, se levanta, curvando-se para Vegeta com uma pena dobrada e o braço posicionado transversalmente em seu tórax, aos seus pés e com a cabeça abaixada, falando com a voz humilde:

– Perdoe-me príncipe por não tê-lo procurado antes para explicar o ocorrido. Não há desculpas para meu comportamento e se deseja me punir, aceitarei de bom grado.

Vegeta fica satisfeito ao vê-lo curvado na frente dele, suspirando aliviado ao ver que ele sabia quem era a autoridade, enquanto sentia sua raiva por ele diminuir, além de ter percebido que havia chorando e muito, ao sentir o cheiro salgado de lágrimas, enquanto olhava a destruição a sua volta. Ele sofreu e se admirou de ter essa consideração por um subalterno, pois esta lembrava a que tinha por seu otouto, Tarble, por mais que achasse tal sofrimento por um motivo fútil e desnecessário, já que foi por um mero animal, um ser tão inferior que era indigno de atenção.

Porém, sabia o quanto ele era diferente e seus sentimentos ilógicos e impensáveis para um saiya-jin ter.

Confessava que tinha momentos que pensava se de fato ele era um de sua raça ou não, pois lhe faltava o orgulho de ser a raça mais poderosa de todas com poderes ilimitados, além de ser gentil, amável e bondoso demais a um nível vexatório, mas, que parecia não incomoda-lo, apesar destes serem sentimentos inexistentes aos demais saiya-jins, em tese, além de ser algo típico de criaturas inferiores e patéticas.

Em vista disso, concordava que ele era a exceção, embora se inclinasse para que Tarble também entrasse nessa exceção, pelo que desconfiava, pois lembrava e muito o saiya-jin a sua frente.

Vegeta não sabia que em seu interior já considerava Kakarotto como um irmão e alguém que podia confiar cegamente, como um melhor amigo.

– O que aconteceu na casa de seu pai, terceira classe bastarda? - arqueia o cenho.

– Um saiya-jin foi...

– Isso eu sei. Já me contaram e inclusive, pelo que soube o saiya-jin que você atacou ficará um mês da Medical Machine, além de ter tido um considerável dano mental, com os médicos acreditando que ele não voltará a ser o que era antes. - nisso, observa que Kakarotto sorriu frente à notícia, notando que era um sorriso de satisfação - Quero saber da sua transformação... Se de fato, se transformou no lendário super saiya-jin.

Finaliza irritado e um tanto irado, pois, não havia lógica dele ser um super saiya-jin, enquanto o via erguer o rosto, olhando-o com a confusão evidente em sua face, fazendo o príncipe arquear a sobrancelha:

– Por que essa cara de confusão, terceira classe? Embora acredite que não tenha se tornado, pois pertence a uma classe fraca, não possuindo a linhagem que possuo, além de eu ser o mais poderoso. Não há sentido alguém como você ter se tornado o lendário guerreiro.

– Super saiya-jin? Lendário guerreiro?

– Estou falando da lenda, que praticamente todos os saiya-jins conhecem... A lenda do guerreiro mais poderoso que já existiu entre a nossa raça.

Agora, começa a ficar preocupado, ao ver que a face dele continuava confusa, fazendo-o se questionar se de fato, pelo menos ouvira sobre a lenda, sendo que todos os saiya-jins a conhecem, aprendendo na academia e decide perguntar, enquanto se preparava para a resposta provável, pois se fosse confirmado, seria ainda mais revoltante que não sabia da lenda e mesmo assim, tenha se tornado um.

– Sabe sobre a lenda?

– Não.

Ele responde simplesmente, abanando a cabeça para os lados, passando a olha-lo curiosamente, seu olhar lembrando muito de uma criança ansiosa e curiosa, fazendo Vegeta gemer de frustação com a sua cauda se remexendo na cintura, enquanto revirava os olhos.

Vegeta suspira cansado, passando as mãos nas têmporas, frustrado, enquanto murmurava maldições, pois, parecia um castigo. Um completo idiota e um saiya-jin inferior se tornando um guerreiro lendário.

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Yo!

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